Saturday, May 2, 2026
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País quer inspirar-se do modelo de industrialização da Indonésia

Depois da reunião entre as delegações de ambos países, Nyusi referiu que a Indonésia baniu a exportação de matérias-primas, tais como níquel, bauxite, cobre, entre outros, cujo resultado foi a instalação de 48 indústrias de processamento de minérios.

“Eu só ouvia dizer, mas hoje o Presidente da Indonésia contou-me que proibiu a exportação de matérias-primas. Os minérios já não são exportados em bruto. Escava-se e transforma-se lá. Achamos que é uma experiencia para capitalizar, claro que isso vai levar seu tempo, mas vamos chegar lá”, disse Nyusi a imprensa.

Segundo o dirigente, esta visão também está assente num programa que visa a dinamização da industrialização através da atracção de investimentos e aumento de competitividade industrial.

A propósito, o governo moçambicano aponta como desafio maior uso de matéria-prima local para o aumento da produção industrial e redução da exportação em bruto com recurso a PRONAI (Programa Nacional Industrializar Moçambique).

Durante o encontro, o estadistas passaram em revista matérias ligadas a defesa e segurança, combate ao terrorismo, mudanças climáticas, reconciliação nacional, reconstrução pós-ciclone, bem como a necessidade de isenção de vistos entre os dois Estados, para permitir uma maior circulação de pessoas e bens.

Possível regresso da TotalEnergies em 2024 reanima projectos de gás  

A firma refere que a TotalEnergies deu vários passos para recomeçar o projecto, no seguimento da violência em 2021, que forçou a companhia a declarar “força maior” e suspender as actividades de construção da central que irá liquefazer o gás, permitindo a sua exportação.

Na análise, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso quarta-feira (23), os analistas desta consultora dos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings dizem que a TotalEnergies deverá recomeçar os trabalhos no primeiro semestre do próximo ano, depois de uma renegociação dos contratos com os empreiteiros locais.

“A última consideração para o relançamento do projecto é renegociar os custos com os empreiteiros locais. Desde que o projecto foi suspenso houve várias grandes subidas de preço de matérias-primas, energia e mão-de-obra”, observa a consultora.

BMI indica que o presidente executivo da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, confirmou que nenhum dos compradores antigos de gás exerceu o seu direito de sair do projecto e indicou que continua a haver uma forte procura mesmo que saiam.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado.

 

 

 

Aeroportos com resultado líquido negativo em 2022

No relatório e contas consultado pelo “Notícias”, a empresa refere que o resultado negativo de 2021 foi um prejuízo de 212,5 milhões de meticais (3,326,564.92 dólares) impactado significativamente pelos ganhos cambiais não realizáveis.

Não obstante o impacto dessas diferenças cambiais, os resultados registam uma evolução positiva, através da redução de prejuízo em 74,75 por cento.

“Num período difícil, marcado por volatilidade de preços nos mercados internacionais e interno que resultam em inflação e enormes desafios, mantivemos uma rigorosa disciplina e fizemos com que o fornecimento e serviços de terceiros, bem como os gastos operacionais baixassem, levando a empresa a um resultado operacional negativo de 808,8 milhões de meticais” (12,661,391.10 dólares), lê-se no relatório.

No capítulo da produção, a empresa refere que durante o ano passado registou um tráfego de 1,658 962 passageiros, representando um cumprimento do plano em 117.2 por cento. Observa que o actual desempenho representa um crescimento de 29.7 por cento comparativamente a 2021, ou seja, um acréscimo de 379,812 passageiros.

Reconhece que o tráfego de 2022 ainda se encontra abaixo em 20.2 por cento aos números registados no período pré-pandemia. O movimento fixou-se em 56,320 voos, correspondendo a um cumprimento do plano em 115.7 por cento.

A empresa também manuseou 11,416 toneladas de carga, correspondente ao cumprimento do plano em 133.3 por cento. Salienta que a mercadoria manuseada no ano passado representa um decréscimo em relação a 2021 e 2019 de 0.1 por cento e 37.6 por cento, respectivamente.

