Monday, September 7, 2026
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Bancos nacionais continuaram a registar lucros em 2021

Segundo um Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Moçambique referente ao ano de 2021, o sector bancário nacional foi o mais rentável que grande parte dos países da África Austral.

O lucro dos bancos nacionais é justificado pelo incremento das comissões línquidas em três biliões de meticais (25,30%), da margem financeira em 8,9 biliões de meticais (correspondente a 18,30%) e dos resultados de operações finaceiras em 0,6 bilião de meticais (7,23%), de acordo com o Banco de Moçambique.

Em Dezembro de 2021, os principais indicadores de rentabilidade do sector bancário, tiveram um comportamento misto comparativamente a igual período do ano anterior. De acordo com a fonte a rendibilidade do activo (ROA) fixou-se m 3,10% (2,20% em Dezembro de 2020); a rendibilidade dos capitais próprios (ROE) foi de 25,15% (18,75% em Desembro de 2020).

Moçambique precisa de um novo modelo de crescimento mais sustentado e inclusivo – World Bank

A revelação de dívidas não reveladas em 2016, coloquialmente conhecida como “dívida oculta”, levou a uma queda acentuada no crescimento, e provocou uma crise de governação económica e um abrandamento económico prolongado, com o crescimento a cair para 3% em 2016-2019. O abrandamento do crescimento foi ainda mais exacerbado pelos efeitos combinados das catástrofes naturais em 2019, da insurreição no Norte de Moçambique, que se intensificou desde 2017, e da pandemia global desde 2020.

A actual estratégia de crescimento de Moçambique tem sido limitada na sua capacidade de gerar empregos produtivos e de apoiar a aceleração da redução da pobreza. Quase dois terços da população vive na pobreza e o país encontra-se entre os mais desiguais da ASS.

Isto resultou em parte da crescente dependência de Moçambique de grandes projectos extractivos, com ligações limitadas com o resto da economia, e da agricultura de baixa produtividade. Há uma necessidade urgente de criar empregos para as 500 mil pessoas que entram na força de trabalho todos os anos.

A recente descoberta de algumas das maiores reservas mundiais de gás natural (GNL) poderia apresentar a Moçambique uma oportunidade única para um crescimento sustentado e inclusivo. No entanto, aproveitar ao máximo os recursos de GNL previstos e aproximar o crescimento dos pobres exigirá um novo modelo de crescimento ambicioso que vá além dos extractivos.

O último Memorando Económico do País de Moçambique (CEM), Reigniting Growth for All, fornece recomendações concretas para tal modelo de crescimento, que podem ser resumidas em dois pontos principais: fazer o melhor uso das receitas dos recursos naturais não renováveis e promover o crescimento em sectores não extractivos, acompanhado de transformação espacial, e melhorar a produtividade agrícola.

Moçambique precisa de pôr em prática uma política e um quadro institucional adequados bem à frente dos lucros do sector do GNL. Um quadro fiscal que funcione bem (incluindo regras e objectivos fiscais claros) é essencial para uma gestão bem sucedida da volatilidade das receitas no futuro.

Um fundo soberano bem gerido (SWF) pode ajudar a alcançar a estabilização a curto prazo e poupanças a longo prazo para as gerações futuras. Uma gestão macroeconómica prudente implicaria também um aumento gradual do investimento para ter em conta uma capacidade de absorção limitada, melhorando ao mesmo tempo a qualidade dos investimentos públicos.

Para além de maximizar as receitas do GNL, é essencial encorajar o crescimento em sectores não extractivos para fomentar um crescimento económico de base ampla. Numa primeira fase, as políticas devem ser orientadas no sentido de maximizar os benefícios do crescimento impulsionado pelos recursos. Isto exigiria o reforço das ligações entre os extractivos e o resto da economia e o reforço das ligações inter-sectoriais.

Uma maior participação do sector privado, incluindo no sector dos serviços, é essencial para a transformação económica e a criação de emprego. O sector privado poderia tornar-se um motor da transformação económica e da criação de emprego, mas é travado por várias restrições vinculativas que incluem quadros regulamentares e de governação fracos.

Moçambique poderia fazer crescer o seu sector de serviços em dimensão e sofisticação. Os serviços de base – tais como as telecomunicações, transportes e logística – têm potencial para estimular o crescimento noutras actividades orientadas para a exportação, incluindo o agronegócio e a mineração. Isto exigirá o apoio a um regime aberto de comércio e investimento com um quadro regulamentar transparente e eficaz.

Um quadro de governação fraco está a dificultar as reformas regulamentares necessárias para o crescimento do sector dos serviços, enquanto a corrupção é citada pelas empresas moçambicanas como um dos três principais obstáculos às suas operações.

