Sunday, May 31, 2026
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Government speeds up electrification and achieves 60% national coverage

Governo acelera electrificação e alcança 60% de cobertura Nacional

Electricidade de Moçambique (EDM) has invested around 3.1 million dollars (equivalent to 200 million meticais) to bring electricity to remote communities in the provinces of Zambézia and Nampula. The project benefited the administrative posts of Calipo and Regone, located in the districts of Mogovolas and Namarroi, and is part of the “Energy for All” program, an initiative developed in partnership with the Energy Fund (FUNAE) with the aim of guaranteeing universal access to electricity by 2030.

In the first three months of 2025, EDM exceeded its targets, making 90,000 new connections compared to the 45,000 initially planned. This progress reinforces the government’s commitment to expanding the electricity grid and improving people’s quality of life.

Since 2020, 73 administrative posts have been electrified, 56 of which have joined the national electricity grid and the remaining 17 have systems based on renewable sources.

The most recent figures from the Ministry of Finance show that over 560,000 new household connections were made by 2024, bringing the coverage of energy access to 60% of the population, a significant increase on the 53.4% recorded the previous year.

The expansion of the electricity grid has been accompanied by investment in the power transmission infrastructure. As part of this strategy, the first 40 kilometers of the 400 kilovolt (kV) high-voltage line were built, an essential project to connect the country from north to south, covering the Temane, Maputo, Chimuara and Alto Molócue sections.

The National Statistics Institute (INE) also highlighted the growth in energy production in the country, which has increased by 5.3% over the last five years, rising from 18,700 Gigawatt-hours (GWh) in 2019 to 19,700 GWh in 2023. Renewable energy production played a key role in this advance, with hydroelectric power stations standing out, accounting for 82.7% of the electricity generated last year.

Investment in the electricity sector continues to be a priority, with the aim of strengthening the distribution network and ensuring a stable and efficient supply for a growing number of consumers across the country.

Maputo acolhe o CEO’s Golf & Wine Tasting 2025: Uma fusão entre negócios e desporto

A PAEMO – Plataforma de Assistência aos Empresários Moçambicanos em parceria com a Caetano Moçambique, realizou esta terça-feira (1), uma conferência de imprensa para apresentar oficialmente o CEO Golf & Wine Tasting, que terá lugar no próximo dia 12 de Abril, no Clube de Golfe da Polana, em Maputo.

Este evento exclusivo destina-se a reunir executivos de topo, incluindo CEOs, CFOs, COOs, Directores Gerais e Administradores, proporcionando uma plataforma única para networking empresarial e fortalecimento de relações no sector corporativo moçambicano.

O evento, que se posiciona como um dos mais prestigiados do calendário corporativo nacional, tem como objectivo promover o networking empresarial num ambiente sofisticado e dinâmico, onde o desporto e a cultura vínica se cruzam para criar oportunidades de negócios e fortalecer parcerias estratégicas.

Durante a conferência, Nilza da Graça, Directora Executiva da PAEMO, destacou que o CEO Golf & Wine Tasting não será apenas uma competição desportiva, mas uma plataforma de alto nível para o crescimento empresarial. “O golfe é um desporto que fomenta a concentração, estratégia e relacionamento interpessoal, tornando-se uma ferramenta poderosa para o mundo dos negócios. Ao integrá-lo com uma experiência sensorial de degustação de vinhos e chás, estamos a proporcionar um ambiente único para empresários, investidores e decisores explorarem novas possibilidades de colaboração”, afirmou.

Segundo o Director Geral da Caetano Moçambique, Nelson Melo, “Com este lançamento damos o pontapé de saída para uma nova época desportiva de golfe. O desporto está no cerne das nossas operações, e o nosso apoio ao CEO Golf reflecte o nosso compromisso com o desenvolvimento desportivo. Este evento une o desporto ao sector empresarial, impulsionando os negócios das empresas moçambicanas que tanto necessitam desta plataforma promovida pela PAEMO para estabelecer redes empresariais e fomentar novas parcerias.

Durante o evento, a Salvador Caetano irá exibir o Volkswagen Touareg, um SUV de luxo, e a VW Amarok, uma pick-up robusta, oferecendo aos participantes a oportunidade de realizar test-drives. O nosso objectivo é proporcionar uma experiência de mobilidade de alta qualidade, alinhando o mundo dos negócios com a vivência de veículos de alto desempenho” referiu.

