Tuesday, May 5, 2026
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EDM registou prejuízo de cerca de 50 milhões de Meticais devido às chuvas

Cerca de 30 mil clientes chegaram a ficar sem electricidade como resultado das chuvas que afectaram as zonas Sul e Centro do país desde o início do mês de Fevereiro.

O distrito de Boane e a Cidade de Maputo foram os pontos mais afectados na região Sul de Moçambique. As autoridades revelam que cerca de 4200 famílias ainda estão sem electricidade, devido a cortes e avarias na rede.

Dados oficiais mostram também que, devido à passagem da tempestade tropical Freddy, cerca de 130 mil clientes das províncias de Maputo, Manica e Sofala ficaram, esta quarta-feira, sem corrente eléctrica.

De acordo com o comunicado da Electricidade de Moçambique (EDM), as subestações da Costa do Sol, Zimpeto e de Marracuene, na Cidade e Província de Maputo, ficaram fora de serviço, afectando os clientes dos bairros do Zimpeto, Magoanine A, B e C e todos os bairros do distrito de Marracuene. Entretanto, o fornecimento de energia eléctrica já foi restabelecido nestes bairros.

Porém, 30 mil clientes da Vila de Mafambisse e do distrito de Gorongosa, na província de Sofala, bem como os clientes da Vila de Inchope, na província de Manica, continuavam sem energia.

Neste momento, várias equipas técnicas da EDM encontram-se no terreno, com o objectivo de restabelecer o fornecimento normal de energia eléctrica às zonas afectadas o mais breve possível.

A EDM refere que as inundações causadas pelo ciclone tropical Freddy causaram maiores obstáculos e inacessibilidade em alguns locais, o que concorre para a demora na reposição da corrente eléctrica.

A empresa salienta que, por razões de segurança, em algumas zonas, o corte preventivo do fornecimento de energia deve-se ao alagamento de Postes de Transformação (PT) e outros equipamentos eléctricos que, estando ligados, podem perigar a vida humana.

Por esta razão, a EDM apela à observância das medidas de prevenção, sobretudo nas proximidades de equipamentos que transportam corrente eléctrica.

Em Moçambique, a ocorrência de inundações é recorrente nesta altura do ano, mas, ainda assim, a pluviosidade esteve acima do esperado durante o mês de Fevereiro.

Celso Correia reúne-se em Roma com Director-Geral da FAO

A visita de Celso Correia a Roma prossegue com encontros no Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), no Programa Alimentar Mundial (PAM) e no Ministério da Agricultura italiano.

Após o encontro de ontem com Qu Dongyu, o ministro Correia manifestou a sua satisfação pelo trabalho desenvolvido, que serviu também para partilhar com o seu anfitrião aspectos técnicos sobre a situação das cheias.

O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, por sua vez, pediu esclarecimentos sobre a situação das inundações, e disse que é preciso buscar soluções em nível global para o atual desequilíbrio hídrico, pois enquanto algumas áreas sofrem com a escassez, outras sofrem inundações.

“É preciso infraestrutura, como barragens, que podem servir para mitigar esses problemas”, afirmou.

O ministro Correia destacou o grande esforço que Moçambique está a fazer para se tornar um país sustentável a nível agrícola, apostando na transferência de tecnologia, com o apoio de parceiros.

Segundo o ministro, há boas perspectivas de intensificar e melhorar ainda mais a coordenação.

A questão das sementes também foi abordada. Segundo o ministro, a resposta deve ser imediata, com acesso gratuito às sementes para a população, principalmente neste momento.

“A disponibilidade de sementes para a segunda safra de hortaliças permitirá que as famílias tenham sementes assim que as águas baixarem.

Já estamos a mapear as áreas mais afetadas, mas temos de esperar até ao final do ciclo e intervir de acordo com as nossas capacidades, mobilizando todos os parceiros para o efeito”, disse.

Ainda reagindo às recentes cheias no país, o ministro lamentou a perda de vidas humanas, e destacou a necessidade de melhoria contínua da capacidade de resposta agrícola do país.

“Estamos fazendo de tudo para garantir o fornecimento de sementes em tempo hábil, porque o ciclo de resposta é muito curto. Temos 30 dias para semear milho de ciclo curto e sementes de hortícolas para mitigar o impacto das cheias”, sublinhou Correia.

