Saturday, April 11, 2026
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Feira de Emprego junta empresas e candidatos em busca de novas oportunidades

O Instituto Nacional de Emprego (INEP), em colaboração com a Fundação MozYouth e a SDO Moçambique, agendou para 08 de Agosto próximo, a realização da Feira de Emprego 2025, a realizar-se no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano, em Maputo.

Segundo uma nota do INEP, a Feira de Emprego 2025 terá a duração de um dia, com a participação de 60 empresas provenientes de todo o País, abrangendo um espectro diversificado de sectores, desde Pequenas e Médias Empresas (PME) até grandes corporações nacionais e multinacionais.

“Entre os sectores representados, destacam-se a energia, tecnologias de informação e comunicação (TIC), finanças, telecomunicações, media, recursos humanos e cooperação para o desenvolvimento. As empresas expositoras irão apresentar uma variedade de oportunidades, incluindo estágios profissionais e empregos de nível inicial”, refere o documento.

Para o director-geral do INEP, Roy Tembe, a realização da feira é um passo significativo para melhorar as taxas de empregabilidade dos jovens moçambicanos. “Esta feira é um passo concreto na nossa missão de melhorar os resultados de empregabilidade dos jovens moçambicanos. Ao reunir o Governo, sector privado e os parceiros de desenvolvimento, estamos a criar condições reais para oportunidades inclusivas de empregos sustentáveis para os nossos jovens”, afirmou.

A feira conta com o apoio de parceiros de desenvolvimento, como a Embaixada da Irlanda e a Agência Italiana para a Cooperação para o Desenvolvimento (AICS). Além disso, este ano, o evento dará especial atenção à economia verde, promovendo modelos de negócios sustentáveis, indústrias resilientes ao clima e percursos profissionais alinhados com um futuro de baixo carbono.

“Esta é uma oportunidade real para os jovens darem o primeiro passo nas suas carreiras”, afirmou Daniela Timmich, gestora de programas da Fundação MozYouth, tendo acrescentado: “Encorajamos todos os jovens a virem preparados: tragam os vossos CV’s, vistam-se de forma profissional e estejam prontos para conhecer potenciais empregadores. Muitas empresas estarão à procura de entrevistar candidatos e começar a construir bancos de talentos no local.”

A participação na feira é gratuita e aberta ao público, não sendo necessária inscrição prévia. Todos os jovens interessados em explorar percursos profissionais, conectar-se com empregadores ou aceder a oportunidades reais de emprego são convidados a participar.

Além da feira de carreiras, o evento contará com a realização da Conferência da Juventude, uma plataforma para o diálogo e reconhecimento de iniciativas impactantes que promovem o emprego jovem.

“Durante a sessão da manhã, estarão presentes líderes institucionais e parceiros de desenvolvimento, com destaque para a entrega de certificados a empresas e organizações que demonstram um forte compromisso com a empregabilidade jovem. Estas entidades serão também convidadas a fazer compromissos públicos para a criação de estágios, programas de formação ou ofertas de emprego”, lê-se no comunicado.

Por sua vez, o director executivo da SDO Moçambique, Vicente Sitoe, afirmou que a Feira de Emprego e Empreendedorismo será uma oportunidade única para reflexão e ação. “Irá reunir vozes jovens, liderança institucional e o sector privado para discutir como podemos intensificar esforços e trabalhar em conjunto para responder às aspirações de emprego da juventude moçambicana”, concluiu.

Eni Rovuma Basin e Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento anunciam novo programa

  • A Carta de Intenções (LoI) foi assinada pela Directora Geral da Eni Rovuma Basin, Marica Calabrese e pelo Director da AICS em Maputo, Paolo Enrico Sertoli, sob os auspícios do Embaixador de Itália em Moçambique, Gabriele Annis.

A Eni Rovuma Basin assinou no dia 20 de Junho, uma Carta de Intenções (LoI) com a Agência Italiana de Cooperação para o Desenvolvimento (AICS) com vista a reforçar a colaboração e melhorar o bem-estar das comunidades em Moçambique. As áreas potenciais de cooperação incluem agricultura e desenvolvimento rural, ambiente e economia azul, educação e formação técnica e profissional (TVET), segurança alimentar e nutrição, água, saneamento e higiene e saúde comunitária.

O acordo reflecte o compromisso partilhado entre a Eni e a AICS para com o desenvolvimento sustentável e o crescimento inclusivo em Moçambique. Ao trabalhar em conjunto, os parceiros têm como objectivo reforçar o impacto positivo das suas iniciativas e contribuir a longo prazo para o bem-estar das comunidades e para a Agenda 2030 das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.

GET.invest Moçambique mobiliza 12,5 milhões de euros para energias renováveis

Desde 2019, o programa GET.invest Moçambique já mobilizou cerca de 12,5 milhões de euros para apoiar projectos de energia sustentável no sector privado moçambicano.

