Saturday, April 11, 2026
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Conselho de Ministros aprova resolução sobre o Acordo da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA)

O Governo de Moçambique aprovou esta terça-feira a resolução sobre a Oferta Pautal de Moçambique para a Implementação do Acordo que cria a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) e a estratégia nacional para a sua implementação.

A decisão foi tomada pelo Conselho de Ministros, que se reuniu hoje em Maputo para a sua 24ª Sessão Ordinária, de acordo com um comunicado final que explica que as duas resoluções vão permitir a Moçambique “aceder ao Fundo de Ajustamento da ZCLCA”.

O fundo “tem como objetivo ajudar os Estados Partes a implementar o acordo da ZCLCA, para limitar possíveis impactos negativos que possam resultar da implementação do acordo”, refere o comunicado.

Permitirá também que Moçambique comece a utilizar o Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidação (PAPSS), “que será disponibilizado conjuntamente” pelo Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) e pelo Secretariado da ZCLCA, “para ser utilizado pelas empresas africanas nas transacções comerciais intra-africanas”.

Acrescentou que Moçambique vai “fazer parte da Iniciativa de Comércio Intra-Africano Guiado de Mercadorias”, que “visa criar oportunidades reais em África através de operadores económicos de países que já submeteram as suas ofertas tarifárias e estão a realizar transacções comerciais”, neste caso em cadeias de valor como azulejos de cerâmica, baterias, vegetais, abacates, flores, produtos farmacêuticos, óleo de palma, chá, borracha e componentes de ar condicionado.

O secretário-geral da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA), Wamkele Mene, afirmou em Nassau, a 13 de junho, que, apesar dos progressos alcançados, será necessário tempo para implementar plenamente o comércio intra-africano.

“Fizemos algo que era uma visão e agora está a tornar-se uma realidade. O que estamos a fazer é estabelecer um mercado integrado, que tem sido uma visão de longa data dos líderes africanos”, disse Wamkele Mene, falando nas Reuniões Anuais do Banco Africano de Exportação-Importação (AAM2024) e no 3º Fórum de Comércio e Investimento Afro-Caribenho (ACTIF2024).

No seu discurso, Mene sublinhou os progressos significativos já realizados, mas alertou para a importância da vontade política dos líderes africanos.

“Estamos no caminho certo em termos de construção da base jurídica que posiciona o continente para ser um mercado comum. O segundo aspeto importante é a vontade política e o compromisso”, afirmou.

Lançado em 2018 e aprovado um ano depois, o acordo de comércio livre africano entrou em vigor no início de 2021 e abrange um mercado com mais de 1,3 mil milhões de consumidores.

A União Africana estima que a sua concretização sem barreiras poderá aumentar o crescimento do comércio em pelo menos 53% e potencialmente duplicar o comércio intra-africano, retirando 30 milhões de africanos da pobreza extrema e aumentando os rendimentos de quase 68 milhões de outros.

De acordo com o Banco Mundial, o Produto Interno Bruto (PIB) do continente poderá registar um aumento de 450 mil milhões de dólares (cerca de 420 mil milhões de euros) até 2035.

O tratado elimina os direitos aduaneiros sobre 97% dos bens comercializados entre países africanos, liberaliza o comércio de serviços e melhora as infra-estruturas regulamentares e comerciais.

As exportações intra-africanas representam cerca de 16% do comércio externo dos países africanos, em comparação com 55% para a Ásia, 49% para a América do Norte e 63% para a União Europeia (UE).

Apesar disso, 47 dos 54 membros da União Africana ratificaram o acordo, comprometendo-se a eliminar as barreiras comerciais e a reforçar a integração económica.

Sete países – Benim, Libéria, Líbia, Madagáscar, Somália, Sudão do Sul e Sudão – ainda não o ratificaram e a Eritreia continua a não concordar com a criação da ZCLCA.

PIB desacelera numa conjuntura económica desafiante

No primeiro trimestre de 2024, a economia moçambicana desacelerou o ritmo de crescimento para 3,2% (após 6,6% em igual período de 2023). O abrandamento da atividade produtiva esteve associado a prevalência de condições monetárias restritivas à escala global que repercutiu para contenção da procura externa aliada aos impactos adversos dos choques climáticos (tempestade FILIPO e o fenómeno El Niño).

