Sunday, May 31, 2026
spot_img
Home Blog Page 66

Crise de combustíveis: uma bomba relógio sobre Maputo

A crise na importação e distribuição de produtos petrolíferos, principalmente gasolina e gasóleo, tem vindo a ganhar contornos alarmantes nas últimas semanas. Como consequência, verifica-se a escassez de combustíveis, principalmente nas cidades de Maputo e Matola, sul de Moçambique.

Em causa está a dificuldade que as gasolineiras têm de emitir garantias bancárias para importação de combustíveis, porque o sistema financeiro não tem moeda externa (principalmente o dólar) para o efeito.

Dados revelam que há nos terminais oceânicos cerca de 100 mil toneladas métricas de combustível em financial hold. Isto é, estão retidas por falta de emissão de garantias bancárias. A quantidade é avaliada em 70 ou 80 milhões de USD. A falta de divisas não é um problema novo em Moçambique e as consequências para o sector de combustíveis também não são de agora.

Na última semana, a escassez de combustíveis ganhou contornos preocupantes para os automobilistas e para a economia no geral. Em alguns postos de abastecimento não havia principalmente gasolina para a maioria de carros ligeiros. Noutros casos, raros, não havia gasóleo para veículos pesados, indústria e transporte semi-colectivo de passageiros. Há casos, ainda, em que nenhum destes combustíveis era vendido, o que originava longas filas nos postos de abastecimento com os produtos.

Constata-se essas realidades em diferentes postos instalados nas cidades de Maputo e Matola. Fez uma ronda por 16 postos de abastecimento. Na Cidade de Maputo, visitámos seis postos, dos quais dois (da Engen e Puma) localizados nos arredores do mercado grossista do Zimpeto.

Desses postos, o da Puma não tinha combustível. Aliás, tal situação verificava-se há mais de seis meses. O da Engen só tinha gasolina, mas não dispunha de gasóleo há uma semana. Entretanto, na última sexta-feira (11), o posto recebeu o gasóleo.

Visitámos igualmente o posto de abastecimento de Nkomazi, localizado no bairro Jardim ao longo da Estrada Nacional Número 1 (EN1). No dia da visita, quinta-feira (10), o posto dispunha tanto de gasóleo como de gasolina, de tal modo que nas primeiras horas era caracterizado por longas filas de diversos veículos para abastecer.

Na cidade de Maputo, estivemos em três postos de abastecimento, dois da Total, na Avenida 25 de Setembro, próximo ao Hotel VIP e o outro na Avenida 24 de Julho, próximo à Escola Francisco Manyanga. O terceiro, na mesma Avenida, pertence à PETROMOC. Com excepção do posto da Avenida 25 de Setembro (que não tinha nenhum combustível), os restantes só tinham gasóleo e não gasolina. Frustrando o grosso dos automobilistas ligeiros.

Na cidade da Matola, cerca de 10 postos, quatro ao longo da Avenida da União Africana (vulgo estrada velha). Desses, dois são da TotalEnergies, um da Galp e o outro da Engen. Ao que constatámos, quatro desses postos tinham combustível, na tarde de quinta-feira, mas nas primeiras horas o da Galp não tinha gasolina. Entretanto, um posto da Total (Mariliza) não tinha, aliás, há vários meses que está encerrado. Ao longo da EN4, a equipa visitou dois postos da Total, um dos quais mais próximo da portagem. Por causa da escassez, este posto limitava o fornecimento de gasolina até dois mil Meticais.

Ainda na Cidade da Matola, percorremos os bairros Fomento e Cinema 700. No entroncamento entre a EN4 e a Avenida da Namaacha, no Fomento, o posto da Galp estava a fornecer tanto o gasóleo como a gasolina, mas nas primeiras horas não tinha gasolina.

Ao longo da Avenida 05 de Fevereiro (vulgo Avenida), no bairro Cinema 700, a equipa visitou um posto da Rabit Energy, que na altura da visita (tarde de quinta-feira) estava a abastecer gasolina. Na EN4, o posto de abastecimento da PETROMOC e SASOL, próximo ao Shoprite, não estava a fornecer combustíveis.

Outro posto visitado, ainda na Matola, localiza-se no bairro Intaka I, próximo à Primeira Rotunda ao longo da Estrada Circular de Maputo. Até sexta-feira, o posto não fornecia gasolina há uma semana, mas naquele dia esperava receber o produto.

No cômputo geral, dos 16 postos, cinco não tinham combustíveis na hora da visita, seis só vendiam gasóleo, um vendia apenas gasolina e os restantes quatro dispunham de gasóleo e gasolina. Da ronda constatou-se ainda que os postos da Galp tendem a manter o fornecimento apesar da ruptura de stock que não leva um dia.

Entretanto, grande parte dos postos da PETROMOC e Total só têm gasóleo. Curiosamente, os poucos funcionários dos postos que aceitaram falar, mas em anonimato, disseram não saber por que havia escassez de combustíveis. Para obter tal informação remetiam sempre aos seus superiores.

As divisas, mais divisas e divisas!

