Friday, June 19, 2026
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Nyusi convida empresários portugueses a explorarem oportunidades de investimento em Moçambique

O convite do Chefe de Estado moçambicano para “os portugueses visitarem os destinos turísticos de Moçambique” e “explorarem oportunidades de investimento” foi feito em Alcobaça, no distrito de Leiria, durante a inauguração do Hotel Histórico Montebelo Alcobaça, um investimento do Grupo Visabeira.

Filipe Nyusi, que co-presidiu a inauguração com Marcelo Rebelo de Sousa, expressou o desejo de que “os portugueses continuem a ser o primeiro navio” de investimento no sector turístico, definido como prioritário, e que já mereceu o investimento português por parte do Grupo Visabeira. O Chefe de Estado moçambicano desafiou o grupo, após o investimento no hotel inaugurado este sábado no Mosteiro de Alcobaça, a regressar “para investir alternadamente”, para que se siga um novo investimento em Moçambique, país que o governo quer fazer “um destino seguro”.

Filipe Nyusi falava na sessão de inauguração formal do Hotel Histórico Montebelo Alcobaça, que proporcionará 91 unidades de alojamento no claustro do Rachadouro, no Mosteiro de Alcobaça, que foi restaurado pelo arquitecto português Eduardo Souto Moura.

O hotel representou um investimento de 24,5 milhões de euros por parte do Grupo Visabeira e é o sétimo da cadeia Montebelo Hotels & Resorts em Portugal.

UJC Acolhe O Evento Sobre Conteúdo Local no Sector Petrolífero

Trata-se de uma preocupações de longa data sobre a forma como este recurso será gerido em benefício do crescimento socioeconómico.

Por outras palavras, estamos atrasados na definição de uma estratégia consistente a este nível, o que agrava ainda mais a tensão entre académicos, sociedade civil, especialistas petrolíferos e a sociedade em geral.

Talvez por isso, agora como nunca antes, a questão do Conteúdo Local ganhe ainda mais ênfase. Recentemente, foi a vez de Alberto Nkutumula, antigo Ministro da Juventude e Desportos e académico do petróleo, juntar a sua voz à causa da promoção do Conteúdo Local numa palestra proferida na Universidade Joaquim Chissano, especializada em Relações Internacionais, sobre o tema “Conteúdo Local no Sector Petrolífero”: Na sua dissertação, apontou a falta de tecnologia necessária para a exploração de recursos, a falta de recursos humanos qualificados, a falta de recursos financeiros e a necessidade de aprovar uma política que sirva de base à legislação sobre Conteúdos Locais como alguns dos principais desafios.

Na opinião de Nkutumula, Moçambique, como qualquer país rico em hidrocarbonetos e sem os recursos financeiros, materiais e tecnológicos para explorar por si só, precisa de contratar empresas estrangeiras para o fazer.

Temos aqui um exemplo claro disto, que são os campos de gás de Temane e Pande na província de Inhambane, que têm sido explorados pela companhia petrolífera sul-africana Sasol desde 2004.Até agora, após 18 anos, o país ainda não satisfez as condições para poder explorar o gás em si, o que, na opinião do antigo ministro, é preocupante.

De acordo com Alberto Nkutumula, que também desempenhou a função de Vice-Ministro da Justiça e porta-voz do Conselho de Ministros, o Governo, que é a entidade responsável, tem o dever de criar políticas e legislação de gestão para regular a forma como os recursos serão explorados e assim garantir que cada cidadão sinta o benefício de ter este recurso e a exploração que dele é feita. Uma das medidas tomadas, que ainda está a ser verificada, é a política de Conteúdo Local.

Mas tudo parece estar parado, e a pressão recai sobre todos os lados, inclusive pela voz do antigo governante, que também manifesta preocupação com o aparente desalinhamento das regras actualmente em vigor na Rovuma.

Moçambique quer inspirar-se no modelo de desenvolvimento económico da Finlândia

De facto, o Presidente da República formulou esta quarta-feira, 16 de Novembro, um pedido nesse sentido ao seu homólogo finlandês, Sauli Ninisho.