Não obstante, a conjuntura descrita, o sector primário, com peso de 43% no PIB, registou o maior nível de crescimento (4,8% y/y) com destaque para o ramo de pescas (11,4%), indústrias extrativas (10,4%) e agricultura (2,9%). Seguiu-se o crescimento do sector terciário (2,4%) e a contração do secundário (-1,5%).

De acordo com o FMI, no conjunto do ano, o País poderá abrandar o crescimento económico para 4,3% (5,4% em 2023), assumindo a materialização dos riscos decorrentes das persistentes condições financeiras restritivas, impacto dos conflitos geopolíticos regionais (Rússia-Ucrânia e Médio Oriente), insegurança em Cabo Delgado e eventos climáticos extremos.

As decisões dos agentes económicos perante reduções prolongadas das taxas de juro

Há margem para reduzir ainda mais as taxas de juro, afirma o FMI na quarta revisão do Programa de Crédito Ampliado (PCA), encorajando o Banco de Moçambique a adoptar uma política mais relaxada em relação às taxas de juro, tendo em conta as recentes tendências da inflação.

Desde o início de 2024, as taxas de inflação no país têm mostrado uma tendência de redução constante, com uma média de 3,43%no primeirosemestre, uma mudança significativa em relação ao segundo semestre do ano passado, que registou uma média de 5,32%. No último mês, a taxa de inflação atingiu o seu segundo valor mais baixo de sempre, 3,04%, apenas superada pelos 3,00% registados em Março do correnteano.

A redução das taxas de inflação deve-se principalmente ao desempenho favorável dos preços das classes de vestuário e calçado, saúde, bem como dos transportes, de acordo como Banco de Moçambique. Após ter reduzido as taxas de juro pela terceira vez este ano, o FMI acredita que o Banco Central deve manter a sua postura, a fim de mitigar os riscos de uma política contraccionista sobre o crescimento económico e a estabilidade financeira, uma vez que o crescimento económico está abaixo do seu potencial, o crédito está em declínio e a consolidação fiscal continua, conforme reportado pelo Diário Económico.

Veja como alguns agentes podem ser afectados e como se prevê que reajam a possíveis cortes adicionais nas taxas de juro:

Contas de Poupanca e Certificados de Depósito

A queda das taxas de juro no mercado implica que os bancos estariam menos dispostos a remunerar os poupadores pelos seus depósitos, uma vez que também assistiriam a uma redução dos lucros dos seus credores.

Como resultado, as taxas de juro dos depósitos seriam reduzidas, resultando em menores retornos para os investidores.

Obrigações

As obrigações são uma forma alternativa de investimento que os investidores tendem a considerar em comparação com outros produtos financeiros e escolher de acordo comas suas perspectivas de lucro. À medida que as taxas de juro de mercado diminuem e geram retornos mais baixos do que as obrigações, ocorre uma mudança na alocação de activos.

Os investidores tendem a procurar obrigações, o que leva a um aumento na sua procura.

Uma vez que isso acontece, os detentores de obrigações podem cobrar preços mais altos e observaruma valorização dos seus ativos.

Acções

Quando as taxas de juro são mais baixas, os custos de empréstimo para as empresas reduzem, permitindo-lhes fazer mais investimentos, gerar mais lucros e, consequentemente, ver uma valorização das suas acções. As acções são negociáveis e os investidores podem beneficiar-se dos lucros pela venda destas a preços mais altos do que os compraram.

Governo

O governo está agora numa posição favorável, pois consegue aproveitar as taxas de juro mais baixas para reduzir os seus custos de empréstimo e abrir um caminho mais favorável para obter financiamento e realizar investimentos futuros, pelo menos enquanto as actuais tendências de inflação e taxas de juro continuarem.

Conclusão

Após longos períodos mantendo a taxa MIMO em 17,25%, o Banco de Moçambique tem estado rigorosamente aderente a uma política expansionista, algo que não observámos até 29 de novembro. As coisas não parecem estar a mudar em breve com as recentes recomendações do FMI que sugerem a manutenção desta postura.

