Sunday, May 31, 2026
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Porto de Maputo inicia expansão de 2 mil milhões de dólares para duplicar capacidade

O Porto de Maputo iniciou a primeira fase de um ambicioso projecto de expansão avaliado em 2 mil milhões de dólares (equivalente a 128 mil milhões de meticais), com o objectivo de transformar a infra-estrutura num dos principais centros logísticos da África Austral e duplicar a capacidade do terminal de contentores.

De acordo com Osório Lucas, director executivo da Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC), a fase inaugural das obras representa um investimento de 164 milhões de dólares (10,5 mil milhões de meticais) e visa aumentar a capacidade do terminal de 255.000 TEUS (contentores de 20 pés) para 530.000 TEUS por ano, num período estimado de dois anos.

As obras em curso incluem a ampliação do cais em 400 metros, atingindo um comprimento total de 650 metros, bem como o aprofundamento do calado para 16 metros, permitindo a atracação de navios de grande porte. Estas melhorias têm como finalidade reforçar a eficiência operacional do porto e aumentar a sua competitividade na região.

O Porto de Maputo tem registado um crescimento constante no manuseamento de carga, impulsionado pelas dificuldades logísticas na vizinha África do Sul, que têm levado muitos exportadores a procurarem alternativas viáveis. A expansão em curso posiciona Moçambique como a opção preferencial para o transporte de mercadorias na região.

A MPDC é um consórcio constituído pela multinacional DP World, pela sul-africana Grindrod e pela empresa pública Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM). Apesar de uma ligeira queda nas exportações no final de 2024, associada à instabilidade política pós-eleitoral, a direcção da empresa espera retomar as operações no próximo mês.

Este projecto de expansão é visto como estratégico para a economia moçambicana, prevendo-se impactos significativos ao nível da logística regional, criação de emprego e atracção de novos investimentos.

Fonte: Engineering News

A trajectória inspiradora de Hussein Chalha, CEO e fundador do Grupo SPAR VIP

Hussein Chalha nasceu na cidade de Balback, no Líbano, aos 12 de Fevereiro de 1983. Filho de Mohamad Hussein Chalha e de Najah Toufaily, é actualmente o CEO da empresa SPAR VIP Supermercados Limitada, uma das principais cadeias de retalho em Moçambique, com mais de 15 lojas e uma equipa composta por 1.200 colaboradores.

Além do mercado moçambicano, Chalha tem liderado a expansão internacional da SPAR VIP. A primeira loja no Dubai já está em funcionamento, com planos para inaugurar uma segunda no terceiro trimestre de 2024. Estão também em curso projectos para entrar nos mercados da Tanzânia e Angola, evidenciando a ambição de levar a marca a novos horizontes. ​

Aos 13 anos, Hussein deixou o Líbano em busca de melhores oportunidades para si e para a sua família, estabelecendo-se em Moçambique. Desde tenra idade, compreendeu que os maiores desafios podem transformar-se nas melhores oportunidades. Enquanto outras crianças brincavam, ele já delineava o seu percurso no mundo dos negócios.​

Enfrentando inúmeros obstáculos, Hussein utilizou cada desafio como uma fonte de motivação, clarificando gradualmente os seus objectivos e o caminho a seguir. A sua persistência e foco culminaram na criação do Grupo SPAR VIP, que se tornou uma referência no sector do retalho em Moçambique.​

Actualmente, Hussein Chalha continua à procura de novas formas de inovar e expandir, mantendo um compromisso firme com a qualidade e o crescimento sustentável. A sua história é uma fonte de inspiração para muitos, reflectindo a essência do espírito empreendedor e a capacidade de transformar adversidades em oportunidades.

The Inspiring Journey of Hussein Chalha, CEO and Founder of the SPAR VIP Group

Hussein Chalha was born in the city of Balback, Lebanon, on February 12, 1983. Son of Mohamad Hussein Chalha and Najah Toufaily, he is currently the CEO of SPAR VIP Supermercados Limitada, one of the leading retail chains in Mozambique, with over 15 stores and a team of 1,200 employees.

In addition to the Mozambican market, Chalha has led the international expansion of SPAR VIP. The first store in Dubai is already operational, with plans to open a second in the third quarter of 2024. Projects are also underway to enter the Tanzanian and Angolan markets, highlighting the ambition to take the brand to new horizons.

At the age of 13, Hussein left Lebanon in search of better opportunities for himself and his family, settling in Mozambique. From a young age, he understood that the greatest challenges can become the greatest opportunities. While other children played, he was already outlining his path in the business world.