Pagamento de sinistros da EMOSE cai perto de 50 milhões no 1º semestre

Assim, passou dos anteriores 540 milhões nos últimos seis meses de 2022 para os 492 milhões de meticais, no primeiro semestre de 2023, avança a Agência de Informação de Moçambique.

Apesar do cenário, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EMOSE, Janfar Abdulai, avaliou positivamente os resultados, garantindo que a seguradora mais antiga do país continua “robusta”.

“O desempenho foi positivo, a EMOSE está numa situação de robustez jamais vista nos últimos anos e não há indícios de uma aparente falência, a EMOSE continua a ser uma empresa robusta, credível no mercado”, afirmou.

“Uma das coisas que melhorou bastante nos últimos tempos é a regularização de sinistros. Hoje, a EMOSE é uma das melhores seguradoras exactamente porque consegue regularizar atempadamente os sinistros”, sublinhou hoje, em Maputo, o PCA, falando à imprensa durante a Reunião de Avaliação Semestral do Plano de Actividades e Orçamento para 2023.

Em relação aos planos de negócio, disse perspectivar uma empresa “mais informatizada, queremos melhorar os nossos processos internos, capacitar mais a nossa mão-de-obra a todos os níveis” e também apostar na informação, tecnologias e melhorar do atendimento ao cliente para fazer face aos desafios do mercado.

No primeiro semestre, entraram para EMOSE (Prémios Brutos Emitidos) cerca de 1,5 mil milhões de meticais, contra os 2,1 mil milhões dos últimos seis meses de 2022.

A Reunião de Avaliação Semestral do Plano de Actividades e Orçamento para 2023, que junta gestores e quadros seniores da empresa, tem a duração de dois dias e visa fazer uma avaliação do desempenho relativo ao primeiro semestre e projecção do segundo semestre do ano em curso.

EN7 poderá ser concessionada para garantir manutenção

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, que visitou no último sábado, 19 de Agosto, a rodovia, afirmou ser preocupante o actual estado do piso da via, com buracos em quase toda a sua extensão.

Segundo Mesquita, a N7 é de vital importância, pois dinamiza a economia da província de Manica e é importante para os países do hinterland, que a usam para ter acesso ao porto da Beira. Daí a urgência da reabilitação visando proporcionar melhor comodidade aos automobilistas.

O governante assegurou que enquanto se discute a mobilização de fundos visando a intervenção de vulto em toda a extensão da rodovia os empreiteiros vão intervindo nos locais mais críticos.

“Temos vindo a discutir com os parceiros para ver se conseguimos fundos para fazer uma intervenção em toda a extensão da N7 e outras estradas do País, como a N1, sendo que algumas serão posteriormente concessionadas à gestão privada”, disse o ministro.

Para tal, acrescentou que, neste momento, o Governo, através da Administração Nacional de Estradas (ANE), está a aplicar mais de mil milhões de meticais para a reabilitação de emergência e manutenção periódica de 151 quilómetros, entre Catandica, em Manica, e Changara, em Tete.

 

Suspensão da produção de grafite pela “Syrah” compromete metas, diz o MIREME

A Syrah Resources anunciou a produção de 15 mil toneladas de grafite, que exporta do distrito de Balama, província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, onde está instalada a mina. Essa produção foi, porém, interrompida, devido aos stocks existentes e preços nos mercados internacionais.

Em declarações à agência de Notícias, Lusa, o director nacional de Geologia e Minas, Cândido Rangeiro, assinalou que a medida poderá comprometer as projecções na produção de grafite deste ano e as receitas para o Estado geradas por este minério.

“Ficamos tristes com isto, porque, na verdade, tínhamos projecções para a produção de grafite e esta meta, provavelmente, não será alcançada”, afirmou Rangeiro.

Sem especificar números, o dirigente avançou que o impacto poderá ser “considerável”, tendo em conta que a Syrah Resources é o maior produtor de grafite em Moçambique, à frente da Gk Ancuabe Graphite Mine, que explora este recurso no distrito de Ancuabe, também em Cabo Delgado.

A mina de Balama iniciou a produção comercial há quatro anos e foi destaque em Dezembro, quando a Syrah anunciou um acordo com a multinacional de veículos eléctricos Tesla, que pretende usar o grafite da mina, descrita como um dos maiores depósitos deste tipo de minério no mundo.

