Saturday, May 2, 2026
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Banco Mundial distingue Moçambique como promotor de políticas inclusivas na educação

Intervindo na Cimeira dos chefes de Estado sobre o desenvolvimento do capital humano em África, na Tanzânia, a vice-presidente regional do Banco Mundial para África Oriental e Austral enalteceu os esforços do governo de Moçambique, visando alfabetizar a população, incluindo a rapariga, através da expansão do ensino.

Para Victoria Kwakwa, os países africanos devem incrementar os recursos alocados ao sector da educação para garantir qualidade na formação, bem como munir os jovens de habilidades orientadas ao trabalho.

A representante do Banco Mundial na Cimeira manifestou a intenção de se organizar uma reunião com peritos africanos da Educação para abordar aspectos pecualiares do sector.

Já o estadista são-tomense, que interveio no painel de alto nível dos chefes de estado africanos, em que também fez parte o Presidente da República, Filipe Nyusi, começou a sua intervenção destacando que se devem introduzir reformas, visando a valorização do capital humano que o continente dispõe.

Carlos Vila Nova disse, na ocasião, que apesar de a literacia ser elevada no seu país, a qualidade continua preocupante.

O Vice Primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, defendeu que se deve fazer uma governação responsável, servidora e criadora de oportunidades para desenvolver o continente.

Vários outros temas de alto nível desfilaram na Cimeira sobre o desenvolvimento do capital humano em África, que ontem terminou, em Dar es Salaam, entre os quais “Estamos preparados para investir na educação e produtividade dos jovens africanos” e “O que precisamos fazer para equipar os jovens com habilidades e garantir empregos?”.

Isenção de visto no país faz 12 mil viajantes no primeiro trimestre

Segundo a Further Africa, as principais nacionalidades que entraram em Moçambique com isenção de visto durante o período inicial de 60 dias foram os Estados Unidos da América com 3.020 visitantes, Portugal (1.509 turistas), China (1.332), Reino Unido (1.327), Alemanha (739) e França (831 visitantes).

De acordo com o Decreto nº 10/2023, de 31 de Março, os 29 países isentos de vistos são o Canadá, Suíça, Emirados Árabes Unidos, Israel, Estados Unidos da América, Federação Russa, Japão, Arábia Saudita, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Noruega, Suécia, Holanda, Reino Unido e Irlanda do Norte, Coreia do Sul, Costa do Marfim, Finlândia, Indonésia, Irlanda, Singapura, Gana, Senegal, Alemanha, França, Itália, República Popular da China, Portugal e a Ucrânia.

A indústria do turismo de Moçambique tem um vasto potencial de crescimento. Com suas paisagens deslumbrantes, riqueza cultural e o programa de isenção de visto, o país atrai cada vez mais o interesse de viajantes e investidores internacionais.

As possibilidades inexploradas de ecoturismo, turismo de aventura e experiências culturais prometem um futuro brilhante para a indústria e tem o potencial de promover o crescimento económico e a conservação ambiental.

Historicamente, os vistos de negócios lideram o número de estrangeiros que visitam o país, no entanto, a isenção de visto está mudando rapidamente as estatísticas em direcção a uma tendência crescente de turismo.

Falta de infraestruturas e recursos humanos atrasa indústria farmacêutica no país

Concretamente, Madime falou do facto desta indústria ser de capital intensivo. Segundo o gestor, para Moçambique, a indústria de fârmacos é desafiante, uma vez que a implantação das respectivas infraestruturas requer uma robustez em tecnologia e recursos financeiros.

“Isto caracteriza por ser uma indústria de tecnologia de ponta, onde os investimnetos são muito altos, tanto em termos financeiros como de capital humano”.

Não obstante os desafios de que se referiu, Madime entende que há um mercado fértil, uma vez que a matriz económica do país vai tomando um rumo diferente e com melhorias assinaláveis e isso constitui vantagem no âmbito de atracção de investimentos.

“O mercado é bom. Qualquer investimento a ser feito neste sector não é em vão. Cada vez que o nosso país vai crescendo economicamente, o mercado também vai crescer”.

Falando da abertura interna para a implantação de fábricas para a produção de medicamentos, a fonte afirmou que há vontade política para que esse feito aconteça. Madime falou, a título de exemplo, do Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI), aprovado sob a Resolução n.º 52/2021 de 21 de Outubro.

O PRONAI tem como objectivo doptar o Governo de um programa que promova maior dinamização no processo de industrialização através da modernização e diversificação, promoção de investimentos e aumento de competitividade industrial.

Essa promoção privilegia o uso de matéria-prima local para o aumento da produção industrial, maior consumo dos produtos nacionais e redução da exportação em bruto.

