Tuesday, May 26, 2026
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Moçambique, África do Sul e Suazilândia renovam o compromisso regional de combate a malária

A Subvenção Regional MOSASWA reforça a acção transfronteiriça e a parceria para acelerar a eliminação da malária na África Austral

Moçambique, África do Sul e o Reino da Suazilândia reafirmaram o seu compromisso comum com a eliminação da malária através do lançamento da nova subvenção MOSASWA, uma iniciativa transfronteiriça coordenada concebida para reduzir a transmissão da malária e proteger os ganhos conseguidos à custa de muito esforço em toda a África Austral.

A iniciativa MOSASWA, que abrange Moçambique, África do Sul e Suazilândia, reconhece que a malária não pára nas fronteiras. A transmissão desloca-se com as pessoas, os parasitas e, cada vez mais, com os fenómenos meteorológicos extremos, tornando a coordenação regional indispensável para atingir a eliminação.

A nova fase do MOSASWA é apoiada por um investimento catalítico de 24 milhões de dólares, reunindo 8 milhões de dólares do Fundo Global, 12 milhões de dólares da Fundação Gates e 5,5 milhões de dólares de apoio da Goodbye Malaria, sob um mecanismo único e unificado. Este alinhamento visa reforçar o impacto, melhorar a coordenação e manter o impulso rumo à eliminação da malária na região.

O lançamento decorreu em Maputo, Moçambique, e foi liderado pelo Ministro da Saúde de Moçambique, Dr. Ussene Hilário Isse. O evento contou com a presença de representantes dos Ministérios da Saúde de Moçambique, África do Sul e Suazilândia, bem como de líderes regionais de saúde, parceiros técnicos, sociedade civil, doadores, parceiros de implementação e representantes do sector privado.

Este renovado compromisso aprofunda a colaboração transfronteiriça no corredor MOSASWA, uma das áreas mais estrategicamente importantes para a eliminação da malária na África Austral. A acção coordenada entre países vizinhos é determinante para combater a transmissão transfronteiriça da malária, reforçar a vigilância e chegar às populações móveis e mais isoladas.

De acordo com Sherwin Charles, Director Executivo da Goodbye Malaria, “a iniciativa MOSASWA demonstra que eliminar a malária exige mais do que acção nacional; exige uma coordenação eficaz entre países, o alinhamento dos investimentos e a utilização estratégica dos dados.”

Charles sublinhou que, quando o controlo da malária é coordenado em ambos os lados de uma fronteira, o impacto deixa de ser incremental para se tornar exponencial. O modelo MOSASWA demonstra que é possível traduzir financiamento, parceria e foco operacional em resultados concretos e sustentáveis, mesmo perante desafios como a mobilidade populacional, a escassez de recursos e os fenómenos climáticos extremos.

Por sua vez, o Ministro da Saúde, Dr. Ussene Hilário Isse, salientou os progressos alcançados e os objectivos futuros: “As evidências são claras: em Moçambique, registamos reduções significativas nos casos de malária, com destaque para 65,5% na Província de Maputo, 94,3% em Gaza e 58,1% em Inhambane. Estes resultados reflectem o impacto de uma resposta coordenada numa região onde a malária não conhece fronteiras. Com o reforço da iniciativa MOSASWA, visamos acelerar a redução da incidência em 40% até 2028 e atingir a eliminação ao nível distrital em áreas-chave, consolidando um caminho sustentável para uma região livre de malária.”

A parceria MOSASWA já produziu resultados sólidos, incluindo reduções significativas nos casos de malária no sul de Moçambique e uma redução de quase 50% nos casos importados para a África do Sul e a Swazilândia. A nova subvenção contribuirá para manter este progresso através de intervenções transfronteiriças dirigidas, de uma vigilância reforçada e de uma maior cobertura das populações vulneráveis, móveis e remotas.

Neste contexto, Luís Fortunato, Director Regional da Goodbye Malaria, sublinhou o papel determinante da cooperação regional: “A malária não reconhece fronteiras, e é precisamente por isso que a nossa resposta não pode ser isolada. A cooperação entre Moçambique, Suazilândia e África do Sul é essencial para travar a transmissão e impedir a importação de casos entre países. Moçambique continua a registar a mais elevada incidência da doença na região, o que torna este esforço conjunto ainda mais crítico para garantir que os progressos alcançados se mantenham no médio e longo prazo.”

