Wednesday, September 9, 2026
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Lucro dos bancos recupera para níveis pré-pandemia

“O sector bancário continuou a aumentar significativamente as imparidades para crédito durante 2021, enquanto as provisões para outros activos também continuaram a subir neste período”, começam por dizer os analistas da Eaglestone numa nota de research.

Isto “reflecte a abordagem de cautela adoptada por vários bancos”, considerando os “riscos associados à pandemia, incluindo o impacto no mercado imobiliário do País e o cenário económico mais desafiante nos últimos anos”, referem.

Apesar disso, e depois de “uma descida em 2019 e 2020, o lucro líquido combinado dos seis bancos recuperou 26,7% em 2021, em termos homólogos”, alcançando perto de 254 milhões de dólares. Um resultado que representa um ROE – rentabilidade dos capitais próprios – de 13,9%.

De acordo com os analistas, isto mostra uma “melhoria do desempenho operacional em 2021”, uma “evolução que se deve ao impacto favorável da subida das taxas de juro nas margens” dos bancos. Os resultados também contaram com um aumento das receitas com comissões.

Os bancos em Moçambique continuam, no entanto, a ter de reduzir o peso do crédito malparado, refere a nota. “Apesar do covid-19 e da instabilidade militar em algumas zonas de Moçambique, o sector bancário continua sólido, com liquidez e rentável. Os rácios de solvência e de liquidez continuaram acima dos requisitos regulatórios em 2021”.

Ainda assim, refere a Eaglestone, o crédito malparado “continua elevado, com o rácio de NPL a superar os 10% em 2021”. Dessa forma, “melhorar a qualidade dos activos continua a ser um desafio para os bancos moçambicanos”, nomeadamente quando se compara com os rácios de outros países da África Subsaariana.

Standard Bank diz que Moçambique mantém um potencial elevado de crescimento      

“Moçambique mantém um potencial elevado de crescimento. No entanto, é necessária uma aceleração do investimento para que o Produto Interno Bruto cresça ao nível do seu potencial”, defende o Standard Bank.

A conclusão foi apresentada por Fáusio Mussá, economista chefe do Standard Bank para Moçambique, durante a conferência “Investimento em Moçambique e Angola”, promovida terça-feira, dia 26 de Julho, em Lisboa.

Segundo Fáusio Mussá, o défice de infra-estruturas continua a ser uma barreira ao investimento que “não pode ser negligenciada”.

“Considerando o limitado espaço fiscal que estas economias apresentam, os governos têm considerado as parcerias público-privadas (PPP) como um importante veículo para ajudar a desenvolver infra-estruturas de suporte aos projectos de investimento”, refere o banco, acrescentando que “estes modelos permitem uma maior participação do sector privado na economia”, ainda que existam áreas e sectores onde o sector privado apresenta um menor interesse em investir.

Moçambique tem estado a implementar reformas estruturais com apoio do FMI e do Banco Mundial, que ajudam a mobilizar fundos para investimentos nestas áreas e sectores pouco atractivos para o sector privado, mas que ajudam a reduzir o défice de infra-estruturas.

TotalEnergies mapeia realidade económica de Cabo Delgado  

O estudo realizado pela Deloitte avalia as competências da província em matéria de fornecimento de bens e serviços, providenciando informações de mercado sobre diversos actores, incluindo empresas, associações empresariais e institutos técnicos de formação profissional.

O documento também mapeia os diversos programas de apoio ao desenvolvimento socioeconómico da província, bem como as respectivas fontes de financiamento, de modo a permitir um melhor alinhamento entre os programas e evitar a duplicação de esforços.

NO PRIMEIRO SEMESTRE: País atinge mais da metade de produção de ouro prevista para este ano

Aliás, os dados têm mostrado uma crescente evolução da produção do ouro no país. Em 2020 a produção fixou-se em 487,9 kg e no ano passado atingiu cerca de 764,5 kg, superando a meta inicial de 487,9 kg.

Este ano, ao que tudo indica, o aumento poderá ser ainda mais significativo, segundo as autoridades, que esperam produzir 815 kg de ouro. A meta pode chegar a uma tonelada, uma vez que, no primeiro trimestre, se chegou a pelo menos 543,7 kg.

“Nós aumentamos a capacidade de controlo a partir do rastreio que a Unidade de Gestão do Processo Kimberley tem feito a partir da mina para saber quanto produziu e a quem vendeu e reduzimos, assim, o contrabando”, refere Castro Elias, diretor-executivo da Unidade Gestão do Processo Kimberley, citado pelo  jornal “O País”.

“Até ao ano passado, só tínhamos duas empresas que faziam exportação de ouro, mas, por causa do rastreio, o segmento é feito a partir da base das áreas de produção. Os produtores pagam imposto e devem mostrar quanto produziram e a quem venderam”, acrescenta.

A fonte refere que graças ao rastreio, no primeiro trimestre deste ano, foi possível, recuperar cerca de 20 kg de ouro não declarado. Trata-se de 4 kg de turmalina preta, 271 gramas de Turmalina Classe A, perto de 70 gramas de Granada e 12,7 gramas de Refugo de Turmalina.

