Sunday, May 31, 2026
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Projecto Coral Norte: Eni prevê investir USD 3 mil milhões em empresas moçambicanas

A multinacional italiana Eni prevê investir três mil milhões de dólares para empresas moçambicanas dos sectores de bens e serviços técnicos e não especializados, avança a Confederação das Associações Económicas de Moçambique – CTA, após um encontro com a petrolífera.

ENI partilhou os seus Planos de Conteúdo Local e de Procurement, destacando as contribuições do Projecto Coral Norte (Carbon Copy), que inclui a criação de 1.400 postos de trabalho e formação, bem como a transferência de know-how para quadros nacionais.

A empresa anunciou a assinatura de um Memorando de Entendimento com instituições financeiras e a banca comercial, visando facilitar o acesso ao financiamento com taxas bonificadas e uma actividade de OPEN DAY em Pemba e Maputo, onde as empresas terão a oportunidade de interagir directamente com os serviços de procurement ao mais alto nível. O procurement está, neste momento, focado na avaliação do concurso basado na componente do benefício no país e na participação local.

A ENI revelou que o projecto Coral Sul investiu, até ao momento, USD 800 milhões para empresas moçambicanas.

Relativamente aos requisitos gerais de elegibilidade para concursos, a ENI explicou que será realizado um processo de due diligence para aferir a conformidade Legal, Fiscal, Operacional e Reputacional das empresas concorrentes. As áreas de verificação incluirão os domínios financeiro, jurídico, técnico, saúde, segurança, ambiente, tecnologia e responsabilidade social.

Uma nota particularmente relevante para as PMEs é a eliminação da obrigatoriedade de certificação ISO para participação em concursos. A ENI informou que, para garantir o aproveitamento das oportunidades pelas PMEs, passará a aceitar a apresentação de um Sistema de Gestão funcional, mesmo que não seja certificado pela norma ISO, medida essa que foi amplamente acolhida pelos representantes do sector privado.

Rangel anuncia um novo centro logístico de 6 milhões de dólares em Joanesburgo

logísticas

A Rangel Logistics Solutions, empresa especializada em soluções logísticas, anunciou um investimento de 6 milhões de dólares para a construção de um armazém de última geração em Joanesburgo, África do Sul. O novo centro logístico, com uma área de 10.000 m², será localizado nas imediações do Aeroporto Internacional OR Tambo, e terá como foco a armazenagem contratual e serviços de distribuição rápida. Esse investimento visa fortalecer os corredores comerciais, especialmente entre a Beira e Joanesburgo.

Com a construção da infra-estrutura, a empresa visa facilitar o comércio inter-africano dentro da Área de Comércio Livre Continental Africana (AfCFTA), atendendo não apenas o mercado sul-africano, mas também países vizinhos, como Moçambique, Zâmbia, Tanzânia, Namíbia e República Democrática do Congo.

Além disso, a nova instalação contará com armazéns aduaneiros, permitindo o armazenamento de mercadorias por até 24 meses sem pagamento imediato de taxas alfandegárias. Essa medida é particularmente vantajosa para os exportadores moçambicanos, especialmente no que se refere ao escoamento de produtos pelo porto da Beira.

A previsão é que o armazém gere pelo menos 160 novos empregos, além de reforçar a posição da Rangel como operador de referência no transporte de minerais como cobre, cobalto e zinco ao longo dos principais corredores comerciais da África Austral.

Desde sua entrada no mercado sul-africano em 2020, a Rangel já abriu escritórios em diversas fronteiras da África do Sul e expandiu suas operações para países como Zâmbia e Tanzânia, consolidando sua presença estratégica na região.

Eni expande produção de GNL com a nova plataforma FLNG em Moçambique

Eni expande produção de GNL com a nova plataforma FLNG em Moçambique
An oil rig situated in a calm blue ocean exploring for oil and gas. The oil rig is flaring from the side and this is reflected in the ocean. Fluffy white clouds are scattered in a blue sky.

