Friday, June 19, 2026
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Digital Acceleration of Mozambique, Supported by 200 M$ from the World Bank

The initiative predicts that, in the next six years, at least 50% of the population will have access to the internet throughout the national territory, and that coverage will be extended to rural areas for more than two million people who do not have access to a mobile phone signal. .

Currently, in the country, only seven million people have access to the internet, out of the approximately 30 million inhabitants that make up the Mozambican population. And, in rural areas, a third of the population lives in places where there is no signal or skills to use the internet.

The Ministry of Transport and Communications thus intends, through this project, to reverse this scenario and develop the telecommunications system in the country.

For his part, the Minister of Science, Technology and Higher Education, Daniel Nivagara, stated that, with the implementation of this initiative, the Mozambican population will benefit from better digital services provided in a secure manner, prioritizing broadband internet, access to information and digital services in various economic and social areas.

Zayra Romo, representative of the World Bank, stated, in turn, that “digital systems have a transversal function, and in Mozambique they will support many sectors, and it is therefore essential to count on Government leadership and support from the private sector .”

The “Digital Acceleration of Mozambique” project was launched this Monday, December 12th, in the City of Maputo, and is in partnership with the Ministries of Science and Technology, Education and Human Development and the State Secretariat for Professional Technical Education.

Empresários Europeus em Moçambique, Satisfeitos com as Novas Medidas de Aceleração Económica

“Graças às medidas para facilitar a entrada de estrangeiros no país, muita coisa tem melhorado. Reconhecemos também que o visto de curta duração, quer para turistas quer para empresários, ajuda muito, porque esta situação já foi um pesadelo para os empresários que queriam entrar no território moçambicano para fazer negócios num curto espaço de tempo”, disse Simone Santi.

Falando durante a reunião de reflexão sobre a implementação do pacote de medidas de aceleração económica, o presidente da EUROCAM explicou que antes das medidas, os empresários europeus enfrentavam grandes problemas na obtenção de vistos, uma situação que pode melhorar muito com a nova plataforma informática (E-visa) recentemente lançada.

“Estamos satisfeitos com outras medidas, tais como a utilização dos 10% das receitas fiscais provenientes dos recursos naturais para o desenvolvimento das províncias [onde ocorre a extracção dos recursos naturais], bem como a simplificação dos procedimentos para o repatriamento do capital”, detalhou Simone Santi.

Mesmo assim – continuou o líder – o tecido empresarial europeu ainda se debate com algumas preocupações, tais como o movimento do trabalhador ou empresário estrangeiro no País.

“Quando há necessidade de passar de um ponto para outro, é necessário informar as autoridades, o que, no nosso entender, acaba por ser um procedimento extremamente burocrático”, explicou Simone Santi.

Quando questionado sobre a imagem de Moçambique na Europa, Simone Santi respondeu

“O que está a acontecer em Cabo Delgado é muito negativo [para a imagem de Moçambique]. Muito mais negativo do que a realidade. É por isso que apreciamos os esforços que o Governo está a fazer para manter o local dos projectos e a cidade de Palma em condições de reactivar a actividade económica”.

Na reunião, a EuroCam reiterou um objectivo já partilhado com o Governo de Moçambique, que é o de organizar um Fórum Económico no próximo ano, que trará novos empresários europeus para investir no pais.

PR participa da II Cimeira de Líderes EUA-África

Segundo uma nota oficial a que tivemos acesso, o evento irá juntar líderes africanos e americanos, com o objectivo de discutir temas como fomento da abertura dos governos africanos e de sociedades abertas, a promoção dos dividendos democráticos e de segurança, a promoção da recuperação robusta pós-pandemia e de oportunidades económicas, o apoio à conservação, adaptação às mudanças climáticas e à uma transição energética.

À margem da Cimeira, o Chefe do Estado tem agendado encontros de trabalho com os homólogos africanos, dirigentes de agências financeiras internacionais, nomeadamente o Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e Banco Africano de Desenvolvimento, bem como com homens de negócios, instituições académicas e científicas e a comunidade moçambicana residente nos EUA.

Nesta deslocação, o Presidente da República far-se-á acompanhar pela Primeira-Dama, IsauraFerrão Nyusi, Ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Nataniel Macamo Dlhovo; Indústria e Comércio, Silvino Augusto Moreno; Vice-Ministro da Economia eFinanças, Amílcar Tivane; Embaixador de Moçambique nos Estados Unidos da América, Carlos dos Santos, quadros da Presidência da República e de outras instituições do Estado

Já são conhecidas as vencedoras do Womenpreneur Pitch-A-Ton Moçambique 2022.

