Monday, April 27, 2026
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First LNG export planned for October

The Minister of Economy and Finance, revealed that the first export of the Liquefied Natural Gas (LNG) production plant project at sea, in the Rovuma basin, is scheduled for the beginning of October. Max Tonela was speaking on the sidelines of the annual meetings of the African Development Bank (ADB) in Accra.

“The platform is already in Mozambican waters. It is in the process of being installed and connected to the six wells. We expect production to start gradually (…) and the first export operation to take place at the beginning of October this year,” when the platform will be operating at full capacity.

According to Tonela, this advance, “will already contribute to an increase in revenues, particularly from exports. Regarding the process interrupted by the terrorist action, the minister said that “there is work going on with the concessionaires, the Government is in permanent contact.

The Rovuma project, led by Total, was the largest private investment in Africa until it was suspended in March due to armed attacks in Cabo Delgado.

Primeira exportação de GNL prevista para Outubro

O Ministro da Economia e Finanças, revelou que a primeira exportação do projecto da central de produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) no mar, na bacia do Rovuma, está prevista para o início de Outubro. Max Tonela falava à margem dos encontros anuais do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em Acra.

“A plataforma já está nas águas moçambicanas. Está em processo de instalação e ligação aos seis poços. Nós esperamos que a produção comece de forma gradual (…) e que a primeira operação de exportação aconteça no início do mês de Outubro deste ano”, altura em que a plataforma estará já a operar na sua capacidade total.

Segundo Tonela, este avanço “vai contribuir já para o aumento das receitas, sobretudo das exportações”. Sobre o processo interrompido pela ação terrorista, o ministro disse que “há trabalho a correr com os concessionários, o Governo mantém um contacto permanente”.

O projecto do Rovuma, liderado pela Total, era o maior investimento privado em África até ser suspenso em março devido aos ataques armados em Cabo Delgado.

Restrições na exportação do trigo preocupam a CTA

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) diz estar preocupada com a eminente crise alimentar global devido as restrições na exportação do trigo, que resultam da guerra Rússia/Ucrânia.

Além do trigo, quinze países com grande impacto no mercado mundial dos alimentos baniram a exportação de 25 produtos diversos, com destaque para o milho, óleo alimentar e açúcar.

O presidente da CTA, Agostinho Vuma, que falava, a jornalistas disse haver receios que a lista de países a limitar exportações venha a aumentar nos próximos tempos.

Gás natural é uma alternativa para a transição climática

O Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, defendeu num debate sobre a transição energética durante os encontros anuais do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em Acra, que o gás natural é uma alternativa para a transição climática, enquanto as energias renováveis não garantem um abastecimento seguro e constante.

Max Tonela lembrou que no último trimestre deste ano entra em operação a central flutuante de gás natural de Rovuma, o que “marcará o início de uma nova era para o país”.

“Deixaremos de ser um país produtor e exportador pequeno para passarmos a ter um papel relevante a nível de exportadores mundiais de gás”, disse o ministro, que acredita que as reservas de mais de 180 triliões de pés cúbicos de gás natural do país irão contribuir para a transição energética do continente e do mundo.

“Moçambique dispõe de reservas comprovadas de mais de 180 triliões de pés cúbicos de gás natural que pode ser e deve ser usado para a contribuir para redução e mitigar a situação neste processo de transição e vai constituir um importante actor no componente de produção e exportação de gás natural, contribuindo para a transição energética em Moçambique, mas também no mundo”, disse o governante.

Tonela acrescentou que Moçambique está a concluir o desenvolvimento de um plano director do gás natural que vai permitir que o produto possa ser usado para a transformação da economia dos países da África Austral.

Moçambique tem projectos em ‘pipeline’

Além disso, tendo em conta a proporção das reservas de que o país dispõe, Moçambique tem “projectos em ‘pipeline’ para a transformação em líquido e deste modo facilitar o transporte para outros mercados como o europeu, o asiático e outros países do continente”.

