Sunday, April 12, 2026
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Governo vai remover protecção na indústria do cimento para reduzir preço

O Ministério da Economia irá remover a protecção feita na indústria de produção do cimento em Moçambique, em 20%, para permitir maior competitividade e, consequentemente, redução do preço.

Segundo a AIM que avança com a noticias, a protecção em vigor era para alguns investimentos avultados que ocorreram no país nos últimos anos, designadamente a Dugongo como única produtora de matéria-prima, numa altura em que o país só tinha quatro unidades fabris com capacidade de 400 mil toneladas.

Agora, o sector conta com perto de dez unidades fabris e uma capacidade de 16 milhões de toneladas.

O executivo entende que os investimentos estão na sua fase final de consolidação, sobretudo na zona Sul, e estuda a necessidade de abrir o mercado para que a competitividade gere a qualidade e redução dos preços do cimento.

Este plano do Governo foi confirmado à AIM pelo director nacional da Indústria, Sidónio dos Santos.

“Era preciso que os investimentos ocorressem num ambiente de protecção e, neste momento, temos a Dugongo como única que produz matéria-prima”, disse o responsável.

“E sabíamos que, quando protegêssemos, haveria cartéis ou monopólios. Acreditamos que no dia em que retirarmos a protecção, aí vamos perceber melhor a dinâmica dos custos porque vão entrar no mercado outros tipos de players”, referiu citado na publicação.

Dos Santos reconhece que a protecção feita a Dugongo matou a concorrência, e a única forma de perceber o estágio do mercado é voltar a abrir a indústria, numa altura que a nível regional estão a correr investimentos acima de 100 milhões de dólares para aumentar a produção.

“Na altura que não tínhamos essa protecção havia cimento que vinha da China, Paquistão e outros cantos do mundo, mas agora já não há cimento importado no mercado”, realçou.

Confirmou que, na zona Norte, concretamente na província de Nampula, há um investimento que se encontra na sua fase experimental que poderá suprir a procura naquela zona, e o mesmo cenário ocorre na zona Centro de Moçambique.

“Protegemos a indústria do cimento para que houvesse investimentos e esses investimentos estão a acontecer. Agora vamos tomar outras medidas e a redução do preço do cimento terá de acontecer”, assegurou.

O governo está, igualmente, a debater a questão das empresas que são produtoras de cimento e de matéria-prima, em simultâneo, para acautelar que não haja conflito, uma vez que outras unidades fabris precisam de adquirir a matéria-prima, a nível local, para a produção e distribuição.

“Há questão da concorrência e nós temos que ajustar a regulamentação para acautelar esses aspectos e permitir que haja um ambiente de negócios são no sector”, disse.

Ainda segundo a  fonte, o governo está a investigar uma alegada venda do cimento nacional “Dugongo” na Vizinha Africa do Sul ao preço relativamente baixo, comparativamente aos preços praticados no país, lembrando que a empresa quando entrou em Moçambique usou a mesma estratégia de baixar preços, criando problemas que culminaram com encerramento de outras concorrentes.

“Deixem-nos trabalhar para apurar a situação. Estamos a investigar. A Dugongo começou a funcionar nesse mercado, colocou preços competitivos, houve um abaixo-assinado e algumas empresas fecharam por causa do impacto da Dugongo”, vincou.

Refira-se que o mercado do cimento em Moçambique atravessa um período turbulento  depois que o ex-candidato presidencial, Venâncio Mondlane, decretou que o preço do cimento deveria ser fixado abaixo de 350 meticais.

A decisão está a criar confusão tanto nos produtores como nos revendedores que são forçados a vender a um preço abaixo da aquisição.

Fundação Vodacom investe 90 milhões de meticais em resposta ao Ciclone Idai

A Fundação Vodacom investiu 90 milhões de meticais em acções de resposta ao ciclone Idai, incluindo a reconstrução da Escola
A Fundação Vodacom investiu 90 milhões de meticais em acções de resposta ao ciclone Idai, incluindo a reconstrução da Escola Secundária de Guara Guara, inaugurada hoje, em Búzi pelo governador da província de Sofala, Lourenço Ferreira Bulha, devolvendo a milhares de crianças o direito à aprender num ambiente seguro, confortável e bem equipado.
A cerimónia conjunta de inauguração da Escola Secundária de Guara Guara e da entrega da Escola Básica de Guara Guara II contou com a presença do corpo directivo da Fundação Vodacom, representada pelo seu Presidente do Conselho de Administração (PCA), Dr. Hermenegildo Gamito, o governo distrital representado pelo administrador do distrito do Búzi, João Saize Duarte, a comunidade local, professores e alunos.