Para Peter Sands, Director Executivo do Fundo Global, a colaboração regional continua a ser essencial: “A acção coordenada, como a que o MOSASWA representa, pode salvar vidas e reforçar os esforços de eliminação. O que está a ser desenvolvido na África Austral oferece lições valiosaspara o resto do mundo.”

O lançamento ocorre num momento de crescente risco de malária associado às alterações climáticas. Na sequência das graves inundações que atingiram Moçambique no início de 2026, o Fundo Global aprovou 2,1 milhões de dólares em financiamento de emergência para apoiar a pulverização residual intradomiciliária e a aplicação de larvicidas nas províncias de Maputo e Gaza, onde o risco de transmissão de malária aumentou acentuadamente. Disponibilizado através da plataforma MOSASWA, este apoio permite uma resposta rápida e coordenada dirigida às áreas de maior risco e às populações deslocadas.

O sector privado continua a desempenhar um papel relevante neste esforço, contribuindo com recursos, inovação, advocacia e dinâmica operacional para a resposta à malária. A contribuição da Goodbye Malaria para o MOSASWA ilustra o poder da liderança do sector privado africano no apoio às prioridades regionais de saúde e na aproximação dos países à eliminação. Este compromisso é reforçado por uma rede de parceiros do sector privado, incluindo a Vodacom Moçambique e a Nando’s, cujo apoio continuado demonstra o que se torna possível quando os negócios, a criatividade e o propósito se mobilizam ao serviço da saúde pública.

Conferência Mundial sobre Malária

A par do lançamento do MOSASWA, Maputo acolheu a Conferência Mundial sobre Malária, um encontro de alto nível que reuniu líderes governamentais, especialistas em saúde global, agências técnicas e representantes da filantropiaropia, da implementação, da advocacia e do sector privado.

A conferência examinou o que é necessário para avançar na eliminação da malária num contexto de recursos limitados, choques climáticos, financiamento em mudança e transformação acelerada. Os debates centraram-se em como tornar a resposta à malária mais eficaz, reforçar a liderança dos países, integrar a inovação, potenciar um financiamento mais inteligente e eficiente, e construir as parcerias necessárias para atingir a eliminação.

Em conjunto, o lançamento do MOSASWA e a Conferência Mundial sobre Malária foram concebidos para ir além da celebração dos progressos. Demonstraram como a eliminação da malária liderada por África, apoiada por uma sólida colaboração regional e por parcerias sustentadas, pode produzir resultados com relevância muito para lá da África Austral.

Parceria entre Profile e Women in Tech promove inclusão digital

A Profile Mozambique e a Women in Tech® Global (WITG) anunciaram a formalização de uma parceria estratégica de cooperação mútua, consubstanciada num Memorando de Entendimento.

O acordo estabelece uma colaboração no domínio da comunicação, da visibilidade mediática e da realização de workshops, com foco no fortalecimento do ecossistema tecnológico moçambicano e na promoção da participação feminina nos sectores de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática, os campos que a sigla STEAM designa.  

Uma parceria que responde a uma necessidade real

A representação feminina nos sectores tecnológicos continua a ser um dos principais défices estruturais da economia digital moçambicana. Segundo dados globais da Women in Tech® Global, as mulheres representam menos de 30% da força de trabalho no sector das tecnologias de informação em África.

Em Moçambique, a proporção é ainda mais baixa, concentrada sobretudo em funções de suporte, com escassa presença em posições de liderança técnica ou estratégica.

A parceria entre a Profile e a WIT Mozambique responde a este cenário de forma directa. A soma das duas plataformas cria um canal de visibilidade e capacitação que não existia nesta configuração no mercado moçambicano.

A parceria está alinhada com a meta global da Women in Tech® de impactar um milhão de mulheres e raparigas em STEAM até 2030 e posiciona Moçambique como um dos territórios activos nessa trajectória.

