Thursday, June 18, 2026
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Moçambique expande venda de produtos agrícolas

Para o efeito, foi assinado um acordo entre a Câmara de Comércio de Moçambique e a plataforma chinesa “Alibaba.com”.

Após a cerimónia de assinatura, Álvaro Massingue, presidente do MCC, explicou que o acordo vai agilizar a exposição dos produtos moçambicanos e aumentar as exportações, uma vez que “o mundo vai saber o que está a ser produzido em Moçambique”.

Segundo Massingue, o MCC desempenha um papel importante na certificação de mercadorias, e exercerá o controlo necessário

Disse que o MCC vai trabalhar com os pequenos produtores na venda e exportação dos seus produtos. “Também queremos ajudar os produtores que têm dificuldade de vender seus produtos no exterior”, acrescentou.

Moçambique participa da cimeira africana com Reino Unido em Londres

O encontro pretende “reforçar as parcerias anglo-africanas para criar empregos e crescimento, apoiar o talento britânico e africano em sectores como as finanças e a tecnologia e promover o empreendedorismo feminino”, indica o Executivo num comunicado.

Esta é a segunda cimeira deste tipo, depois de uma primeira edição em 2020, à qual se seguiram duas conferências em 2021 e 2022, realizadas de forma virtual devido às restrições de viagem relacionadas com a pandemia de covid-19.

O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, esteve presente na primeira edição, em Londres.

O Governo britânico estima que a cimeira em 2020 possibilitou acordos de valor superior a 6,5 mil milhões de libras (7,3 mil milhões de euros) e compromissos de investimento de 8,9 mil milhões de libras (10 mil milhões de euros).

Entre as empresas britânicas que fizeram negócios destacou a Matalan, com um investimento de 25 milhões de libras (28 milhões de euros) para lançar 11 novos pontos de venda no Egipto, e a Diageo, que investiu 167 milhões de libras (188 milhões de euros) em cervejeiras do Quénia e da África Oriental.

O Reino Unido quer aproveitar as oportunidades criadas pelo elevado crescimento económico esperado na África Subsaariana nos próximos dois anos, incluindo no desenvolvimento de energias renováveis.

“Para fazer crescer a economia britânica, criar oportunidades de crescimento e impulsionar a nossa segurança económica, temos de aprofundar os nossos laços com parceiros em todo o mundo”, afirmou o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, num comunicado.

O líder Conservador acrescenta que esta cimeira “garantirá que podemos aproveitar o potencial das nossas relações em África e fazer crescer as nossas economias, tornando-as mais fortes, resilientes e inovadoras”.

Banco Mundial satisfeito com a retoma em Cabo Delgado

“Estou contente com o que vi: é encorajador ver a actividade económica vibrante nos mercados, é agradável ver a formação da juventude, a construção e agricultura”, referiu a dirigente, citada pela Lusa.

Kwakwa passou ontem pela região, no norte de Moçambique, que sofre uma insurgência armada desde 2017, cujos ataques levaram à suspensão de projectos de gás em 2021.

Uma coligação de tropas do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) ajudou as forças moçambicanas a libertar a zona dos investimentos, que deverão ser reiniciados este ano.

A petrolífera francesa TotalEnergies disse que está a avaliar a segurança e respeito pelos direitos humanos para decidir, mas empresas locais e o subempreiteiro Saipem já referiram que a retoma vai acontecer a meio do ano.

“O que se passa no norte é bastante importante e quis ver os esforços de estabilização” que abrem portas a “grandes actividades económicas, como os projectos de gás natural”, referiu Victoria Kwakwa.

“O Banco Mundial está a ajudar os residentes a terem acesso a condições de vida e serviços básicos essenciais” e tentar que até possam ser “melhor do que eram antes”, concluiu.

Nesta primeira visita a Moçambique, a dirigente pretende debruçar-se sobre o plano de reformas do governo, as causas das fragilidades do país e o aumento da resiliência de Moçambique.

A agenda inclui encontros com o Presidente de Moçambique, primeiro-ministro, ministro da Economia e Finanças e governador do Banco Central, entre outros, dias depois de a organização ter aprovado um novo quadro de parceria com o país até 2027.

ONU quer maior participação da mulher nos processos de tomada de decisão

A ONU-Mulheres aponta a participação feminina em acções de prevenção, gestão e combate de conflitos como tendo regredido, nos últimos anos, mesmo depois da adopção, em 2000, da resolução 1325 do Conselho de Segurança sobre Mulher, Paz e Segurança.