A Escola Secundária de Guara Guara faz parte de um conjunto de infra-estruturas destruídas pela passagem do ciclone Idai que atingiu a província de Sofala em Março de 2019 e que para a sua reconstrução a Fundação Vodacom investiu cerca de Um  Milhão e meio de Dólar Norte-Americano (USD) , reforçando o seu compromisso com o desenvolvimento de Moçambique, através da educação.

Com a intervenção da Fundação Vodacom, a Escola Secundária de Guara Guara foi reconstruída ganhando 3 novas salas de aulas, um bloco multiuso, laboratório de física, química e biologia, biblioteca, uma sala de informática, um sanitário, uma cantina, um campo polivalente e muro de vedação, beneficiando 1.768 alunos, sendo 867 mulheres. Além dessas infra-estruturas, foram entregues, no âmbito da inauguração, cerca de 300 carteiras escolares.

Durante a sua intervenção, o governador da província de Sofala, Lourenço Ferreira Bulha, disse que com a entrega e a inauguração destas duas escolas o distrito passa a contar com um total de cinco unidades escolares com 76 salas de aulas que beneficiam mais de 15 mil alunos, da primeira à décima segunda classe.

Neste contexto, gostaríamos de apelar à comunidade escolar, e não só para a conservação, protecção e manutenção destas escolas e os respectivos mobiliários. Endereçamos profundos agradecimentos à Fundação Vodacom Moçambique, uma instituição de responsabilidade social desta empresa de telefonia móvel de referência nacional e internacional, que através dos serviços que presta tem dado um grande contributo para o desenvolvimento do nosso país e em particular a província de Sofala”, agradeceu Lourenço Bulha.

Por sua vez, Hermenegildo Gamito, PCA da Fundação Vodacom classificou a escola Secundária de Guara-guara como um símbolo de esperança e renovação, tendo dito que “este momento não marca apenas a reconstrução  descola, mas também a reafirmação do compromisso da Fundação Vodacom com a educação e o futuro de Moçambique. Investimos aqui um milhão e meio de dólares, cerca de 90 milhões de Meticais, na certeza de que estamos a investir no futuro destes alunos, das suas famílias e de todo o país.
Além disso, Dr. Gamito reconheceu que o projecto de reconstrução da escola só foi possível graças à colaboração entre a Fundação Vodacom,  o Ministério da Educação, as autoridades provinciais, o Governo Provincial, os parceiros de cooperação e, sobretudo, o empenho da comunidade local.
Em Dezembro de 2019, Moçambique enfrentou um dos maiores desastres naturais da sua história recente com a passagem do ciclone Idai que devastou a região Centro do país, deixando um rastro de destruição e sofrimento. Cerca de 3.400 salas de aulas ficaram destruídas, comprometendo a educação de muitas crianças. Diante desta tragédia a Fundação Vodacom, que há muitos anos colabora com o sector de educação em Moçambique viu, neste acontecimento, uma responsabilidade ainda maior de agir.

Moçambique consolida a sua posição no mercado regional de energia

Os Governos de Moçambique e da Zâmbia, representados pelo Secretário Permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, António Manda, e pelo Ministro da Energia, Makoze Chikote, respectivamente, assinaram, ontem, um Memorando de Entendimento Intergovernamental para a Interligação dos Sistemas Energéticos dos dois países, através das empresas Electricidade de Moçambique (EDM) e a sua congénere daquele país, a Zambia Electricity Supply Corporation (ZESCO).