A promoção de um crescimento mais inclusivo exigirá esforços adicionais para aumentar a produtividade agrícola e aumentar a mobilidade rural para ligar os agricultores aos mercados e oportunidades não agrícolas.

As políticas devem apoiar o acesso aos principais corredores e mercados, a adopção de sementes e fertilizantes melhorados. Além disso, é crucial construir resistência aos riscos climáticos, expandindo a cobertura de redes de segurança, aumentando a disponibilidade de sistemas de alerta meteorológico, e promovendo mecanismos de transferência de riscos.

Não há solução para impedir a subida de preços de combustíveis

A Confederação das Associações Económicas (CTA) disse, esta terça-feira, em Maputo, não haver uma solução, a breve trecho, para minimizar o impacto da escalda de preços dos combustíveis em Moçambique dada conjuntura internacional.

“Não há solução para impedir a subida de preços de combustíveis no país. Não há um culpado, porque na verdade é uma dinâmica internacional, e o preço não é uma questão que pode ser gerida a nível de um país como Moçambique”, disse, o Presidente do Pelouro dos Recursos Minerais e Energia na agremiação.

Simoni Santi explicou que o conflito no leste europeu, associado ao subinvestimento no sector do petróleo durante a pandemia da covid-19 e a pressão dos ambientalistas para a transição energética, está a levar a Europa a procurar novos fornecedores de combustível, pelo que, esse processo também impacta directamente na subida dos preços para o consumidor final.

A Europa reduziu a sua produção “e neste momento, os mercados mais fortes são aqueles que estão a mandar. E Moçambique não tem poder para decidir qual vai ser o preço a aplicar porque essa decisão e tomada a nível internacional”, esclareceu a jornalistas na sede da CTA.

Na verdade, os custos de importação dos produtos refinados do crude na base estão cada vez mais caros. Ainda em Agosto deste ano a importação de uma tonelada de combustível poderá atingir cerca de 1.400 dólares, estando actualmente nos 1.200, dólares, depois de ter sido comercializada a 800 dólares.

O Presidente do Pelouro dos Recursos Minerais e Energia também fez constar que “a liberalização do mercado” para a entrada de mais operadores, ou seja, abertura de mais postos de abastecimento, “é um risco para o país e periga o mercado”. Contas feitas, “isso poderá colocar em risco o emprego de cerca de 60 mil pessoas o sector”.

“O país não está preparado para ter um mercado completamente livre e isso pode fazer com que a dinâmica do preço do combustível também suba de forma galopante”, explicou, alertando que “no início pode parecer um bom negócio, mas a médio prazo pode levar ao desemprego”.

De acordo com os empresários, a subida dos preços de combustível é sempre imprevisível e inevitável. Para o caso de Moçambique ele ainda encontra-se desajustado à realidade do preço de compra no mercado internacional, sendo que “a nível dos países da região ainda é artificialmente baixo”.

“Todos os custos operacionais estão agregados à figura do revendedor, que é, na verdade, o armazenista central, que viu sua margem de lucro a ser reduzida a 30%”, disse o Presidente da Associação dos Revendedores de Combustíveis de Moçambique, Nelson Mavimbe.

A margem de lucro dos revendedores de combustível era de sete meticais por quilo, mas com a queda de 30% está a agora entre quatro e 4.90 meticais por quilo.

Castle Lite Desliza | Desliza na Life

Num tom cómico e bem animado como já nos é familiar, o filme é protagonizado por um jovem cheio de personalidade e que desliza pelo filme e nos envolve em cada frame ao ritmo da música, é quase impossível desviar o olhar.

A campanha cheia de efeitos, tal como tem sido habitual, tem marcado um novo modelo de comunicação da Castle Lite em Moçambique, que pretende assinalar os grandes momentos aliados à frescura e à suavidade da cerveja. Este movimento pretende acompanhar e reforçar a estratégia do negócio de forma consolidada no mercado das cervejas.

O conceito foi criado pela Create Moçambique.

BCI apoia 2ª edição do Hack4Moz e oferece estágios aos vencedores

Decorreu de 1 a 3 de Julho, no auditório do BCI, em Maputo, a 2ª edição do Hack4Moz, um evento cujo propósito é reunir jovens e adultos entusiastas em análise espacial, programação e desenvolvimento de soluções tecnológicas, para a promoção de capacidade nacional, de engajamento das partes, e para alavancar a indústria de soluções tecnológicas, alicerce fundamental para o desenvolvimento sustentável de Moçambique.

Trata-se de uma iniciativa da Agência Nacional de Desenvolvimento Geo-Espacial-ADE, cujo acto de lançamento foi orientado pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, na presença de representantes do PNUD Moçambique, da UN-Habitat, do PCE do BCI, Francisco Costa, e de outros parceiros.

