Monday, May 4, 2026
spot_img
Home Blog Page 347

Bancarização no país refém de concentração da actividade económica nas cidades

Contribui igualmente para o atraso do processo, o facto de a expansão geográfica dos bancos comerciais para certos distritos ser pouco atractiva devido à pouca rentabilidade, comprometendo os esforços do executivo para uma maior inclusão financeira.

“A penetração limitada de agências e agentes bancários fora das áreas urbanas devido, entre outros factores, a questões de viabilidade comercial e falta de infra-estruturas essenciais (estradas, electricidade, serviços de telecomunicações) contribuem para o atraso da bancarização”, disse a vice-ministra da Economia e Finanças, Carla Louveira, falando durante uma reflexão sobre as perspectivas de investimento e financiamento à economia.

Louveira partilhou dados sobre alguns indicadores de inclusão financeira que colocam a província de Inhambane, como a que apresenta uma cobertura de pelo menos uma agência bancária em cada distrito, e as províncias de Cabo Delgado, Niassa, Zambézia, Manica e Gaza como as que apresentam baixos níveis de cobertura de agências bancárias.

Segundo a AIM, no que se refere à moeda electrónica, a fonte referiu que em 2022 o país passou a contar com cerca de 68,5 por cento da sua população adulta com uma conta de moeda electrónica aberta, contra 67,2 por cento em 2021.

Empresas podem participar de concursos públicos por 12 meses com a mesma certidão

O instrumento refere que a Certidão vai facilitar o fornecimento de bens e prestação de serviços para o Estado no contexto de contratação de empreitadas de obras públicas.

Enquanto durar o prazo, o documento pode ser ultizado em mais de um concurso público promovido por órgãos e instituições do Estado, desde que as respectivas cópias estejam autenticadas nos termos da legislação.

Esta medida pode ser vista como que um alívio à pressão a que as empresas tinham de se submeter para concorrer a vários processos de “procurement” das obras públicas.

Além disso, o alargamento do prazo daquele documento relaxa os processos burocráticos, de que o empresariado local tem manifestado preocupação.

No fundo, estas mudanças reflectem, sobremaneira, aos objectivos do Pacote de Aceleração Económica, que visam, primordialmente, dar lugar a reformas fiscais para estimular a economia e outras medidas que visam melhorar o ambiente de negócios, transparência e governação.

Anunciado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, em Agosto de 2022, o PAE, para além desta medida, introduziu uma plataforma electrónica de vistos que foi lançada em Dezembro passado. A mesma teria recebido um número de 10 mil pedidos nos primeiros 90 dias.

Igualmente, foi promulgada a legislação que isenta visto a 29 países, para fins de turismo e negócios. Várias outras leis de reforma fiscal foram aprovadas, todas com o objectivo de tornar Moçambique cada vez mais atractivo para os investidores nacionais e estrangeiros.

O Pacote de Aceleração Económica contém 20 medidas, entre as quais está a décima quinta que diz respeito à simplificação de processos administrativos na relação entre o Estado, empresas e pessoas.

 

 

 

 

Consultora BMI vê Moçambique a crescer 6,5 por cento este ano com o gás

“Prevemos que o PIB (Produto Interno Bruto) de Moçambique vá acelerar dos 4,1 por cento de 2022 para 6,5 por cento em 2023, já que acreditamos que o fluxo de investimento directo estrangeiro vá aumentar, com o setor do gás natural liquefeito a liderar, e em 2024 vemos o crescimento a desacelerar para 4,2% devido a uma estagnação da produção industrial”, escrevem os analistas.

De acordo com a BMI, o Banco Central deverá manter a taxa de juro nos 17,25 por cento no segundo semestre deste ano, devido ao abrandamento da inflação.

No entanto, “em 2024 é esperado um corte de 100 pontos-base, para 16,25%, com a aceleração do abrandamento da inflação e do crescimento económico”, acrescentam os analistas.

A consultora antevê também que o Banco de Moçambique continue a sustentar a moeda moçambicana nos 64 meticais por dólar neste e no próximo ano.

 

 

Bancos comerciais lucram 366 milhões de dólares em 2022

Trata-se do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), Millennium BIM, Moza Banco, ABSA, Standard Bank e NedBank, cujas contas estão com índices positivos.

Especificamente, o BCI que, actualmente, gere a maior quota do mercado, revelou  um lucro líquido de 8.122 milhões de Meticais, que equivalem a 127,3 milhões de dólares e que representam uma subida de 55,7 por cento em relação ao ano anterior, 2021.

O Millennium BIM registou um lucro líquido de 6.646 milhões, correspondentes a 104,1 milhões de dólares, que perfazem uma ligeira melhoria de 2,9 por cento em relação ao ano anterior.

Em terceiro lugar está o Standard Bank Moçambique, cujo resultado líquido subiu em 38,4 por cento face ao ano anterior para 6.846 milhões de Meticais, que equivalem a 107 milhões de dólares em 2022, depois de uma quebra de 9,0 por cento registada em 2021.

O quarto maior banco comercial que opera no mercado moçambicano  é o Absa Banc Moçambique que teve um resultado líquido com uma melhoria classificada como “forte”, uma vez que atingiu 61,4 por cento em relação a 2021.