Sobre a PROFILE

A Profile Mozambique é uma plataforma editorial e de inteligência de mercado dedicada ao ecossistema empresarial de Moçambique. Produz conteúdos analíticos nas áreas de negócios, investimento, energia, tecnologia e inovação, e serve como ponto de ligação entre empreendedores, investidores e empresas que operam no país.

Sobre a Women in Tech® Global

A Women in Tech® Global, sediada em Paris, França, actua em mais de 60 países com a missão de fechar o fosso de género nos sectores tecnológicos. A sua abordagem assenta em quatro pilares: educação, negócios, inclusão social e advocacia.

Em Moçambique, opera através do capítulo nacional WIT Mozambique, integrando uma rede global que impacta anualmente milhões de mulheres e raparigas com acesso a formação, mentoria e oportunidades no mercado digital.

Yango Group anuncia bolseiros de 2026 do Yango Fellowship em seis países africanos

O Yango Group anunciou os bolseiros de 2026 do seu programa Yango Fellowship, seleccionando 24 participantes entre mais de 600 candidatos provenientes de seis países africanos. Ao longo de 12 semanas, os bolseiros irão desenvolver projectos baseados em ciência e tecnologia, utilizando competências técnicas, e apresentá-los num Demo Day final em Abidjan, na Costa de Marfim. Os participantes selecionados são provenientes da Costa de Marfim, Zâmbia, Etiópia, Senegal, Moçambique e Gana, expandindo o alcance do programa de dois países no ano passado para seis em 2026.

O programa deste ano foca-se na aplicação prática da inteligência artificial. Os participantes irão desenvolver soluções como ferramentas para a literacia em saúde, sistemas de monitorização de energia, modelos de optimização de tráfego e aprendizagem personalizada em línguas locais. O fellowship está estruturado em três etapas: definição do problema e análise de mercado, desenvolvimento do produto e apresentação final.

O programa culmina com um Demo Day, onde as equipas apresentam os seus projectos a especialistas da indústria e parceiros, podendo receber financiamento inicial para apoiar o desenvolvimento de MVPs. “O Yango Fellowship faz parte do nosso investimento de longo prazo nos ecossistemas tecnológicos locais”, afirmou Adeniyi Adebayo, Chief Business Officer do Yango Group. “Ao apoiar talentos em fase inicial e promover a colaboração entre mercados, pretendemos contribuir para o desenvolvimento de soluções escaláveis que respondam a necessidades reais nos mercados africanos, ao mesmo tempo que ajudamos os fundadores a criar e expandir produtos capazes de operar para além de um único país.”

De acordo com o Banco Mundial, África enfrenta um défice de mais de 2,5 milhões de profissionais nas áreas STEM. O programa visa proporcionar experiência prática e reforçar os caminhos para carreiras tecnológicas através de mentoria e aprendizagem baseada em projetos. Nos programas anteriores, os participantes desenvolveram soluções nas áreas da saúde, educação e engenharia.

Alguns graduados garantiram estágios em organizações parceiras, enquanto outros receberam financiamento para iniciativas comunitárias. Ex-bolseiros lançaram startups, produtos digitais e projectos não governamentais, dando continuidade ao seu trabalho para além da fellowship.

Radjha Ally e KA-TEMBE CONNEXION representam Moçambique no MTN Bushfire Festival 2026

Todos os anos, a cultura e o talento moçambicanos destacam-se no aclamado festival internacional de música e artes, MTN Bushfire. Em 2026, Moçambique estará representado por Radjha Ally e pelo conjunto Moçambique–Eswatini, Ka-Tembe Connexion, reforçando a identidade pan-africana do evento.

O festival terá lugar de 29 a 31 de Maio de 2026, no emblemático House On Fire, situado no pitoresco Vale de Malkerns, em Eswatini. Mantendo o espírito duradouro de “Bring Your Fire” (Traga o Seu Fogo), a edição de 2026 reafirma o compromisso do MTN Bushfire em realizar um dos principais festivais sustentáveis de África.

A primeira vaga de artistas anunciada reflecte a identidade eclética e consciente do festival, expressa através de uma programação pan-africana e global. Em linha com o seu perfil multicultural, o evento reúne artistas de 20 países africanos e de outras regiões do mundo, reforçando o seu alcance internacional e diversidade cultural.