“É um recurso que tem um potencial enorme de transformação económica, não só através das receitas que advirão das exportações, mas também para contribuir para o aumento do crescimento económico e a diversificação da economia moçambicana”, afirmou.

Disse ainda que o país conta com o apoio do BAD nos processos de financiamento, sublinhando que um dos desafios que Moçambique enfrenta é “assegurar a continuidade de financiamento para tornar realidade os projectos que possam permitir beneficiar dos projectos” de que dispõe.

Os encontros anuais do BAD, o evento mais importante da instituição que tem 54 Estados-membros africanos e 27 não africanos, decorrem desde segunda-feira e até sexta-feira em Acra, sob o tema “Alcançar a Resiliência Climática e uma Transição Energética Justa para África”.

Consolidar a economia através das PME’s

A Associação das Pequenas e Médias Empresas (APME), organizou nos dias 25 e 26 de Maio corrente, em Maputo, a Primeira Feira Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (FIMPME), sob o lema: RUMO A CONSOLIDAÇÃO DA ECONOMIA ATRAVÉS DAS PMEs.

Um dos objectivos da FIMPME passa por criar uma visão nacional das PME’s de modo a alinhar passos que vão conduzir a um sector empresarial robusto e pronto para promover a indústria nacional através dos próprios moçambicanos e permitir a capacitação das PME’s locais a tomarem vantagens das oportunidades de que a região e o continente dispõem com a abertura do mercado livre.

A Feira pretendia ser uma plataforma de exposição, debate e promoção de parcerias nacionais e internacionais para a consolidação das pequenas e médias empresas em Moçambique sendo o motor da economia nacional.

As recentes inovações em tecnologia, descobertas no sector de óleo e gás e com novas empresas a surgirem e ganhando expressão no mercado, sentiu-se a necessidade de criar-se uma montra física e digital das Micro, Pequenas e Médias Empresas de forma a projectar as mesmas para cumprir o seu papel na economia moçambicana, como o principal parceiro de geração dos recursos para a economia moçambicana através da promoção e criação de novos produtos e serviços, proporcionando desta forma, a geração de postos de trabalho.

A FIMPME é um evento de liderança voltado a classe dos micro, pequenos e médios empresários onde se pretende promover, trocar práticas e experiências e gerar novas oportunidades a nível nacional e internacional.

Nacala Logistics apoia agricultores

A Nacala Logistics distribuiu cerca de 120 toneladas de sementes diversas de qualidade superior, no início da campanha agrícola 2021/22, que foi marcada por calamidades naturais, caracterizadas por ciclones e chuvas fortes um pouco por toda a região norte do país.

Mas, mesmo com as calamidades naturais, as famílias apoiadas pela Nacala Logistics, através do Programa de Geração de Renda, asseguram boa produção em diversas culturas como amendoim, soja, milho, feijão, gergelim. A maioria das culturas estão agora na fase de maturação e colheita.

Luciana António, produtora de gergelim e amendoim da comunidade de Mapape, distrito de Rapale, provincia de Nampula, testemunha que, infelizmente, por conta das chuvas fortes, a produção de gergelim não será das melhores e o seu foco está no amendoim. “A minha aposta é amendoim que, até agora, promete bons resultados”, afirmou António.

Para além do apoio em insumos e técnicas de produção, a Nacala Logistics ajuda os produtores locais no escoamento da sua produção, através dos comboios, praticando preços baixos ao alcance de todos.

“Estou muito satisfeito com o apoio da Nacala Logistics. Graças aos comboios e o preço baixo consigo transportar a minha produção de Lichinga a Nampula, onde consigo vender”, disse Rosário Fernando.

A Nacala Logistics apoia, também, a produção de frango de corte, pesca, acesso a água potável, através da abertura de furos de água, capacitação de mão-de-obra local entre outras áreas. Com o investimento, a Nacala pretende dinamizar a economia local, melhorando assim, a vida das comunidades que vivem ao longo do Corredor.