Considerando o cenário económico actual, estas podem ser as medidas certas a tomar, mas é crucial que o banco seja muito cuidadoso e assertivo quanto ao timing das suas decisões. Assim como as tendências de inflação estão agora persistentemente decrescentes, tal como acontece nos ciclos económicos, elas podemser seguidas por longas tendências crescentes, impondo uma nova onda de taxas de juro exorbitantes.

Banco de Moçambique lança aplicativo para promoção do Metical

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Metical é o nome do novo aplicativo lançado pelo Banco de Moçambique com o objectivo de promover a moeda nacional, com especial atenção para a nova série que está em circulação desde Junho do ano corrente.

O uso da aplicação é totalmente gratuito e está disponível para smartphones e tablets, apresentando a “Série 2024” das notas do Metical, que entraram em circulação no dia 16 de Junho corrente.

“Este aplicativo irá permitir que os seus utilizadores conheçam, de forma interactiva, as características de segurança desta série de notas do Metical”,

A nova versão da moeda nacional que o aplicativo irá promover é constituída por notas de 1000, 500 e 200 meticais produzidas em substrato de papel, e as de 100, 50 e 20 meticais em substrato de polímero.

As novas notas e moedas do Metical, cuja circulação efectiva teve início em Junho, foram introduzidas com vista a adequar o Metical às novas tendências de design e segurança, num contexto de comemorações dos 50 anos do Banco de Moçambique e do 45.º aniversário do Metical.

Há também a conservação da tradição de enaltecimento e preservação dos valores culturais, históricos e faunísticos nacionais, bem como as respectivas denominações e substratos.

Esta série irá circular em simultâneo com as séries de notas e moedas emitidas desde o dia 1 de Julho de 2006. Relativamente às moedas, reduziu-se o número de denominações das actuais nove para sete, mantendo-se as de 10; 5; 2 e 1 meticais, bem como as de 50; 10 e 1 centavos, tendo sido retiradas as denominações de 20 e 5 centavos.

Os utilizadores podem descarregar e instalar este aplicativo, disponível em Português e Inglês, no seu dispositivo móvel através da Apple Store ou Google Play Store.

O lançamento do aplicativo móvel pelo banco central do país enquadra-se na sua aposta na modernização das suas actividades e na ampliação da inclusão financeira no país, apoiado pelo digital.

Na sua aposta no digital como ferramenta de inclusão financeira, anualmente, realiza o Sandbox Regulatório que permite às FinTechs (aplicações inovadoras no sector financeiro) testarem os seus produtos em ambiente real, sob o acompanhamento do banco.

Nacala Logistics recebe distinção por excelência em Segurança no Trabalho

Pelo segundo ano consecutivo, a Nacala Logistics destacou-se no Seminário Provincial de Segurança no Trabalho, realizado no mês passado em Nampula, cujo tema foi “O impacto das mudanças climáticas na segurança e saúde no trabalho”. O evento reuniu diversas empresas para discutir a segurança no trabalho e compartilhar boas práticas.

De forma dinâmica, a Nacala Logistics apresentou os diferentes programas e actividades que a empresa tem desenvolvido em prol da segurança. O ponto mais alto da apresentação, e que certamente marcou os presentes, foi uma dinâmica que envolveu alguns participantes, simulando um acidente onde membros dos participantes foram “amputados”.

Durante a simulação, os participantes enfrentaram tarefas simples, como amarrar os cadarços das botas, e descreveram a experiência como desagradável e indesejada. Com este exercício, a Nacala Logistics destacou a importância da prevenção de acidentes, lembrando que as mãos são frequentemente as mais afectadas e destacando a necessidade de cada trabalhador entender a gravidade dos acidentes e agir para evitá-los, promovendo assim um ambiente de trabalho mais seguro.

A Nacala Logistics tem investido na aquisição de equipamentos de protecção individual e colectiva. Além disso, a empresa prioriza o diálogo e realiza campanhas de saúde e segurança, visando sensibilizar os trabalhadores a evitar comportamentos de risco que possam colocar em perigo suas vidas e as dos colegas.

