Sunday, April 26, 2026
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MIREME oferece 30 bolsas de estudo para a área de petróleo e gás

Trinta jovens moçambicanos vão beneficiar-se de bolsas de estudo para a Malásia, disponibilizadas pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia. Os bolseiros serão formados em petróleo e gás num período de cinco anos.

A ida dos 30 bolseiros para a Malásia enquadra-se na estratégia do Governo de formação e capacitação técnico-profissional, com vista a garantir quadros qualificados para responder à demanda dos mega-projectos na área de petróleo e gás no país.

“Vinte dos 30 estudantes são provenientes das zonas onde decorrem os grandes projectos. Falo de distritos como Larde, Moma, Mocímboa da Praia e Palma. Portanto, façam valer o esforço, obtenham conhecimento e tragam-no para implementar no nosso país. Não se desviem do vosso propósito de estudo, não se deixem levar pela beleza exterior, permaneçam firmes”, apelou Marta Vieira, do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Por sua vez, os beneficiários das bolsas do programa que envolve o Governo e a Universidade de Petronas não esconderam a sua satisfação e prometem dar o melhor de si.

“Estaremos focados em nós próprios de modo a beneficiar o país e o povo. Vamos aproveitar o máximo a estudar e a colher ferramentas que impulsionam a indústria extractiva em Moçambique”, afirmou Érica Cupelo, beneficiária da bolsa.

“Quero orgulhar ainda mais os meus pais e o meu país. Não me vou desviar, vou focar-me a 100%. Quero contribuir de forma positiva para acelerar o desenvolvimento do país”, afirmou Darçai da Glora, beneficiária da bolsa.

Para os encarregados, esta oportunidade vem de bom agrado e motivo de orgulho. “Sinto-me orgulhoso de ver um filho atingir esse patamar. Segundo agradecer à organização pela grande oportunidade que dão ao meu filho e aos moçambicanos. Isto vai beneficiar a todos no fim das contas”, declarou Eduardo Manuel, encarregado.

“É fenomenal, como bem disseram. Foram muitos candidatos e a minha sobrinha ter conseguido estar nos 30 apurados é quase que inacreditável. Sentimo-nos honrados de verdade”, avançou António Rashid, encarregado.

Os bolseiros partem para a Malásia no próximo dia 4 e deverão permanecer naquele país durante cinco anos. O Governo comprometeu-se a criar condições para envolver os estudantes nos grandes projectos da indústria extractiva depois da formação.

Banco Mundial doa 15 milhões de dólares para recuperação de PME afectadas pelos ciclones

Governo, através de fundos alocados pelo Banco Mundial, vai conceder 15 milhões de dólares americanos, a título de donativo, a 600 Pequenas Médias Empresas (PME) afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth, nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Tete, Zambézia, Manica, Sofala e Inhambane.

O anúncio foi feito esta quarta-feira, 1 de Junho, na cidade de Pemba, em Cabo Delgado, pelo director executivo do Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclones (GREPOC), Luís Mandlate, no decurso de lançamento do programa de subvenções equivalentes.

Segundo foi explicado pelo consórcio das empresas contratadas pelo GREPOC, para assistência às PME em matéria de elaboração dos projectos de acesso aos fundos, os valores que cada interessado vai receber variam entre um e três milhões de meticais.

Segundo Wilson Tafinha, do consórcio de consultores, a PME que solicitar um milhão de meticais terá apenas de comparticipar com 15% do valor, enquanto aqueles que solicitarem três milhões de meticais terão de entrar com 30% do valor.

O programa de subvenções tem a duração de 36 meses, a contar a partir de Dezembro de 2021.

ENH lança plataformas digitais para divulgação de oportunidades na indústria de petróleo e gás

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) lançou esta quinta-feira, 2 de Junho, duas ferramentas digitais que visam facilitar o acesso a informação e aumentar as oportunidades de participação do empresariado nacional na indústria de Petróleo e Gás.

Trata-se do “ENH MAP View”, um portal de visualização e consulta de dados geológicos e geofísicos em blocos de pesquisa e produção, assim como dados de distribuição e consumo de hidrocarbonetos em Moçambique. Já, o Portal de Fornecedores permite o cadastro on-line de prestadores de serviços e a abrangência a diversos fornecedores, com realce para as PMEs nacionais, para a provisão de serviços à ENH e, subsequentemente, à indústria.

As duas plataformas foram lançadas durante a 8.ª edição da ‘Conferência e Exposição de Moçambique sobre Mineração, Petróleo & Gás e Energia’ (MMEC), que decorre desde esta quinta-feira, em Maputo, capital do País.

Segundo Rudêncio Morais, administrador de pesquisa e produção na ENH, as plataformas pretendem criar condições de investimentos neste sector. “A plataforma ENH MAP View permite o acesso rápido aos concursos realizados em Moçambique. Permite ainda fazer uma visualização rápida bem como trazer a transparência dos concursos divulgados pela ENH e de toda indústria de petróleo e gás em Moçambique”, explicou o administrador.

