Monday, April 13, 2026
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 Jovens empreendedores pedem facilidades no acesso ao financiamento

Poupar

O empreendedorismo juvenil em Moçambique está ganhando destaque como uma alternativa para enfrentar os desafios do mercado de trabalho e impulsionar o desenvolvimento económico do país. No entanto, os jovens empreendedores enfrentam uma série de obstáculos, desde a burocracia excessiva até o acesso limitado ao financiamento.

Vasco Cossa, empresário e criador de um sistema que produz gás usando esterco de galinha, destaca a complexidade do processo de legalização de empresas no país, que desestimula muitos jovens empreendedores. Além disso, a falta de formação específica em empreendedorismo e gestão empresarial e o acesso limitado a infra-estruturas modernas e tecnologias avançadas dificultam a competitividade das empresas jovens.

Nivaldo Thierry, empresário e designer de moda, compartilha desafios semelhantes, incluindo a falta de infra-estrutura e acesso a tecnologias avançadas, juntamente com a escassez de formação especializada e orientação para gerir eficazmente os negócios.

Eduardo Sithole, empresário e fundador da GENESIS – Comércio & Serviços, destaca a falta de conhecimento e experiência como obstáculos adicionais para os jovens empreendedores competirem no mercado.

Além das dificuldades relacionadas ao ambiente de negócios, o acesso ao financiamento é uma preocupação central para os jovens empreendedores. As exigências das instituições financeiras, a desconfiança em relação aos negócios iniciados por jovens e a burocracia envolvida no processo de solicitação de crédito são apontadas como principais desafios.

Em termos de soluções, os jovens empreendedores destacam a necessidade de mais transparência e acessibilidade aos fundos de investimento, incubadoras e aceleradoras de negócios. Além disso, enfatizam a importância do governo em garantir uma educação de qualidade e universal para capacitar a próxima geração de empreendedores.

Young entrepreneurs call for easier access to finance

Poupar

Youth entrepreneurship in Mozambique is gaining prominence as an alternative for tackling the challenges of the labor market and boosting the country’s economic development. However, young entrepreneurs face a number of obstacles, from excessive bureaucracy to limited access to finance.

Vasco Cossa, entrepreneur and creator of a system that produces gas using chicken manure, highlights the complexity of the process of legalizing companies in the country, which discourages many young entrepreneurs. In addition, the lack of specific training in entrepreneurship and business management and limited access to modern infrastructures and advanced technologies make it difficult for young companies to compete.

Nivaldo Thierry, entrepreneur and fashion designer, shares similar challenges, including a lack of infrastructure and access to advanced technologies, along with a shortage of specialized training and guidance to effectively manage businesses.

Eduardo Sithole, entrepreneur and founder of GENESIS – Comércio & Serviços, highlights the lack of knowledge and experience as additional obstacles for young entrepreneurs to compete in the market.

In addition to the difficulties related to the business environment, access to finance is a major concern for young entrepreneurs. The demands of financial institutions, distrust of businesses started by young people and the bureaucracy involved in the process of applying for credit are pointed out as the main challenges.

In terms of solutions, young entrepreneurs highlight the need for more transparency and accessibility to investment funds, incubators and business accelerators. In addition, they emphasize the importance of the government guaranteeing quality and universal education to train the next generation of entrepreneurs.

 Eni investe em formação de engenheiros moçambicanos para fortalecer projecto Coral Sul FLNG

Oil and Gas

O Projecto Coral Sul FLNG, operado pela petrolífera italiana Eni, está investindo na capacitação de engenheiros moçambicanos, como parte de um esforço para promover o desenvolvimento do conteúdo local e nacionalizar as operações. Vinte e quatro engenheiros recém-graduados partiram para a Itália neste mês de Maio para participar de uma formação técnica na Eni Corporate University, como anunciado pela empresa.