Funcionários da defesa acusados de desviar 52,3 milhões de meticais

Funcionários da defesa acusados de desviar 52,3 milhões de meticais
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O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) anunciou que está a investigar três processos envolvendo funcionários seniores do Ministério da Defesa, acusados de desviar um total de 52,3 milhões de meticais.

Segundo um comunicado do GCCC, os agentes implicados realizaram transferências de valores para diversas empresas, supostamente contratadas para empreitadas de obras públicas, aquisição de bens e prestação de serviços ao Estado. Estas transacções foram efectuadas sem a devida obediência aos procedimentos de lançamento de concurso e celebração de contrato, alegando razões de contingência e urgência militar.

Os mesmos funcionários são também acusados de proceder a pagamentos avultados em numerário para a compra de bens a título pessoal, exibindo sinais exteriores de riqueza incompatíveis com os seus rendimentos lícitos. Esta conduta levou à abertura de processos por crimes de peculato, fraude fiscal, enriquecimento ilícito e branqueamento de capitais.

Os três processos em questão envolvem cinco arguidos, todos eles actualmente em liberdade, que estão a ser instruídos pela justiça. Até ao momento, os nomes dos funcionários envolvidos não foram divulgados.

Além deste caso, o GCCC informou recentemente que o Estado acumulou, no primeiro semestre deste ano, um prejuízo de cerca de 405 milhões de meticais, em consequência de actos de corrupção em diversas instituições do País. Segundo o GCCC, este valor resulta de 1328 processos tramitados. Os tipos legais de crimes mais frequentes foram o de corrupção passiva para ato ilícito, com registro de 236 casos, seguida de corrupção activa, com 169, abuso de cargo ou função, com 95, peculato, com 70, e simulação de competências, com 65.

“O GCCC reafirma o seu compromisso de prosseguir com as investigações de forma imparcial e rigorosa, com o objectivo de assegurar a responsabilização dos envolvidos e a recuperação dos valores desviados. Este caso, considerado um dos maiores escândalos de corrupção no sector da Defesa em Moçambique, poderá ter repercussões significativas para a política e economia do País”, refere o comunicado.

Moza Banco passa de prejuízos a lucros no primeiro semestre

O Moza Banco, um dos cinco maiores em Moçambique, intervencionado em 2016, registou lucros de mais de 11,2 milhões de meticais (161 mil euros) até junho, recuperando dos prejuízos no mesmo período de 2023.

Segundo o relatório das demonstrações financeiras intercalares, do primeiro semestre deste ano, o Moza Banco recuperou dos prejuízos de quase 55,6 milhões de meticais (795 mil euros) nos primeiros seis meses de 2023.

O Moza Banco registava em 30 de junho um activo total de 59.782 milhões de meticais (855,7 milhões de euros), um crescimento de 1,3% face a 31 de dezembro de 2023, enquanto o passivo total subiu 2%, para 50.199 milhões de meticais (718,5 milhões de euros).

O Banco de Moçambique colocou este ano o Moza Banco entre as duas instituições financeiras designadas como sistémicas, conforme listagem divulgada em abril.

O Moza Banco passou em 2016 a ser liderado pela sociedade gestora do fundo de pensões dos trabalhadores do Banco de Moçambique, quando tinha o português Novo Banco, sucessor do Banco Espírito Santo, como um dos principais acionistas (49%).

O Moza Banco apresentou em 2023 um resultado líquido positivo de 101,8 milhões de meticais (1,5 milhões de euros), mais 13% face a 2022, com o número de clientes crescer num ano 12,4%, para 242.565.

“Este desempenho reflete o aumento na geração de receitas, impulsionado pela eficaz estratégia de recuperação de crédito vencido, e a contínua estratégia de otimização dos custos operacionais e de investimento, evidenciando uma melhoria significativa de eficiência operacional”, lê-se na mensagem do presidente do conselho de administração do Moza Banco, João Figueiredo, no relatório e contas de 2023.