Roma Shah, directora da Ratnatris Pharmaceticals, uma empresa indiana de fabrico e fornecimento de medicamentos, manifestou abertura para que a farmacêutica que representa se estabeleça em Moçambique.

Questionada pela preferência pelos fârmacos europeus, ao invês dos indianos, supostamente por estes terem uma qualidade duvidosa, Roma Shah afirmou que os medicamentos do seu país são excelentes e  considera ser fundamental que os consumidores procurem obter informação suficiente sobre os fârmacos que procuram em farmâcias, para evitar constrangimentos.

Moçambique fabrica actualmente alguns fârmacos como o Paracetamol,  a Nevirapina utilizada no protocolo nacional de tratamento das crianças infectadas por HIV e para a prevenção da transmissão vertical. Produz desde 2012 os antiretroviais com a ajuda do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) do Brasil.

Access Bank reforça presença no mercado africano

Estas transações que decorrem no âmbito da sua estratégia de expansão pelo mercado africano, estão sujeitas à aprovação das respectivas entidades reguladoras locais e da entidade reguladora bancária da Nigéria e podem estar concluídas nos próximos doze meses.

O Access Bank considera estratégica e fundamental a aquisição destes novos bancos, pois permitirá construir uma franquia global forte, focada em servir de porta de entrada para pagamentos, investimento e comércio entre países africanos.

Nos últimos dois anos, o Access Bank tinha vindo já a reforçar a sua presença global em África com a aquisição de participações em países como os Camarões, Botswana, Kenya, Guiné-Conacri e África do Sul e reforçando a presença na Zâmbia.

O crescimento e solidificação do Grupo está também a expandir-se para o mercado Europeu, com o início recente de operações em Paris. A presença do Banco em França está em linha com a estratégia de longo prazo do Access Bank de se tornar o Banco mais respeitado de África e uma porta de entrada para a Europa e para o mundo.

Para o Administrador-Delegado do Access Bank Mozambique, Marco Abalroado, “as fortes expectativas de crescimento no continente africano levaram o Banco a investir numa robusta estratégia de expansão com o objectivo de estimular o crescimento da sua rede de centros de comércio internacional e de pagamentos, utilizando-a como plataforma para mostrar o potencial de África ao resto do mundo”.

Igualmente em Moçambique, após a aquisição do BancABC em 2021 e finalização do processo de rebranding, o Banco prossegue a sua estratégia de expansão, totalizando já 11 balcões em 6 províncias do país. Ainda no âmbito do processo de expansão da rede bancária, irá abrir 5 novos balcões no país, ainda este ano.

Líder no ranking dos bancos Africanos no que respeita ao número de clientes, o Access Bank é o maior Banco da Nigéria operando uma rede de mais de 750 balcões e agentes.

Está presente em três continentes e em 18 países e serve 49 milhões de clientes, dando emprego a mais de 28 mil colaboradores nas suas operações na Nigéria, África Subsaariana e no Reino Unido. Tem ainda escritórios de representação na China, Líbano, Índia, Emirados Árabes Unidos e África do Sul.

CFM regista perto de 6 milhões usuários do transporte ferroviário em 2022

De acordo com o relatório e contas de 2022 da CFM, citado pela agência Lusa, o movimento no transporte ferroviário ascendeu, em todo o ano passado, a 5,5 milhões de passageiros, 98 por cento da previsão da administração.

Tratou-se de um aumento de 81% face ao movimento em 2021, justificado pelos investimentos realizados que reforçaram a capacidade de transporte no sul e centro do País.

O relatório da dos CFM, a rede ferroviária de Moçambique transportou em 2022 um total de 24,6 milhões de toneladas brutas de carga, um aumento de 30 por cento face a 2021.

“Já os terminais portuários sob gestão da CFM movimentaram 13,21 milhões de toneladas durante o exercício de 2022, um crescimento de cerca de 6% face a 2021, fruto dos novos investimentos que têm vindo a ser realizados”, assinala a empresa no seu relatório.

A CFM explica que “apesar dos factores negativos que caracterizaram os primeiros meses de 2022, como ciclones, incidentes de descarrilamentos ferroviários, oferta moderada de carga ferroviária e o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, foram investidos 7,9 mil milhões de meticais (112,2 milhões de euros) em projectos ferro-portuários para revitalizar e renovar os activos”.

Relembre-se que, ainda esta semana, a imprensa indiana noticiou que a empresa estatal Rail India Technical and Economic Service (RITES) apresentou a proposta mais baixa, avaliada em 61 milhões de dólares, no concurso lançado pela CFM para aquisição de dez novas locomotivas e 150 vagões.