Não obstante, a ENH considera que as duas plataformas são uma fonte de resposta para que as entidades ligadas ao sector de Oil & Gas possam trazer mais transparência no processo de pesquisa e adjudicação de bens e serviços com as empresas moçambicanas.

“O portal de fornecedores irá permitir também fazer uma análise estatística das oportunidades que as Pequenas e Média Empresas (PME) têm no sector de hidrocarbonetos com vista a fazermos um plano de capacitações para que haja uma maior inclusão”, salientou.

A 8.ª edição da Conferência e Exposição de Moçambique sobre Mineração, Petróleo & Gás e Energia (MMEC) decorre sob o lema “Desenvolvimento Sustentável em toda a Cadeia de Valor Mineral e Energético, Rumo a um futuro com baixas emissões de carbono”.

HCB atingiu 10.2 mil milhões de meticais no exercício económico de 2021

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) registou o maior resultado líquido de sempre no exercício económico de 2021, ao atingir 10.2 mil milhões de meticais.

O feito resulta do aumento das vendas em 12.5%, de acordo com um comunicado de imprensa da Hidroeléctrica de Cahora Bassa.

Do resultado Líquido do Exercício de 2021, 36.4% será aplicado no pagamento de dividendos aos accionistas, e 63.6% para resultados transitados, indica o documento.

Taxa de juro de referência volta a subir e chega a 20,6%

A taxa de juro de referência (‘prime rate’) para as operações de crédito em Moçambique vai subir 150 pontos base para 20,6%, a vigorar durante este mês, anunciou a Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

Ataxa calculada mensalmente pela AMB e pelo Banco de Moçambique (BM) tem por base um indexante único (calculado pelo banco central) que sobe de 13,8% para 15,3% e um prémio de custo de 5,3% (definido pela AMB) que se mantém inalterado.

Este é o segundo aumento consecutivo desde que o BM decidiu, no final de março, aumentar a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO, que influencia a fórmula de cálculo da ‘prime rate’) para controlar a inflação.

A inflação homóloga em Moçambique subiu para 7,9% em Maio, o valor mais alto dos últimos quatro anos e meio, mas o BM prevê que se mantenha a “um dígito (abaixo de 10%) no médio prazo”.

A ‘prime rate’ estava fixada em 18,6% desde outubro de 2021, subiu para 19,1% em maio e para 20,6% em Junho.

A criação da ‘prime rate’ foi acordada há cinco anos entre o banco central e a AMB para eliminar a proliferação de taxas de referência no custo do dinheiro. Na altura, foi lançada com um valor de 27,75% e desceu 715 pontos base desde então.

O objectivo é que todas as operações de crédito sejam baseadas numa taxa única, “acrescida de uma margem (spread), que será adicionada ou subtraída à ‘prime rate’ mediante a análise de risco” de cada contrato, explicaram os promotores.

ENI procura fornecedor de serviços logísticos para Área 4

A Eni Rovuma Basin está à busca de firmas que possam fornecer uma Base Logística e Serviços Logísticos Integrados, para Pemba província de Cabo Delgado de forma a apoiar actividades Logísticas das operações a montante da Área 4.

De acordo com o anúncio publicado há dias, o âmbito do trabalho consiste no fornecimento de uma Base Logística em regime de aluguer permanente com acesso a Cais Marítimo (adjacente à base logística) e serviços logísticos, mas não limitado ao fornecimento de equipamento de elevação (gruas, empilhadeiras) transporte terrestre (camiões e reboques), unidades de carga offshore, ou em mar (CCU), acessórios de elevação, serviços de limpezas de tanques de embarcações, fornecimento de mão­de­obra, serviços de inspecção e recertificação, serviços de autoridade portuária (transferência de carga), água de perfuração/água doce e consumíveis para apoiar continuamente as actividades operacionais da Companhia, principalmente em Pemba.

De acordo com a Crata de Moçambique, todos serviços devem incluir toda manutenção nas instalações da base logística, áreas abertas e cais marítimo para apoiar continuamente as actividades da companhia. A Base Logística e o Cais Marítimo devem ser conectados à rede rodoviária, permitindo o trânsito e movimentação segura de camiões pesados e equipamentos de manuseio de materiais. As vias de acesso a base logística e ao cais marítimo serão objecto de avaliação técnica e deverão ser construídas ou mantidas pela contratada em condições de fácil entrada e saída em todas condições climáticas durante toda vigência do contrato.

A Eni requere uma Base Logística com uma ára total inicialmente estimada em 35. 000m² (excluindo estradas de acesso), com possibilidade de extensões (de preferência adjacentes), e um total pelo menos de cerca de 25. 000m² adicionais completa com drenagem adequada e totalmente vedada, incluindo armazéns.