Bilhetes disponíveis online (limitados)

O MTN Bushfire caminha para esgotar pela 14.ª edição consecutiva. Os bilhetes para a Golden Lounge já se encontram completamente esgotados. No entanto, os fãs moçambicanos ainda podem participar nesta celebração única de unidade na diversidade, inclusão social e tolerância.

Um número limitado de bilhetes para a Main Arena e para crianças continua disponível em www.bush-fire.com. As compras podem ser efectuadas por cartão de crédito ou transferência electrónica (EFT).

Viagem e experiência do festival: Moçambique – All Out Africa

A All Out Africa organiza pacotes anuais de viagem de ida e volta a partir de Maputo e Tofo. Os pacotes incluem duas noites de acampamento na Tent Village e pequeno-almoço para duas pessoas.

Mais informações estão disponíveis na secção “Plan” do site oficial.

Parceiro de viagem em Moçambique: MCI

No âmbito dos seus esforços de colaboração transfronteiriça, o MTN Bushfire mantém a parceria com a MCI em Moçambique, seu parceiro oficial de viagens e logística desde 2024. A MCI assegura o transporte dos participantes (“Fire Starters”) a partir de Maputo, podendo também organizar viagens de grupo mediante solicitação.

Contacto: traveldivision@mci.co.mz

Tema do Festival: “Juncture of Hum”

O tema de 2026, “Juncture of Hum”, ilustra a energia que emerge quando vozes individuais se unem num ponto de transformação, onde ritmo, cultura e propósito se cruzam.

Nesta edição, artistas, público, activistas e comunidades reúnem-se nesse ponto para criar significado colectivo e inspirar novas possibilidades através da música, movimento, diálogo e acção. O conceito reforça a ideia de que o impacto do festival vai além do evento, contribuindo para um futuro mais inclusivo, criativo e sustentável.

Programação Pan-Africana: destaque para Moçambique

A programação multidisciplinar do festival inclui música, teatro, dança, poesia, cinema e diversas formas de expressão artística.

Natural de Nampula, no norte de Moçambique, Radjha Ally é um artista versátil cujo som combina ritmos tradicionais moçambicanos com influências africanas contemporâneas.

A sua presença no cartaz de 2026 celebra o talento nacional e reforça o papel do MTN Bushfire como plataforma de intercâmbio cultural pan-africano.

A sua participação conta com o apoio do Southern African Music Festivals Circuit (IGODA), fortalecendo a mobilidade artística na região.

Ka-Tembe Connexion: colaboração transfronteiriça

O festival contará igualmente com uma actuação especial do colectivo Ka-Tembe Connexion, que reúne artistas de Moçambique e Eswatini num espaço de criação colaborativa e intercâmbio cultural.

O grupo integra artistas como Beauty Sitoe, Fernando Maholele, Silke e Gerson Mbalango (Moçambique), bem como Sihlangu Sibiya, Kalulu e Sarnilo (Eswatini), simbolizando a mobilidade artística e a cooperação regional.

Alojamento no MTN Bushfire

O festival oferece diversas opções de alojamento, incluindo campismo no local, unidades de hospedagem próximas (B&B) e hotéis de categoria superior. As reservas costumam esgotar meses antes do evento.

Aplicação oficial e conectividade

O MTN Bushfire lança a aplicação oficial do festival 2026, concebida para melhorar a experiência dos participantes. A app permite planear agendas, conectar-se com outros participantes e aceder a informações essenciais.

Disponível no Google Play e App Store (Howler Festival App), a aplicação permite ainda integração com Facebook para facilitar interacções.

A conectividade no evento será assegurada pela MTN Eswatini, garantindo acesso contínuo à internet e serviços digitais durante o festival.

Patrícia Aquarelli: “O maior valor reputacional de uma marca são as pessoas”

A sexta edição do Superbrands Moçambique surge num momento de crescente maturidade e afirmação do ecossistema de marcas no país. À frente desta iniciativa está Patrícia Aquarelli, CEO da Superbrands Moçambique, uma profissional de marketing com uma visão clara sobre o que distingue uma marca comum de uma marca de excelência.

