Monday, May 4, 2026
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Aprovada alteração dos quantitativos da Tabela Salarial Única

Os quantitativos constam dos Anexos I e II do Decretro nº 31/2022, de 13 de Julho, com as alterações introduzidas pelo Decrecto nº 51/2022, de 14 de Outubro, e pelo Decreto nº 1/2023, de 17 de Janeiro.

A decisão foi tomada, ontem, em Maputo, pelo Conselho de Ministros, reunido na sua 21ª Sessão Ordinária. A alteração visa adequar o Decrecto nº 31/2022 à Lei nº 5/2022, de 14 de Fevereiro, que define o regime e os quantitativos dos suplementos dos servidores públicos, dos titulares e membros dos órgãos públicos e dos órgãos de Administração da Justiça, alterada e republicada pela Lei nº 14/2022, de 10 de Outubro, e pela Lei nº 7/2023, de 9 de Junho.

Filimão Suaze, porta-voz do Governo, disse que o Executivo apreciou e aprovou igualmente o decreto que altera o Anexo I do Decreto nº 55/2022, de 14 de Outubro, sobre as remunerações dos demais membros dos órgãos de soberania e do órgão público não previstos na Lei nº 5/2022, de 14 de Fevereiro, e revoga o Decreto nº 3/2023, de 17 de Janeiro.

A revisão, tal como explicou Filimão Suaze, decorre das alterações introduzidas pela Lei nº 7/2023, de 9 de Junho, na Lei nº 5/2022, de 14 de Fevereiro, alterada e republicada pela Lei nº 14/2022, de 10 de Outubro.

Filimão Suaze disse, ainda, que o Executivo apreciou e aprovou o decreto que revê o regime de consignação do valor das taxas de concessão da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), prevista no Decreto nº 3/2009, de 23 de Março, e revoga o Decreto nº 3/2009, de 23 de Março.

Esta revisão visa actualizar as instituições beneficiárias, incluindo a consignação ao Fundo Nacional de Energia (FUNAE) e Autoridade Reguladora de Energia (ARENE), sem contudo alterar o valor nominal actualmente consignado bem como consignar parte da referida taxa às Agências de Desenvolvimento de modo a incrementar receitas para o Tesouro Público.

Parque industrial e um porto vão ser erguidos em Sofala

 

Rubricado o Acordo de Princípios, o Ministério da Indústria e Comércio através da APIEX. IP, vai iniciar o processo de discussão e análise técnica da proposta de investimento apresentada pelo grupo Tsingshan, no sentido de viabilizar a construção e gestão do referido Parque Industrial e Porto Maritimo.

A análise técnica deste projecto irá contemplar, igualmente, a avaliação do quadro de incentivos fiscais e garantias aplicáveis ao empreendimento, em conformidade com o previsto na legislação sobre investimentos vigente.

Após a emissão da autorização de investimento, que se  prevé que aconteça ainda este ano,  a Tsingshan deverá iniciar as diligências necessárias para a implementação efectiva do empreendimento, que se descreve como tendo um potencial económico para a província de Sofala e para o país.

O Parque Industrial dará lugar à produção de diversos produtos e o Porto Marítimo servirá para a exportação de bens manufacturados na região.

Segundo o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, o acordo rubricado com o grupo emprsarial em referência, enquadra-se nos objectivos do Governo de atrair investimentos estruturantes para a economia nacional.

Entre as metas estão a revitalização do sector industrial, exportações nacionais envolvendo o sector privado nacional e estrangeiro, bem como a criação de novos empregos .

“Este projecto apresenta indicadores favoráveis conducentes a um impacto positivo na economia moçambicana.  O Governo continuará a promover acções para melhorar o ambiente de negócios, conforme atestam os vários instrumentos de política económica que vem sendo aprovados, sendo de destacar o Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE)”,  afirmou Silvino Moreno.

Para Moreno, o empreendimento “está em sintonia com o Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI), iniciativa do Governo tendo como objectivo contribuir para o aumento da produção industrial nacional, privilegiando o uso da matéria-prima local, estimular a produção”.

Numa primeira fase, o empreendimento vai ter um investimento de 20 mil milhões de dólares norte-americanos, mas até o fim da implantação do empreendimento, o custo vai totalizar  40 mil milhões. O projecto poderá gerar cerca de 10 mil postos de trabalho, a avaliar o seu impacto sócio-económico.

 

 

Café moçambicano no mercado internacional e seis marcas já podem ser exportadas

O mercado de café no país que já conta com 11 marcas, está a “crescer rapidamente e é uma parte importante de nossos planos para o futuro e para a mudança do paradigma que queremos trazer”, afirmou o titular da pasta de Agricultura e Desenvolvimento Rural.