“Este crescimento advém, fundamentalmente, do aumento do volume de negócios, aliado a uma gestão rigorosa de custos e investimentos. Este desempenho reflete a eficácia das estratégias implementadas, orientadas para a sustentabilidade e o fortalecimento da posição competitiva do banco no mercado”, lê-se no relatório e contas do ano passado.

Tratou-se do segundo ano consecutivo em que o Moza Banco apresentou lucros, depois do resultado líquido positivo de 90,1 milhões de meticais (1,3 milhões de euros) em 2022, que então inverteu os prejuízos — que se acumulavam desde 2016 – de 1.381 milhões de meticais (20,2 milhões de euros) no exercício de 2021.

O Moza Banco terminou 2023 com uma quota de mercado de 8,13% no crédito a clientes, que em valores líquidos cresceu menos de 1% para 21.934 milhões de meticais (321 milhões de euros), de 6,50% em depósitos, que aumentaram 22,46% para mais de 43.347 milhões de meticais (635,4 milhões de euros), e de 6,53% em ativos, que cresceram 23,69% para mais de 58.971 milhões de meticais (864,5 milhões de euros).

A 31 de dezembro de 2023, o capital social do Moza Banco ascendia a mais de 7.020 milhões de meticais (103 milhões de euros), detido em 66% pela Kuhanha – Sociedade Gestora do Fundo de Pensões dos trabalhadores do banco central de Moçambique, seguindo-se a Arise B.V. com 30,7%, entre outros acionistas.

No final de 2023 o banco operava com 63 unidades de negócio em todo o país e 943 trabalhadores. (LUSA/NM)

Exportações para Tailândia atingem novo marco de USD 380 Milhões, indica CTA

A vice-presidente das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Vasco Manhiça, informou esta terça-feira, 6 de Agosto, durante uma sessão de “business to business” (B2B) com empresários tailandeses, que as exportações moçambicanas para a Tailândia atingiram 24 mil milhões de meticais (380,1 milhões de dólares) em 2023.

“No que diz respeito à relação comercial entre Moçambique e Tailândia, assinala-se o crescimento exponencial das exportações nacionais para 10,9 mil milhões de meticais (174 milhões de dólares) em 2022 e 24 mil milhões de meticais (380,1 milhões de dólares) em 2023, contra uma média de cerca de 1,26 mil milhões de meticais (20 milhões de dólares), nos anos precedentes”, disse Vasco Manhiça, acrescentando que a evolução foi justificada pelo aumento da exportação de pedras preciosas e semi-preciosas.

No que diz respeito às importações, o responsável contou que estas atingiram cerca de seis mil milhões de meticais (95 milhões de dólares) em 2022 e 7,7 mil milhões de meticais (123 milhões de dólares) em 2023, o que é comparável ao montante médio de cerca de 9,4 mil milhões de meticais (150 milhões de dólares), no período pré-covid19. No rol das importações, destacam-se o arroz e os automóveis para transporte de mercadorias e de passageiros. “Estes números são animadores, e julgamos que existe potencial bastante para torná-los mais animadores ainda”, disse.

No que diz respeito à relação comercial entre Moçambique e Tailândia, assinala-se o crescimento exponencial das exportações nacionais para 10,9 mil milhões de meticais (174 milhões de dólares) em 2022 e 24 mil milhões de meticais (380,1 milhões de dólares) em 2023, contra uma média de cerca de 1,26 mil milhões de meticais (20 milhões de dólares), nos anos precedentes, CTA.

“Moçambique é um destino fértil para oportunidades de negócios, principalmente nos sectores do agro-negócio, aquacultura, indústria, turismo, energia e comércio no geral. Neste sentido, gostaríamos de convidar o empresariado da Tailândia a inteirar-se das vastas e multissectoriais oportunidades de negócio existentes no nosso país para efeitos de investimento, sendo que, nesse exercício, a CTA oferece todo o seu apoio”, apelou a fonte.

Para o sector do turismo, Vasco Manhiça destacou o facto de a Tailândia ser um destino turístico de referência mundial, razão pela qual “gostaríamos de convidar os empresários tailandeses a investir no País que, como sabemos, detém um enorme potencial de crescimento neste sector. Gostaríamos de expressar o nosso desejo de ver a experiência da Tailândia no sector do turismo a ser replicada no País, através da transformação de sítios turísticos em locais de referência obrigatória, para todos os visitantes do território nacional”.