Também no campo económico, Filipe Nyusi disse que Moçambique pretende cooperar com a Finlândia no campo da agricultura e particularmente na produção de trigo.

Citado pela Rádio Moçambique, o Chefe de Estado acrescentou que “o sucesso deste desafio que o país enfrenta passa pela formação de capital humano e a Finlândia é um dos países com uma mão-de-obra qualificada porque tem uma elevada capacidade de formação profissional. Para este fim, o Executivo finlandês decretou a formação gratuita para todos no ensino público desde o nível primário ao ensino superior para encorajar a formação humana.

 

As dívidas do Estado às gasolineiras podem paralisar a distribuição do combustível no país

Em causa está o facto de não haver atualizações de preço nos postos de abastecimento, que estão muito abaixo do valor de compra, acumulando-se uma “dívida muito significativa” do Estado junto dos distribuidores, como a Galp, referiu.

“É um tema da indústria, não de uma empresa em particular e a Associação das Empresas Petrolíferas (Amepetrol) tem tido um diálogo próximo com o Governo no sentido de se encontrar uma solução”, referiu Paulo Varela, num encontro com jornalistas a propósito dos 65 anos da Galp em Moçambique.

“De facto, as empresas continuam a suportar esse custo que está a atingir valores muito significativos”, numa situação que “não é sustentável durante muito mais tempo”, afirmou o CEO da Galp.

Para Varela, “é um tema em que, com diálogo e colaboração entre todas as partes, se vai encontrar uma solução”, remetendo para a associação detalhes sobre os valores em causa. “No fim do dia, o custo terá de ser pago de alguma forma”, referiu, ou os consumidores suportam uma actualização de preços ou o Estado subsidia os distribuidores ou há outra forma, dependendo de uma “decisão de política económica” em que cada Governo “é soberano”.

Apesar de haver “esforços do Governo” para controlar o preço de venda ao público, através do corte de carga tributária, “o problema de Moçambique e de muitos outros países é o elevado custo internacional” dos combustíveis, que no país são totalmente importados. Os preços têm-se mantido elevados, apesar de alguma baixa “em Agosto e Setembro”, ou seja, “a pressão mantém-se”, referiu.

Em conjugação com o Ministério da Energia, trabalha-se em busca de “um mecanismo que permita haver continuidade do fornecimento e não haver situações como no Malawi, em que há uma escassez enorme de combustíveis, decorrente de factores de perturbação de abastecimento”, disse.

“Moçambique, felizmente, tem tido um abastecimento estável, totalmente à custa das empresas distribuidoras que estão a suportar essa diferença”, concluiu. A Amepetrol tem alertado desde o início do ano que as dívidas do Estado às gasolineiras podem paralisar a distribuição. No total, segundo informação avançada em Abril pela Amepetrol, o Governo moçambicano devia na altura às gasolineiras acima de 110 milhões de dólares.

BM investe para melhoria no fornecimento de água potável aos moçambicanos

Com efeito, uma equipa do Banco Mundial reuniu-se, recentemente, em Maputo, com os membros do Conselho de Administração da AdRMM, incluindo o colectivo de direcção da empresa, para abordar questões emergentes nos processos de gestão, nomeadamente planificação, comercial, recursos humanos, Programa Acelerado e Integrado de Redução de Perdas (PAIRP), finanças, produção, manutenção, projectos e investimento.

O encontro teve por objectivo estabelecer uma estrutura neutra para avaliar os impactos económicos, tecnológicos de evolução contínua, gestão ambiental e a estratégia de género vigente na AdRMM, que possibilitará a equação que integra as empresas do futuro (“Utility of the future”), em resposta ao Objectivo 6 dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Diante do novo paradigma sobre Segurança de Sistema de Água (WSS), a equipa de estudo combinou uma variedade de habilidades em modelagem económica e de engenharia quantitativa, com uma compreensão sofisticada das interações complexas na empresa.

Em método diagnóstico, as partes trouxeram conhecimento e experiências valiosas num contexto real para o estudo.