O Governo de Moçambique anunciou, no dia 8 de Abril de 2025, a aprovação de um investimento de 7,2 mil milhões de dólares,  para o projecto Coral Norte, na Bacia do Rovuma. A iniciativa visa expandir a produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) e prevê a produção de 3,5 milhões de toneladas anuais (mtpa), com início da produção previsto para 2028.

O projecto Coral Norte faz parte da segunda fase de desenvolvimento do campo de gás Coral Norte e será realizado com uma nova plataforma flutuante de liquefacção de gás natural (FLNG). A plataforma terá capacidade para produzir 3,55 milhões de toneladas de GNL por ano e contará com seis poços de produção. O início das operações está previsto para o segundo trimestre de 2028.

A decisão foi comunicada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, em conferência de imprensa após a reunião semanal do Governo em Maputo. O governante destacou que o objectivo é fortalecer a produção e o desenvolvimento do GNL na Área 4, que é operada pela petrolífera italiana Eni, situada em águas profundas da bacia de Rovuma. O projecto está estimado para durar 30 anos.

Reforço da parceria da Eni com Moçambique

Em janeiro de 2025, o Director-Executivo da Eni, Cláudio Descalzi, afirmou o compromisso da empresa com o desenvolvimento de Moçambique, destacando a expansão do projecto Coral Norte como parte de uma estratégia para posicionar o país no cenário global de GNL. Em carta enviada ao Presidente da República, Daniel Chapo, Descalzi destacou o foco da empresa em iniciativas de conteúdo local e na aceleração da transição energética de Moçambique.

“Estamos comprometidos em apoiar a estratégia de desenvolvimento de Moçambique a longo prazo, através de iniciativas de conteúdo local e projetos de energia sustentável”, afirmou Descalzi.

Impacto na produção e colaboração internacional

A nova plataforma flutuante Coral Norte será uma réplica da plataforma Coral Sul, que já está em operação desde meados de 2022 na extracção de gás na bacia de Rovuma. A Eni segue em negociações com o Governo para finalizar o desenvolvimento do projecto, incluindo aquisições, estudos de impacto ambiental e contratos de perfuração.

O projecto Coral Sul FLNG, operado pela Eni em nome da Mozambique Rovuma Venture (MRV), inclui grandes players internacionais, como a ExxonMobil e a China National Petroleum Corporation (CNPC), com uma participação de 70%. Os outros 30% estão divididos entre a ENH, Kogas e, mais recentemente, a ADNOC, que adquiriu uma participação de 10% anteriormente detida pela Galp.

Este investimento visa aumentar significativamente a capacidade de produção de GNL de Moçambique, consolidando o país como um dos principais exportadores de gás natural da África.

Coral Sul FLNG atinge 100 carregamentos de GNL produzidos na Área 4 da Bacia do Rovuma

O projecto está a promover o desenvolvimento económico de Moçambique e as
competências locais, constituindo um símbolo de inovação, colaboração e excelência
operacional.

• Mais de 200 jovens moçambicanos formados nas áreas de logística, produção de
petróleo e gás, integridade de activos, entre outros;
• Cerca de 1.400 empregos directos, indirectos e induzidos criados para
profissionais moçambicanos;
• 33 milhões de dólares investidos na formação de jovens graduados;
• 800 milhões de dólares adjudicados em contratos com os fornecedores nacionais.

Maputo (Moçambique), 8 de abril de 2025 – A Eni, na qualidade de Operadora Delegada da Área
4, em nome dos seus parceiros da Área 4, celebra o 100o carregamento de Gás Natural

Liquificado (GNL) produzido a partir do Coral Sul FLNG, localizado nas águas ultra-
profundas da Bacia do Rovuma, ao largo da costa de Moçambique.

Este marco reforça o compromisso da Eni de gerar valor de longo prazo para
Moçambique, aproveitando a colaboração com os seus parceiros, contratadas,
investidores e com o Governo de Moçambique com vista a desenvolver o potencial do
gás do país, assegurando que os recursos desenvolvidos se traduzam em benefícios
concretos para Moçambique.