A administração refere, ainda, que a CFM apresentou um resultado positivo, antes de impostos, na ordem dos 4,1 mil milhões de meticais (57,5 milhões de euros) em 2022.

Governo faz auscultação sobre a revisão da Lei de Seguros

O mercado de seguros em Moçambique tem registado um crescimento exponencial nos últimos anos a legislação que rege o sector data há sensivelmente 13 anos.

Segundo Rui Tsevete, director dos Assuntos Jurídicos do Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM), a revisão da legislação em causa é mais do que oportuna com vista a conferir qualidade no sector.

“O objectivo essencial foi ouvir o que os operadores do mercado tem a dizer sobre a revisão da legislação que se pretende fazer. Esta legislação vigora desde 2009. Refiro-me ao decreto sobre fundos de pensões, o decreto-lei que aprova o regime jurídico de seguros 01/2010 de 31 de Dezembro e o respectivo regulamento que é de 2011”, explicou Tsevete.

Falando especificamente da qualidade dos serviços, o responsável da área jurídica do ISSM precisou que há seguradoras com uma prestação positiva, mas também existem outras que não respondem devidamente às espectativas dos consumidores e a revisão em causa poderá limar os problemas decorrentes.

“Na relação que se estabelece entre o segurado e a seguradora, o elo mais fraco é da pessoa que é segurada. Em última análise, a legislação visa proteger aos consumidores.”, afirmou a fonte.

Moçambique conta, actualmente, com 100 correctoras de seguros, 18 seguradoras, sete entidades de gestão de fundos de pensões, três micro-seguradoras e uma resseguradora. O sector contribui com 2 por cento para o Produto Interno Bruto (PIB).

Índia é o terceiro país que mais exportou para Moçambique nos últimos 5 anos

Segundo o Ministro da Indústria e Comércio (MIC), Silvino Moreno, a balança comercial das esportações, neste período, colocou a Índia como o teceiro país que mais exportou para o território moçambicano.

De acordo com o governante que falava, em Maputo, na abertura da Feira e Exposição Moçambique-Índia, nesta terça-feira, a Índia destacou-se, igualmente, nos últimos 10 anos, como um dos 10 maiores investidores, com cerca de 119 investimentos avaliados a um valor equivalente a 316.386.956 de dólares americanos.

Esses investimentos estão alinhados nas principais áreas de desenvolvimento de Moçambique, nomeadamente, a agricultura, agro-processamento, hidrocarbonetos, comercialização agrícola, energia, logística, indústria farmacêutica e serviços médicos.

Moreno apontou que o país asiático apresenta potencialidades bastante inovadoras, por isso é que se enquadra devidamente aos objectivos nacionais. A capacidade competitiva de que a Índia dispõe a nível de capital, tecnologia e experiência, faz da Índia um parceiro estratégico para Moçambique, considera o dirigente.

“A presença crescente de empresas de grande dimensão da Índia na área dos recursos minerais, indústria farmaceútica e hospitalar em Moçambique pontifica à dimensão político-estratégica das relações Bilaterais entre os Governos da Índia e de Moçambique, que se tem traduzido em acções conjuntas no âmbito do processo de desenvolvimento, focada em sectores prioritários com impacto na melhoria das condições de vida dos nossos povos”, afirmou Moreno.

Prosseguindo, a fonte acrescentou que “um exemplo e resultado recente da nossa cooperacção económica, foi o aumento de cobertura do Acordo livre de quotas e acesso preferencial dos nossos feijões e ervilhas a Índia”.

Para o governante, Moçambique tem todas todas as condições para ser um destino preferencial de investimentos estrangeiros. A sua localização estratégica projectada ao litoral e a sua apacidade de logística portuária são disso um exemplo.

O Alto Comissário da República da Índia em Moçambique, Ankan Banerjee, indicou que o país é um importante ponto para o comércio indiano, contribuindo significativamente para o crescimento de diferentes áreas.

A título de exemplo, Banerjee falou da cooperação entre os dois países na área automóvel, indicando especificamente a forte presença das empresas de produção e fornecimento de veículos, como a TATA Motors ou a Mahindra, que, recentemente, colocou no mercado moçambicano, uma nova marca de viaturas, entre outros investimentos.

“Temos investido significamente para alargar os negócios entre os dois países e é impresionante o nível de colaboração de Moçambique para o desenvolvimento dos negócios da Índia e das duas partes”, afirmou o chefe da diplomacia indiana em Moçambique.

A Feira e Exposição Moçambique-Índia é promovida pelo Conselho de Negócios da Índia em parceria com o governo moçambicano. Mais de 80 empresas entre indianas e moçambicanas estão presentes no evento expositivo de dois dias.

