Monday, April 27, 2026
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Governo anuncia redução do défice orçamental

O Governo anunciou a redução do défice orçamental (antes de donativos) de 7,9% para 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com a Conta Geral do Estado de 2021, publicada esta segunda-feira.

“Apolítica orçamental para 2021 centrou-se em ações na área tributária com vista a incrementar e diversificar os níveis de captação de receitas e na racionalização dos gastos públicos dada a limitação de recursos”, lê-se no documento.

Entre 2020 e 2021, as receitas do Estado cresceram de 235 mil milhões para 266 mil milhões de meticais, um ritmo superior ao da subida das despesas, de 312 mil milhões para 319 mil milhões de meticais.

A Conta Geral do Estado de 2021 está publicada em dois ficheiros no portal do Ministério da Economia e Finanças.

No último ano, a economia moçambicana registou um crescimento de 2,16%, depois de uma retração de 1,23% em 2020, devido às restrições para travar a pandemia de covid-19.

Maputo acolhe 8ª Conferência MMEC

A 8ª conferência e Exposição de Minas, Petróleo e Energia de Moçambique (MMEC 2022) regressa a Maputo nos dias 2 – 3 de Junho próximo. O evento terá lugar no Centro de Conferências Joaquim Chissano.

O tema principal desta edição é “Desenvolvimento Sustentável em Toda a Cadeia de Valor Mineral e Energético”. Rumo a um Futuro de Baixo Carbono”, num contexto em que o efeito das alterações climáticas globais nas actividades económicas moçambicanas tem sido profundo nos últimos anos.

A MMEC 2022 centrar-se-á nos principais desenvolvimentos, conteúdos locais, alterações climáticas e políticas e projectos emergentes nas indústrias energética e extractiva de Moçambique, numa pós-pandemia mundial.

A conferência mostrará Moçambique como um país amigo dos negócios onde estão a ser implementadas reformas políticas para encorajar o fluxo de investimento directo nacional e estrangeiro na indústria de energia e extractiva. Contribuirá também para alcançar os objectivos de promoção da criação de emprego, melhoria das receitas em divisas e criação de riqueza no país.

A MMEC é o único evento nos sectores de Minas, Energia e Petróleo e Gás oficialmente endossado pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, co-organizado pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P (ENH), organizado pela AME Trade Moçambique e pela AME Trade UK.

 

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Conhece o Starlink de Elon Musk que já chegou a Moçambique?

De acordo com um tweet do empresário espacial Elon Musk, o serviço de internet por satélite Starlink lançado pela SpaceX, foi aprovado para a Nigéria e Moçambique.

A Starlink é uma constelação de satélites operada pela SpaceX com o objectivo de fornecer acesso à internet via satélite, que pretende disponibilizar em mais de 30 países.

A Internet Starlink funciona enviando informação através do vácuo do espaço, onde viaja a uma velocidade muito mais rápida do que em cabos de fibra óptica e pode chegar a muito mais pessoas e lugares.

A maioria dos serviços de Internet por satélite provém, hoje em dia, de satélites geoestacionários únicos que orbitam o planeta a cerca de 35.000 km. O Starlink é uma constelação de múltiplos satélites que orbitam o planeta muito mais próximo da Terra, a cerca de 550 km, e cobrem todo o globo terrestre.

Como os satélites Starlink estão numa órbita baixa, o tempo dos dados de ida e volta entre o utilizador e o satélite – também conhecido como latência – é muito mais baixo do que com os satélites em órbita geoestacionária. Isto permite ao Starlink fornecer serviços como jogos online que normalmente não são possíveis em outros sistemas de banda larga por satélite.

A empresa Mãe SpaceX começou a lançar satélites em 2019, tendo chegado a África em 2021. A rede Starlink é constituida neste momento por mais de 2.400 pequenos satélites produzidos em massa em órbita terrestre baixa (LEO), que comunicam com transceivers terrestres designados.

A Starlink traz a tão necessária concorrência aos operadores de telecomunicações africanos, tais como MTN e Airtel, Vodacom, que terão eventualmente de melhorar a sua qualidade de Internet.

No entanto há quem questione o seu preço. Com um custo inicial do kit de 599 dólares (38.635 Mts) que inclui a antena parabólica Starlink , o modem e o router e um custo mensal de 110 dólares  (7.095 Mts)o sistema ficará caro para o bolso da grande maioria dos moçambicanos.

UBA regista um crescimento anual de 96%

O Banco UBA Moçambique SA publicou os seus resultados financeiros de 2021 que mostram um crescimento excepcional em todos os principais parâmetros de desempenho. A instituição refere que no exercício findo a 31 de Dezembro último os resultados operacionais apresentam um crescimento anual de 96%, correspondente a 238 milhões de meticais.