Nesta entrevista, Patrícia aborda o rigor do processo de selecção, as tendências do branding no mercado moçambicano e o tema central da 4.ª Conferência Marketeers em Acção, agendada para o dia 12 de Maio de 2026, no Polana Serena Hotel, em Maputo.

O processo de selecção da Superbrands distingue-se de outras iniciativas do mercado. Como funciona a metodologia?

O processo assenta num princípio fundamental: escolher as pessoas certas para avaliar. Seleccionamos profissionais qualificados e decisores do mercado, a quem chamamos conselheiros. São especialistas locais que avaliam as marcas com base em cinco dimensões: domínio de mercado, longevidade, goodwill, lealdade e aceitação.

Cada conselheiro atribui uma pontuação de zero a dez em cada uma destas dimensões, garantindo um processo profundo, rigoroso e altamente criterioso.

A grande diferença em relação a outras iniciativas está precisamente neste modelo. A Superbrands não mede apenas a percepção do consumidor, escolhe quem tem capacidade técnica e experiência para avaliar. Embora no passado tenhamos trabalhado em paralelo com estudos de consumidor, actualmente seguimos exclusivamente a metodologia internacional, que privilegia o olhar dos especialistas.

Nesta sexta edição, quantas marcas integram o painel?

Nesta edição, doze marcas integram o painel final. Estas marcas resultam de um universo de avaliação que abrange cerca de mil e quinhentas marcas activas no mercado moçambicano.

O convite e a aceitação já são, por si só, um sinal claro de prestígio. A lista completa será revelada no momento oficial, durante o evento, mas posso adiantar que contamos com marcas de grande relevância e que aceitaram este desafio com elevado entusiasmo.

Uma das novidades desta edição foi a criação dos Chats Superbrands. Em que consistem?

Foi, sem dúvida, uma das iniciativas mais marcantes desta edição. Criamos os Chats Superbrands com o objectivo de entrevistar os CEOs das marcas seleccionadas.

Estar frente a frente com líderes de organizações como o BCI, a Fidelidade Ímpar, o UBA ou o BNI é uma experiência enriquecedora para toda a equipa. Não estamos a falar com departamentos, estamos a falar directamente com quem define a visão e a estratégia de empresas com milhares de colaboradores. Isso eleva significativamente a qualidade do conteúdo e da reflexão.

A 4.ª Conferência Marketeers em Acção tem um tema central muito desafiante. Qual é e o que o motivou?

O tema é: “Pessoas: o activo reputacional que sustenta as marcas”.

Esta é uma ideia que atravessa toda a conferência. Podemos investir em notoriedade, desenvolver identidades visuais fortes e executar campanhas impactantes. Mas, no final, quem materializa a marca são as pessoas.

São os colaboradores que representam a marca no contacto com o cliente, que garantem a consistência da experiência e que, na prática, funcionam como o verdadeiro cartão de visita da organização.

A conferência contará com um keynote speaker internacional, Matheus Vecchio, especialista em vendas, comunicação e retalho, reconhecido pela Forbes Latam e orador TEDx. Teremos ainda como convidada de honra a Doutora Vitória Diogo, antiga Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social e da Função Pública.

O evento realiza-se no dia 12 de Maio de 2026, entre as 08h00 e as 13h00, no Polana Serena Hotel, em Maputo.

Que caminho recomenda às marcas que ambicionam ser reconhecidas como Superbrands?

O primeiro passo é sempre interno. As marcas devem começar por investir nas suas pessoas, porque é aí que a reputação se constrói diariamente.

Depois, é fundamental saber comunicar de forma clara, tanto internamente como para o exterior. A marca precisa de definir como quer ser percebida: sólida, inovadora, sustentável, próxima.

Com essa base, deve fazer uma avaliação honesta do seu posicionamento actual, definir um propósito claro e traçar um plano de acção consistente.

Só quando existe solidez interna é que faz sentido investir na projecção externa. A sequência é clara.