A importância do evento é reforçada pela presença de figuras proeminentes do sector económico, com destaque para o Ministro da Economia, Basílio Muhate, que representará o Presidente da República. A expectativa é que esta iniciativa contribua activamente para o fortalecimento do sector privado em Moçambique, promovendo sinergias estratégicas entre empresários de diferentes sectores.

Apesar do crescente dinamismo empresarial em Moçambique, o sector desportivo continua subaproveitado pelo empresariado. O CEO Golf & Wine Tasting surge como uma oportunidade para mudar este paradigma, demonstrando que o desporto pode ser um poderoso aliado na construção de relações estratégicas e na criação de oportunidades económicas. “Queremos que este evento seja um catalisador para uma maior aproximação entre o mundo dos negócios e o desporto, promovendo investimentos e iniciativas que beneficiem ambos os sectores”, reforçou Nilza da Graça.

M-Pesa e Total Energies oficializam parceria para impulsionar inclusão financeira em Moçambique

A Vodafone M-Pesa e a TotalEnergies assinaram hoje um memorando de entendimento que visa expandir a aceitação de pagamentos via M-Pesa nas estações de serviço da Total Energies em todo o território nacional, permitindo que os clientes utilizem este meio de pagamento digital de forma rápida, segura e eficiente.

O acordo foi rubricado por Sérgio Gomes, Director Executivo da Vodafone M-Pesa e a Directora da TotalEnergies, Nerusha Govender nos escritórios da Total Energies em Maputo onde estiveram presentes os representantes de ambas as entidades.

Este acordo representa um avanço no acesso a soluções de pagamento modernas, reduzindo a dependência de dinheiro físico e promovendo a inclusão financeira de milhares de moçambicanos.  Além disso, o memorando traz um benefício adicional para os agentes M-Pesa, que agora poderão obter liquidez directamente nas estações de serviço da Total Energies, sempre que necessitarem. Esta inovação permite que o ecossistema financeiro funcione de forma ainda mais eficiente e acessível, garantindo que os agentes tenham o suporte necessário para prestar um serviço de excelência aos seus clientes.

Durante a cerimónia, Sérgio Gomes, Director Geral do M-Pesa, destacou a importância desta parceria:

“O que estamos a fazer hoje é mais do que facilitar pagamentos ou melhorar processos – estamos a empoderar milhões de moçambicanos, a abrir portas para o desenvolvimento económico e a promover a inclusão financeira. Porque um sistema financeiro acessível e eficiente não beneficia apenas indivíduos ou empresas, mas toda a economia do país. Quando um agricultor pode vender os seus produtos e receber pagamentos de forma digital, quando uma mãe pode enviar dinheiro para a sua família com um simples clique, quando um empreendedor pode gerir o seu negócio sem depender do dinheiro físico, estamos a criar um Moçambique mais forte, mais próspero e mais resiliente.”

Por sua vez, a  Nerusha Govender , Directora da TotalEnergies disse que a parceria com o M-Pesa visa a garantia de uma melhor experiência dos clientes nas estações de serviço através de soluções digitais mais eficientes., com efeito no fortalecimento da economia digital de Moçambique, promovendo a inovação e a acessibilidade dos serviços financeiros para uma maior parte da população.

“Para nós, este é o início de um novo capítulo. Expresso minha gratidão profunda ao M-Pesa pelo seu compromisso com a tecnologia e com a inovação. E estamos seguros de que usaremos a agilidade técnica do M-Pesa e o nosso entendimento do ecossistema de combustíveis para criar mais desenvolvimentos sustentáveis e trazer mais soluções para os nossos clientes” referiu.

Com esta parceria estratégica, a Vodafone M-Pesa e a TotalEnergies reforçam o seu compromisso conjunto com a transformação digital e o desenvolvimento sustentável de Moçambique. Ao unir inovação tecnológica e capilaridade nacional, ambas as empresas colocam-se na linha da frente de uma mudança estrutural no sistema financeiro, promovendo não apenas a modernização dos serviços, mas também a inclusão real de milhares de moçambicanos na economia digital. Este é mais um passo firme rumo a um futuro mais acessível, eficiente e próspero para todos.

