Sunday, April 12, 2026
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New 100 MW solar project in Manica receives funding of 2.5 million dollars from the AfDB

Novo projecto solar de 100 MW em Manica recebe financiamento de 2,5 milhões de dólares do BAD

The African Development Bank (AfDB) will finance the construction of a floating solar power plant with a capacity of 100 megawatts (MW) on the Chicamba reservoir in Manica province. The project, developed by Electricidade de Moçambique (EDM), will involve an investment of 158.2 million meticais (2.5 million dollars), made available through SEFA (Sustainable Energy for Africa), according to Lusa.

“The funding not only makes it possible to build the plant, but also supports EDM in implementing a storage system for the energy produced. This project will be built on the reservoir of the Chicamba dam, built during the colonial period in the district of Sussundenga,” the state company said in a statement.

The document states that the project’s Environmental Impact Study is under public consultation until August, allowing society to participate and contribute to the sustainable development of the project.

Mozambique currently has projects for solar power plants totaling 125 MW, of which 80 MW are already connected to the electricity grid. In the first quarter of this year, electricity production in solar parks in the country grew by almost 14%, although it still represents less than 0.5% of total production.

“Electricity production at the country’s six large solar parks and other smaller plants reached 19,688 megawatt hours (MWh), compared to 17,328 MWh in the first three months of 2023. Despite this growth, solar production was surpassed by hydroelectric plants, which led with 84.6%, mainly due to the Cahora-Bassa Hydroelectric Plant, which alone accounted for 82.2% of total electricity production up to March,” highlights the budget execution report from January to March.

By 2030, the Executive plans to move ahead with the construction of solar power plants in at least five locations, with the aim of adding 1000 MW of electricity capacity to the national grid. This initiative is part of the Energy Transition Strategy (ETS), which foresees investments of around 5 billion meticais (80 billion dollars) by 2050, aiming for a “true solar revolution” in the country.

The strategy proposes the development of at least 1000 MW of new solar photovoltaic capacity and between 200 and 500 MW of onshore wind power by 2030. The goal by 2050 is to reach an installed capacity of 7.5 GW of solar photovoltaic energy and up to 2.5 GW of wind energy, ensuring that the country’s growing demand for electricity is met in a sustainable way.

“Electricity production at the country’s six large solar parks and other smaller plants reached 19,688 megawatt hours (MWh), compared to 17,328 MWh in the first three months of 2023. Despite this growth, solar production was surpassed by hydroelectric plants, which led with 84.6%, mainly due to the Cahora-Bassa Hydroelectric Plant, which alone accounted for 82.2% of total electricity production up to March,” highlights the budget execution report from January to March.

By 2030, the Executive plans to move ahead with the construction of solar power plants in at least five locations, with the aim of adding 1000 MW of electricity capacity to the national grid. This initiative is part of the Energy Transition Strategy (ETS), which foresees investments of around 5 billion meticais (80 billion dollars) by 2050, aiming for a “true solar revolution” in the country.

The strategy proposes the development of at least 1000 MW of new solar photovoltaic capacity and between 200 and 500 MW of onshore wind power by 2030. The goal by 2050 is to reach an installed capacity of 7.5 GW of solar photovoltaic energy and up to 2.5 GW of wind energy, ensuring that the country’s growing demand for electricity is met in a sustainable way.

26 estudantes moçambicanos iniciam estudos na França com bolsas do Mozambique LNG

bolsas do Mozambique LNG

Na Terça-feira, 23 de Julho, o programa de bolsas do Projecto Mozambique LNG, operado pela TotalEnergies EP Mozambique Área 1 Limitada, enviou um grupo de 26 estudantes para França para iniciar seus estudos no ensino superior. Esta é a quarta edição do programa, que conta com a colaboração da Embaixada de França em Moçambique e está alinhado com as políticas do Governo.

Segundo a Agência de Informação de Moçambique (AIM), o programa já concedeu um total de 94 bolsas ao longo dos últimos quatro anos. Os novos bolsistas foram seleccionados através de um rigoroso processo que avaliou a excelência académica, a diversidade de género, a origem provincial e o histórico dos candidatos.

“Dos 1643 candidatos em todo o país, foram escolhidos 26 jovens, dos quais 12 são mulheres. Estes estudantes irão frequentar algumas das mais prestigiadas instituições universitárias em França, em cursos de Bachelor Universitaire de Technologie e Mestrado”, refere um comunicado da empresa.

Elsa Bernardoff, adida de cooperação da Embaixada de França em Moçambique, destacou o empenho da sua entidade na cooperação universitária e no apoio ao intercâmbio de conhecimento científico. “Este programa de mobilidade é uma extensão das actividades da Embaixada e visa reforçar as competências dos jovens que, ao retornarem a Moçambique, contribuirão para o desenvolvimento do país”, sublinhou.