A carteira de produtos expostos inclui entre agrícolas, farmacêuticos, tecnologia, medicina, construção, ramo alimentar, transportes e muito mais. Estão agendados debates sobre temas alinhados às prioridades do desenvolvimento do país. O evento termina amanhã (26) e vai culminar com um jantar de gala e uma sessão de networking.

Monapo prevê colher seis mil toneladas de algodão na presente campanha

Esta quantidade de algodão representa um aumento em mais de quatrocentas toneladas em relação ao ano passado em que a região produziu cinco mil quatrocentas e quarenta e oito toneladas.

O Chefe da repartição da agricultura e pescas no serviço distrital das Actividades Económicas em Monapo, Moisés Camoto, explicou que a produção do chamado “ouro branco” é feita com o envolvimento de mais de dezasseis mil produtores.

Moisés Camoto fez saber que Monapo conta com seis unidades de produção do algodão que agregam cento e quarenta e dois mercados mapeados para esta campanha.

Os produtores desta cultura em Monapo e um pouco por toda a província de Nampula estavam a abandonar a sua produção apostando na de alimentos nos campos destinados ao algodão.

E, nos últimos anos, as empresas fomentadoras do algodão e o governo estão a incentivar as famílias camponesas para apostarem na produção desta cultura de rendimento.

Jearrard Energy Resources vai instalar central de energia solar-hidrogénio no país

Segundo o site, assim que a instalação estiver operacional, espera-se que produza quatro mil toneladas de hidrogénio, ajudando a satisfazer a crescente procura de energia verde.

“Estão também em preparação projectos semelhantes para o mercado sul-africano, com planos para arrancar no terceiro trimestre de 2024”, afirmou o director operacional da empresa, Johann Kamp.

Kamp explicou que os projectos envolverão a criação de centrais solares equipadas com electrolisadores (dispositivo que permite produzir hidrogénio por meio de um processo químico chamado electrólise’capaz de quebrar as moléculas da água em hidrogénio e oxigénio através da electricidade), para produzir hidrogénio.

Tal não só promoverá o fabrico de hidrogénio na África do Sul, como também contribuirá para o crescimento económico do país através dos impostos gerados pela sua produção.

O portal esclarece que a construção de uma instalação de produção de hidrogénio a partir da energia solar de 12 gigawatts em Moçambique marca um passo significativo no avanço da utilização de energia verde.

Ao aproveitar o poder da energia solar, pode ser produzida uma quantidade substancial de hidrogénio, proporcionando uma alternativa ecológica às fontes de energia tradicionais.

“Este projecto está em sintonia com a crescente atenção global na transição para soluções energéticas sustentáveis. À medida que a procura de energia verde continua a aumentar, iniciativas como esta desempenharão um papel crucial na satisfação das necessidades energéticas mundiais, atenuando simultaneamente o impacto no ambiente”, esclarece o site.

Com planos de expansão em Moçambique e na África do Sul, a Jearrard Energy Resources e as suas subsidiárias estão a demonstrar o seu empenho em impulsionar a adopção de tecnologias de energias renováveis.

Investindo nas instalações de produção de energia solar para hidrogénio, estes projectos contribuirão para um futuro mais verde e mais sustentável para a região.

EMOSE vai pagar mais de 76 milhões de meticais em dividendos de 2021

Numa nota ao mercado consultada pela Lusa, a EMOSE refere que, por deliberação tomada em assembleia-geral ordinária realizada em 13 de Outubro de 2022, irá proceder ao pagamento de 0,2591 meticais, bruto, por cada acção.

“Tendo em conta que no final do exercício de 2021 o capital social da EMOSE era constituído por 295 milhões de acções, trata-se no total de mais de 76,4 milhões de meticais a pagar em dividendos”, lê-se no documento.

De acordo com o relatório de contas da seguradora, a EMOSE apresentou um resultado líquido do exercício de 2021 negativo em 1,2 mil milhões de meticais.

O Estado moçambicano detém uma participação de 39 por cento directamente no capital social da EMOSE, equivalente a 115,5 milhões de acções, e, através do Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE), outra de 31 por cento, com 91,4 milhões de acções. Entre outros pequenos accionistas, contam-se ainda a Cooperativa dos Gestores Técnicos e Trabalhadores da seguradora, com uma quota de 20 por cento e 59 milhões de acções.

O mercado segurador de Moçambique conta com cerca de 20 empresas autorizadas e é liderado há mais de 40 anos pela EMOSE, criada dois anos após a independência nacional, através da nacionalização e fusão das seguradoras Lusitânia, Tranquilidade de Moçambique e a Nauticus.