O diagnóstico observou os processos acima elencados e culminou com um relatório que define a estratégia de actuação de 100 dias, numa primeira fase, servindo de base para a elaboração de um conjunto de acções a serem implementadas em cinco anos com o apoio da instituição bancária multilateral.

Espera-se com este exercício, integrar os processos de gestão a uma plataforma que permita responder de forma resiliente aos desafios de operação em quaisquer condições exógenas de ciclones, guerras, alteração de preços nos mercados de capitais, entre outros flagelos que possam condicionar a operação de sistemas de abastecimento de água.

Pernod Ricard Moçambique e APIBA realizam seminário sobre selagem em Inhambane

O evento dirigido aos profissionais da área aduaneira e aos importadores e comerciantes de bebidas alcoólicas, surgiu da necessidade de evitar obstáculos não previstos na lei, que podem ser originados pelas interpretações menos assertivas das diversas legislações ao caso aplicável.

Na ocasião, o Corporate Affair da Pernod Ricard, Veromingos Thaimo, realçou o comprometimento da empresa de continuar a apoiar as iniciativas de interação e colaboração com todas autoridades relevantes para o sector, o que revela o engajamento não apenas em relação aos aspectos tributários, mas também em relação à outros aspectos relevantes ao sector, referentes ao consumo consciente e responsável, a preservação do meio ambiente, não ao contrabando e fuga ao fisco em geral.

A Pernod Ricard Moçambique continuará a dar o seu apoio incondicional para a realização de seminário similares em outras províncias do país, beneficiando os funcionários tributários e aos agentes económicos locais, ligados ao sector de bebidas alcoólicas, disse Veromingos Thaimo.

Por sua vez a Secretaria Executiva da APIBA, Galharda Caetano apontou que a realização do seminário se enquadra no objectivo da APIBA de colaborar com todas autoridades relevantes no combate ao contrabando e outras infracções, remoção de barreiras não tarifárias, promoção da ética institucional e da concorrência leal, contribuindo para a melhoria do ambiente de negócios e arrecadação de receitas fiscais e aduaneiras.

O seminário enalteceu os instrumentos jurídicos relativos à matéria da selagem de bebidas alcoólicas sujeito a utilização de selos e ao pagamento do Imposto de Consumos Específicos(ICE), assim como as matérias documentais concernentes às mercadorias em circulação e a rotulagem de mercadorias.

Os formandos receberam um manual de teoria e prática, que para além de abordar os instrumentos jurídicos em questão, apresenta exemplos que melhor elucidam a aplicabilidade dos instrumentos jurídicos.

 

Arko Seguros promove Seminário sobre o Futuro nos Produtos de Seguros

Com objectivo de capacitar os parceiros e clientes em matérias emergentes do
mercado de seguros em comunhão com os novos desenvolvimentos tecnológicos que
abrangem seguros e distribuição de criptomoedas, pelo impacto que as mesmas tem
estado a desempenhar nas transações e finanças globais da sociedade, a Arko
Companhia de Seguros, realizou, no passado dia 09, um seminário sobre o Futuro nos
Produtos de Seguros.
Por serem totalmente digitais e por fazerem o uso da criptografia para garantir a
realização de transacções, segurar criptomoedas acarreta suas próprias
complexidades, facto que, pode ser sanado caso os activos estejam ‘offline’ e o
segurado disponha de uma eficiente gestão de risco, onde através da tecnologia
‘Blockchain’ torna-se possível fazer o registo das transacções e o rastreamento de
activos em uma rede.
O seminário ‘blockchain’ e o futuro dos seguros; e, o que são criptomoedas e como
segurar” foi presidida pelo Gestor de Desenvolvimento de Negócios Londrino Andrew
Hodgett, especialista em comportamento organizacional em mercados emergentes,
gestão de projetos com noções práticas de comunicação empresarial, gestão de riscos,
logística e contabilidade.

