Sunday, April 12, 2026
spot_img
Home Blog Page 147

BCI recebe distinção da AMS pelo apoio ao sector de seguros

O Banco Comercial e de Investimentos (BCI) foi recentemente distinguido pela Associação Moçambicana de Seguradoras (AMS) pelo seu significativo contributo para o sucesso da 2.ª Conferência Anual de Seguros. O evento decorreu no início deste mês de Julho, sob o tema “Seguros em Tempo de Mudança”, com o objectivo de reflectir sobre o mercado segurador e propor soluções para os desafios socioecónomicos de Moçambique.

De acordo com um comunicado da instituição, na cerimónia de entrega do prémio, Denise Menezes Pinto, directora do Gabinete de Gestão Seguradora do BCI, afirmou: “é uma grande responsabilidade para nós. O galardão reafirma o nosso compromisso de assegurar a contínua disponibilização de soluções arrojadas, inovadoras e à altura de responder às exigências crescentes de um mercado altamente competitivo.”

Denise Menezes Pinto destacou que, ao associar-se à iniciativa como patrocinador, o BCI reafirma o seu papel preponderante na expansão do mercado de seguros. A responsável sublinhou ainda a importância da actividade do banco no aumento dos activos, no incremento do seu envolvimento no conteúdo local, especialmente nos megaprojectos, e na melhoria do nível de serviço na emissão de garantias bancárias e apoio às pequenas e médias empresas (PME). Além disso, enfatizou a aposta do BCI na inclusão financeira.

“A conferência também proporcionou uma oportunidade para o estreitamento de relações com a AMS, o aprofundamento de conhecimentos e o alargamento da rede de contactos com os stakeholders do sector”, lê-se no comunicado.

BdM: Dinheiro a circular aumenta para 62,7 Mil Milhões de Meticais em Maio

O dinheiro físico a circular em Moçambique aumentou 8,5% em Maio, face ao mês anterior, tendo-se situado nos 62,7 mil milhões de meticais, indicam dados compilados e divulgados pela Lusa.

De acordo com um relatório do Banco de Moçambique (BdM), as notas e moedas em circulação no País no final de Maio correspondiam igualmente ao valor mais elevado se comparado com os 57,8 mil milhões contabilizados em Abril.

“O dinheiro a circular em Moçambique cresceu 10% desde Janeiro”, recordou o banco central.

A retirada de dinheiro de circulação é uma prática habitual da política monetária contraccionista, de redução da oferta de moeda, normalmente utilizada pelos bancos centrais para conter a subida de preços. Contudo, neste período, foram relatados vários problemas no novo sistema interbancário moçambicano, cuja migração começou em 2023, com recorrentes dificuldades em pagamentos e levantamentos de numerário em caixas ATM.

O Banco de Moçambique anunciou, a 16 de Junho, a introdução de uma nova série de notas e moedas do metical, que vão circular juntamente com as emitidas desde 1 de Julho de 2006, revelou a Lusa.

“Os bancos centrais tendem a fazer a revisão das suas notas e moedas em circulação a cada cinco anos, por forma que se adequem às novas tendências de ‘design’, segurança e outros elementos contextuais”, explicou o governador do BdM, Rogério Zandamela.

Segundo o responsável, “a temática das notas e moedas do metical da série 2024 conserva presente a tradição do enaltecimento dos valores do nosso património cultural, histórico e faunístico”.

“A nova série, denominada 2024, foi lançada no Dia do Metical e mantém as actuais seis notas bancárias. As denominações de 1000, 500 e 200 meticais estão em substrato de papel, e as denominações de 100, 50 e 20 meticais em substrato de polímero”, explicou Zandamela.

Em relação às moedas, as denominações de 20 e cinco centavos serão descontinuadas, permanecendo as de dez, cinco, dois e um metical, além das de 50, dez e um centavo.

“As novas notas e moedas de metical circularão em simultâneo com as séries de notas e moedas emitidas desde 1 de Julho de 2006, que continuam igualmente a ter o curso legal obrigatório e poder liberatório pleno e ilimitado dentro do território nacional”, disse o governador.