BCI diz que Conta Móvel tem cerca de quatro milhões de utilizadores

O Administrador do BCI, Rogério Lam, destacou durate a sua intervenção na VII Conferência Anual sobre Finanças Digitais e Comércio da região da África Sub-Sahariana, o crescimento exponencial do número de utilizadores da Conta Móvel, que contabiliza, actualmente, cerca de 4 Milhões de Utilizadores, “um forte contributo para a bancarização da população moçambicana”.

Rogério Lam, o BCI integrou o 1º Painel da Conferência, que versava sobre oportunidades emergentes em finanças digitais, financial technology (FinTech) e economia digital de forma mais ampla, bem como sobre potenciais ameaças de espaços legados e tangenciais, particularmente em contexto de Covid-19.

Num outro desenvolvimento, o Administrador do BCI, evidenciou o posicionamento colaborativo do BCI com os demais players do mercado, tomando como exemplo a parceria de interoperabilidade entre o BCI/M-pesa, através da qual é possível efectuar pagamentos via M-pesa em POS do BCI. Ressaltou, ainda, o facto de “esta funcionalidade não estar disponível em qualquer outra parte do mundo, senão em Moçambique”.

O evento decorreu de 17 a 18 de Maio, tendo o segundo dia sido dedicado ao debate sobre a Promoção da Liderança Feminina no Sector Financeiro, reuniu tomadores de decisão, autoridades reguladoras, especialistas, pesquisadores, nacionais e estrangeiros, assim como operadores dos sectores bancário e das comunicações, que abordaram temáticas relevantes no contexto de desenvolvimento económico de Moçambique, da região e do mundo, no concernente à transformação dos canais financeiros tradicionais para abordagens mais inovadoras, abrangentes e inclusivas.

Refira-se que a Mondato Summit Africa é um fórum criado há cerca de 8 anos, tendo como finalidade levar a debate, harmonizar políticas e incentivar a colaboração no domínio da inclusão financeira digital e FinTech.

Moza banco apoia agricultores na província de Gaza

O Moza Banco procedeu esta terça-feira, com a entrega de sementes agrícolas a associações de pequenos agricultores que operam em vários distritos na província de Gaza.

O acto enquadra-se na Política de Responsabilidade Social do Banco, que tem um dos seus principais focos no desenvolvimento de actividades que contribuam para o progresso económico e social das comunidades onde o Banco actua.

Das sementes doadas, o destaque vai para milho, alface, cebola, couve, soja e feijão bóer. Os produtores mostraram -se satisfeitos com a iniciativa, “muito obrigado ao Moza Banco por esta oferta, não esperávamos, as sementes que recebemos vão nos ajudar na nossa produção, não só para alimentação familiar, mas também para o comércio” disse Maria Joana em representação dos agricultores.

Por sua vez, o presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Manuel Soares, disse que o Moza Banco assume-se como um Banco de moçambicanos para moçambicanos, e apostado em contribuir ativamente para o desenvolvimento socioeconómico inclusivo do país.

“É dentro desta visão e posicionamento, e reconhecendo a aposta do Governo no sector da agricultura dado o enorme potencial existente a nível da província, que nos prontificamos em apoiar este sector por via da oferta de sementes variadas aos agricultores locais, nomeadamente, feijão, milho, cebola, alface e cenoura, para dinamizar a produção agrícola”, referiu Soares, citado no comunicado do banco.

“Esperamos com este apoio, contribuir para promover a autossuficiência alimentar e melhorar a capacidade de geração de renda destes agricultores”, acrescentou.

O Secretario de Estado de Gaza, Amosse Macamo saudou a iniciativa do Moza Banco tendo dito que, “esta oferta é bem-vinda, acreditamos que vai minorar o sofrimento daqueles que precisam. Neste momento está a chover e com estas sementes relança-se a esperança da produção, não só para a segurança alimentar, mas também a garantia de renda.

Agradecemos igualmente pelo material de cama oferecido ao infantário. Este é um local que sempre demos uma atenção especial porque temos lá crianças órfãs que precisam de tudo, e com esta ajuda elas não se sentiram sozinhas”

De referir que recentemente, o Moza Banco doou em Nampula diversos produtos alimentares às vítimas dos ciclones Gombe e ANA; em Sofala o banco apoiou a PRM com material de construção para o melhoramento das infra-estruturas da 8ª esquadra da Manga na cidade da Beira; em Manica o Moza ofereceu medicamentos ao hospital provincial de Lichinga.