A iniciativa, financiada pela União Europeia e Alemanha e implementada pela GIZ, tem como objectivo principal desbloquear capitais para projectos energéticos adaptados ao contexto local, que podem ascender a mais de 9 mil milhões de euros, dado o potencial energético nacional e os projectos emblemáticos identificados na Estratégia de Transição Energética de Moçambique.

Em entrevista, José Mestre, coordenador do GET.invest Moçambique, revelou que quatro projectos alcançaram o fecho financeiro, enquanto 21 empresas receberam apoio técnico para se tornarem bancáveis.

Este pipeline representa um potencial de investimento privado de cerca de 360 milhões de euros. As iniciativas incluem cozinhas limpas, mini-redes, mobilidade eléctrica, até à geração de energia para venda à Electricidade de Moçambique (EDM), empresa pública de geração, distribuição e venda de energia eléctrica.

“Temos até à data quatro projectos que chegaram ao fecho financeiro e o valor destes investimentos ronda os 12,5 milhões de euros. Esperamos que mais empresas apoiadas possam também alcançar este patamar”, afirmou Mestre.

Durante a última RenMoz – Conferência Empresarial de Renováveis em Moçambique, o potencial de geração de emprego qualificado no sector foi estimado em mais de 18.000 empregos.

No entanto, apesar de o avanço do projecto, o coordenador lamenta não existir uma monitoria sistemática do impacto social destes investimentos, e admite que essa situação possa levantar dúvidas sobre o real desempenho social das iniciativas que chegam ao fecho financeiro, tal como a criação de emprego para jovens e melhoria da qualidade de vida das populações, contudo muitos destes projectos promovem o desenvolvimento económico sobretudo nas zonas rurais onde as iniciativas ocorrem.

“Estamos a montante da realização do projecto, intervimos antes da implementação. Apoiamos as empresas a conseguirem o financiamento, depois disso é uma questão entre e a empresa e o investidor”, justificou.

Mestre salientou que, devido às condições contratuais, os nomes das empresas

apoiadas mantêm-se confidenciais para proteger as negociações comerciais.

“O nosso apoio é confidencial. Isso está nas nossas condições. Os detalhes desse apoio não podem ser tornados públicos”, frisou.

Mestre respondeu também às críticas quanto ao uso frequente de consultores internacionais para preparar estudos técnicos e apoio a transacções, sublinhando que a expertise técnica é decisiva para atrair financiadores.

“De facto esse apoio técnico é realizado por consultores, muitas vezes em equipas mistas de especialistas moçambicanos e internacionais. Nós precisamos de convencer juntamente com as empresas que apoiamos que um financiador precisa de se sentir confortável em investir. É um apoio altamente especializado que exige conhecimentos técnicos e um domínio dos instrumentos financeiros disponíveis internacionalmente e os consultores com quem trabalhamos estão distribuídos pelo mundo”, revelou.

Apesar dos resultados, persistem barreiras à implementação de projectos no país. Entre elas estão lacunas no quadro regulamentar e um desalinhamento entre o perfil dos financiadores que buscam grandes projectos e a realidade das micro, pequenas e médias empresas locais apoiadas pelo programa.

Dados do sector evidenciam um crescente ecossistema de energias renováveis, com projectos já operacionalizados, no entanto, a falta de informação detalhada sobre os aspectos sociais, financiamento por projecto e a participação efectiva dos moçambicanos, pode dificultar a compreensão do impacto do GET.invest, sendo que, é imperioso que se incluam dados regionais, perfis de promotores e detalhes sobre financiamentos e resultados concretos no futuro.

O GET.invest Moçambique é uma janela nacional do programa europeu GET.invest, que visa preparar projectos para investimento e promover um ecossistema de energias renováveis mais robusto, actuando através de fornecimento de informação de mercado e financiamento, eventos de matchmaking, apoio ao acesso a financiamento e colaboração com actores-chave, como Associação Moçambicana de Energias Renováveis (AMER) e a Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER). O programa é co-financiado pela União Europeia e pela Alemanha.

João Seara: “A sustentabilidade do nosso negócio depende da transição para produtos locais.”

PROFILE Mozambique: A MEGA Distribuição S.A. iniciou actividade no mercado moçambicano como empresa de cash and carry e, anos depois, apostou numa nova insígnia de supermercados de conveniência. Pode partilhar connosco como surgiu esta evolução estratégica e quais são as ambições actuais do grupo?

João Seara: A MEGA iniciou a sua actividade aqui em Moçambique por volta de 2012, tendo-se estabelecido inicialmente como uma empresa de cash and carry, vocacionada para a distribuição alimentar em grande escala.

Foi neste contexto que, em 2019, identificamos potencial para criar uma insígnia de supermercados de conveniência, aproximando-nos ainda mais dos consumidores. Actualmente, contamos com cerca de 14 lojas nas zonas de Maputo e Matola e temos como ambição expandir para outras capitais provinciais, reforçando o nosso compromisso com a modernização do retalho em Moçambique.