Por ocasião do evento, o CEO, da Arko Seguros, Eng. Miguel Navarro, considerou “num
mundo contemporâneo, a inovação e atenção às novas tendências tecnológicas
revelam-se cruciais para manter a relevância e significância num mercado altamente
competitivo, estamos certos que as seguradoras desempenham uma função
importante para proteger os interesses do cliente, este papel, não se aparta dos investimentos correntes que tem estado a dominar o mercado financeiro,
concretamente as criptomoedas, cientes da sua relevância, nós, Arko Seguros,
acreditamos na tecnologia e, neste sentido, envidamos esforços no sentido de
estarmos atentos às novas tendências e novos produtos tecnológicos ”.

Com a presença cerca de 50 participantes, o seminário contou com a presença de
Tiago Mugandani e Dionildo Nhabinde representantes da Arko Companhia de Seguros,
com os cargos de Gestor de Subscrição e Resseguro e Subscritor Sénior para
Corretores de Seguros, respectivamente, no papel de anfitriões do evento.

Salimo Abdula foi atribuído o título Doutor Honoris Causa

A cerimonia de atribuição do título foi dirigida pela Professora Dra. Martha Molope e pelo Professor Felix Siame, no qual foram igualmente distinguidas outras quatro personalidades dos seguintes países: Nigéria, Botswana, Malawi e África do Sul.
Importa referir que Salimo Abdula é um empresário moçambicano multifacetado, fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Intelec Holdings, Presidente da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP), foi Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e foi, também, Presidente do Conselho de Administração da Vodacom.

Inflação homologa no país contínua a desacelerar

O ritmo de subida de preços estava a crescer desde Fevereiro, até atingir 12,96 por cento em Agosto, em linha com a tendência inflacionista global, fixando-se depois em 12,71 por cento em Setembro.

De Setembro para Outubro, a taxa de inflação homóloga recuou menos de um ponto percentual (88 pontos base), mas foi a primeira vez, neste ano, que o Índice de Preços no Consumidor (IPC) arrefeceu por dois meses seguidos.

De acordo com os dados do INE, a inflação acumulada deste ano está agora nos 8,8 por cento.

Este foi também o primeiro boletim do IPC em que os dados para cálculo da inflação passaram a ser recolhidos em oito pontos do país.

Além de Maputo, Beira e Nampula, passam também a ser analisados os preços de mercados e lojas de Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-xai e da província de Inhambane.

Segundo o INE, transportes, alimentação e bebidas não alcoólicas continuam a ser os bens e serviços que mais contribuíram para a subida de preços.

FMI e Banco Mundial prestam apoio a Moçambique na gestão das finanças públicas

Uma delegação reuniu-se, esta terça-feira, à porta fechada, com o presidente da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República, numa altura em que a dívida pública do país é insustentável.

“Nós estamos aqui, em Moçambique, para fornecer uma assistência técnica, é uma equipa do FMI e do Banco Mundial, num trabalho conjunto, por solicitação do Ministério da Economia e Finanças e do Banco de Moçambique, para contribuir para o processo de aprimoramento das funções de gestão das finanças públicas, conduzido por estas duas instituições”, declarou o chefe da missão, Felipe Bardella.

A fonte explicou igualmente que a razão da vista ao Parlamento é informar à Comissão de Plano e Orçamento que também participa do processo de boa gestão das finanças públicas no país, e que está sempre em contacto com todos os actores que fazem parte do processo, sempre trazendo as melhores práticas internacionais e contribuindo para o desenvolvimento das práticas aplicadas em Moçambique.

Sem avançar detalhes, o chefe da missão garantiu que, ao fim da assistência técnica ao Governo, será apresentado um relatório com os aspectos principais que foram abordados.

“Os assuntos técnicos estão relacionados a temas operacionais de tesouraria, procedimentos operacionais da gestão pública, de formulação orçamental, dos riscos fiscais que todos os países enfrentam, planeamento do cenário macro fiscal, entre outros que concorrem para a boa gestão da coisa pública.”

Após o encontro, o presidente da Comissão Parlamentar disse que o Governo deve usar a oportunidade para adquirir mais conhecimento sobre a gestão das finanças públicas.

A missão do Banco Mundial e do FMI trabalha em Moçambique com o Ministério da Economia e Finanças e o Banco de Moçambique desde o dia 14 até 18 de Novembro.