MUVA lança programa de aceleração de negócios para as mulheres

O MUVA – incubadora social que trabalha para o empoderamento económico feminino – lançou esta quarta-feira, em Maputo, o programa de aceleração de negócios, numa iniciativa financiada pela União Europeia, no valor de 670 mil Euros, o correspondente a cerca de 45,5 milhões de Meticais.

O programa, com duração de dois anos, será implementado nas províncias de Maputo e Cabo Delgado.

Segundo Ludmila Comé, gestora de projectos no MUVA, citada pelo jornal Domingo, a iniciativa consiste em programas de formação em gestão de negócios e fortalecimento e suporte às empresas detidas por mulheres.

“Nos últimos dois anos assistimos 225 empresárias nas províncias de Maputo e Cabo Delgado”, disse.

Por sua vez, a chefe da equipa de infra-estruturas e sector privado na delegação moçambicana da UE, Veerle Smet acredita que “quando apoiamos uma mulher o fazemos igualmente às famílias e a comunidade”.

EDM reporta resultados líquidos positivos 8 anos depois

Os resultados líquidos do último exercício económico da empresa Electricidade de Moçambique (EDM) passaram de 9,19 mil milhões de meticais, em 2020, para 2,09 mil milhões de meticais, ano passado, sendo a primeira vez que a companhia reporta resultados líquidos positivos, nos últimos oito anos.

Segundo o Relatório de Contas tornado público segunda-feira, destaca que a empresa terminou o ano de 2021 mais resiliente e forte, apesar dos efeitos desastrosos da pandemia da Covid-19, da ocorrência de eventos naturais e do aumento significativo de vandalização de material eléctrico e roubo de energia, situações que provocam disrupções à cadeia de valor da EDM e às dinâmicas do mercado energético.

Considera que a melhoria da actividade económica no país, na região e no mundo, resultantes sobretudo do alívio das restrições impostas pela Covid-19, da franca recuperação da cadeia de abastecimento mundial e do aumento do volume das trocas comerciais, permitiram que a EDM continuasse a assegurar o cumprimento da sua missão de electrificar o país e a região, tornando a energia um factor impulsionador de desenvolvimento dos moçambicanos e das nações vizinhas.

O relatório realça que além de outros avanços, a ponta integrada do Sistema da Rede de Transporte, por exemplo, transpôs a barreira dos 1000 Megawatts (MW), ao passar de 998 Mw, em 2020, para 1,035 MW, em 2021, representando um crescimento na ordem de quatro por cento.

Com os olhos postos no alcance da meta do acesso universal de energia, em 2030, pela primeira vez, a EDM diz ter feito 300 mil novas ligações, ou seja, 2,5 por cento acima do estabelecido.

No mesmo escopo, foram ligadas à rede eléctrica nacional 19 novas sedes de postos administrativos e lançado o Programa de Ligações Eléctricas Massivas, actividades que contribuíram para o aumento de mais moçambicanos com acesso à corrente eléctrica.

Segundo o relatório, estas actividades garantiram o aumento da taxa de acesso doméstico da população à REN em quatro pontos percentuais em relação a 2020, que passou de 35 por cento para os actuais 39 por cento. Apesar deste registo histórico, esta taxa de acesso corresponde a apenas 12 milhões de moçambicanos.

Ainda em 2021, a energia total fornecida foi de 7.694 GWh, o que corresponde a um crescimento de seis por cento, comparativamente ao ano anterior. Foram igualmente exportados 1,644 GWh, contra 1,424 GWh, em 2020, tendo-se registado um crescimento de 15 por cento.

Em relação ao volume total de energia facturada, passou-se de 5,454 GWh, em 2020, para 5,918 GWh, em 2021, ou seja, uma subida de nove por cento.