Quinta-feira, Fevereiro 22, 2024
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Produção animal prevista para crescer 8% em 2024, destacando-se o sector pecuário e pesqueiro

O Plano Económico e Social – PESOE 2024 aponta para um crescimento significativo na produção animal neste ano, impulsionado por medidas de prevenção e controle de doenças, manejo sanitário e reprodutivo. A produção animal global está estimada em 203.221 toneladas, um aumento de 8% em relação a 2023 (187.309 toneladas), distribuídas em 5% para bovinos, 4% para suínos, 6% para pequenos ruminantes e 8% para aves.

Além disso, o PESOE projecta um crescimento de 8% na produção de carnes, com ênfase em suínos (15%) e ovinos (16%). No entanto, a produção de leite fresco por litro deverá sofrer uma queda significativa de 34%, totalizando 2.376.048 litros em 2024, em comparação com 3.606.831 litros em 2023.

No sector pesqueiro, prevê-se um aumento de 4% na produção em comparação com 2023, totalizando 508.804 toneladas, com 19,7 mil toneladas provenientes da pesca comercial, 479 mil toneladas da pesca artesanal e 9,7 mil toneladas da aquacultura. O governo destaca a importância desse crescimento para garantir a segurança alimentar e nutricional da população, com uma meta de consumo per capita de 21.7 quilogramas até o final do quinquénio.

Apesar desse aumento na produção, as exportações de produtos da pesca e aquacultura para 2024 estão previstas em cerca de 10.273 toneladas, representando uma redução de 25% em relação a 2023. O governo atribui essa redução a factores como restrições de acesso ao mercado europeu, condições globais de mercado e menor procura por licenciamento de unidades produtivas.

Para reverter essa tendência, o governo está fortalecendo o controle das capturas, intensificando a fiscalização durante o período de veda e em locais estratégicos, incentivando operadores a buscar novos mercados e diversificar a produção, além de melhorar a cadeia de valor do pescado e aderir ao licenciamento da actividade.

Prevê-se que o aumento das exportações de produtos de aquacultura, lagosta e caranguejo vivo, oriundos da pesca artesanal, resultará em um aumento futuro das exportações de pescado, com uma estimativa de arrecadação de cerca de US$ 60,9 milhões, a preços constantes de 2014, conforme indicado no documento.

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