O Projecto Coral Sul reflecte o compromisso da Área 4 com o conteúdo local e o
desenvolvimento de capacidades através de programas contínuos de formação e
desenvolvimento da força de trabalho. Até à data, muitos jovens moçambicanos foram
formados em sectores chave como logística, produção de petróleo e gás, integridade de
activos, serviços técnicos, Saúde, Segurança e Ambiente (HSE), entre várias outras áreas.
Grande parte destes profissionais adquiriu também experiência internacional ao
trabalhar em projectos globais, reforçando a presença de Moçambique na indústria
energética mundial. Actualmente, 200 talentos moçambicanos contribuem
activamente nas operações a bordo do Coral Sul FLNG, reflectindo o sucesso das
iniciativas de desenvolvimento da força de trabalho local.

O Projecto Coral Sul gerou aproximadamente 1.400 empregos directos, indirectos e
induzidos para profissionais moçambicanos, promovendo o crescimento econômico e o
desenvolvimento de competências. Adicionalmente, cerca de 33 milhões de dólares
americanos foram investidos na formação de jovens recém-graduados, enquanto para
os fornecedores nacionais foram adjudicados contratos no valor aproximado de 800
milhões de dólares, fortalecendo a cadeia de fornecimentos a nível local.

O Coral Sul FLNG posicionou Moçambique como um actor-chave no mercado global de
GNL, desde o seu primeiro carregamento em Novembro de 2022, contribuindo
significativamente para o desenvolvimento econômico e industrial do país. Sendo o
primeiro projecto a monetizar os 85 trilhões de pés cúbicos de gás descobertos pela Eni
na Área 4 da Bacia do Rovuma, o Coral Sul demonstra a força das parcerias estratégicas,
aproveitando o papel do gás natural como fonte de transição no cenário energético.
Com um firme compromisso com o desenvolvimento de capacidades locais,
crescimento econômico e segurança energética, a Eni e os Parceiros da Área 4
continuarão a apoiar Moçambique na utilização dos seus recursos naturais para uma
prosperidade duradoura.

Sobre a Coral Sul

A Coral Sul FLNG possui uma capacidade de liquefação de gás de 3,4 milhões de
toneladas por ano (MTPA) e colocará em produção 450 bilhões de metros cúbicos de gás
provenientes do vasto reservatório do Coral, localizado na Bacia do Rovuma, em águas
ultraprofundas. A Coral Sul FLNG é a primeira instalação flutuante de GNL (gás natural
liquefeito) já instalada nas águas profundas do continente africano. Foi concebido como
um projecto pioneiro na vanguarda da tecnologia, em ambiente offshore, com destaque
para a eficiência energética, de acordo com os mais altos padrões do sector de GNL.
Sendo o primeiro passo para o desenvolvimento dos 85 trilhões de pés cúbicos de gás
descobertos pela Eni na Área 4 da Bacia do Rovuma, o projecto demonstra o poder das
parcerias estratégicas e é um testemunho da sua tecnologia de ponta e do papel
impactante no desenvolvimento econômico de Moçambique.

Em Fevereiro de 2025, o projecto Coral Sul recebeu o prestigioso Prémio de Excelência
em Projectos (Project Excellence Award) na Conferência Internacional de Tecnologia
Petrolífera (IPTC), realizada em Kuala Lumpur, Malásia. Segundo o IPTC, o Coral Sul FLNG
foi premiado pela sua excepcional inovação em larga escala, pela bem-sucedida
superação dos desafios geopolíticos e pela significativa contribuição para o
desenvolvimento do conteúdo local.

Sobre a Área 4

A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture S.p.A. (MRV), um consórcio
detido pela Eni, ExxonMobil e China National Petroleum Corporation (CNPC), que tem
uma participação de 70% no Contrato de Concessão para Pesquisa e Produção da Área
4. Para além da MRV, os restantes parceiros são a KOGAS, a ENH e a XRG (subsidiária da
ADNOC), cada uma delas com 10% de participação.

Cabo Delgado/ENI: Executivo aprova projecto Coral Norte FNLG por 30 anos

O Executivo aprovou o plano de desenvolvimento do projecto Coral Norte FLNG, para o desenvolvimento e produção de 3.5 milhões de toneladas durante 30 anos, Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, informou, hoje, o porta-voz do Conselho de Ministros.