Laila Chilemba, vice-presidente para Assuntos Públicos e Comunicação da TotalEnergies EP Mozambique Área 1 Limitada, expressou satisfação pela continuidade do programa e pelo marco de 100 bolsas atribuídas, que será alcançado com o envio de mais seis estudantes nos próximos meses. “Este feito reflete o compromisso da TotalEnergies em investir na educação e na formação de futuros líderes moçambicanos”, afirmou.

Ana Mapfala, oriunda de Sofala e admitida no bacharelato em Engenharia Química e de Processos, destacou a importância da prática combinada com o conhecimento teórico no seu curso. Já Humberto Cintura, de Nampula, admitido no mestrado em Engenharia Automotiva para Mobilidade Sustentável, manifestou entusiasmo pela oportunidade de aprofundar os seus conhecimentos e aspirar a uma carreira na indústria automóvel.

De acordo com a nota oficial, este ano, o programa de bolsas abrange sete províncias, e a mensagem para futuros candidatos é clara: “qualquer que seja a sua origem geográfica ou social, tente a sua sorte.”

26 Mozambican students begin studies in France with Mozambique LNG scholarships

bolsas do Mozambique LNG

On Tuesday, July 23, the scholarship program of the Mozambique LNG Project, operated by TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limitada, sent a group of 26 students to France to begin their studies in higher education. This is the fourth edition of the program, which has the collaboration of the French Embassy in Mozambique and is in line with government policies.

According to the Mozambican Information Agency (AIM), the program has already awarded a total of 94 scholarships over the last four years. The new fellows were selected through a rigorous process that assessed academic excellence, gender diversity, provincial origin and the background of the candidates.

“Of the 1643 applicants across the country, 26 young people were chosen, 12 of whom are women. These students will attend some of the most prestigious university institutions in France, in Bachelor Universitaire de Technologie and Master’s courses,” says a statement from the company.

Elsa Bernardoff, cooperation attaché at the French Embassy in Mozambique, highlighted her organization’s commitment to university cooperation and support for the exchange of scientific knowledge. “This mobility program is an extension of the Embassy’s activities and aims to strengthen the skills of young people who, on returning to Mozambique, will contribute to the country’s development,” she said.

Laila Chilemba, Vice President for Public Affairs and Communication at TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limitada, expressed her satisfaction at the continuity of the program and the milestone of 100 scholarships awarded, which will be reached with the sending of six more students in the coming months. “This achievement reflects TotalEnergies’ commitment to investing in education and training future Mozambican leaders,” he said.

Ana Mapfala, from Sofala and admitted to the bachelor’s degree in Chemical and Process Engineering, highlighted the importance of practice combined with theoretical knowledge in her course. Humberto Cintura, from Nampula, admitted to the master’s degree in Automotive Engineering for Sustainable Mobility, expressed his enthusiasm for the opportunity to deepen his knowledge and aspire to a career in the automotive industry.

According to the official press release, this year’s scholarship program covers seven provinces, and the message to future candidates is clear: “whatever your geographical or social origin, try your luck.”

Nacala Logistics fortalece operações ao transportar combustível na Linha de Kanengo

A Nacala Logistics alcançou um marco significativo ao transportar 580.660 litros de combustível para o depósito da National Oil Company of Malawi (NOCMA) em Lilongwe, utilizando a nova linha de Kanengo. Esta operação, realizada em 19 de julho, foi uma colaboração bem-sucedida entre as equipes de Moçambique e Malawi, que transportaram com segurança 16 tanques de combustível.

A chegada da carga em Kanengo foi testemunhada por ministros malawianos e líderes da Nacala Logistics, que destacaram a importância da linha para o transporte eficiente e seguro de diversos tipos de carga, reforçando a parceria logística entre os dois países.

A crescente demanda pelos serviços da Nacala Logistics, desde o transporte inicial de carvão no mês passado, demonstra a capacidade da empresa de diversificar e atender às necessidades dos clientes.

A Nacala Logistics continua a expandir e aprimorar seus serviços, garantindo eficiência e segurança em todas as operações. A empresa agradece a dedicação de suas equipes e reafirma seu compromisso com soluções logísticas de alta qualidade, simbolizando o progresso e o potencial de crescimento da logística na África.

Melina Mangoele: ʺA visão da Toastmasters é criar uma conexão global de líderesʺ

Melina Mangoele: ʺA visão da Toastsmasters é criar uma conexão global de Lideresʺ

Formada em Gestão de Empresas, Melina Mangoele, ingressou no Maputo Toastmasters Club em 2019 com o objectivo de superar fragilidades de comunicação e liderança que afectavam a sua progressão profissional. Desde a sua entrada na organização, Melina demonstrou um notável crescimento e dedicação, assumindo cargos de liderança. Actualmente, ocupa a posição de Presidente do Clube MaputoToastmasters.