Facing numerous obstacles, Hussein used each challenge as a source of motivation, gradually clarifying his goals and the way forward. His persistence and focus culminated in the creation of the SPAR VIP Group, which has become a benchmark in the retail sector in Mozambique.

Today, Hussein Chalha continues to seek new ways to innovate and expand, maintaining a firm commitment to quality and sustainable growth. His story is a source of inspiration to many, reflecting the essence of entrepreneurial spirit and the ability to turn adversity into opportunity.

BM diz que “não há necessidade de tocar na liquidez estrutural dos bancos”

O governador do Banco de Moçambique (BdM), Rogério Zandamela, assegura que a liquidez no sistema financeiro é suficiente, após a redução decidida em Janeiro dos coeficientes.

Falando esta quarta-feira (26) após a reunião do Comité de Política Monetária (CPMO), que decidiu reduzir a taxa de juro de política monetária MIMO, de 12,25% para 11,75%, Rogério Zandamela adiantou que não haver previsões para já de voltar a mexer os os coeficientes das reservas obrigatórias.

“Estamos tranquilos com o nível de liquidez que existe no sistema, não há necessidade de tocar na liquidez estrutural, mexendo com as reservas obrigatórias. Vamos manter. Não é uma coisa que se brinca, com os coeficientes”, reiterou Zandamela.

A última mexida dos coeficientes de reservas obrigatórias aconteceu em Janeiro, tendo cortado os coeficientes em moeda nacional, de 39,0% para 29,0%, e em moeda estrangeira, de 39,50% para 29,50%, visando apoiar a economia na reposição da capacidade produtiva e da oferta de bens e serviços.

Ministra das Finanças diz que dívida pública poderá comprometer Orçamento do Estado de 2025

O Governo alerta que a actual dívida pública do País está com forte tendência de crescimento e teme que possa comprometer o Orçamento do Estado (OE) para este ano. Por isso, o Executivo quer rever a Estratégia da Dívida Pública do País para o período 2026/2029.

Falando esta quarta-feira (26), no final da primeira sessão ordinária do Parlamento, a ministra das Finanças, Carla Louveira, revelou que em 2024, a  dívida pública moçambicana atingiu a marca histórica de um trilião de meticais, um aumento de oito por cento em relação ao ano anterior.

Citada pela Rádio Moçambique, Carla Louveira, explicou que “a Estratégia 2022-2025, vigente no País, já prevê uma revisão para tornar sustentável a actual dívida”.

Dívida pública moçambicana atinge 1 trilião de meticais

O Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (BdPESOE) de 2024, indica que a dívida pública moçambicana atingiu a marca de um trilião de meticais em 2024, representando um aumento de oito por cento em relação ao ano de 2023, em que esteve avaliada em cerca de 967,2 mil milhões de meticais.

O aumento é justificado exclusivamente pelo elevado crescimento da dívida pública interna, que no período em referência foi de 29.7%. Atingiu o valor de 407,0 mil milhões de meticais. No mesmo período, a dívida externa registou uma redução de 2,9%.

O crescimento acelerado da dívida pública, maioritariamente da dívida interna, é resultante, em parte, da instabilidade político, económico e social e da falta de implementação efectiva de medidas com vista a consolidação fiscal.

Apesar de a dívida interna representar 39% do total da dívida em 2024, os encargos a ela associados continuam a ser os mais onerosos, cerca de 45,6 mil milhões de meticais contra 11,3 mil milhões de meticais da divida externa. Os encargos da dívida interna representam um obstáculo para o alcance da sustentabilidade da Dívida Pública. (CIP)

S&P coloca temporariamente Moçambique em ‘default’ por atrasos na dívida

A agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P) baixou a classificação de crédito de Moçambique para ‘SD’ (incumprimento selectivo) após a conclusão de uma troca de dívida interna. Simultaneamente, a classificação para dívida em moeda estrangeira foi mantida em ‘CCC+’.

Esta acção resulta de Moçambique ter trocado 3,7 mil milhões de meticais (cerca de 54 milhões de dólares) em obrigações de moeda local que venciam em março de 2025 por novas obrigações com vencimento em março de 2030, com taxas de juro mais baixas. A S&P considera esta operação uma gestão de passivos que, juntamente com um histórico de atrasos nos pagamentos da dívida interna, reflecte as restrições fiscais e de liquidez do país, sendo, portanto, considerada uma transação problemática equivalente a incumprimento. ​

A perspectiva negativa para a classificação em moeda estrangeira reflecte as contínuas pressões financeiras e potenciais atrasos em projectos de gás e fluxos de ajuda externa, além de incertezas macroeconómicas mais amplas associadas ao ambiente político frágil.