A Directora-Executiva da ONU-Mulheres entende, por isso, que o alcance dos objectivos plasmados, no documento, só será possível se os países implementarem planos de mandatos, quotas e incentivos de participação feminina.

Intervindo no Debate Aberto sobre Mulher, Paz e Segurança promovido por Moçambique, esta terça-feira, na qualidade de presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Sima Bahous, disse ser urgente transformar a forma como se faz a paz e segurança, no mundo, para incluir as mulheres neste processo.

A líder da ONU-Mulheres diz que é apoiar a sociedade civil e os movimentos sociais nos países em conflitos, de forma mais intencional sobre o financiamento ou envolvimento com grupos e, especialmente, com mulheres jovens.

Já a enviada especial da União Africana, Bineta Diop, começou pelas consequências dos conflitos, no continente, incluindo o terrorismo, na província moçambicana de Cabo Delgado, particularmente no seio das mulheres e crianças.

Bineta Diop recordou que África está atrasada no processo de implementação de uma estratégia continental para apoiar aumentar a protecção da mulher em situação de conflitos.

No mesmo sentido, estiveram os discursos de outras intervenientes como a Presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha Mirjana Spoljaric, a activista liberiana e Prémio Nobel da Paz em 2011, Leymah Gbowee, e a ministra da Acção Social, Família e Promoção da Mulher, Ana Paula do Sacramento Neto, em representação da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

CTA busca clarificação de aspectos ligados aos vistos de entrada de estrangeiros no País

O encontro surge na sequência das queixas que o Pelouro tem vindo a receber dos operadores turísticos, dando conta de que os turistas estavam a ser proibidos de embarcar nos voos da TAP sem autorização de visto prévio.

Perante esta situação, o Presidente do Pelouro, Muhammad Abdullah, convocou o encontro com a TAP, representado pelo Director para África, João Candeias, e pelo chefe de escala de Maputo, Ismet Mogne, e o SENAMI, representado pelo Director da Emissão de Documentos, Daniel Nhamussua, e pelo Chefe do Posto de Migração de Mavalane, Filipe Novela.

No encontro, o SENAMI esclareceu que Moçambique está a emitir os Vistos de Fronteira nos aeroportos de chegada para todas as nacionalidades, exceptuando os passageiros de Bangladesh, Paquistão, Somália e Sri Lanka.

Com este esclarecimento, ficam ultrapassados os constrangimentos que os turistas enfrentavam para entrar em Moçambique.

TotalEnergies pronta para retoma dos projectos no Rovuma

Segundo o site, a visita do CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanné, à península Afungi, em Cabo Delgado, a 9 de Fevereiro, desencadeou uma nova dinâmica para o desenvolvimento do megaprojecto de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Moçambique.

Desta feita, a multinacional Saipem, responsável pelos sistemas de recuperação de gás offshore, recomeçou a contratar pessoal, particularmente em Itália, por forma que esteja tudo pronto até ao dia em que a petrolífera francesa decidir dar início aos trabalhos.

Assim, no mês passado, o CEO da Saipem, Alessandro Puliti, durante uma apresentação dos resultados alcançados pela sua empresa em 2022, mencionou o mês de Julho como a data escolhida para a retoma das actividades na bacia do Rovuma.

A exploração do gás natural na bacia do Rovuma, concretamente na Área 1, foi interrompida em Dezembro de 2020 por razões de segurança, e o projecto foi oficialmente declarado sob ‘força maior’ no mês de Abril do mesmo ano.

“O levantamento oficial de ‘força maior’ deverá ocorrer durante algumas semanas, após a conclusão de um relatório de avaliação humanitária, que está a ser feito pelo antigo embaixador francês no Senegal, Jean-Christophe Rufin. No entanto, todos os subcontratantes da TotalEnergies já retomaram as suas actividades”, avançou o site Africa Intelligence.

Além da TotalEnergies com os seus 26,5% de participação, os outros parceiros do Moçambique GNL são a Mitsui E&P Mozambique Área 1 Limitada do Japão, com 20%, a PTTEP Mozambique Área 1 Limitada da Tailândia, com 8,5%, e a ONGC Videsh Limited da Índia e a Bharat Petroleum Corp e Oil India, com 10% cada.

O Estado moçambicano tem uma participação de 15% através da sua Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

Moçambique promove debate sobre Mulher, Paz e Segurança na ONU

Para a sessão, há pelo menos 80 inscritos que devem tomar a palavra após a apresentação do tema pela Ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação.

Verónica Macamo diz que quer chamar a atenção ao mundo sobre a necessidade de se acabar com os conflitos que têm estado a minar o desenvolvimento dos países com forte pendor para a mulher e criança.