Em conversa com o Profile, Melina partilha perspectivas do Toastmasters e os fundamentos que sustentam a organização.

Profile Mozambique: Como ponto de partida. O que é o Toastmasters e qual é a missão da organização?

Melina Mangoele: Toastmasters é uma organização internacional sem fins lucrativos, fundada há mais de 100 anos. Este ano, comemoramos o nosso centenário. A organização surgiu quando o fundador, Ralph C. Smedley, identificou uma falta de habilidades de comunicação e liderança nos profissionais da sua comunidade. Embora os colaboradores soubessem o que fazer e como fazer, faltavam-lhes habilidades de soft skills.

Assim, foi criado um espaço ou clube, onde os profissionais teriam um ambiente para praticar apresentações e reuniões. Portanto, o Toastmasters surge como uma organização, baseada em três pilares fundamentais: comunicação em público, liderança e networking, ou ambiente de apoio. Nessa rede, a nossa missão é proporcionar aos membros e à comunidade em geral o desenvolvimento das habilidades de comunicação e liderança por meio de um ambiente de apoio onde seja possível melhorar e aprimorar continuamente.

PM: Em uma breve conversa, bem antes de começarmos, comentou que em Moçambique estão há 18 anos. Então, como é que foi essa transição, do nível global para o local?

MM: A visão do Toastmasters é criar uma rede universal de líderes e comunicadores. Com base nisso, houve a necessidade de criar o clube em Moçambique. A referência veio dos clubes da África do Sul, onde os primeiros ensaios aconteceram por meio de reuniões esporádicas. Alguns participantes visitavam os clubes na África do Sul, até que se tomou a decisão de realmente abrir um local em Moçambique.

Embora o português seja a nossa língua oficial, o primeiro clube, o ‘Maputo Toastmasters’, adotou como língua de expressão, Inglês. Naquela época, as reuniões decorriam na Biblioteca Americana Martin Luther King. De salientar que, a escolha da língua depende muito dos objectivos do clube.

Talvez surja a pergunta: por que um país de língua oficial portuguesa acolheria um clube que se expressa em inglês? Parece ser algo abstrato, mas é exactamente uma questão estratégica. O ponto-chave do Toastmasters é capacitar os jovens que precisam de enfrentar o mercado de emprego, onde muitas vezes é exigida a proficiência em inglês. Portanto, ter uma rede para desenvolver habilidades de comunicação em língua inglesa é um ponto estratégico importante para esses jovens.

PM: Quais são os principais programas oferecidos pelo Toastmasters para o aperfeiçoamento das competências de comunicação e liderança e como esses programas são estruturados para garantir um desenvolvimento contínuo?

MM: Para tornar mais acessível, o Toastmasters funciona como um curso de mestrado. A partir do momento em que alguém se torna membro, tem acesso à plataforma da organização. Quando o membro acessa a plataforma, ele tem a opção de escolher entre onze cursos diferentes de forma aleatória ou pode se submeter a um teste disponível na plataforma para identificar as suas inclinações específicas.

Os cursos são ministrados de forma autodidacta, ou seja, não há professores. Cada membro é o próprio mestre e professor. Ao escolher um dos perfis ou trilhas, o membro inicia seu progresso educacional, evoluindo por níveis. Cada nível contém os seus projectos, cada um deles trabalha uma habilidade ou um tema específico que permite o membro melhorar continuamente suas competências.

Agora, em relação ao segundo ponto que me é questionado, para assegurar que os membros recebam a orientação necessária, temos dentro do Toastmasters um programa de mentoria. Quando um novo membro ingressa, ele é alocado a um mentor que já tenha atingido pelo menos o terceiro nível dentro da organização. Este mentor orienta o novo membro no uso da plataforma, no acesso aos cursos e lições, e na preparação de discursos. O mentor não escreve os discursos para o membro, mas ajuda na organização e oferece encorajamento, especialmente na preparação e melhoria do sua performance. O mentor acompanha o membro até que ele se sinta confiante o suficiente para prosseguir de forma independente.

Além do mentor individual, existe o Vice-Presidente para a Educação (VPE), que é  responsável pelo progresso educacional de todos os membros. O VPE recebe relatórios sobre o avanço dos membros e faz o acompanhamento contínuo. Esta combinação de suporte individual e supervisão geral assegura que todos os membros recebam a ajuda necessária para desenvolver suas habilidades de comunicação e liderança de maneira eficaz e contínua.

