Tuesday, May 26, 2026
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Conferência Mulheres nas Finanças 2026 coloca inclusão financeira no centro do debate económico

A segunda edição da Conferência Mulheres nas Finanças “Women in Finance Conference 2026” reuniu em Maputo, líderes, especialistas e decisores do ecossistema financeiro moçambicano numa plataforma de reflexão estratégica sobre a inclusão financeira das mulheres, a inovação digital e o papel dos dados como instrumentos de transformação estrutural.

O evento foi organizado pela Financial Sector Deepening Moçambique (FSDMoç), em parceria com o Banco Mundial e a New Faces New Voices, e teve como lema “Give Data, Gain Inclusion / Forneça Dados, Conquiste Inclusão”. A cerimónia de abertura foi dirigida por Ivete Alane, Ministra do Trabalho, Género e Acção Social.

Esselina Macome – Directora Executiva (CEO) FSDMoç

Para a liderança da FSDMoç, o Fórum confirmou que, apesar dos progressos registados por algumas instituições, o sistema financeiro moçambicano como um todo enfrenta ainda um fosso estrutural entre a presença das mulheres como clientes e o acesso efectivo ao crédito e ao financiamento produtivo um fosso que, como ficou claro ao longo das intervenções, não é apenas um problema de género, mas um obstáculo ao crescimento económico inclusivo e sustentável do país.

Standard Bank: Apenas 22% do crédito concedido em Moçambique vai para as mulheres

Administrador-Delegado do Standard Bank Moçambique, Bernardo Aparício

Uma das intervenções mais marcantes da conferência coube ao Administrador-Delegado do Standard Bank Moçambique, Bernardo Aparício, que apresentou dados internos da instituição que expõem uma contradição estrutural no sistema financeiro moçambicano, apenas 22% do crédito concedido pelo banco tem como destinatárias mulheres um número que o próprio classificou como “o dado mais importante e, por isso, o mais preocupante” no panorama da inclusão financeira feminina no país.

A contradição torna-se ainda mais evidente quando se analisa o perfil de utilização dos serviços bancários. As mulheres representam 32% da base total de clientes do Standard Bank Moçambique, mas entre os clientes activos, aqueles que efectivamente utilizam os serviços de forma regular a percentagem sobe para 48%, muito próximo da paridade com os homens. “Uma vez integradas no sistema financeiro, as mulheres utilizam-no de forma mais consistente, intensa e relevante. O problema não está no uso. Está na porta de entrada”, afirmou Aparício, sublinhando que a distância entre os 48% de utilização activa e os 22% de acesso ao crédito constitui “um indicador claro de discriminação de género no sistema financeiro.”

O responsável defendeu que as tecnologias digitais oferecem, pela primeira vez na história da banca africana, ferramentas concretas para corrigir este desequilíbrio estrutural. As plataformas digitais e as carteiras móveis criaram um rasto de dados de transacções de pessoas que, há quinze anos, eram completamente invisíveis ao sistema financeiro. “Quando uma mulher empresária não tem um histórico bancário tradicional, podemos olhar para os seus padrões de carteira móvel, para o seu histórico de pagamentos de electricidade, para a consistência nos seus grupos de poupança e para os seus ciclos de compras junto de fornecedores”, explicou.

Contudo, Aparício lançou igualmente um aviso sobre o risco do uso acrítico dos dados: se os modelos de crédito forem construídos com base em dados históricos que reflectem décadas de exclusão feminina, o resultado será uma discriminação invisível e sistemática. “Esta é, talvez, a mais perigosa forma de discriminação nos serviços financeiros”, alertou.

Na desconstrução do conceito de banca sensível ao género, o administrador foi directo e sem concessões: “Não é um cartão com um design diferenciado. Nem uma campanha de marketing do mês ou do dia internacional. Não é isso que vai mover a agulha para uma maior inclusão de género.” Para Aparício, uma banca verdadeiramente sensível ao género actua em duas frentes simultâneas internamente, com o reforço da representatividade feminina nas equipas, e externamente, com iniciativas estruturadas de acesso ao financiamento e capacitação empresarial.

