Monday, April 6, 2026
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Académicos Apoiam Empreendedorismo Feminino Na Zambézia

“O nosso objetivo na implementação desse tipo de projetos é desenvolver e implementar abordagens inovadoras para o apoio do empreendedorismo feminino, com vista a contribuir para o fortalecimento da economia local e desencorajar a pratica do comercio informal em Quelimane” Esclareceu Ciana Daude em representação da UNILICUNGO  na província da Zambézia.

A iniciativa que vai acolher 20 mulheres que atuam no sector informal na cidade  de Quelimane, contará com o apoio e suporte de varias instituições públicas e privadas que poderão ajudar na formalização e possivelmente no financiamento de eventuais projetos.

“Convidamos potenciais investidores para avaliar a necessidade das empresas ou negócios que serão apresentadas pelos participantes para possibilitar algum financiamento , será convidado também o papel do BAU e Autoridade Tributaria” Disse Raite Gouvua Também em representação da UNILICUNGO.

Algumas mulheres no sector informal afirmam que o negócio não é rentável mas com algum suporte de formação de financiamento será possível melhorar as suas vidas e dos seus dependentes. PROFILE 

Access Bank Doa Colchões à Oncologia do HCM

A acção que se enquadra no âmbito da Responsabilidade Social do Banco foi realizada em coordenação com a Associação Casa Rosa, uma organização sem fins lucrativos que apoia doentes com cancro e nesta, em particular, ajudou o Banco a identificar as principais necessidades a serem supridas naquela enfermaria.

No mesmo contexto, o Banco ofereceu ainda 1 ano de televisão paga àquele serviço clínico, para que os pacientes continuem a beneficiar de conteúdo televisivo, podendo manter-se informados e ter acesso a algum entretenimento. Este é já o segundo ano que o Access Bank disponibiliza apoio ao departamento de oncologia, incluindo o pagamento de pacotes de televisão, na maior unidade hospitalar do país.

A entrega dos donativos foi presidida pelo Director do Departamento Jurídico do Access Bank Mozambique, Sidónio Barata, que, na ocasião, disse que “o Banco continua atento às necessidades dos moçambicanos nas diversas áreas”, sendo que “a área da saúde tem merecido uma atenção especial por parte da instituição”. “Evidentemente não traremos o conforto de casa ao hospital, mas queremos estar próximos disso e desta forma contribuir para a recuperação dos doentes”, afirmou o mesmo responsável.

O país regista, anualmente, cerca de três mil casos de cancro. O HCM atende cerca de 10 novos casos por mês. O Access Bank Mozambique mantém-se atento às necessidades daquela unidade hospitalar, sobretudo do departamento de oncologia. Já em 2021, o Banco doou electrodomésticos (geleira, micro-ondas, televisores) e um kit de televisão à mesma instituição hospitalar.

Com mais esta acção, o Access Bank reforça o compromisso que assumiu com Moçambique e com os moçambicanos, posicionando-se como um banco solidário e contribuindo para o bem-estar de todos.

800 Milhões de Dólares Para Estrada Nacional Numero 1

Na visita de três dias, que o Presidente da República efectuou aos Emirados Árabes Unidos, Filipe Nyusi manteve conversações com o líder daquele país, com foco na continuidade dos acordos iniciados na visita efectuada em Outubro do ano passado.

De acordo com o Presidente citado pelo Jornal “O País”, no ano passado foram iniciados diálogos que visavam o reforço da cooperação entre as várias instituições, bem como entre Moçambique e Dubai.

“Seguimos firmes naquilo que fizemos em Outubro quando estivemos cá, portanto não nos distraímos. Os sectores que tínhamos iniciado a discussão são Agricultura, Infra-estruturas (com a imobiliária inclusa), área de investimentos ou diferentes financiamentos para projectos em Moçambique, mas também na área de Defesa e Segurança”, disse esta terça-feira (17), Filipe Nyusi durante o balanço dos três dias de visita.

Segundo o Chefe de Estado, a visita foi curta, por se tratar de um evento que contava com a presença de outros chefes de Estado, contudo faz uma avaliação positiva da viagem.

“Mas, tivemos tempo suficiente para revisitar estas áreas e podemos concluir que as coisas estão a evoluir a um bom nível e com uma velocidade acima do que prevíamos”, explicou o PR.