Na segunda edição desta competição, destinada à capacitação de mulheres empresárias e empreendedoras, concorreram mais de 1.600 candidatas, oriundas de todas as regiões do país.

Trata-se de um concurso que tem como objectivo dotar as mulheres de negócios de mais e melhores competências financeiras e empresariais, para que as suas empresas e organizações possam desenvolver-se de forma sustentável. Para a fase final do concurso foram apuradas 30 Empreendedoras provenientes de sete províncias, nomeadamente: Maputo, Gaza, Nampula, Sofala, Tete, Zambézia e Cabo Delgado.

Sílvia Ferreira, empresária na área da construção civil; Emília Tambatamba, que lidera uma unidade de processamento de café; e Seana Daúde, empresária no sector de produção e processamento de arroz; foram as grandes vencedoras do concurso. Foram contempladas com os prémios de 500.000,00 Mt, 350.000,00 MT e 175.000,00 MT, correspondentes ao 1º, 2º e 3º lugar, respetivamente.

Inicialmente estava previsto galardoar apenas as três melhores empresas, mas dada a relevância das candidaturas apresentadas, o júri em coordenação com a organização do evento, deliberou premiar um top 10, atribuindo a outras sete empresas o prémio de 20.000,00 MT. Ao todo, foram distribuídos 1.165.000,00 MT em prémios, entre as 10 primeiras classificadas.

A organização do Womenpreneur Pitch-a-Ton Moçambique atribuiu também certificados e brindes às 30 candidatas finalistas. Ao longo do programa, as concorrentes apuradas para a fase final tiveram a oportunidade de participar de uma formação sobre marketing digital, liderança e empreendedorismo, orientada pela Moz Up, parceiro do Access Bank no projecto, visando capacitá-las para uma melhor gestão das suas empresas.

O administrador-delegado do Access Bank destacou a importância do concurso, que tem como objectivo “melhorar e potenciar novas oportunidades de negócio para mulheres empreendedoras, criando as soluções mais acertadas”. “Desde que começou a operar em Moçambique, o Access Bank tem sido um dos principais defensores do empoderamento económico feminino. Por isso, é com muito orgulho que estamos aqui com estas mulheres que, todos os dias, através das suas empresas, fazem já a diferença em Moçambique, potenciando o desenvolvimento mais sustentável e mais equitativo do país”, acrescentou Marco Abalroado.

O concurso ‘Womenpreneur Pitch-a-Ton Moçambique’ insere-se no nosso importante programa de empoderamento da mulher ‘W-Initiative’, que apoia a mulher a vários níveis, incluindo nas áreas da saúde, da educação e do empreendedorismo.

BVM organiza natal solidário para crianças com deficiência

Intervindo durante o evento, o PCA da BVM, Salim Valá, disse que a acção está inserida na política de responsabilidade social da instituição que dirige, e que a mesma surge da necessidade de apoiar crianças com necessidades especiais e suas famílias.

“Desde o ano passado, temos estado a dar conforto a estas crianças e às suas mães, que enfrentam múltiplas dificuldades diárias, mas em cujos rostos vemos um misto de alegria, persistência, resiliência, esperança e crença no futuro”, acrescentou Valá.

O PCA enfatizou ainda que “com a vossa força de vontade, firmeza e empatia, nós, enquanto BVM, não temos como não ficar encorajados a apoiar-vos a poderem ter um futuro mais alegre e risonho. Viemos dizer-vos, crianças amigas da BVM, que gostamos de vocês, estamos convosco, acreditamos em vocês e, como todas as crianças, desejamos que possam dar asas aos vossos sonhos”.

Salim Valá afirmou que mais do que uma instituição que se preocupa com assuntos financeiros, a BVM está inserida numa sociedade, vive os problemas dessa mesma sociedade e o seu objectivo mais abrangente é contribuir para o desenvolvimento económico e social de Moçambique.

“As pessoas quando ouvem falar da BVM pensam logo em assuntos financeiros, como poupança, financiamento, investimento, inclusão financeira, boa governação corporativa, alocação eficiente de recursos, democratização do capital, empoderamento económico das empresas e do cidadão. Isso é verdade, mas a BVM tem alma, tem coração, tem empatia”, afirmou Valá.

Por seu turno, a dirigente da Cooperativa Luana Semeia Sorrisos, Benilde Mourana, agradeceu pelo apoio da bolsa de valores moçambicana e pela consideração em ajudar as crianças deficientes e suas mães.