O Standard Bank registava, à data da conferência, 42% de mulheres em cargos de liderança, com ambição declarada de atingir entre 45% e 55%. No plano externo, o responsável destacou a adesão do banco ao Women Entrepreneurs Finance Code e o envolvimento, nos últimos anos, de mais de 300 mulheres empreendedoras em sessões de capacitação, sustentabilidade e competitividade, em parceria com organizações como a Lions South Africa e a Influencia Z.

Encerrando a intervenção, Bernardo Aparício sintetizou o espírito da conferência, “Entre os 48% de clientes activas mulheres e os 22% de acesso ao crédito, há um delta que representa simultaneamente a medida da nossa responsabilidade e a medida da nossa oportunidade. O que nos falta verdadeiramente não é o meio. É a intenção, o método e, às vezes, a coragem institucional. Um sistema financeiro que não mede as mulheres não as serve. E o que não serve, mais cedo ou mais tarde, perde-se.”

BCI: Paridade na concessão de crédito como referência possível

O Presidente da Comissão Executiva do BCI, Francisco Costa, integrou o painel dedicado ao tema “Liderança e Governança em Instituições Financeiras: Sistemas para a Inclusão Financeira Digital”, onde apresentou uma perspectiva distinta sobre o estado da inclusão financeira feminina em Moçambique. Costa revelou que o BCI registava indicadores de paridade ou de ligeira superação da concessão de crédito às mulheres em relação aos homens. “Eu consigo dizer que tenho um nível de concessão de crédito a senhoras igual ou ligeiramente superior ao dos homens”, afirmou.

O responsável alertou, contudo, para os desafios ainda existentes, nomeadamente a informalidade do trabalho feminino, que condiciona o acesso ao financiamento e torna este tema particularmente crítico no contexto moçambicano. Na sua intervenção, Costa abordou o papel da liderança estratégica, dos modelos de governação e dos sistemas internos das instituições financeiras na promoção de soluções digitais inclusivas, na integração de dados para uma tomada de decisão mais informada e na incorporação de abordagens sensíveis ao género nas políticas e práticas institucionais.

Para o Presidente da Comissão Executiva do BCI, a promoção da inclusão financeira das mulheres exige um esforço colectivo, institucional e culturalmente transversal. “Tem de ser um trabalho conjunto. Este é um trabalho de todos. De todas as instituições envolvidas, de quem tem impacto na cultura, na alteração de procedimentos, na alteração do comportamento das pessoas. Todos somos poucos para conseguirmos. Mas já fizemos muita coisa”, sublinhou.

A Women in Finance Conference 2026 consolidou-se como o principal fórum nacional de debate sobre inclusão financeira das mulheres, reunindo numa mesma sala instituições bancárias, organismos internacionais de desenvolvimento e representantes do Governo.

Standard Bank alerta: Apenas 22% do crédito concedido em Moçambique vai para as mulheres

Administrador do banco defende banca sensível ao género como imperativo estratégico e não como iniciativa de marketing; dados internos revelam paradoxo entre elevada utilização feminina dos serviços e acesso limitado ao financiamento.

O Administrador do Standard Bank Moçambique, Bernardo Aparício, deixou um alerta claro durante a Conferência das Mulheres nas Finanças 2026, apenas 22% do crédito concedido pelo banco tem como destinatárias mulheres um número que classificou como “o dado mais importante e, por isso, o mais preocupante” no panorama da inclusão financeira feminina em Moçambique.