“O Governo apreciou e aprovou o decreto que aprova o plano de desenvolvimento do projecto Coral Norte FNLG para o desenvolvimento de produção de 3.5 milhões de toneladas por ano (mtpa) de GNL, durante 30 anos” disse.

Segundo Inocêncio Impissa, o projecto encabeçado pela ENI Rovuma Basin, deverá iniciar a fase de produção e exploração de GNL a partir do segundo trimestre de 2028, no depósito Coral Seno 441, na Área 4 offshore da Bacia do Rovuma.

“O plano constitui a segunda fase de desenvolvimento do campo Coral Norte FNLG e consiste em uma infraestrutura flutuante de liquefação de gás natural, com a capacidade de 3.55 mtpa” disse.

Conforme referiu, os trabalhos serão realizados em seis poços de produção avaliados em cerca de 7.2 mil milhões de dólares norte-americanos.

Disse tratar-se do projecto Mozambique Rovuma Venture, que integra a ENH, KOGAS e a GALP, “que perfazem o corpo accionista desta nova decisão para exploração no Coral Norte”.

Moçambique prevê multiplicar produção de gás natural até 2029

O Governo moçambicano traçou uma meta ambiciosa para o sector energético, prevendo quintuplicar a produção anual de

O Governo moçambicano traçou uma meta ambiciosa para o sector energético, prevendo quintuplicar a produção anual de Gás Natural Liquefeito (GNL) até 2029. O objectivo é atingir 20 milhões de toneladas por ano, um aumento significativo em relação às 3,3 milhões de toneladas registadas em 2024.Esta previsão faz parte do Programa Quinquenal do Governo (PQG) 2025–2029, um documento estratégico que será submetido à Assembleia da República para debate nas próximas semanas. O plano reforça a aposta na exploração dos vastos recursos de gás da bacia do Rovuma, ao largo da província de Cabo Delgado.O crescimento da produção dependerá de três grandes projectos já aprovados, embora apenas um esteja actualmente em operação. O Coral Sul FLNG, liderado pela petrolífera italiana Eni, é o único activo e prevê duplicar a sua capacidade nos próximos anos.

Os outros dois megaprojectos — Área 1, da TotalEnergies, e Área 4, da ExxonMobil — encontram-se em diferentes fases de preparação. O projecto da TotalEnergies foi suspenso em 2021 devido à insegurança em Afungi, mas a petrolífera francesa avalia o regresso das actividades, condicionado à estabilização da segurança e à conclusão de um financiamento de 15 mil milhões de dólares.Já a ExxonMobil, responsável pelo projecto da Área 4, prevê uma capacidade anual de 18 milhões de toneladas de GNL e poderá acelerar sua decisão final de investimento caso haja avanços na operação da TotalEnergies.Ademais, o Governo pretende dinamizar a pesquisa de hidrocarbonetos, expandindo o número de contratos de sete para 16 até 2029.

Espera-se que essa iniciativa impulsione novos investimentos e consolide Moçambique como um dos principais actores no mercado global de gás natural.O impacto económico dessa estratégia está reflectido nas projecções macroeconómicas do PQG. O Executivo estima que o PIB per capita passe de 662 dólares para 951 dólares até 2029, impulsionado sobretudo pelas exportações de GNL e pela entrada de capital estrangeiro no sector energético.

Mozambique plans to multiply natural gas production by 2029

O Governo moçambicano traçou uma meta ambiciosa para o sector energético, prevendo quintuplicar a produção anual de

The Mozambican government has set an ambitious target for the energy sector, with plans to increase annual production of Liquefied Natural Gas (LNG) fivefold by 2029. The aim is to reach 20 million tons per year, a significant increase on the 3.3 million tons recorded in 2024.

This forecast is part of the Government’s Five-Year Program (PQG) 2025-2029, a strategic document that will be submitted to Parliament for debate in the coming weeks. The plan reinforces the commitment to exploiting the vast gas resources of the Rovuma basin, off the coast of Cabo Delgado province.