Por que afinal há aparente escassez de combustíveis? Contactado, o Director Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, Moisés Paulino; o Director-geral da Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO), João Macanja; e o Secretário da Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL), Ricardo Cumbe. Debalde! Nenhum deles atendeu às nossas chamadas e mensagens. Por seu turno, o CEO da Galp Moçambique, Paulo Varela, acessível via telefone, explicou que a crise se deve à escassez de divisas no mercado financeiro nacional.

Apesar de garantir o fornecimento com alguma regularidade em todos os postos, Varela revela que a Galp também se ressente dos efeitos da crise. Frisou que o problema é de todos, apesar de a empresa que gere conseguir controlar a situação. Varela negou que a estabilidade da Galp seja pelo facto de obter garantias bancárias internacionais. “Não. Isso não constitui verdade. Nós também recorremos aos bancos nacionais”, disse o CEO da Galp Moçambique.

Quanto à falta de gasolina e maior disponibilidade de gasóleo, Varela explicou que tal se deve ao facto de as gasolineiras importarem mais gasóleo, por ser um produto de maior consumo em relação à gasolina.

Combustível para esta crise, em Junho de 2023, o Banco central suspendeu a comparticipação nas facturas de importação de combustíveis, sob a excusa de economizar divisas. Medida que deixou aflitas as empresas que dependem do combustível importado. A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) chegou a sugerir que o regulador do sistema financeiro reavaliasse essa decisão e considerasse a comparticipação, pelo menos em parte, nas facturas de combustíveis e outros produtos críticos. Inglória!

Quem também não sabe como e quando a crise será ultrapassada é o Governo. O porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, reconheceu na última sexta-feira que o problema resulta da falta de divisas no sistema financeiro e falhas na logística dos combustíveis, nomeadamente, dos terminais oceânicos aos postos de abastecimento.

Eximindo o Governo de poder colocar a mão para solucionar o problema, Impissa escudou-se nas leis de mercado, aberto, por se tratar de um negócio entre particulares, em que Executivo não tem espaço para tomar medidas. Para o porta-voz do Governo, os bancos e as gasolineiras é que devem encontrar soluções para pôr fim à crise na importação e distribuição de combustíveis.

Automobilistas alarmados

Sem soluções à vista para a crise, diversos automobilistas dizem-se preocupados com a falta de combustíveis. O destaque vai para privados e operadores de transporte semi-colectivo. Na Matola, arredores da Primeira Rotunda, ao longo da Estrada Circular de Maputo, no bairro Intaka II, interpelámos um jovem automobilista.

Na cada vez mais habitual postura de cidadania resguardada, sob o anonimato, disse que tem acompanhado com elevada preocupação as notícias sobre a escassez de combustíveis em Maputo e Matola. “No princípio desta semana, saí daqui da Rotunda para a Zona Verde e notei que não havia combustível nas poucas bombas existentes nesse troço. Por essa razão, procurei encher o tanque do carro. Para evitar que o carro pare por falta de combustível, abasteço sempre que consigo uns 200 ou 300 Meticais”, disse a fonte.

Caso a crise continue por mais tempo, o nosso entrevistado disse esperar que a maior procura pelo combustível resulte no incremento do preço dos próprios produtos petrolíferos e de mais mercadorias de primeira necessidade. O que vai agravar ainda mais o custo de vida no país.

Além do jovem em anonimato, a nossa equipa interpelou Jorge Chirindza, no Zimpeto, operador de transporte semi-colectivo. Chirindza opera na rota Zimpeto – Cidade da Matola. Ele também disse que teve dificuldades para abastecer, na última semana, porque nos postos por onde passava não havia gasóleo. Segundo o transportador, se esta situação preval__ecer “o impacto será muito negativo e tal pode causar o aumento da tarifa de transporte”.

Resposta à crise económica: Governo aponta resultados e projecções para os desafios do poder de compra e crescimento económico

  • Salim Valá destaca acções nos primeiros 100 dias de governação, estratégias para dinamizar sectores produtivos e medidas para conter a erosão do poder de compra

No decurso da sessão plenária de informação do Governo à Assembleia da República, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, detalhou os progressos alcançados nos primeiros 100 dias do novo ciclo governativo, sublinhou os desafios económicos e apresentou medidas em curso para conter a degradação do poder de compra da população, impulsionar a produção e promover o desenvolvimento endógeno.

Primeiros 100 dias: metas, resultados e monitoria apertada

No início da intervenção, o Ministro recordou a aprovação, em Fevereiro, do Plano dos Primeiros 100 Dias de Governação 2025–2029, composto por 77 acções monitoradas por 96 indicadores. Entre os avanços destacados estão:

  • Pagamento do 13.º salário e horas extras nos sectores da Educação e Saúde;
  • Criação do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), com enfoque no empreendedorismo jovem;
  • Alocação de USD 8,5 milhões a 26 PME em seis províncias;
  • Expansão da irrigação em 1.815 hectares e instalação de sete estações agrometeorológicas;
  • Distribuição de 11 milhões de livros escolares e apoio a 11.746 escolas;
  • Reintegração de 832 ex-reclusos e apoio a jovens vulneráveis com 360 cartas de condução;
  • Instalação de Internet em 200 escolas e promoção da mobilidade urbana.

