Sunday, April 12, 2026
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Francisco dos Santos: “Cerca de 99,9% do algodão que produzimos, é exportado”

Profile Mozambique: Considerando a longa trajectória do Grupo JFS no sector agrícola moçambicano, como a empresa tem adaptado suas práticas agrícolas para enfrentar os desafios actuais do mercado de algodão em Moçambique, garantindo sustentabilidade e benefícios para os pequenos agricultores com os quais colabora?

Francisco dos Santos: Fundado em 1897, o Grupo JFS é um dos grupos empresariais mais antigos de Moçambique, mantendo operações contínuas mesmo durante períodos desafiadores, como a independência e a guerra civil. A nossa abordagem de agricultura de fomento, implementada desde os primórdios, destaca-se pela colaboração com cerca de 40.000 pequenos agricultores.

Oferecemos crédito sem juros para insumos, além de treinamento e assistência técnica, facilitando também o acesso a certificações internacionais. Este modelo assegura que os agricultores recebam aproximadamente 60% do valor de exportação da fibra FOB, conforme os preços mínimos definidos pelo Governo de Moçambique.

O mercado de algodão tem passado por altos e baixos ao longo dos anos, mas continuamos comprometidos com práticas agrícolas regenerativas e sustentáveis, como evidenciado pela recente certificação Regenagri que obtivemos

PM: Tendo em conta que a fusão entre a JFS e o M-Pesa visa integrar serviços financeiros móveis ao sector agrícola, facilitando a inclusão financeira e o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais, quais são os principais desafios que vocês antecipam na implementação desta parceria, especialmente no que concerne à adaptação tecnológica dos agricultores e à infraestrutura necessária nas zonas rurais?

FS: A parceria entre a JFS e o M-Pesa representa uma parceria estratégica entre duas empresas de sectores distintos, mas com um elemento comum, uma forte ligação à população, especialmente aquela que reside em áreas rurais e opera no sector informal. Ambas as entidades servem como pontes que conectam milhares de famílias ao mercado formal. A JFS, com uma longa história de colaboração com agricultores familiares, oferece-lhes assistência técnica, formação e insumos a crédito, estabelecendo relações de confiança mesmo com aqueles que não possuem documentação formal.

Por outro lado, o M-Pesa, com sua robusta base tecnológica e experiência regional, facilita a inclusão financeira através de serviços móveis. Esta parceria visa proporcionar soluções que promovam o desenvolvimento e o bem-estar das comunidades rurais, alinhando-se com o compromisso de longo prazo da JFS para o desenvolvimento sustentável dessas comunidades.

Através desta colaboração, os agricultores terão acesso a serviços financeiros essenciais que lhes permitirão planear melhor as suas colheitas, poupar para o futuro e investir no crescimento dos seus negócios. Ademais, a iniciativa prevê a criação de uma rede de agentes e comerciantes M-Pesa nas zonas onde a JFS opera, permitindo que os agricultores utilizem os seus fundos electrónicos para adquirir bens e serviços essenciais sem necessidade de longas deslocações para efectuar transacções.

PM: Que estratégias específicas a JFS está a implementar para melhorar a qualidade e a produtividade do algodão moçambicano e influenciar na competitividade?

FS: Praticamente todo o algodão que produzimos, cerca de 99,9%, é exportado. Isso ocorre porque perdemos a nossa indústria têxtil. Para quem não está familiarizado, o processo começa com a colheita do algodão caroço no campo. Em seguida, nas fábricas, a fibra é separada da semente. Essa fibra é exportada para a indústria que produz o fio, conhecida como fiação. Depois, há a tecelagem, que fabrica o tecido, e, por fim, a confecção, que produz as peças de vestuário.