Mulher, Paz e Segurança foi um tema escolhido por Moçambique em pleno ano de celebração dos 23 anos da resolução 1325 do Conselho de Segurança da ONU que estabelece a necessidade de reflexão, urgente, sobre os efeitos dos conflitos em mulheres e raparigas.

Prevê-se que o debate aberto sobre Mulher, Paz e Segurança dure todo o dia com apenas um intervalo pelo meio, diferentemente das sessões rotineiras do Conselho de Segurança que, tradicionalmente, não observam qualquer interrupção e não ultrapassam quatro horas.

O Debate Aberto desta terça-feira é o primeiro dos dois grandes eventos promovidos no quadro da presidência rotativa mensal de Moçambique, no Conselho de Segurança da ONU.

No final do mês, ao nível mais alto, Moçambique vai apresentar o tema sobre o terrorismo e o extremismo violento.

APIEX desloca-se a Arábia Saudita

A missão da APIEX vai, entre outros objectivos, materializar os entendimentos alcançados durante a visita de trabalho do estadista moçambicano à Arábia Saudita.

Filipe Nyusi manteve, este domingo, um encontro com o Ministro saudita dos investimentos, onde se discutiram questões relacionadas com energias renováveis.

Os sauditas manifestaram interesse em acompanhar o funcionamento das Linhas Aéreas de Moçambique, o turismo, as telecomunicações, os portos, incluindo os novos, com vista a incrementar o seu financiamento.

Segundo Filipe Nyusi, é nesse sentido que uma missão da Agência para a Promoção de Investimentos se desloca àquele país do Médio Oriente para a materialização dos interesses manifestados pelos empresários sauditas.

PM apela a mais investimento para diversificar as economias dos países menos desenvolvidos

Falando em Doha, no Qatar, à margem da 5.ª Conferência das Nações sobre os “Países Menos Avançados”, o governante moçambicano apelou ao incremento de mais investimentos para a melhoria dos serviços em vários sectores, como forma de diversificar a economia dos países africanos, alguns dos quais em vias de desenvolvimento.

Adriano Maleiane considerou ser fundamental o envolvimento e participação activa do sector privado de cada país, bem como do empresariado estrangeiro.

A 5.ª Conferência das Nações Unidas sobre os “Países Menos Avançados” tem como finalidade alcançar um acordo para o estabelecimento de uma parceria renovada entre aqueles e os seus parceiros de desenvolvimento, com vista a atingirem os objectivos de desenvolvimento internacionalmente acordados.

Fitch Solutions – Economia moçambicana acelera para 6,5% este ano

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“Prevemos que o PIB real de Moçambique irá acelerar de uma estimativa de 4,1% em 2022 para 6,5% em 2023, com a actividade no sector do gás natural liquefeito a ganhar vapor, e prevemos que o governo e o consumo privado irão sustentar o crescimento económico este ano, apesar da elevada inflação limitar os ganhos decorrentes do aumento da procura por parte dos consumidores”, escreveram os analistas.

De acordo com um relatório que resume as principais previsões para Moçambique da Fitch Solutions, enviado aos clientes e ao qual a Lusa teve acesso, esta consultoria propriedade dos mesmos proprietários da Fitch Ratings considera que o défice da conta corrente deverá melhorar de 22,2 por cento do PIB no ano passado para apenas 5 por cento este ano, “devido à produção do sector do gás natural em crescimento.

Entre as principais estimativas para o país, a Fitch Solutions espera que o Banco de Moçambique mantenha a actual taxa de juro de referência em 17,25 por cento para o resto do ano, uma vez que “o abrandamento do crescimento dos preços limitará o ímpeto de aumento das taxas pelo regulador, enquanto o forte crescimento económico desencorajará um corte nas taxas de juro”.

A Fitch Solutions escreve também, no capítulo sobre política monetária, que o banco central deve “continuar a manter a moeda local a 64 meticais por dólar neste e no próximo ano” e salienta que “embora as pressões de depreciação pesem sobre a evolução da taxa de câmbio em 2024, a intervenção das autoridades deverá ser suficiente para cancelar estas pressões”, mantendo assim a taxa de câmbio estável.

Como tem sido habitual em relatórios recentes, a Fitch Solutions também considera que a violência no norte do país é o principal risco político que Moçambique enfrenta.

“A actividade insurreccional contínua é o maior risco político para Moçambique, mas acreditamos que a legislação recentemente aprovada para as milícias locais combaterem os insurrectos aumentará marginalmente a contra-insurreição nos próximos trimestres”, concluem os analistas.