PM: Quais são os requisitos necessários para alguém se tornar um membro do Toastmasters?

Para se tornar membro do Toastmasters, é necessário ter no mínimo 18 anos. Estabelecemos essa idade mínima para evitar questões relacionadas à exposição de menores de idade. Quando alguém ouve falar do Toastmasters e demonstra interesse, o próximo passo é participar de duas reuniões, que são completamente gratuitas. Isso permite ao convidado entender o conceito, o funcionamento, a organização e a execução prática de uma sessão do Toastmasters.

Após essas duas reuniões, o visitante deve decidir se deseja se tornar membro. Se a decisão for positiva, a pessoa é apresentada o Vice-Presidente de Membrasia, que fornecerá os formulários necessários e explicará os valores aplicáveis para a adesão. Após preencher os formulários e efectuar o pagamento da taxa de adesão, o novo membro é registado a rede global da Toastmasters.

A partir desse momento, o novo membro tem acesso completo aos clubes. Como o Toastmasters é uma entidade global, o membro também tem acesso a uma ampla rede de contactos internacionais, permitindo uma experiência de aprendizado e networking fora do alcance nacional.

PM: Sabemos que o Toastmasters tem cerca de cinco clubes em Moçambique. Como surgiu a ideia de criar os clubes e quais são os principais objectivos desses clubes?

MM: Actualmente, Moçambique está dividida em duas áreas dentro do Toastmasters: a Área 74 e a Área 129. Para que fique mais detalhado, em termos de clubes, temos sete no total, divididos entre clubes corporativos e comunitários. Existem quatro clubes corporativos e três clubes comunitários no país.

Nos clubes comunitários, destacam-se o Maputo Toastmasters, que é a mãe de todos os outros, o Clube Timbila e o Clube da Beira. Esses clubes são a porta de entrada para novos membros, oferecendo um ambiente adequado para todos que desejam desenvolver habilidades de comunicação e liderança.

Além dos clubes comunitários, temos clubes corporativos que são exclusivos para colaboradores de empresas específicas. Empresas que identificam fragilidades em comunicação e liderança entre seus colaboradores muitas vezes colaboram com o Toastmasters para resolver esses problemas. Actualmente, contamos com os clubes corporativos da Vodacom, Standard Bank, Absa Bank e FNB.

Estamos também em processo de abertura de mais 3 clubes corporativos. Esses novos clubes vão ajudar a expandir a rede e a fortalecer ainda mais as habilidades de comunicação e liderança dos profissionais em Moçambique.

PM: Este ano, foi organizado o Mozambique Toastmasters Week 2024 sob o lema “A África que Queremos”. Quais foram os principais fundamentos e o impacto desse evento?

MM: Para a criação do Toastmasters em Moçambique, adoptamos o lema “A África que Queremos”. Eu tive a honra de ser a Directora de Logística, responsável por todos os arranjos logísticos, contacto com os convidados nacionais e internacionais. Estive envolvida em todas as etapas do processo, desde o planeamento até a execução.

Nosso lema “A África que Queremos” reflecte nossa crença de que o futuro da África está nas mãos dos jovens. Queremos ser participantes activos na formação dos líderes de amanhã. A ideia é estimular a sociedade moçambicana a reflectir sobre o tipo de Sociedade que queremos é exactamente para participarmos desse processo construtivo.

Para exemplificar, trouxemos diversos palestrantes de áreas distintas, como a Dama do Bling na música, Carlos Serra na área do ambiente, Boardina Muala na Comunicação, Jeckcy, no Empreendedorismo e Glayds Gande na área do Empoderamento feminino, entre outros convidados.  Esses eventos foram oportunidades para os jovens pensarem sobre onde estamos e onde queremos chegar, chamando a atenção dos jovens para serem parte da solução, que desejamos ver na sociedade.

Ademais, acreditamos que um líder eficaz deve ser capaz de se comunicar de forma persuasiva, liderar equipes diversas e ter uma rede de contactos sólida. Essas habilidades são cruciais para mover e inspirar pessoas, bem como para levar adiante suas ideias.

Em termos do impacto, claramente olhamos para a adesão, desde que abrimos nossas portas, temos visto um crescente interesse na comunidade. Nossas reuniões têm ficado mais cheias e há um entusiasmo palpável das pessoas em conhecer mais sobre a nossa organização e se juntar a nós. O impacto da nossa missão é evidente, pois temos conseguido atrair cada vez mais membros que desejam desenvolver suas habilidades e contribuir para a sociedade moçambicana.

E por fim, o evento ampliou nossa visibilidade a nível do Toastmasters internacional, como já havia destacado, fomos destiguindos como a melhor área e em parte, essa distinção teve como contribuição o poder desse evento.