Embora Moçambique ainda tenha actividade no sector de confecção, dependemos da importação de tecidos, já que perdemos a capacidade de fiação e tecelagem em larga escala. Já tivemos essas indústrias no país, mas elas se perderam ao longo do tempo. Isso representa uma grande oportunidade, pois o valor agregado da fibra até uma camiseta vendida a 200 meticais é cerca de dez vezes maior. Sem mencionar os subprodutos do algodão, como as sementes, que podem ser usadas para óleo e outros fins. Portanto, trata-se de uma cadeia de valor muito importante.

Actualmente, como não temos uma indústria têxtil, o algodão é exportado para regiões onde essa indústria está concentrada, principalmente na Ásia. Países como Bangladesh, Paquistão e Vietnã são os principais destinos. Há também alguns países africanos, como as Maurícias, que conseguiram desenvolver suas indústrias têxteis e estão relativamente próximos de nós. No entanto, devido aos custos logísticos e à nossa localização geográfica, nossa logística está mais direccionada para a Ásia.

PM: Quais são os principais desafios que o sector algodoeiro enfrenta actualmente em Moçambique, considerando factores como a volatilidade dos preços internacionais, as mudanças climáticas e a necessidade de modernização das infraestruturas locais?

FS: A indústria do algodão em Moçambique enfrenta desafios significativos, especialmente devido às políticas globais que subsidiam a produção de algodão em outros países. Esses subsídios resultam em preços mais baixos no mercado internacional, tornando difícil para os produtores moçambicanos competirem de forma justa.

Apesar desses obstáculos, o algodão permanece uma cultura resiliente e fundamental para a agricultura familiar no país. As empresas fornecem insumos a crédito, assistência técnica e implementam certificações de qualidade, beneficiando não apenas a produção de algodão, mas também outras culturas associadas, como milho e feijão. Além disso, iniciativas governamentais, como subsídios de cinco meticais por quilograma de algodão, têm sido implementadas para estabilizar os preços e apoiar cerca de 600 mil agricultores, incentivando uma “cultura de confiança” no sector.

Essas medidas visam promover o desenvolvimento holístico das zonas rurais, integrando serviços financeiros, acesso à energia eléctrica e outras infraestruturas essenciais.

Francisco dos Santos: “Around 99.9% of the cotton we produce is exported”

Profile Mozambique: Considering JFS Group’s long trajectory in the Mozambican agricultural sector, how has the company adapted its agricultural practices to face the current challenges in the cotton market in Mozambique, ensuring sustainability and benefits for the small farmers it collaborates with?

Francisco dos Santos: Founded in 1897, JFS Group is one of the oldest business groups in Mozambique, maintaining continuous operations even during challenging periods such as independence and civil war. Our approach to contract farming, implemented from the beginning, stands out for collaborating with around 40,000 small farmers. We provide interest-free credit for inputs, along with training and technical assistance, also facilitating access to international certifications.

This model ensures that farmers receive approximately 60% of the export value of the fiber FOB, according to the minimum prices set by the Government of Mozambique. The cotton market has experienced ups and downs over the years, but we remain committed to regenerative and sustainable agricultural practices, as evidenced by our recent Regenagri certification.

PM: Given that the merger between JFS and M-Pesa aims to integrate mobile financial services into the agricultural sector, facilitating financial inclusion and sustainable development of rural communities, what are the main challenges you anticipate in implementing this partnership, particularly regarding the technological adaptation of farmers and the necessary infrastructure in rural areas?

FS: The partnership between JFS and M-Pesa represents a strategic alliance between two companies from distinct sectors, but with a common element – a strong connection to the population, especially those living in rural areas and working in the informal sector. Both entities serve as bridges connecting thousands of families to the formal market.

JFS, with its long history of collaborating with smallholder farmers, provides them with technical assistance, training, and input credit, building trust-based relationships even with those without formal documentation. On the other hand, M-Pesa, with its strong technological base and regional experience, facilitates financial inclusion through mobile services. This partnership aims to provide solutions that promote the development and well-being of rural communities, aligning with JFS’s long-term commitment to the sustainable development of these communities.