Parceria com a APIEX reforça posicionamento do Millennium bim no apoio ao investimento directo estrangeiro em Moçambique

O Millennium bim e a Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (APIEX,IP) assinaram um Memorando de Entendimento que estabelece uma parceria estratégica orientada para dinamizar o Investimento Directo Estrangeiro em Moçambique, reforçando a articulação entre o sector financeiro e as instituições públicas como motor do crescimento económico.

Num contexto em que o país regista níveis relevantes de Investimento Directo Estrangeiro, esta parceria afirma-se como uma resposta estruturada para potenciar a atractividade de Moçambique e acelerar a concretização de oportunidades de investimento.

O acordo estabelece um quadro de cooperação institucional que posiciona o Millennium bim como parceiro no apoio ao investimento, assegurando soluções financeiras competitivas e acompanhamento ao longo do ciclo de investimento, desde a entrada até à sua expansão. Em simultâneo, a colaboração com a APIEX,IP permitirá reforçar a captação de investimento em sectores prioritários e promover uma abordagem mais integrada na relação com investidores estrangeiros.

Para Rui Pedro, Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, “esta parceria reforça o posicionamento do Millennium bim como um agente activo na dinamização do investimento em Moçambique, criando condições para a concretização de projectos estruturantes com impacto real na economia”.

Por seu turno, Luís Machava, Director Geral da APIEX,IP sublinhou que “o acordo representa um avanço na capacidade do país em atrair Investimento Directo Estrangeiro, oferecendo aos investidores uma resposta mais integrada e eficiente”.

No âmbito desta parceria, destacam-se iniciativas como a participação em acções de promoção económica, com enfoque na FACIM, o apoio à estruturação do Guia do Investidor Estrangeiro, a realização de briefings económicos dirigidos a investidores estrangeiros, bem como o apoio a missões empresariais e eventos sectoriais.

O acordo contempla ainda a disponibilização de soluções financeiras em condições preferenciais e a colaboração na comunicação institucional da APIEX,IP nos canais digitais. Esta parceria constitui um instrumento relevante para fortalecer o ambiente de negócios no País, apoiar a captação de investimento e contribuir para o posicionamento de Moçambique como um destino preferencial para o Investimento Directo Estrangeiro.

Miguel Alvim nomeado Director-Geral da KPMG Moçambique

A KPMG Moçambique anunciou a nomeação de Miguel Alvim para o cargo de Presidente do Conselho de Administração e Director-Geral (Country Managing Partner), com efeitos a partir de 1 de Outubro de 2026.

Miguel Alvim sucede a Quintino Cotão, que se reforma após mais de três décadas de serviço prestado à firma, marcando o encerramento de um ciclo de liderança na consultora internacional.

Segundo a empresa, a nomeação enquadra-se na estratégia de continuidade e fortalecimento institucional, num contexto em que o mercado exige maior capacidade de adaptação, inovação e soluções orientadas para resultados.

No exercício das novas funções, Miguel Alvim deverá liderar uma agenda centrada na transformação digital, no reforço da competitividade e no aumento do impacto junto dos clientes, procurando consolidar o posicionamento da KPMG no mercado moçambicano.

Descrito como um líder orientado para as pessoas e consultor de confiança, Miguel Alvim é reconhecido pelo profundo conhecimento do ambiente empresarial, compromisso com elevados padrões de qualidade e integridade, bem como pela aposta consistente na criação de valor sustentável.

A KPMG Moçambique considera que esta transição representa mais um passo na evolução da firma, reiterando confiança no contributo da nova liderança para o crescimento da organização, valorização do capital humano e apoio ao desenvolvimento do sector empresarial nacional.

Fitch desce ‘rating’ de Moçambique para ‘CC’ e agrava percepção de risco de crédito

A agência internacional de notação financeira Fitch Ratings rebaixou o rating de incumprimento do emissor de longo prazo em moeda estrangeira de Moçambique de ‘CCC’ para ‘CC’, um nível que sinaliza risco muito elevado de incumprimento e maior proximidade de falha no pagamento das obrigações financeiras do Estado.

Na sua avaliação, a Fitch considera agora provável a reestruturação do único eurobônus em circulação, tendo em conta o agravamento das condições financeiras e a trajectória da dívida pública. A agência sublinha que a decisão surge num contexto de intenção manifestada pelas autoridades moçambicanas de iniciar diálogo com credores sobre eventuais operações de dívida, incluindo possíveis trocas que impliquem perdas para investidores.