No primeiro trimestre, houve a entrada de mais dois exportadores de mineiro, sendo que até ao momento, estão em curso negociações com mais três exportadores.

“Criar facilidade para que todos possam exportar legalmente, pois, quando o fazem, aumentam as divisas no Estado. Esta é a razão que fez com que, no ano passado, tivéssemos a revisão do decreto 25/2015 que resultou no decreto 63/2021 de 1 de Setembro.

Fizemos a remoção de barreiras administrativas para o licenciamento, pois, para se ter uma licença, se levava muito tempo, porque havia requisitos que nós analisamos e vimos que não faziam sentido”, justificou Elias.

Lucro da Coca-Cola cai 4% no primeiro semestre

O volume de negócios da multinacional, no entanto, continuou a aumentar no mesmo período para 21.816 milhões de dólares, isto é, mais 14% em termos homólogos, lê-se no comunicado divulgado pela multinacional.

Quanto ao segundo trimestre, a empresa com sede em Atlanta, nos Estados Unidos, teve receitas de 11.325 milhões de dólares, mais 12% em termos homólogos.

Neste trimestre, os lucros caíram em 22% para 2.341 milhões de dólares, face a igual período do ano anterior.

A empresa destacou ainda que as vendas continuaram a recuperar em diferentes mercados, destacando o México, Europa Ocidental e os Estados Unidos, além da Índia e do Brasil.

O presidente e presidente executivo, James Quincey, considerou que os resultados neste trimestre reflectiram “a agilidade do negócio, a força do portefólio de marcas e as acções tomadas para fomentar o crescimento face aos desafios colocados pelo ambiente operacional e macroeconómico”.

BCI lidera mercado de bancos com 31,73% do total de agências

Segundo a Carta, no ano passado também foram contabilizadas cinco sociedades financeiras, das quais, duas sociedades de investimento e três instituições de moeda estrangeira.

Publicados recentemete em Relatório de Estabilidade Financeira 2022, os dados detalham ainda que ao nível de cobertura geográfica da rede de agências de instituições de crédito pelo território nacional, em 2021, o sistema bancário estava composto por 747 agências, nomeadamente 665 bancos, 81 microbancos, e uma cooperativa de crédito.

Relativamente ao número de agências em funcionamento, o Banco Central refere que o BCI lider a quota de mercado de bancos com 31,73% do total de agências, seguido pelo Millennium BIM, MOZA Banco, Standard Bank e Absa Bank Moçambique, com 29,77%, 9,02%, 8,12% e 7,52%, respectivamente.

De acordo com a Carta, em termos de distribuição pelo país, as agências dos bancos estão mais concentradas nas províncias de Maputo cidade, Nampula, Maputo província e Sofala, com 33,68%, 11,73%, 10,38% e 8,12%, respectivamente.

De acordo com o Relatório, a liderança do BCI deve-se ao facto de ela ser uma das mais robustas do país, tal como o BIM e Standard Bank por concentrarem maiores percentagens dos activos detidos pelas 27 instituições de crédito.

Em concreto, no fim do exercício económico de 2021, o activo total do sector bancário ascendeu a 814,4 biliões de meticais, dos quais 67,63% são detidos pelo BCI, 63,16% pelo BIM e 56,80% pelo Standard Bank Moçambique.

Exploração de areias pesadas de Jangamo inicia em Dezembro

Carlos Zacarias constatou que as fases cruciais do projecto já foram finalizadas incluindo a pesquisa, onde foi confirmada a ocorrência do recurso no local, com destaque para limenite, rutilo e zircão.

Actualmente, a empresa Mutamba Mineral Sands está a realizar trabalhos de produção experimental, prevendo-se o início da exploração efectiva até ao final do ano.

“Segundo a nossa legislação, qualquer empreendimento necessita de ter a devida licença de concessão e ambiental. Para a fase que se segue, os investidores já começaram com o pedido para a obtenção da licença ambiental, uma das razões que irão ditar o início da produção”, disse o ministro, citado pelo “Notícias”.

Por seu turno, Monteiro Suege, responsável da Mutamba Mineral Sands, explicou que neste momento decorrem trabalhos de aquisição da planta e respectiva montagem para o arranque da actividade de produção.

Antes do início da produção estão programadas várias actividades, com destaque para a reabilitação das instalações do acampamento principal, da estrada de acesso ao acampamento e da planta de processamento, entre outros.

Trata-se de um projecto com uma capacidade instalada de processamento de 120 toneladas por hora, avaliado em 10 milhões de dólares norte-americanos, e é da empresa Mutamba Mineral Sands, de capitais moçambicanos.

O empreendimento foi concessionado pelo Governo e deverá explorar uma área de 25 mil hectares de terra, onde foi comprovada a existência de 4.4 mil milhões de toneladas do minério.

Recorde-se que, o processo de pesquisa de areias pesadas em Jangamo e Inharrime começou há 13 anos.