Para Manda, a assinatura desse Memorando de Entendimento é um testemunho da visão partilhada para uma região mais forte, interligada e segura em termos energéticos. “Moçambique tem orgulho em desempenhar um papel importante na promoção da integração energética regional. Comprometemo-nos a garantir que os nossos vastos recursos enérgicos contribuam para a prosperidade do nosso país e da Região da África Austral”, asseverou o Secretário Permanente do MIEREME.

Na ocasião, foi, igualmente, rubricado o Memorando de Entendimento entre as respectivas empresas de electricidade, assinado pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EDM, Joaquim Ou-chim, e pelo Director Executivo da ZESCO, Justin Loongo.

Esse instrumento estabelece o quadro para a desenvolvimento do Projecto de Interligação dos Sistemas Energéticos entre Moçambique e Zâmbia, através de uma Linha de Transporte de energia eléctrica de 400 kV que se estenderá por aproximadamente 376 km, ligando a Subestação de Matambo, em Moçambique, à Subestação de Chipata West, na Zâmbia.

O PCA da EDM disse, na ocasião, que aquele acto marca a transição do planeamento para a execução deste projecto tão aguardado. “No actual cenário energético global, a cooperação regional deixou de ser uma opção para se tornar uma necessidade. À medida que avança rumo a uma maior integração energética, projectos como este abrem caminho para um continente mais conectado e autossuficiente”, afirmou Ou-chim.

Com um custo estimado de investimento de 411,5 milhões de USD, o Projecto pretende não apenas aumentar a capacidade de fornecimento de energia entre os dois países, mas também reforçar a posição de Moçambique como um actor relevante no mercado energético regional. A interligação facilitará a troca de energia, promovendo o comércio com outros membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e gerando receitas adicionais para Moçambique.

O Projecto, denominado Interligação Regional Moçambique-Zâmbia (MOZA), já possui um Estudo de Viabilidade Técnico-Económica concluído, e a Avaliação de Impacto Ambiental e Social foi aprovada por instituições de financiamento como o Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Mundial.

De acordo com a explicação do PCA da EDM, para garantir uma implementação eficaz, será estabelecido um Comité Executivo (EXCO) e uma Unidade de Implementação do Projeto (PIU) para coordenar os compromissos assumidos no Memorando. “Estas equipas serão responsáveis pelos aspectos técnicos, ambientais, financeiros e operacionais do projecto, assegurando que o progresso se mantém no rumo certo e que os desafios são enfrentados proactivamente”, explicou Joaquim Ou-chim.

A parceria energética entre Moçambique e Zâmbia tem-se fortalecido ao longo dos anos, sendo que em 2024 cerca de 60% do total de exportações foi destinado ao mercado Zambiano. Com efeito, a assinatura do IGMoU é um passo decisivo que reafirma o compromisso de Moçambique em ser um centro regional de geração de energia eléctrica de qualidade para o País e a região da África Austral. (Profile)

Yango Ventures injecta 20 milhões de dólares no ecossistema empreendedor moçambicano

O ecossistema empreendedor moçambicano acaba de receber um reforço de peso com o lançamento do Yango Ventures, um fundo de capital de risco no valor de 20 milhões de dólares dedicado ao financiamento de startups em fase inicial. A iniciativa é promovida pelo Grupo Yango, empresa global de tecnologia, e promete dinamizar o ambiente de inovação no país.

Mais do que um mero investimento financeiro, o Yango Ventures surge como uma plataforma estratégica para transformar ideias promissoras em soluções concretas e sustentáveis, com impacto directo nas comunidades moçambicanas. O fundo visa apoiar projectos que impulsionem a transformação digital, fomentem o crescimento económico e reforcem a inclusão tecnológica.

Em publicação recente na sua conta oficial do LinkedIn, Mahomed Zameer, Regional Head da Yango Ride Moçambique, destacou a importância da iniciativa:

“Impulsionando a inovação em Moçambique! O ecossistema empreendedor moçambicano acaba de ganhar um novo impulsionador: Yango Ventures (…). Acreditamos no talento e na criatividade dos inovadores moçambicanos para impulsionar o crescimento económico e a transformação digital no país.”

Zameer reforça ainda que esta é apenas a primeira etapa de uma aposta clara e contínua no potencial local:

“Vamos juntos criar um ambiente mais dinâmico, inclusivo e próspero para o empreendedorismo tecnológico.”