Access Bank lidera iniciativa para promover crescimento económico de Cabo Delgado

O Access Bank Moçambique reforçou o seu compromisso com o desenvolvimento económico de Cabo Delgado ao assinar um memorando de entendimento com o conselho executivo da província durante o Mozambique Energy & Industry Summit (MEIS), realizado na quinta-feira, 4 de Julho.

De acordo com um comunicado, o objectivo principal do acordo é promover o crescimento económico sustentável através do desenvolvimento do conteúdo local em Moçambique, com foco especial em Cabo Delgado. O Access Bank comprometeu-se a gerir fundos para financiar empresas locais e projectos comunitários, implementando programas de inclusão e literacia financeira.

Tarcísio Mahanhe, director de banca corporativa do Access Bank, destacou a importância do acordo para o desenvolvimento regional, enfatizando o papel crucial do capital privado no financiamento de Pequenas e Médias Empresas e no estímulo ao desenvolvimento local. Para Marco Abalroado, administrador-delegado do Access Bank Moçambique, a participação no MEIS e a assinatura do memorando reforçam o compromisso do banco com a inclusão financeira e o crescimento sustentável da região.

Durante o evento, Tarcísio Mahanhe contribuiu activamente para um painel sobre financiamento de megaprojectos em Moçambique, sublinhando a necessidade de quadros regulamentares claros para catalisar investimentos e desenvolvimentos tecnológicos na região.

“O Mozambique Energy & Industry Summit proporcionou um espaço de debate sobre o panorama energético da região, impacto ambiental, desenvolvimento socioeconómico, oportunidades de investimento, economia azul, mineração e parques industriais em Cabo Delgado”, lê-se na nota.

Cooperação e Desevolvimento: Missão do Botswana visita Parque Industrial de Beluluane

O Parque Industrial de Beluluane recebeu uma visita de grande importância. A Missão do Botswana, acompanhando o Presidente Mokgweetsi Eric Keabetswe Masisi, em Visita de Estado a Moçambique, explorou oportunidades para negócios botswaneses em expansão regional.

Liderada pelo Sr. Anthony Sefako, Director de Operações do Centro de Comércio e Investimento do Botswana, a delegação testemunhou a imensa contribuição do MozParks para a industrialização de Moçambique.

Durante a visita, a delegação teve a oportunidade de conhecer as operações da ETG Steel Solution e Midal Cables, vivenciando de perto as impressionantes operações e contribuições de emprego dessas empresas. Este dia inspirador, que destacou o potencial de colaboração regional e a força das capacidades industriais africanas, foi concluído com as palavras “África pode fazer isso”.

A visita não só fortaleceu os laços entre Moçambique e Botswana, mas também sublinhou a importância de parcerias estratégicas para o desenvolvimento industrial e económico da região.

Que factores influenciam a variação dos activos das reservas internacionais líquidas de um país?

reservas

As reservas internacionais líquidas desempenham um papel na estabilidade económica, sendo constituídas por activos em moeda estrangeira, como divisas, ouro e outros instrumentos financeiros de fácil conversibilidade, que são mantidas pelo Banco Central do país. A presença de reservas internacionais líquidas em níveis adequados é essencial para enfrentar choques externos e assegurar a estabilidade económica. Destacamos algumas formas através das quais, as reservas liquidas podem contribuir para a estabilidade económica:

  1. Estabilidade cambial: As reservas internacionais líquidas ajudam a estabilizar a taxa de câmbio de uma moeda nacional. Em caso de pressões cambiais, o Banco Central pode intervir no mercado cambial utilizando as reservas para comprar ou vender moeda estrangeira, equilibrando a demanda e a oferta e evitando flutuações excessivas na taxa de câmbio.
  2. Cobertura de importações: As reservas internacionais líquidas permitem que um país tenha recursos suficientes para pagar pelas importações de bens e serviços. Manter um nível adequado de reservas garante a capacidade de cobrir as despesas de importação por um período prolongado, reduzindo o risco de escassez de divisas e garantindo o funcionamento contínuo do comércio exterior.
  3. Credibilidade e confiança dos investidores: A existência de reservas internacionais líquidas em quantidade adequada demonstra a capacidade de um país honrar suas obrigações externas. Isso gera confiança nos investidores e credibilidade nos mercados internacionais, o que pode atrair investimentos estrangeiros directos e facilitar o acesso a financiamentos externos em momentos de necessidade.
  4. Amortecimento de choques externos: As reservas internacionais líquidas atuam como um amortecedor contra choques externos, como crises financeiras globais, flutuações abruptas nos preços das commodities ou instabilidades políticas em outros países. Em situações de crise, as reservas podem ser utilizadas para mitigar os impactos negativos na economia nacional, fornecendo recursos para estabilizar os mercados financeiros e manter o equilíbrio macroeconómica.

Principais activos que compõem as reservas internacionais líquidas:

  • Moeda estrangeira: Isso inclui as principais moedas como dólar americano, euro, libra esterlina, iene japonês, entre outras. A posse dessas moedas permite ao país realizar transacções internacionais e cumprir obrigações externas.
  • Ouro: O ouro é considerado um activo de reserva tradicionalmente valioso e reconhecido internacionalmente. É usado como protecção contra flutuações monetárias e como reserva de valor em momentos de incerteza económica.
  • Direitos Especiais de Saque (DES): Os DES são uma forma de activo de reserva criada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Eles representam uma cesta de moedas composta por dólar americano, euro, iene japonês, libra esterlina e yuan chinês. Os DES são alocados aos países membros do FMI e podem ser utilizados para transacções internacionais.
  • Outros activos financeiros: além dos activos mencionados acima, as reservas internacionais líquidas podem incluir outros instrumentos financeiros de fácil conversibilidade, como títulos do governo de outros países, depósitos em bancos estrangeiros e outros activos líquidos denominados em moeda estrangeira.

A variação dos activos que compõem as reservas internacionais líquidas de um país pode ser influenciada por diversos factores:

  1. Balança de pagamentos: A balança de pagamentos de um país, que regista todas as transacções entre residentes e não residentes, pode impactar a variação dos activos das reservas internacionais. Por exemplo, se um país apresenta um déficit em sua balança de pagamentos, pode precisar utilizar suas reservas para cobrir a diferença.
  2. Taxa de câmbio: A taxa de câmbio entre a moeda nacional e outras moedas estrangeiras pode afectar a variação dos activos das reservas internacionais. Uma desvalorização da moeda nacional pode aumentar o valor das reservas em termos de moeda local, enquanto uma valorização da moeda nacional pode reduzir o valor das reservas.
  3. Política monetária e cambial: As decisões de política monetária e cambial adoptadas pelo país também podem influenciar a variação dos activos das reservas internacionais. Por exemplo, se o banco central decidir intervir no mercado cambial para estabilizar a taxa de câmbio, pode comprar ou vender moeda estrangeira utilizando as reservas.
  4. Fluxos de capital: Os fluxos de capital, como investimentos estrangeiros directos, investimentos em carteira e empréstimos internacionais, podem afectar a variação dos activos das reservas internacionais. Entradas de capital podem aumentar as reservas, enquanto saídas de capital podem reduzi-las.
  5. Choques económicos e eventos externos: Choques económicos, como crises financeiras internacionais, instabilidade política, mudanças nas condições económicas globais, entre outros eventos externos, podem ter um impacto significativo na variação dos activos das reservas internacionais de um país.
Relação entre a balança de pagamentos e a variação dos activos das reservas internacionais

A balança de pagamentos e a variação dos activos das reservas internacionais estão directamente relacionadas. A balança de pagamentos regista todas as transacções económicas entre residentes e não residentes de um país, incluindo transacções comerciais, de serviços, de renda e financeiras. Essas transacções podem resultar em entradas ou saídas de moeda estrangeira.

