Monday, April 27, 2026
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BAD doa 1,5 biliões de dólares aos agricultores africanos

Cerca de 20 milhões de agricultores africanos, poderão beneficiar de 1,5 biliões de dólares norte-americanos, aprovados pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), para evitar uma crise alimentar iminente.

Devido ao corte do fornecimento de alimentos resultante da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o continente africano tem vindo a enfrentar uma escassez de pelo menos 30 milhões de toneladas métricas de alimentos, especialmente trigo, milho e soja importados de ambos os países.

Segundo o BAD, os agricultores africanos precisam urgentemente de sementes e insumos de alta qualidade antes do início da época de plantio, em Maio corrente, para aumentar, imediatamente, o fornecimento de alimentos. Por isso, a instituição aprovou, na sexta-feira, um pacote de financiamento de 1,5 biliões de dólares, para evitar uma crise alimentar iminente.

De acordo com o jornl O País, o valor permitirá a produção de 11 milhões de toneladas de trigo, 18 milhões de milhões, seis milhões de arroz, e 2,5 milhões de sojas.

Pequenos poderão produzir 38 milhões de toneladas

O Mecanismo Africano de Produção Alimentar de Emergência vai fornecer a 20 milhões de pequenos agricultores africanos sementes certificadas, bem como aumentar o acesso a fertilizantes agrícolas e permitir-lhes-á produzir, rapidamente, 38 milhões de toneladas de alimentos, refere a instituição.

O BAD, através do Mecanismo Africano de Produção Alimentar de Emergência, também vai criar uma plataforma para defender reformas políticas críticas, de maneira a resolver as questões estruturais que impedem os agricultores de receberem insumos modernos e o reforço das instituições nacionais que supervisionam os mercados de insumos.

Serão também fornecidos fertilizantes aos pequenos agricultores africanos durante as próximas quatro épocas agrícolas, e garantias de empréstimo e outros instrumentos financeiros.

Muitos países africanos já assistiram a aumentos de preços do pão e outros artigos alimentares. Se este défice não for compensado, de acordo com o BAD, a produção alimentar em África diminuirá pelo menos 20% e o continente poderá perder mais de 11 mil milhões de dólares em valor de produção alimentar.

Maputo acolhe Fórum de Negócios Moçambique-Ruanda

A Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) e a Federação do Sector Privado (FSP) de Ruanda, realizam de 24 a 26 de Maio, do ano em curso, Maputo, a partir das 08h:00 o Fórum de Negócios Moçambique-Ruanda.

A Missão Empresarial vinda daquele país tem como objectivo promover investimentos, parcerias comerciais e de cooperação entre investidores, incrementar a competitividade, melhorar o acesso ao mercado, aumentar a base de exportação de bens e serviços e ainda garantir a rentabilidade de ambos os países.

Igualmente, o evento prevê facilitar a identificação de novas oportunidades nos sectores de Turismo, Agronegócios, Energias Renováveis, Tecnologias de Informação e Comunicação, Infraestruturas, Recursos Minerais, Indústria Têxtil, Óleo e Gás.

O Fórum de três dias vai contar com a presença de representantes do Sector Privado ruandês e moçambicano, do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Embaixada do Ruanda em Moçambique e do Ministério do Comércio e Indústria.

Ainda, o programa da Delegação Empresarial inclui exposições, apresentações sobre negócios, reuniões (B2B) com actores do sector privado de Moçambique para discutir processos, regulamentos e incentivos para investir em ambos os países.

A CCM e a FSP de Ruanda esperam que através de extensas sessões de networking os participantes explorem e identifiquem novas oportunidades de comércio, investimentos e encontrem parceiros para projectos de negócios conjuntos.

Clientes do Millennium bim já podem usar o Western Union através do Smart IZI

O Millennium bim é um dos maiores bancos que actuam no mercado nacional e tem apostado fortemente na tecnologia. Na nona edição da MozTech, o banco apresentou novas funcionalidades da aplicação Smart IZI, que visam facilitar a vida do cliente.