PM: Qual foi a inspiração por trás da criação da marca LOKAL e como surgiu a ideia do nome e da sua grafia diferenciada?

JS: A marca LOKAL nasceu da ideia de proximidade, é o local onde se vai, onde se está, onde se volta. Achamos que traduzia bem o conceito de loja de conveniência. Para o registo, tivemos de optar por uma grafia criativa, incorporando o ‘CAPA’, que é também uma referência cultural comum em países africanos como Moçambique e Angola. Este detalhe torna o nome mais memorável para os consumidores.

PM: Qual é o posicionamento estratégico do Supermercado LOKAL no sector do retalho alimentar moçambicano?

JS: Queremos oferecer ao cliente uma experiência de compra diferente, através de supermercados de proximidade que disponibilizam uma gama cuidadosamente seleccionada, de bebidas alcoólicas a frutas e legumes, passando por laticínios e produtos frescos como padaria e charcutaria.

Apostamos numa oferta completa que cobre todos os segmentos do mercado, garantindo padrões de higiene, segurança, limpeza e um serviço que nos distingue. Estamos actualmente focados em expandir na zona de Maputo e Matola, com a meta de chegar a 25 lojas. Hoje temos 14, em breve 15, e quando atingirmos as 25, queremos avançar para as principais capitais de província.

PM: Quais são os critérios do LOKAL para apoiar marcas moçambicanas nas prateleiras?

JS: Apoiamos a indústria nacional e trabalhamos para substituir gradualmente os produtos importados por artigos produzidos localmente. Não seguimos um critério rígido de selecção, além da relevância que esses produtos têm para o consumidor moçambicano.

Acreditamos que a sustentabilidade do nosso negócio depende desta transição, por isso sinalizamos de forma clara, nas prateleiras, os produtos de origem nacional, reforçando o compromisso com o desenvolvimento da economia local.

PM: O vosso modelo de negócio faz referência à sustentabilidade. Que práticas estão actualmente implementadas para garantir operações mais sustentáveis?

Temos uma política social interna sólida, que inclui subsídios de alimentação, cantinas próprias, apoio ao transporte e uma remuneração competitiva. Este ambiente de trabalho contribui para manter uma taxa de rotatividade muito baixa e um clima social positivo.

Para além disso, apostamos em parcerias com produtores nacionais, criando oportunidades para que os produtos moçambicanos ganhem maior presença e a indústria local se consolide no mercado.

PM: Além da função comercial, que impacto social o LOKAL pretende gerar nos bairros onde se instala?

JS: Queremos ser a loja de conveniência do dia-a-dia, criando uma ligação próxima entre os nossos colaboradores e os clientes. Muitos visitam as nossas lojas várias vezes por semana, o que nos permite estabelecer relações de confiança, quase pessoais, onde o cliente é reconhecido pelo nome. É esta proximidade que faz parte do nosso modelo e diferencia a experiência de compra.

PM: Quantos postos de trabalho foram criados com o plano de expansão em curso?

JS: Temos um plano de expansão assente em dois eixos: por um lado, a rede de supermercados Lokal, voltada para o segmento médio e médio-alto, por outro, estamos a lançar uma nova insígnia, a MOCA, orientada para um público de segmento médio e médio-baixo. Acreditamos que, combinando estas duas marcas, podemos atingir cerca de 100 lojas no prazo de três a quatro anos, reforçando a presença nacional no retalho de conveniência.

João Seara, Director Geral da MEGA Distribuição S.A. – LOKAL Supermercado

Actualmente contamos com cerca de 385 colaboradores. Cada nova loja que abrimos representa, em média, mais 15 a 20 postos de trabalho, contribuindo directamente para o emprego local e para o fortalecimento da nossa equipa.

PM: Como a marca pretende manter a proximidade e a qualidade numa rede em crescimento constante?

JS: Investimos fortemente na formação e na padronização de processos em todas as lojas. Apostamos em treinar as equipas desde a integração, promovendo que os colaboradores passem por diferentes áreas para adquirir uma visão completa do retalho alimentar. É assim que construímos uma equipa mais preparada e alinhada com os valores da empresa.

Saiba mais aqui: Supermercado LOKAL

João Seara: “The sustainability of our business depends on the transition to locally produced goods.”

PROFILE Mozambique: MEGA Distribuição S.A. started its operations in the Mozambican market as a cash and carry company and, years later, launched a new convenience supermarket brand. Could you share with us how this strategic evolution came about and what the group’s current ambitions are?

João Seara: MEGA began its operations here in Mozambique around 2012, initially establishing itself as a cash and carry company focused on large-scale food distribution.
In this context, in 2019, we identified the potential to create a convenience supermarket brand, bringing us even closer to consumers. Currently, we have around 14 stores in the Maputo and Matola areas, and our ambition is to expand to other provincial capitals, reinforcing our commitment to modernising retail in Mozambique.

PM: What was the inspiration behind the creation of the LOKAL brand and how did the idea for the name and its distinctive spelling come about?