Mesmo sem esse cenário, a Fitch alerta para um risco elevado de evento de crédito, seja através de uma reestruturação associada a um programa do Fundo Monetário Internacional, seja por incumprimento caso esse apoio não se materialize ou não seja cumprido.

O rating continua a reflectir dificuldades estruturais de financiamento, com défices fiscais persistentes, níveis elevados de dívida pública e acumulação de atrasos no serviço da dívida. Em 2025, os atrasos atingiram cerca de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB), evidenciando pressões de liquidez no sector público. O défice fiscal é estimado em 4,6% do PIB, acima da média de países com classificação semelhante.

A Fitch projeta que a dívida pública permaneça acima de 90% do PIB entre 2026 e 2027, com crescimento da componente interna, que poderá atingir cerca de 40%, elevando os custos de financiamento e os riscos de sustentabilidade.

Apesar do cenário adverso, a agência reconhece factores de mitigação, incluindo as perspectivas de desenvolvimento do gás natural liquefeito a partir de 2028, a redução das tensões políticas e a continuidade dos fluxos de investimento directo estrangeiro.

Fonte: Reuters

A Eskom e a South32 colaboram no fornecimento de energia renovável para a fundição de alumínio de Hillside

A empresa de energia sul-africana Eskom e a South32 estão trabalhando em um plano de eletricidade renovável para a fundição de alumínio Hillside da empresa australiana, que entrará em vigor a partir de 2031, disseram as duas empresas na terça-feira.

A fábrica de Hillside, com capacidade para 720.000 toneladas métricas por ano, localizada na costa leste da África do Sul, é a maior fundição de alumínio do hemisfério sul e possui um contrato de 10 anos com a Eskom para custos de energia com desconto, com término em 2031.

A África do Sul concede tarifas de eletricidade com desconto para fundições que consomem muita energia, porque as fábricas, que sustentam dezenas de milhares de empregos, provavelmente fechariam se fossem obrigadas a pagar as tarifas padrão em um país com altos custos de geração de energia a carvão.

Os elevados custos da eletricidade, que aumentaram aproximadamente dez vezes desde 2008, forçaram o fechamento de dezenas de usinas.

A Eskom e a South32 criaram uma equipe conjunta para “explorar mecanismos que possam trazer energia renovável a preços competitivos para a rede nacional”, disseram as duas empresas em um comunicado conjunto.

“É importante que continuemos com esse ritmo, trabalhando em direção a uma solução energética viável e de baixo carbono para Hillside a partir de 2031, quando o contrato de eletricidade atual expirar”, disse Noel Pillay, diretor de operações da South32.

A South32 colocou sua fundição de alumínio Mozal, em Moçambique, em regime de manutenção e conservação em 15 de março, após não conseguir garantir um fornecimento de energia suficiente e acessível para a planta.

O director executivo da Eskom, Dan Marokane, afirmou que a colaboração com a South32 ajudará a “desenvolver uma solução energética de longo prazo que apoie a competitividade industrial e, ao mesmo tempo, impulsione a transição da África do Sul para um sistema de eletricidade com menor emissão de carbono”.

Aprovados novos salários mínimos

O Governo acaba de aprovar novos salários mínimos, com um aumento que varia entre 3 a 9 por cento, em diversos sectores de actividade.

Os novos ordenados estão em vigor desde 1 de Abril, incluindo nove sectores, e resultam do diálogo entre o Governo, sector privado e a Comissão Consultiva.

Os dados foram apresentados há instantes no fim de mais uma sessão de Conselho de Ministros que esteve reunido na cidade de Maputo.

De acordo com o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, o rejuste salarial obedeceu a diversos indicadores, num cenário em que a economia foi assolada por intempéries, a guerra no Médio Oriente, entre outros factores.

Foi ainda avaliada a capacidade das empresas cobrirem as despesas de salários sem faltar as suas responsabilidades fiscais.

A última tabela salarial indica para 4.991 meticias para a pesca de Kapenta e o máximo é da Banca e Seguros, com 17.881,32 meticais.