Segundo o Ministro, estas acções foram executadas num contexto de forte contenção orçamental, com base em fontes diversificadas de financiamento, e sujeitas a um plano de monitoria quinzenal que assegura a execução rigorosa do programa.

Desaceleração do crescimento e cenário conservador para 2025

O discurso abordou também o desempenho da economia. Segundo Salim Valá, embora os anos de 2022 e 2023 tenham registado um crescimento robusto (4,4% e 5,4%, respectivamente), impulsionado pelo gás natural liquefeito (GNL), o ano de 2024 registou uma quebra acentuada, com o crescimento fixado em 1,85%, muito aquém da meta de 5,5%. Entre os factores apontados:

  • Conflitos geoestratégicos;
  • Choques climáticos como El Niño e a tempestade tropical Filipo;
  • Manifestações pós-eleitorais;
  • Queda nas exportações de rubis.

Para 2025, o Governo estima um crescimento de 2,9%, num cenário moderadamente conservador. A inflação deverá manter-se entre 4,5% e 5,5% no horizonte até 2027, sustentada por políticas monetárias prudentes e isenções fiscais sobre bens essenciais.

Medidas contra a degradação do poder de compra

Para enfrentar o impacto da inflação sobre o consumo das famílias, o Governo reforçou medidas de estabilização económica, incluindo:

  • Redução da taxa de juro de política monetária e intervenções no mercado cambial;
  • Isenção do IVA sobre produtos essenciais como milho, arroz, pão, leite para lactentes, tomate, batata, cebola, carapau, gás de cozinha e petróleo de iluminação;
  • Avaliação dos programas de protecção social com cobertura a 1,2 milhões de pessoas.

Está ainda em discussão a revogação da isenção do IVA para o óleo, açúcar e sabão, proposta que visa reforçar a receita fiscal, sem negligenciar o apoio às camadas mais vulneráveis.

Transformação estrutural e crescimento inclusivo

Salim Valá reiterou que a solução de médio e longo prazo passa por elevar a produção e a produtividade, especialmente nos sectores com maior capacidade de absorção de mão-de-obra:

  • Agricultura, pecuária e pescas;
  • Indústria transformadora;
  • Turismo, logística e transportes;
  • Recursos minerais e energia.

O Governo propõe-se potenciar os pequenos produtores com acesso a insumos, tecnologia e mercados, e promover o processamento local de matérias-primas, através de incubadoras, parques industriais e tecnológicos. Paralelamente, continuará a investir em infra-estruturas integradas e resilientes, com prioridade para saúde, educação e logística de apoio à produção.

Estabilidade política e desenvolvimento económico como pilares

A terminar, o Ministro sublinhou a importância da paz, estabilidade macroeconómica e coesão institucional como pré-condições para a transformação do país. A estratégia de governação assenta num processo faseado, com enfoque nos dois primeiros anos na estabilização e preparação de condições para a retoma da economia e melhoria da prestação dos serviços públicos.

“Queremos simultaneamente dinamizar a economia muito dominada pelas Micro – PME’s, elevar o rendimento das famílias e fortalecer o capital humano e as instituições”, afirmou.

Coral Norte: Itália elogia decisão de Moçambique e prevê novos investimentos

O Embaixador da Itália em Moçambique, Gabriele Annis, congratulou, hoje, em Maputo, a decisão do Governo moçambicano que autoriza à Rovuma Venture, liderada pela petrolífera italiana Eni, a explorar gás natural, através do projecto Coral Norte FNLG, na Área 4 da Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado.

Segundo Annis, o projecto offshore Coral Norte, duplica o investimento do Coral Sul, na ordem de sete mil milhões de euros. E, por replicar a experiência que se obteve no Coral Sul, “a construção da plataforma flutuante vai se mais rápida”.

“O Governo italiano e a Eni receberam com satisfação essa aprovação que firma a nossa presença no país. É um sinal de que ambas partes terão benefícios financeiros ainda maiores com o projecto, nos próximos anos” disse.

Mas também, para o diplomata, a decisão do Executivo é um indicativo do maior interesse em criar um ambiente de negócios favorável para a entrada de novos investimentos estrangeiros no país.

A propósito, referiu que nos países onde existem investimentos italianos se assiste a um crescimento de empresas em torno dos projectos.

Gabriele Annis falava à jornalistas no Porto de Maputo por ocasião da passagem pelo país da fragata Luigi Rizzo, a assinatura de acordo de cooperação, ontem, entre a Marinha Militar Italiana e as Forças Armadas e de Defesa de Moçambique.

Mega Distribuição de Moçambique S.A. estabelece parceria estratégica com a Galp Moçambique

A Mega Distribuição de Moçambique S.A. anunciou uma parceria estratégica com a Galp Moçambique, tornando-se um dos distribuidores preferenciais de produtos alimentares para mais de 80 lojas situadas nos postos de abastecimento da Galp em todo o país.

Esta colaboração visa fortalecer a presença da Mega Distribuição no mercado moçambicano, especialmente no segmento de conveniência, ampliando a sua cobertura e eficiência na distribuição de produtos alimentares.

A Mega Distribuição expressou gratidão à Galp pela confiança depositada, afirmando estar comprometida em apoiar as lojas na melhoria do serviço aos clientes. Esta parceria representa uma mais-valia para as marcas e parceiros representados pela Mega em Moçambique, incluindo nomes de renome como Delta, Gorila, Nestlé, Gullón e Haribo.