A S&P poderá baixar ainda mais a classificação em moeda estrangeira se a posição de liquidez do governo se deteriorar, por exemplo, através da redução de activos líquidos ou acumulação de atrasos para credores e fornecedores, ou se choques económicos ou externos adicionais, ou atrasos nos grandes projectos de gás, tornarem o governo menos capaz ou disposto a cumprir as suas obrigações de dívida comercial em tempo útil.

Por outro lado, a S&P poderá rever a perspetiva para estável se as receitas do governo aumentarem substancialmente, por exemplo, devido a um aumento na produção de gás a médio prazo, permitindo a Moçambique estabilizar a sua posição fiscal.

A dívida em moeda estrangeira mantém-se relativamente modesta até que o único Eurobond de Moçambique comece a ser amortizado a partir de 2028. Apesar das condições de liquidez apertadas, o governo continua a cumprir o pagamento de cupões do seu Eurobond com vencimento em 2031, que tem uma taxa de 9% (81 milhões de dólares por ano) até 2028, diminuindo posteriormente à medida que o montante em dívida reduz através da amortização do principal. A amortização será de 225 milhões de dólares anualmente entre 2028 e 2031, antes do início da produção nos mega projetos de gás, previsto para 2030. Positivamente, o US Exim Bank reaprova um empréstimo de 4,7 mil milhões de dólares à TotalEnergies SE em março de 2025, o que era um impedimento chave para levantar a força maior no projecto.

ARENE e BRILHO realizam formação sobre o Quadro Regulatório para Energia em Zonas Fora da Rede

Nos dias 20 e 21 de março de 2025, o Programa BRILHO, em parceria com a Autoridade Reguladora de Energia (ARENE), realizou uma sessão de formação na cidade de Nampula, centrada no novo quadro regulatório para o acesso à energia fora da rede (off-grid). O evento reuniu representantes de diversas instituições públicas e privadas, incluindo funcionários governamentais, empresas do sector energético, organizações não governamentais e académicos, com o objectivo de aprofundar a compreensão e promover a implementação eficaz das regulamentações recentemente aprovadas pelo Governo de Moçambique.​

No primeiro dia, os participantes foram introduzidos ao contexto evolutivo do sector de energia fora da rede em Moçambique, destacando os progressos alcançados e os desafios ainda existentes. Discutiu-se amplamente o impacto da electrificação no desenvolvimento socioeconómico do país, sublinhando o papel das tecnologias off-grid (sistemas solares domésticos e mini-redes) como complemento à rede eléctrica nacional, e como o acesso à energia pode transformar comunidades, impulsionar negócios locais e melhorar a qualidade de vida das populações rurais.​

O foco principal foi o Regulamento de Acesso à Energia nas Zonas Fora da Rede (RAE), aprovado pelo Decreto nº 93/2021, de 10 de dezembro. Este regulamento estabelece os princípios e normas para a expansão do acesso à energia em áreas não conectadas à rede nacional, visando concretizar o direito universal à energia através de infraestruturas adequadas e tecnologias limpas. Detalharam-se os procedimentos para a atribuição de concessões para mini-redes, conforme estabelecido pelo Diploma Ministerial nº 68/2023, de 31 de maio, que define processos simplificados para concessões de mini-redes, facilitando a participação do setor privado na electrificação de áreas remotas fora da rede.

No segundo dia, a formação proporcionou uma visão geral de outros regulamentos complementares, incluindo normas técnicas e de segurança, qualidade de serviço e relações comerciais, interconexão de mini-redes e tarifas para mini-redes em áreas off-grid. Estes instrumentos legais são fundamentais para criar um ambiente propício ao investimento privado e acelerar o acesso universal à energia em Moçambique até 2030.​

A formação incluiu sessões interativas, estudos de caso e exercícios práticos, permitindo que os participantes simulassem o papel de cada instituição no processo de atribuição de concessões e na implementação dos regulamentos. Esta abordagem prática facilitou a compreensão dos desafios operacionais e promoveu a troca de experiências entre os diversos intervenientes envolvidos.​