Fonte: Domingo

1º ministro participa na 5ª conferência das nações unidas sobre os países menos avançados no Qatar

A Conferência que inicia no próximo domingo, perspectiva alcançar um acordo para o estabelecimento de uma parceria renovada entre os Países Menos Avançados e seus parceiros de desenvolvimento para fazer face aos desafios estruturais, erradicar a pobreza, atingir os objectivos de desenvolvimento internacionalmente acordados, entre outros pontos.

Segundo a Rádio Moçambique, no decurso do evento, haverá um debate no qual os Estados terão de reiterar o seu posicionamento sobre os diversos assuntos da agenda dos Países Menos Avançados.

O Primeiro-ministro vai igualmente participar, este sábado, na Cimeira do Grupo dos Países Menos Avançados na qual serão abordadas matérias relativas aos desafios e as prespectivas para assegurar o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis, refere a fonte.

Adriano Maleiane quer maior envolvimento de jovens no sector agrário

Falando em Maputo na abertura da sessão do Conselho de Monitorização do Ambiente de Negócios, Maleiane disse que o governo está a levar a cabo uma abordagem motivacional à agricultura, que vai garantir que a agricultura seja vista por todos, em particular pelos jovens, como um bom investimento. Disse que em 2022 a agricultura deu um contributo significativo para a economia moçambicana, com um crescimento de 4,15 por cento.

Os factores encorajadores, acrescentou Maleiane, são a introdução de novas tecnologias, a garantia do acesso ao crédito, a construção de estradas de acesso aos mercados e a assistência técnica aos agricultores.

“Estamos a modernizar”, disse o Primeiro-Ministro, “trazendo um programa que torna a agricultura uma actividade comercial, com criação de emprego e mecanização. Mas, ao mesmo tempo, a área de pesquisa agropecuária está criando condições para aumentar a renda do setor familiar camponês”.

Isto significa, acrescentou, que o Governo está a integrar o setor familiar na economia e no mercado, mas ao mesmo tempo a preparar o terreno para o aumento das exportações, confiante assim para melhorar a balança de pagamentos.

Ele reafirmou a interferência do Governo em acelerar as reformas previstas no Plano de Ação para Aperfeiçoamento dos Negócios (PAMAN) 2019-2021.

Maleiane sublinhou em particular uma revisão da Lei do Trabalho, que afirmou viria a incentivar o investimento nacional e estrangeiro; uma Lei de Investimentos para simplificar os requisitos necessários para os investidores; e a garantia da aplicação de boas práticas internacionais, alinhando a lei aos desafios dos investimentos atuais.

Intertek ganha contrato para avaliação de conformidade de bens importados

O programa verifica a conformidade de todos os produtos regulamentados nos respectivos países exportadores em diversos setores. Isso garante que eles cumpram os regulamentos técnicos e padrões de qualidade de Moçambique aplicáveis, garantindo aos cidadãos moçambicanos a qualidade e confiabilidade dos produtos importados. Além disso, a Intertek fará parceria com a INNOQ, IP para auxiliá-los em iniciativas de capacitação.

Jeremy Gaspard, Global Business Line Leader, Government and Trade Services, Intertek disse: “Estamos muito satisfeitos por trabalhar mais uma vez com Moçambique para apoiá-los com o seu novo Programa de Avaliação de Conformidade, dando aos consumidores de Moçambique a garantia de que precisam quando compram bens importados e protegendo-os de produtos abaixo do padrão. Tendo trabalhado com a Autoridade Tributária de Moçambique no seu programa de Inspeção Pré-Embarque por mais de 20 anos, a Intertek tem experiência, conhecimento e alcance global para fornecer INNOQ, IP e exportadores para Moçambique, com um serviço de excelência rápido e de qualidade total.”

Os exportadores para Moçambique são obrigados a fornecer um Certificado de Conformidade para desalfandegamento de acordo com os regulamentos do Governo. Este certificado só pode ser obtido na Intertek. A Intertek também é aprovada para os programas de Botswana, Camarões, Gabão, Gana, Costa do Marfim, Tanzânia e Uganda, dando aos exportadores para o continente africano uma maneira mais eficiente de acessar os mercados, aproveitando as sinergias de usar um fornecedor para suas necessidades de certificação.

A Intertek é pioneira em programas CAP, tendo introduzido o primeiro há mais de 25 anos e com nossa rede de mais de 1.000 laboratórios e escritórios em mais de 100 países, oferece soluções inovadoras e sob medida de Garantia, Teste, Inspeção e Certificação para nossos clientes operações e cadeias de suprimentos.

