Monday, April 27, 2026
spot_img
Home Blog Page 465

Moçambique cria parcerias de negócios com Ruanda

Os empresários do Ruanda devem explorar as oportunidades de negócio e de investimento que existem em Moçambique. Esta é a principal exortação feita ontem, em Maputo, pelo Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, na abertura de um fórum de negócios entre os dois países.

Moreno disse aos ruandeses que Moçambique apresenta cadeias de valor e nichos produtivos com potencial agro-ecológico diferenciador no Vale do Zambeze e no Corredor do Norte, tendo como epicentro territorial as províncias de Tete, Manica, Zambézia, Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

Estas oportunidades, para além de contribuírem para o mercado doméstico poderão  dar acesso a mercados internacionais, alguns do quais preferenciais como os Estados Unidos da América (através do AGOA), a União Europeia, o Reino Unido e Irlanda do Norte, Indonésia, Índia, China, Emirados Árabes Unidos e a Zona de Comércio Livre Continental Africano (ZCLCA).

O Fórum de Negócios Moçambique-Ruanda é organizado pela Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) e a Federação do Sector Privado (FSP) de Ruanda e deverá decorrer até amanhã.

MIREME quer atrair mais investimentos no ramo das energias renováveis

Cerca de 20 por cento do processo de electrificação no país será com base nas energias renováveis e o poder de compra é um dos principais problemas levantados na sociedade. O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), está a trabalhar em reformas do quadro legal para atrair mais investimentos e tornar o preço da energia eléctrica mais acessível no país.

Falando à margem da conferência sobre o Armazenamento e Integração de Renováveis na Rede de Moçambique, o MIREME avançou que está a trabalhar para que o preço da energia eléctrica não constitua um problema.

“Temos uma estrutura que tem em vista tornar o mercado de energia sustentável. Temos estado a trabalhar nas reformas para atrair mais investimentos e incentivos para que o preço da energia eléctrica não chegue ao cidadão, sobretudo os que não têm capacidade financeira”, disse Marcelina Mataveia, directora nacional-adjunta de energia.

Ainda sobre o custo da energia, a directora nacional-adjunta acrescentou que o Governo é dependente das tarifas pagas pela população para sustentar as suas despesas e assegurou que existem mecanismos que privilegiam as camadas incapacitadas financeiramente.

“Temos estado a privilegiar os menos favorecidos através de tarifas sociais, e naquilo que diz respeito ao acesso à energia fora da rede. Promovemos sistemas solares e mini-rede”, explicou a dirigente.

Continuar a migrar para as energias renováveis

Por seu turno, Augusto Fernando, antigo vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia e ex-presidente do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique (EDM) apontou alguns desafios a enfrentar e possíveis soluções para os problemas no sector.

“Temos de continuar a migrar para as energias renováveis. Temos muito solo e temos que aproveitar. Além disso, temos de começar a apostar noutras fontes, no nosso caso temos a sorte de ter o gás natural. Assim, só nos resta pesquisar e saber como unir o útil ao agradável para minimizar os custos. Os recursos que o país detém, um dia vão acabar, então é necessário fazer uma boa gestão para não nos arrependermos no futuro”, apelou Augusto Fernando, antigo vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia.

No entanto, a Electricidade de Moçambique (EDM) limitou-se em dizer que as tarifas impostas pela instituição ainda não cobrem as suas despesas.

“Não podemos dizer que os preços são baixos ou altos. O que a Electricidade de Moçambique constata é que as tarifas em vigor ainda não reflectem os custos de produção, transporte, distribuição e comercialização de energia”, revelou Olga Utchavo, directora de Energias Renováveis e Eficiência Energética na EDM.

Mais de 10 milhões de moçambicanos deverão ter acesso à energia até 2024

O Governo tem como objectivo garantir o acesso universal à energia até 2030 e, para tal, prevê-se um investimento de 40 milhões de dólares. A mobilização das diversas fontes energéticas já disponíveis em Moçambique deverá permitir que mais de 10 milhões de moçambicanos tenham acesso à energia eléctrica até 2024.

Com o financiamento da União Europeia e outros parceiros de cooperação, pretende-se alavancar investimento privado de aproximadamente 200 milhões de euros para a implementação de 120 MW de projectos de geração de energia renováveis.

Ainda nas perspectivas do Governo, a aposta nas energias renováveis poderá assegurar a transformação e desenvolvimento industrial, agro-processamento, aquacultura e aumento do acesso energético a mais famílias.