Serviços serão disponibilizados a partir de 2023

De acordo com o anúncio, prevê­se que os serviços sejam disponibilizados de forma indicativa a partir do início do segundo trimestre de 2023, por um período de 120 meses, mais duas prorrogações opcionais de 60 meses. A Eni busca empresas com alvará que ateste o registo do fornecedor em Moçambique e para o fornecimento dos serviços logísticos solicitados, para além de experiência comprovada no fornecimento da Base Logística, Cais Marítimo e Serviços Logísticos, entre tantos outros requisitos.

O bloco de águas profundas da Área 4 contém mais de 85 biliões de pés cúbicos de gás natural, que fornecerá recursos para um projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL), o Coral Sul FLNG de classe mundial, cuja a plataforma já se encontra ancorada em Cabo Delgado e prevê­se que inicie a produção em meados de 2022 corrente. A ExxonMobil está a liderar a construção e operação de liquefação de gás natural e instalações conexas em representação da Mozambique Rovuma Venture (MRV), a Eni está a liderar a construção e operação de instalações a montante.

A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture S.P.A (MRV) uma joint venture detida pela Eni, ExxnonMobil e CNPC, que detém uma participação de 70% no contrato de concessão de exploração e produção da área 4. Além da MRV, cada uma das empresas Galp, a KOGAS e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P. detêm na Área 4 uma participação de 10%.

Maputo cresceu 2.9% na campanha agrária 2020-2021

A província de Maputo alcançou um crescimento de 2.9 por cento na campanha agrária 2020-2021, mercê de um incremento na produção total de diversas culturas alimentares e de rendimento.

O incremento representa cerca de 4.4 milhões de toneladas, tornando a província auto-suficiente em vários produtos agrícolas, incluindo o alargamento do portefólio de avicultura, onde registou-se um crescimento anual de 2.7 por cento com a produção de frangos.

Os resultados desta campanha estão atrelados ao programa SUSTENTA, que galvaniza as cadeias de valor existentes.

Os números foram partilhados, há dias, pelo Governador provincial, Júlio Paruque, em conversa com a população do distrito de Marracuene, no âmbito da comercialização agrícola em curso no país, recentemente lançada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

“Queremos partilhar que na campanha agrária 2020-2021 a nossa província cresceu 2.9 por cento. Neste momento somos auto-suficientes na produção do frango”, disse.

Há condições para transição de produção de energia para fontes renováveis

A Associação Lusófona de Energias Renováveis diz haver condições favoráveis em Moçambique, para a transição de produção de energia para fontes renováveis.

O posicionamento foi manifestado na cidade de Maputo, num Seminário sobre armazenamento e integração de energias renováveis na rede de Moçambique.

O porta-voz do evento, Pedro Coutinho, disse em entrevista que Moçambique já deu passos significativos tanto na legislação, quanto nas infra-estruturas de armazenamento de energia.

Na ocasião, a representante da União Europeia,  Verlee Smet, referiu que o Bloco europeu está comprometido em apoiar Moçambique no acesso a energia.

Mulheres devem ser mais atrevidas nos negócios

A Primeira Feira Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (FIMPME), que teve lugar nos dia 25 e 26 de Maio, em Maputo, promoveu vários debates sobre o contributo das PME’s na consolidação da economia.

Um dos temas que era aguardado com muita expectativa estava agendado para o último dia: Empreendedorismo Femenino, Desafios e Oportunidades. Numa das suas primeiras intervenções Isa Macaringue, Embaixadora da ICEF, disse que é preciso começar a pensar fora da caixa e procurar soluções estruturantes para as mulheres terem um financiamento, porque este tem sido um dos grandes problemas enfrentado por esta camada social no mundo dos negócios.

Macaringue, disse ainda que é preciso olhar para o ciclo do empreendedorismo e apoiar as mulheres empresárias, para que elas possam ter condições de criar negócios mais robustos.

Durante o debate, as painelistas concordaram que as mulheres precisam ser mais atrevidas no mundo dos negócios, como os homens, e entrarem também no negócio dos mega­projectos de petróleo e gás.

Micro-empresas retomam actividades em Cabo Delgado

Cerca de cento e cinquenta micro-empresas que se beneficiaram de financiamento da linha de crédito bonificado, inserido no programa de relançamento do sector privado, já retomaram as suas actividaes nas regiões norte e centro de Cabo Delgado.

O objectivo deste financiamento é dinamizar a economia rural nas zonas outrora afectadas pelo terrorismo na província de Cabo Delgado.

Mahamud Irásh, presidente do Conselho empresarial provincial disse que embora de forma tímida há retorno das micro-empresas às zonas de origem.

“Já se fala de 154 beneficiários, desses, maior número está em Metuge porque nesses outros distritos ninguém se atreve a dar financiamento “, disse.

Refira-se que devido ao terrorismo, mais de quatro mil e novecentas empresas foram directamente afectadas em Cabo Delgado.