A MozTech foi o palco escolhido para apresentar ao mercado o acesso ao serviço Western Union, bem como a subscrição do seguro de assistência em viagem, tudo através do Smart IZI.

Os Clientes do Millennium bim já podem, através da aplicação Smart IZI, usar o serviço Western Union para enviar e receber valores de forma rápida, simples e segura, sem que seja necessário que se desloquem a um balcão.

Por outro lado, o  Millennium bim é uma vez mais pioneiro no sistema bancário nacional, ao possibilitar a compra de seguros de viagem com adesão 100% digital e imediata utilizando também o aplicativo Smart IZI.

O Director de Comunicação e Marketing do Millennium bim, Alsone Guambe, fez a apresentação das novas funcionalidades do Smart IZI durante a sua participação na MozTech Talk subordinada ao tema “tecnologia e disrupção nos mercados: tendências, inovação e impactos”.

Guambe, abordou a estratégia digital do Banco, destacando o foco da instituição na modernização contínua das diversas plataformas. De facto, o Millennium bim tem regularmente introduzido várias inovações digitais sendo de destacar a possibilidade de constituição de depósitos a prazo, e de solicitar cartão de debito personalizado, assim como a adesão a soluções integradas (Pacotes Top e Top+), para além de muitas outras.

A participação do Millennium bim na MozTech contou ainda com a intervenção de Jorge Octávio, Administrador do Banco, num painel dedicado ao tema “Plataformas Digitais – Uma alavanca para o crescimento dos negócios”. Neste painel, teve lugar um animado debate sobre a revolução nos mercados introduzida pelas múltiplas e inovadoras ofertas digitais de produtos e serviços, os novos modelos de negócio viabilizados pela tecnologia, o seu impacto transformador nas empresas no consumidor e os desafios impostos pela Cibersegurança.

Para Jorge Octávio, o permanente investimento do Banco em inovação é evidência do seu compromisso em estar cada vez mais próximo dos seus Cliente com com ofertas adequadas às suas necessitadas financeiras.

Aeroporto Filipe Nyusi pode facilitar negócios entre Moçambique e Botswana

O Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi, no distrito de Chongoene, a escassos quilómetros da cidade de Xai-Xai, na província de Gaza, poderá receber voos directos de Gaborone, capital do Botswana. A ideia é abrir espaço para a exploração de oportunidades de negócios entre empresários dos dois países.

“Podemos realizar viagens de negócios sem passar por Joanesburgo, na África do Sul,  economizando o tempo de viagem”, disse Phandu Chaka Skelemani, presidente da Assembleia Nacional da República do Botswana, citado pelo jornal Notícias.

O parlamentar acrescentou que o Aeroporto Filipe Nyusi tem todas as condições necessárias para a sua exploração e através da cooperação entre os dois países pode-se potenciar esta infra-estrutura de grandeza internacional.

Novo acordo irá potencializar Mpanda Nkuwa

O Projecto Hidroeléctrico de Mpanda Nkuwa ganhou uma nova dinâmica, com a celebração, de um acordo para potencializar o projecto de 1.500 Megawatts e as infra-estruturas associadas de transporte de energia.

Com um custo estimado em 4,5 biliões de dólares, o projecto inclui o desenvolvimento de uma barragem, uma central eléctrica com capacidade de até 1.500 Megawatts e uma linha de transporte de energia de alta tensão de 1.300 km a partir do local do projecto na província de Tete para Maputo. A conclusão do empreendimento está prevista para 2031.

O acordo foi rubricado pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), através do Gabinete de Implementação do projecto Hidroeléctrico de Mpanda Nkuwa (GMNK) e a cooperação financeira internacional (IFC), parte do Grupo Banco Mundial.

De acordo com a Carta de Moçambique, a IFC irá trabalhar com o Governo Moçambicano, em colaboração com o GMNK, para estruturar este projecto, incluindo a revisão do desenho técnico, as questões ambientais, estruturação comercial e financeira. O objectivo é ajudar a mobilizar o investimento privado competitivo para colocar o projecto em operação comercial e apoiar a transição energética sustentável para o país.

