Tuesday, May 5, 2026
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INE: Moçambique Registou 10,91% de Inflação em 2022

A divisão de Alimentação e bebidas não alcoólicas foi de maior destaque, ao contribuir no total da variação mensal com cerca de 1,22 pontos percentuais (pp) positivos.

Analisando a variação mensal por produto, indica o INE, é de destacar o aumento dos preços do tomate (10,0%), do coco (14,7%), da cebola (13,0%), do carapau (2,9%), do milho em grão (6,4%), da galinha viva (4,2%) e do peixe fresco (1,8%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,89pp positivos.

No entanto, alguns produtos com destaque para o limão (16,6%), o óleo alimentar (0,5%), o gás butano em botija (3,5%), os cremes amaciadores e gel para cabelo (2,1%), o ananás (27,8%), o sabão em barra (0,5%) e o Inhame (7,1%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,66pp negativos no total da variação mensal.

De Janeiro a Dezembro do ano de 2022, indica o INE, o País registou um aumento de preços na ordem de 10,91%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Transportes, foram as de maior destaque, ao contribuírem no total da variação acumulada com aproximadamente 6,56pp e 2,77pp positivos, respectivamente.

Variação média 12 meses: 10,28%

Tomando como referência a inflação média de 12 meses, em 2022, segundo o INE, o Pais registou um aumento de preços na ordem 10,28%. As divisões de Transportes e de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foram de maior destaque ao variar com cerca de 16,83% e 12,89%, respectivamente.

Variação por centro de recolha de preços

Analisando a variação mensal pelos oito centros de recolha, constituídos por sete cidades e uma província que serviram de referência para a variação de preços do País, nota-se que em Dezembro findo, todas as cidades tiveram uma variação positiva face ao mês de Novembro. A Província de Inhambane destacou-se com um aumento de 2,47%, seguida das Cidades de Tete com 1,68%, de Chimoio com 1,67%, da Beira com 1,52%, de Xai-xai com 1,30%, de Maputo com 1,13%, de Nampula com 1,08% e por fim a Cidade de Quelimane com 1,01%.

Comparativamente a variação acumulada, todos os centros tiveram um aumento. A Cidade da Beira teve o maior aumento do nível geral de preços com cerca de 14,49%, seguida das Cidades de Chimoio com 13,30%, de Quelimane com 12,62%, da Província de Inhambane com 11,88%, das Cidades de Nampula com 11,37%, de Tete com 9,91%, de Xai-Xai com 8,89% e de Maputo com 8,25%.

Relativamente a variação média de 12 meses, todos os centros registaram um aumento. Entretanto, a Província de Inhambane destacou-se com o aumento do nível geral de preços de aproximadamente 11,62%, seguida das Cidades de Quelimane com 11.61%, de Chimoio com 11,30%, de Nampula com 11,05%, da Beira com 10,32%, de Xai-Xai com 9,93%, de Maputo com 8,92% e por último a Cidade de Tete com 8,89%.

CIP: Governo Deve Recuar e Redesenhar a TSU

A simplificação, afirma o CIP, citando o Governo, permitiria melhorar a gestão na medida em que haveria maior previsibilidade das despesas salariais e, a médio e longo prazo, reduziria o peso da rúbrica de salários no Orçamento do Estado. Todavia, passados mais de 7 meses desde o anúncio da sua implementação, a TSU mostra-se problemática e condenada ao fracasso.

O CIP destaca, dentre vários aspectos que tornam a TSU inviável, dois que se mostram cruciais:

O primeiro; os critérios usados para determinar os salários dos diferentes escalões não encontram uma lógica válida e consensual, o que gera um sentimento de injustiça e motivo de pressão das diferentes classes profissionais. Ou seja, o Governo não apresentou os fundamentos lógicos da determinação de escalões de remuneração, o que faz com que sejam recorrentemente questionados pelas classes profissionais que se sentem prejudicadas.

“As constantes alterações e a cedência perante as pressões que vão sendo exercidas pelas diferentes classes profissionais pressupõem que não existe um critério “definido” e que os salários têm estado a ser estimados de forma arbitrária e de acordo com o poder de negociação e da pressão que cada classe de profissionais possui dentro da Função Pública”. Sublinhas o CIP

O segundo; a questão da sustentabilidade financeira, que não foi assegurada, resultando em constantes adiamentos e atrasos no pagamento e que culminou com o não pagamento do 13º salário aos funcionários e agentes do estado (FAE) para o ano de 2022.

“A falta de estudo sobre o impacto da TSU no orçamento constitui uma fragilidade técnica grave por parte do Executivo e do Parlamento, que o aprovou ignorando as implicações da ausência desse estudo”. Sublinha o CIP, sobre aspectos a volta da sustentabilidade financeira da TSU

O CIP refere-se a TSU como uma medida inconsistente desde a planificação até a sua implementação.