Com o Yango Ventures, Moçambique passa a integrar o mapa estratégico de investimento em inovação do grupo, numa clara demonstração de confiança nas capacidades nacionais e no futuro do empreendedorismo africano.

Vivo Energy Moçambique expande a sua Rede de Postos de abastecimento na província de Maputo

A Vivo Energy Moçambique, representante da marca Engen e distribuidora exclusiva dos lubrificantes da marca Shell, inaugurou hoje o seu 59º posto de abastecimento de combustíveis Engen em Moçambique localizado no Bairro São Dâmaso, na província de Maputo.

O evento contou com a presença do corpo directivo da Vivo Energy, incluindo o vice-presidente executivo, engenheiro Peame Owen, o administrador executivo João Oliveira de Sousa, representantes do governo, comunidade local, empresários e parceiros da Vivo Energy Moçambique.

Durante a sua intervenção, João Oliveira de Sousa referiu que a inauguração da bomba de São Dâmaso não representa apenas mais um passo na expansão da sua rede de postos de abastecimento, como também reafirma o compromisso inabalável da Vivo Energy com a excelência, a inovação e a satisfação do cliente.

“O crescimento sustentável da nossa operação assenta na confiança dos nossos clientes e parceiros, e é com essa responsabilidade que trabalhamos incansavelmente para oferecer soluções energéticas de qualidade que vão em conta as necessidades dos moçambicanos”, disse João Oliveira de Sousa.

Por sua vez, o vice-presidente executivo da Vivo Energy, engenheiro Peame Owen, explicou que desde a sua entrada no mercado moçambicano em Março de 2019, após a aquisição da Engen, a Vivo Energy Moçambique tem registado um crescimento significativo, com uma expansão de 19 postos em 2019 para os actuais 59, estando presente em todas as províncias do país. Esta expansão acelerada reflecte o compromisso contínuo da empresa em oferecer acessibilidade, qualidade e inovação no fornecimento dos seus serviços.

“Esse marco é um grande sinal do nosso compromisso com o crescimento e a sustentabilidade da economia moçambicana. Além dos números, quando visito esta estação, vejo também os serviços que a marca de motores nos oferece. Acredito que a população local também estará muito feliz em ter esta facilidade no seu local”, afirmou.

O retalhista da Vivo Energy para o posto de São Dâmaso, Nishit Badiane expressou o seu agradecimento ao grupo pela decisão de investir na expansão da rede de postos de serviços Engen, tendo referido que o projecto representa não apenas uma marca importante para os parceiros da firma, mas também uma parceria valiosa que contribui para o crescimento e desenvolvimento de ambas as partes com benefícios extensivos para as comunidades.

A Vivo Energy Moçambique emprega, directa e indirectamente e apenas na área de retalho, mais de 1.800 moçambicanos em todo o país, reafirmando o seu compromisso com a criação de oportunidades de emprego e desenvolvimento das comunidades locais.

“Sem o gás de Pande e Temane, o sul de Moçambique enfrentaria um apagão”

A produção de gás natural nos campos de Pande e Temane tem sido um factor crucial para a segurança energética e o desenvolvimento industrial do sul de Moçambique. A dependência desse recurso é tão significativa que, sem ele, a região enfrentaria um apagão, uma vez que cinco centrais termoelétricas deixariam de produzir energia, alertou Mateus Mosse, Director de Relações Corporativas da Sasol Moçambique, numa publicação recente no LinkedIn.

“Você sabia que, sem o gás de Pande e Temane, o sul de Moçambique enfrentaria um apagão, porque cinco centrais termoeléctricas deixariam de produzir energia? A energia (452 MW) que sustenta o progresso do sul de Moçambique vem do subsolo, do gás produzido pela Sasol”, destacou Mosse.

De facto, as centrais térmicas de Ressano Garcia (CTRG), Temane, Kuvaninga, Maputo e Gigawatt Moçambique, com uma capacidade combinada de 452 MW, dependem directamente do gás extraído por esta multinacional. Além da produção eléctrica, dezenas de indústrias e empresas moçambicanas também utilizam este recurso como insumo fundamental para suas operações, evitando o recurso a combustíveis mais caros e poluentes.