Quando um país apresenta um superávit em sua balança de pagamentos, ou seja, as entradas de moeda estrangeira são maiores do que as saídas, isso resulta em um aumento das reservas internacionais do país. O governo pode optar por utilizar parte dessas reservas para investimentos, pagar dívidas externas ou manter uma reserva de segurança.

Por outro lado, quando um país apresenta um déficit em sua balança de pagamentos, ou seja, as saídas de moeda estrangeira são maiores do que as entradas, isso pode levar a uma redução das reservas internacionais. Nesse caso, o governo pode precisar utilizar suas reservas para cobrir o déficit e estabilizar a economia.

Assim, a variação dos activos das reservas internacionais está intimamente ligada aos resultados da balança de pagamentos. Um superávit na balança de pagamentos tende a aumentar as reservas, enquanto um déficit tende a reduzi-las. É importante que os países monitorem e gerenciem sua balança de pagamentos para garantir a estabilidade e a adequada utilização de suas reservas internacionais.

Veja o desempenho da economia moçambicana no primeiro trimestre de 2024

No primeiro trimestre de 2024, a economia moçambicana apresentou um crescimento de 3,2%, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Esse valor ficou abaixo dos índices registados nos quatro trimestres de 2023, mostrando um desempenho económico mais moderado. O sector primário foi o destaque, com um crescimento de 4,80%, especialmente na área da pesca, que teve uma variação de 11,36%.

Análise do crescimento económico: O relatório mais recente do INE revela que o crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado foi de 3,2% no primeiro trimestre de 2024, em contraste com os 6,55% registados no mesmo período do ano anterior. No entanto, é importante ressaltar que houve um crescimento consistente nos trimestres anteriores, com taxas de 5,87%, 4,39% e 4,84% nos segundo, terceiro e quarto trimestres de 2023, respectivamente.

projeccoes económicas

Expansão económica e perspectivas futuras: 

No início deste ano, o Governo anunciou um crescimento económico de 5% em 2023, superando a média regional da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). Esse crescimento foi impulsionado pelos sectores de indústria extractiva, turismo, agricultura, transporte e comunicações, entre outros. Para 2024, o Executivo projecta um crescimento económico de 5,5% e a manutenção da taxa de inflação média anual em 7%.

Os resultados do primeiro trimestre de 2024 indicam um crescimento económico mais moderado em comparação com o ano anterior. No entanto, o desempenho positivo nos trimestres anteriores e as perspectivas futuras de crescimento mostram que a economia moçambicana continua em um caminho de expansão. O Governo está implementando políticas e reformas para promover uma maior dinâmica nas actividades económicas do sector privado e atrair investimentos. O país também registou uma tendência positiva na inflação média e possui reservas internacionais líquidas que garantem maior credibilidade e capacidade de absorção de choques na balança de pagamentos.

Fonte:

Reservas bancárias registaram queda pelo segundo mês consecutivo

projeccoes económicas

O Banco de Moçambique (BdM) avançou que as reservas feitas pelos bancos moçambicanos  observaram uma queda pelo segundo mês consecutivo, situando-se nos 251,1 mil milhões de meticais (3,8 mil milhões de dólares) em Maio.

O relatório estatístico da instituição recordou que, em Março, o volume destas reservas verificou um recorde ao fixar-se nos 255,1 mil milhões de meticais, condição que começou a alterar-se em Abril, após queda para 254, 2 mil milhões de meticais.

“As reservas obrigatórias dos bancos comerciais estavam fixadas no coeficiente de 10,5% em moeda nacional e 11% em moeda estrangeira no início de Janeiro de 2023”, explicou o documento, divulgado nesta Quinta-feira, 11 de Julho, pela Lusa.

De acordo com o banco central, “nos primeiros seis meses do ano passado, o Banco de Moçambique aumentou por duas vezes esse coeficiente, com o argumento de ser necessário para absorver a liquidez excessiva no sistema bancário, com potencial de gerar uma pressão inflacionária”.