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LAM de volta à Câmara de Compensação da IATA

A reintegração, confirmada pela Circular 068/23 da IATA, ocorre depois de a LAM ter cumprido as suas obrigações, assinalando uma colaboração financeira renovada.

Com efeitos a partir de 4 de agosto de 2023, a LAM pode participar plenamente na Câmara de Compensação da IATA, facilitando intercâmbios financeiros sem problemas com outras companhias aéreas. Este marco assinala um novo começo muito necessário para a LAM, que enfrentou desafios difíceis ao longo dos últimos anos.

Sob a gestão temporária da Fly Modern Ark da África do Sul, a viagem da LAM para a estabilidade tem sido um ponto central. O futuro continua incerto, com os debates sobre a privatização em curso, mas o Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, acredita que a expansão das rotas internacionais será uma parte fundamental da recuperação da LAM.

O recente sucesso da LAM na recuperação de 47,3 milhões de dólares americanos devidos pelo governo e por entidades privadas é um feito significativo, embora subsistam desafios. O Ministro Magala enfatiza uma expansão cautelosa para evitar as armadilhas do passado, com enfoque nas rotas para destinos lucrativos.

O plano de crescimento estratégico da companhia aérea inclui a revitalização da rota Maputo-Lisboa e a entrada em mercados promissores como o Brasil, a Índia, o Dubai e a China. O caminho que a LAM tem pela frente é um desafio, mas tem potencial para um futuro transformado e resiliente no palco da aviação global.

Sasol partilha suas experiências  e potencialidades na FACIM 2023  

A empresa que explora o gás natural no país, refere que os visitantes do seu“stand” terão  a oportunidade de conhecer as acções por si desenvolvidas, para a promoção do emprego local e desenvolvimento de competências.

Além disso, os espectadores das potencialidades da Sasol poderão saber mais sobre os processos da exploração do gás e sobre práticas sustentáveis, entre outras ofertas que estarão em exibição no local.

Desde 2004 que a multinacional explora gás natural nas regiões de Pande e Temane, na província de Inhambane. Em 2016, a empresa sul-africana iniciou um plano de desenvolvimento e produção de petróleo leve em Inhassoro, num investimento de aproximadamente dois mil milhões de euros.

A FACIM é uma feira anual organizada pelo governo de Moçambique com objectivo de estabelecer conexões entre os diversos participantes da cadeia de valor da economia e dos negócios a nível global, contando com expositores de mais de 20 países.

A Sasol considera que a FACIM “desempenha um papel crucial no desenvolvimento económico do país, oferecendo uma visão abrangente do potencial e das oportunidades de crescimento em diversas áreas-chave, tais como energia, transportes, processamento de alimentos, turismo, tecnologia e digital”.

 

Plataforma coloca Moçambique no mercado de captura de carbono

a cloud of pollution released by an industry.

As projecções do governo dos EUA indicam que a indústria de captura de carbono terá um crescimento exponencial e este novo prémio irá posicionar Moçambique como um interveniente importante no mercado.

Em comunicado, explica que o PLANETA, implementado pela CrossBoundary LLC, irá fornecer aos parceiros moçambicanos, públicos e privados, os conhecimentos necessários para estabelecer as ligações e implementar os acordos que irão beneficiar Moçambique.

“O programa de três anos irá apoiar um plano de 10 projectos, oferecendo serviços de aconselhamento aos promotores de projectos e ligando os promotores de projectos locais aos mercados internacionais de emissões de carbono”, le-se no documento.

A USAID irá investir mais de dois milhões de dólares no PLANETA durante os próximos três anos. As indústrias que queimam altas taxas de carvão, petróleo e outros combustíveis libertam dióxido de carbono na atmosfera, o que leva à subida das temperaturas e a condições meteorológicas extremas.

Como resposta, os governos do mundo inteiro estão a incentivar as empresas a reduzir as suas emissões de carbono, e uma forma de o fazer é exigir que as empresas armazenem uma tonelada de carbono por cada tonelada das suas emissões. Isto representa uma oportunidade para Moçambique, que pode armazenar grandes quantidades de carbono nas suas extensas florestas tropicais.