Sunday, April 26, 2026
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Gás natural coloca Moçambique num lugar privilegiado no mercado global

O Director de Projectos e Desenvolvimento, no Instituto Nacional de Petróleo, Nazário Bangalane, defende que o gás natural de Moçambique pode ser usada como alternativa no processo de transição energética mundial.

Nazário Bangalane falava à Rádio Moçambique após participar num painel que discutiu em Estocolmo, na Suécia, o tema “Transição Justa- O Caminho para um planeta saudável para a prosperidade de Todos”.

“Estudos apontam que o gás natural, na verdade, continuará a jogar um papel fundamental durante um período considerável, tomando em consideração que estamos perante um hidrocarboneto menos poluente. Portanto as grandes descobertas de gás natural na bacia do Rovuma asseguram um lugar privilegiado para Moçambique no mercado global e é oportuna a sua comercialização, usando esta janela de transição energética que está sendo falada a nível mundial e principalmente aqui nesta a conferência de Estocolmo”, afirmou.

Bangalane referiu ainda que as companhias petrolíferas que operam em Moçambique aderiram às iniciativas globais para a eliminação ou redução de emissão de carbono para a atmosfera.

Um relatório da empresa de pesquisa Bloomberg, refere que o investimento global na transição energética totalizou o recorde de setecentos e cinquenta e cinco bilhões de dólares em 2021.

O mesmo documento sublinha que para se alcançarem os objectivos de neutralidade de carbono, os investimentos devem ser triplicados  até dois mil e vinte e cinco.

A Conferência Internacional do Clima, de  Estocolmo, evento co-organizado pelos governos do Quénia e da Suécia, terminou esta sexta-feira.

Mais de 80 mil sistemas solares domésticos foram montados no país

No âmbito da implementação do Programa BRILHO, a SNV Moçambique atingiu até ao primeiro trimestre de 2022 a instalação de mais de 81.000 sistemas solares domésticos e perto de 30.000 soluções de cozinha melhorada do Rovuma a Maputo, representando um total de 550.000 moçambicanos, em todas as províncias, com acesso à energia eléctrica e térmica.

Estes dados foram apresentados por Javier Ayala, Líder do Sector de Energia da SNV Moçambique e Gestor do programa BRILHO, no Centro de Conferências Joaquim, durante a 8ª Edição da Conferência e Exposição de Mineração, Petróleo e Gás e Energia de Moçambique (MMEC),

A SNV acredita que o sector privado tem um papel crucial para atingir o objectivo do acesso universal à energia até 2030. Neste sentido, apoia financeiramente e tecnicamente iniciativas de negócio de forma a mitigar o risco e acelerar as iniciativas empresariais que têm por objectivo obter retornos comerciais competitivos e fornecer soluções energéticas acessíveis e qualidade em mercados emergentes fora da rede.

O Programa BRILHO como parte do seu mandato apoia a criação e melhoria do ambiente de negócios no sector de energia fora da rede. Em 2021, o programa sob a liderança do Governo de Moçambique (GdM), representado pelo MIREME, ARENE e FUNAE, apoiou o desenvolvimento do primeiro Regulamento de Acesso à Energia Fora da Rede de Moçambique, aprovado pelo Presidente e Conselho de Ministros através de um decreto nacional em 14 de setembro de 2021. Actualmente os esforços do programa, nesta área, estão focados na elaboração e operacionalização de regulamentos técnicos complementares.

Lançado em 2019, o programa conta com o financiamento de cerca de £29,3 milhões do Foreign, Commonwealth & Development Office (FCDO) do Reino Unido e a Agência Sueca de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (SIDA) e visa estimular o fornecimento ao sector privado de produtos energéticos de qualidade e a preços acessíveis fora da rede e serviços para melhorar a vida das pessoas de baixos rendimentos em Moçambique.

Espera-se que com programa até 2024, Moçambique tenha acesso à energia de qualidade através de: Soluções de Cozinha melhoradas, incluindo cozinhas de biomassa melhoradas, biogás, etanol e fogões eléctricos, beneficiando 975.000 pessoas; Soluções de Eletrificação Fora da Rede, incluindo Sistemas Solares Domésticos (SHS) e Mini-Redes Verdes (GMG), beneficiando 920.000 pessoas; E Utilização produtiva de soluções energéticas fora da rede, beneficiando 17.000 pequenas empresas comerciais.

Sobre a SNV Moçambique

SNV, Organização Holandesa de Desenvolvimento é uma ONG que trabalha directamente com comunidades vulneráveis bem com governo e com sector privado em 24 países, com objectivo de aumentar a renda das pessoas e o acesso a serviços básicos nos sectores de Agricultura, Energia e água. Presente em Moçambique desde 1995, a SNV já impactou mais de 6 milhões de pessoas em todo país.