O Absa atingiu 1.023 milhões de Meticais que correspondem a 16,0 milhões de dólares em 2022, depois de o banco ter mais do que duplicado o seu resultado no ano anterior.

Exportações de carvão e alumínio caem, devido aos preços baixos a nível internacional

Segundo diz o Banco de Moçambique (BM), os preços das principais commodities mantêm-se em queda, a reflectir as perspectivas de refreamento do crescimento da economia mundial.

Como consequência, as exportações internas verificaram uma redução devido à queda de preços do carvão térmico e do alumínio, facto que é justificado pelo aumento da oferta destas mercadorias no mercado internacional, impulsionado pelo consumo da China.

As exportações de barras de alumínio, carvão mineral e energia eléctrica caíram, 141, 80 e 9 milhões de USD em relação ao primeiro trimestre de 2022 em que as exportações daqueles produtos atingiram 396, 541 e 141 milhões de USD, respectivamente.

Apesar da queda do preço no mercado internacional, o Banco Central revela, em Relatório sobre a Conjuntura Económica e Perspectivas de Inflação, publicado há dias, que o total de exportações registou ligeiro crescimento.

“No período em referência, o valor das exportações de bens incrementou em relação ao período homólogo de 2022, em apenas USD 4,4 milhões”, lê-se no Relatório. Contribuíram para esse ligeiro crescimento o gás natural e areias, cujas exportações cresceram 252 e 3 milhões de USD em relação ao primeiro trimestre de 2022 em que as exportações se situaram em 89 e 118 milhões de USD.

De acordo com o documento, a redução substancial do valor das importações é justificada pelo valor expressivo da plataforma flutuante do projecto Coral Sul (cerca de 4,2 mil milhões de USD), registado no primeiro trimestre de 2022.

Em termos de produtos, para além da queda das importações de maquinaria, dados do Relatório revelam que também caíram as importações de material de construção e de alumínio bruto em 18 e 14 milhões de USD respectivamente.

No primeiro trimestre de 2022, as importações desses produtos situaram-se em 152 e 127 milhões de USD, respectivamente.

Entretanto, contrariam a tendência de queda as importações de combustíveis e automóveis que cresceram 135 e 13 milhões de USD respectivamente (apesar da baixa do Brent no mercado internacional). No primeiro trimestre de 2022, as importações desses produtos custaram 246 e 89 milhões de USD, respectivamente.

O Banco de Moçambique prevê contínuo abrandamento do preço do brent e do trigo, a reflectir a procura global contida e as perspectivas de aumento da produção nos Estados Unidos da América e Rússia, respectivamente.

ONU sugere uso de energias renováveis ​para superar a crise energética no país

Moçambique junta-se, agora, à Angola, que tem cerca de 18 milhões de pessoas sem eletricidade, segundo as Nações Unidas. A ONU sugere o uso de energias renováveis ​​como forma de superar a crise energética, lembrando que o Brasil está entre os países com maior percentual de uso de fontes renováveis ​​(46%).

“Moçambique tem 22 milhões de pessoas sem eletricidade”, refere a organização num resumo consultado pela Lusa na quinta-feira, acrescentando que a “falta de acesso à eletricidade vai persistir sem investimento em fontes renováveis”.

O Relatório de Progresso Energético de 2023 indica que cerca de 675 milhões de habitantes do planeta vivem sem electricidade e observa que “a crescente dívida dos países e o aumento dos preços da energia estão piorando as perspectivas de acesso universal à eletricidade”.

Para a ONU, isso é um impedimento para o cumprimento do sétimo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que propõe o acesso à electricidade para todos até 2030.

As Nações Unidas lembram que o acesso à electricidade é crucial para a prestação eficaz de cuidados de saúde.

“Tanto a falta de electricidade quanto o fornecimento não eficiente são grandes barreiras para uma cobertura mais ampla de assistência médica. A eletrificação deve ser considerada uma prioridade porque a saúde é um bem público e um direito humano”, diz a ONU.

Comércio africano em debate na Reunião Geral Anual do Afreximbank

Nos três dias do evento, os assuntos  a ser debatidos estarão em torno de temas sobre aceleração da implementação do Acordo de Livre Comércio Continental Africano, perspectivas corporativas sobre a concretização da visão da União Africana e desbloquear o capital para impulsionar o investimento e o desenvolvimento.

A reunião caracteriza-se por ser uma oportunidade para as empresas conhecerem Chefes de Estado, banqueiros centrais e ministros, CEOs de África e dos Estados Unidos da América (EUA). A propósito, o país americano é um dos convidados especiais do encontro comercial.

Como oradores principais, o evento contará com a apresentação de Nana Addo Dankwa Akufo-Addo, Presidente da República do Gana, Mia Amor Mottley, Primeira-ministra de Barbados e Benedict Oramah, Presidente do Conselho de Administração do Afreximbank.

A Reunião Geral Anual do Afreximbank  é co-oroganizada pela Corporate Council on Africa (CCA), em colaboração com o African Export-Import Bank (Afreximbank).