PM: Quais são os principais desafios que uma organização da dimensão do Toastmasters enfrenta em Moçambique?

MM: Um dos desafios que enfrentamos actualmente é a concentração dos nossos clubes na cidade de Maputo, temos um na Beira. Moçambique é um país vasto e não se resume apenas à sua capital. Temos dificuldade em abrir clubes fora de Maputo e garantir que esses clubes ofereçam a mesma qualidade e atractividade que temos na capital.

Outro desafio é aumentar o interacção com as empresas. Trabalhamos constantemente para mostrar às empresas a importância dos seus colaboradores treinarem habilidades de comunicação e liderança. O nosso trabalho é evidenciar que o desenvolvimento dessas habilidades, trará ganhos não só pessoais, mas também para a empresa. No entanto,  ainda há uma certa relutância e falta de entendimento por parte de algumas instituições em acolher este programa.

Além disso, temos fortes dificuldades em acessar instituições públicas. Quando nos aproximamos a essas instituições, frequentemente ouvimos que há falta de orçamento e que raramente contemplam questões de desenvolvimento de habilidades de comunicação e liderança. Actualmente, não estamos a trabalhar com nenhuma instituição pública. Esses desafios são alguns dos desafios, mas continuamos os nossos esforços para expandir e melhorar a difusão do Toastmasters em todo o país.

PM: Quais são os próximos passos que da Toastmasters em Moçambique?

MM: Os próximos passos do Toastmasters em Moçambique incluem uma série de iniciativas estratégicas voltadas para ampliar a presença e o impacto da organização em todo o país. Primeiramente, o Toastmasters está focado em expandir sua rede de clubes. Este esforço inclui a abertura de novos clubes comunitários e corporativos, com o objectivo de estabelecermo-nos em todo o país.

Ademais, o Toastmasters pretende estabelecer parcerias com universidades para criar canais que permitam aos estudantes começar a desenvolver as suas habilidades de comunicação desde a faculdade. Esta abordagem visa resolver limitações de comunicação de forma precoce, preparando os alunos para desafios futuros no mercado de trabalho e em suas vidas profissionais.

Melina Mangoele: ʺThe vision of Toastsmasters is to create a global connection of Leadersʺ

Melina Mangoele: ʺA visão da Toastsmasters é criar uma conexão global de Lideresʺ

With a degree in Business Management, Melina Mangoele joined the Maputo Toastmasters Club in 2019 with the aim of overcoming communication and leadership weaknesses that were affecting her professional progression. Since joining the organization, Melina has shown remarkable growth and dedication, taking on leadership roles. She currently holds the position of President of the MaputoToastmasters Club.
In conversation with Profile, Melina shares her perspectives on Toastmasters and the foundations that underpin the organization.

Profile Mozambique: As a starting point. What is Toastmasters and what is the organization’s main mission?
Melina Mangoele: Toastmasters is an international non-profit organization founded over 100 years ago. This year, we’re celebrating our centenary. The organization came about when the founder, Ralph C. Smedley, identified a lack of communication and leadership skills in the professionals in his community. Although employees knew what to do and how to do it, they lacked soft skills.
So a space or club was created, where professionals would have an environment to practice presentations and meetings. Therefore, Toastmasters emerged as an organization, based on three fundamental pillars: public speaking, leadership and networking, or a supportive environment. In this network, our mission is to provide members and the community in general with the development of communication and leadership skills through a supportive environment where it is possible to continuously improve and enhance.

PM: In a short conversation, just before we started, you were saying that you’ve been in Mozambique for 18 years. So, how was that transition from global to local?
MM: Toastmasters’ vision is to create a universal network of leaders and communicators. Based on this, there was a need to create the club in Mozambique. The reference came from the clubs in South Africa, where the first rehearsals took place through sporadic meetings. Some participants visited the clubs in South Africa, until the decision was made to actually open a place in Mozambique.
Although Portuguese is our official language, the first club, Maputo Toastmasters, adopted English as its language of expression. At the time, meetings were held at the Martin Luther King American Library. It should be noted that the choice of language depends very much on the objectives of the club.
The question may arise: why would a Portuguese-speaking country host a club that expresses itself in English? It sounds abstract, but it’s really a strategic question. The key point of Toastmasters is to train young people who need to face the job market, where proficiency in English is often required. Therefore, having a network to develop communication skills in English is an important strategic point for these young people.

PM: What are the main programs offered by Toastmasters for improving communication and leadership skills and how are these programs structured to ensure continuous development?
MM: To make it more accessible, Toastmasters works like a master’s degree course. From the moment someone becomes a member, they have access to the organization’s platform. When the member accesses the platform, they have the option of choosing between eleven different courses at random or they can take a test available on the platform to identify their specific inclinations.
The courses are self-taught, i.e. there are no teachers. Each member is their own master and teacher. By choosing one of the profiles or tracks, the member begins their educational progress, evolving through levels. Each level contains its own projects, each of which works on a specific skill or topic that allows the member to continually improve their skills.