A intervenção de Aparício decorreu no âmbito da conferência organizada pela Financial Sector Deepening Moçambique (FSDMoç), em parceria com o Banco Mundial e a New Faces New Voices, sob o lema “Give Data, Gain Inclusion / Forneça Dados, Conquiste Inclusão”. O evento reuniu actores do ecossistema financeiro moçambicano para uma reflexão estratégica sobre o papel das tecnologias digitais e da liderança no avanço da inclusão financeira e do empoderamento económico das mulheres.

Os dados partilhados pelo responsável do Standard Bank revelam uma contradição estrutural no sistema financeiro moçambicano. Se as mulheres representam 32% da base total de clientes do banco um número que o próprio admitiu que “tem de ser lido com franqueza”, a realidade muda substancialmente quando se analisa o perfil dos clientes activos: neste segmento, as mulheres representam 48%, próximo da paridade com os homens.

“Uma vez integradas no sistema financeiro, as mulheres utilizam-no de forma mais consistente, intensa e relevante. O problema não está no uso. Está na porta de entrada”, afirmou Aparício, sublinhando que a distância entre os 48% de utilização activa e os 22% de acesso ao crédito constitui “um indicador claro de discriminação de género no sistema financeiro.”

O responsável acrescentou que 32% das clientes do banco já utilizam canais digitais de forma autónoma um dado que considerou animador, tendo em conta as limitações de acesso à internet que ainda caracterizam o contexto moçambicano.

A oportunidade digital como correctivo

Bernardo Aparício defendeu que as tecnologias digitais oferecem, pela primeira vez na história da banca africana, ferramentas concretas para corrigir este desequilíbrio estrutural. As plataformas digitais e as carteiras móveis criaram um rasto de dados de transacções de pessoas que, há quinze anos, eram completamente invisíveis ao sistema financeiro.

“Quando uma mulher empresária não tem um histórico bancário tradicional, podemos olhar para os seus padrões de carteira móvel, para o seu histórico de pagamentos de electricidade, para a consistência nos seus grupos de poupança e para os seus ciclos de compras junto de fornecedores”, explicou o administrador. Na sua perspectiva, a inteligência de dados bem desenhada permite identificar pequenas empresárias com excelente capacidade de pagamento que um analista tradicional rejeitaria sem hesitação.

Contudo, Aparício lançou também um aviso, se os modelos de crédito forem construídos com base em dados históricos que reflectem décadas de exclusão feminina, o resultado será uma discriminação invisível e sistemática. “Esta é, talvez, a mais perigosa forma de discriminação nos serviços financeiros”, alertou.

O administrador do Standard Bank foi directo na desconstrução do conceito de banca sensível ao género. “Não é um cartão com um design diferenciado. Nem uma campanha de marketing do mês ou do dia internacional. Não é isso que vai mover a agulha para uma maior inclusão de género”, afirmou, em declarações que geraram eco na sala.

Para Aparício, uma banca verdadeiramente sensível ao género actua em duas frentes simultâneas: internamente, através do reforço da representatividade feminina nas equipas o Standard Bank registava, à data, 42% de mulheres em cargos de liderança, com ambição declarada de atingir entre 45% e 55%, e externamente, através de iniciativas estruturadas de acesso ao financiamento e de capacitação empresarial.

Neste plano externo, o responsável destacou a adesão do banco ao Women Entrepreneurs Finance Code e o envolvimento, nos últimos anos, de mais de 300 mulheres empreendedoras em sessões de capacitação, sustentabilidade e competitividade, em parceria com organizações como a Lions South Africa e a Influencia Z.

Um delta que é uma oportunidade

Encerrando a sua intervenção, Bernardo Aparício deixou uma reflexão que sintetizou o espírito da conferência, “Entre os 48% de clientes activas mulheres e os 22% de acesso ao crédito, há um delta que representa simultaneamente a medida da nossa responsabilidade e a medida da nossa oportunidade.” O responsável apelou ao sector financeiro moçambicano para agir com urgência, método e coragem institucional. “O que nos falta verdadeiramente não é o meio. É a intenção, o método e, às vezes, a coragem institucional. Um sistema financeiro que não mede as mulheres não as serve. E o que não serve, mais cedo ou mais tarde, perde-se”, concluiu.