JS: The LOKAL brand was born from the idea of proximity – it is the place you go, where you are, and where you return. We felt it expressed well the concept of a convenience store. For trademark purposes, we had to choose a creative spelling, incorporating the letter ‘K’, which is also a cultural reference common in African countries like Mozambique and Angola. This detail makes the name more memorable for consumers.

PM: What is the strategic positioning of the LOKAL supermarket within Mozambique’s food retail sector?

JS: We want to offer customers a different shopping experience through neighbourhood supermarkets that provide a carefully selected range, from alcoholic beverages to fruits and vegetables, including dairy products and fresh items such as bakery and charcuterie.
We focus on offering a complete selection that covers all market segments, ensuring hygiene, safety, cleanliness, and a service that sets us apart. We are currently focused on expanding in the Maputo and Matola areas, aiming to reach 25 stores. Today we have 14, soon to be 15, and when we reach 25, we plan to move into the main provincial capitals.

PM: What are LOKAL’s criteria for supporting Mozambican brands on the shelves?

JS: We support the national industry and work to gradually replace imported products with locally produced goods. We do not follow a strict selection criterion beyond the relevance these products have for Mozambican consumers.

We believe that the sustainability of our business depends on this transition, which is why we clearly mark locally sourced products on the shelves, reinforcing our commitment to the development of the local economy.

PM: Your business model references sustainability. What practices are currently in place to ensure more sustainable operations?

JS: We have a solid internal social policy, which includes food subsidies, in-house canteens, transport support, and competitive remuneration. This working environment helps us maintain a very low turnover rate and a positive social climate.

Additionally, we invest in partnerships with local producers, creating opportunities for Mozambican products to gain greater market presence and for the local industry to consolidate.

PM: Beyond the commercial function, what social impact does LOKAL aim to have in the neighbourhoods where it opens stores?

JS: We aim to be the daily convenience store, creating a close relationship between our staff and our customers. Many visit our stores several times a week, which allows us to build trust-based, almost personal relationships where the customer is recognised by name. It is this sense of proximity that is part of our model and makes the shopping experience unique.

PM: How many jobs have been created with the ongoing expansion plan?

JS: We have an expansion plan based on two pillars: on the one hand, the LOKAL supermarket network, targeting the middle and upper-middle segments; on the other hand, we are launching a new brand, MOCA, aimed at the middle and lower-middle segments. We believe that by combining these two brands, we can reach about 100 stores within three to four years, strengthening our national presence in the convenience retail sector.

João Seara, General Manager of MEGA Distribuição S.A. – LOKAL Supermarket

We currently have around 385 employees. Each new store we open creates, on average, another 15 to 20 jobs, directly contributing to local employment and strengthening our team.

PM: How does the brand intend to maintain proximity and quality within a constantly growing network?

JS: We invest heavily in training and standardising processes across all stores. We make sure to train teams from the moment they join, encouraging them to work in different departments to gain a comprehensive understanding of food retail. This is how we build a better-prepared team aligned with the company’s value.

Learn more here: Supermercado LOKAL

Movitel lidera velocidade de download, enquanto Vodacom assegura melhor upload

Um estudo recente sobre a velocidade de internet móvel em Moçambique revela diferenças significativas entre as principais operadoras do país, Movitel, Vodacom e Tmcel, no que respeita ao desempenho médio de download e upload. As medições foram realizadas em todo o território nacional, abrangendo as várias tecnologias de acesso disponíveis (3G, 4G e 5G, se aplicável).

De acordo com os dados recolhidos, a Movitel apresenta a melhor velocidade média de download, atingindo 22,16 Mb/s com um intervalo de confiança de ±0,19, sustentada por uma amostra de 30.550 testes. No entanto, no upload, regista uma média inferior, fixando-se nos 10,75 Mb/s (±0,09).

A Vodacom, por sua vez, destaca-se no upload, alcançando 12,65 Mb/s (±0,14) numa base de 26.481 amostras. Em termos de download, apresenta uma média de 18,87 Mb/s (±0,17), posicionando-se como a segunda mais rápida nesta categoria.

Já a Tmcel apresenta a menor velocidade de download entre as três operadoras, com 13,51 Mb/s (±0,16), embora obtenha 11,21 Mb/s (±0,16) no upload, superando a Movitel nesta métrica específica. Os resultados foram apurados a partir de 14.137 medições.

Estes indicadores fornecem uma visão técnica do panorama actual da conectividade móvel em Moçambique, reflectindo tanto os investimentos das operadoras nas suas infra-estruturas como as variações no desempenho em diferentes regiões e tecnologias.

Especialistas sublinham que, embora as velocidades médias sejam um parâmetro relevante, a experiência do utilizador depende igualmente de factores como latência, cobertura territorial e qualidade do serviço nas horas de maior tráfego.