Destas marcas, seis delas passarão a ser exportadas, nomeadamente, Nossa Gorongosa, cultivada no Parque Nacional da Serra da Gorongosa, Café Chimanimani, que é um café comb textura aveludada; Café Niassa, que prioriza as práticas orgânicas e trabalha em estreita colaboração com os agricultores locais.

Tem, igualmente, o Café Vumba, que adoptou práticas de agricultura orgânica voltadas para mulheres, Café de Manica, que é cultivado na serra de Mussapa, Café de Ibo, que é o café mais antigo do país cultivado nas praias arenosas do Oceano Índico.

Com este feito, Celso Correia afirma que Moçambique quer que “as pessoas experimentem uma história em cada gole do seu café , uma história de herança, de paixão e de riqueza da sua terra”.

Segundo disse o dirigente, esse objectivo passa por trabalhar-se em estreita colaboração com as famílias rurais para apoiá-las nesta nova indústria e “criarmos mecanismos que garantem que a grande maioria dos lucros volte para eles”.

Para Correia, a opção pelo café nacional vai estimular o fomento da produção local, tanto em pequena e larga escala. Além disso, a escolha por este produto tem o potencial de preservar a biodiversidade, que é diversificada no solo moçambocano.

“Ao escolher o café moçambicano, os consumidores não só desfrutam de uma experiência de sabor única, como também apoiam os agricultores locais e as suas práticas sustentáveis, assim como ​​ajudam a preservar a biodiversidade das ricas paisagens do país”, expressou-se o ministro.

Inflação volta a cair em Maio para 8,23% segundo actualização do INE

Assim, a inflação fixou-se em 8,2 po cento durante o mês de Maio, menos 1,38 pontos percentuais (pp) que em Abril. Segundo o documento do INE, que o DE teve acesso, a redução da inflação anual deveu-se, fundamentalmente, à maior oferta de frutas e vegetais.

Alguns alimentos ficaram mais baratos, como o tomate (4,5%), coco (14,5%), milho em grão (7,1%), couve (7,8%), alface (7,2%), assim como o repolho (9,2%). De acordo com o boletim do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), estes produtos contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,54pp negativos.

Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, que serviram de referência para a variação de preços do País, o boletim do INE destaca que, em Maio findo, todos os locais tiveram uma deflação.

“A província de Inhambane destacou-se com a queda de 0,75 por cento, seguida das cidades de Tete com 0,69 por cento, de Quelimane com 0,68%, de Xai-xai com 0,50 por cento, de Chimoio com 0,37%, de Maputo com 0,35 por cento, da Beira com 0,14% e de Nampula com 0,08 por cento”, assinalou o IPC.

Somando os valores mensais, os primeiros cinco meses do ano fecharam com uma inflação acumulada de 3,16 por cento.

 

Empresários animados com a flexibilização dos negócios

Na sexta-feira, o Governo emitiu um Diploma Ministerial no qual anunciava a validade para 12 meses de Certidão de Quitação, emitida pela Administração Fiscal para participação em concursos públicos de contratação de bens e prestação de serviços ao Estado.

O prazo de Certidão de Quitação era de 3 meses e também constituía um entrave para o processo de contratação de mão-de-obra estrangeira na medida em que este processo tem sido demorado e envolve demasiadas instituiçõesm, conforme diz o corpo empresarial.

A CTA diz que com a duração de um ano e despersonalização da Certidão de Quitação, tornou-se possível usar o mesmo documento para contratar mais de um trabalhador.

A organização empresarial recorda, por exemplo, que o percurso para aquisição de todos os documentos e submissão do processo junto ao serviço de migração, a quitação fiscal perdia a sua validade e o empresário era sujeitado a ter que solicitar mais uma certidão, o que tornava o processo ainda mais lento e burocrático.

Ainda na semana passada, o executivo moçambicano divulgou o Regulamento que estabelece o regime jurídico aplicável à Mera Comunicação Prévia para o Exercício de Actividades Económicas, no âmbito de Simplificação de Criação de Empresas.

A Mera Comunicação Prévia consiste numa declaração feita pelo empresário que habilita a este iniciar com a sua actividade económica, mediante preenchimento do formulário próprio, acompanhado de documentos exigidos por lei e pagamento de taxas legalmente definidas.

A respectiva Certidão é um documento com igual valor de uma licença ou alvará, que serve de prova de que o agente económico realizou com sucesso a mera comunicação.

