Tuesday, September 8, 2026
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Produção hidro-energética: HCB atinge 7.965 GWh no primeiro semestre  

Em comunicado a HCB refere que trata-se de uma produção hidroenergética alcançada sem ocorrência de acidentes de trabalho e que ultrapassa as expectativas mais optimistas mercê da disponibilidade hídrica e dos equipamentos de produção, conversão e transporte de energia, e do desempenho dos recursos humanos.

“A produção do 1º semestre de 2022, traduz-se em receitas bastante significativas e relevantes para o financiamento dos projectos de reabilitação que estão a decorrer em toda a cadeia de produção. Por outro lado, permitem que Cabora Bassa continue a ser um activo estratégico e valioso na matriz energética nacional e regional, e no desenvolvimento sócio-económico de Moçambique através das contribuições que presta para a economia. Temos o dever de gerir e operar a empresa de forma criteriosa, responsável e transparente para que alcance os seus objectivos” referiu Boavida Muhambe, presidente do conselho de administração, citado no comunicado.

No tocante a modernização do parque electroprodutor, o empreendimento segue com os projectos de reabilitação programados ao nível dos cinco grupos geradores com capacidade instalada de 2075 MW, cujas intervenções poderão levar ao incremento da potência nominal de cada grupo.

No domínio dos equipamentos de conversão e transporte, passos subsequentes estão a ser concretizados para que se entre na fase 3 do projecto de reabilitação da Subestação Conversora de Songo, brownfield-3, que não só irá incrementar a vida útil dos equipamentos, como também melhorar os seus indicadores de performance para níveis de padrões internacionais.

Em relação aos recursos hídricos da Albufeira, refere o documento que a 30 de Junho de 2022, a cota situava-se em 324,63 metros acima do nível médio das águas do mar, que corresponde a 93% da sua capacidade útil de armazenamento, permitindo assim, o normal funcionamento do empreendimento e a implementação dos planos de exploração da Central de produção.

A HCB diz ainda que o alcance destes níveis de armazenamento resulta das medidas criteriosas adoptadas durante a última época chuvosa, em que, diante da ocorrência da tempestade tropical Ana, em Janeiro, e da depressão tropical Dumako, em Fevereiro, não foram efectuadas descargas adicionais, contribuindo para a minimização dos impactos das cheias e inundações no Baixo Zambeze.

No que concerne as acções da HCB na Bolsa de Valores de Moçambique, durante o 1º semestre do ano tiveram um desempenho abaixo do preço da Oferta Pública de Venda realizada no ano de 2019, exceptuando a primeira quinzena do mês de Janeiro, em que se manteve firme na casa dos três meticais por acção.

Contudo, as acções continuam apetecíveis no mercado secundário gerando transacções consideráveis, sendo que a 11 de Julho corrente, a empresa procede ao pagamento de dividendos no valor de 3,7 mil milhões de meticais, o que corresponde a 36,4% dos lucros da Empresa. “Este montante de dividendo representa um incremento de 26% se comparados aos valores pagos em 2021”, pode ler-se no comunicado.

M-pesa, mkesh e e-Mola já estão interligadas

A realização de pagamentos através de meios electrónicos estava condicionada pela falta desta interligação. O que reduzia a utilização dos meios electrónicos de pagamentos e afectava grandemente o acesso a serviços financeiros e o seu uso pela maioria da população.

A interligação das operações do mkesh, m-pesa e e-Mola, assinala uma etapa marcante que impulsionará a expansão dos serviços financeiros.

Esta realização permite o alcance de uma das principais metas da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira 2016-2022, que certamente dará um inegável contributo para a dinamização dos pagamentos electrónicos no país.

Vodacom aposta na inovação tecnológica para melhor servir os clientes

Para a manutenção deste desiderato, a Vodacom tem diversos desafios, entre os quais a expansão da rede, a implementação do 5G e o investimento na Internet das Coisas (IoT). Em 2022 a operadora continuará a expandir a sua rede 4G para cerca de 400 estações onde actualmente esta tecnologia não está disponível, consolidando o seu posicionamento como a operadora com mais estações 4G em Moçambique.