Os dados, provenientes da plataforma independente SpeedChecker.com, assumem particular importância num contexto de crescente digitalização da economia e da sociedade moçambicana, onde o acesso fiável à internet móvel é cada vez mais essencial para actividades comerciais, educativas e de lazer.

Fonte: SpeedChecker

Absa Bank distinguido como Melhor Banco do Ano

O Absa Bank foi eleito “Melhor Banco do Ano em Moçambique” nos International Investors Awards2025, uma iniciativa promovida pela publicação britânica “International Investor Magazine”, sediada em Londres, informou, a instituição financeira em comunicado.

Segundo o documento, o prémio reconhece o desempenho da instituição bancária na promoção de soluções financeiras inovadoras e sustentáveis, alinhadas com os desafios e as ambições do mercado moçambicano. O galardão sublinha, ainda, “o compromisso do Absa com padrões elevados de ética, transparência e excelência operacional, atributos que consolidam a sua reputação no sector financeiro nacional”.

Em reacção à distinção, Pedro Carvalho, CEO do Absa Bank Moçambique, destacou o significado da conquista para o banco e para os seus clientes. “Ser reconhecido como Melhor Banco do Ano reforça o nosso compromisso em oferecer soluções bancárias personalizadas, alinhadas com as aspirações financeiras dos nossos clientes. Somos um banco orientado para a inovação, centrado nas pessoas e empenhado em promover um ambiente financeiro mais acessível, eficiente e inclusivo”, afirmou o responsável.

Absa distinguido como melhor banco do País

A avaliação das instituições concorrentes aos International Investors Awards é realizada com base em critérios como inovação tecnológica, qualidade no atendimento ao cliente, solidez financeira, responsabilidade social e práticas eficazes de gestão de riscos. De acordo com os organizadores, o Absa destacou-se pela consistência na aplicação destes princípios em todas as áreas da sua actuação.

Ao longo dos últimos anos, o banco “tem reforçado a sua presença no mercado através da digitalização de serviços, investimento em capital humano e do fortalecimento das suas políticas de sustentabilidade. Esta abordagem integrada tem permitido ao Absa consolidar-se como uma das “principais referências do sistema bancário nacional”. Para além do reconhecimento internacional, “o prémio representa um novo impulso para a estratégia da instituição, que pretende continuar a sua trajectória de crescimento assente na robustez operacional, no impacto social positivo e na liderança de mercado.”

“Economia do sector privado em Moçambique caiu em Junho” – Índice PMI do Standard Bank

A economia do sector privado moçambicano registou uma contração durante o passado mês de Junho, como resultado de pressões fiscais e o desequilíbrio entre a oferta e a procura. A constatação é do Purchasing Managers Index™ (PMI™), uma avaliação do Standard Bank.

“Em Junho, o PMI do Standard Bank de Moçambique caiu para 49,1 [corrigido de sazonalidade], após os 49,6 de Maio, ficando abaixo do valor de referência de 50, em cinco dos últimos oito meses”, lê-se no relatório.

Segundo o documento do Standard Bank, em Junho, ocorreram contrações mensais na produção, nas encomendas e nas aquisições. “O PMI de Junho é consistente com as recorrentes pressões fiscais e com os desequilíbrios entre a oferta e a procura de moeda externa no mercado cambial que limitam a procura agregada”.

Para o economista-chefe do Standard Bank, apesar desta contracção, o sentimento empresarial melhorou e em Junho, o sub-índice do PMI de expectativas empresariais para o futuro subiu para o valor mais alto dos últimos 13 meses.

“É de salientar que, provavelmente, os inquiridos estão a ter em consideração o progresso relativo aos projectos de gás natural liquefeito [GNL], o que poderá impulsionar a actividade económica”, assinalou.

Paulo Chibanga: “Queremos que as MPMEs cresçam e se tornem mais competitivas”

Profile Mozambique: Quais serão as principais prioridades estratégicas da sua liderança à frente da AIMO?

Paulo Chibanga: Enquanto nova direcção da Associação Industrial de Moçambique (AIMO), a nossa prioridade imediata será reforçar a coesão entre os membros da Associação, promovendo o seu fortalecimento técnico, financeiro e institucional. Queremos garantir que as pequenas e microindústrias, que representam mais de 90% do tecido industrial moçambicano, tenham condições para crescer e tornar-se mais competitivas.

Pretendemos dar continuidade a iniciativas de grande impacto, como o Mozindus – Mozambique Industrial Forum and Exhibition, e avançar com novos projectos como a Agência de Desenvolvimento Industrial e o programa de Acreditação Industrial, para apoiar a formação técnica, a certificação das empresas e a modernização tecnológica.

Outro eixo estratégico é impulsionar o conteúdo local nos grandes projectos, sobretudo no sector extractivo e energético. Vamos actualizar os cursos do nosso centro de formação metalomecânica, de forma a responder às necessidades reais do mercado, e com isto criar mais e melhores condições de empregabilidade dos jovens, e articular com o Governo e parceiros soluções para melhorar o acesso ao financiamento, um dos maiores desafios que a indústria enfrenta.