Segundo o representante da Sasol, sem o fornecimento contínuo de gás natural, milhares de empregos desapareceriam e o impacto na economia nacional seria devastador. O gás de Pande e Temane, além de garantir eletricidade para milhões de pessoas, também abastece o sector industrial e sustenta o crescimento económico de Moçambique.

Sustentabilidade e Crescimento

Nos últimos 20 anos, a Sasol tem sido um actor-chave na diversificação da matriz energética moçambicana, investindo em infra-estrutura e parcerias estratégicas que garantem um fornecimento estável de energia. O gás extraído da bacia de Temane abastece ainda sistemas de gás canalizado no Grande Maputo e no Norte de Inhambane, além de promover alternativas energéticas mais sustentáveis, como o gás veicular.

Diante desse cenário, especialistas apontam que a continuidade dos investimentos na exploração e distribuição de gás será essencial para que Moçambique reduza a dependência de importações energéticas, fortaleça a sua indústria local e assegure um futuro energético mais sustentável.

Standard Bank prevê crescimento da economia nacional em 3%

O Standard Bank realizou, nesta quarta-feira, o seu habitual Economic Briefing, em Maputo, onde apresentou as perspectivas económicas que indicam que a economia nacional pode crescer 3% este ano, contra 1.8% em 2024, apesar dos desafios à estabilidade macroeconómica do País.

O Produto Interno Bruto (PIB) deve registar uma contracção no primeiro trimestre, seguida de uma recuperação gradual nos períodos subsequentes.

Considerando os riscos relacionados com eventos climáticos adversos sobre a produção e preço dos alimentos, prevê-se um aumento da inflação homóloga para 6.1% no final de Dezembro, depois de ter atingido 4.2% no final de 2024.

Segundo o economista-chefe do Standard Bank, Fáusio Mussá, a recuperação económica depende, em grande medida, do retorno à estabilidade e do progresso nas reformas que promovam uma melhoria do ambiente de negócios no País.

Fáusio Mussá referiu ainda que “num contexto de redução do apoio externo e de atrasos sucessivos nos projectos de GNL (Gás Natural Liquefeito), estas reformas constituem um pilar essencial para estimular investimentos em sectores que possuem maior potencial para geração de emprego e renda, e que são essenciais para a estabilidade social”.

Estas reformas podem desempenhar um papel de extrema importância, num contexto de redução da ajuda externa, principalmente para implementar um conjunto de programas sociais.

Relativamente à economia mundial, o economista-chefe do Standard Bank refere que a implementação de tarifas, por parte da nova administração dos Estados Unidos da América (EUA), pode gerar uma desaceleração no crescimento económico global, abaixo dos 3.3% previstos para 2025.

Estas perspectivas foram apresentadas durante a vigésima primeira edição do Economic Briefing, a primeira de 2025, um evento através do qual o Standard Bank proporciona aos seus clientes e à sociedade em geral informações relevantes sobre as perspectivas de evolução da economia.

Nesta edição, que teve como lema “Economia em Movimento”, o Banco promoveu uma discussão em torno dos desafios e oportunidades para a economia nacional, num contexto de grandes mudanças na economia mundial

Absa Bank Moçambique prepara gestores para o futuro com formação executiva de alto nível

Num mundo bancário em rápida transformação, a liderança exige mais do que experiência técnica, requer visão estratégica, resiliência e inovação. Com este compromisso, o Absa Bank Moçambique investiu na capacitação de 120 gestores intermédios ao longo de 2024, num programa de formação executiva desenvolvido em parceria com o ISCTE Executive Education, uma das instituições de referência em Portugal.

Durante 12 meses intensivos, os participantes aprofundaram conhecimentos em gestão bancária, liderança estratégica e inovação, sempre com um olhar atento aos desafios e oportunidades do sector financeiro moçambicano. Mas este programa foi além da aprendizagem técnica: o verdadeiro objectivo foi desafiar a mentalidade dos líderes e inspirá-los a transformar equipas e negócios.