Sobre a reabilitação da Estrada Nacional Número 1, que neste mesmo apresenta vários troços completamente danificados, Nyusi disse que uma equipa de engenheiros daquele país já esteve em Moçambique, percorreu a estrada e apresentou um relatório do que foi encontrado, as necessidades e tipo de intervenção necessária.

“Estamos agora a discutir a viabilidade. Vocês sabem que em alguns troços pode haver fluxo de viaturas, por exemplo em Maputo, Inhambane. Mas, depois frouxa, então significa que nuns pode haver e noutros não, por isso é preciso ver até quando esta estrada pode pagar a estrada, usando sistemas de portagens, etc.”, defende o Presidente, tendo acrescentado que “isso desagua em como financiar. A vontade ficou clara nos dois países de que algo tem de ser feito, mas temos que pensar o suficiente para encontrarmos uma solução rapidamente”.

E, pelo rumo das negociações, Nyusi diz que o pacote poder ser concluído até Março deste ano.

“Iniciamos na visita anterior uma negociação de 800 milhões de dólares. Penso que o acordo poderá ser assinado em Março e passar para a fase de desembolso. Estamos a falar de cerca de 1500 quilómetros de estrada, sendo que uma parte já conseguimos o financiamento, mas a parte que sobra, não só na EN1, mas também nas vias que ligam”, disse.

Nos Emirados Árabes Unidos, Nyusi participava na Semana da Sustentabilidade, com foco na defesa do ambiente, na qual participaram vários líderes mundiais.

Aprovados os Quantitativos Definitivos da TSU Para Função Pública

“Com esta aprovação, o salário mínimo da função pública passa de 4689 meticais para 8758 meticais, registando uma evolução positiva de 87%”, declarou Inocêncio Impissa, vice-ministro da Administração Estatal e Função Pública Citado pelo Diário.

Além do salário mínimo – correspondente a auxiliares, agentes e operários -, na nova tabela salarial da função pública um especialista passa dos actuais 24 882 meticais para 60 758 meticais, enquanto um técnico superior de nível um (N1) passa de 17 539 meticais para 37 758 meticais.

Os técnicos superiores N2 e os técnicos profissionais passam de 13 565 meticais para 24 358 meticais e de 8531 meticais para 17 758 meticais, respectivamente.

Os técnicos médios passam de 7443 meticais para 14 758 meticais, enquanto os assistentes técnicos passarão a ganhar 10 758 meticais, contra os 5531 meticais da tabela anterior.

“Estas remunerações são referentes aos níveis de entrada, o que significa que os funcionários e agentes do Estado com mais tempo de serviço certamente vão notar remunerações um pouco mais elevadas em razão do tempo”, explicou Inocêncio Impissa.

A implementação da nova TSU, adoptada nos últimos meses do ano passado, foi alvo de forte contestação devido às “inconformidades” apresentadas por várias classes profissionais em Moçambique, nomeadamente juízes, professores e médicos, com estes últimos a organizarem uma greve para exigir a revisão do processo.

Arlindo Chilundo: “Não basta só construir silos, é preciso que estejam onde há boas estradas, linhas férreas ou porto”

LOGISTICA DE CEREAIS:

O segredo está na localização estratégica

A empresa Silos e Terminal Graneleiro da Matola (STEMA) lidera o serviço de manuseamento  de carga cerealífera e leguminosa,  com destaque para armazenamento, expedição e ensacagem. Apesar de ser um dos mais antigos players na logística de cereais, continua o mais eficiente e o segredo não se prende apenas com as condições tecnológicas, como principalmente com a sua localização estratégica, conforme refere o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa, Arlindo Chilundo em entrevista ao Profile.

O país conta com vários complexos de silos que operam a logística de cereais, nestes, em que se destaca a STEMA?

Temos sido preferenciais devido à nossa capacidade e à localização estratégica que permite com que todas as operações sejam feitas a granel. Veja que temos um cais de 55 metros com capacidade de receber navios de até cerca de 40 mil toneladas. Para a carga transportada pela via ferroviária, temos um ramal com cerca de mil metros de sentido duplo com uma locomotiva com capacidade de 350 toneladas, onde se podem acomodar até 40 vagões de uma única vez.

Como é que se traduz essa vantagem para os vossos clientes?