Implementado por a SNV, o BRILHO é um programa de 5 anos, com cobertura nacional, que catalisará o mercado energético fora da rede em Moçambique, promovendo e apoiando iniciativas de negócio que podem fornecer soluções energéticas limpas e acessíveis à população e às empresas, de forma competitiva e sustentável. O BRILHO é financiado pelo Foreign, Commonwealth & Development Office (FCDO) e a Agência Sueca de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (SIDA).

Empresários moçambicanos querem parcerias do sector privado norte-americano

Empresários moçambicanos buscam parcerias do sector privado norte-americano de modo a viabilizar vários projectos de investimento, avaliados em cerca de 43 milhões de dólares, no país.

É com os olhos postos no alcance deste objectivo que empresários moçambicanos, representados pela Associação de Jovens Empreendedores (ANJE) tomaram parte na Conferência Mundial de Franchising, em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.

O Presidente da ANJE, Lineu Candeeiro, diz que, nesta perspectiva, uma delegação de empresários norte-americanos estará, em Moçambique, este semestre, para avaliar as condições de investimento de modo a que sejam firmadas as referidas parcerias.

Lineu Candeeiro diz que a maioria dos projectos existentes são de jovens empresários que pretendem implantar ou representar marcas e produtos norte-americanos, em Moçambique.

A Conferência Mundial de Franchising reuniu, em Nova Iorque, representantes de mais de duzentas marcas de todo o mundo para a partilha de experiências sobre a cedência de patentes.

Petróleo e gás: Moçambique poderá colectar em receitas até 100 biliões de dólares

A representante do Instituto Nacional de Petróleos (INP),  Natália Camba, falando na Conferência e Exposição sobre Mineração, Petróleo, Gás e Energia, avançou que num horizonte de 20 anos, Moçambique poderá colectar, em receitas, até 100 biliões de dólares.

Camba defende que  o sector bancário deve criar linhas de crédito bonificadas, para que as Pequenas e Médias Empresas (PME) consigam responder às oportunidades no sector de petróleo e gás.

Só nos últimos anos, o sector angariou cerca de 50 biliões de dólares e o apetite das PME em relação às oportunidades na indústria do petróleo e gás é cada vez maior.

O Instituto Nacional de Petróleos, convida ainda os bancos a financiarem, activamente, as empresas nacionais, para que sejam elegíveis a fazer parte da cadeia do gás natural.

“O crédito é elevado, então a banca tem um papel importante neste processo de acesso ao financiamento, e há muitas opções levadas a cabo por muitas entidades em que a banca participa, criando alguns fundos de maneio”, esclareceu a representante do INP.

ENI: Gás da Coral Sul já no segundo semestre deste ano

De acordo com o Director Técnico da ENI, Ivan Codgnotto a implementação do projecto Coral Sul está a decorrer de acordo com o plano original e o Gás começará a ser carregado no segundo semestre deste ano.

Numa apresentação que decorreu no passado dia 2 de Junho, durante a conferência MMEC o Director Técnico da ENI, fez um ponto de situação muito positivo relativamente ao calendário de implementação do projecto Coral FLNG.

“Nem os desafios que a pandemia trouxe a todos os níveis, atrasaram as operações nos diversos países”, o que segundo o representante ”demonstra a resiliência da parceria do consórcio da Área 4 liderado pela ENI”, acrescentou.

“Tivemos diversas dificuldades nos últimos anos passados, mas apesar disso o projecto manteve-se dentro dos prazos definidos”, referiu Codognotto. “Estamos comprometidos a entregar Gás na segunda metade de 2022”, prometeu, referido ainda o papel importante que teve o apoio do Governo de Moçambique, as Autoridades e do Povo Moçambicano.

Consórcio da Área 4

O consórcio de exploração da Área 4, num campo de 13.235 km² em águas ultra-profundas é composto pelas seguintes entidades e percentagens:

O projeto Coral Sul

O projecto Coral Sul consiste na construção de uma unidade flutante de liquefacção de gás natural (FLNG) que será alocada na parte sul da descoberta de Coral, a qual está exclusivamente localizada na Área 4, que contém cerca de 16 tcf de gás natural.

A unidade flutuante terá uma capacidade superior a 3,4 milhões de toneladas por ano (mtpa) de gás natural liquefeito (GNL), e será conectada a seis poços.