Em comunicado de imprensa, a fonte, explica que os ganhos antes do pagamento dos impostos apresentam um crescimento anual de 325 por cento, o equivalente a 159 milhões de meticais.

“Os resultados depois dos imposto passaram de uma perda de 96 milhões de meticais em 2020 e um lucro de 41 milhões em 2021. De igual modo, houve um crescimento notável nas principais rubricas do balanço, pois o total de activos apresentou um incremento anual de 65 por cento ( 7 094 milhões de meticais)”. frisa.

Para o administrador delegado do UBA Moçambique SA, Rotimi Morohunfola, ainda de acordo com o comunicado, 2021 foi um ano desafiante na maioria das frentes, com todos os ventos de proa associados à pandemia da Covid-19 ainda prevalecentes”.

“Contudo, apesar dos desafios, foi também um ano em que o UBA alcançou um importante marco histórico na execução da sua estratégia em Moçambique. Isto reflectiu-se obviamente no desempenho financeiro em todas as áreas”, disse.

Há condições para produção de trigo para consumo doméstico

Boa parte do trigo que abastecia o mercado nacional é proveniente da Rússia e Ucrânia dos países que se encontram em conflito, sendo que actualmente, a exportação do produto está restringida desde a invasão militar russa à Kiev,há cerca de três meses.

No entanto, a Federação das Associações Nacionais Agrárias considera que o País reúne condições para produzir trigo suficiente para o consumo doméstico, face a escassez deste cereal.

O Presidente da agremiação dos agricultores, Hernane Mussanhane, que falava em conferência de imprensa, explicou que o sector precisa de incentivos para tornar possível a produção do trigo internamente.

“Alternativas tem, mas na agricultura, as soluções não são imediatas. Temos que produzir mais e a questão do crédito, não cá para nós; 2% todo o crédito que é aprovado a nível de Moçambique é só para Agricultura. Como é que vamos dizer que a agricultura é uma prioridade? A agricultura precisa mesmo de apoios reais. Podemos produzir, há condições no país para produzir trigo, mas isso vai ser a médio e longo prazo”, afirmou.

O reajuste do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRPS), é outro elemento que pode contribuir para estimular o sector agrário, na visão dos agricultores.

MPME enfrentam desafios ligados a estrutura administrativa

Manuel Sithole, do Instituto Nacional de Petróleos (INP), realçou durante a feira internacional das MPME, em Maputo, a necessidade de regulamentar a obrigatoriedade do recurso ao conteúdo local, de modo a garantir a participação das PMEs nos projectos de gás.

“O desafio do Governo é de que, numa primeira fase, tenhamos 20% das contratações, sendo que a meta a médio prazo é chagar a 30 %”, explicou Manuel Sithole.

Entretanto, no mesmo evento, o vice-ministro da Economia e Finanças, Milton Tivane, garantiu que dentro de poucas semanas o Governo vai apreciar a proposta de Lei do Conteúdo Local.

Manuel Sithole, reconhece, no entanto, que as MPME moçambicanas ainda enfrentam desafios ligados à sua estrutura administrativa e qualidade de produção.

“As nossas empresas ainda têm problemas de gestão financeira, sistemas, meio ambiente, recursos humanos qualificados, saúde e segurança no trabalho, seguros, licenças para o desenvolvimento de actividades específicas e capacidade financeira”, detalhou, Sithole, tendo dito que esses são os principais elementos que têm dificultado a aprovação das MPME nos megaprojetos de petróleo e gás.

CTA propõe instalação de depósitos de combustíveis nos terminais dos transportes públicos

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) propõe como medida temporária a instalação depósitos de combustíveis nos terminais dos transportes públicos de passageiros para que os operadores privados possam abastecer em grupo e, deste modo, beneficiarem de preços mais acessíveis.

O presidente da CTA, Agostinho Vuma, acredita que a medida poderá permitir que os transportadores, organizados em associações, possam adquirir combustível ao mesmo preço que o distribuidor, que é inferior ao de venda ao público.

“Esta medida, a curto prazo, ajudaria a minimizar os impactos negativos da subida do preço de combustível sobre a economia, no geral, e tem o benefício adicional de apoiar na organização e formalização dos transportadores”, disse Vuma em conferência de imprensa.

Actualmente, o preço do distribuidor na estação de armazenagem é de 72,83 meticais o litro de diesel, contra 78,97 meticais de venda ao público, o que significaria, segundo Vuma, uma poupança de 6,14 meticais por litro.

A proposta, explicou Vuma, não visa “desestimular a actividade retalhista das gasolineiras, pois trata-se de uma medida temporária para minimizar o impacto da subida dos preços”.