Through this collaboration, farmers will gain access to essential financial services that will allow them to better plan their harvests, save for the future, and invest in the growth of their businesses. Furthermore, the initiative includes the creation of a network of M-Pesa agents and merchants in areas where JFS operates, enabling farmers to use their electronic funds to purchase essential goods and services without the need for long trips to carry out transactions.

PM: What specific strategies is JFS implementing to improve the quality and productivity of Mozambican cotton and influence its competitiveness?

FS: Almost all the cotton we produce, around 99.9%, is exported. This happens because we lost our textile industry. For those who are not familiar, the process starts with the harvesting of cotton bolls in the field. Then, in factories, the fiber is separated from the seed. This fiber is exported to the industry that produces the yarn, known as spinning. After that, there is weaving, which makes the fabric, and finally, confection, which produces the clothing.

Although Mozambique still has activity in the garment sector, we rely on the importation of fabrics since we lost the capacity for spinning and weaving on a large scale. We once had these industries in the country, but they have disappeared over time. This represents a significant opportunity because the added value of the fiber, up to a t-shirt sold for 200 meticals, is about ten times greater. Not to mention the by-products of cotton, such as seeds, which can be used for oil and other purposes.

Therefore, it is a very important value chain. Currently, since we lack a textile industry, cotton is exported to regions where the textile industry is concentrated, mainly in Asia. Countries like Bangladesh, Pakistan, and Vietnam are the main destinations. There are also a few African countries, such as Mauritius, that have developed their textile industries and are relatively close to us. However, due to logistics costs and our geographical location, our logistics are more directed toward Asia.

PM: What are the main challenges the cotton sector is currently facing in Mozambique, considering factors such as international price volatility, climate change, and the need for modernization of local infrastructure?

FS: The cotton industry in Mozambique faces significant challenges, especially due to global policies that subsidize cotton production in other countries. These subsidies result in lower prices in the international market, making it difficult for Mozambican producers to compete fairly. Despite these obstacles, cotton remains a resilient crop and a fundamental part of family farming in the country.

Companies provide input credit, technical assistance, and implement quality certifications, benefiting not only cotton production but also other associated crops such as maize and beans. In addition, government initiatives, such as subsidies of five meticals per kilogram of cotton, have been implemented to stabilize prices and support around 600,000 farmers, fostering a “culture of trust” in the sector. These measures aim to promote the holistic development of rural areas, integrating financial services, access to electricity, and other essential infrastructures.

EUA aprovam empréstimo de quase 5 mil milhões de dólares para projecto de gás da TotalEnergies em Moçambique

Os Estados Unidos aprovaram um empréstimo de quase 5 mil milhões de dólares para o projecto de gás natural liquefeito (GNL) da TotalEnergies em Moçambique, superando um obstáculo significativo para a retoma deste empreendimento, que tem enfrentado atrasos devido a questões de segurança na região de Cabo Delgado.

O Banco de Exportação e Importação dos EUA (Exim) já havia aprovado anteriormente um empréstimo de 4,7 mil milhões de dólares para este projecto de 20 mil milhões de dólares durante a primeira administração do presidente Donald Trump. No entanto, a construção foi interrompida em 2021 devido a distúrbios violentos na região norte de Cabo Delgado, exigindo uma nova aprovação do financiamento.

Patrick Pouyanne, CEO da TotalEnergies, afirmou recentemente que esperava a aprovação do financiamento dos EUA nas próximas semanas, com outras agências de crédito a seguirem o exemplo nos meses subsequentes. A empresa aguardava a reaprovação dos empréstimos pelas agências de crédito à exportação dos Estados Unidos, Reino Unido e Holanda antes de suspender a medida de força maior no projecto, em vigor desde 2021.