Production growth will depend on three major projects that have already been approved, although only one is currently in operation. Coral Sul FLNG, led by Italian oil company Eni, is the only active one and expects to double its capacity over the next few years.
The other two megaprojects – Area 1, by TotalEnergies, and Area 4, by ExxonMobil – are at different stages of preparation. TotalEnergies’ project was suspended in 2021 due to insecurity in Afungi, but the French oil company is considering resuming activities, subject to the stabilization of security and the conclusion of a 15 billion dollar financing.

ExxonMobil, which is responsible for the Area 4 project, expects an annual capacity of 18 million tons of LNG and could speed up its final investment decision if there is progress in the TotalEnergies operation.

In addition, the government intends to boost hydrocarbon exploration, expanding the number of contracts from seven to 16 by 2029. This initiative is expected to boost new investments and consolidate Mozambique as one of the main players in the global natural gas market.

The economic impact of this strategy is reflected in the PQG’s macroeconomic projections. The Executive estimates that GDP per capita will rise from 662 dollars to 951 dollars by 2029, driven above all by LNG exports and the entry of foreign capital into the energy sector.

Índia reforça investimento no gás em Moçambique com 180 milhões de dólares

Índia reforça investimento no gás em Moçambique com 180 milhões de dólares A estatal indiana ONGC Videsh Ltd (OVL) aprovou um novo investimento de 180 milhões de dólares no projecto de gás natural liquefeito (LNG) em Moçambique, sinalizando a retomada das operações na Área Offshore 1 da bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado. O financiamento reforça o compromisso da Índia com a exploração energética no país, após a suspensão das actividades em Abril de 2021 devido a ataques insurgentes. Segundo fontes da empresa, há expectativas de que a revogação do regime de força maior ocorra em breve, permitindo a retoma das operações. O montante agora aprovado será canalizado para a Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (BREML), subsidiária da OVL, onde a estatal indiana detém 60% de participação, enquanto os restantes 40% pertencem à Oil India Limited (OIL). Fora do investimento directo, a OVL também aprovou um empréstimo sénior de 379,3 milhões de dólares, a ser concedido pela subsidiária OVL Overseas IFSC Ltd (OOIL) à Moz LNG1 Financing Company Ltd (MozLNG1), entidade que apoia o financiamento do consórcio do projecto. A operação contará ainda com garantias financeiras prestadas pela OVL. A Área 1 do Rovuma cobre uma extensão de aproximadamente 2,6 milhões de acres e abriga reservas de gás estimadas em 75 biliões de pés cúbicos. A importância do projecto para a Índia reside tanto na abundância de recursos como na proximidade geográfica, que facilita a exportação de LNG para abastecer o mercado indiano. A estrutura accionista do projecto reflecte uma presença significativa da Índia, que controla 30% do consórcio através das seguintes participações: ONGC Videsh – 10% directos + 6% indirectos via BREML BPRL Ventures Mozambique BV (subsidiária da Bharat Petro Resources Ltd – BPCL) – 10% Oil India Limited (OIL) – 4% O projecto é liderado pela TotalEnergies, que detém 26,5% da participação, enquanto outros accionistas incluem a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH, 15%), a Mitsui E&P Mozambique Area 1 Ltd. (20%) e a PTTEP Mozambique Area 1 Ltd. (8,5%), ligada à estatal tailandesa de energia. Com este novo financiamento, o projecto da Área 1 avança para a sua retoma, reafirmando Moçambique como um actor estratégico no sector energético global.

A estatal indiana ONGC Videsh Ltd (OVL) aprovou um novo investimento de 180 milhões de dólares no projecto de gás natural liquefeito (LNG) em Moçambique, sinalizando a retomada das operações na Área Offshore 1 da bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado. O financiamento reforça o compromisso da Índia com a exploração energética no país, após a suspensão das actividades em Abril de 2021 devido a ataques insurgentes.

Segundo fontes da empresa, há expectativas de que a revogação do regime de força maior ocorra em breve, permitindo a retoma das operações. O montante agora aprovado será canalizado para a Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (BREML), subsidiária da OVL, onde a estatal indiana detém 60% de participação, enquanto os restantes 40% pertencem à Oil India Limited (OIL).