Na estrutura actual do preço do combustível, o Governo decidiu aumentar a margem do distribuidor de 7,75 meticais para 8,25 meticais, por litro de gasolina, gasóleo e petróleo, como forma de compensar as perdas que as gasolineiras registam e recuperar o valor que deveria ter sido compensado.

Entretanto, o mesmo valor, segundo Vuma, continua inferior ao que seria necessário para o efeito. A CTA propõe ainda a redução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) pelo facto de ter um peso significativo na estrutura do preço final do combustível.

Mais de três mil viaturas são movidas a Gás no país

A cifra de viaturas que são movidas a Gás Natural Veicular (GNV) em Moçambique, está muito aquém daquilo que seria de desejar para amortizar os investimentos realizados pela Autogás, empresa vocacionada à distribuição e venda do gás natural para viaturas.

A Autogás diz que mais de três mil viaturas são movidas a Gás Natural Veicular (GNV) em Moçambique, e que durante os últimos 10 anos o uso do gás natural em veículos popou ao país a importação de cerca de 50 milhões de litros de combustíveis líquidos.

O preço do GNV é a proximadamente metade do preço actualmente particado na gasolina e do diesel em Mocambique.

Segundo o Director-Executivo da Autogás, João das Neves, o investimento total nos postos de Gás Natural Veicular e na conversão de viaturas que constituem o actual parque automóvel a circular a gás é de aproximadamente 400 milhões de meticais, sendo ainda necessário investir outros 3.100 milhões para fazer uma cobertura geoegráfica nacional.

De acordo com Director-Executivo, os postos de abastecimento de GNV estão instalados na região do Grande Maputo, que compreende os municípios de Maputo, Matola, Boane e a vila de Marracuene, e com uma capacidade instalada para servir mais de sete mil viaturas.

A Autogás considera que o gás natural é um produto 100% moçambicano, que se apresenta como a solução para a redução dos custos dos transportes e a redução da dependência dos preços dos combustíveis líquidos importados para além de ser muito menos poluente e mais amigo do ambiente.

Fitch Solutions diz que Moçambique deverá crescer 5,3%

De acordo com a consultora Fitch Solutions, detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings, Moçambique deverá registar um crescimento económico de 5,3%, acima da média de 4% registada nos anos anteriores à pandemia.

“O forte crescimento económico de Moçambique vai dar margem ao banco central para o aumento das taxas de juro este ano; antevemos que o PIB cresça 5,3% este ano, sustentado nos investimentos e na produção do setor do gás, e acima da média de 4% registada nos cinco anos anteriores à pandemia”, escrevem os analistas.

A consultora Fitch Solutions prevê que o Banco de Moçambique suba a taxa de juro para 15,75% este ano e 16,75% em 2023, combatendo a subida da inflação num contexto de aceleração económica.

“Na Fitch Solutions, antevemos que o Banco de Moçambique suba a taxa de juro num total de 250 pontos base, para 15,75% em 2022”, lê-se numa análise à política monetária do país, na qual se prevê também que a subida dos juros se mantenha em 2023, para terminar o próximo ano nos 16,75%.

O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique fez a sua última reunião a 19 de Maio e decidiu manter a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) em 15,25%.

“Esta decisão é sustentada pelas perspetivas de manutenção da inflação em um dígito (abaixo de 10%) no médio prazo, não obstante os elevados riscos e incertezas associados à estas projeções”, nomeadamente com a guerra na Ucrânia, justificou então.

Em Abril, a inflação anual “acelerou para 7,9%, contra 6,7% em Março, a refletir o aumento dos preços dos combustíveis e dos bens alimentares”.

“A inflação subjacente, que exclui os preços dos bens e serviços administrados e das frutas e vegetais, e que é impactada pela política monetária, mantém-se estável”, ou seja, “para o médio prazo, antevê-se a manutenção da inflação em um dígito, favorecida, em parte, pela estabilidade do metical”, moeda moçambicana.

Por outro lado, “mantêm-se as perspetivas de crescimento económico para 2022 e 2023”, com o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer 4,1% no primeiro trimestre de 2022 e com o Fundo Monetário Internacional a estimar um crescimento de 3,8% este ano e 5% em 2023.

A próxima reunião ordinária do Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique está agendada para 27 de Julho.

Wheat export restrictions worry CTA

The Confederation of Mozambican Economic Associations (CTA) says it is concerned about the looming global food crisis due to export restrictions on wheat resulting from the Russia/Ukraine war.

In addition to wheat, fifteen countries with a major impact on the world food market have banned the export of 25 different products, most notably corn, cooking oil and sugar.

The president of CTA, Agostinho Vuma, who was speaking, told journalists that there are fears that the list of countries to limit exports will increase in the near future.