Estevão Pale, ministro da Energia de Moçambique, expressou expectativa de que o Reino Unido e a Holanda também reconfirmem o seu apoio. O projecto Mozambique LNG, no qual a TotalEnergies detém uma participação operacional de 26,5%, estava previsto para transformar Moçambique num grande produtor de GNL. Contudo, o projecto foi interrompido devido a uma insurgência liderada por militantes ligados ao Estado Islâmico que assolou a região.

Desde então, a segurança na área melhorou, com a empresa parceira, Mitsui, indicando em dezembro que os preparativos finais estavam em andamento para retomar a construção após renegociações com os contratantes. No entanto, grupos ambientalistas alertam que os riscos de segurança associados ao projecto deveriam ser suficientes para negar o apoio ao mesmo.

Daniel Ribiero, coordenador técnico da Friends of the Earth Moçambique, afirmou que “as violações dos direitos humanos, o conflito armado, os impactos ambientais e as projecções económicas arriscadas do projecto Mozambique LNG deveriam ter mantido a maioria dos investidores sensatos afastados”.

Fonte: Reuters

US approves $5 billion loan to TotalEnergies for Mozambique gas project

The board of the U.S. Export-Import Bank approved a nearly $5 billion loan for a long-delayed LNG project in Mozambique, clearing a key hurdle to restarting the project under development by French oil major TotalEnergies.

The Export-Import Bank had previously agreed a $4.7 billion loan for the $20 billion project under President Donald Trump’s first administration, but it needed to be re-approved after construction on the project was frozen in 2021 due to violent unrest in the nearby northern Cabo Delgado region — before any disbursements were made.

TotalEnergies CEO Patrick Pouyanne said last month that he expected financing from the United States to be approved in coming weeks, with other credit agencies to follow in the months after.

The company had been waiting for loan re-approvals from the United States, UK and Dutch export credit agencies before lifting a force majeure on the project that has been in place since 2021.

Estevao Pale, Mozambique’s minister for energy, told the FT that he also expects the UK and Netherlands to reconfirm their support.

Mozambique LNG, in which TotalEnergies holds a 26.5% operating stake, was slated to make the southern African nation a major LNG producer, but the project ground to a halt when an insurgency led by Islamic State-linked militants swept the region.

Security there has since improved, with partner company Mitsui saying in December that final preparations were underway to resume construction after renegotiation with contractors.

Environmental groups said the security risks tied to the project should have been enough to deny support for the project.

“The human rights violations, armed conflict, environmental impacts and risky economic projections of the Mozambique LNG project should have kept most sensible investors away,” said Daniel Ribiero, technical coordinator of Friends of the Earth Mozambique.

Reuters

M-Pesa e Algodoeira do Niassa firmam parceria para promover a inclusão financeira nas zonas rurais

inclusão financeira

A Vodafone M-Pesa e a Sociedade Algodoeira do Niassa (JFS) assinaram hoje, em Maputo, um memorando de entendimento que visa a provisão de soluções financeiras digitais para facilitar transacções financeiras e promover a inclusão digital, bem como soluções financeiras como crédito, seguro e poupança ao agricultor e comunidades rurais.

O memorando foi rubricado na sede da Vodacom Moçambique Maputo, pelo Director Executivo da Vodafone M-Pesa, Sérgio Gomes e o Administrador da JFS, António Manuel Correia contando com a presença de representantes das duas entidades, parceiros estratégicos e membros da comunicação social. Esta parceria tem como alvo inicial agricultores e parceiros da JFS nas províncias da região Norte. Contudo, pretende-se estender a sua aplicação pela comunidade rural em geral, sem limitação territorial de acordo com os desenvolvimentos da parceria e outras áreas de interesse mútuo.

Numa primeira fase, a nível da Sociedade Algodoeira do Niassa a iniciativa vai digitalizar o sistema de pagamentos para cerca de 500 agricultores, garantir que, pelo menos, 20% de clientes façam as suas poupanças na conta M-Pesa, gerando com isso proveitos financeiros paras ambas as partes.