O regime de licenciamento abrange actividades económicas que, pela sua natureza, não acarretam impactos negativos de difícil mitigação para a economia, ambiente, saúde pública e para a segurança, em geral.

Entre as actividadades estão Agricultura, Produção Animal, Caça, Floresta e Pesca, Indústrias Transformadoras, Actividades de Consultoria, Científicas, Técnicas e Similares, Actividades Administrativas e dos Serviços de Apoio Prestados às Empresas, entre outras.

Estas duas medidas foram tomadas na iniciativa do Pacote de Aceleração Económica, cujo objectivo é estimular o ambiente de negócios em Moçambique.

 

 

MRM paga melhor factura e distingue-se como melhor contribuinte em 2022

“O Governo de Cabo Delgado reconheceu a Montepuez Ruby Mining Limitada (MRM) como o maior contribuinte da província em 2022. Esta distinção segue-se a prémios anteriores, tendo a MRM sido o maior contribuinte de 2014 a 2019, e um dos maiores contribuintes em 2021, após não ter havido nomeação em 2020, em consequência da Covid-19”, lê-se num comunicado da empresa.

O director Corporativo da Montepuez Ruby Mining, Raime Raimundo, destacou a transparência como um dos factores que conduzem à MRM a obter resultados positivos, tanto em receitas, como na sua contribuição para o cenário económico da província de Cabo Delago e do país.

“Consideramos que é nosso dever proporcionar o máximo benefício da mineração de pedras preciosas ao país e aos seus cidadãos. É por isso que trabalhamos de forma transparente para garantir um alto nível de retorno para o país”, afirmou Raime Raimundo.

No comunicado, a mineradora diz que em Julho de 2021, a Gemfields, empresa britânica que possui a maior quota da MRM, lançou o G-Factor para Recursos Naturais, uma medida que promove maior transparência em relação ao nível de riqueza advinda da mineração de recursos naturais compartilhada com os governos dos países anfitriões.

Por isso mesmo, até à data, 23 por cento das receitas da MRM foram devolvidas para Moçambique, em virtude da abordagem da Gemfields e tal garante que o país receba retornos de uma participação justa com a mineração de pedras preciosas coloridas.

O depósito de rubis de Montepuez está localizado na região norte de Moçambique, na província de Cabo Delgado e é considerado o mais significativo depósito de rubis recentemente descoberto no mundo.

Possui uma área de 34.966 hectares. Para além dos 75 por cento da Gemfields, A MRM é detida em 25 por cento pelo sócio minoritário Mwriti Limitada, por parte de Moçambique.

Melhoria do modelo de salário mínimo no país entre as prioridades da OIT

A ministra do Trabalho e Segurança Social, Margarida Talapa, encontra-se na Suiça, onde participa da centésima décima primeira Conferencia Internacional dos Ministros de Emprego, Trabalho e Parceiros Siciais do domundo.

A governante foi recebida, em audiência, pelo Director Geral Adjunto da OIT, André Bogui, com o qual abordou aspectos relacionados à situação laboral no país.

Na ocasião, o dirigente da Organização Internacional do Trabalho falou da implementação do Diálogo Social Tripartido, cujo objectivo consiste em promover a justiça social, desenvolvimento sustentável, empregos de boa qualidade e democratização das políticas económicas e sociais.

O dirigente mencionou, igualmente, os avanços  e consolidação do Projecto “MozTrabalha” e destacou os serviços de Segurança Social,  sua modernização,  robusdez  e implantação  de infraestruturas nos distritos, para que estejam mais perto dos utentes.

Talapa apontou, por seu turno, os resultados positivos do apoio da OIT, que tem prestado ao país em diversos domínios do sector do Trabalho e Segurança Social.

A Conferência Internacional do Trabalho, que decorre na sede da OIT, conta com a participação dos Ministros que superintendem a área do Trabalho e Emprego bem como parceiros sociais.  Ainda esta terça-feira, foi aprovado, por consenso, o plano e orçamento da OIT.

 

 

 

 

 

 

 

 

Países africanos vão explorar oportunidades no fórum entre Europa e África

“A temática que nós vamos desenvolver este ano é: Europa-África, oportunidades de crescimento” para esta aliança, falando “de investimento, infra-estruturas, transição energética e transformação digital”, afirmou em entrevista à Lusa António Calçada de Sá, presidente da direcção do Conselho da Diáspora Portuguesa.

Naquela que será a  6.ª edição, um dos temas a ser abordado é a inovação, “mas já com projectos muito concretos para África”, salientou na entrevista o presidente da organização.