Fidelidade Ímpar quer maior inclusão no acesso ao seguro

 

“É necessário encarar uma revisão da lei assente na realidade local. Temos de responder a parâmetros internacionais, sim, mas também temos de ter uma componente muito realista, visto que a nossa economia é maioritariamente informal”, declarou à comunicação social Manuel Gamito.

Falando à margem do lançamento da campanha “Juntos Somos Mais Seguros”, o PCA explicou que é o setor informal que domina a economia moçambicana e que gera rendimentos, sendo por isso importante que os seus operadores tenham direito a seguros no âmbito das suas atividades.

“A revisão da lei deve ter em conta que este informal (carpinteiro, pescador ou outro) tem direito ao acesso a serviços bancários, da mesma forma que tem direito aos seguros”, frisou Manuel Gamito.

Entre os principais elementos que afastam os operadores informais do mercado destacou a existência de um “quadro legal disperso”, a obrigação e a falta de pacotes que se adequem às condições financeiras. “Por exemplo, é justo que a ‘mamã’ que vende no mercado, que tem rendimentos e sustenta os seus filhos, não tenha direito a um seguro porque não tem uma declaração de trabalho?”, questionou Manuel Gamito, propondo a adoção “de micro-seguros”.​​​​

Já sobre a campanha, o responsável referiu que o seu objetivo é reforçar a política de inclusão da empresa, criando serviços e produtos “adaptados às necessidades de cada cliente.

“Com esta campanha, a Fidelidade Ímpar reforça o compromisso com Moçambique, como marca de excelência no setor dos seguros, aliando tradição, história, inovação e conhecimento”, frisou.

Em Dezembro de 2021, a Fidelidade, que já estava em Moçambique desde 2014, anunciou a aquisição de 70% do capital da Seguradora Internacional Moçambique (SIM), que operava sob a marca Ímpar, numa transacção avaliada em 46,8 milhões de euros.

A companhia foi fundada em 1808, apresenta-se como criadora líder de mercado em Portugal, operando ainda em Angola, Cabo Verde, Espanha, França, Macau, Peru, Bolívia, Paraguai e Chile. Em Moçambique, está presente em oito províncias, contando com mais de 330 mil clientes.

Dugongo constrói nova fábrica de cimento em Nampula

Para o efeito, os representantes da fábrica Dugongo reuniram-se esta terça-feira com as autoridades governamentais na província de Nampula para os aspectos finais de concertação para a materialização do projecto.

Sabe-se até aqui que actualmente a fábrica Dugongo funciona na província de Maputo com capacidade de produção de cerca de duas mil e quinhentas toneladas por dia.

Já o empreendimento a ser erguido em Nacala-Porto, terá a capacidade de produzir cerca de seis mil toneladas ao dia e estima-se que vai gerar emprego a mais de seiscentas pessoas.

O coordenador do projecto Dugongo de Nacala, Issufo Ali, explicou a jornalistas que serão aplicados para a construção da fábrica cerca de cento e noventa e dois milhões de dólares.

Entretanto, o Secretário de Estado e o governador da província de Nampula, Jaime Neto e Manuel Rodrigues, respectivamente, asseguram que vão prestar todo tipo de apoio para que a construção da fábrica Dugongo em Nacala seja uma realidade, a curto prazo.

Maningue Magic é distinguida com o prémio revelação na 1ª gala de media e marcas do Media Club

Trata-se de uma iniciativa inédita que visa estimular e celebrar o profissionalismo, excelência, ética e cidadania no sector da comunicação social.

A premiação acontece num contexto em que o Maningue Magic celebrou, no mês passado, o primeiro ano de existência.

Telenovelas, séries de ficção, reality shows, music shows, magazines de lifestyle e de
sociedade foram os conteúdos locais de aposta do canal.

Além de oferecer entretenimento com qualidade internacional aos telespectadores da DStv e GOtv, tem contribuído para o crescimento das indústrias culturais e criativas moçambicanas impactando em larga escala na cadeia de valores baseada no talento e nas habilidades artísticas dos produtores, com a capacidade de geração de emprego e mais receitas para o Estado.

“O conteúdo nacional está num momento excelente e (o prémio) é prova do reconhecimento do diferencial competitivo que o Maningue Magic trouxe no sector da comunicação social e das indústrias culturais e criativas moçambicanas. É, com certeza, um grande orgulho para nós (MultiChoice Group)”, disse João Ribeiro, Director do Canal Maningue Magic.

Ribeiro agradeceu aos telespectadores pela audiência e às equipas técnicas e artísticas, aos produtores com quem trabalha e às equipas de gestão, marketing, comunicações, operações e suporte ao cliente que transformaram o sonho de ter um canal na DStv e GOtv com “cenas moçambicanas” em realidade.