Moçambique é signatário da Agenda 2030 da ONU

Refira-se que o Presidente da República, Filipe Nyusi, enfatizou, em 2020, o compromisso do seu Executivo com o desenvolvimento de infra-estruturas de produção de energias renováveis.

Importa referir que Moçambique é signatário da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU), cujo objectivo é providenciar, até 2030, energia de qualidade, acessível e sustentável para todos os moçambicanos.

No âmbito da iniciativa “Promoção de Leilões para Energias Renováveis” (PROLER), do Programa Nacional de Energia para Todos, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia deve adjudicar quatro projectos de energias renováveis, de cerca de 30 megawatts cada, sendo três centrais solares nos distritos de Dondo, Manje e Lichinga, nas províncias de Sofala, Tete e Niassa, respectivamente, e uma central eólica na província de Inhambane ou na Beira.

O Programa de Promoção de Leilões para Energias Renováveis (PROLER) é implementado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), em parceria com a empresa pública Electricidade de Moçambique e conta com o co-financiamento da União Europeia.

BAD apoia desenvolvimento de Mphanda Nkuwa

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai fornecer serviços de consultoria ao projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, ao abrigo de um acordo assinado em Acra. Mphanda Nkuwa, que se poderá tornar na segunda maior barragem de produção de electricidade de Moçambique, depois de Cahora Bassa, é um projecto orçado em 4,5 mil milhões de dólares.

O acordo, rubricado pelo Vice-presidente do BAD, Kevin Kariuki, e o director do gabinete de implementação do projecto de Mpanda Nkuwa, Carlos Yuni, visa entre outros objectivos a obtenção do apoio do BAD nas fases de desenvolvimento do projecto, até a obtenção do financiamento.

O projecto prevê a construção de uma central eléctrica na província de Tete, Centro do país, e uma linha de transmissão de alta tensão com uma extensão de 1.300 quilómetros, até à província de Maputo.

O acto foi testemunhado pelos presidentes do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, e da República de Moçambique, Filipe Nyusi.

Na sua intervenção, Akinwumi Adesina assegurou que a instituição que dirige vai continuar a apoiar os programas de desenvolvimento socioeconómico da região, com destaque para Moçambique.

Por seu turno, o presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, disse tratar-se de um sinal de compromisso que o Banco Africano de Desenvolvimento tem para os países do continente.

O Governo espera conseguir concretizar o projecto por forma a entrar em funcionamento em 2031 para alimentar o mercado doméstico e a África Austral.

Tete vai exportar 50 mil toneladas de manganésio por mês para países asiáticos

A província de Tete prevê iniciar, este ano, a exportação mensal de cinquenta mil toneladas de manganésio. O recurso, cujo projecto de exploração decorre no distrito de Changara, terá como principais destinos os mercados da Índia, China e Tailândia.

De acordo com o representante da empresa executora do projecto, a Enterpraise Group Investiment, o início da exportação inicialmente previsto para o próximo mês, está dependente da chegada de parte da maquinaria de transformação daquele recurso.

Carlos Matos fez saber, ainda, que está projectado para este ano o início do processamento de cobre, outro minério que abunda na província de Tete.

CTA e Argentina buscam mercados para o fornecimento do trigo

O Embaixador da Argentina em Moçambique, Juan Jorge Nunes, manteve esta terça­feira (24 de Maio de 2022), um encontro com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), onde as partes acordaram em cooperar na busca de mercados e estabilidade de fornecimento do trigo, bem como no aumento do volume das trocas comerciais entre os dois países.

As relações comerciais entre Moçambique e Argentina, actualmente, não ultrapassam os 60 milhões de dólares norte-americanos, combinando exportações e importações. De todo este volume de comércio, 95% corresponde a importação de produtos alimentares tais como o trigo e óleo alimentar que perfazem 52 milhões de dólares americanos.

As exportações de Moçambique resumem-se em móveis e suas componentes, obras de plástico, livros, tapetes, roupa de malha para mulheres, cortinados, estores, louça, artigos domésticos, espelho de vidro, entre outros.

“Pelo tipo de exportações, está claro que podemos fazer mais. Nota-se que o mercado argentino tem apetite pelos produtos de decoração, beleza e arte de Moçambique. O exemplo disso é nos móveis, onde Moçambique processa produtos madeireiros, porcelanas e barro, que é muito apreciado na Argentina”, referiu Agostinho Vuma, Presidente da CTA.