A nossa localização permite que a mercadoria chegue aos destinos internacionais de forma menos onerosa, tanto pela distância como pela cadeia interligada entre os transportes rodoviário, marítimo e ferroviário.

Como é feita a ligação com os países da região?

Temos ligações vantajosas com os principais mercados da região, veja que pela via férrea, a distância para Joanesburgo, na África do Sul, é de 585 km por estrada e pela linha férrea são 440. Para cidade de Belfast na província sul-africana de Mpumalanga são 317 km por estrada e 339 por linha férrea, Mbombela (Nelspruit) dista 246 km por estrada e 201 km por linha férrea, Komatipoort são 119 km por estrada e 93 por linha férrea. A ligação com o Zimbabwe, para Bulawayo são 1109 km por estrada e 1083 por linha férrea, Gabarone em Botswana são cerca de 937 km por estrada e por linha 1047 km, para Matsapha no Eswatini são 260 km por estrada e 219 km por linha férrea.

Então a localização dos complexos de silos é o principal desafio da logística de cereais?

O maior desafio é a construção de silos funcionais, mas esse aspecto depende da instalação dessas infra-estruturas numa localização estratégica, que integre sistemas de transporte de carga eficientes para o efeito, porque não basta só construir silos, é preciso que estejam onde há boas estradas, linhas férreas ou porto, por forma a que seja possível transportar os cereais a granel.

Qual é a vantagem do transporte a granel?

Na verdade, em todo o mundo a logística de cereais é feita a granel, isso permite movimentar grandes quantidades de produtos e falicita o manuseio, além do facto de ser um processo menos oneroso.

Nota-se pouca eficiência dos complexos de silos instalados nalgumas províncias do Centro e Norte do país, a que se deve?

Um dos problemas que identificamos ao visitar alguns desses empreendimentos está na sua localização, em Lichinga na província de Niassa, o complexo de silos encontra-se próximo ao Aeroporto, mas deviam estar ligados à via férrea para facilitar o transporte da mercadoria. sob ponto de vista estratégico aquilo não faz sentido.

Qual seria a melhor ordem?

Aqueles silos deviam permitir que o investidor possa trazer a mercadoria em camiões e posteriormente escoar por comboio para outros destinos, incluindo o porto de Nacala, na vizinha província de Nampula. A falta dessas condições faz com que a logística de cereais nessas zonas seja feita com recurso ao ensacamento o que, logicamente retrai investidores.

O que se deve ser feito?

Na minha opinião a planificação da instalação de complexos de silos deve ser repensada, precisamos rever onde queremos instalar os silos e para que fim os queremos. Está claro que o fim é a conservação dos produtos, mas isso deve incluir o seu escoamento que, aliás, exige infra-estruturas integradas, se for distante da linha férrea, tem que, pelo menos estar próximo de uma boa estrada.

Como é que se encontra o negócio da STEMA actualmente?

Continuamos a registar um bom ritmo de crescimento, apesar de, actualmente termos um concorrente que detêm 40% do negócio a nível do porto de Maputo. Este nova empresa começou a  operar em 2018, numa altura em que a empresa ainda estava a reerguer-se de um incêndio, ocorrido em 2015,  que afactou o nosso cais.

Em que se traduz esse crescimento?

Actualmente estamos com cerca de 60 % do negócio a nível da região Sul e continuamos preferenciais devido à nossa vantagem tecnológica. Apesar da guerra russo-ucraniana que desestabilizou o mercado internacional de cereais, registamos, entre 2021 e 2022 aumento de carga manuseada em mais de 90 mil toneladas.

Quais são as perspectivas para este ano?

O crescimento do nosso negócio depende muito do aumento da produção e consumo de cereais e leguminosas. Há sinais encorajadores de uma recuperação económica ainda que tímida. Além disso, a Tabela Salarial Única (TSU), aprovada recentemente pelo Governo, poderá estimular o consumo, através da injecção de poder de compra às famílias. Também o início da exportação de gás natural é um indicador positivo para a economia moçambicana.