Esta iniciativa faz parte de um programa de dois anos, que inclui uma formação de quatro meses na Itália, abrangendo áreas como saúde e segurança, manutenção, serviços técnicos e laboratoriais. Os engenheiros seleccionados passaram por um rigoroso processo de seleção entre 300 candidatos de instituições de ensino superior de Maputo e Pemba, com base em critérios de excelência académica.

Após a formação na Itália, os engenheiros serão preparados para integrar os departamentos de Manutenção, Produção, Laboratório, activos e Integridade de Activos na instalação Coral Sul FLNG, localizada na Bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado. O projecto Coral Sul, o primeiro a desenvolver os vastos recursos de gás descobertos na região, já exportou 58 carregamentos de GNL e 9 de condensado.

Elina Domingos Sambo, uma das engenheiras beneficiadas pelo programa, destacou a importância da capacitação para o desenvolvimento do país, ressaltando sua responsabilidade e compromisso em contribuir para o crescimento do sector energético de Moçambique.

Com esta segunda edição do programa de formação, a Eni reafirma seu compromisso com o desenvolvimento do conteúdo local e a capacitação de quadros moçambicanos, fortalecendo a cooperação entre Moçambique e Itália e impulsionando o sector energético do país.

Eni invests in training Mozambican engineers to strengthen Coral South FLNG project

Oil and Gas

The Coral South FLNG Project, operated by Italian oil company Eni, is investing in training Mozambican engineers as part of an effort to promote the development of local content and nationalize operations. Twenty-four recently graduated engineers left for Italy this May to take part in technical training at Eni Corporate University, as announced by the company.

This initiative is part of a two-year program, which includes a four-month training course in Italy, covering areas such as health and safety, maintenance, technical and laboratory services. The selected engineers underwent a rigorous selection process among 300 candidates from higher education institutions in Maputo and Pemba, based on criteria of academic excellence.

After training in Italy, the engineers will be prepared to join the Maintenance, Production, Laboratory, Assets and Asset Integrity departments at the Coral Sul FLNG facility, located in the Rovuma Basin, Cabo Delgado province. The Coral Sul project, the first to develop the vast gas resources discovered in the region, has already exported 58 shipments of LNG and 9 of condensate.

Elina Domingos Sambo, one of the engineers benefiting from the program, stressed the importance of capacity building for the country’s development, highlighting her responsibility and commitment to contributing to the growth of Mozambique’s energy sector.

With this second edition of the training program, Eni reaffirms its commitment to developing local content and training Mozambican staff, strengthening cooperation between Mozambique and Italy and boosting the country’s energy sector.

Moçambique reforça a regulamentação do sector mineiro para aumentar receitas e garantir controle efectivo das operações

Moçambique reforça a regulamentação do sector mineiro para aumentar receitas e garantir controle efectivo das operações

O sector mineiro é de suma importância para o desenvolvimento económico de Moçambique, desempenhando um papel fundamental no aumento das exportações e na contribuição para o Produto Interno Bruto (PIB). Com o objectivo de fortalecer o controle e aumentar as receitas neste sector estratégico, o Governo moçambicano aprovou um novo decreto que altera o Regulamento de Reembolso do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).

Segundo a vice-ministra da Indústria e Comércio, Ludovina Bernardo, a medida visa restringir a abrangência do Regime Especial de Regularização do IVA, possibilitando um controle mais efectivo das operações realizadas pelos operadores dos sectores mineiro e petrolífero. Essa acção pretende principal maximizar a receita proveniente do IVA decorrente dessas operações.

Dados do Banco de Moçambique, divulgados no ano passado, destacam a significativa contribuição da indústria extractiva para as exportações moçambicanas, totalizando cerca de 1,7 mil milhões de dólares em 2022. Entre os produtos mais relevantes estão o carvão mineral, as areias pesadas, gás natural, rubis, safiras e esmeraldas.

Essa nova regulamentação reflete o compromisso do governo em promover o crescimento sustentável do sector mineiro, impulsionando a economia do país e garantindo uma gestão eficaz dos recursos naturais.