A Decisão Final de Investimento (FID) no projecto foi tomada pelo consórcio em 2017, tendo os parceiros assinado o contrato de Engenharia, Aprovisionamento, Construção, Instalação e Comissionamento (EPCIC) para a unidade FLNG com o consórcio TJS (Technip, JGC, Samsung).

O investimento total para o desenvolvimento upstream e midstream é estimado em $7 mil milhões (bn) e o início da produção é esperado para o segundo semestre de 2022. O consórcio para a Área 4 assegurou ainda o financiamento do projeto no montante de $5 bn, com um sindicato de ECAs (export credit agencies) e instituições financeiras internacionais.

Em Outubro de 2016, o consórcio assinou um acordo com a BP para a venda do total de volumes produzidos através da unidade FLNG em Coral Sul, por um período de 20 anos.

Milestones do projecto Coral Sul

Outubro de 2016, o consórcio assinou um acordo com a BP para a venda do total de volumes produzidos através da unidade FLNG em Coral Sul, por um período de 20 anos;

  • Decisão final de Investimento foi alcançada em Junho de 2017;
  • Construção da instalação FLNG teve início em Setembro de 2018, na Coreia do Sul;
  • Simultaneamente decorriam actividades de perfuração de 6 poços em águas ultra-profundas (2000 metros) em Moçambique;
  • A plataforma FLNG chegou a águas territoriais moçambicanas a 3 de Janeiro;
  • Processo de ancoragem completa no iníco de Março de 2022;
  • O comissionamento offshore está em progresso;
  • Conexão dos tubos flexíveis e umbilicais dos poços concluída em Maio;
  • Primeiro carregamento de GNL previsto para segundo semestre de 2022.

Campo Coral Números

  • 2012 (Maio) – descoberta do campo Coral
  • 85 Triliões de ft3 (2.4 Triliões de m3)
  • 1º Projecto FLNG em águas profundas no mundo
  • 8 Bilhões de USD de investimento
  • 1,500m and 2,300m de profundidade
  • 150 milhas (241.4km) noroeste de Pemba
  • 30 milhas (48.2km) da costa de Moçambique

A plataforma flutuante Coral FLNG:

  • 432 metros de comprimento
  • 66 m de largura
  • 220.000 Toneladas
  • Acomoda até 350 pessoas
  • Processa até 3.4 MPTA

Recursos

Standard Bank é a marca mais valiosa de África

O Standard Bank foi, recentemente, nomeado como a marca bancária mais valiosa de África, em 2022, no ranking anual do Brand Finance referente às 500 marcas bancárias mais fortes do mundo.

Todos os anos, a Brand Finance põe à prova as 5.000 maiores marcas e publica cerca de 100 relatórios, classificando-as em diferentes sectores e países, sendo que as 500 marcas bancárias mais valiosas e mais fortes do mundo estão incluídas no ranking anual da Brand Finance Banking 500.

O administrador-delegado do Standard Bank em Moçambique, mostrou-se satisfeito com o desempenho da marca, uma vez que “destaca o trabalho árduo empreendido, ao longo dos últimos anos, para reformular radicalmente o nosso modelo de negócio e transformar as experiências dos clientes”.

Segundo este, o Standard Bank tem investido fortemente em tecnologias disruptivas para disponibilizar aos clientes soluções bancárias, de gestão de activos e de seguros, que lhes permitam alcançar os seus objectivos e ambições únicos.

Em 2019, o Standard Bank iniciou uma viagem que redefiniu fundamentalmente o seu negócio. Ao empreender uma transformação pronta para o futuro e a expansão para uma plataforma de negócios, introduziu também um reposicionamento abrangente da marca, o primeiro em 10 anos, culminando com o lançamento da promessa de marca ‘É possível’ em 2020.

“O posicionamento da nossa marca está alinhado à ambição da nossa organização de transformar as experiências dos clientes com base nas suas perceções”, disse, ajuntando que “os nossos colaboradores estão inspirados e empenhados em fornecer soluções e experiências que são importantes e criam valor para os clientes”.

Max Tonela: Prestamos atenção ao desenvolvimento de fontes renováveis

O Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, disse que Moçambique tem no gás natural um activo importante para ajudar o mundo a empreender a transição energética para uma era de maior preponderância das energias limpas face à emergência provocada pela crise climática.

“O compromisso de Moçambique com a agenda climática é inequívoco. Prestamos atenção ao desenvolvimento de fontes renováveis, para a diversificação da matriz energética nacional e alcance das metas de acesso universal à energia elétrica”, enfatizou o ministro.

O Ministro avançou que o Governo tem tomado várias medidas para a eliminação de barreiras ao investimento, assegurar a transparência e garantir uma maior participação do sector privado nacional e estrangeiro na exploração de recursos energéticos.