 

Durante a sua intervenção, o Director Executivo da Vodafone M-Pesa, Sérgio Gomes, destacou a importância desta colaboração: “Através desta parceria, estamos a dar um passo decisivo na modernização das transacções financeiras no sector agrícola, garantindo mais segurança, eficiência e acessibilidade aos pequenos produtores. Queremos que cada agricultor tenha a possibilidade de gerir os seus rendimentos de forma simples, digital e segura, sem depender exclusivamente do dinheiro físico.”

Inclusão

Por sua vez, o Administrador da JFS, António Manuel Correia, sublinhou os benefícios desta iniciativa para os agricultores e comerciantes locais: “A JFS tem um compromisso de longo-prazo com o desenvolvimento sustentável das comunidades rurais. Através desta parceria, os agricultores terão acesso a serviços financeiros essenciais que lhes permitirão planear melhor as suas colheitas, poupar para o futuro e investir no crescimento dos seus negócios.”

Além da digitalização dos pagamentos agrícolas, a iniciativa prevê ainda a criação de uma rede de agentes e comerciantes M-Pesa nas zonas onde a JFS opera, permitindo que os agricultores possam utilizar os seus fundos electrónicos para adquirir bens e serviços essenciais sem necessidade de longas deslocações para a transacções.

O M-Pesa e a JFS reforçaram o compromisso de desenvolver acções de educação financeira, incluindo formações comunitárias e campanhas de sensibilização para garantir que os beneficiários compreendam e utilizem eficazmente as novas soluções disponíveis. Esta colaboração insere-se na visão estratégica do M-Pesa de expandir os serviços financeiros móveis e fomentar a inclusão digital em Moçambique.

Nampula expõe suas potencialidades na maior feira de turismo de Portugal

A província de Nampula participa, pela primeira vez, na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), Portugal, num evento em que publicita as suas potencialidades turísticas e procura parcerias para a recuperação do sector.

O evento que decorre desde ontem (12) até 16 do corrente, debate desafios do turismo face ao surgimento das novas tecnologias, sobretudo, o uso da inteligência artificial.

A delegação moçambicana na Bolsa de Turismo de Lisboa é liderada pelo Secretário de Estado do Turismo, Fredson Bacar.

Segundo uma publicação do portal Ikweli, a directora provincial da Cultura e Turismo em Nampula, Jamila Bicá, participou ontem, num painel sobre o papel dos media na oferta e na procura por um estilo turístico, “onde se debateu o impacto destes na divulgação e atração do turista para um determinado destino”.

“Esta feira é uma das maiores montras internacionais, onde são discutidos vários temas relacionados à cultura e ao turismo. Nampula espera colher muita experiência em termos dessa ligação que deve existir entre a cultura e o turismo. Queremos buscar nesta feira, parcerias estratégicas para formação, entendendo que Nampula pretende posicionar-se como um mercado turístico de referência nacional, internacional e mundial”, anotou a governante.

Para este evento turístico, a província de Nampula levou materiais promocionais em formato de audiovisual e também em folhetos.

Construction of power line between Mozambique and Malawi postponed to October

energia

According to Maxwell Mulimakwenda, Operations Director of the Electricity Supply Corporation of Malawi (ESCOM), the works on the Mozambique side have been delayed by more than two months due to the protests in the country. He pointed out that activities on the Malawian side are in the final stages, and that supervision of the work will begin by the end of March. The project is now expected to be completed by October. The power line is 218 kilometers long, with a transmission capacity of 400 kV (kilovolt), linking the Matambo substation in Tete province to the border with Malawi in Zobué.

The project was agreed in 2013 and is budgeted at 62 million dollars. The interconnection aims to strengthen the bilateral and regional energy market, with the potential to export surplus energy from Mozambique to neighboring countries. The construction of the power line was financed by a consortium of international partners, including the World Bank, the European Union, and the governments of Norway and Germany.