Lançamento do Women in Tech Mozambique | 19 de Maio

O lançamento do Women in Tech Mozambique Chapter está a chegar, e tu fazes parte deste momento.
📅 Data: Terça-feira, 19 de Maio de 2026
⏰ Horário: 18:30 – Registo e Networking inicial
💻 Formato: Evento Virtual

Este não é apenas um lançamento é o início de um movimento.
Um espaço criado para conectar talento, partilhar conhecimento e abrir novas oportunidades para mulheres na tecnologia em Moçambique.
💡 Junta-te a nós e faz parte desta comunidade que está a transformar o futuro.

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Garanta o seu lugar nesta jornada de empoderamento e inovação.
Nota: As vagas são limitadas a 100 participantes. Garanta a sua confirmação antecipadamente.

First Capital Bank aumenta lucros em 21,4%

O First Capital Bank Moçambique encerrou o exercício de 2025 com crescimento consistente da actividade e dos resultados, registando um aumento de 21,4 por cento no resultado líquido, que atingiu 2.026 milhões de meticais, num desempenho que o banco atribui à eficiência operacional, crescimento dos depósitos e fortalecimento da relação com os clientes.

De acordo com os resultados económico-financeiros divulgados pela instituição, o produto bancário cresceu 16,4 por cento, fixando-se em 4.207 milhões de meticais, enquanto os depósitos de clientes aumentaram 32,7 por cento, totalizando 26,7 mil milhões de meticais.

O activo total também registou crescimento, subindo 23,2 por cento para 36,4 mil milhões de meticais, enquanto os capitais próprios avançaram 32,7 por cento, para 5.520 milhões de meticais, reforçando a posição financeira do banco.

A instituição reportou ainda uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) de 41,2 por cento, acima da média do sector, e um rácio de solvabilidade de 21,06 por cento, mantendo-se acima do mínimo regulamentar.

Segundo o administrador-delegado do First Capital Bank Moçambique, João Rodrigues, os resultados reflectem a resiliência do modelo de negócio da instituição num contexto económico desafiante.

“Os resultados alcançados em 2025 reflectem a solidez do nosso modelo de negócio e a confiança contínua dos nossos clientes. Num contexto desafiante, mantivemos uma trajectória de crescimento, com destaque para o forte desempenho dos depósitos e a melhoria da eficiência operacional”, afirmou.

No plano operacional, o banco manteve um rácio cost-to-income de 29,1 por cento, indicador que aponta para elevados níveis de eficiência.

Durante o período, a instituição reforçou a aposta em soluções financeiras personalizadas, com enfoque em serviços transaccionais, estratégia que, segundo o banco, contribuiu para o crescimento sustentado dos depósitos e para a expansão da base de clientes.

O banco destacou igualmente investimentos em capital humano, encerrando o ano com 198 colaboradores, além da implementação de um fundo de pensões para trabalhadores e da realização da terceira edição da Academia First, programa de estágios voltado para formação e desenvolvimento de talentos.

Os resultados surgem num período em que o sector bancário procura consolidar resiliência e capacidade de resposta num ambiente económico marcado por desafios internos e externos.

Área 4: GNL moçambicano chega a Singapura

Um novo carregamento de Gás Natural Liquefeito proveniente da Área 4 da Bacia do Rovuma chegou a Singapura, reafirmando o posicionamento crescente de Moçambique como exportador de referência de energia no mercado asiático e consolidando o papel estratégico do Coral Sul na cadeia global de GNL.

A plataforma flutuante Coral Sul FLNG, operada pelo consórcio da Área 4 sob liderança da Eni, registou mais um marco significativo nas suas operações de exportação, com a chegada de um carregamento de Gás Natural Liquefeito (GNL) moçambicano a Singapura um dos principais hubs energéticos da Ásia e ponto nevrálgico do comércio de GNL no continente.