O Administrador do BCI, Rogério Lam, referiu na sua intervenção que o modelo adoptado espelha a realidade das organizações como é o caso do BCI, que são confrontadas diariamente com problemas práticos do dia-a-dia, que requerem soluções imediatas.

“É pois, para nós, importante criar estas condições aos jovens provenientes das várias zonas de Moçambique, o que reflecte também a dimensão geográfica do BCI que opera em todo o país” – disse, recordando que foi neste espírito que o Banco acolheu a 1ª edição deste evento realizado em 2019.

“Chegámos à 2ª edição porque acreditamos que a 1ª foi um êxito. Foi de aprendizagem, o que permitiu atingir resultados que nos levam a esta 2ª”,  concluiu, augurando que mais edições possam vir e com melhores resultados.

Nesta maratona tecnológica, em que foram abordadas temáticas como energias renováveis, saúde, educação e mobilidade urbana, o BCI ofereceu estágios aos melhores classificados de cada equipa.

Assim, foram apurados os vencedores, nomeadamente nas seguintes equipas: Mentes cruzadas – 6 (na área da Saúde); Orion – 6 (Energia); Helpa La – 6 (Educação), e INTERLUDIO – 3 (Mobilidade).

O Hackathon conta com participantes de diversos pontos do país, sendo jovens com qualidades excepcionais, os quais pretendem desenvolver soluções tecnológicas com impacto nas comunidades.

Ready to Work do Absa está de volta

O Absa Bank lançou novamente a iniciativa Ready to Work, que visa preparar os jovens em toda a África para o mundo do trabalho. Em Moçambique o banco também esta comprometido em contribuir para a capacitação dos jovens e criar um crescimento económico sustentável.

O Ready to Work é um programa pan-africano de empowerment e desenvolvimento no apoio a transição da vida académica para o mundo profissional. Desde 2016, o Banco concretizou mais de 6300 formações.

Quem pode participar?

Todos jovens moçambicanos, dos 16 aos 35 anos de idade, finalistas do ensino secundário, ensino técnico ou universitário, que queiram desenvolver competências fundamentais para o mundo profissional.

Sobre a formação

A formação é gratuita e está sub-dividida em 4 módulos: competências profissionais, competências interpessoais, competências financeiras e competências empresariais.

Para fazer a inscrição aceda a este link: readytowork-absa.learnit.co.mz

 

 

 

 

Voos directos Maputo-Kigali vão estimular aumento do volume de negócios

A partir de Agosto, a ligação Moçambique-Ruanda poderá ser por voo directo. O transporte de pessoas e bens será materializado pela companhia ruandesa Rwandair Express.  A medida anunciada, pelo alto-comissário ruandês em Moçambique, vai estimular o volume de negócios entre os dois Estados que, nos últimos tempos, reforçam a cooperação no domínio político e comercial.

A par desta ligação facilitada, Ruanda quer ver mais simplificada a entrada dos seus cidadãos em Moçambique, tendo em conta que os moçambicanos não precisam de visto da representação diplomática para entrar no território de Paul Kagame.

“Gostava de dizer que a nossa companhia aérea ruandesa, vai iniciar voos directos Maputo-Kigali, o que vai impulsionar a movimentação de pessoas e bens e estimular o comércio. Em princípio, será na primeira semana de Agosto. Os moçambicanos que têm passaporte normal podem viajar sem precisar de visto. Estamos a discutir com a contraparte, para ver se conseguimos ter a mesma facilidade para os ruandeses”, explicou Claude Nikobisanzwe, alto-comissário do Ruanda.

Para o Ruanda, os portos e caminhos para escoamento de bens que Moçambique detém são apetecíveis. O alto-comissário revela que as partes continuam a discutir a possibilidade de exploração do porto de Nacala a favor do Ruanda.

“Acreditamos que o porto de Nacala, com águas profundas, pode ajudar nesta cooperação. Acreditamos que o comércio entre os países africanos pode gerar emprego para os povos africanos, em particular os moçambicanos e contribuir para a economia dos países” explicou o líder.

Fruto das relações existentes, Moçambique exporta, actualmente, açúcar e minerais para a República do Ruanda. Entretanto, as partes querem incrementar produtos na balança de exportações.

Claude Nikobisanzwe recorda que, recentemente, uma delegação de 120 empresários ruandeses esteve, no Fórum de Negócios Moçambique-Ruanda, a prospectar oportunidades de investimentos no país.

Electricidade de Moçambique

SOBRE A EDM

A Electricidade de Moçambique, E.P. (EDM-E.P. ou simplesmente EDM) é uma empresa pública de produção, transporte, distribuição e comercialização de energia eléctrica de Moçambique.