Refira­se que o Projecto Hidroeléctrico de Mpanda Nkuwa foi concebido em 2008, e o início para a produção fora projectado para 2016, mas, de 2014 a 2017, a ideia foi esquecida. Todavia, em 2018, o projecto foi relançado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

Economia cresce 4.1%, o maior salto trimestral desde 2018

A economia moçambicana deu o maior salto trimestral desde Junho de 2018, tendo crescido 4,1% no primeiro trimestre deste ano, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O crescimento está associado ao alívio das restrições para conter a covid-19, permitindo dinamizar a economia, indicou o Banco de Moçambique num comentário aos dados do INE.

Hotéis e restaurantes lideraram o crescimento da economia nos primeiros três meses do ano, com o sector a registar uma subida de 11,45%, seguida pela indústria extrativa com 8,56% e transportes e comunicações com 7,34%.

A economia moçambicana cresceu 2,16% em 2021 e o Governo prevê uma subida de 2,9% no Plano Económico e Social e Orçamento do Estado aprovados pelo parlamento em Dezembro – ainda antes dos riscos inflacionários globais desencadeados pela guerra na Ucrânia.

FMI prevê crescimento do PIB em 3,8% este ano

As previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontam para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) moçambicano neste ano de 3,8%, esperando-se uma aceleração para 5% em 2023 e 8,3 % em 2024.

Ainda assim o representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Moçambique, Alexis Meyer-Cirkel alertou que o país vai sofrer indirectamente com a guerra na Ucrânia.

“Os moçambicanos vão realmente sentir esta crise indiretamente”, frisou, em Maputo, durante a apresentação do relatório sobre as perspetivas económicas regionais para a África Subsariana, sublinhando o recente aumento de preço dos combustíveis e dos cereais no país.

De um modo geral, “a perspectiva de Moçambique é melhor que na média da África Subsaariana, principalmente nos próximos anos, com a expectativa sobre o gás” e o arranque dos projectos na bacia do Rovuma, acrescentou.

Um cenário traçado numa altura em que o FMI aprovou (a 09 de Maio) um acordo de financiamento no valor de 470 milhões de dólares com Moçambique a aplicar até 2025.

A ambição de manter a estabilidade económica no meio de uma guerra exige uma postura diferente e Moçambique precisa controlar o aumento da dívida pública, defendeu Aléxis Meyer-Cirkel, que, no entanto, destaca a capacidade do país na arrecadação de receitas e impostos.

As previsões do FMI apontam para a manutenção da dívida pública na casa de 102% do PIB durante este ano e 94,8% em 2023.

BM mantém taxa de juro de política monetária em 15.25 %

O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique (BM) decidiu manter a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) no país, em quinze vírgula vinte e cinco por cento (15,25%).

Em comunicado o Banco de Moçambique, explica que esta decisão é sustentada pelas perspetivas de manutenção da inflação em um dígito (abaixo de 10%) no médio prazo, não obstante os elevados riscos e incertezas associados à estas projeções”, nomeadamente com a guerra na Ucrânia, justificou.

Em Abril, a inflação anual “acelerou para 7,9%, contra 6,7% em Março, a refletir o aumento dos preços dos combustíveis e dos bens alimentares”.

“A inflação subjacente, que exclui os preços dos bens e serviços administrados e das frutas e vegetais, e que é impactada pela política monetária, mantém-se estável”, ou seja, “para o médio prazo, antevê-se a manutenção da inflação em um dígito, favorecida, em parte, pela estabilidade do metical”.

Por outro lado, “mantêm-se as perspectivas de crescimento económico para 2022 e 2023”, com o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer 4,1% no primeiro trimestre de 2022.

O banco central considera que tal reflecte “o contínuo alívio das medidas restritivas para a contenção da covid-19, que impulsionou sobretudo a hotelaria e restauração, e a melhoria da procura externa que, por sua vez, favoreceu o desempenho da indústria extrativa”.