Com esta aliança, a Mega Distribuição de Moçambique S.A. reforça o seu papel como distribuidor líder de marcas prestigiadas, consolidando a sua posição no mercado e contribuindo para o desenvolvimento do sector de distribuição alimentar no país.

Rand atinge mínimo histórico face ao dólar: tarifas e incerteza política minam confiança dos investidores

O rand sul-africano atingiu o seu valor mais baixo de sempre em relação ao dólar norte-americano, pressionado pela escalada da guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos e pela crescente instabilidade política interna. A moeda sul-africana chegou a ser negociada a 19,9325 rands por dólar, ultrapassando o anterior recorde negativo de Junho de 2023, que era de 19,9075.

Apesar de ter recuperado ligeiramente para 19,81 até ao fecho das bolsas europeias (1533 GMT), a moeda mantinha uma desvalorização diária de 0,2% e acumulava uma perda superior a 3% desde o início da semana.

“Os últimos dias de negociação foram extremamente voláteis, e não há sinais de que esta instabilidade vá terminar tão cedo”, afirmou Danny Greeff, co-director para África da ETM Analytics.

Tarifas globais agravam o sentimento negativo nos mercados

O anúncio de novas tarifas retaliatórias por parte da China e da União Europeia sobre produtos dos EUA aprofundou o clima de incerteza nos mercados internacionais. A acção faz parte da escalada de medidas proteccionistas impulsionadas pela Administração Trump, que já havia imposto tarifas sobre dezenas de parceiros comerciais, desencadeando reacções em cadeia.

Estas tensões comerciais globais afectam economias emergentes como a sul-africana, pela sua elevada exposição a fluxos de investimento estrangeiro e à procura internacional por commodities.

Risco político interno aprofunda desvalorização

Além da pressão externa, o rand foi fortemente penalizado pelas dúvidas sobre a estabilidade do Governo de Unidade Nacional (GNU). As duas principais forças da coligação — o ANC (Congresso Nacional Africano) e a DA (Aliança Democrática) — estão em desacordo sobre o orçamento, com a DA a votar contra a proposta em parlamento e a apresentar um recurso judicial para travar a sua implementação.

Apesar de ambas as formações afirmarem que não romperam formalmente com o acordo de coligação, os investidores temem uma cisão que comprometeria a continuidade de uma agenda económica orientada para o mercado.

“Os investidores começaram a considerar seriamente a hipótese de dissolução do actual GNU”, afirmou Nicky Weimar, economista-chefe do Nedbank.

O cenário político incerto afasta capital de risco, aumenta os custos de financiamento e reduz as expectativas de reformas estruturais que vinham sendo negociadas no âmbito do governo de coligação.

Mercados financeiros reagem com perdas generalizadas

A pressão não se fez sentir apenas na taxa de câmbio. O índice de referência da Bolsa de Joanesburgo, o Top-40 (JTOPI), encerrou a sessão com uma queda de 2%, enquanto o preço dos títulos da dívida pública com vencimento em 2030 caiu, fazendo com que o rendimento (yield) subisse 10,5 pontos base, atingindo 9,305%.

Estes movimentos indicam vendas massivas de activos sul-africanos e uma fuga de capitais para mercados considerados mais seguros, como os EUA e a Zona Euro, apesar das suas próprias tensões comerciais.

Tempestade perfeita para o rand

O rand sul-africano está no epicentro de uma tempestade financeira provocada por factores simultâneos: uma guerra comercial global, incerteza na coligação governamental e fragilidades macroeconómicas persistentes. A médio prazo, analistas consideram que a estabilização da moeda dependerá da redução das tensões comerciais entre grandes economias, de garantias institucionais claras sobre a continuidade do GNU, e da retoma do fluxo de capitais e da confiança no compromisso com reformas económicas.

Até lá, o rand continuará sob pressão — e com ele, toda a economia sul-africana.

Moçambique será taxado em 16% nos produtos importados dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na Quarta-feira (2) a lista de países que serão cobrados com tarifas recíprocas e o percentual sobre os produtos importados.

O republicano mostrou que a Casa Branca optou por tarifar em metade do valor os países que cobram de itens produzidos nos Estados Unidos. No caso de nações como Moçambique e Malawi, que taxam em 31% e 34% os produtos americanos, a taxa será 17 e 16% respectivamente, como uma cobrança mínima.

O valor das tarifas a cobrar será cerca de metade do que os EUA consideram ser a soma das taxas e impostos cobrados aos seus produtos. No caso da União Europeia, onde a Administração afirma que os produtos norte-americanos são penalizados em 39%, a taxa aduaneira a implementar será de 20% sobre todos os produtos europeus. Ainda na Europa, as importações suíças serão taxadas a 31% e as do Liechtenstein a 37%.

As importações das maiores economias asiáticas serão particularmente penalizadas pelas tarifas recíprocas: 49% para o Camboja, 46% para o Vietname, 36% para a Tailândia, 34% para a China, 32% para Taiwan, 26% para a Índia, 25% para a Coreia do Sul e 24% para o Japão, anunciou Trump. Em relação à China, é ainda eliminada a isenção de taxa que vigorava em relação a produtos de baixo valor, o que penaliza plataformas de comércio online como a Temu.