“As várias inconsistências que caracterizam a TSU fazem emergir um conjunto de questões que podem colocar em causa a credibilidade do Governo se este não tiver a coragem de assumir os erros e corrigi-los ainda em tempo útil”. Alerta o CIP.

Assim, sugere o CIP, o Governo deve recuar e redesenhar a TSU, em termos que a nova solução assegure que estejam presentes todos os aspectos estruturais que devem caracterizar uma política salarial de um Estado.

“Uma política de regras e não discricionária que vá seguindo segundo as pressões dos diversos grupos de interesse”.

Frisa o CIP, para depois sugerir que, para o redesenho total da TSU, o Governo reflicta em três aspectos de base, designadamente, o facto de a tabela salarial antiga estimulava os funcionários públicos a estudar para alcançar as tabelas/escalões salariais mais altas.

No caso da TSU, há necessidade de se redesenhar os factores que os funcionários devem perseguir se quiserem alcançar os níveis mais altos; a definição de tecto orçamental considerado sustentável para as despesas com os salários e a sua distribuição nos diferentes escalões do TSU, tendo em conta a forma como os diferentes escalões/categorias das tabelas salariais antigas foram redistribuídas nos diferentes escalões da TSU e, terceiro, a redução de salários e de regalias dos funcionários que exercem a função de chefia e confiança, incluindo os do Presidente da República (PR) sem afectar os demais escalões, redefinir uma referência válida e consensual cuja alteração afecte a todos os escalões salariais e não somente a um grupo de profissionais seleccionados de forma discricionária.

Investimentos no gás em Moçambique com Possibilidades de revisão

Segundo a agência Lusa, a WoodMackenzie alertou que as companhias petrolíferas enfrentam muitas dificuldades nas operações na África subsaariana e apontou que pode haver grandes revisões aos projectos, incluindo o investimento da Eni no gás de Moçambique.

“Em todo o continente, os projectos enfrentam cada vez mais dificuldades, das preocupações com a transição energética aos desafios do financiamento internacional, colocando vários projectos de exploração em risco; 2023 pode ser o ano em que vemos grandes revisões aos projectos que há muito estavam na calha”, escrevem os analistas da WoodMackenzie num relatório sobre os grandes temas de 2023 na África subsaariana, citado pela Agência Lusa.

O documento da WoodMackenzie foi enviado aos investidores, nele é dito que “o futuro da África Oriental é incerto, o projecto da Área 1 de Moçambique continua sob ‘force majeure’ e não vemos urgência do operador TotalEnergies em retomar”.

A WoodMackenzie acrescenta que os empreiteiros que vão fazer as obras de construção do estaleiro e da central de produção de gás “vão apontar para o novo ambiente de custos se o projecto retomar”, tornando a exploração de gás no norte do país mais cara, para além do próprio custo de reparação do local, que “deverá ser grande”.

Nas previsões, a WoodMackenzie diz também que o projeto de exploração de gás da Área 4, Rovuma LNG, “vai abandonar a exploração em terra, partilhada com a Área 1” argumentando que o Projecto Coral Floating, mostra-se uma solução eficiente e segura.

Os operadores petrolíferos em África, cita a Lusa, “podem aproveitar as oportunidades para cortar as perdas de campos mais marginais ou complicados, e neste pacote em revisão estão cerca de 50 mil milhões de dólares [46,2 mil milhões de euros] em despesas de investimento”.

MOÇAMBIQUE REELEITO PARA O COMPACTO II DO MCC

As autoridades moçambicanas referem-se a decisão como sendo testemunho da vitalidade da parceria que Moçambique e o MCC criaram ao longo dos anos e evidencia os progressos que têm sido registados no reforço de políticas económicas e investimento que incide nas populações.

O programa Compacto II preconiza a assistência ao desenvolvimento de infra-estruturas rurais, como estradas, programas de apoio a agricultura, criação de condições para a resiliência das populações costeiras, através da protecção, recuperação de ecossistemas e reposição da floresta de mangal na província da Zambézia e a possibilidade de apoio a outras infraestruturas para o desenvolvimento como a EN 1, bem como à reforma institucional e de políticas de âmbito Nacional.

Recorde-se à margem da participação na COP 27, em Sharm El Sheikh, o Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu em audiência, Alice Albright, Presidente da Comissão Executiva do MCC, tendo na ocasião, ambos, se congratulado com os progressos na preparação do Compacto II.