O nosso compromisso é, no final do mandato, ter um sector industrial mais forte, mais competitivo e mais preparado para criar emprego e gerar valor para Moçambique.

PM: A questão do acesso a financiamento e linhas de crédito competitivas tem sido apontada como uma das principais dificuldades do sector industrial. Que propostas específicas a AIMO trará ao diálogo com o Governo e o sistema financeiro?

PC: Na perspectiva da nova direcção, a questão do acesso ao financiamento competitivo continua a ser um dos maiores desafios para o fortalecimento da indústria nacional, em particular para as micro e pequenas empresas, que representam a larga maioria do sector.

No mandato anterior, iniciamos este caminho em parceria com a banca comercial, nomeadamente com o Millennium BIM, através da criação de uma linha de financiamento específica para a indústria, no valor de cerca de 5 mil milhões de meticais. Esta experiência permitiu perceber melhor as reais necessidades do sector e, ao mesmo tempo, revelou que mesmo com reduções marginais nas taxas de juro, o custo do dinheiro se mantém elevado e pouco acessível para a maioria dos industriais.

Para enfrentar este desafio, estamos a preparar um estudo de base (baseline study) que permita conhecer em detalhe o panorama actual da indústria moçambicana e identificar com maior precisão quais as áreas que precisam de apoio prioritário. Este trabalho será articulado com o projecto da futura Agência de Desenvolvimento Industrial, que deverá concentrar esforços no apoio técnico, capacitação e financiamento orientado sobretudo para as micro e pequenas empresas, de modo a impulsionar a competitividade e modernização do tecido produtivo nacional.

Ao mesmo tempo, defendemos que o Governo desempenhe um papel essencial como facilitador, criando mecanismos e condições que reduzam custos estruturais, isentem taxas em momentos críticos e ajudem a proteger a indústria nacional, sem se substituir ao mercado. Nesse sentido, estamos a intensificar o diálogo com parceiros estratégicos como o Millennium, BNI, ABSA Bank, Banco Mundial e o IFC, para desenvolver pacotes integrados de apoio financeiro e técnico aos nossos associados.

PM: O fortalecimento do diálogo público-privado foi destacado como elemento central do seu mandato. Que passos práticos serão tomados para dinamizar essa relação?

PC: No âmbito do nosso mandato na AIMO, assumimos o fortalecimento do diálogo público-privado como um pilar estratégico para impulsionar a competitividade do sector industrial.

De forma prática, iniciamos ainda no mandato passado contactos directos com o Governo, incluindo um encontro de trabalho com o Ministro da Economia, onde propusemos a criação de um grupo de trabalho conjunto. Este grupo servirá para aprofundar o diálogo técnico, identificar os principais constrangimentos enfrentados pelos nossos membros e, em conjunto, traçar soluções que reforcem a protecção da indústria nacional, sobretudo em sectores vulneráveis às importações.

Paralelamente, estamos a trabalhar na criação de clusters que permitam reunir empresas por áreas estratégicas, fomentando uma reflexão colectiva sobre desafios e oportunidades das cadeias de valor que são consideradas estratégicas para o país. Pretendemos igualmente alargar a presença da AIMO para além de Maputo, através da abertura de representações regionais, garantindo que a informação e as preocupações das indústrias de todo o país sejam levadas ao centro das decisões.

Por fim, no quadro da nossa participação na CTA, continuaremos a liderar o Pelouro da Indústria, mecanismo que nos permite propor reformas concretas e articular de forma directa as prioridades do sector industrial junto do Executivo. Acreditamos que este caminho fortalecerá a voz da indústria moçambicana e contribuirá para a definição de políticas públicas mais ajustadas às reais necessidades do sector.

PM: Importamos mais do que exportamos. Como pretende a AIMO inverter este cenário e estimular a produção nacional, sobretudo nos sectores prioritários?

PC: Para inverter o actual cenário em que Moçambique importa mais do que exporta, apostamos numa abordagem estruturada e estratégica, começando pela realização de um estudo de base (industrial baseline) que nos permitirá mapear com rigor o parque industrial existente, identificar potencialidades e perceber quais produtos podem, numa primeira fase, ser produzidos localmente em substituição das importações. Acreditamos que a substituição de importações é um dos caminhos incontornáveis para independência económica e robustez da nossa balança de pagamentos que neste momento é deficitária.

Paralelamente, estamos a avançar com o projecto de Acreditação Industrial, iniciado no mandato passado, que visa certificar empresas nacionais e elevar a sua competitividade no mercado interno e externo. Pretendemos igualmente incentivar a instalação de unidades de transformação agroindustrial e metalomecânica, olhando com atenção para produtos estratégicos que possam gerar maior valor acrescentado.

Esta estratégia assenta ainda no desenvolvimento de fornecedores locais e na promoção da certificação, medidas que, em conjunto, reforçarão a capacidade produtiva nacional, criando condições para que a indústria moçambicana reduza gradualmente a dependência de produtos importados e contribua de forma mais robusta para a balança comercial do país.