 

 

Arlindo Chilundo: “It’s not enough to just build silos, they need to be located where there are good roads, railway lines or a port”

“ The secret is in the strategic location ”

The company Silos e Terminal Graneleiro da Matola (STEMA) leads the cereal and leguminous cargo handling service, with emphasis on storage, shipping and bagging. Despite being one of the oldest players in cereal logistics, it remains the most efficient and the secret is not only related to technological conditions, but mainly to its strategic location, as stated by the Chairman of the Board of Directors (PCA) of the company , Arlindo Chilundo in an interview with Profile.

The country has several silo complexes that operate cereal logistics. In these, where does STEMA stand out?

We have been preferred due to our capacity and strategic location that allows all operations to be carried out in bulk. See that we have a 55-meter pier with the capacity to receive ships weighing up to around 40 thousand tons. For cargo transported by rail, we have a branch line of around a thousand meters in double direction with a locomotive with a capacity of 350 tons, which can accommodate up to 40 wagons at once.

How does this advantage translate to your customers?

Our location allows goods to reach international destinations less expensively, both due to distance and the interconnected chain between road, sea and rail transport.

How are connections made with countries in the region?

We have advantageous connections with the main markets in the region, see that by rail, the distance to Johannesburg, in South Africa, is 585 km by road and by rail it is 440. To the city of Belfast in the South African province of Mpumalanga it is 317 km by road and 339 by rail, Mbombela (Nelspruit) is 246 km by road and 201 km by rail, Komatipoort is 119 km by road and 93 by rail. The connection with Zimbabwe, to Bulawayo is 1109 km by road and 1083 by rail, Gabarone in Botswana is about 937 km by road and 1047 km by line, to Matsapha in Eswatini it is 260 km by road and 219 km by rail .

So is the location of silo complexes the main challenge in cereal logistics?

The biggest challenge is the construction of functional silos, but this aspect depends on the installation of these infrastructures in a strategic location, which integrates efficient cargo transport systems for this purpose, because it is not enough to just build silos, they need to be where there are good roads, railways or port, so that it is possible to transport cereals in bulk.

What is the advantage of bulk shipping?

In fact, throughout the world cereal logistics is carried out in bulk, this allows large quantities of products to be moved and makes handling easier, in addition to being a less expensive process.

There is little efficiency observed in the silo complexes installed in some provinces in the Center and North of the country, what is this due to?

One of the problems we identified when visiting some of these enterprises is their location, in Lichinga in the province of Niassa, the silo complex is close to the Airport, but they should be connected to the railway to facilitate the transport of goods. From a strategic point of view, that doesn’t make sense.

What would be the best order?

Those silos should allow the investor to bring the goods in trucks and later transport them by train to other destinations, including the port of Nacala, in the neighboring province of Nampula. The lack of these conditions means that cereal logistics in these areas is carried out using bagging, which logically deters investors.

What should be done?

In my opinion, planning for the installation of silo complexes must be rethought, we need to review where we want to install the silos and for what purpose we want them. It is clear that the aim is to conserve the products, but this must include their flow, which, in fact, requires integrated infrastructure. If it is far from the railway line, it must at least be close to a good road.

How is STEMA’s business currently?

We continue to record a good rate of growth, despite the fact that we currently have a competitor who holds 40% of the business at the port of Maputo. This new company began operating in 2018, at a time when the company was still recovering from a fire, which occurred in 2015, which affected our pier.

What does this growth translate into?

We currently have around 60% of the business in the South region and we continue to be preferred due to our technological advantage. Despite the Russian-Ukrainian war that destabilized the international cereal market, between 2021 and 2022 we recorded an increase in cargo handled by more than 90 thousand tons.

What are the prospects for this year?

The growth of our business largely depends on increasing the production and consumption of cereals and legumes. There are encouraging signs of an economic recovery, albeit timid. Furthermore, the Single Salary Table (TSU), recently approved by the Government, could stimulate consumption, through the injection of purchasing power to families. The start of natural gas exports is also a positive indicator for the Mozambican economy.

Governo Pretende Construir Neste Ano, a Primeira Unidade de Gás de Cozinha

Segundo o Jornal Notícias, trata-se de um investimento estimado em 1,3 mil milhões de meticais, a ser implantado em Temane, província de Inhambane.

A construção da unidade faz parte do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para o presente ano, no qual o Executivo se propõe continuar a priorizar a expansão e melhoria de infra-estruturas de qualidade que servirão para alavancar a actividade produtiva nos diversos sectores.