“O Governo de Moçambique mantem-se empenhado no processo de reformas, combate à corrupção, aprofundamento do Estado de Direito e a observância dos direitos fundamentais dos cidadãos. O Governo de Moçambique e o MCC estão empenhados em aprofundar a parceria para o alcance de um programa de Compacto ambicioso, inovador e transformador em Moçambique”, refere o comunicado da Presidência da República a propósito

O comunicado avança que Mahmoud Bah, Vice-Presidente da Comissão Executiva do MCC, deverá efectuar, em breve, uma visita a Moçambique.

Projeto de Reabilitação da EN1 Chega nos Emirados Árabes Unidos

De acordo com o Gabinete de Imprensa da Presidência da República, Filipe Nyusi vai participar na cerimónia de abertura da Semana de Sustentabilidade, que terá lugar na capital daquele país, em Abu Dhabi. “A Semana de Sustentabilidade é um evento internacional de negócios, organizado pelos Emirados Árabes Unidos, através de uma entidade vocacionada ao desenvolvimento de energias limpas, no contexto da agenda internacional sobre a emissão zero de carbono e contenção de mudanças climáticas”, explica o Gabinete.

A Presidência da República refere ainda que a visita visa “aprofundar e consolidar as relações de amizade, solidariedade e cooperação entre os dois povos e governos nos domínios acordados durante a visita realizada naquele país, em Outubro do ano passado”.

O estadista moçambicano por sua vez, usou a sua conta oficial do Facebook, para assumir o desafio de buscar financiamento para reabilitação da Estrada Nacional Número Um (EN1) “Um dos grandes desafios que levo nesta viagem relaciona-se com a reabilitação da Estrada Nacional Número Um, cuja discussão para o financiamento está numa fase bastante avançada com as autoridades deste país” Avançou o PR.

Recordar que recentemente a Convite do Presidente Nyusi, uma comitiva de empresários dos Emirados Árabes Unidos esteve em Moçambique a busca de oportunidades de negócios e de investimentos.

Inundações Afetam Cerca de 3 Hectares de Campos Agrícolas

A situação é causada pelas descargas que estão a ser feitas pela Barragem de Massingir, no distrito com o mesmo nome. Culturas de milho estão inundadas. “Destruiu a cultura do milho, outro ainda em desenvolvimento, outro ainda não tinha atingido a fase de maturação, os  homens tentaram recolher essa produção, o que puderam aproveitar para outro tipo de consumo, mas, para o consumo, naturalmente não poderão aproveitar”, disse Manuel Tivane, director distrital de Infra-estruturas de Chibuto citado pelo Jornal O País.

Para evitar que o pior aconteça, as autoridades prevêem apoiar 22 produtores. “Depois de passar essas inundações, serão necessários cerca de 750 Kg semente de milho para poder apoiar os produtores que foram afectados”, disse Manuel Tivane.

O distrito de Chibuto prevê que mais de 19 mil famílias sejam afectadas pelas inundações. “Sempre tomamos providências para levar essas pessoas a um lugar seguro.”

As zonas mais afectadas foram o povoado de Eduardo Mondlane e Mulandine.

As chuvas que caíram no distrito de Chibuto tiveram contribuição significativa nas inundações e impacto nas vias de acesso.

Outro problema, mencionado pelas autoridades de Chibuto, é a travessia da lagoa de Nhagule, uma vez que a lagoa não tem água que funciona como uma via alternativa e liga a zona alta do alto Tsagano e a zona alta do posto administrativo de Changanine, portanto essa via está, neste momento, intransitável por causa da água naquele local.

O director de Infra-estrutura de Chibuto informa que os níveis de alerta para zona de Muhabe reduziram de 6 metros para 2,99, o que significa que, neste momento, os níveis estão a baixar cada vez mais.

IMOPETRO Lança Concurso Internacional Para Novo Fornecedor de Combustíveis 

Para o efeito, a importadora acaba de anunciar o lançamento de um concurso internacional para a contratação do novo fornecedor de combustíveis por um período de três meses.

De acordo com o chefe do Departamento de mercado na IMOPETRO, Miceles Miambo, citado pelo DM, as quantidades previstas no novo concurso de importação irão assegurar a disponibilidade do recurso no mercado a partir de Março.

Segundo Miceles Miambo, os produtos a serem importados compreendem 150 mil toneladas de gasolina, 400 mil toneladas de gasóleo e 25 mil toneladas de gás. “Todos estes produtos petrolíferos refinados deverão ser descarregados nos portos de Maputo, Beira, Nacala e Pemba”, acrescentou.

A fonte assegurou que o concurso será regido pelos procedimentos relativos aos concursos internacionais públicos, similares aos especificados nas directrizes do Banco Mundial, e que o mesmo está aberto a todos os concorrentes de países elegíveis.