Moçambique é um destino fértil para oportunidades de negócios, principalmente nos sectores do agro-negócio, aquacultura, indústria, turismo, energia e comércio no geral. Neste sentido, gostaríamos de convidar o empresariado da Tailândia a inteirar-se das vastas e multissectoriais oportunidades de negócio existentes no nosso país para efeitos de investimento, sendo que, nesse exercício, a CTA oferece todo o seu apoio, CTA.

Por sua vez, a directora-geral da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), Teresa Muenda, afirmou: “o nosso anseio é ver incrementadas as parcerias empresariais com a Tailândia nos sectores de actividade que corporizam esta sessão de B2B, nomeadamente a indústria alimentar, medicamentos e indústria no seu todo. Reconhecemos, contudo, o enorme potencial existente para a diversificação da nossa base de parcerias e trocas comerciais e, sobretudo, de maiores intercâmbios dos nossos mercados de importações e exportações e, através destes, a exploração de oportunidades de acesso aos mercados regionais e continentais em que estamos inseridos”.

A responsável elucidou que gostaria, em particular no sector da agricultura, de ver aprofundada a cooperação na transferência de tecnologias produtivas para melhor aproveitamento do potencial que as extensas terras aráveis oferecem para a produção de cereais, provadas pela massiva presença do arroz tailandês no mercado nacional que, como se sabe, é uma base essencial do consumo das populações.

“Reconhecemos, igualmente, as potencialidades que a Tailândia detém no desenvolvimento de sementes melhoradas e de pequenas máquinas agrícolas ajustadas às nossas PME e que podem ser aplicadas na nossa realidade. Acreditamos que, através de parceria numa base win win, podemos, juntos, alavancar a nossa agricultura e as economias dos nossos dois países”, disse Teresa Muenda.

Por sua vez, Preeyakon Sankhavanija, directora dos Serviços de Promoção Comercial Agrícola e Industrial do Departamento de Promoção do Comércio Internacional do Ministério de Comércio da Tailândia, explicou que, desta vez, “trazemos 22 empresas da Tailândia, 14 das quais são produtoras e exportadoras de produtos alimentares enlatados. As restantes oito empresas são industriais e produzem máquinas agrícolas, ferragens e componentes para automóveis. Esta é a nossa última paragem. Fomos ao Gana para fazer a correspondência B2B, tivemos depois uma na Tanzânia e esta é a terceira que vimos aqui, a Moçambique”.

A Puma Energy lança a campanha “Go Africa!”

A Puma Energy, empresa de energia líder a nível mundial, vai lançar a sua campanha de marca “Go Africa!” em todo o continente africano. A campanha, inspirada na alma e na rica diversidade de África, incorpora o propósito da Puma Energy de energizar as comunidades.

A Puma Energy tem estado profundamente empenhada em apoiar o crescimento e a prosperidade de África desde que entrou no mercado em 2010. A sua missão e propósito são de energizar as comunidades, impulsionando o crescimento e a prosperidade em todo o continente. A campanha “Go Africa!” reflecte o profundo respeito que a Puma Energy tem pela rica diversidade de África e do seu povo, e a sua determinação para ser um catalisador de mudanças positivas.

A campanha “Go Africa!” alinha-se com o compromisso da Puma Energy de fornecer soluções que satisfaçam as necessidades particulares de cada comunidade, potencializando a tecnologia e construindo parcerias para fornecer energia fiável e acessível a todos em África. Isto também se reflecte na aspiração da empresa de evocar optimismo, oportunidades e progresso em todo o continente.

“Estou entusiasmado com a campanha ‘Go Africa!’ e com o seu potencial para energizar significativamente a nossa comunidade em Moçambique”, afirmou Danilo Neves Correia, Director Geral da Puma Energy Moçambique. “Esta campanha reforça o nosso compromisso de fornecer serviços de qualidade de forma segura e fiável onde quer que os nossos clientes precisem deles. Não estamos apenas a alimentar motores; estamos a alimentar o progresso e a capacitar as comunidades em todo o continente africano. Com o espírito de ‘Go Africa!’, estamos a priorizar os nossos clientes e a seguir em frente com orgulho e propósito”.