“Agradecemos pelo apoio contínuo da instituição para estas crianças necessitadas, e por ter-se também incluído no apoio as capacitações das mães das crianças em saúde e nutrição, fisioterapia e assistência psicológica. Essas capacitações são muito importantes para as crianças e suas mães, e nós vamos procurar mobilizar entidades parceiras da BVM para ampliar o apoio a todas elas”, concluiu.

BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS: Bancos comerciais continuam a ser penalizadas por falta de compliance dos seus clientes

As informações partilhadas no workshop sobre Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo, organizado pela CTA em parecia com o Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFIM) e FSDMOZ, inserido no ciclo de capacitação empresarial que a CTA está a levar a cabo no quadro da materialização do seu plano Estratégico 2021-2024, indicam que o incumprimento das obrigações da Lei 11/2022 e do Decreto 66/2014 ainda que de forma negligente constitui contravenção, também, considerado crime, punido com pena de prisão, multa ou outras sanções aplicáveis a cada caso em concreto.

No workshop, discutiu-se igualmente os possíveis impactos resultantes da colocação do País na Lista Cinzenta da GAFI, algo que preocupou toda a comunidade empresarial devido a prováveis impactos nas transacções internacionais. O representante do GIFIM, Paulo Mungambe, explicou que o sector financeiro é que mais regista Branqueamento de Capitais, mas o fenómeno verifica-se em outros sectores como a imobiliária, seguros, etc.

Apesar do Governo ter a responsabilidade última, Paulo Mungambe apelou à colaboração das empresas porque estas são as principais implementadoras das normas de compliance sobre o branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

O Vice-presidente da CTA, Prakash Prehlad, defendeu que, as transacções suspeitas de lavagem de capitais podem advir, tanto pelo pouco domínio das normas regulatórias, mas também de actividades criminosas e/ou ilegais, como os raptos que, segundo estimativas esta indústria representa cerca de 2,2 mil milhões de meticais até 2022.

“Este é um montante que, sequencialmente, irá gerar necessidade de lavagem de capitais. Combater os raptos, combater o crime, faz parte da matriz de combate de lavagem de capitais”, frisou Prakash Prehlad que espera que esta situação não afecta o processo de simplificação dos procedimentos para o repatriamento de capitais.

EM 2023, CTA VAI PROSSEGUIR COM A MONITORIA DAS ACÇÕES DO PAE PARA GARANTIR IMPLEMENTAÇÃO EFICAZ DAS MEDIDAS

Este Plano tem como objectivo principais:

  • Aumentar a produtividade do Diálogo Público-Privado;
  • Aprofundar o desenvolvimento institucional da CTA;
  • Assegurar a competitividade do sector empresarial moçambicano;
  • Fortificar as parcerias internas e externas.

Portanto, em 2023, a CTA irá prosseguir com a monitoria das acções que constam do PAE, através da emissão de pareceres do sector privado que possibilitem a implementação eficaz destas medidas para que surtam o efeito desejado que é a aceleração da economia.

A CTA espera que o pacote fiscal submetido à Assembleia da República, ao ser aprovado, respeite o princípio que norteou a aprovação do PAE e, conforme o Presidente da República se referiu, passa por estimular a economia, reduzir a carga fiscal sobre as pequenas e médias empresas.

Em 2023, a CTA irá prosseguir com avaliação da qualidade dos serviços prestados pelos profissionais dos BAUs, e outros serviços públicos visando adoptar mecanismos de melhoria da qualidade dos mesmos em todas capitais provinciais.

O diálogo com o Governo continuará sendo a nossa maior prioridade. As avaliações a serem feitas servirão para informar esse diálogo. A nível da política monetária, continuará com um diálogo colaborativo cm o Banco de Moçambique, com destaque para op CPMO+1.

Numa altura na qual os ditames da globalização impõem o alcance de altos padrões de qualidade empresarial, a área de competitividade do sector empresarial moçambicano terá o seu enfoque em actividades ligadas a promoção de acções de capacitação das empresas, do programa de digitalização das empresas e da identificação de fontes alternativas de financiamento para pequenas e médias empresas.

A CTA se propõe a contribuir para a diversificação de fontes de financiamento às PMEs, incluindo o estabelecimento do FADE e acesso ao mercado de capitais.

Assim, prevê-se prosseguir com implementação do projecto +Emprego em parceria com o Instituto Camões no qual estamos a desenvolver acções nos domínios do apoio à certificação e qualidade das PME e de apoio ao emprego jovem através de estágios nas PME, criação de negócios e da própria empresa, beneficiando 65 PMEs, com destaque para Cabo Delgado.