As duas partes acordaram em organizar B2B com empresários argentinos interessados em adquirir este tipo de produto de modo Moçambique a expandir o seu mercado.

O mercado de automóveis de passageiros é apetecível aos moçambicanos e pode ser um dos dinamizadores do comércio, sendo necessário encontrar instrumentos financeiros que apoiem a realização do comércio bilateral entre empresas de Moçambique e Argentina.

Moçambique é um dos principais mercados da Argentina, particularmente em relação ao trigo e pretende-se trabalhar na promoção de parcerias para a produção e desenvolvimento de cadeia de valor de cereais. Como sector privado, a CTA propôs a assinatura de acordos bilaterais entre os governos para o fornecimento destes produtos a preços estáveis.

Homens de negócios procuram estratégias para acelerar projectos na exploração mineira

Os homens de negócios de Moçambique e Ruanda, estão reunidos na mesma sala, desde o dia 24 de Maio corrente e por três dias (de 24 a 26), na capital moçambicana, vão procurar estratégias para acelerar a implementação de projectos nas áreas de energias, exploração mineira e agricultura.

Neste primeiro Fórum de Negócios Moçambique-Ruanda, o país conta com 120 empresários e representantes do Governo, e augura identificar investidores para viabilização e acelerar os  projectos em andamento nos domínios de agricultura, pescas, energias e mineração.

Moçambique exporta açúcar e minerais para o Ruanda

Segundo o País, fruto das relações económicas existentes, Moçambique exporta açúcar e minerais para a República do Ruanda, e o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, que falava na abertura do Fórum, apontou que o desafio é aumentar as exportações.

Para o Ruanda, os portos e caminhos para escoamento de bens conferem à economia nacional vantagens competitivas a nível da região e tornam-no num “parceiro estratégico”, segundo palavras de Habyarimana Beata, ministra da Indústria e Comércio do Ruanda.

“Existem oportunidades imensas, no comércio, na logística e na mineração. A delegação do Ruanda está aqui para estabelecer relações comerciais de benefício mútuo. Do mesmo jeito que colocamos empresários de Moçambique para o Ruanda”, disse Beata.

 Moçambique quer colher experiência do Ruanda

Nos últimos anos, a economia do Ruanda registou melhorias significativas e teve uma pontuação positiva no ranking Doing Business, e é neste âmbito que Moçambique quer colher experiência.

“Interessa-nos muito partilhar desta experiência ruandesa, particularmente na promoção de indicadores, como a abertura de empresas e início de uma actividade económica, promoção de reformas, acesso à electricidade, procurement e licenças de construção”, avançou o presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, Álvaro Massingue.

No domínio da agricultura, o Ruanda já manifestou a intenção de comprar o milho moçambicano. As conversações prosseguem em simultâneo com a preparação de silos e outras condições logísticas para conferir qualidade aceite no panorama regional. Momed Valá, presidente do Conselho de Administração do Instituto de Cereais de Moçambique, avança que os níveis de produção do milho são satisfatórios.

O primeiro Fórum de Negócios Moçambique-Ruanda decorre sob o lema “desenvolvimento através de investimentos, industrialização e exportação”.

Preços dos combustíveis voltam a sofrer agravamento

Os preços dos combustíveis, no país, voltaram a sofrer um agravamento, o segundo em menos de seis meses. Assim, a gasolina que custava 77.39 passa para 83 meticais e 30 centavos, e o gasóleo sai dos 70 meticais e 97 centavos, e está a ser comercializado a 78 meticais 97 centavos.

O Petróleo de iluminação passa a custar 71 meticais 49 centavos contra os anteriores 50 meticais e 16 centavos. De acordo com a Autoridade Reguladora de Energia, a subida dos preços vai incidir também sobre o gás de cozinha que passa dos 80.49 meticais o quilograma para 85 meticais 53 centavos e o gás veicular passa dos 37.09 centavos para 40.57 meticais.

O Presidente do Conselho de Administração da Autoridade Reguladora de Energia, Paulo da Graça explicou que para evitar uma subida abrupta dos combustíveis o governo aplicou medidas de mitigação que consistiram na redução temporária de taxas sobre o gasóleo e gasolina em 4 meticais.

“A aplicação destas medidas de mitigação e bem como o reforço feito recentemente pelo governo, permitiu que se fizesse uma redução dos preços que estavam a níveis reais e frisando também o objectivo de minimizar o impacto, que os mesmos se fossem praticados a níveis reais, iriam causar ao consumidor final e as empresas, no geral. Se olharmos, por exemplo para o gasóleo, que tratando-se de um produto de importância primordial para a nossa economia, fez-se um esforço necessário para que o reajustamento não fosse atingido a níveis reais, onde teríamos uma situação de um acréscimo de cerca de treze meticais por litro“, disse.