Com o desenvolvimento de projectos de gás em Moçambique, o Governo tem estado a maximizar os ganhos decorrentes da exploração de hidrocarbonetos, assegurando que mais cidadãos possam beneficiar destes recursos e de forma cada vez mais significativa.

De acordo com o PESOE, aprovado em Dezembro do ano passado pela Assembleia da República, a unidade terá capacidade de produzir 30 mil toneladas de GPL por ano.

INE: Moçambique Registou 10,91% de Inflação em 2022

A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas foi de maior destaque, ao contribuir no total da variação mensal com cerca de 1,22 pontos percentuais (pp) positivos.

Analisando a variação mensal por produto, indica o INE, é de destacar o aumento dos preços do tomate (10,0%), do coco (14,7%), da cebola (13,0%), do carapau (2,9%), do milho em grão (6,4%), da galinha viva (4,2%) e do peixe fresco (1,8%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,89pp positivos.

No entanto, alguns produtos com destaque para o limão (16,6%), o óleo alimentar (0,5%), o gás butano em botija (3,5%), os cremes amaciadores e gel para cabelo (2,1%), o ananás (27,8%), o sabão em barra (0,5%) e o Inhame (7,1%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,66pp negativos no total da variação mensal.

De Janeiro a Dezembro do ano de 2022, indica o INE, o País registou um aumento de preços na ordem de 10,91%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Transportes, foram as de maior destaque, ao contribuírem no total da variação acumulada com aproximadamente 6,56pp e 2,77pp positivos, respectivamente.

Variação média 12 meses: 10,28%

Tomando como referência a inflação média de 12 meses, em 2022, segundo o INE, o Pais registou um aumento de preços na ordem 10,28%. As divisões de Transportes e de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foram de maior destaque ao variar com cerca de 16,83% e 12,89%, respectivamente.

Variação por centro de recolha de preços

Analisando a variação mensal pelos oito centros de recolha, constituídos por sete cidades e uma província que serviram de referência para a variação de preços do País, nota-se que em Dezembro findo, todas as cidades tiveram uma variação positiva face ao mês de Novembro. A Província de Inhambane destacou-se com um aumento de 2,47%, seguida das Cidades de Tete com 1,68%, de Chimoio com 1,67%, da Beira com 1,52%, de Xai-xai com 1,30%, de Maputo com 1,13%, de Nampula com 1,08% e por fim a Cidade de Quelimane com 1,01%.

Comparativamente a variação acumulada, todos os centros tiveram um aumento. A Cidade da Beira teve o maior aumento do nível geral de preços com cerca de 14,49%, seguida das Cidades de Chimoio com 13,30%, de Quelimane com 12,62%, da Província de Inhambane com 11,88%, das Cidades de Nampula com 11,37%, de Tete com 9,91%, de Xai-Xai com 8,89% e de Maputo com 8,25%.

Relativamente a variação média de 12 meses, todos os centros registaram um aumento. Entretanto, a Província de Inhambane destacou-se com o aumento do nível geral de preços de aproximadamente 11,62%, seguida das Cidades de Quelimane com 11.61%, de Chimoio com 11,30%, de Nampula com 11,05%, da Beira com 10,32%, de Xai-Xai com 9,93%, de Maputo com 8,92% e por último a Cidade de Tete com 8,89%.

CIP: Governo Deve Recuar e Redesenhar a TSU

A simplificação, afirma o CIP, citando o Governo, permitiria melhorar a gestão na medida em que haveria maior previsibilidade das despesas salariais e, a médio e longo prazo, reduziria o peso da rúbrica de salários no Orçamento do Estado. Todavia, passados mais de 7 meses desde o anúncio da sua implementação, a TSU mostra-se problemática e condenada ao fracasso.

O CIP destaca, dentre vários aspectos que tornam a TSU inviável, dois que se mostram cruciais:

O primeiro; os critérios usados para determinar os salários dos diferentes escalões não encontram uma lógica válida e consensual, o que gera um sentimento de injustiça e motivo de pressão das diferentes classes profissionais. Ou seja, o Governo não apresentou os fundamentos lógicos da determinação de escalões de remuneração, o que faz com que sejam recorrentemente questionados pelas classes profissionais que se sentem prejudicadas.