Fora do investimento directo, a OVL também aprovou um empréstimo sénior de 379,3 milhões de dólares, a ser concedido pela subsidiária OVL Overseas IFSC Ltd (OOIL) à Moz LNG1 Financing Company Ltd (MozLNG1), entidade que apoia o financiamento do consórcio do projecto. A operação contará ainda com garantias financeiras prestadas pela OVL.

A Área 1 do Rovuma cobre uma extensão de aproximadamente 2,6 milhões de acres e abriga reservas de gás estimadas em 75 biliões de pés cúbicos. A importância do projecto para a Índia reside tanto na abundância de recursos como na proximidade geográfica, que facilita a exportação de LNG para abastecer o mercado indiano.

A estrutura accionista do projecto reflecte uma presença significativa da Índia, que controla 30% do consórcio através das seguintes participações:

  • ONGC Videsh – 10% directos + 6% indirectos via BREML
  • BPRL Ventures Mozambique BV (subsidiária da Bharat Petro Resources Ltd – BPCL) – 10%
  • Oil India Limited (OIL) – 4%

O projecto é liderado pela TotalEnergies, que detém 26,5% da participação, enquanto outros accionistas incluem a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH, 15%), a Mitsui E&P Mozambique Area 1 Ltd. (20%) e a PTTEP Mozambique Area 1 Ltd. (8,5%), ligada à estatal tailandesa de energia.

Com este novo financiamento, o projecto da Área 1 avança para a sua retoma, reafirmando Moçambique como um actor estratégico no sector energético global.

India reinforces gas investment in Mozambique with 180 million dollars

Índia reforça investimento no gás em Moçambique com 180 milhões de dólares A estatal indiana ONGC Videsh Ltd (OVL) aprovou um novo investimento de 180 milhões de dólares no projecto de gás natural liquefeito (LNG) em Moçambique, sinalizando a retomada das operações na Área Offshore 1 da bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado. O financiamento reforça o compromisso da Índia com a exploração energética no país, após a suspensão das actividades em Abril de 2021 devido a ataques insurgentes. Segundo fontes da empresa, há expectativas de que a revogação do regime de força maior ocorra em breve, permitindo a retoma das operações. O montante agora aprovado será canalizado para a Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (BREML), subsidiária da OVL, onde a estatal indiana detém 60% de participação, enquanto os restantes 40% pertencem à Oil India Limited (OIL). Fora do investimento directo, a OVL também aprovou um empréstimo sénior de 379,3 milhões de dólares, a ser concedido pela subsidiária OVL Overseas IFSC Ltd (OOIL) à Moz LNG1 Financing Company Ltd (MozLNG1), entidade que apoia o financiamento do consórcio do projecto. A operação contará ainda com garantias financeiras prestadas pela OVL. A Área 1 do Rovuma cobre uma extensão de aproximadamente 2,6 milhões de acres e abriga reservas de gás estimadas em 75 biliões de pés cúbicos. A importância do projecto para a Índia reside tanto na abundância de recursos como na proximidade geográfica, que facilita a exportação de LNG para abastecer o mercado indiano. A estrutura accionista do projecto reflecte uma presença significativa da Índia, que controla 30% do consórcio através das seguintes participações: ONGC Videsh – 10% directos + 6% indirectos via BREML BPRL Ventures Mozambique BV (subsidiária da Bharat Petro Resources Ltd – BPCL) – 10% Oil India Limited (OIL) – 4% O projecto é liderado pela TotalEnergies, que detém 26,5% da participação, enquanto outros accionistas incluem a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH, 15%), a Mitsui E&P Mozambique Area 1 Ltd. (20%) e a PTTEP Mozambique Area 1 Ltd. (8,5%), ligada à estatal tailandesa de energia. Com este novo financiamento, o projecto da Área 1 avança para a sua retoma, reafirmando Moçambique como um actor estratégico no sector energético global.

India boosts gas investment in Mozambique with 180 million dollars

India’s state-owned ONGC Videsh Ltd (OVL) has approved a new investment of 180 million dollars in the liquefied natural gas (LNG) project in Mozambique, signaling the resumption of operations in Offshore Area 1 of the Rovuma basin, in Cabo Delgado province. The funding reinforces India’s commitment to energy exploration in the country, following the suspension of activities in April 2021 due to insurgent attacks.