Mozambique strengthens regulation of mining sector to increase revenues and ensure effective control of operations

Moçambique reforça a regulamentação do sector mineiro para aumentar receitas e garantir controle efectivo das operações

The mining sector is of paramount importance to Mozambique’s economic development, playing a key role in increasing exports and contributing to the Gross Domestic Product (GDP). With the aim of strengthening control and increasing revenue in this strategic sector, the Mozambican government has approved a new decree amending the Value Added Tax (VAT) Refund Regulation.

According to the Deputy Minister of Industry and Commerce, Ludovina Bernardo, the measure aims to restrict the scope of the Special VAT Regularization Regime, enabling more effective control of operations carried out by operators in the mining and oil sectors. The main aim is to maximize VAT revenue from these operations.

Data from the Bank of Mozambique, released last year, highlights the significant contribution of the extractive industry to Mozambican exports, totaling around 1.7 billion dollars in 2022. Among the most important products are mineral coal, heavy sands, natural gas, rubies, sapphires and emeralds.

This new regulation reflects the government’s commitment to promoting sustainable growth in the mining sector, boosting the country’s economy and ensuring effective management of natural resources.

CTA e Embaixada da Ucrânia organizam Fórum de Negócios focado no Agronegócio

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) realizou uma reunião com a Embaixadora da República da Ucrânia em Moçambique, Liubov Abravitova, para preparar o Fórum de Negócios Moçambique-Ucrânia, que ocorrerá na próxima terça-feira, 4 de Junho, em Maputo.

O Fórum ocorre no contexto da visita de uma delegação de empresários ucranianos a Moçambique, visando explorar oportunidades de aumentar os investimentos e as trocas comerciais entre os dois países. Actualmente, o comércio entre Moçambique e Ucrânia totaliza aproximadamente 1,8 milhões de dólares americanos, representando 8,06% do comércio mundial de Moçambique. As importações da Ucrânia somam cerca de 1,4 milhões de dólares (aproximadamente 90,3 milhões de Meticais), enquanto as exportações para a Ucrânia chegam a 437 mil dólares (cerca de 27,9 milhões de Meticais).

Durante o encontro, o Presidente da CTA, Agostinho Vuma, expressou o interesse da Confederação em promover parcerias entre empresas ucranianas e moçambicanas, além de mobilizar investidores de diversos sectores, especialmente aqueles onde Moçambique possui vantagens comparativas.

A Embaixadora Liubov Abravitova reafirmou o compromisso da Embaixada em fortalecer as relações comerciais entre os dois países, destacando as iniciativas contínuas para fomentar esses laços.

Vale destacar que o portfólio de exportações de Moçambique continua dominado por produtos primários da indústria extractiva e energia eléctrica. Em 2022, o carvão mineral representou 34,4% das exportações, seguido pelo alumínio com 19,9%. Outros produtos notáveis incluem energia eléctrica (6,9%), areias pesadas (6,8%) e gás natural (6,5%). Entre os produtos tradicionais estão o tabaco, açúcar, castanha e amêndoa de caju, madeira, bananas, algodão, camarão e lagosta.

Este Fórum de Negócios é uma oportunidade significativa para fortalecer as relações comerciais e explorar novas oportunidades no sector do agronegócio entre Moçambique e a Ucrânia.

Vodacom Management Challenge 2024: Equipes de Gestão enfrentam desafios empresariais em ambiente volátil

Quarenta trabalhadores da Vodacom Moçambique participaram do Vodacom Management Challenge 2024, uma competição que simulou a gestão de empresas cotadas em bolsa. Os participantes foram organizados em oito equipes de gestão, cada uma composta por cinco membros do EXCO.

Os gestores enfrentaram o desafio de administrar recursos e riscos em um mercado caracterizado por alta volatilidade e incerteza. A meta era tomar decisões focadas no atendimento aos clientes e na geração de valor para os accionistas.