A cerca de um mês da realização do fórum, a organização tem confirmadas as presenças de ministros e decisores públicos de todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), nomeadamente, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe. A África do Sul, Zimbabwe e Ruanda também já confirmaram a sua participação no evento.

Conselho da Diáspora Portuguesa, uma organização não-governamental para o desenvolvimento é a organizadora do evento, que decorrerá em 18 e 19 de Julho, em que é esperada a participação de pelo menos 500 pessoas.

 

Moçambique enfrenta desafios para gerir dívida pública, segundo diz a Moody’s

A agência entende que em causa está o atraso no pagamento de cupões de dívida interna entre Fevereiro e Março, período de pressão acrescida para os cofres do Estado com o aumento da massa salarial, entre outros factores.

“Embora haja muita vontade de Moçambique em cumprir as suas próximas obrigações de dívida, os recentes pagamentos atrasados, o fraco apetite pelo mercado interno de títulos do Estado e o rápido aumento da dívida interna sublinham os persistentes problemas de liquidez”, lê-se numa nota de análise aos investidores, consultada esta segunda-feira, 12 de Junho, pela agência Lusa.

A Moody’s realça que um novo momento de pressão se aproxima, entre Setembro e Novembro, com o Governo a ter de lidar com o pagamento de cupões e amortizações de dívida interna. “Em Maio, chegou a ser veiculada a ideia de se reanalisar o perfil desses desembolsos”, refere a agência financeira, que explica que “mais tarde, o Governo rectificou a declaração, dizendo que tinha sido um lapso e que não pretende redefinir o perfil daqueles instrumentos”.

A Moody’s vê neste recente erro de comunicação com os detentores de obrigações nacionais um sinal de fraca capacidade de administração da dívida, o que, em resultado, a análise coloca Moçambique no nível ‘CAA’, ou seja, “no escalão de instrumentos financeiros de alto risco”.

O acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) está a estimular reformas e já têm havido medidas para travar o crescimento da massa salarial, salienta a Moody’s, que fecha a nota de análise em tom positivo graças às expectativas de exploração do gás natural.

“Não obstante estes desafios, as perspectivas positivas reflectem o potencial ascendente de médio prazo associado às perspectivas de crescimento no sector de gás natural liquefeito, reformas fiscais e de administração em andamento e acesso a financiamento acessível no âmbito do programa do FMI”, conclui a agência de notação financeira Moody’s.

 

 

País vai injectar 100 MW a África do Sul para ajudar a utrapassar a crise energética

No dia 29 de Maio, o governo sul-africano formulou um pedido ao executivo moçambicano no sentido deste ajudar o país vizinho a ultrapassar o problema energético que assola a África do Sul.

O ministro de Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Carlos Zacarias, explicou de onde sairá a energia que vai ser exportada para a África do Sul e os passos que vão definir o acordo comercial.

“O governo moçambicano tem disponíveis, de imediato , 100 MW de energia produzidos através da Central Flutuante de Nacala, devendo ser fechados muito brevemente o acordo comercial que definirá o preço, mecanismos de transporte e início da canalização da energia”, disse Carlos Zacarias.

O governante moçambicano garantiu, ainda, ao executivo sul-africano que Moçambique terá disponíveis, dentro de 6 meses, 600 MW adicionais de energia  gerados à partir da Central Flutuante de Maputo e da Central Térmica de  Ressano Garcia.

Kgosientsho Ramokgoba, ministro na Presidência para Energia, por sua vez, expressou satisfação pela rapidez na resposta do governo de Moçambique para este assunto.

“Esperávamos por 80MW e recebemos hoje a promessa de 100 MW devendo os técnicos trabalhar para viabilizar as operações”, disse sublinhando que a energia irá reduzir  os custos elevados do  actual déficit à economia do país.

O principal motivo da crise de energia que afecta a África do Sul é a incapacidade da Eskom, companhia estatal responsável pelo fornecimento de cerca de 95% da eletricidade do país, de suprir a demanda da população.

A situação forçou a que, em 9 de fevereiro, o Presidente sul africano, Cyril Ramaphosa, declarasse estado de calamidade nacional.

A medida teve como objectivo restaurar a segurança energética, pois representa para o país vizinho uma ameaça à economia, que vem registando baixas nos últimos anos.

Os cortes de energia da Eskom afectam directamente à economia do país. Actividades comerciais, hospitais e o abatecimento de água são constantemente prejudicados pelos apagões.

A crise também afecta a confiança de empresários para investir no país, facto que impacta negativamente os esforços do governo para conseguir reduzir a taxa de desemprego no país.