PM: Na perspectiva da AIMO, qual deve ser o papel da indústria moçambicana no actual ciclo de investimentos no sector extractivo e energético?

PC: Na AIMO, acreditamos que a indústria moçambicana deve ter um papel central no actual ciclo de investimentos no sector extractivo e energético, e para isso, temos de apostar fortemente na formação técnica dos nossos profissionais. Se não investirmos na capacitação, estaremos a limitar a possibilidade das nossas empresas participarem de forma competitiva nestes grandes projectos.

Defendemos que esta aposta deve ser feita de forma integrada, através de centros de formação, programas de on-job training e maior aproximação entre as empresas nacionais e os projectos internacionais. Queremos que as nossas micro, pequenas e médias indústrias não só participem, mas também ganhem experiência prática e técnica para responder às exigências do sector.

Estamos conscientes de desafios como o poaching, em que os nossos técnicos mais qualificados são aliciados por novas operadoras com melhores condições. Por isso, trabalhamos em equipa para garantir que, mesmo após fases de construção dos grandes projectos, consigamos reintegrar estes profissionais em outras empresas industriais nacionais, mantendo o saber-fazer e a competitividade dentro do país.

Outro eixo essencial é a certificação das empresas moçambicanas, que, embora onerosa, é crucial para garantir padrões internacionais e aumentar o nível de conteúdo local. Como equipa, queremos que, daqui a cinco anos, possamos medir e comprovar que a indústria nacional está mais presente, mais qualificada e mais integrada nestes grandes projectos.

PM: Que visão de longo prazo projecta para a indústria nacional, tendo em conta as exigências impostas pela globalização e pela necessidade de integração regional?

PC: A nossa visão de longo prazo para a indústria nacional assenta, antes de mais, na construção de um sector verdadeiramente competitivo, capaz de responder às exigências da globalização e de aproveitar as oportunidades da integração regional.

Para isso, apostamos, como equipa, na formação de mão-de-obra qualificada, que consideramos ser a base para qualquer transformação estrutural. Queremos chegar ao fim dos próximos cinco anos com uma indústria mais moderna, profissionais preparados e um sistema financeiro capaz de oferecer melhores condições, tornando o custo do dinheiro mais acessível para projectos industriais.

O nosso grande objectivo colectivo é ver a indústria moçambicana recuperar espaço no contexto africano, voltar a figurar entre as mais relevantes do continente e, gradualmente, conquistar mercados além-fronteiras. Primeiro, reforçando as exportações na região, e depois, com ambição e trabalho conjunto, posicionando os nossos produtos a nível global. É este o caminho que traçamos, movidos pelo espírito de liderança, união e confiança no potencial do nosso sector industrial.

Conheça melhor a AIMO e acompanhe de perto o desenvolvimento das suas actividades neste link: Associação Industrial de Moçambique

Paulo Chibanga: “We want MSMEs to grow and become more competitive”

In his first exclusive interview as the newly elected president of the Industrial Association of Mozambique (AIMO), Paulo Chibanga highlights that his term will be guided by three fundamental strategic pillars: strengthening internal cohesion among members, a determined investment in technical training, and facilitating access to financing, with particular focus on small and micro industries.

Profile Mozambique: What will be the main strategic priorities of your leadership at the helm of AIMO?

Paulo Chibanga: As the new management of the Industrial Association of Mozambique (AIMO), our immediate priority is to reinforce cohesion among the Association’s members, promoting their technical, financial, and institutional strengthening. We want to ensure that small and micro industries, which represent over 90% of Mozambique’s industrial fabric, have the necessary conditions to grow and become more competitive.

We intend to continue impactful initiatives, such as the Mozindus – Mozambique Industrial Forum and Exhibition, and move forward with new projects like the Industrial Development Agency and the Industrial Accreditation Program, to support technical training, business certification, and technological modernization.

Another strategic axis is to promote local content in major projects, especially in the extractive and energy sectors. We will update the courses at our metalworking training center to respond to the real needs of the market, thus creating better employment opportunities for young people. In addition, we will work with the Government and partners to find solutions that improve access to financing, which remains one of the industry’s greatest challenges.

Our commitment is that, by the end of our mandate, we will have a stronger, more competitive industrial sector, better prepared to create jobs and generate value for Mozambique.

PM: Access to financing and competitive credit lines has been pointed out as one of the main challenges facing the industrial sector. What specific proposals will AIMO bring to its dialogue with the Government and the financial system?

PC: From the perspective of the new management, access to competitive financing remains one of the biggest challenges for strengthening the national industry, particularly for micro and small enterprises, which make up the vast majority of the sector.

In the previous mandate, we began addressing this challenge in partnership with commercial banks, namely Millennium BIM, by creating a specific credit line for the industry worth about 5 billion meticais. This experience helped us better understand the real needs of the sector and revealed that, even with marginal reductions in interest rates, the cost of money remains high and largely inaccessible to most industrialists.