É de salientar que esta é a segunda de uma série de sessões de formação a serem realizadas no país para divulgar os regulamentos off-grid. Esta sessão, realizada em Nampula, é particularmente relevante, pois envolveu participantes dos distritos onde se prevê o lançamento do primeiro concurso público para o desenvolvimento de mini-redes na região. A primeira formação ocorreu em 2024, em Maputo, com a participação dos principais intervenientes no processo.​

Esta iniciativa reafirma o compromisso do Programa BRILHO e da SNV em apoiar o Governo de Moçambique na promoção de políticas que incentivem o desenvolvimento socioeconómico através da expansão do acesso a energia limpa e acessível. Ao fortalecer a compreensão das normas e procedimentos, espera-se uma maior eficiência nos processos de concessão e operação de mini-redes, beneficiando directamente as comunidades rurais com soluções energéticas sustentáveis e inclusivas.​

CDM entre os maiores contribuintes do IVA

A Cervejas de Moçambique (CDM) foi o segundo maior contribuinte do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) do ano fiscal de 2024, de acordo com dados da Autoridade Tributária (AT), citados em comunicado de imprensa.

O reconhecimento foi feito durante a cerimónia alusiva ao Dia Nacional do Contribuinte, promovida pela AT, que se celebra a 22 de Março.

“O prémio atribuído à CDM destaca o seu compromisso com a conformidade fiscal e a transparência na gestão financeira”, refere a nota.

O diploma de mérito foi entregue ao director-geral da CDM, Galo Riveira, que expressou a sua gratidão à AT e sublinhou a relevância da responsabilidade fiscal para o crescimento sustentável do país.

Líder no sector cervejeiro moçambicano, a CDM não se destaca apenas pelo cumprimento rigoroso das suas responsabilidades fiscais, mas também pela criação de emprego, incentivo à produção local e apoio a iniciativas sociais e ambientais.

O evento alusivo ao Dia Nacional do Contribuinte, realizado em Maputo, homenageou as empresas e os indivíduos que mais contribuíram para a arrecadação fiscal no ano passado, reforçando a importância do cumprimento das obrigações tributárias para o desenvolvimento da economia nacional.

O Dia Nacional do Contribuinte é uma data que visa incentivar a cultura de responsabilidade fiscal em Moçambique, sublinhando a importância dos impostos no financiamento de serviços públicos essenciais e no crescimento sustentável do país. Faca uma redaccao inspirada nos redactores e jornalistas de cronicas e storytelling em Mocambique.

INNOQ Identifica os primeiros sinais de irregularidades na Certificação de Produtos Importados

Em 2024, Moçambique recebeu mais de 400 relatórios de não conformidade relativos à inspecção de produtos destinados à exportação para Moçambique. Os relatórios são o resultado de avaliações realizadas nos países de origem para avaliar a conformidade com os padrões de qualidade exigidos.

A informação foi partilhada nesta segunda-feira, 24 de março, pelo jornal Notícias, citando o Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ), que implementa o Programa de Avaliação de Conformidade (PAC) em parceria com a Intertek. Os casos são os primeiros indicadores do funcionamento do PAC, cuja responsabilidade pela verificação nos países de origem cabe à Intertek, uma empresa global especializada neste tipo de serviço.

Em entrevista ao jornal, a directora da Divisão de Ensaios e Inspeção do INNOQ, Guilhermina Nhampulo, revelou que as notificações abrangem diversos grupos de produtos, particularmente alimentos, dispositivos eléctricos e electrónicos, artigos automóveis e materiais de construção.

No âmbito do programa, foi avaliada a qualidade de pelo menos 547 veículos usados, dos quais mais de 16% foram rejeitados por não atenderem aos padrões mínimos exigidos.
Ela explicou que, nesta fase de implementação do PAC, África do Sul, Japão e China são os países que merecem maior atenção, devido ao elevado volume de exportações para Moçambique de produtos sujeitos a controle obrigatório.

“O INNOQ reitera o seu apelo para que os agentes económicos e indivíduos interessados em importar produtos observem este procedimento nos países de origem, garantindo assim que apenas bens que cumpram os padrões nacionais de qualidade entrem no mercado nacional”, afirmou Nhampulo, citada pelo Notícias.

Apesar dos progressos feitos, ainda existe um volume considerável de produtos importados que não são certificados. Segundo a diretora, esta situação pode estar ligada à incerteza sobre a conformidade dos produtos. Contudo, o INNOQ ainda não impôs multas ou apreensões, justificando essa decisão pela necessidade de continuar a sensibilizar e divulgar as normas para que estas possam ser efetivamente consolidadas entre os empresários.