Outros países são relativamente poupados. As importações do Reino Unido, Ucrânia, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Egipto, Marrocos, Cabo Verde ou São Tomé e Príncipe, por exemplo, serão taxadas pelos EUA a 10%, um valor mínimo que será aplicado a todas as economias.

No outro pólo, as importações do Lesoto e do pequeno arquipélago francês de Saint Pierre e Miquelon, ao largo do Canadá, serão taxadas a 50%.

O México e o Canadá, ficam, para já, de fora da lista dos países visados por estas novas tarifas, que têm dois tempos para serem aplicadas, apurou a Reuters: a tarifa “base” de 10% entra em vigor a partir de sábado (5 de Abril) e as restantes, acima desta percentagem, começam a ser aplicadas a partir de 9 de Abril. À agência, fonte da Casa Branca, não identificada, adiantou que serão visados 60 países no total.

Outros países são relativamente poupados. As importações do Reino Unido, Ucrânia, Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Austrália, Nova Zelândia, Singapura, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Egipto, Marrocos, Cabo Verde ou São Tomé e Príncipe, por exemplo, serão taxadas pelos EUA a 10%, um valor mínimo que será aplicado a todas as economias.

No outro pólo, as importações do Lesoto e do pequeno arquipélago francês de Saint Pierre e Miquelon, ao largo do Canadá, serão taxadas a 50%.

O México e o Canadá, ficam, para já, de fora da lista dos países visados por estas novas tarifas, que têm dois tempos para serem aplicadas, apurou a Reuters: a tarifa “base” de 10% entra em vigor a partir de sábado (5 de Abril) e as restantes, acima desta percentagem, começam a ser aplicadas a partir de 9 de Abril. À agência, fonte da Casa Branca, não identificada, adiantou que serão visados 60 países no total.

Taxas sobre automóveis a partir da meia-noite

“Estamos finalmente a pôr a América em primeiro lugar”, afirmou Trump, qualificando o anúncio desta quarta-feira a uma “declaração de independência económica” e lançando-se num longo discurso contra os principais parceiros comerciais dos EUA, e alegando que as barreiras comerciais vão gerar “seis biliões [trillions] de dólares em investimento” no país. “O dia 2 de Abril será para sempre recordado como o dia em que a indústria americana renasceu, em que o destino da América foi resgatado e que começamos a tornar a América rica outra vez”, declarou Trump num evento nos jardins da Casa Branca, em Washington, perante membros do seu Governo, da imprensa, e de sindicatos do sector industrial.

O cenário optimista traçado pelo Presidente republicano é contudo contestado pela generalidade dos economistas e pela própria Reserva Federal norte-americana, que tem alertado para o potencial impacto inflacionário da política comercial agora anunciada.

Trump confirmou também que a tarifa global de 25% sobre as importações automóveis anunciada na semana passada entra em vigor esta quinta-feira, às 00h da Costa Leste norte-americana (05h em Portugal continental), enquanto a taxa sobre os respectivos componentes será aplicada a partir de 3 de Maio.

Antecipando a reacção dos parceiros comerciais, o Presidente norte-americano desafiou-os a produzir nos Estados Unidos e a remover barreiras comerciais. “Acabem com as vossas taxas, removam as vossas barreiras, não manipulem as vossas moedas e comecem a comprar produtos norte-americanos”, disse Trump.

Von der Leyen reage na Quinta-feira

As reacções internacionais ao anúncio, feito já depois das 21h em Portugal continental, são ainda escassas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que se encontra numa cimeira no Usbequistão, remeteu para a manhã desta quinta-feira a resposta do executivo comunitário. Iniciar-se-á também um período de consultas com os chefes de Estado e de governo dos 27 para avaliar a resposta europeia.

Do outro lado do globo, na Austrália, o primeiro-ministro Anthony Albanese considerou que as medidas anunciadas por Washington “não têm base lógica” e que “não são um acto de um amigo”. O governante trabalhista acrescentou que o seu país não irá “juntar-se a uma corrida em direcção ao fundo que levará a preços mais elevados e crescimento mais lento”, sugerindo que Camberra não deverá anunciar medidas retaliatórias.

Na América do Norte, a Presidente do México, Claudia Sheinbaum, também marcou para amanhã o anúncio de eventuais medidas retaliatórias, afastando, contudo, qualquer estratégia de “olho por olho” e prometendo um plano para “fortalecer a economia sob qualquer circunstância”. Ao contrário do Canadá, o México tem conseguido evitar uma escalada verbal com a Administração Trump e manteve canais de contacto abertos com a Casa Branca.

No Canadá, cuja indústria automóvel está fortemente interligada com a norte-americana, o primeiro-ministro da província de Ontário acusou o Governo dos EUA de não compreender o funcionamento das cadeias logísticas. “Isto é a coisa mais ridícula que eu alguma vez vi”, declarou Doug Ford à estação de televisão norte-americana CNBC.