Vítor Bandeira é o novo PCE da Fidelidade Moçambique

Vítor Bandeira é o novo Presidente da Comissão Executiva (PCE) da Fidelidade Moçambique, assumindo, a partir desta data, a liderança executiva da Seguradora. A nomeação resulta da Assembleia Geral realizada em 28 de Março, na qual foram eleitos os novos órgãos sociais da Fidelidade Moçambique para o triénio 2025–2027, na sequência da qual o Conselho de Administração nomeou a nova Comissão Executiva.

O novo PCE sucede a Carlos Leitão, que liderou a Companhia durante os últimos 10 anos. A Fidelidade Moçambique expressa o seu profundo reconhecimento à Comissão Executiva cessante pelo trabalho desenvolvido, visão estratégica e resiliência demonstrada ao longo do mandato, contribuindo, assim, de forma decisiva, para o crescimento e a consolidação da Companhia no mercado segurador moçambicano e também para o desenvolvimento deste.

Vítor Bandeira, com 60 anos, é licenciado em Gestão, tendo uma Pós-graduação em Comunicação e Marketing e outra em Risk Management e Peritagens. Conta com uma carreira de 37 anos no sector segurador. Antes de assumir a presidência da Comissão Executiva da Fidelidade Moçambique, desempenhava funções como CEO da GEP – Gestão de Peritagens, S.A., em Portugal. Ao longo do seu percurso profissional, acumulou uma vasta experiência em diversas áreas comerciais e de negócio segurador, destacando-se pelo seu conhecimento estratégico e capacidade de liderança.

Nos últimos anos, a Fidelidade Moçambique alcançou importantes marcos, incluindo a integração das marcas Fidelidade e Ímpar, que deram origem à marca Fidelidade Ímpar. Destacam-se também a inauguração da nova sede, numa das zonas mais nobres de Maputo, com instalações modernas e funcionais que reflectem a sua identidade e os seus valores; a abertura de duas novas agências, em Maputo e Pemba; e a certificação, em 2023, pelo Great Place to Work, o mais prestigiado prémio internacional que reconhece o compromisso da Seguradora com o bem-estar das suas pessoas. Outro marco relevante é a Fidelidade Moçambique manter-se como a única seguradora moçambicana com uma classificação internacional de robustez financeira (Financial Strength Rating – FSR) elevada, atribuída pela agência de notação AM Best.

Vítor Bandeira is the new Chief Executive Officer (CEO) of Fidelidade Moçambique.

Vítor Bandeira has been appointed as the new Chief Executive Officer (CEO) of Fidelidade Moçambique, assuming executive leadership of the insurance company effective immediately. This appointment follows the General Assembly held on March 28, during which the new corporate bodies of Fidelidade Moçambique were elected for the 2025–2027 triennium, leading to the Board of Directors appointing the new Executive Committee.

Bandeira succeeds Carlos Leitão, who led the company for the past 10 years. Fidelidade Moçambique expresses its profound gratitude to the outgoing Executive Committee for their work, strategic vision, and resilience demonstrated throughout their tenure, which significantly contributed to the company’s growth and consolidation in the Mozambican insurance market.

At 60 years old, Vítor Bandeira holds a degree in Management, with postgraduate studies in Communication and Marketing, as well as in Risk Management and Assessments. He boasts a 37-year career in the insurance sector. Prior to assuming the presidency of the Executive Committee at Fidelidade Moçambique, he served as CEO of GEP – Gestão de Peritagens, S.A., in Portugal. Throughout his professional journey, Bandeira has accumulated extensive experience in various commercial and insurance business areas, distinguishing himself through his strategic insight and leadership capabilities.

In recent years, Fidelidade Moçambique has achieved significant milestones, including the integration of the Fidelidade and Ímpar brands, resulting in the creation of the Fidelidade Ímpar brand. Other notable achievements encompass the inauguration of the new headquarters in one of Maputo’s prime areas, featuring modern and functional facilities that reflect the company’s identity and values; the opening of two new branches in Maputo and Pemba; and the 2023 certification by Great Place to Work, the most prestigious international award recognizing the insurer’s commitment to employee well-being. Another significant milestone is Fidelidade Moçambique’s status as the only Mozambican insurer with a high international financial strength rating (Financial Strength Rating – FSR), awarded by the rating agency AM Best.

Governo vai renegociar contratos de megaprojectos

O Presidente da Republica, Daniel Chapo vai renegociar os contratos dos megaprojectos que explora recursos naturais no Pais, pois passam-se 20 anos e o país já não é o mesmo.