Capacitação para liderar com impacto

Mais do que uma formação tradicional, esta jornada foi desenhada para estimular reflexão e desenvolvimento pessoal. As perguntas que nortearam cada sessão, cada dinâmica, cada troca de experiência foram:

  • Que tipo de líderes queremos ser?
  • Como podemos inspirar as nossas equipas?
  • Como transformar conhecimento em impacto real?

Directora de Capital Humano, Hanifa Hassangy, reforça a importância deste investimento contínuo: “A aprendizagem contínua é a chave para um futuro de sucesso, e esta jornada reflecte esse compromisso. No Absa, acreditamos que o desenvolvimento das nossas pessoas é fundamental a todos os níveis. Foi um privilégio colaborar com o ISCTE neste programa inovador, desafiando os nossos gestores a repensar o seu papel e o seu impacto.”

A formação não foi um evento isolado, mas parte de uma estratégia maior para consolidar a cultura de talento, excelência e crescimento dentro do Banco.

“A nossa história, enquanto Banco, está profundamente ligada à elevação da competência das nossas pessoas – porque sabemos que, ao fortalecê-las, estamos também a escrever a história dos nossos Clientes.”, acrescentou Hanifa Hassangy.

A concepção deste programa foi cuidadosamente alinhada às necessidades do Banco, num trabalho liderado por Michele Peres, Responsável pela Liderança, Formação e Talento. Em parceria com a formação de executivos da universidade ISCTE, em Lisboa, foram definidos conteúdos à medida, abordando temas críticos para a organização, como liderança servidora, feedback, gestão da mudança e risco bancário.

Aprendizagem prática e inovadora

Além da forte componente teórica, o programa apostou em técnicas inovadoras de aprendizagem, como a metodologia Lego Serious Play. Com peças coloridas e construções simbólicas, os gestores foram desafiados a expressar ideias, construir soluções e visualizar cenários de forma criativa e colaborativa.

Para Nuno Damasceno, professor do ISCTE e facilitador da metodologia, esta abordagem reforçou um princípio essencial: “São as pessoas que fazem as marcas. O maior valor de uma instituição é a sua capacidade de dar autonomia e liberdade de criação aos seus profissionais. E isso só é possível quando se investe continuamente nas pessoas.”

A experiência foi igualmente valorizada pelos participantes. O sentimento era unânime: a formação abriu novas perspectivas e fortaleceu a capacidade de enfrentar desafios com inovação e estratégia.

Vera Alves Pereira, uma das gestoras que integrou a formação, destacou o impacto do programa: “A capitalização dos nossos conhecimentos através de programas como este permite-nos enfrentar o dia-a-dia com uma abordagem inovadora, assegurando um serviço de excelência e uma experiência diferenciada para os nossos Clientes.”

Uma aposta contínua na excelência

A equipa de formadores do ISCTE Executive Education, composta pelos professores Paulo Martins, André Fontes e Nuno Damasceno, esteve em Moçambique para a avaliação final e entrega de certificados, e confessaram estar impressionados com os seus formandos e pela operação do Absa.

Para o professor Paulo Martins, esta formação representa mais do que conhecimento técnico – é um instrumento de mudança organizacional: “Mais do que gerir equipas e processos, os líderes de hoje devem inspirar, motivar e transformar. Acreditamos que as ferramentas transmitidas, aliadas à experiência de cada participante, serão fundamentais para impulsionar o crescimento do Banco e das suas equipas.”

Ao desafiar os seus gestores a crescer, inovar e liderar de forma estratégica, o Absa Bank Moçambique não apenas investe nos seus colaboradores, investe no futuro da Banca no País.

Hollard Moçambique posiciona-se como a empresa mais bem classificada do mercado de Seguros

A Hollard Moçambique posiciona-se como a empresa mais bem classificada do mercado de seguros na edição de 2024 das 100 Maiores Empresas de Moçambique, reafirmando a sua liderança e solidez financeira no sector. Esta conquista destaca o compromisso da empresa com a excelência, a inovação e em soluções centradas no cliente, num cenário de seguros em constante evolução de Moçambique.

A Hollard subiu assim uma posição, para 26º lugar em 2024, em relação à 27º no ano anterior, tornando-se a seguradora mais valiosa no índice KPMG Top 100.