O Projecto de Desenvolvimento das Capacidades Produtivas das PME do Agro Negócio da Zona Norte, em Parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento, irá beneficiar 200 PMEs baseadas em Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

A CTA irá implementar acções para engajar as PMEs no desenvolvimento sustentável, crescimento verde e processos produtivos amigos do ambiente.
Estas acções serão implementadas num contexto na qual a economia global enfrenta condições adversas com destaque para a inflação alta, sendo a maior registada nas últimas décadas, aperto das condições financeiras a nivel mundial, o impacto do conflito entre a Ucrânia e Rússia e os efeitos prevalecentes da pandemia de COVID-19.

Como resultado da conjugação destes factores uma parcela crescente das economias está em desaceleração do crescimento ou contração total, o que afecta em sobremaneira as perspectivas para o próximo ano.

Gás natural de Rovuma em vantagem no mercado internacional

Esta situação coloca a Alemanha sobre a pressão de encontrar novos fornecedores de energia e vê no continente africano a solução para a sua aflição e, em particular, Moçambique. É nessa linha em que o vice-Chanceler e o ministro da Economia da Alemanha, Robert Habeck, iniciou uma périplo esta semana por Namíbia e África do Sul, tendo neste último, participado de um encontro com empresários de vários países africanos, incluindo Moçambique. O objectivo era discutir soluções energéticas.

Moçambique foi a este encontro para dizer aos alemães que pode ser, sim, parte da solução com as massivas reservas de gás natural da Bacia de Rovuma que podem chegar a Alemanha e outros destinos europeus como Gás Natural Liquefeito. Mas esta solução é ainda, por cima, de longe benéfica para as intenções da Alemanha de descarbonizar massivamente a sua economia: “o nosso gás é um gás mais doce, tem menos dióxido de carbono (CO2) se comparado com outros gases (LNG) dos outros países, portanto, a componente do carbono é menor, isso certamente é bom para os compradores que olham mais para questões específicas relativas às emissões de carbono e a necessidade de descarbonizar o mundo, o nosso gás vai ter mais apetência”, disse o ministro dos Recursos Minerais, Carlos Zacarias.

Por outro lado, o governante esclareceu que esforços estão a ser desencadeados para esclarecer os mercados, principalmente os mais exigentes como a Alemanha, desta vantagem comparativa do gás natural que sai das águas profundas da Bacia de Rovuma, até porque o mundo está a precisar de mais fontes de energia para alimentar a economia. “Numa primeira fase, pensava-se que a transição energética ia ser feita de um momento para o outro, mas a realidade e a situação geopolítica veio mostrar que temos que ir para uma transição gradual e que certamente irá levar alguns anos, e é um processo que nós temos que explicar ao mundo sobre os benefícios de fazer a transição usando um gás de baixo teor de carbono e ou CO2”, explicou.

Por seu lado, Robert Habeck reconheceu que, nesta altura, o seu país precisa dos recursos energéticos africanos para continuar a viabilizar a sua economia, sem abandonar o caminho da transição energética. Aliás, fez questão de esclarecer que parte dos minerais fósseis energéticos ao seu país os possui em demasia, mas não pode continuar a usá-los porque são altamente poluentes e neste momento o mundo precisa de uma abordagem ambientalmente responsável, “portanto, vivemos agora uma situação paradoxal devido à perda da energia da Rússia. Estamos a precisar de gás natural, agora mesmo, para 2023 e 2024 e o mais tardar para as próximas décadas, talvez até 2040 a 2045, porque aí o consumo de combustíveis fósseis, incluindo o gás natural vai reduzir. Para já, estamos a tentar repor, não só a tentar, conseguimos substituir o gás russo, porque a Rússia parou de nos fornecer gás natural, pelo LNG, e se agora alguém tiver a capacidade de fornecer o mercado mundial é bem-vindo”, esclareceu, abrindo portas para que o seu país possa contar com o Gás Natural Liquefeito moçambicano.

E o embaixador alemão em Moçambique, Lothar Freischlader, considera que a Alemanha considera o nosso país um parceiro estratégico e que está interessado em partilhar a experiência de desenvolvimento. O diplomata considera que os seus esforços não se trata apenas de um país que tem dinheiro e que precisa avidamente de matérias-primas para fornecer a sua economia e um país que vai continuar a ser fornecedor desses recursos, mas pretende que a cooperação seja desenvolvida no sentido de promover e diversificar a economia de Moçambique, através do estabelecimento de cadeias de valor dos produtos produzidos localmente.