“Ainda temos um contrato em andamento que vai assegurar a disponibilidade dos produtos no mercado moçambicano, no período antes da entrada em vigor da nova entidade a ser contratada”, disse.

Todo os combustíveis líquidos que estão à venda em Moçambique (gasóleo, gasolina e combustível para aviões) e o gás de petróleo liquido (GPL, usado como gás de cozinha) são importado por via marítima em cargueiros especiais.

A importação de combustíveis em Moçambique está centralizada, por imperativos legais, na IMOPETRO, uma sociedade detida pelas distribuidoras de produtos petrolíferos que operam no País.

Governo Garante Pagamento do 13º salário(…)

Além destes, a garantia estende-se aos desligados (em processo de aposentação). Com a excepção dos 351 mil funcionários e agentes do Estado no activo, abrangidos pela Tabela Salarial Única (TSU), Nyusi disse que o seu Governo estava “a envidar todos os esforços para tornar possível o 13º salário a pensionistas, dada a vulnerabilidade deste grupo social”.

Passados 20 dias, o Vice-Ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, garantiu que o Governo está a processar o 13º salário aos pensionistas. “É uma promessa que já tinha sido feita pelo Chefe de Estado, então deve estar a ser processado.

Aliás, o 13º salário geralmente é pago a partir da segunda à terceira semana de Janeiro. A expectativa é que neste ano seja também igual”, explicou Impissa citado pela “Carta”.

Falando a jornalistas após a primeira sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada em Maputo na passada terça-feira (10), o Governante também garantiu o pagamento do 13º salário aos 18 mil funcionários desligados, isto é, em processo de aposentação.

Refira-se que em relação aos restantes 351 mil funcionários no activo, Nyusi disse que não teriam o décimo terceiro devido ao aperto financeiro provocado pela implementação da TSU, bem como a necessidade de responder a vários imperativos, como a luta contra o terrorismo no norte do país.

Nyusi-Moçambique em Transformação Estrutural Para uma Economia Diversificada

“Moçambique está em processo de transformação estrutural da sua economia, expansão e diversificação da base produtiva no quadro da Estratégia Nacional de Desenvolvimento, visando impulsionar o desenvolvimento e elevar as condições de vida da população”, declarou Filipe Nyusi.

O chefe de Estado moçambicano falava durante a sessão inaugural da cimeira global “Vozes do Sul”, que decorreu em formato virtual.

No quadro das estratégias para melhorar a vida dos moçambicanos, prosseguiu o chefe de Estado, a cooperação internacional é fundamental, na medida em que o país africano possui potencial em diversas áreas, com destaque para a indústria extrativa e energia. “Temos muito interesse em desenvolver e fortalecer a cooperação internacional, parcerias produtivas que contribuam para acrescentar valor, transformando os recursos dentro do país e para acelerar o crescimento económico do país e ao nível global”, acrescentou.

Segundo o chefe de Estado moçambicano, citado pelo Lusa, a aposta em estratégias que fortaleçam os recursos humanos é uma prioridade, bem como o desenvolvimento de infraestruturas de produção. “É desejo de Moçambique ver aumentado o investimento e acesso aos recursos financeiros e tecnológicos centrados no desenvolvimento de recursos humanos”, concluiu Filipe Nyusi.

A cimeira, que contou com a participação do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, juntou dirigentes de “países que partilham um legado histórico, marcado por vários flagelos, entre eles, lutas pelas independências”, segundo uma nota da Presidência da República.

SEQUELANE GROUP obrigada a suspender as actividades

É a segunda empresa de transporte de passageiros a ser suspendida em menos de um mês devido a problemas similares.

A medida, segundo explica a instituição, através de um comunicado de imprensa, surge após ter sido constatado que a empresa não dispõe de frota de autocarros em condições técnicas para a prestação do serviço de transporte interprovincial seguro e condigno.

No mesmo comunicado, o Ministério refere que no dia 23 de Dezembro de 2022 a transportadora foi flagrada, no Terminal da Junta, numa situação de “irresponsabilidade, falta de compromisso e respeito aos passageiros, tendo chegado ao extremo de vender bilhetes de passagem para uma viagem Maputo-Nampula que não chegou a ser efectuada, devido à falta de autocarro em condições mecânicas para a prestação deste serviço”.

A suspensão ira prevalecer até a correção das deficiências técnicas da sua frota e posterior aprovação por uma inspecção técnica da Direcção Nacional dos Transportes e Segurança do Ministério.

“Aos infractores, continuaremos a aplicar medidas mais arrojadas com vista à proteção da vida dos passageiros e demais utentes da via pública”, lê-se no documento do Ministério.

O Pais