A notícia sublinha a continuidade e regularidade das exportações da única plataforma de GNL actualmente em produção em Moçambique, desde o arranque das operações em Novembro de 2022. Desde então, o Coral Sul exportou já mais de 123 carregamentos de GNL e 17 de condensado para os mercados asiático e europeu.

O Coral Sul e a Área 4

A plataforma Coral Sul opera em águas ultra profundas na Bacia do Rovuma, na Área 4, a mais de 60 quilómetros da costa de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. A área é operada pela Mozambique Rovuma Venture (MRV) consórcio detido pela Eni, ExxonMobil e China National Petroleum Corporation (CNPC), que detém uma participação de 70% no Contrato de Concessão para Pesquisa e Produção da Área 4.

A regularidade dos carregamentos para Singapura e outros destinos asiáticos reflecte a solidez dos contratos de longo prazo estabelecidos para o projecto. A Eni tem um contrato de compra e venda de longo prazo assinado com a BP Poseidon, que cobre os volumes totais de GNL produzidos pelo projecto Coral Sul FLNG.

Singapura como destino estratégico

A chegada de GNL moçambicano a Singapura não é um facto isolado é o reflexo de uma estratégia comercial orientada para os mercados de maior crescimento de consumo energético do mundo. A cidade-estado funciona simultaneamente como destino final de consumo e como plataforma de redistribuição para outros mercados asiáticos, tornando-a um parceiro de escoamento de elevado valor estratégico para Moçambique.

Este posicionamento ganha maior relevância num contexto em que a Europa continua a reduzir a sua dependência do gás russo e a diversificar fontes de abastecimento, enquanto a Ásia acelera a transição energética com recurso ao GNL como combustível de ponte.

Contexto: Um sector em expansão acelerada

O carregamento para Singapura ocorre num momento de particular dinamismo para o sector do GNL em Moçambique. O projecto Coral Norte desenvolvido em conjunto pela Eni, CNPC, ENH, Korea Gas Corporation e XRG (subsidiária da Abu Dhabi National Oil Company) chegou à sua Decisão Final de Investimento, com um valor de 7,2 mil milhões de dólares e capacidade de produção anual de cerca de 3,55 milhões de toneladas, com início previsto para 2028.

Uma vez concluído, o Coral Norte juntamente com o Coral Sul já operacional elevarão a produção de GNL de Moçambique para cerca de 7 milhões de toneladas por ano, consolidando a posição do país como um dos maiores produtores de GNL do mundo.

Um estudo da consultora Deloitte concluiu que as reservas de GNL de Moçambique representam receitas potenciais de 100 mil milhões de dólares, destacando a importância internacional do país na transição energética.

Receitas para o Estado

O impacto económico das exportações de GNL para o erário público moçambicano é já uma realidade tangível. Moçambique arrecadou 206 milhões de dólares do primeiro projecto de GNL produzido pela plataforma Coral Sul. Com a entrada em operação do Coral Norte em 2028, o projecto deverá gerar cerca de 23 mil milhões de dólares em receitas fiscais para Moçambique nos próximos 30 anos.

A chegada de GNL moçambicano a Singapura é, assim, muito mais do que uma operação logística. É a confirmação de que Moçambique está, carregamento a carregamento, a construir o seu lugar no mapa energético global.

US-Africa Business Summit 2026 abre inscrições

As inscrições para a edição de 2026 do US-Africa Business Summit estão abertas. O evento realiza-se de 26 a 29 de Julho nas Maurícias, num momento em que o continente africano ocupa posição central nas prioridades de investimento global.