For Mozambique, in addition to the interconnection with Malawi, the line represents a strategic opportunity to export surplus energy, expanding the country’s reach in the regional energy market. The impact of the protests has not only been limited to the construction of the power line. The Mozambican government recently revealed that more than a thousand infrastructures were damaged during the demonstrations.

The destruction included factories, schools, health posts, electricity installations and even ambulances. The authorities also recorded more than 300 deaths due to the protests, with human rights organizations reporting major unrest and violence. Despite the challenges, the works continue to progress, and the authorities in both countries continue to work to minimize the impacts of the delay and ensure that the project is successfully completed by October. The power line, when completed, will play a key role in strengthening energy relations between Mozambique and Malawi, as well as contributing to improving energy supply in the region.

Gemfields muda o posicionamento na bolsa e reforça actuação em Moçambique

Gemfields muda o posicionamento

A Bolsa de Valores de Joanesburgo (JSE) aprovou uma importante mudança para a Gemfields, operadora de minas de rubis e esmeraldas no continente africano. A empresa, que tem uma forte presença em Moçambique, será transferida do “segmento principal” para o “segmento geral” da bolsa, uma decisão que visa alinhar a companhia a um nível de regulamentação mais adequado à sua dimensão e liquidez.

A decisão da JSE foi tomada para adequar a empresa a um patamar de regulamentação mais condizente com seu porte no mercado financeiro sul-africano. A transição foi imediata e ocorre em um momento de crescente interesse pelas operações da Gemfields no mercado global. A mudança não afectará, no entanto, a cotação da empresa na Bolsa de Londres, onde a Gemfields continuará sua listagem.

A alteração pode influenciar a forma como os investidores percebem a estabilidade e o futuro da Gemfields. A movimentação poderia gerar uma mudança nas estratégias de investimentos, com uma maior flexibilidade regulatória que permite à empresa atrair mais capital, mas também levantar questões sobre a sua posição financeira em comparação com outras grandes empresas listadas na JSE.

A Gemfields é proprietária de 75% da mina de rubis de Montepuez, localizada em Cabo Delgado, Moçambique. Este é um dos maiores depósitos de rubis do mundo, mas a operação da empresa na região não é isenta de desafios. A segurança tem sido uma preocupação constante devido aos conflitos no Norte do país, além de questões ambientais e sociais envolvendo impactos da mineração e o garimpo ilegal.

Apesar dos desafios, a demanda global por pedras preciosas tem favorecido as operações da Gemfields, que se vê em uma posição estratégica para aproveitar a crescente procura. A mudança no JSE pode ser uma indicação de que a empresa busca maior flexibilidade para expandir seus projetos em Moçambique, além de facilitar a captação de investimentos para fortalecer sua presença no mercado africano.

O sector mineiro em Moçambique está em pleno crescimento, e o país busca equilibrar o incentivo ao investimento estrangeiro com a criação de condições que beneficiem as comunidades locais. A operação da Gemfields em Montepuez continuará a ser uma peça central para o desenvolvimento da mineração e exportação de pedras preciosas em Moçambique.

Com a mudança na Bolsa de Joanesburgo, a Gemfields reforça sua presença no mercado financeiro global enquanto enfrenta desafios locais em suas operações em Moçambique. A empresa se prepara para novos investimentos, ao mesmo tempo em que precisa equilibrar suas responsabilidades sociais e ambientais na região de Cabo Delgado.

Gemfields changes positioning on the stock exchange and strengthens operations in Mozambique

Gemfields muda o posicionamento

The Johannesburg Stock Exchange (JSE) has approved an important change for Gemfields, the operator of ruby and emerald mines on the African continent. The company, which has a strong presence in Mozambique, will be transferred from the “main segment” to the “general segment” of the stock exchange, a decision aimed at aligning the company with a level of regulation more suited to its size and liquidity.