Daniel Chapo disse que ao longo dos 20 anos Moçambique sofreu profundas mudanças incluindo os interesses, expectativas e visão dos cidadãos com relação a exploração dos recursos minerais, razão pela qual será necessário ter em conta as suas especificidades quando chegar a hora de renovação dos contratos dos megaprojectos.

“Há contratos que foram assinados há 20 anos. Vou dar três exemplos; a Mozal, a Sasol, em Inhambane e Kenmare na província da Nampula. Estes contratos, passados 20 anos depois de terem sido assinados, precisamos, neste momento de fazer a renovação”, disse Chapo.

O Chefe do Estado falava este sábado em Nampula, em conferência de imprensa que marcou o fim de uma visita de trabalho de três dias àquela província do norte de Moçambique.

“Moçambique já não é o mesmo de há 20 anos. Nem somos a mesma quantidade de pessoas, nem pensamos da mesma forma, nem temos os mesmos objectivos, nem os mesmos interesses até hoje, há mudanças e também desafios. Então, em função desta mudança, em qualquer parte do mundo, incluindo o Moçambique, quando um contrato precisa de ser renovado, é preciso discutir as cláusulas da renovação. O que estamos a fazer neste momento, é discutir as cláusulas do contrato entre as partes, para que não se renove o mesmíssimo contrato”, explicou citado pela AIM.

Falando especificamente da Kenmare que aguarda a renovação do contrato por parte do Governo, disse que no processo de negociação das cláusulas do contrato há interesses a defender de parte a parte. “Naturalmente que a Kenmare vai tentar defender os seus interesses e o governo de Moçambique, por seu turno, vai defender os interesses do povo moçambicano”.

“Nesta defesa vamos levando este tempo, que parece demora, mas não é. A Kenmare está a defender os seus interesses, porque é investidor e quer ter a retorno do investimento”, disse o Chefe do Estado.

Segundo Chapo, entram também nesta equação temas relacionados com a responsabilidade social da Kenmare junto as comunidades onde desenvolve os seus projectos, situação que recomenda cautela.

“É do vosso conhecimento também, que a nível do distrito de Larde, temos desafios relacionados com responsabilidade social corporativa das comunidades locais, os nossos amigos da comunicação social, já estiveram lá, e ouviram as comunidades locais a reclamarem sobre o nível da responsabilidade social corporativa. Temos desafios relacionados com conteúdo local, portanto, acompanham os desafios que estão relacionados com os interesses do conteúdo local nos mega-projectos, a nível nacional”, anotou.

Chapo disse ainda que também existe a necessidade de defender os interesses nacionais no local onde os projectos estão a ser desenvolvidos.

Sobre a renovação do contrato com a Kenmare, Chapo disse que o Governo está a negociar, de forma pacífica, com a Kenmare e, a qualquer altura, o contrato vai ser submetido ao Conselho de Ministros logo que as partes sentirem chegarem a um acordo.

“Certamente que o contrato vai ser renovado, mas porque não há conflito e não há nenhum problema, a Kenmare nunca parou de operar. Continua a operar porque o contrato está a ser negociado de forma pacífica entre as duas partes, é uma negociação que está sendo feita de forma pacífica”, concluiu.

De referir que a Kenmare é o maior fornecedora mundial de iluminete e a terceira de titânio importante recurso para a indústria aeronáutica e tem como principais destinos a China, Estados Unidos, Europa e Arábia Saudita.

Entretanto, o contrato de exploração da Kenmare terminou em Dezembro de 2024, quando completou os 25 anos de vigência. A intenção da Kenmare é de conseguir um aval contratual por mais duas décadas.

Sector privado pondera encerrar indústrias devido à escassez de moeda estrangeira em Moçambique

Algumas empresas do sector privado calculam encerrar as actividades por conta da escassez aguda de moeda estrangeira em Moçambique para a importação de matéria-prima.

Por exemplo, conforme disse Victor Miguel, do sector da panificação, as há moageiras que estão sem poder importar o grão do trigo e já emitiram uma nota apontando para o encerramento das portas.

Citado pela STV, ele prevê que a situação tenha um efeito dominó sobre as panificadoras. “Se não entrar o grão aqui em Moçambique vamos ter uma crise enorme na nossa produção, e pode haver a escassez de pão”.