“O último desses aumentos aconteceu em Junho, chegando a 39% dos depósitos em moeda nacional e 39,5% no caso de moeda estrangeira a ficarem em reserva bancária”, acrescentou.

Após este aumento, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) considerou que a decisão tornava ainda mais caro contrair financiamento bancário, mecanismo essencial numa economia de Pequenas e Médias Empresas.

Na mesma ocasião, economistas nacionais consideraram “nociva” para as empresas a decisão do BdM de aumentar os coeficientes de reservas obrigatórias, assinalando que a medida “não vai resolver” a espiral de inflação, porque esta “variável” é condicionada por “problemas estruturais”.

Criada a área de jurisdição portuária para facilitar o transporte de areias pesadas de chibuto

areias pesadas

O Governo anunciou esta Terça-feira (9) que já foi criada e concedida uma área de jurisdição portuária no distrito de Chongoene, na província de Gaza, Sul de Moçambique, com o objectivo de abrir espaço para a implementação, construção e gestão de infra-estruturas de transporte de areias pesadas que estão a ser exploradas em Chibuto.

Intervindo após a realização da 20.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, o porta-voz do Governo, Filimão Suaze, explicou que a área visa ainda permitir a funcionalidade do projecto do Terminal Portuário de Chongoene, bem como facilitar o planeamento e integração de futuros terminais.

“A criação da área permitirá mais espaços operacionais e de serviços portuários, respeitando aspectos sociais, ambientais, legais e económicos”, avançou o responsável, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Suaze sublinhou que, no mesmo encontro, o Executivo aprovou a concessão das infra-estruturas do Terminal Portuário de Chongoene à Sociedade Terminal de Minérios de Chongoene, SA, composta pela companhia mineira chinesa Desheng Port, S.A., e a empresa pública Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM).

“A concessão, em regime de parceria público-privada, permitirá à Desheng Port construir, operar, manter, gerir e, eventualmente, devolver as infra-estruturas ao Governo, por isso, foi concedido, numa primeira fase, um investimento de 55 milhões de dólares”, frisou.

O gestor do projecto, You Jian Ping, explicou que a empreitada está a decorrer a um ritmo satisfatório, acrescentando que todos os desentendimentos com as comunidades já foram solucionados.

“Os trabalhos estão divididos em três fases, sendo que a primeira será concluída até Agosto próximo, período durante o qual poderá ter início a exportação das areias pesadas de Chibuto a partir daquela infra-estrutura marítima para vários países”,  sustentou na altura.

Fonte: Diário Económico

Moçambique recebe investimento de $179 milhões dos EUA para energia renovável

energia eolica

Os Estados Unidos da América, por meio da US International Development Finance Corporation (DFC), aprovaram um empréstimo  de 179 milhões de dólares para viabilizar um ambicioso projecto de energia eólica em Moçambique. O projecto, que será implementado no distrito de Namaacha, província de Maputo, visa a construção de uma central com capacidade de 120 Megawatts pela Globeleq, uma renomada empresa do sector energético africano.

De acordo com informações divulgadas pelo BNN Bloomberg nesta Quarta-feira (10), parte dos fundos, especificamente 99 milhões de dólares, será direccionada exclusivamente para financiar a infra-estrutura necessária, enquanto os restantes 80 milhões serão disponibilizados como seguro contra risco político para a Globeleq África.

O projecto total requer um investimento estimado em 268 milhões de dólares, cuja captação de recursos está prevista para ser concluída ainda este ano. Em declarações anteriores, Samir Salé, director de Desenvolvimento e Negócios da Globeleq, destacou que a construção da central eólica de Namaacha está programada para iniciar no segundo semestre de 2024, em colaboração estreita com o governo moçambicano.

“A central não só fortalecerá significativamente nossa capacidade de exportação de energia, beneficiando a Electricidade de Moçambique (EDM) com tarifas mais competitivas, mas também atenderá à crescente demanda energética nacional”, afirmou Salé.