The JSE’s decision was taken to bring the company into line with a level of regulation more in line with its size on the South African financial market. The transition was immediate and comes at a time of growing interest in Gemfields‘ operations on the global market. The change will not, however, affect the company’s listing on the London Stock Exchange, where Gemfields will continue its listing.

The change could influence how investors perceive Gemfields’ stability and future. The move could generate a change in investment strategies, with greater regulatory flexibility allowing the company to attract more capital, but also raise questions about its financial position compared to other large companies listed on the JSE.

Gemfields owns 75% of the Montepuez ruby mine, located in Cabo Delgado, Mozambique. This is one of the largest ruby deposits in the world, but the company’s operation in the region is not without its challenges. Security has been a constant concern due to conflicts in the north of the country, as well as environmental and social issues involving mining impacts and illegal mining.

Despite the challenges, the global demand for gemstones has favored Gemfields’ operations, which sees itself in a strategic position to take advantage of the growing demand. The change in the JSE may be an indication that the company is seeking greater flexibility to expand its projects in Mozambique, as well as facilitating the attraction of investments to strengthen its presence in the African market.

Mozambique’s mining sector is booming, and the country is seeking to balance encouraging foreign investment with creating conditions that benefit local communities. Gemfields’ operation in Montepuez will continue to be a centerpiece for the development of gemstone mining and exports in Mozambique.

With the move to the Johannesburg Stock Exchange, Gemfields is strengthening its presence on the global financial market while facing local challenges in its Mozambican operations. The company is preparing for new investments, while at the same time having to balance its social and environmental responsibilities in the Cabo Delgado region.

Pedro Cossa é o novo CEO da Bolsa de Valores de Moçambique

Pedro Frederico Cossa, de 41 anos, foi recentemente nomeado Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) durante a Assembleia-Geral realizada em 12 de março de 2025, na cidade de Maputo. Com uma carreira iniciada na BVM em 2009, Cossa ocupou diversos cargos de liderança, incluindo o de Director-Adjunto de Operações. Em julho de 2024, assumiu o cargo de Administrador Financeiro da Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento da Cidade de Maputo. Ademais, desde 2016, exerce a função de docente universitário e preside a Associação Moçambicana de Economistas (AMECON), contribuindo significativamente para o desenvolvimento do sector económico em Moçambique.

Especialista em Economia de Desenvolvimento, Cossa possui mestrado na área pela Universidade Eduardo Mondlane e é licenciado em Gestão e Finanças pelo Instituto Superior de Transportes e Comunicações. Seu compromisso com a educação contínua é evidenciado por certificações adicionais em Literacia Financeira pela Universidade de Pretória, Mercados Financeiros pelo Instituto de Formação Bancária de Portugal e o First Certificate in English pela Universidade de Cambridge.

Entre 2015 e 2020, Cossa serviu como deputado na Assembleia da República de Moçambique, integrando a Comissão de Defesa, Segurança e Ordem Pública. Foi também Secretário-Geral da Organização da Juventude Moçambicana (OJM) e desempenhou funções de administrador financeiro e de recursos humanos na Empresa Municipal de Mobilidade e Desenvolvimento (EMME).

Com uma sólida trajectória em economia, mercados financeiros e políticas públicas, Cossa tem se dedicado à formação de profissionais, lecionando disciplinas como Sistemas e Mercados Financeiros e Gestão Empresarial. Sua abordagem analítica e estratégica, aliada à experiência prática em governança, permite-lhe agregar valor a iniciativas que promovam a inovação e o progresso do sector económico moçambicano.

Além de sua actuação no sector económico, Cossa demonstra uma forte paixão pela promoção de um ambiente sustentável por meio da mobilidade suave. Acredita que a adoção de soluções de transporte sustentáveis, como bicicletas elétricas, pode desempenhar um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida, na redução do impacto ambiental e na construção de cidades mais inclusivas e eficientes.