O anúncio foi feito após o encerramento dos mercados bolsistas norte-americanos. Ao final da noite de quarta-feira, os índices futuros apontavam para uma abertura em forte queda da generalidade das praças internacionais na manhã seguinte.

30% de tarifa sobre produtos sul-africanos

Trump afirmou que, face aos 60% de tarifas que a África do Sul impõe sobre produtos norte-americanos, os Estados Unidos aplicariam uma tarifa recíproca de 30% sobre os bens sul-africanos importados pelos EUA. Estes produtos incluem têxteis e bens agrícolas, como frutas cítricas. Repetiu a sua alegação de que “coisas más estão a acontecer na África do Sul”.

“Estamos a pagar-lhes milhares de milhões de dólares, e já cortámos esse financiamento porque muitas coisas más estão a acontecer na África do Sul”, declarou.

O economista Miyelani Mkhabela afirmou que as tarifas de 30% estão directamente ligadas ao desentendimento diplomático entre a administração Trump e a África do Sul.

“Os Estados Unidos tornaram-se imprevisíveis, pouco fiáveis e estão a oprimir o continente africano”, disse Mkhabela.

O ministro sul-africano do Comércio e Indústria, Parks Tau, afirmou que a África do Sul procurará agendar uma reunião com responsáveis norte-americanos para discutir os últimos desenvolvimentos. (FONTE: CNN/ DE/IMN)

Actividade empresarial recuou “ligeiramente” em Março, mas mantém-se em terreno positivo

A actividade empresarial no País registou um ligeiro recuo no mês de Março, tendo descido de 50,9 pontos alcançados no mês anterior para 50,2.

Os dados constam no relatório do índice PMI (Purchasing Managers’ Index) divulgado esta terça-feira (08), pelo Standard Bank Moçambique, destacando que apesar deste recuo, a actividade manteve-se em terreno positivo, reflectindo uma recuperação gradual após a instabilidade pós-eleitoral.

“Apesar da desaceleração, as condições operacionais em Moçambique continuaram a melhorar pelo segundo mês consecutivo, impulsionadas pelo aumento nas vendas que fomentaram uma subida adicional na actividade empresarial”, lê-se no documento a que o MZNews teve acesso.

Adicionalmente, o relatório aponta que as empresas aumentaram a sua actividade de aquisição de insumos e ampliaram os seus stocks de meios de produção, indicando “um esforço contínuo para garantir a continuidade e a expansão dos seus negócios”.

Em termos de desempenho sectorial, o relatório indicou que os sectores de serviços, comércio por grosso e a retalho, assim como a agricultura, cresceram, enquanto a construção e o sector secundário registaram um declínio. A recuperação foi apoiada por um aumento na carteira de encomendas, o que permitiu às empresas expandir as suas actividades pelo segundo mês consecutivo.

Comentando os resultados, o economista-chefe do Standard Bank Moçambique, Fáusio Mussá, considera que apesar dos registos positivos no índice PMI, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do País deverá ter permanecido em território negativo no primeiro trimestre de 2025. Ainda assim, o economista reforça a previsão de “uma recuperação lenta a partir do segundo trimestre de 2025”, com um crescimento moderado após os protestos e distúrbios que se seguiram às eleições de Outubro de 2024.

CTA propõe adiamento do reajuste de salários para Agosto de 2025

Falando na I Sessão Plenária Ordinária da Comissão Consultiva do Trabalho (CCT), o presidente da CTA, Agostinho Vuma, explicou que a proposta de adiamento é justificada pelo contexto económico adverso caracterizado pela queda na actividade económica.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) propôs à Comissão Consultiva do Trabalho que congrega o Governo, empregadores e Sindicato dos Trabalhadores, o adiamento das negociação do reajuste dos salários mínimos nacionais para Agosto de 2025 e a implementação de medidas de apoio ao sector privado, como linhas de crédito, isenções fiscais temporárias e reforço da segurança, face à conjuntura actual, causada pela crise pós-eleitoral.

Falando na I Sessão Plenária Ordinária da Comissão Consultiva do Trabalho (CCT), o presidente da CTA, Agostinho Vuma, explicou que a proposta de adiamento é justificada pelo contexto económico adverso caracterizado pela queda na actividade económica.

“Em 2024, contra as expectativas, o crescimento desacelerou para 1,85%, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística divulgados em Fevereiro de 2025”, lê-se no documento a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso.

Neste contexto, o presidente da CTA sublinhou que as negociações do reajuste dos salários mínimos nacionais deverão iniciar quando as condições assim permitiram, porquanto, na situação actual, o reajuste teria um impacto negativo sobre as empresas.

Entre os impactos imediatos, destacou o aumento médio de 4% nos custos das empresas, especialmente nos sectores de mão-de-obra intensiva, possíveis demissões, crescimento da informalidade e pressão inflacionária, e redução da arrecadação fiscal e perda de direitos dos trabalhadores.

Ainda sobre os salários mínimos, a CTA defende que a revisão dos mecanismos de negociações devia ser apreciada com urgência ainda este ano.

“Esta solicitação é decorrente das constatações feitas pelo sector privado, na qual considera que a fórmula, ora proposta há mais de 30 anos, já se encontrar desajusta ao contexto actual”, disse.