Max Tonela falava a margem da conferência MMEC2022 que junta mais de 200 participantes de 21 países, que vão debater os desafios e oportunidades no sector de mineração, petróleo, gás e energia em Moçambique, tendo como pano de fundo o lema “Desenvolvimento sustentável em toda a cadeia de valor mineral e energético, rumo a um futuro com baixas emissões de dióxido de carbono”.

Índice de Inclusão Financeira desceu 1,2 pontos em 2021

O Índice de Inclusão Financeira calculado pelo Banco de Moçambique desceu 1,2 pontos em 2021, devido à redução de locais de acesso a serviços financeiros e à retração provocada pela covid-19, lê-se no relatório.

“OÍndice de Inclusão Financeira (IIF) global calculado pelo Banco de Moçambique (BM) situou-se em 12,76 pontos em 2021, contra os 13,93 pontos registados em 2020”, refere o documento publicado pelo banco central.

“Esta queda resulta, fundamentalmente, da redução dos pontos de acesso (agências bancárias, microbancos e cooperativas de crédito, agentes bancários, máquinas automáticas e pontos de venda), com especial enfoque na cidade de Maputo”.

A queda resulta também “da retração da actividade económica ao longo do período em análise (efeito COVID-19)”, acrescenta o documento. A publicação anual está prevista no âmbito da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF).

O objectivo da estratégia é “construir uma sociedade financeiramente incluída em Moçambique”, onde por cada mil adultos ainda só há 315 com conta bancária – sendo a cobertura maior ao nível das carteiras móveis: 67% da população adulta tem conta aberta em instituições de moeda eletrónica (totalmente geridas por códigos no telemóvel, mesmo sem Internet).

A Estratégia Nacional de Inclusão Financeira contempla 54 ações que deviam ser executadas entre 2016 e 2022, mas ainda só um terço foi realizado, refere o relatório.

O documento considera prioritária a aprovação de novas regulamentações e licenças no setor (nomeadamente na área das empresas de tecnologias financeiras), bem como “a conclusão da interoperabilidade dos serviços financeiros prestados pelas instituições bancárias através da rede única nacional”.

Por outro lado, é também urgente a realização de um diagnóstico nacional sobre literacia financeira e “a expansão dos níveis de cobertura dos serviços de telefonia móvel”.

“Apesar dos desenvolvimentos notáveis registados ao longo de 2021, persistem os desafios para a melhoria dos níveis de inclusão financeira, sobretudo nas zonas rurais”, sublinha o relatório.

Cresce produção de carvão mineral exportado para o estrangeiro

A província de Tete registou um crescimento de quarenta e sete por cento de produção de carvão mineral, exportado para o mercado estrangeiro.

Trata-se do carvão térmico e metalúrgico produzido nas bacias carboníferas de Moatize e Marara, pelas multinacionais VULCAN, ICVL e Jindal Africa, tendo contribuído para o aumento de postos de emprego fixos.

A informação foi partilhada, pelo director do serviço provincial de Infra-estrutura de Tete, Grácio Cune, no espaço Café da Manhã da Rádio Moçambique.

“Isto revela o nosso compromisso de manter os postos de trabalho e as minas em operação. O nosso desafio é, a medida que o tempo for passando, irmos aumentando e recuperando a nossa produção e a nossa comercialização”, disse.

Indústria extrativa deve ser a força motriz da industrialização

O ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, defendeu durante a abertura da 8ª edição da Conferência e Exposição de Moçambique sobre Mineração, Petróleo, Gás e Energia (MMEC 2022), a transparência na exploração dos recursos naturais visando a promoção do desenvolvimento social e económico do país.

“A exploração deste potencial deve ser feita de forma transparente para que os seus benefícios contribuam, em primeiro lugar, para a elevação da vida dos moçambicanos, hoje e amanhã”, disse Max Tonela.

Para que a extração de recursos naturais seja colocada ao serviço da prosperidade dos moçambicanos, o executivo aposta em estratégias que promovam a industrialização do país e a participação do sector privado nacional na cadeia de valor.

“Queremos que a indústria extrativa seja a força motriz da industrialização nacional, garantindo que os nossos recursos possam ser transformados em produtos de alto valor acrescentado, promovendo mais emprego e dinamizando o mercado interno e as exportações”, sublinhou o ministro da Economia e Finanças.

Max Tonela avançou que o Governo tem tomado várias medidas para a eliminação de barreiras ao investimento, assegurar a transparência e garantir uma maior participação do sector privado nacional e estrangeiro na exploração de recursos energéticos.