Ele ressaltou ainda que o empreendimento representa um marco importante na estratégia de transição energética do governo, focada na maximização de recursos renováveis e na expansão da rede eléctrica nas províncias de Maputo, Gaza e Inhambane.

Recentemente, a Globeleq reportou resultados positivos para o ano de 2023, detalhando que suas operações em sete países africanos, incluindo Moçambique, geraram mais de 7 mil GWh de electricidade, atendendo a 8,8 milhões de consumidores e criando mais de 181 mil novos empregos. O investimento totalizou mais de 3,1 milhões de dólares em infra-estrutura energética na região.

A Globeleq, detida em 70% pela British International Investment e em 30% pela Norfund, é reconhecida como principal promotora, proprietária e operadora de centrais eléctricas independentes na África desde 2002. A empresa possui e opera actualmente 17 centrais eléctricas em todo o continente, com planos de expandir seu portfólio com novos projectos, incluindo uma central de gás em Temane, província de Inhambane, que entrará em operação nos próximos meses.

A DFC dos Estados Unidos é uma instituição financeira de desenvolvimento que colabora com o sector privado para enfrentar os desafios críticos dos países em desenvolvimento, investindo principalmente em energia, saúde, infra-estrutura crítica, tecnologia e iniciativas que promovem o emprego em mercados emergentes. Todos os investimentos da DFC são conduzidos conforme altos padrões éticos, respeitando o meio-ambiente, os direitos humanos e os direitos dos trabalhadores.

CMM Quer cooperar regionalmente na Indústria Mineira

O presidente do Conselho de Administração da Câmara de Minas de Moçambique (CMM) defendeu esta quarta-feira, 3 de Julho, que o País deve colaborar regionalmente na indústria mineira para criar uma cadeia de abastecimento para a produção de veículos eléctricos.

Segundo Geert Klok, citado pela agência Lusa, Moçambique tem uma indústria mineira jovem, em que os recursos minerais são o carvão, grafite, pedras preciosas e rubis. Porém, as minas estão, muitas vezes, em zonas remotas, levando o País a depender dos mercados de outros países vizinhos.

“O que há a fazer, na minha opinião, é cooperar com a região. Temos de construir uma cadeia de abastecimento, não a nível nacional, mas a nível regional, que se ligue à indústria automóvel e ao mercado, em vez de cada país actuar individualmente”, afirmou o responsável, na “7ª Conferência sobre mineração em África (MOTA – Mining On Top Africa)”, em Paris.

O responsável falou da possibilidade do processamento da grafite nacional, um dos componentes das baterias dos carros eléctricos. “A discussão que estamos a ter em Moçambique é: temos grafite, porque não estamos a fazer baterias para veículos eléctricos? Precisamos de criar o ambiente e as infra-estruturas necessárias para tal”, disse.

Geert Klok acrescentou a necessidade de se destacar a questão do investimento no processo de fabrico de baterias para veículos eléctricos com a produção de grafite, que “poderá custar 12,6 mil milhões de meticais (200 milhões de dólares), e empregará cerca de uma centena de pessoas, cujo trabalho é qualificado. Então, não é um investimento que qualquer empresário queira”.

A conferência, organizada pela AME Trade – organização sediada no Reino Unido, especializada na promoção comercial entre Europa e África para os sectores da energia, finanças, infra-estruturas, minas e petróleo e gás -, tem como tema as parcerias Europa-África na indústria mineira para um desenvolvimento sustentável e inclusivo, discutido entre ministros de vários governos africanos, como o Senegal, o Gana e a Republica Democrática do Congo.

Ao longo do primeiro dia de conferência, os intervenientes concordaram com a cooperação regional para acabar com a dependência de países europeus e para qualificar mais pessoas nos seus países, como referiu o ministro da Energia, Petróleo e Minas do Senegal, Birame Soulèye Diop, que referiu ainda a necessidade de estabilidade e justiça, para tentar controlar as questões ambientais, já que a mineração produz elementos tóxicos que acabam por prejudicar, mais do que beneficiar, as populações.