Urgência na apreciação e aprovação da Proposta de Lei de Segurança Privada

 Entre as actividades previstas para o presente ano, a CTA submeteu, ao nível da Comissão Consultiva do Trabalho, três temas para a sua apreciação, designadamente: Ponto de Situação da Revisão do Estatuto Orgânico do INSS; Ponto de Situação da Lei que Estabelece o Regime Jurídico de Serviço de Segurança e Protecção Privada de Moçambique; e Ponto de Situação de Revisão de Mecanismo de Negociação dos Salários Mínimos.

Em relação à Proposta de Lei de Segurança Privada, que o sector privado vem advogando há quase 10 anos, o responsável expressou a preocupação do sector empresarial pela demora na apreciação desta matéria, visto que este é um dos sectores de actividades que mais emprega e que, infelizmente, tem sido caracterizado pela precariedade na relação laboral.

Proposta de Lei que cria o Instituto de Supervisão de Seguros e Pensões

O presidente da CTA fez referência, também, à Proposta de Lei que visa criar o Instituto de Supervisão de Seguros e Pensões, que foi objecto de apreciação pela CCT em 2023.

“Sobre esta matéria, os parceiros sociais foram unânimes pela não inclusão das matérias atinentes as pensões sob gestão do INSS, visto que as mesmas são regidas por dispositivos legais próprios, bem como pelos princípios de igualdade e tripartismo, conforme plasmado nas Convecções da Organização Internacional do Trabalho”, ressaltou.

Nesta senda, a CTA defende a manutenção da posição do sector privado referente a esta matéria.

Revisão do Regulamento de Licenciamento e Funcionamento das Agências Privadas de Emprego

 Ainda durante a sessão da CCT, Agostinho Vuma solicitou aos parceiros sociais o acolhimento das propostas emanadas do parecer do sector privado, especialmente os pontos elencados na proposta de revisão do Regulamento de Licenciamento e Funcionamento das Agências Privadas de Emprego, na qual, dentre vários pontos, advoga a extensão de validade do alvará de três para cinco anos, tendo como base os custos elevados da aquisição do mesmo, que giram em torno de 200 salários mínimos.

O presidente da CTA terminou a sua intervenção recomendando o contínuo aprimoramento das relações entre os membros da CCT, e reiterou o compromisso total do sector privado na advocacia contínua para a melhoria das relações laborais.

CCT busca medidas que protejam empregos

 No seu discurso de abertura da I Sessão Plenária da CCT, a ministra do Trabalho, Género e Acção Social, e Presidente da Comissão Consultiva do Trabalho, Ivete Alane, referiu que a CCT precisa reflectir, com urgência, sobre os impacto das manifestações pós-eleitorais, particularmente os actos de vandalismo contra empresas.

“Precisamos de respostas integradas que promovam a retoma económica, protejam empregos e restaurem a confiança no nosso mercado”, sublinhou.

A governante destacou a pertinência das medidas que o Governo tem vindo a implementar orientadas para a recuperação da economia nacional.

Bancos com mais seguidores nas redes sociais em Moçambique

Março/2025

Em Moçambique, o sector bancário começa a dar passos firmes neste território digital, onde a corrida pelo engagement já não se faz apenas nos balcões faz-se também no feed, nos stories, nas partilhas e nos comentários.

Analisamos a presença online de quinze bancos a operar no país, a partir dos números de seguidores acumulados em cada rede social (Facebook, Instagram, LinkedIn, YouTube e Twitter), com dados disponíveis até Março de 2025. O objectivo? Traçar um retrato fiel do panorama digital da banca moçambicana, identificar os líderes, os emergentes e aqueles que ainda estão a afinar a sua estratégia.

  1. Banco Comercial e de Investimentos (BCI)

781.733 seguidores

Com uma estratégia digital bem delineada, o BCI lidera com um total de 781.733 seguidores. Destaca-se especialmente no Facebook, onde reúne 700.000 seguidores, e no LinkedIn, com 66.406 conexões, reflectindo uma abordagem equilibrada entre o público geral e o corporativo.​

  1. Millennium BIM

547.112 seguidores

O Millennium BIM apresenta uma presença robusta nas redes, totalizando 547.112 seguidores. O Facebook é a sua plataforma mais forte, com 438.000 seguidores, seguido pelo LinkedIn, onde conta com 69.062 conexões. A sua atuação consistente nas principais plataformas reforça a sua posição no mercado.​

  1. Moza Banco

321.739 seguidores

Com um total de 321.739 seguidores, o Moza Banco evidencia uma forte presença no Facebook, com 266.000 seguidores, e no LinkedIn, com 38.279 conexões. Esta combinação sugere uma estratégia focada tanto no público em geral quanto no segmento profissional.​

  1. ABSA Moçambique

255.609 seguidores

O ABSA destaca-se no LinkedIn, com 75.420 conexões, e no Facebook, onde possui 166.000 seguidores, totalizando 255.609 seguidores nas diversas plataformas. A sua ausência no Instagram limita o alcance junto a públicos mais jovens, mas a forte presença nas outras redes compensa essa lacuna.​