Now, in relation to the second point I was asked about, to ensure that members receive the necessary guidance, we have a mentoring program within Toastmasters. When a new member joins, they are assigned to a mentor who has already reached at least the third level within the organization. This mentor guides the new member in using the platform, accessing courses and lessons, and preparing speeches. The mentor does not write the speeches for the member, but helps organize them and offers encouragement, especially in preparing and improving their performance. The mentor accompanies the member until they feel confident enough to proceed independently.
In addition to the individual mentor, there is the Vice President for Education (VPE), who is responsible for the educational progress of all members. The VPE receives reports on members’ progress and follows up on an ongoing basis. This combination of individual support and general supervision ensures that all members receive the help they need to develop their communication and leadership skills effectively and continuously.

PM: What are the requirements for becoming a Toastmasters member?
MM: To become a member of Toastmasters, you must be at least 18 years old. We have set this minimum age to avoid issues related to the exposure of minors. When someone hears about Toastmasters and shows interest, the next step is to attend two meetings, which are completely free of charge. This allows the guest to understand the concept, functioning, organization and practical execution of a Toastmasters session.
After these two meetings, the visitor must decide whether to become a member. If the decision is positive, the person is introduced to the Vice-President of Membrasia, who will provide the necessary forms and explain the applicable fees for membership. After completing the forms and paying the membership fee, the new member is registered with the global Toastmasters network.
From that moment on, the new member has full access to the clubs. As Toastmasters is a global entity, the member also has access to a wide network of international contacts, allowing for a learning and networking experience beyond national reach.

PM: We know that Toastmasters has around five clubs in Mozambique. How did the idea of creating the clubs come about and what are their main objectives?
MM: Mozambique is currently divided into two areas within Toastmasters: Area 74 and Area 129. To be more detailed, in terms of clubs, we have seven in total, divided between corporate and community clubs. There are four corporate clubs and three community clubs in the country.
The community clubs include Maputo Toastmasters, which is the mother of all the others, Clube Timbila and Clube da Beira. These clubs are the gateway for new members, offering a suitable environment for anyone wishing to develop communication and leadership skills.
In addition to the community clubs, we have corporate clubs that are exclusively for employees of specific companies. Companies that identify weaknesses in communication and leadership among their employees often collaborate with Toastmasters to solve these problems. We currently have corporate clubs for Vodacom, Standard Bank, Absa Bank and FNB.
We are also in the process of opening 3 more corporate clubs. These new clubs will help expand the network and further strengthen the communication and leadership skills of professionals in Mozambique.

PM: This year, Mozambique Toastmasters Week 2024 was organized under the slogan “The Africa We Want”. What were the main foundations and impact of this event?
MM: For the creation of Toastmasters in Mozambique, we adopted the motto “The Africa We Want”. I had the honor of being the Logistics Director, responsible for all the logistical arrangements, contact with national and international guests. I was involved in every stage of the process, from planning to execution.
Our motto “The Africa We Want” reflects our belief that the future of Africa is in the hands of young people. We want to be active participants in shaping the leaders of tomorrow. The idea is to encourage Mozambican society to reflect on the kind of society we want, so that we can participate in this constructive process.
To illustrate this, we brought in various speakers from different areas, such as Dama do Bling on music, Carlos Serra on the environment, Boardina Muala on communication, Jeckcy on entrepreneurship and Glayds Gande on female empowerment, among other guests. These events were opportunities for young people to think about where we are and where we want to go, drawing young people’s attention to being part of the solution we want to see in society.

Furthermore, we believe that an effective leader must be able to communicate persuasively, lead diverse teams and have a solid network of contacts.These skills are crucial for moving and inspiring people, as well as for taking their ideas forward.
In terms of impact, we clearly look at membership, since we opened our doors we have seen a growing interest in the community.Our meetings have been getting fuller and there is a palpable enthusiasm from people to find out more about our organization and join us.The impact of our mission is evident, as we have been able to attract more and more members who want to develop their skills and contribute to Mozambican society.And finally, the event has increased our visibility at international Toastmasters level. As I mentioned earlier, we were named the best area and this distinction was partly due to the power of this event.