HISTÓRICO

A EDM foi criada em 1995 em resultado da privatização da empresa estatal Electricidade de Moçambique, E.E., a qual havia sido criada em 1977 pelo novo governo da República Popular de Moçambique, dois anos depois da independência. Quando foi criada em 1977, a empresa surgiu da fusão de vinte e cinco unidades de produção e/ou distribuição dispersas pelo território de Moçambique.

A empresa é detentora de cinco centrais hidroelétricas e seis centrais termoelétricas. No ano de 2010 a EDM foi classificada como uma das dez empresas de Moçambique com mais empregados (3,783).

MISSÃO

Produzir, transportar, distribuir e comercializar energia eléctrica de boa qualidade, de forma sustentável, para iluminar e potenciar a industrialização do país;

VISÃO

Transformar a EDM numa Utilidade Inteligente e Sustentável, que dá acesso à energia eléctrica de qualidade a cada moçambicano e exerce liderança no Mercado Regional;

VALORES

Integridade, Transparência, Igualdade, Competitividade e Espírito de Equipa;

LEMA

Iluminando a transformação de Moçambique;

OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS ATÉ 2030:

Alcançar o acesso universal à energia eléctrica; Transformar Moçambique num pólo regional de energia eléctrica; e Alcançar a igualdade do género

CONTACTOS

Conselho de Administração (CA)

Av. Agostinho nº 70, CP 2447, Maputo

Escritório: +258 21 490636

Fax: +258 21 491048

Direcção de Energias Renováveis

Av. Eduardo Mondlane nº 1398, 5º andar, Maputo

Escritório: 21343091/6

Fax: 21491048

Website: www.edm.co.mz

IMF to disburse this month the first tranche of about 400 million dollars

The International Monetary Fund (IMF) will disburse this month the first tranche of about 400 million US dollars to finance the State Budget for 2022.

The fact was advanced by the spokesperson of the Ministry of Economy and Finance (MEF), Alfredo Mutombene, speaking in the program Linha Directa, of Radio Mozambique.

“It will be disbursed this month, I think it is 15 percent of that amount or less than that, to straighten out the State Budget, for specific expenses,” Mutombene said.

He added that it is important, in this first phase, the margin that the IMF allocates to sustain some expenses related to the public debt, valued at more than 14 billion dollars.

The IMF tranche has one main objective which is, according to the MEF spokesman, to convert the public debt trajectory to sustainable levels.

“So one way to do that is to go and get a source of recourse to repay, or rather pay for the capital services in interest,” he said, stressing that the accounts establish that the country cannot go and get new commercial debt.

“We always have to prioritize concessional (borrowing), which is the cheapest, has the highest maturity, and also reduce the pressure on the need to go for treasury bonds, which are those that the state goes for at the national market level,” he explained.

In 2022 the IMF signaled that it would resume direct support to Mozambique’s State Budget, an exercise that had been interrupted due to the eruption of the scandal of undeclared debts in 2016.

FMI vai desembolsar este mês a primeira tranche dos cerca de 400 milhões de dólares

O Fundo Monetário Internacional (FMI) vai desembolsar, este mês, a primeira tranche dos cerca de 400 milhões de dólares norte-americanos para financiar o Orçamento do Estado referente ao 2022.

O facto foi avançado pelo porta-voz do Ministério da Economia e Finanças (MEF), Alfredo Mutombene, falando no programa Linha Directa, da Rádio Moçambique.

“Vai ser desembolsado este mês, penso que são 15 por cento desse valor ou menos que isso, para endireitar o Orçamento do Estado, para despesas específicas”, disse Mutombene.

Acrescentou ser importante, nesta primeira fase, a margem que o FMI atribui para sustentar algumas despesas relacionadas com a dívida pública, avaliada em mais de 14 mil milhões de dólares.

A tranche do FMI tem um objectivo principal que é, segundo o porta-voz do MEF, converter a trajectória da dívida pública para níveis sustentáveis.

“Portanto, uma maneira de fazer isso é ir buscar uma fonte de recurso para amortizar, ou melhor, pagar os serviços de capital em juros”, afirmou, sublinhando que as contas estabelecem que o país não pode ir buscar novo endividamento comercial.

“Temos sempre de primar por (empréstimo) concessional, que é o mais barato, tem maturidade mais elevada, e também reduzir a pressão sobre a necessidade de se ir buscar as obrigações do tesouro, que são aquelas que o Estado vai buscar a nível do mercado nacional”, explicou.

Em 2022 o FMI sinalizou que iria retomar o apoio directo ao OE de Moçambique, um exercício que tinha sido interrompido devido ao estalar do escândalo das dívidas não declaradas em 2016.