Até Março de 2023, a Vodacom tem planeada a instalação de 200 novas estações rurais distribuidas pelas diversas províncias. Estas serão completamente alimentadas por energia solar, o que por sua vez revela o seu compromisso em, cada vez mais, adoptar energias renováveis nas suas soluções.

A Vodacom está a investir na tecnologia 5G buscando um melhor tempo de processamento de downloads e uploads, uma maior velocidade na transferência de dados por segundo e uma economia de até 90% no consumo de energia dos aparelhos. Para além disso, a operadora está também a investir na Internet das Coisas (IoT), uma solução que oferece um conjunto de aplicações para diversos sectores, incluindo o desenvolvimento de cidades inteligentes.

O Município de Chimoio, na província de Manica já está a fazer uso das soluções IoT da Vodacom, para garantir uma gestão sustentável e em tempo real de activos.

Ainda neste ano, a Vodacom planeia instalar mais de 500km de fibra óptica. Faz parte da ambição da operadora ligar Maputo a Palma por uma infraestrutura de rede de fibra óptica capaz de atender às suas actuais necessidades, bem como aos desafios que a rede 5G irá trazer.

Como forma de dar a sua contribuição no uso das plataformas digitais e tecnológicas na sociedade moçambicana, a operadora de telefonia móvel apostou no programa “Faz Crescer”. Com esta iniciativa, a operadora está a apetrechar diferentes unidades de ensino secundário do país com laboratórios digitais, equipados com computadores e internet gratuita.  No ano passado foram equipadas 50 escolas, o que impactou positivamente a vida de 24.638 alunos e professores que são beneficiários directos dos laboratórios de informática e da conectividade, usados durante as aulas de TIC. Através deste projecto, a Vodacom pretende que, até 2025, pelo menos 100 escolas estejam apetrechadas com computadores e internet gratuita, beneficiando 600.000 pessoas, entre alunos, professores e outros membros das comunidades.

Actualmente, a Vodacom emprega cerca de 400 colaboradores nas áreas tecnológicas, dos quais 90 são mulheres. Para despertar o interesse das mulheres pelas áreas tecnológicas, a operadora desenvolveu vários programas para promover as mulheres em carreiras nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). O Code Like a Girl, uma iniciativa que capacita raparigas, com vista a aumentar o seu conhecimento e habilidades, através de aulas gratuitas de programação.

A par desta iniciativa, lançou o projecto “Ciência é TudoBom para mim também”, para incentivar as estudantes do ensino secundário, em especial da 10ª classe, a considerarem alternativas profissionais nas áreas do STEM, através da promoção de palestras de orientação vocacional, realizadas por colaboradoras da Vodacom com formação nestas áreas. A operadora lançou, igualmente, o programa “Eu Sou a Cara da Tecnologia”, com o objectivo de levar a mulher à vanguarda nesta área, desconstruindo a ideia segundo a qual o homem é o padrão quando se fala de tecnologias.

A Vodacom é, neste momento, a operadora que mantém o país conectado com nuvens VMware privadas, o que confere à telefonia mais agilidade nos serviços oferecidos aos clientes, num mercado cada vez mais competitivo. Aliás, a operadora venceu a 17ª edição do prémio VMware 2021 para África, que reconhece as realizações notáveis dos seus clientes na solução de problemas de negócios, usando a tecnologia VMware. A Vodacom recebeu o prémio por fornecer soluções de voz e dados digitais superiores, por meio do desenvolvimento de aplicativos ágeis e flexíveis para a sua crescente base de clientes.

Fruto destas inovações, o relatório de uma auditoria realizada este ano junto das três operadoras que actuam no país, pela Umlaut – firma alemã líder em testes de rede móvel e avaliação comparativa,  classificou a Vodacom como a operadora com a mais alta pontuação nos serviços de voz e dados.

“A Vodacom Moçambique continua na vanguarda em termos de oferta de produtos e serviços que satisfazem a crescente demanda dos clientes por soluções transformadoras. Somos o principal fornecedor de rede móvel no país, com mais de sete milhões de assinantes. Desde a nossa implantação, em 2003, definimos como principal objectivo fornecer um serviço móvel e de dados confiável, assim como introduzir novas tecnologias de comunicação, para beneficiar Moçambique e os moçambicanos”,  disse Rui Lousã, Chefe Executivo de Tecnologias da Vodacom Moçambique.