INP quer maximizar a mão-de-obra nacional nos projectos de gás

Trata-se dos projectos Mozambique LNG, Rovuma LNG, Coral Sul FLNG, e Inhassoro-Temane. Só o projecto Mozambique LNG, que vai explorar o gás na base logística de Afunji, em Cabo Delgado, que neste momento está interrompido e sem data para retoma devido a questões de segurança, devia criar cinco mil postos de trabalho para moçambicanos na fase de construção e 1200 na fase operacional, com um plano para formação de 2500 técnicos.

No caso dos projectos em curso, nomeadamente Coral Sul FLNG e Inhassoro-Temane, disponibilizaram conjuntamente 3820 postos de trabalho só na fase de construção, com previsão de cerca de 486 empregos fixos na fase de produção, incluindo a mão-de-obra estrangeira que será em número reduzido posteriormente.

A informação foi disponibilizada no fim-de-semana, em Maputo, por Natália Camba, directora de Conteúdo Local no INP, à margem da feira de educação na capital do país.

“Estes projectos também têm uma grande capacidade de criação de empregos indirectos, sendo que a força de trabalho estrangeira irá diminuir ao longo do projecto e a moçambicana tenderá a aumentar. A maior parte desses empregos deverá ser fornecido por empresas contratadas e subcontratadas. As áreas mais solicitadas serão a de construção civil com um peso de 88 porcento”, disse a fonte.

Com a estratégia para a resposta à demanda de mão- -de-obra qualificada para os projectos da indústria extractiva no país, o INP pretende desenvolver um quadro de recursos humanos qualificados para responder às exigências do mercado, bem como combater a discrepância entre os investimentos feitos na indústria e a sua capacidade de geração de emprego.

No quadro do Conteúdo Local, as acções do INP junto das concessionárias prevê a capacitação, treinamento e certificação de cerca de 200 Pequenas e Médias Empresas (PME) em áreas transversais e padrões internacionalmente exigidos. “No tocante ao conteúdo local, as empresas foram obrigadas a apresentar um plano integrante de desenvolvimento, que inclui compromissos mormente a capacitação de empresas e forças de trabalho”, vincou.

Outro elemento avançado pela fonte é que grande parte das posições requeridas para os projectos necessita de competências que exigem experiência e familiarização com o sector, daí a necessidade de criação de centros de formação equipados para responder as necessidades de formação da indústria.

ENH propõe uma segunda plataforma de GNL

“Com a situação da guerra na Ucrânia, o mercado europeu aumentou a demanda no gás. Uma das formas de acelerar para que o nosso gás chegue aos mercados é usar uma segunda plataforma flutuante similar à que já está aqui em Moçambique”, disse o administrador executivo comercial da ENH, Pascoal Mocumbi Júnior, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Mocumbi Júnior afirmou que uma segunda plataforma flutuante de produção de gás natural liquefeito iria juntar-se a uma infraestrutura idêntica que já existe nas águas moçambicanas, caso o país tivesse que ser parte da solução para o défice energético provocado pela guerra Rússia-Ucrânia.

O tempo de construção de uma eventual segunda unidade flutuante seria de três anos, menos dois anos em relação ao tempo que durou a construção da unidade que já arrancou com o carregamento de hidrocarbonetos, como forma de ganhar tempo e acelerar a produção do gás, acrescentou.

“Com a quantidade de gás existente em Moçambique, o país, automaticamente, se posiciona como uma alternativa para suprir a necessidade existente atualmente e quanto mais rápido o país conseguir colocar o seu gás no mercado, maior será a possibilidade de tirar vantagens da atual crise provocada pelo conflito Rússia-Ucrânia”, destacou.

Embora o gás dos três projetos até agora aprovados já tenha destino, Moçambique dispõe de reservas comprovadas de mais de 180 triliões de pés cúbicos, segundo dados do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Governo esta a criar condições para a retoma da TotalEnergies

“A situação de segurança na área onde vai ser implementado o projecto da Total e da ExxonMobil, no nosso entender, melhorou bastante. Naturalmente que antes da retoma das actividades há todo um cuidado a observar por parte das empresas que vão executar os investimentos”, disse Carlos Zacarias.

Em Abril do ano passado, a multinacional Total anunciou a retirada, em Afungi, de todo o pessoal do Projecto Mozambique LNG, alegando motivo de força maior.

O projecto Mozambique LNG offShore, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, tem por objectivo viabilizar a exploração de 13,12 milhões de toneladas de gás recuperável em 25 anos e gerar lucros de 60,8 mil milhões de dólares, dos quais metade para o Estado moçambicano.

A Total E&P Mozambique Área 1 Limitada, subsidiária detida integralmente pela Total SE, opera o projecto Mozambique LNG, com um interesse participativo de 26,5%, juntamente com a ENH Rovuma Área Um, S.A. (15%), a Mitsui E&P Mozambique Área 1 Limited (20%), a ONGC Videsh Rovuma Limited (10%), a Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), a BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%) e a PTTEP Mozambique Área 1 Limited (8.5%).