A Alemanha está igualmente interessada em apoiar a exploração sustentável dos recursos, que vão permitir acelerar a transição energética não só no seu país europeu como em Moçambique. Este posicionamento é igualmente defendido por Melanie Mueller, que lidera um comité que trabalha no estabelecimento de parcerias na exploração de matérias-primas por parte de Alemanha e países africanos.

“Como sabe, Moçambique tem vários minerais, não só petróleo e gás natural e os outros minerais estão fortemente na agenda de parceria e cooperação económica da Alemanha. Na minha observação, parcialmente, os decisores políticos alemães estão a olhar para Moçambique e a explorar as oportunidades e absorver as dificuldades que claramente o país enfrenta, como a situação política, e ajudar nisso. Claramente vejo como um país que tem potencial e que se usar essas oportunidades sabiamente estará na pista de crescimento”, disse.

Neste momento, Alemanha importa o grafite de Ancuabe em Cabo Delgado que está a usar para acelerar a produção de equipamentos que dinamizar o seu projecto de transição energética.

Governo moçambicano prevê, arrecadar cerca de 1,3 mil milhões de meticais de receitas provenientes do Gás Natural Liquefeito

De acordo com o Diário Economico, o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, avançou que a receita constitui um primeiro passo para assegurar que as receitas do gás sejam geridas com foco no desenvolvimento sustentável para o benefício de todos os moçambicanos, em consonância com a abordagem da proposta da lei do Fundo Soberano.

Na apresentação detalhada da proposta do Plano Economico e Social e Orçamento (PESOE) para 2023, Max Tonela, disse que o instrumento foi elaborado em um contexto particularmente exigente, face a situação internacional marcada pelas consequências da guerra na Ucrânia, e por uma conjuntura nacional afectada pela prevalência da acção terrorista em Cabo Delgado e do aumento da frequência de eventos extremos decorrentes das mudanças climáticas.

Face a esse contexto, segundo Tonela, o Governo pretende aprofundar a implementação de reformas estruturais que visam reforçar a estabilidade macroeconómica, assegurar a sustentabilidade da dívida pública, melhorar a gestão financeira do Estado e aumentar a capacidade institucional para a monitoria de riscos fiscais.

O dirigente Max Tonela avançou ainda, que a proposta apresentada reflecte igualmente a aposta do Governo, na promoção do investimento privado, visando a recuperação e expansão económica, assente na execução das medidas de estímulo incorporadas no Pacote de Aceleração Económica, lançadas em Agosto deste ano pelo Executivo.

Macrofinanceiras debatem proposta de regulamento da lei das instituições de crédito

A sessão será coordenada por membros da direcção da associação, com a colaboração de um jurista, e tem em vista complementar a actividade de auscultação que a autoridade reguladora tem estado a realizar sobre o impacto do novo regulamento no sector das microfinanças.

São membros da AMOMIF cerca de 50 instituições microfinanceiras (IMFs). Em cumprimento do seu mandato, esta associação tem estado a mobilizar meios para apoiar o relançamento da indústria microfinanceira e o papel das microfinanças nos programas nacionais de inclusão financeira.
O programa governamental de finanças rurais, designado REFP, financiado pelo FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento da Agricultura), está a prestar algum apoio à AMOMIF com vista a reforçar a capacidade institucional da agremiação e a capacidade operacional das IMFs.

O correcto enquadramento legal das IMFs e seu relacionamento com a autoridade reguladora está na agenda das prioridades da direcção da AMOMIF. Ela tem interagido com o Banco de Moçambique em actividades visando a melhoria da inclusão financeira, através das IMFs e assumiu a responsabilidade de alargar a auscultação, compreensão e observações para algumas melhorias a esta proposta de regulamento.

Através da sessão agendada para o dia 14 de Dezembro de 2022, a AMOMIF irá recolher os contributos dos participantes e submetê-los ao BdM. A sessão decorrerá em regime misto com presença física na sede da AMOMIF e, virtualmente, através da plataforma MS Teams.

A proposta de regulamento pode ser consultada nas páginas do BdM e da AMOMIF. Apoio do programa REFP, a AMOMIF está presentemente a subsidiar as IMFs interessadas em adquirir e instalar um software bancário que reforce a capacidade operacional de gestão de carteiras de crédito e de depósitos e melhore o sistema de relato financeiro destas instituições.

No plano de trabalhos da associação estão também previstas acções de formação dos gestores dos microbancos.