To address this challenge, we are preparing a baseline study that will allow us to understand in detail the current landscape of Mozambican industry and identify, more precisely, which areas need priority support. This effort will be coordinated with the project of the future Industrial Development Agency, which should focus on technical support, capacity building, and targeted financing, especially for micro and small enterprises, in order to boost the competitiveness and modernization of the national productive sector.

At the same time, we advocate for the Government to play a key role as a facilitator, creating mechanisms and conditions to reduce structural costs, exempt critical taxes, and help protect the national industry—without replacing the market itself. In this regard, we are intensifying dialogue with strategic partners such as Millennium, BNI, ABSA Bank, the World Bank, and the IFC, to develop integrated financial and technical support packages for our members.

PM: Strengthening public-private dialogue was highlighted as a central element of your mandate. What practical steps will be taken to make this relationship more dynamic?

PC: Within the scope of our mandate at AIMO, we have assumed strengthening public-private dialogue as a strategic pillar to boost the competitiveness of the industrial sector.

In practical terms, we initiated direct contacts with the Government during the previous mandate, including a working meeting with the Minister of Economy, where we proposed the creation of a joint working group. This group will deepen technical dialogue, identify the main constraints faced by our members, and together, develop solutions to strengthen the protection of national industry, particularly in sectors vulnerable to imports.

At the same time, we are working to create clusters that bring together companies by strategic areas, encouraging collective reflection on the challenges and opportunities within the value chains that are considered strategic for the country. We also intend to expand AIMO’s presence beyond Maputo, through the opening of regional representations, ensuring that information and concerns from industries across the country reach decision-making centers.

Finally, within our participation in CTA, we will continue to lead the Industry Portfolio, a mechanism that allows us to propose concrete reforms and directly convey the industrial sector’s priorities to the Government. We believe that this approach will strengthen the voice of Mozambican industry and help define public policies that are better aligned with the sector’s real needs.

PM: We import more than we export. How does AIMO plan to reverse this scenario and stimulate national production, especially in priority sectors?

PC: To reverse the current scenario in which Mozambique imports more than it exports, we are betting on a structured and strategic approach, starting with conducting a baseline study that will rigorously map the existing industrial landscape, identify potential, and determine which products could initially be locally produced to replace imports. We believe that import substitution is an unavoidable path toward economic independence and strengthening our balance of payments, which is currently in deficit.

In parallel, we are moving forward with the Industrial Accreditation project, launched in the previous mandate, which aims to certify national companies and increase their competitiveness in both domestic and foreign markets. We also plan to encourage the establishment of agro-industrial and metalworking processing units, paying close attention to strategic products that can generate greater added value.

This strategy also relies on the development of local suppliers and the promotion of certification—measures that, together, will strengthen the national productive capacity, create conditions for Mozambican industry to gradually reduce its dependence on imported products, and contribute more robustly to the country’s trade balance.

PM: From AIMO’s perspective, what should be the role of Mozambican industry in the current cycle of investment in the extractive and energy sectors?

PC: At AIMO, we believe that Mozambican industry should play a central role in the current cycle of investments in the extractive and energy sectors, and to achieve this, we must strongly invest in the technical training of our professionals. If we do not invest in capacity building, we will limit our companies’ ability to participate competitively in these large projects.

We argue that this investment must be integrated—through training centers, on-job training programs, and closer ties between national companies and international projects. We want our micro, small, and medium industries not only to participate but also to gain practical and technical experience to meet the sector’s demands.

We are aware of challenges such as poaching, where our most qualified technicians are recruited by new operators offering better conditions. Therefore, we work as a team to ensure that, even after the construction phases of major projects, we can reintegrate these professionals into other national industrial companies, preserving know-how and competitiveness within the country.

Another essential axis is the certification of Mozambican companies, which, although costly, is crucial to meet international standards and increase local content levels. As a team, we want that, within five years, we can measure and prove that national industry is more present, more qualified, and better integrated into these major projects.

PM: What long-term vision do you project for the national industry, considering the demands of globalization and the need for regional integration?

PC: Our long-term vision for the national industry is, first and foremost, to build a truly competitive sector, capable of responding to globalization’s demands and seizing opportunities for regional integration.

To achieve this, we, as a team, focus on training a qualified workforce, which we consider to be the foundation for any structural transformation. We aim to reach the end of the next five years with a more modern industry, well-prepared professionals, and a financial system capable of offering better conditions, making the cost of money more accessible for industrial projects.

Our collective goal is to see Mozambican industry regain its place within the African context, return to being among the continent’s most relevant, and gradually conquer markets beyond our borders. First, by strengthening exports within the region, and then, with ambition and teamwork, positioning our products at the global level. This is the path we are charting, driven by a spirit of leadership, unity, and confidence in the potential of our industrial sector.

Learn more about AIMO and closely follow the progress of its activities at this link: Industrial Association of Mozambique