PM: What are the main challenges facing an organization the size of Toastmasters in Mozambique?
MM: One of the challenges we currently face is the concentration of our clubs in the city of Maputo, we have one in Beira. Mozambique is a vast country and not just the capital.We find it difficult to open clubs outside Maputo and ensure that these clubs offer the same quality and attractiveness that we have in the capital.
Another challenge is to increase interaction with companies. We constantly work to show companies the importance of their employees training in communication and leadership skills. Our job is to make it clear that developing these skills will bring gains not only personally, but also for the company. However, there is still a certain reluctance and lack of understanding on the part of some institutions to embrace this program.
In addition, we have great difficulty accessing public institutions. When we approach these institutions, we often hear that there is a lack of budget and that they rarely contemplate issues of developing communication and leadership skills. Currently, we are not working with any public institutions. These are some of the challenges, but we are continuing our efforts to expand and improve the spread of Toastmasters throughout the country.

PM: What are Toastmasters’ next steps in Mozambique?
MM: Toastmasters’ next steps in Mozambique include a series of strategic initiatives aimed at expanding the organization’s presence and impact throughout the country. Firstly, Toastmasters is focused on expanding its network of clubs.
This effort includes opening new community and corporate clubs, with the aim of establishing ourselves throughout the country.In addition, Toastmasters intends to establish partnerships with universities to create channels that allow students to start developing their communication skills right from college. This approach aims to address communication limitations early on, preparing students for future challenges in the job market and in their professional lives.

Petrolíferas obrigadas a divulgar informações de salários e contratações

Petrolíferas obrigadas a divulgar informações de salários e contratações

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), através do diploma ministerial 55/2024, determinou que as concessionárias petrolíferas são agora obrigadas a fornecer informações detalhadas sobre salários e processos de contratação ao Governo. Este diploma, aprovado a 5 de Julho e que entrou em vigor no mesmo dia, estabelece novas exigências para a transparência na gestão de recursos e processos administrativos no sector petrolífero.

De acordo com a Lusa, o novo regulamento aplica-se principalmente às concessionárias estrangeiras que operam no sector de petróleo e gás natural em Moçambique, detentor das terceiras maiores reservas de gás natural em África, estimadas em 180 mil milhões de pés cúbicos. “O objectivo principal é garantir que os cidadãos tenham acesso a oportunidades de emprego, promover a capacitação de trabalhadores e empresas por meio da cooperação nacional e internacional e assegurar a participação de fornecedores locais na contratação de bens e serviços”, refere o documento.

Segundo o diploma, as concessionárias deverão submeter ao Instituto Nacional de Petróleo (INP) documentos que comprovem a quantidade e lista de empregados, especificando dados como proveniência, género e a inclusão de pessoas com deficiência. Além disso, deverão apresentar a tabela salarial e os respectivos subsídios. No que diz respeito à contratação de bens e serviços, as empresas terão de fornecer informações sobre a nacionalidade das empresas contratadas, assegurar o cumprimento do direito de preferência e apresentar documentos comprovativos dos editais dos concursos públicos e das ofertas de todos os fornecedores participantes.

O diploma estipula que as concessionárias devem garantir que pelo menos 25% dos trabalhadores em posições superiores e 85% nas posições técnicas sejam nacionais. Caso não haja mão-de-obra qualificada disponível no País, será permitido contratar trabalhadores estrangeiros, desde que a empresa demonstre a impossibilidade de recrutar trabalhadores locais.

De acordo com a Lusa, o diploma também exige que as concessionárias concedam bolsas de formação, que devem incluir pelo menos 1200 horas de formação técnico-profissional e 600 horas de formação profissional, além de oportunidades no ensino superior. Durante os períodos de pesquisa e desenvolvimento e produção, as empresas devem assegurar a concessão de bolsas de formação em instituições de ensino em Moçambique e no estrangeiro, com o objectivo de formar moçambicanos em várias áreas, incluindo cursos superiores, técnico-profissionais e formação profissional.

Esta medida visa não só aumentar a transparência no sector petrolífero, mas também garantir que os benefícios da exploração de recursos naturais contribuam para o desenvolvimento económico e social do País, promovendo a inclusão e capacitação dos trabalhadores moçambicanos.

Oil companies obliged to disclose salary and hiring information

Petrolíferas obrigadas a divulgar informações de salários e contratações

The Ministry of Mineral Resources and Energy (MIREME), through ministerial decree 55/2024, has determined that oil concessionaires are now obliged to provide detailed information on salaries and hiring processes to the government. This diploma, approved on July 5 and which came into force on the same day, establishes new requirements for transparency in the management of resources and administrative processes in the oil sector.

According to Lusa, the new regulation applies mainly to foreign concessionaires operating in the oil and natural gas sector in Mozambique, which has the third largest natural gas reserves in Africa, estimated at 180 billion cubic feet. “The main objective is to ensure that citizens have access to employment opportunities, to promote the training of workers and companies through national and international cooperation and to ensure the participation of local suppliers in the contracting of goods and services,” the document states.