De acordo com Eduardo Sengo, Director Executivo da CTA, sectores do turismo, transportes e logística e comércio em geral já sentem o impacto da falta de moeda estrangeira.

Para Sengo, a solução está no Banco de Moçambique (BM), que foi informado sobre a escassez de liquidez no mercado nacional, e já até recebeu propostas do sector privado sobre como resolver a situação.

No entanto, o BM, através do Governador, Rogério Zandamela, disse haver liquidez de moeda estrangeira no país em níveis satisfatórios.

“Neste momento, nós estamos tranquilos com o nível de liquidez que existe no sistema. Não há necessidade de tocar na liquidez estrutural, mexendo com as reservas obrigatórias, e por isso vamos manter” disse.

Mas Sengo desafia Zandamela a apresentar dados e deixar de ser parco nas explicações, por forma a “que se perceba o que está a acontecer”.

A serem verdadeiras as afirmações do BM, é preciso se perceber, junto dos bancos comercias “o que está a acontecer para essa liquidez não fluir”.

Primeira-Ministra inaugura Data Center da Vodacom Moçambique

A Primeira-Ministra da República de Moçambique, Maria Benvinda Delfina Levi, presidiu hoje, na província de Maputo, à cerimónia de inauguração do Vodacom Business Data Center, a maior infra-estrutura de armazenamento de dados do país. Esta instalação está preparada para responder à nova legislação sobre a segurança cibernética, crimes cibernéticos, protecção de dados, desenvolvimento, contratação, operação de serviços de computação de nuvem, alinhada com a visão do Governo de promover um ambiente digital seguro, regulamentado e em conformidade com as melhores práticas internacionais.

A cerimónia contou com a presença do Governador da Província de Maputo, Manuel Simão Tule; da Presidente do Conselho de Administração da Autoridade Reguladora das Comunicações (INCM), Dra. Helena Fernandes; da administração do Grupo Vodacom Moçambique, representada pelo PCA, Dr. Lucas Chachine; do Director do Data Center, José Mendes; bem como de empresários e outras individualidades.

Com tecnologia de ponta instalada numa área de 2.600 metros quadrados, o Data Center dispõe, na sua fase inicial, de 128 racks, podendo expandir-se para mais de 500. A sua arquitectura Carrier Neutral permite a qualquer operadora de telecomunicações aceder a soluções de armazenamento seguras, posicionando Moçambique na vanguarda regional das infra-estruturas digitais.

Durante a sua intervenção, a Primeira-Ministra, Maria Benvinda Delfina Levi, sublinhou que o Centro de Dados da Vodacom constitui um ganho assinalável na caminhada que o nosso país trilha no âmbito da transformação digital. Esta infra-estrutura complementa os esforços que vêm sendo desencadeados pelo Governo e pelo sector privado com vista a criação de condições para o aumento e diversificação da capacidade de armazenamento de conteúdos e informações a nível nacional.

“É nossa expectativa que este Centro de Dados contribuirá para o reforço da quantidade e qualidade da infra-estrutura tecnológica disponível no nosso país, concorrendo, desta forma, para o aumento das instituições nacionais que colocam os seus sistemas e dados em território nacional”, disse Maria Benvinda Delfina Levi.

A governante referiu ainda que o Governo de Moçambique está a aprimorar a regulamentação na área de transformação digital do nosso país, com vista a estabelecer um regime jurídico que responda aos novos desafios que advêm do rápido desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação.

Simon Kari Kari, Director Executivo da Vodacom Moçambique, destacou a relevância estratégica do investimento:

“Este Data Center representa um passo decisivo na transformação digital de Moçambique. Com esta infra-estrutura, garantimos às empresas, instituições e cidadãos um ambiente tecnológico seguro, fiável e preparado para os desafios do futuro. Não se trata apenas de tecnologia, mas de progresso económico e inclusão digital.”

Por seu turno, o PCA da Vodacom, Dr. Lucas Chachine, reforçou:

“A digitalização já não é uma tendência, é uma exigência dos tempos actuais. Este centro responde às necessidades crescentes do mercado e está em sintonia com a visão governamental de um Moçambique moderno, competitivo e digitalmente integrado. Reforça-se, assim, a soberania digital do país, permitindo que dados críticos sejam geridos localmente com elevados padrões de segurança.”