  1. Standard Bank Moçambique

  1. United Bank for Africa (UBA Moçambique)

180.397 seguidores

O UBA apresenta números expressivos, especialmente no Facebook, com 115.000 seguidores, e no LinkedIn, com 38.778 conexões, somando um total de 180.397 seguidores. No entanto, é importante considerar que parte destes números pode reflectir uma audiência global, dada a presença internacional do banco.​

  1. First National Bank (FNB Moçambique)

180.397 seguidores

Com 94.961 seguidores no total, o FNB mostra uma presença sólida no LinkedIn, com 55.218 conexões, e no Facebook, com 25.000 seguidores. A sua estratégia parece focar-se no público corporativo, sem descurar a comunicação com o público em geral.​

  1. Access Bank Moçambique

75.983 seguidores

O Access Bank acumula 75.983 seguidores, com destaque para o LinkedIn, onde possui 54.621 conexões, e para o Instagram, com 17.300 seguidores. A sua presença no Facebook é ainda modesta, indicando potencial para crescimento nesta plataforma.​

  1. Banco Letshego

105.000 seguidores

Com uma estratégia centrada exclusivamente no Facebook, o Banco Letshego reúne 105.000 seguidores. Embora limitado a uma única plataforma, este número indica uma comunicação eficaz com o seu público-alvo.​

  1. Vista Bank Moçambique

28.334 seguidores

O Vista Bank apresenta uma presença quase exclusiva no LinkedIn, com 28.290 conexões, e uma presença mínima no Facebook, com apenas 44 seguidores, totalizando 28.334 seguidores. Esta abordagem sugere um foco na comunicação institucional e no público corporativo.​

  1. Banco Nacional de Investimento (BNI)

65.970 seguidores

O BNI mantém uma comunicação discreta, com 65.970 seguidores no total. Destaca-se no Facebook, com 51.000 seguidores, e no LinkedIn, com 12.422 conexões, indicando uma presença equilibrada entre o público geral e o corporativo.​

 

  1. Nedbank Moçambique

47.380 seguidores

O Nedbank Moçambique apresenta uma presença equilibrada nas redes sociais, com 37.667 seguidores no LinkedIn, 2.400 no Facebook, 543 no YouTube e 6.770 no Instagram, totalizando 47.380 seguidores. Esta abordagem sugere um foco institucional, mas com esforços notáveis para envolver diferentes segmentos de público, especialmente através do Instagram. O potencial para crescimento é evidente, especialmente com a criação de conteúdos mais envolventes.​

  1. First Capital Bank

45.434 seguidores

Observa-se que o First Capital Bank destaca-se no LinkedIn com 40.034 seguidores, evidenciando uma estratégia voltada para o público corporativo. No entanto, a sua presença no Facebook é modesta, com apenas 5.400 seguidores, indicando uma oportunidade para expandir o alcance junto ao público em geral.​

  1. Banco BIG Moçambique

12.113 seguidores

Por outro lado, o Banco BIG Moçambique ainda está a desenvolver a sua estratégia digital. Com 6.790 seguidores no LinkedIn, 2.770 no YouTube e 2.553 no Instagram, totaliza 12.113 seguidores. A presença em três plataformas indica uma intenção de diversificação, mas os números modestos sugerem a necessidade de intensificar os esforços para aumentar a visibilidade e o engajamento.​

  1. Banco Mais

8.649 seguidores

O Banco Mais apresenta uma presença tímida nas redes sociais, com 7.249 seguidores no LinkedIn e 1.400 no Facebook, totalizando 8.649 seguidores. A ausência no Instagram e YouTube limita o seu alcance, representando uma oportunidade clara para evolução e maior interacção com diferentes públicos.​

 

Moçambique pode perder mais de USD 217,6 milhões devido à atrasos na auditoria dos custos recuperáveis dos projectos de gás

O Governo pode perder mais de USD 217,6 milhões devido à falta de certificação atempada dos custos recuperáveis declarados pelas concessionárias dos projectos de gás, alerta o Centro de Integridade Pública (CIP).

Segundo uma análise do CIP, os referidos custos, de capital importância para as receitas do Estado, podem impactar negativamente nas finanças públicas, uma vez que estão sujeitos a riscos decorrentes de atrasos legais na sua certificação.

“Os custos reportados até 2019 e não auditados até 2024 estão fora do prazo legal de certificação. Por outro lado, os custos reportados entre 2020 e 2022 estão no prazo legal, mas com risco de ficarem fora do prazo devido à demora na sua certificação” refere a ONG, citando os dados Relatório e Parecer sobre a Conta Geral do Estado (RPCGE) de 2022 e o último relatório disponível de auditoria do Instituto Nacional do Petróleo (INP) de 2019.

Para o CIP, essas lacunas denunciam a incapacidade do Estado em monitorar adequadamente os custos recuperáveis reportados pelas concessionárias.

Além disso, “esta perda potencial ocorre num momento crítico. O país precisa desesperadamente de receitas para mitigar os efeitos da crise política, económica e social, de honrar compromissos com fornecedores e de garantir salários no sector público. Sem medidas urgentes, o risco de agravamento das dificuldades fiscais pode comprometer o desenvolvimento de um dos sectores mais promissores para o futuro do país, reduzindo as perspectivas de crescimento sustentável e afectando negativamente a estabilidade económica”.