“As constantes alterações e a cedência perante as pressões que vão sendo exercidas pelas diferentes classes profissionais pressupõem que não existe um critério “definido” e que os salários têm estado a ser estimados de forma arbitrária e de acordo com o poder de negociação e da pressão que cada classe de profissionais possui dentro da Função Pública”. Sublinhas o CIP

O segundo; a questão da sustentabilidade financeira, que não foi assegurada, resultando em constantes adiamentos e atrasos no pagamento e que culminou com o não pagamento do 13º salário aos funcionários e agentes do estado (FAE) para o ano de 2022.

“A falta de estudo sobre o impacto da TSU no orçamento constitui uma fragilidade técnica grave por parte do Executivo e do Parlamento, que o aprovou ignorando as implicações da ausência desse estudo”. Sublinha o CIP, sobre aspectos a volta da sustentabilidade financeira da TSU

O CIP refere-se a TSU como uma medida inconsistente desde a planificação até a sua implementação.

“As várias inconsistências que caracterizam a TSU fazem emergir um conjunto de questões que podem colocar em causa a credibilidade do Governo se este não tiver a coragem de assumir os erros e corrigi-los ainda em tempo útil”. Alerta o CIP.

Assim, sugere o CIP, o Governo deve recuar e redesenhar a TSU, em termos que a nova solução assegure que estejam presentes todos os aspectos estruturais que devem caracterizar uma política salarial de um Estado.

“Uma política de regras e não discricionária que vá seguindo segundo as pressões dos diversos grupos de interesse”.

Frisa o CIP, para depois sugerir que, para o redesenho total da TSU, o Governo reflicta em três aspectos de base, designadamente, o facto de a tabela salarial antiga estimulava os funcionários públicos a estudar para alcançar as tabelas/escalões salariais mais altas.

No caso da TSU, há necessidade de se redesenhar os factores que os funcionários devem perseguir se quiserem alcançar os níveis mais altos; a definição de tecto orçamental considerado sustentável para as despesas com os salários e a sua distribuição nos diferentes escalões do TSU, tendo em conta a forma como os diferentes escalões/categorias das tabelas salariais antigas foram redistribuídas nos diferentes escalões da TSU e, terceiro, a redução de salários e de regalias dos funcionários que exercem a função de chefia e confiança, incluindo os do Presidente da República (PR) sem afectar os demais escalões, redefinir uma referência válida e consensual cuja alteração afecte a todos os escalões salariais e não somente a um grupo de profissionais seleccionados de forma discricionária.

Investimentos no gás em Moçambique com Possibilidades de revisão

Segundo a agência Lusa, a WoodMackenzie alertou que as companhias petrolíferas enfrentam muitas dificuldades nas operações na África subsaariana e apontou que pode haver grandes revisões aos projectos, incluindo o investimento da Eni no gás de Moçambique.

“Em todo o continente, os projectos enfrentam cada vez mais dificuldades, das preocupações com a transição energética aos desafios do financiamento internacional, colocando vários projectos de exploração em risco; 2023 pode ser o ano em que vemos grandes revisões aos projectos que há muito estavam na calha”, escrevem os analistas da WoodMackenzie num relatório sobre os grandes temas de 2023 na África subsaariana, citado pela Agência Lusa.

O documento da WoodMackenzie foi enviado aos investidores, nele é dito que “o futuro da África Oriental é incerto, o projecto da Área 1 de Moçambique continua sob ‘force majeure’ e não vemos urgência do operador TotalEnergies em retomar”.

A WoodMackenzie acrescenta que os empreiteiros que vão fazer as obras de construção do estaleiro e da central de produção de gás “vão apontar para o novo ambiente de custos se o projecto retomar”, tornando a exploração de gás no norte do país mais cara, para além do próprio custo de reparação do local, que “deverá ser grande”.

Nas previsões, a WoodMackenzie diz também que o projeto de exploração de gás da Área 4, Rovuma LNG, “vai abandonar a exploração em terra, partilhada com a Área 1” argumentando que o Projecto Coral Floating, mostra-se uma solução eficiente e segura.

Os operadores petrolíferos em África, cita a Lusa, “podem aproveitar as oportunidades para cortar as perdas de campos mais marginais ou complicados, e neste pacote em revisão estão cerca de 50 mil milhões de dólares [46,2 mil milhões de euros] em despesas de investimento”.