Este ano, o Maningue Magic vai impulsionar ainda mais os seus conteúdos locais com mais novidades e programas de primeira classe. Por exemplo, em Janeiro, estrearam: Mix Show e O Nosso Casamento Perfeito.

A primeira gala de Media e Marcas do Media Club contou com 10 categorias (carreira, excelência, coragem, resiliência, inovação, revelação, profundidade, relevância, cidadania e impacto).

Durante o evento, houve uma sessão especial de prestação de homenagem aos fundadores da comunicação social moçambicana – seus ícones, vivos e falecidos, desde a proclamação da independência nacional em 1975.

Trinta figuras históricas ou representativas da comunicação social moçambicana foram recordadas e homenageadas.

Banco Mundial renova parceria com Moçambique

Parceiro de desenvolvimento de Moçambique desde a adesão às instituições de Breeton Woods, em 1984, o Banco Mundial acaba de decidir, através do seu Conselho de Administração, renovar a estratégia de parceria com o país.

A ser implementado entre 2023 e 2027, o novo quadro de parceria está virado para um desenvolvimento mais verde, resiliente e inclusivo.

“Esta estratégia vai investir em instituições inclusivas, lançando as bases para uma sociedade mais resiliente. Vamos apoiar o aumento de emprego inclusivo e verde, principalmente através da criação de oportunidades para mão-de-obra pouco qualificada fora da agricultura de subsistência”, diz a Directora do Banco Mundial em Moçambique, citada neste comunicado de imprensa.

Outro objectivo passa por apoiar o país a recuperar a sua economia dos efeitos da crise da pandemia e da Guerra russo-ucraniana.

Durante este novo ciclo de parceria, o trabalho centrar-se-á no reforço da recuperação económica, em sintonia com as iniciativas de reforma do governo moçambicano, tais como o Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE), lançado em Agosto de 2022.

O Banco Mundial insiste, por outro lado, na necessidade de o país diversificar a economia e reduzir a dependência na indústria extractiva.

Galp doa cerca de duas toneladas de alimentos à Aldeia de Crianças SOS

A ação, que materializa o compromisso dos colaboradores da Galp com a comunidade, surge na sequência da terceira edição da iniciativa “Todos os passos contam”, que visa converter em refeições qualquer quilómetro percorrido pelos colaboradores da Galp registados através de uma aplicação.

Com a entrega destes produtos, a Galp pretende apoiar o acesso ao alimento de qualidade, nutritivo e essencial ao desenvolvimento saudável das crianças da Aldeias SOS.

“A promoção do bem-estar das comunidades onde operamos é muito importante para nós e cada vez mais os trabalhadores da Galp dão parte do seu tempo de trabalho para, de forma voluntária, contribuir para uma sociedade melhor”, considerou Paulo Varela, CEO da Galp Moçambique.

A entrega dos donativos foi concomitante de uma visita por parte dos colaboradores Galp às instalações das Aldeias de Crianças SOS, a fim de se inteirarem sobre os trabalhos e o dia-a-dia da casa de acolhimento. No local, os membros da Galp tiveram, igualmente, oportunidade de confraternizar com crianças e “mães” das casas familiares.

“Ficamos muito satisfeitos pelo contributo da Galp. Estes alimentos vão ajudar na gestão familiar de cada casa onde hoje tive a oportunidade de visitar. Para nós, o mais importante, é o bem-estar das crianças que passa em primeiro lugar pela alimentação saudável e educação de qualidade fornecida”, partilhou o Diretor Nacional de Programas da Aldeias SOS, Ailton Muchave.

A ação de responsabilidade social corporativa, é igualmente replicada noutras geografias que a Galp atua. Em Moçambique, a iniciativa já levou perto de quatro toneladas de produtos alimentares e outros bens para centenas de pessoas afectadas pela fome e insegurança alimentar.

Em 2021, o projeto “Todos os Passos Contam” em parceria com a Associação Filadélfia, através do seu programa Arroz, Feijão e Peixe, garantiu mais de duas toneladas de alimento de primeira necessidade entre outros produtos para distribuição de mil refeições alcançadas para crianças órfãs em nove pontos da província de Sofala.

E, em 2022, numa ação conjunta entre a Galp e a Plataforma Makobo, através do programa Missão Coração Solidário, foram doadas quase duas toneladas de produtos alimentares e diversos para coinfecção das refeições servidas às vítimas descoladas pela insurgência em Cabo Delgado.