According to the law, concessionaires must submit documents to the National Petroleum Institute (INP) proving the number and list of employees, specifying data such as origin, gender and the inclusion of people with disabilities. They must also submit the salary scale and the respective allowances. With regard to the contracting of goods and services, companies will have to provide information on the nationality of the companies contracted, ensure compliance with the right of first refusal and submit documents proving the calls for tenders and offers from all participating suppliers.

The law stipulates that concessionaires must ensure that at least 25% of workers in senior positions and 85% in technical positions are nationals. If there is no qualified workforce available in the country, they will be allowed to hire foreign workers, as long as the company demonstrates that it is impossible to recruit local workers.

According to Lusa, the law also requires concessionaires to grant training scholarships, which must include at least 1,200 hours of technical-vocational training and 600 hours of professional training, as well as opportunities in higher education. During periods of research and development and production, the companies must ensure that training scholarships are awarded at educational institutions in Mozambique and abroad, with the aim of training Mozambicans in various areas, including higher education, technical-vocational courses and vocational training.

This measure aims not only to increase transparency in the oil sector, but also to ensure that the benefits of exploiting natural resources contribute to the country’s economic and social development, promoting the inclusion and training of Mozambican workers.

Fórum de Investimento Árabe-Moçambique: Nyusi destaca áreas prioritárias para investimentos

Fórum de investimento Árabe-Moçambique: Nyusi destaca áreas prioritárias para investimento

Na quarta-feira, 24 de julho, o Presidente da República, Filipe Nyusi, convidou os empresários árabes a continuarem a investir em Moçambique durante o Fórum de Investimento Árabe-Moçambique. O evento teve início hoje e termina na quinta-feira, 25 de julho.

No seu discurso de abertura, Nyusi destacou cinco áreas prioritárias para o investimento, oferecendo várias oportunidades para os empresários árabes.

O Presidente enfatizou a importância dos complexos aeroportuários, tirando partido da situação geoestratégica de Moçambique. Mencionou oportunidades noutros portos, incluindo a recente iniciativa conjunta do Botswana, Moçambique e Zimbabué para a construção do porto Techobanini, que irá satisfazer as necessidades destes países. Nyusi também sublinhou a importância das estradas com portagem nas parcerias público-privadas, destacando a Estrada Nacional Número 1 (N1), que liga todo o país com ramificações para a costa e países do interior. “Acreditamos que há necessidade de começar a pensar numa estrada alternativa que possa facilitar a circulação e aproximar algumas zonas de produção”, disse.

Nyusi destacou a construção da barragem de Mphanda Nkuwa, que é crucial para a produção de energia limpa para o mercado da África Austral. O projeto está em fase de estruturação comercial para viabilização, incluindo a mobilização financeira. Referiu ainda os campos de hidrocarbonetos ainda em fase de pesquisa e o potencial de investimento em energias renováveis, nomeadamente solar, e em recursos minerais estratégicos para a produção de baterias eléctricas.

O fórum, que junta empresários árabes e moçambicanos, prossegue até amanhã, explorando oportunidades de investimento em várias outras áreas, procurando reforçar as relações económicas e promover o desenvolvimento sustentável em Moçambique.

Empresa Chinesa Haiyu Mining destina 4,6 milhões de meticais para cooperativa em Angoche

Empresa Chinesa Haiyu Mining destina 4,6 milhões de meticais para cooperativa em Angoche

A empresa chinesa Haiyu Mozambique Mining aplicou 4,6 milhões de meticais em responsabilidade social na província de Nampula, concretamente no distrito de Angoche.

Segundo informações divulgadas pela Integrity-Moçambique esta Terça-feira (24), o valor será destinado à construção e apetrechamento de uma cooperativa que beneficiará as localidades de Cerema e Sangane, em Angoche.

Este investimento insere-se nas iniciativas de responsabilidade social da Haiyu Mining e inclui a alocação de equipamentos de conservação de pescado, como congeladores, balanças, redes de pesca e insumos agrícolas.

Durante a cerimónia de entrega do valor, o administrador de Angoche, Wiliamo Tuzine, encorajou a Haiyu Mining a continuar com acções de responsabilidade social e instou os beneficiários a fazerem uso racional dos equipamentos para valorizar o investimento.

“Queremos aproveitar a oportunidade para instar a empresa Haiyu Mining, bem como outras empresas, a continuarem a investir no desenvolvimento de Angoche. Além disso, os beneficiários deste investimento devem fazer valer a pena, utilizando os equipamentos de forma racional”, afirmou Tuzine.

Em conclusão, o presidente do Conselho Autárquico de Angoche, Dalila Ussene, desafiou a Haiyu Mining a ser cada vez mais transparente e inclusiva em suas acções.