O Corporate Council on Africa (CCA), em co-organização com o Governo das Maurícias, anunciou a abertura oficial das inscrições para o US-Africa Business Summit 2026. A cimeira terá lugar no Mont Choisy Le Golf, em Maurício, entre 26 e 29 de Julho de 2026, reunindo mais de 2.500 delegados de alto nível, incluindo chefes de Estado africanos, ministros, altos funcionários do Governo norte-americano, presidentes executivos de grandes empresas e representantes de instituições financeiras internacionais.

Maurícias como porta de entrada para África

A escolha de Maurícias como país anfitrião não é casual. O arquipélago consolida-se progressivamente como um dos centros financeiros mais competitivos do continente africano e do Oceano Índico, destacando-se pelo seu ambiente regulatório robusto, sector de serviços financeiros de referência internacional e infraestruturas de classe mundial. Para os investidores norte-americanos, Maurícias representa uma plataforma estratégica e estável de acesso aos mercados africanos um papel que a co-organização da Cimeira vem reforçar simbolicamente e de forma concreta.

Agenda e sectores em destaque

A edição de 2026 tem como tema orientador “Advancing New Frontiers in U.S.-Africa Prosperity” Avançar para Novas Fronteiras na Prosperidade EUA-África, reflectindo a ambição crescente das relações comerciais entre as duas regiões. Os debates e sessões de trabalho centrar-se-ão em sectores de elevado potencial de crescimento, nomeadamente serviços financeiros, tecnologias de informação e comunicação (TIC), energias renováveis, economia azul, indústria transformadora e turismo.

A cimeira seguirá o formato que tem caracterizado as edições anteriores, encontros de alto nível entre governos e sector privado, sessões de negociação e criação de parcerias, com um enfoque directo na concretização de acordos comerciais e de investimento entre os Estados Unidos e os países africanos.

Desconto para inscrições antecipadas

Os interessados em participar têm até 15 de Maio de 2026 para beneficiar de um desconto de inscrição antecipada de 20%. Dado que Julho coincide com a época alta de turismo em Maurícias, a organização alerta para a rápida ocupação da capacidade hoteleira na ilha, recomendando a confirmação de presença com a maior brevidade possível.

As inscrições estão disponíveis em www.usafricabizsummit.com.

Contexto e Relevância

O US-Africa Business Summit é considerado um dos fóruns de maior prestígio no domínio das relações económicas entre os Estados Unidos e África. As edições anteriores contribuíram de forma significativa para o aprofundamento dos laços comerciais entre as duas regiões, gerando acordos de investimento, parcerias público-privadas e novos fluxos de capital para os mercados africanos.

Em 2026, com a concorrência pelos mercados africanos a intensificar-se a nível global, a cimeira posiciona-se como uma oportunidade privilegiada para investidores e decisores políticos definirem estratégias, estabelecerem contactos de alto nível e anteciparem as tendências que moldarão o futuro das relações económicas entre os EUA e o continente africano.

Fonte: Corporate Council on Africa (CCA)

Yango Ride integra ChatGPT e permite gerir viagens directamente na plataforma

O Yango Ride, serviço de transporte por aplicação do grupo tecnológico Yango Group, lançou uma integração oficial no ChatGPT, permitindo aos utilizadores planear percursos e reservar viagens directamente na conversa. A novidade está disponível em mais de 25 países onde o Yango opera, abrangendo o Médio Oriente, o Sul da Ásia, África e a América Latina.

Com esta integração, os utilizadores podem consultar o preço exacto de um percurso sem taxas ocultas, comparar tempos de viagem entre rotas alternativas e verificar o tempo estimado de chegada ao destino e do veículo.

A solução indica ainda os melhores pontos de embarque para minimizar a espera. Quando o utilizador estiver pronto, a estimativa da tarifa abre-se na aplicação Yango ou na versão web, onde a reserva é concluída em segurança.

A integração é particularmente útil para viajantes frequentes, turistas e profissionais que pretendam organizar o seu dia sem alternar entre aplicações.