A Puma Energy opera uma rede de retalho com mais de 680 estações em África. Através dos seus trinta e cinco pontos de venda, dez lojas de conveniência, presença em dez aeroportos em todo o país, dois terminais e uma capacidade de armazenamento superior a 764.000 m3, a Puma Energy Moçambique cumpre o seu propósito de energizar comunidades para ajudar a impulsionar o crescimento e a prosperidade, enquanto satisfaz as suas necessidades energéticas de forma sustentável.

O novo anúncio publicitário da campanha “Go Africa!” pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/@PumaEnergyAfrica

 

Lucros semestrais do Standard Bank Moçambique crescem 3% para 168.874 milhões de meticais

O Standard Bank, um dos três bancos considerados sistémicos pelo Banco de Moçambique, registou a 30 de junho um activo total de 168.874 milhões de meticais (2.447 milhões de euros).

Os lucros do Standard Bank, um dos três maiores bancos de Moçambique, aumentaram 3% no primeiro semestre, face ao mesmo período de 2023, para 57 milhões de euros, de acordo com informação financeira da instituição.

Segundo as demonstrações financeiras intercalares do banco, o Standard Bank registou um resultado líquido de quase 3.936 milhões de meticais (57 milhões de euros) nos primeiros seis meses deste ano, um aumento em comparação com o lucro de pouco mais de 3.816 milhões de meticais (55,3 milhões de euros) no primeiro semestre de 2023.

O Standard Bank, um dos três bancos considerados sistêmicos pelo Banco de Moçambique, registou a 30 de junho um ativo total de 168.874 milhões de meticais (2.447 milhões de euros), um aumento de 6,25% face ao final de 2023, enquanto o passivo total cresceu 9,7% no mesmo período, para 135.069 milhões de meticais (1.957 milhões de euros).

O Standard Bank Moçambique é um banco privado constituído em 1967, com sede em Maputo, – mas cuja atividade no país já data de 1894 — e que tem como empresa-mãe e acionista maioritário o Stanbic Africa Holdings Limited, um banco de investimento constituído no Reino Unido que detém uma participação equivalente a 98,15% do capital social.

O Stanbic África é uma entidade integralmente detida pelo Standard Bank Group, um banco de investimento constituído na África do Sul. Os restantes 1,85% do capital da sucursal de Moçambique são detidos por acionistas minoritários.

Os lucros do banco já tinham crescido 7,8% em 2023, para um recorde de 7.378 milhões de meticais (107,5 milhões de euros), segundo o relatório e contas.

“O desempenho financeiro este ano demonstra a eficácia da nossa estratégia e a resiliência do nosso negócio. A despeito das adversidades, as nossas receitas totais cresceram 5%, de 18.274 milhões de meticais [266,3 milhões de euros], em 2022, para 19.123 milhões de meticais [278,7 milhões de euros]”, lê-se na mensagem do administrador-delegado do Standard Bank, Bernardo Aparício, no relatório e contas de 2023.

Resultados que descreveu ainda como notáveis, sobretudo considerando que a “proporção de ativos remunerados” do banco, no total de ativos, “caiu fortemente” no último ano, de 84% para 68%, “na sequência do ajustamento do coeficiente de reservas obrigatórias”, que foi aumentado, em 2023, por decisão do banco central.

O Standard Bank Moçambique fechou 2023 com 1.364 funcionários, mais 9% face ao ano anterior.

A carteira líquida de empréstimos do banco caiu 15,8% em 2023, nomeadamente devido ao reembolso de créditos de alguns dos “grandes clientes empresariais”, explica o relatório.

Em 08 de março, o conselho de administração do Standard Bank Moçambique propôs a distribuição de dividendos aos acionistas no valor de 6.271 milhões de meticais (91,4 milhões de euros), relativos ao exercício de 2023. (LUSA/ Negócios)