Por sua vez, a Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas, AMEPETROL, reconhece o esforço empreendido pelo governo para harmonização do preço de combustíveis no país.

O secretário-geral da AMEPETROL, Ricardo Cumbe, disse que o ajuste ainda não corresponde ao valor real, mas sublinha que a decisão, sinaliza o compromisso do governo, na adopção de medidas que visam salvaguardar a sobrevivência das empresas petrolíferas.

Standard Bank promove negócios inovadores para mulheres

Em parceria com a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ), o Standard Bank promove, entre os dias 20 e 24 de Junho próximo, a 20ª edição do #Ideate, um programa de estímulo ao empreendedorismo e desenvolvimento de negócios inovadores para a resolução de desafios.

Tal como a anterior, esta edição é dedicada exclusivamente a mulheres.

Para a materialização desta iniciativa, com a qual se pretende formar 150 mulheres empreendedoras ou aspirantes ao empreendedorismo, decorre entre os dias 16 e 29 de Maio, o processo de inscrições gratuitas, através das redes sociais do Standard Bank.

Dada à pretensão de formar mulheres empreendedoras ou aspirantes ao empreendedorismo, os promotores do #Ideate encorajam candidaturas de mulheres que tenham ideias ou negócios inovadores nas áreas de economia verde, reciclagem, entre outras.

Irá Davos mostrar-nos o caminho?

Desde o passado dia 22 de Maio decorre em Davos, na Suíça, o encontro anual do Fórum Económico Mundial, o primeiro com a presença física dos participantes em mais de dois anos, devido à Pandemia global.

O Fórum junta mais de 2500 líderes políticos, de negócios, da sociedade civil, de círculos académicos, das artes e media para discutir temas centrais da actualidade no que respeita a questões políticas, económicas e sociais.

Veja aqui a lista das figuras públicas presentes.

O que será debatido em Davos?

Este ano o encontro é extraordinariamente importante, já que é marcado por várias questões fracturantes, essenciais para responder a alguns dos desafios actuais da humanidade.

Por um lado as ondas de choque originadas por uma pandemia global, ainda ensombram muitos países e as suas economias, com a disrupção das cadeias logísticas e efeitos na subida dos preços. Por outro a recente situação de crise militar entre o Ucrânia e a Rússia, com a crise geopolítica e económica a alastrar-se a nível mundial, apenas veio agravar a situação débil de retoma económica de muitos países e a colocar um obstáculo ainda mais intransponível a uma possível normalidade.

Ensombrando tudo isto temos ainda as questões climáticas, com consequências económicas e humanas visíveis a cada dia e que já poucos líderes conseguem ignorar, mas sobre o qual os consensos e as decisões concretas demoram a surgir.

Acompanhe todo o programa aqui.

Um rumo para o futuro?

Este será provavelmente conhecido como uma das edições mais importante dos últimos 50 anos de existência deste Fórum.

Mas será que em 2022 este Fórum Económico Mundial irá fazer finalmente jus ao seu nome? É necessário que várias decisões, realmente importantes, sejam tomadas durante este encontro, ou pelo menos consensos sejam acordados, para as atingir. Caso contrário deixaremos passar mais um precioso ano, que nos levará cada vez mais longe de um futuro sustentável, com mais equidade em termos económicos, com melhor e universal acesso à saúde. Teremos sim um futuro cada vez mais incerto onde individualmente estaremos menos preparados para os imprevisíveis eventos que ameaçam a nossa existência.

Acompanhe o Fórum nas Redes Sociais

Terminal da Matola recebe segundo comboio de carvão do Botswana

O terminal da Matola da Grindrod no Porto de Maputo, diz que recebeu o seu segundo comboio de carvão da Mina de Morupule do Botswana.

O terminal também conseguiu descarregar com sucesso os 50 vagões usando os basculantes do terminal. (Felizmente, os basculantes são compatíveis com os vagões do Botswana.)

Prevê-se que o corredor possa realizar um volume de exportação anual de 350 000 toneladas a 400 000 toneladas de carvão do Botswana.

O Botswana está a tentar desenvolver uma série de novas minas de carvão, mas como é um país sem litoral, requer uma rota de exportação transfronteiriça eficiente e económica.