O Data Center foi concebido para assegurar níveis máximos de segurança, elevada conectividade e eficiência energética de classe mundial. José Correia Mendes, Director da Vodacom Business, sublinhou o seu impacto no tecido empresarial:

“As empresas moçambicanas passam a dispor de um ambiente tecnológico avançado, que lhes permitirá escalar operações, reduzir custos e operar com maior segurança e eficiência. O sucesso empresarial depende, cada vez mais, da gestão inteligente dos dados, da computação em nuvem e de uma conectividade fiável – elementos que esta infra-estrutura proporciona.”

Marco Marques, EHOD da Vodacom Carrier Services, destacou os aspectos técnicos:

“Trata-se de uma infra-estrutura Tier III, com disponibilidade de 99,982%, garantindo operação contínua e elevada resiliência. Conta com redundância total em todos os sistemas críticos, múltiplas ligações de fibra óptica de alta velocidade e um sistema avançado de segurança multicamada. A eficiência energética foi um dos eixos centrais do projecto, com sistemas inteligentes de refrigeração e gestão de consumo que asseguram um PUE altamente eficiente.”

Este novo Data Center não é apenas uma infra-estrutura de armazenamento e processamento – é um catalisador de inovação e crescimento. Permitirá atrair investimento estrangeiro, fortalecer o sector tecnológico nacional e modernizar os serviços públicos.Com este investimento, a Vodacom Moçambique reafirma o seu compromisso em liderar a transformação digital do país, oferecendo soluções de conectividade avançadas, promovendo a segurança cibernética e preparando empresas, instituições e cidadãos para um futuro digital mais dinâmico e interligado.

Certificado pelo Uptime Institute como Tier III, o Vodacom Business Data Center garante elevada disponibilidade, segurança de dados e eficiência energética, impulsionando a competitividade e a digitalização das empresas moçambicanas.

Prime Minister Inaugurates Vodacom Mozambique Data Center

The Prime Minister of the Republic of Mozambique, Maria Benvinda Delfina Levi, presided today, in the Maputo Province, over the inauguration ceremony of the Vodacom Business Data Center, the largest data storage infrastructure in the country. This facility is designed to meet the requirements of the new legislation on cybersecurity, cybercrime, data protection, and the development, contracting, and operation of cloud computing services. It aligns with the Government’s vision of promoting a secure, regulated digital environment that complies with international best practices.

The ceremony was attended by the Governor of Maputo Province, Mr. Manuel Simão Tule; the Chairperson of the Board of Directors of the Communications Regulatory Authority (INCM), Dr. Helena Fernandes; the Vodacom Mozambique Group’s leadership, represented by the Chairman of the Board (PCA), Dr. Lucas Chachine; the Data Center Director, Mr. José Mendes; as well as businesspeople and other distinguished guests.

Equipped with cutting-edge technology across a 2,600 square metre area, the Data Center currently houses 128 racks in its initial phase, with potential to expand to over 500. Its Carrier-Neutral architecture allows any telecommunications operator to access secure storage solutions, positioning Mozambique at the forefront of regional digital infrastructure.

During her address, Prime Minister Maria Benvinda Delfina Levi emphasised that the Vodacom Data Center represents a significant milestone in Mozambique’s digital transformation journey. This infrastructure complements the ongoing efforts by the Government and the private sector to create conditions for increasing and diversifying the country’s capacity to store content and data nationally.

“We expect this Data Center to contribute to strengthening both the quantity and quality of technological infrastructure available in our country, thereby encouraging more national institutions to host their systems and data within national territory,” said Maria Benvinda Delfina Levi.

The Prime Minister further noted that the Government of Mozambique is actively enhancing the regulatory framework governing the country’s digital transformation, aiming to establish a legal regime capable of addressing the new challenges arising from the rapid development of information and communication technologies.

Simon Kari Kari, CEO of Vodacom Mozambique, highlighted the strategic relevance of this investment:

“This Data Center represents a decisive step in Mozambique’s digital transformation. With this infrastructure, we provide companies, institutions, and citizens with a secure, reliable technological environment prepared to meet future challenges. It is not just about technology – it is about economic progress and digital inclusion.”