Lideradas por seus CEOs – Cinthia de Almeida, Almirante Dimas, Tagy Bacar, Mohamed Kleiser Sarifo, Mugisha Mupenda, Samuel Orlando Nhantumbo, Álvaro Fernando G.S. Simões – as equipes definiram estratégias e tomaram decisões integradas em Recursos Humanos, Finanças, Operações, Logística, Marketing e Comercial. O objectivo era melhorar o desempenho organizacional, superar a concorrência e aumentar o valor de mercado de suas empresas.

Durante cinco trimestres de actividades, os gestores observaram como suas decisões influenciavam o desempenho e a valorização de cada empresa, impactando directamente na classificação final.

Este programa proporcionou uma experiência diferenciada, expondo os participantes a diversas áreas de negócio além de suas funções diárias. Isso aumentou a preparação dos particpantes para lidar com desafios profissionais tanto internamente quanto externamente com clientes.

O Vodacom Management Challenge 2024 foi desenvolvido com base na plataforma de simulação de gestão de empresas do Global Management Challenge – a maior competição de estratégia e gestão do mundo, presente em mais de 40 países. Desde 1980, mais de um milhão de colaboradores e estudantes de diversas geografias já participaram do Global Management Challenge.

Moçambique destaca importância da riqueza natural na agenda do desenvolvimento africano

Nairobi

O ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, está em Nairóbi, Quênia, participando das reuniões anuais do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que ocorrem de 27 a 31 de Maio, com o tema “A Transformação de África, o Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento e a Reforma da Arquitectura Financeira Global”.

De acordo com o Club of Mozambique, o ministro moçambicano participará de um painel com o tema “Medindo a Riqueza Verde das Nações: Capital Natural e Produtividade Económica em África”. Sua intervenção se concentrará no papel do BAD e na mobilização de recursos financeiros acessíveis, previsíveis e de longo prazo para o desenvolvimento sustentável na África.

Apesar do continente africano possuir um significativo capital natural, incluindo terras aráveis, florestas, potencial de energia renovável e depósitos minerais, avaliados em cerca de 6,2 biliões de dólares em 2018, esses recursos são frequentemente explorados de forma ineficiente. A maioria dos países concentra-se na extracção de recursos de baixo valor acrescentado, ignorando os benefícios do capital natural não produzido.

Os encontros do BAD proporcionam uma oportunidade para compartilhar experiências sobre gestão da dívida pública, financiamento climático e investimento em infra-estruturas sustentáveis para um crescimento verde e transição energética justa.

Chefes de Estado e de Governo africanos, juntamente com instituições regionais, participarão de um Diálogo Presidencial para apresentar estratégias e políticas visando acelerar a transformação dos países africanos em benefício de seus cidadãos.

Este evento servirá como plataforma para o desenvolvimento de estruturas que avaliem o valor do capital natural não produzido, reunindo funcionários governamentais e especialistas globais em colaboração.

Mozambique highlights importance of natural wealth on African development agenda

Nairobi

The Minister of Transport and Communications, Mateus Magala, is in Nairobi, Kenya, participating in the annual meetings of the African Development Bank (AfDB), which take place from May 27 to 31, with the theme “Africa’s Transformation, the African Development Bank Group and the Reform of the Global Financial Architecture”.

According to the Club of Mozambique, the Mozambican minister will take part in a panel on “Measuring the Green Wealth of Nations: Natural Capital and Economic Productivity in Africa”. His speech will focus on the role of the AfDB and the mobilization of accessible, predictable and long-term financial resources for sustainable development in Africa.

Although the African continent has significant natural capital, including arable land, forests, renewable energy potential and mineral deposits, valued at around 6.2 trillion dollars in 2018, these resources are often exploited inefficiently. Most countries focus on extracting low value-added resources, ignoring the benefits of unproduced natural capital.

AfDB meetings provide an opportunity to share experiences on public debt management, climate finance and investment in sustainable infrastructure for green growth and a just energy transition.