A fonte concluiu que “Estamos a caminhar para a transformação digital, que irá impactar na melhoria dos nossos serviços e canais de atendimento, com vista a aprimorarmos a experiência dos nossos clientes. Para que isto possa acontecer, temos estado a investir nos últimos 3 anos na “construção” de uma nova área  dentro da Vodacom, dedicada ao desenvolvimento de Software. Acreditamos no talento local e, por isso, temos tentado recrutar os melhores talentos do mercado local bem como nos associado em vários programas de treinamento com parceiros estrangeiros como a AWS e a Cloud Guru, de modo a que possamos retreinar parte da nossa equipa nestas novas tecnologias.Temos também disponibilizado algum destes programas para o público em geral, como recentemente a parceria com a Udacity onde disponibilizamos “bolsas de estudo” para mulheres moçambicanas entre os 20 e os 35 anos.”.

FMI pode dar uma ajuda financeira extra ao país

Abebe Selassie, director do departamento africano do Fundo Monetário Internacional (FMI), disse que a instituição que representa pode dar uma ajuda financeira extra e deu nota positiva às medidas anunciadas.

“Acho que a direção que Moçambique tem tomado está certa”, disse.

O FMI aprovou em 9 de Maio um novo programa de financiamento para Moçambique, no valor de 470 milhões de dólares até 2025, sendo 91 milhões de dólares disponibilizados de imediato.

“Reconhecemos estes desafios e estamos prontos para ajudar os governos, inclusivamente com financiamento adicional” em torno de medidas que possam “amortecer os efeitos desta crise sobre os mais vulneráveis”, referiu.

“Esta crise do custo de vida afecta a população de forma amplificada aqui, porque as pessoas tem menos recursos e resiliência para enfrentar um choque destes”, disse.

Selassie visita Moçambique “para saber mais sobre a situação no país e para o transmitir à administração” do FMI.

Governo mobiliza mais de 100 milhões de dólares para fazer face à inflação

“O Governo mobilizou recursos para assegurar que haja estabilidade nos preços dos transportes públicos, tendo já 50 milhões de dólares para este fim”, disse Max Tonela, ministro da Economia e Finanças.

Max Tonela falava numa conferência de imprensa com Abebe Selassie, Director do departamento africano do Fundo Monetário Internacional (FMI), que visita Moçambique para avaliar o cenário e conhecer as medidas do Governo.

O ministro da Economia e Finanças, atribuiu pela primeira vez um número ao “subsídio ao passageiro” que já vem sendo anunciado desde há uma semana pelas autoridades moçambicanas, mas sobre o qual se aguardam pormenores quanto à aplicação.

“Mesmo que haja incrementos adicionais” no preço dos combustíveis, “as populações nos centros urbanos” estarão “protegidas, pelo menos nos próximos seis meses”, referiu o Tonela, numa perspetiva de a situação, entretanto, melhorar – ou seja, de o petróleo voltar a negociar abaixo dos 100 dólares por barril.

“Além disso, mobilizámos 85 milhões de dólares” para “financiar famílias mais desfavorecidas, aumentando os números de agregados abrangidos e o valor a atribuir” no âmbito dos apoios sociais do Estado, sobretudo nas zonas periurbanas e rurais.

Estas medidas juntam-se a reformulações no cálculo do preço dos combustíveis, decididas pelo Governo desde março para mitigar os três aumentos deste ano, salientou Tonela, acrescentando que outros apoios podem ser discutidos.

Max Tonela diz que fundo soberano pode ser aprovado este ano  

Max Tonela, revelou que a perspetiva é que o Governo possa apreciar a proposta e enviá-la para aprovação no parlamento, mesmo antes da reabertura da segunda sessão plenária de 2022, agendada para o próximo mês de Outubro.

O governante assegurou que o fundo poderá ser “aprovado ainda no decurso deste ano”. Sabe-se que Moçambique esta na iminência de efectuar ainda este ano a primeira exportação de gás natural das reservas do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo.

A proposta de criação redigida pelo banco central e divulgada em 2020 prevê os seguintes objectivos, “acumular poupança” e “contribuir para a estabilização fiscal do país”, com regras de transparência e prestação de contas. O fundo passará por um período de maturação até ao vigésimo ano.