“A posição é uma prova do nosso foco estratégico em inovação, solidez financeira e o nosso compromisso inabalável com os nossos clientes”, disse Óscar Faria, Director Financeiro da Hollard Moçambique.“Estamos honrados em fazer parte do ranking das 100 Maiores Empresas e continuaremos a impulsionar a excelência no sector”, acrescentou.

A Hollard Moçambique lidera o sector de seguros com um volume de prémios emitidos de MZN 5.102 milhões. Este desempenho ressalta a solidez financeira da Hollard, e a sua capacidade de superar os concorrentes num mercado altamente competitivo.

“O nosso foco sempre foi fornecer soluções que colocam o cliente em primeiro lugar, mantendo fundamentos financeiros sólidos”, afirmou Óscar Faria, acrescentando que “esta conquista não se trata apenas de números, ela reflecte a confiança que os nossos clientes e parceiros depositam em nós. Continuaremos a inovar e a adaptar-nos para atender às necessidades em evolução do mercado moçambicano.”

O sector de seguros contou com a participação de treze empresas, com oito delas a chegar ao prestigiado ranking das 100 Maiores Empresas. O volume de prémios total do sector foi de MZN 24.976 milhões, com MZN 23.363 milhões vindos daquelas dentre as 100 Maiores.

Ao atingir o maior volume de prémios no sector de seguros, a empresa estabelece uma referência de excelência e continua a impulsionar o crescimento no sector de seguros de Moçambique. Em resumo, a posição de liderança da Hollard Moçambique nas 100 Maiores Empresas de Moçambique solidifica o seu status como líder de mercado, reflectindo o seu foco estratégico em desempenho financeiro, satisfação do cliente e inovação.

Conheça o Ranking das 10 Melhores Empresas de Moçambique

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) conquistou a primeira posição no Ranking das 10 Melhores Empresas de Moçambique, de acordo com o estudo publicado pela KPMG – Edição 2024. O relatório avalia diversos critérios de desempenho financeiro e operacional, destacando as empresas que mais se sobressaíram no ambiente de negócios moçambicano.

Os Destaques do Ranking 2024

A ENH lidera com 467 pontos, evidenciando-se pelo crescimento do volume de negócios e rentabilidade sobre o capital próprio. Em segundo lugar, a Sasol Petroleum Temane obteve 455 pontos, seguida pela Britam Companhia de Seguros, com 454 pontos, consolidando-se como a melhor empresa do sector segurador.

O ranking também destaca a presença de empresas dos sectores industrial, financeiro e de transportes, demonstrando a diversidade do mercado moçambicano. Entre os principais indicadores avaliados estão crescimento do volume de negócios, liquidez geral, rentabilidade e valor acrescentado por trabalhador.

As 10 Melhores Empresas de Moçambique – Edição 2024

  1. ENH – Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (467 pontos)
  2. Sasol Petroleum Temane (455 pontos)
  3. Britam Companhia de Seguros (454 pontos)
  4. Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (450 pontos)
  5. UBA – United Bank for Africa – Moçambique (449 pontos)
  6. MPDC – Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (448 pontos)
  7. Tolvessa (439 pontos)
  8. Mozambique Leaf Tobacco (437 pontos)
  9. Correios de Moçambique (423 pontos)
  10. HCB – Hidroeléctrica de Cahora Bassa (423 pontos)
Fonte: Pesquisa, KPMG 2024

A presença de empresas do sector energético, como ENH, Sasol e HCB, demonstra a importância da indústria extractiva para a economia nacional. Já a inclusão de Correios de Moçambique e MPDC reforça o papel estratégico dos sectores de logística e transportes.

Tendências e Perspectivas

O relatório da KPMG evidencia que o crescimento do volume de negócios e a rentabilidade foram determinantes para a classificação das empresas. O sector de seguros também se destacou, com a Britam a figurar entre as três primeiras posições.

O Ranking das 10 Melhores Empresas de Moçambique reforça a solidez do ambiente empresarial nacional e a resiliência das companhias em meio aos desafios económicos. A expectativa é que, nos próximos anos, a inovação, a sustentabilidade e a digitalização sejam factores-chave para a competitividade no mercado moçambicano.