According to company sources, the revocation of the force majeure regime is expected to take place soon, allowing operations to resume. The amount now approved will be channeled to Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (BREML), a subsidiary of OVL, in which the Indian state-owned company holds a 60% stake, while the remaining 40% belongs to Oil India Limited (OIL).

Outside of direct investment, OVL also approved a senior loan of 379.3 million dollars, to be granted by the subsidiary OVL Overseas IFSC Ltd (OOIL) to Moz LNG1 Financing Company Ltd (MozLNG1), the entity supporting the financing of the project consortium. The operation will also include financial guarantees provided by OVL.

Rovuma Area 1 covers an area of approximately 2.6 million acres and is home to gas reserves estimated at 75 billion cubic feet. The importance of the project for India lies both in the abundance of resources and the geographical proximity, which facilitates the export of LNG to supply the Indian market.

The shareholder structure of the project reflects a significant presence of India, which controls 30% of the consortium through the following stakes:

ONGC Videsh – 10% direct + 6% indirect via BREML

BPRL Ventures Mozambique BV (subsidiary of Bharat Petro Resources Ltd – BPCL) – 10%

Oil India Limited (OIL) – 4%

The project is led by TotalEnergies, which holds 26.5% of the stake, while other shareholders include Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH, 15%), Mitsui E&P Mozambique Area 1 Ltd (20%) and PTTEP Mozambique Area 1 Ltd (8.5%), linked to the Thai state-owned energy company.

With this new funding, the Area 1 project is moving towards its resumption, reaffirming Mozambique as a strategic player in the global energy sector.

Governo acelera electrificação e alcança 60% de cobertura nacional

Governo acelera electrificação e alcança 60% de cobertura Nacional

A Electricidade de Moçambique (EDM) investiu cerca de 3,1 milhões de dólares (equivalentes a 200 milhões de meticais) para levar energia eléctrica a comunidades remotas das províncias da Zambézia e Nampula. O projecto beneficiou os postos administrativos de Calipo e Regone, situados nos distritos de Mogovolas e Namarroi, e faz parte do programa “Energia para Todos”, uma iniciativa desenvolvida em parceria com o Fundo de Energia (FUNAE) com o objectivo de garantir acesso universal à electricidade até 2030.

Nos primeiros três meses de 2025, a EDM ultrapassou as suas metas, concretizando 90 mil novas ligações contra as 45 mil inicialmente previstas. O avanço reforça o compromisso do Governo em expandir a rede eléctrica e melhorar a qualidade de vida das populações.

Desde 2020, já foram electrificados 73 postos administrativos, sendo que 56 passaram a integrar a rede eléctrica nacional e os restantes 17 contam com sistemas baseados em fontes renováveis.

Os dados mais recentes do Ministério das Finanças revelam que, ao longo de 2024, mais de 560 mil novas ligações domiciliárias foram realizadas, elevando a cobertura de acesso à energia para 60% da população, um crescimento significativo em relação aos 53,4% registados no ano anterior.

A expansão da rede eléctrica tem sido acompanhada por investimentos na infraestrutura de transporte de energia. Como parte dessa estratégia, foram construídos os primeiros 40 quilómetros da linha de alta tensão de 400 quilovolts (kV), um projecto essencial para conectar o país de Norte a Sul, abrangendo os troços Temane, Maputo, Chimuara e Alto Molócue.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) também destacou o crescimento da produção de energia no país, que aumentou 5,3% nos últimos cinco anos, passando de 18,7 mil Gigawatts-hora (GWh) em 2019 para 19,7 mil GWh em 2023. A produção de energia renovável desempenhou um papel fundamental nesse avanço, com destaque para as centrais hidroeléctricas, que representaram 82,7% da electricidade gerada no ano passado.

Os investimentos no sector eléctrico continuam a ser uma prioridade, com o objectivo de reforçar a rede de distribuição e garantir um fornecimento estável e eficiente para um número crescente de consumidores em todo o país.