Dr. Lucas Chachine, Chairman of the Board of Vodacom, reinforced the message:

“Digitalisation is no longer a trend – it is a necessity of our times. This center addresses the growing needs of the market and aligns with the Government’s vision for a modern, competitive, and digitally integrated Mozambique. It strengthens the country’s digital sovereignty, ensuring that critical data is managed locally under high security standards.”

Designed to deliver maximum security, high connectivity, and world-class energy efficiency, the Data Center was hailed by José Correia Mendes, Director of Vodacom Business, for its impact on the business sector:

“Mozambican companies now have access to an advanced technological environment that will allow them to scale operations, reduce costs, and operate with greater safety and efficiency. Business success increasingly depends on smart data management, cloud computing, and reliable connectivity – all of which this infrastructure provides.”

Marco Marques, EHOD of Vodacom Carrier Services, detailed the technical aspects:

“This is a Tier III infrastructure with 99.982% uptime, ensuring continuous operation and high resilience. It features full redundancy across all critical systems, multiple high-speed fibre optic connections, and a sophisticated multi-layered security system. Energy efficiency was a core pillar of the project, with intelligent cooling and consumption management systems ensuring a highly efficient PUE.”

This new Data Center is more than a storage and processing facility – it is a catalyst for innovation and growth. It will attract foreign investment, strengthen the national tech sector, and modernise public services.

With this investment, Vodacom Mozambique reaffirms its commitment to leading the country’s digital transformation, delivering advanced connectivity solutions, promoting cybersecurity, and preparing businesses, institutions, and citizens for a more dynamic and interconnected digital future.

Certified by the Uptime Institute as a Tier III facility, the Vodacom Business Data Center guarantees high availability, data security, and energy efficiency – boosting the competitiveness and digitalisation of Mozambican companies.

“A sustentabilidade dos negócios de tecnologia só é possível com uma estratégia eficiente.”

sector empresarial

Moçambique tem avançado significativamente no sector tecnológico, com investimentos que impulsionam a digitalização e promovem a inovação em diversas áreas. A crescente adopção de plataformas digitais, soluções de cibersegurança e o desenvolvimento de startups apontam para um cenário promissor, apesar dos desafios estruturais ainda existentes. Diante desse contexto, conversamos com Igor Sambo, Deployment Lead na Heineken Moçambique, para conhecer a sua perspectiva sobre o papel da tecnologia no futuro do país e como ela pode contribuir para um crescimento sustentável.

1.Como investimentos em tecnologia podem melhorar a situação socio-económica de Moçambique?

Os investimentos em tecnologia podem melhorar a situação socio-económica de Moçambique por meio da adopção de uma estratégia eficaz no sector tecnológico. Essa estratégia precisa ser capaz de impulsionar o desenvolvimento. Uma das formas de garantir o sucesso desse investimento é a implementação de um plano, que funciona como um mecanismo de orientação para os investimentos e define claramente como cada sector será conduzido nos próximos anos.  É importante que exista um alinhamento entre os diferentes actores do sector – governo, empreendedores, desenvolvedores e investidores para que todos compartilhem uma visão comum e entendam o que é prioridade. Muitas vezes, vemos o surgimento de projectos, como startups, que, infelizmente, desaparecem do mercado em um curto período, geralmente entre 2 a 4 anos. Esse fenómeno ocorre devido à falta de clareza e planeamento estratégico, o que resulta em desafios tanto para os empreendedores quanto para os investidores.

  1. Tal como fez menção a startups que após dois a três anos, acabam desaparecendo do mercado. Como podemos trabalhar para fazer face a este desafio?

De forma resumida, eu não saberia apontar a raiz exacta do problema, mas acredito que uma das causas principais seja a falta de clareza no estudo de mercado. É fundamental que as startups invistam mais em pesquisas de mercado, semelhantes às desenvolvidas por perfis especializados, para entender melhor a viabilidade e sustentabilidade de seus negócios.

Num outro prisma, é importante colectar dados sobre a sensibilidade dos consumidores e os desafios específicos do sector de tecnologia, ou mais especificamente, das startups no contexto local. Com uma análise mais profunda e estratégica do mercado, as startups terão melhores condições de se manterem-se competitivas e sustentáveis no longo prazo. 

  1. De que forma a transformação digital em Moçambique tem impactado a criação de empregos e a melhoria da renda familiar nas comunidades locais, especialmente em áreas rurais?