São no total 27 oradores, entre os outros 24 estão o Presidente da Nigéria, Chief Olusegun Obasanjo, Comissário da União Africana (AUC), Albert Muchanga, o CEO da Dangote Group, Aliko Dangote.

A Dangote Group é uma empresa privada nigeriana de conglomerado e múltiplos serviços, fundada em 1981 e actua em vários sectores como a indústria de açúcar. Haverá, igualmente, vários CEO’s de diversas empresas e de diferentes sectores.

 

EDM quer reforço logístico para electrificar mais zonas rurais

Quem o diz é Electrecidade de Moçambique (EDM), aquando da visita da chefe de Cooperação da União Europeia em Moçambique, Paula Vazquez Horyaans, que esteve de visita, esta quinta-feira, na distrito de Marracuene, na província de Maputo.

Concretamente, a EDM refere que o alcance do objectivo em alusão, passa por construção de cerca de 1.900 quilómetros de linhas de média tensão, alocação de 3.765 transformadores de distribuição, extensão de 3.900 quilómetros de linhas de distribuição de baixa tensão, instalação de cerca de 13.800 km em quedas de serviço (ligações dos utilizadores).

A visita aconteceu no contexto do Fundo Fiduciário de Energia para Todos de Múltiplos Doadores, criado pelo Banco Mundial e denominado ProEnergia, com uma contribuição financeira adicional de 30 milhões de euros (aproximadamente 2.052 mil milhões de Meticais), fundos da União Europeia.

Do lado do Banco mundial a contribuição é de 62.4 milhões de euros, 16.8 milhões de euros do Reino da Noruega e 15 milhões de euros da Suécia.

Os investimentos do projecto apoiam a implementação da Estratégia Nacional de Electrificação (ENA), financiando a expansão do acesso à electricidade a 1.832.150 pessoas a viverem nas zonas peri-urbanas e rurais em todo o país. Até ao momento, o programa alcançou 86 por cento da meta.

A expansão da Rede Eléctrica Nacional (REN) possibilitou iluminar a mais 309.322 consumidores.  Para alcançar estes objectivos, o Governo de Moçambique e a empresa Electricidade de Moçambique (EDM) implementaram nos últimos anos reformas destinadas a melhorar a eficiência operacional e a viabilidade financeira do sector, segundo diz a União Europeia.

A UE diz ainda que com o ProEnergia foi possível reduzir e cobrir a taxa de ligação à rede eléctrica nacional, demonstrando que uma das principais barreiras ao acesso de energia para uma grande parte da população moçambicana, foi superada.

O Governo de Moçambique lançou o Programa Energia para Todos para implementar a sua estratégia e fornecer ligações à rede, ou acesso fora da rede eléctrica, a todos os moçambicanos. A iniciativa de tornar universal o acesso à energia em Moçambique até ao ano 2030 está a mudar a vida nas zonas rurais.

Economia moçambicana poderá crescer 8,3 por cento em 2024

As previsões constam do mais recente relatório do BM sobre Perspectivas Económicas Globais, publicado em Washington, nos Estados Unidos, fazendo menção do crescimento de Moçambique em 2024, num contexto em que se espera que o gás venha a alavancar a economia.

Trata-se de subidas que estão muito acima da média esperada na região subsaariana. Para esta parcela do continente africano, a previsão de crescimento de 3,6 por cento feita, em Janeiro, reduziu, segundo o último relatório, para 3,2 por cento.

Só no próximo ano é que a situação vai melhorar, esperando se uma subida de 3,9 por cento. Entretanto, o BM alerta que há vários riscos negativos associados às previsões, como a persistência das pressões inflaccionárias por mais tempo do que o previsto.

Outra limitação tem a ver  com possíveis stresses no sector bancário das economias avançadas espalharem-se para o sistema financeiro global. Se isso acontecer, o Banco Mundial avisa que esses constragimentos podem conduzir a deterioração das condições de financiamento da África subsaariana, provocando novas depreciações cambiais e saídas de capital, elevando os riscos de sobreendividamento.

Sector do turismo queixa-se de fraca demanda apesar de melhorias nos serviços

O posicionamento foi expresso esta quarta-feira, na cidade de Maputo, pelo secretário-geral da AVITUM, João Neves, à margem da I Reunião com as agências de viagem e turismo, que tinha como objectivo reflectir sobre os modos de actuação e os desafios do sector.

Neves disse que além dos preços altos que impedem a entrada de turistas para o mercado nacional, também há problemas de segurança e acesso ao país.

“Os preços altos não são, necessariamente, o único problema, há que considerar vários outros aspectos relacionados com a segurança, acesso ao mercado por turistas e, acima de tudo, o pacote competitivo que ofereça aos clientes algo que justifica a sua deslocação para este destino”, afirmou Neves.

O representante da organização sublinhou que “os preços acompanham, naturalmente, a situação económica do país, e tem estado a sofrer incrementos sucessivos em toda a cadeia”.

A fonte falou da importância da introdução do sistema electrónico de aquisição de vistos (E-visa), mas nota que, até ao momento, a ferramenta não está a trazer turistas como desejado.