Alimentada por dados de tráfego em tempo real e tecnologia de encaminhamento inteligente, oferece estimativas precisas e actualizadas de acordo com as condições rodoviárias.

Disponível na interface web do ChatGPT e nas aplicações móveis para Android e iOS, a integração do Yango Ride marca o início de uma presença mais ampla do Yango Group nesta plataforma, com planos para incorporar outros serviços como entregas, transportes públicos e entrega de refeições.

A Yango Ride já está disponível no nosso país para instalação ou baixar na loja de aplicações do ChatGPT pelo link abaixo:

https://chatgpt.com/apps/yango/asdk_app_694d544b38b88191b47f75df30430d8a.

Standard Bank distinguido como Melhor Private Bank em Moçambique

O Standard Bank foi mais uma vez distinguido como Melhor International Private Bank em Moçambique pela Euromoney, uma das mais prestigiadas publicações internacionais do sector financeiro.

Este reconhecimento surge num momento em que o Banco reforça a sua ambição estratégica no segmento Private Banking em Moçambique, num mercado que evidencia sinais claros de crescimento e dinamismo.

Igualmente, reforça a posição de liderança do Banco no segmento Private Banking no País, destacando a excelência das suas soluções financeiras, a qualidade do serviço prestado e a consistência da sua estratégia orientada para o cliente.

Num contexto em que o segmento Private ganha relevância, impulsionado pelo aumento do património privado e pela necessidade de soluções financeiras mais estruturadas, esta distinção traduz também a evolução e maturidade do sistema financeiro moçambicano.

Para o director da Banca de Particulares e Privada do Standard Bank, Victor Jardim, esta distinção representa a validação de uma abordagem assente na proximidade, no aconselhamento especializado e na capacidade de oferecer soluções ajustadas às necessidades específicas de cada cliente.

“Este prémio reforça a confiança dos nossos clientes e reconhece o compromisso contínuo do Standard Bank com a excelência, inovação e personalização dos seus serviços. Mais do que um reconhecimento institucional, é o reflexo do impacto directo que o nosso trabalho tem na vida dos clientes, apoiando decisões estratégicas, protegendo patrimónios e construindo legados para as próximas gerações. Continuaremos focados em oferecer soluções que contribuam para a gestão, crescimento e preservação sustentável do património dos nossos clientes”, afirma.

Com este reconhecimento, o Standard Bank reafirma a sua estratégia de afirmação como o melhor Private Bank em Moçambique, consolidando a sua proposta de valor assente na confiança, proximidade e visão de longo prazo.
Este prémio faz jus a um percurso consistente de distinções internacionais que evidenciam a qualidade e solidez da proposta de valor do Standard Bank no segmento do Private Banking.

Em 2025, o Banco foi igualmente distinguido como o Melhor Private Bank em África por entidades de referência como a Private Banker International e a Global Finance, reforçando a sua posição de liderança e a confiança dos seus clientes. Estes sucessivos reconhecimentos reflectem uma estratégia assente na excelência, na inovação e na entrega de soluções financeiras de elevado valor acrescentado.

O Banco reafirma o seu compromisso de liderar o sector com soluções que antecipam o futuro da gestão de patrimónios em Moçambique.

Perspectivas Económicas para 2026 juntam parceiros e classe empresarial no BCI

O BCI acolheu, esta Terça-feira (15), no seu Auditório, em Maputo, o Workshop sobre Perspectivas Económicas e Empresariais para 2026, uma iniciativa organizada em estreita articulação com a Câmara de Comércio e Indústria França–Moçambique (CCIFM) e a AmCham Moçambique. Com estes parceiros, o Banco partilha uma visão comum: contribuir activamente para o fortalecimento do tecido empresarial e para o desenvolvimento sustentável do país.