Ao longo dos últimos 10 anos, podemos observar o surgimento de diversos aplicativos que têm impulsionado a transformação digital em Moçambique, com um impacto directo na criação de empregos e na melhoria da renda familiar. Um exemplo notável é o Carta Fácil, um aplicativo pago que permite o acesso a diversos testes teóricos de condução, ajudando as pessoas a se prepararem para o exame de habilitação. Esse tipo de plataforma não só beneficia os usuários, mas também gera uma fonte de renda para os desenvolvedores.

Outro exemplo importante é o Yango, um aplicativo de mobilidade que facilita a locomoção. Com o Yango, as pessoas podem se cadastrar como motoristas e gerar uma renda extra ao transportar passageiros. Esse tipo de plataforma tem um impacto directo na geração de empregos.

Ademais, a transformação digital tem incentivado o desenvolvimento de carteiras móveis, que são uma inovação importante para a circulação de dinheiro de forma digital, rompendo com os moldes tradicionais. Esses sistemas de pagamento digital não apenas facilitam transacções, mas também criam empregos para os operadores e agentes dessas carteiras móveis, que actuam em diversos pontos.

4.Como as iniciativas locais como a MozDevz, têm promovido a digitalização de micro, pequenas e médias empresas em Moçambique, e quais os resultados concretos observados até agora?

Nos últimos três anos, a MozDevz tem se focado mais no desenvolvimento de capacidades do que directamente no desenvolvimento de negócios. No entanto, mesmo com essa abordagem, conseguimos estabelecer algumas parcerias e relações com pequenas e médias empresas em Moçambique, o que tem sido um passo importante para promover a digitalização no sector empresarial.

Embora a nossa actuação não tenha sido directamente voltada para o sector de negócios, um aspecto importante a destacar é que, em termos de desenvolvimento de capacidades, fomos reconhecidos como uma das principais comunidades de desenvolvedores de software e aplicativos em Moçambique. Essa distinção tinha também a presença de vários países da África, como África do Sul, Nigéria, etc.

Embora ainda não tenhamos resultados concretos directamente relacionados à digitalização em grande escala de micro, pequenas e médias empresas, os avanços no desenvolvimento de capacidades e nas parcerias estabelecidas são passos importantes para fomentar um ambiente mais digitalizado e impulsionar a transformação do sector empresarial em Moçambique.

  1. Quais tecnologias emergentes, como a inteligência artificial e a cibersegurança, estão sendo adoptadas por empresas moçambicanas, e como essas soluções têm contribuído para a sustentabilidade dos negócios?

Nos últimos anos, temos observado uma crescente adopção de tecnologias emergentes por empresas moçambicanas, com destaque para a cibersegurança. Grandes empresas, especialmente as públicas, têm implementado soluções de segurança cibernética para proteger seus sistemas e dados. Isso se tornou ainda mais relevante após um episódio de invasão cibernética, o que gerou uma conscientização maior sobre os riscos digitais. Como resultado, muitas empresas passaram a adoptar estratégias de segurança mais robustas para prevenir ataques cibernéticos e proteger as informações sensíveis.

Além disso, a cibersegurança tem se mostrado fundamental para a sustentabilidade dos negócios, pois ajuda a evitar perdas financeiras significativas, danos à reputação e a interrupção de operações. Com o crescente número de transacções e processos digitais, a protecção contra ameaças cibernéticas é um aspecto essencial para garantir a continuidade dos negócios no cenário actual.

Embora a inteligência artificial (IA) ainda esteja em uma fase de implementação mais gradual em Moçambique, algumas empresas têm começado a explorar soluções baseadas em IA para optimizar processos e melhorar a eficiência operacional.

  1. Qual é a sua visão sobre o futuro da tecnologia em Moçambique nos próximos anos?

Vejo o futuro da tecnologia em Moçambique como muito promissor e bem mais avançado nos próximos anos. Com o desenvolvimento acelerado que temos testemunhado nos últimos tempos, a tendência é que o país continue a fazer progressos em termos de digitalização e inovação tecnológica.

Nos próximos anos, acredito que a infra-estrutura tecnológica de Moçambique vai melhorar consideravelmente, permitindo uma maior conectividade e acesso à internet, especialmente em áreas rurais, o que abrirá portas para diversas oportunidades, como a digitalização de serviços públicos, a criação de novas soluções financeiras digitais e a introdução de tecnologias.