BCI presents new agribusiness financing solutions

In his speech, the coordinator of the Specialized Business Office of BCI, Anésio Guambe, presented the available financing lines, namely the BCI Agribusiness Line, of low cost, directed to individual entrepreneurs, Small and Medium Enterprises (SME) from Mozambique, with predominant activity in the agricultural sector, throughout the national territory.

Anésio Guambe, meanwhile, focused on the lines of renewable energy, highlighting its application for agriculture (power generation for irrigation systems, agro-processing, conservation, among others).

In this context, Guambe spoke of the BCI SUPER Credit Line: aimed at entrepreneurs in individual name, Micro, Small Medium and Large Enterprises, with a view to the acquisition of renewable energy equipment for productive use in the agribusiness industry (agriculture and agro-processing) in the country. The Eco Ambiental line; the Agro Garante, and the line established with the IAM – Mozambique Almond Institute (then Linha INCAJU), where the interest rates, starting at 7.5% a year, stand out.

The coordinator of the Specialized Business Office of BCI, also addressed the FECOP Line, a guarantee fund to support investment projects promoted by micro-enterprises, associations and cooperatives of producers and Mozambican SMEs.

BCI apresenta linhas de financiamento ao agronegócio

Na sua intervenção, o coordenador do Gabinete de Negócio Especializado do BCI, Anésio Guambe, apresentou as linhas de financiamento disponíveis, nomeadamente a Linha Agronegócios BCI, de baixo custo, dirigida a empresários em nome individual, Pequenas e Médias Empresas (PMEs) moçambicanas, com actividade predominante no sector agrícola, em todo o território nacional.

Anésio Guambe, focalizou, entretanto, as linhas das energias renováveis, destacando a sua aplicação para a agricultura (geração de energia para sistemas de irrigação, agro-processamento, conservação, entre outros).

Neste contexto, Guambe falou da Linha de Crédito BCI SUPER: destinada a empresários em nome Individual, Micro, Pequenas Médias Empresas e Grandes Empresas, com vista à aquisição de equipamentos de energias renováveis para uso produtivo no ramo de agronegócios (agricultura e processamento agro-alimentar) no país. Da linha Eco Ambiental; do Agro Garante, e da linha estabelecida com o IAM – Instituto de Amêndoas de Moçambique (então Linha INCAJU), em que se destacam as taxas de juro, a partir de 7,5% ao ano.

O coordenador do Gabinete de Negócio Especializado do BCI, abordou igualmente da Linha FECOP, um fundo de garantia para apoiar projectos de investimento promovidos por microempresas, associações e cooperativas de produtores e por PMEs moçambicanas.

Energy projects sustain growth prospects in the order of 3.0%

According to the Bank of Mozambique (BM), this growth will be sustained by the start-up of energy projects in Temane, province of Inhambane, and in the Rovuma basin, province of Cabo Delgado.

A particular aspect is the resumption of the support of the International Monetary Fund (IMF) to Mozambique, which will help to strengthen the State Budget, relieve the public debt and the pressure on the exchange rate, something that may contribute to a quick recovery of the economy.

Emílio Rundo of Banco de Moçambique explained that the stability of the Metical against the dollar, which has raised questions, is occurring a relative comfort in the foreign exchange market that contributes to the stability of the exchange rate, mainly explained by the confidence and fluidity of foreign exchange, translated by a balance in demand and supply.

Projectos energéticos sustentam perspectivas de crescimento na ordem de 3,0%

Segundo o Banco de Moçambique (BM), este crescimento será sustentado pelo arranque de projectos energéticos em Temane, província de Inhambane, e na bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado.

Um aspecto particular é a retoma do apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Moçambique, que vai ajudar a reforçar o Orçamento do Estado, aliviar a dívida pública e a pressão sobre a taxa de câmbio, algo que poderá concorrer para uma recuperação  rápida da economia.

Emílio Rundo do Banco de Moçambique, explicou que a estabilidade do Metical face ao dólar, que tem levantado questionamentos, está a ocorrer um conforto relativo no mercado cambial que concorre para a estabilidade da taxa de câmbio, fundamentalmente explicado pela confiança e fluidez de divisas, traduzido por um equilíbrio na procura e oferta.