O evento reuniu empresários, parceiros e clientes, contando com a participação de figuras de destaque, entre as quais a Directora-Geral da CCIFM, Crystelle Coury, a Directora Executiva da AmCham Moçambique, Nélia Gomes, e o Director Central de Mercados Financeiros do BCI, Hugo Costa, que apresentou uma análise detalhada das perspectivas económicas e empresariais. O workshop promoveu um debate aprofundado sobre os desafios actuais do país, tanto ao nível micro como macroeconómico.

Na qualidade de anfitrião, o Administrador do BCI, Luís Aguiar, destacou: “para o BCI, é um privilégio promover e acolher iniciativas desta natureza. Temos assumido, de forma proactiva e consistente, um posicionamento claro de proximidade ao sector empresarial, afirmando-nos como um parceiro de referência das empresas e dos empresários moçambicanos. Reiteramos, assim, o nosso compromisso com o desenvolvimento económico de Moçambique, convictos de que encontros como este reforçam capacidades, estimulam a inovação e apoiam decisões mais informadas no seio das organizações”.

Na sua intervenção, Hugo Costa sublinhou que Moçambique se encontra numa encruzilhada crítica, exigindo, simultaneamente, o alívio das pressões fiscais, a aceleração do crescimento económico e o reforço da coesão social. Destacou que estas dimensões devem evoluir de forma coordenada para assegurar um desenvolvimento sustentável.

Como factores de suporte, apontou o crescimento económico positivo, ainda que moderado, a abundância de recursos naturais, as perspectivas de transformação associadas a projectos estruturantes de gás natural e energia, a localização geoestratégica privilegiada do país, a inflação relativamente controlada, e um sector bancário estável, com níveis sólidos de capitalização e liquidez.

Num outro desenvolvimento, alertou para fragilidades estruturais por considerar no curto e médio prazo, nomeadamente o elevado nível de dívida pública e a limitada margem fiscal, a escassez de divisas, a dependência de fluxos externos, a reduzida diversificação da economia e as pressões sobre o emprego, o rendimento e a estabilidade social, num contexto marcado pela predominância do sector informal.

Referiu ainda que, no último trimestre de 2025, a economia registou um crescimento de cerca de 4,67%, após quatro trimestres consecutivos de contracção, entre o último trimestre de 2024 e o terceiro trimestre de 2025. Ainda assim, salientou que, nos últimos sete a oito anos, o crescimento médio rondou os 3%, aquém do esperado para uma economia em desenvolvimento.

O workshop reforçou a importância de um diálogo contínuo entre o sector financeiro, as associações empresariais e os decisores económicos, como condição essencial para enfrentar desafios estruturais e potenciar as oportunidades que se colocam ao país.

ENH assina acordo com EDM, CFM e HCB para fornecimento de gás ao mercado doméstico

A ENH, EDM, CFM e HCB unem forças para a soberania energética de Moçambique. Com efeito, assinaram no dia 8 de Abril, em Maputo, o Acordo de Accionistas para criação da sociedade Serviços de Logística Integrada de Gás Natural de Moçambique, S.A. (SLIGM) e o Acordo de Desenvolvimento Conjunto (JDA). Esta parceria estratégica vai viabilizar a primeira Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (FSRU) do país, que será instalada em Inhambane e com infra-estruturas no Porto da Beira.

Este projecto estruturante visa garantir o fornecimento de gás natural ao mercado doméstico e regional, utilizando recursos da Bacia do Rovuma e outras bacias nacionais. Ao integrar capacidades técnicas e financeiras, a iniciativa reduz a dependência de importações e fortalece a infra-estrutura logística necessária para a monetização do gás, consolidando Moçambique como um player energético central na região.

Mais do que uma infra-estrutura técnica, a nova sociedade simboliza o compromisso das instituições nacionais com a diversificação da matriz energética e o desenvolvimento económico sustentável. A exploração destes recursos promete um efeito multiplicador na economia, gerando oportunidades e elevando a qualidade de vida de todos os moçambicanos.