A próxima reunião ordinária do Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique está agendada para 27 de Julho.

4 Erros principais na elaboração de um plano de negócios

Nesta semana, falamos sobre as principais soluções de financiamento ao empreendedorismo apresentadas pelos três principais bancos moçambicanos.

Independentemente da solução que escolher, precisa mostrar a viabilidade do negócio para obter uma resposta favorável de qualquer banco. E para tal é necessário apresentar um plano de negócios sem erros – não falamos dos ortográficos.

O que é um plano de negócios?

O plano de negócios é um documento que explica os objectivos de uma empresa e quais caminhos serão tomados para alcançá-los. É através deste plano que podemos perceber se uma empresa é viável ou não.

Principais erros

Existem alguns erros clássicos que devem ser evitados a todo custo na elaboração de um plano de negócios.

#1. Excesso de optimismo

É comum para o empreendedor olhar para a sua ideia como parte de si mesmo e ter resistência em perceber suas deficiências. Contudo, um plano fora da realidade não muda a mesma. Ou seja, não reconhecer as fraquezas não as fazem desaparecer, muito pelo contrário.

É importante ser realista em cada detalhe, principalmente quando se busca um financiamento. O excesso de optimismo pode ser visto como desonestidade ou fraca habilidade de ler o mercado prejudicando assim a possibilidade de conseguir uma resposta positiva.

#2. Falta de dados

Como explicado acima, o plano de negócios contém o passo-a-passo a ser executado para alcançar os objectivos do negócio, e estes passos devem ser baseados em dados concretos e realistas.

Um negócio não pode ser baseado em suposições. É necessário haver clareza sobre a real necessidade do mercado, quem são os potenciais clientes e seu poder aquisitivo, bem como uma extensa pesquisa sobre a concorrência.

#3 Fraca exposição do processo operacional

Para demonstrar que a empresa merece ser financiada, o plano de negócios deve explorar extensivamente o processo operacional, isto é, o dia-a-dia do negócio.

É imperioso que o documento responda às seguintes questões: 

  • Quais são as fases de produção?
  • Quem serão os intervenientes em cada fase?
  • Com que material, equipamento e quanto tempo estas fases deverão ser executadas? 
  • Quem é o detentor do know-how (conhecimento principal e estratégico)?

Essencialmente o documento precisa explicar como o produto ou serviço chegará ao cliente.

#4 Plano financeiro incerto

Outro grande erro cometido na elaboração de um plano de negócios é a incerteza dos gastos financeiros durante os primeiros anos de instalação e fortalecimento da presença da empresa no mercado, onde não se pode esperar grandes margens de lucro imediato.

Cada gasto precisa ser previsto e justificado de modo a oferecer clareza ao potencial financiador.

Em suma, podemos perceber que a elaboração de um plano de negócios não é somente importante para buscar financiamento mas, principalmente, para confirmar a viabilidade de um negócio e oferecer perspectivas realistas sobre o mesmo.

Esperamos que este artigo seja útil para ajudá-lo a evitar estes erros e ter uma jornada empreendedora de sucesso desde o início.

Moçambique tem potencial para fornecer energia limpa

O embaixador da União Europeia (UE) em Moçambique, António Sánchez-Benedito, disse que o nosso país, tem enorme potencial para a geração e fornecimento de energia limpa, no contexto da mudança da procura de combustíveis fósseis para fontes mais limpas.

Segundo António Sánchez-Benedito, o gás moçambicano está a ganhar cada vez mais importância no mercado europeu, e a relevância dos hidrocarbonetos moçambicanos tem a sua justificação num contexto em que a Europa manifestou o desejo de reduzir a dependência do gás russo.

“A decisão de usar gás como combustível de transição é também uma oportunidade importante para a produção e venda deste produto moçambicano, sector no qual os empresários europeus estão bem representados”, disse na quinta­feira (12.05.2022), em Maputo, numa mesa-redonda económica UE-Moçambique, que discutiu oportunidades para o sector privado numa sociedade em transição ecológica e digital.

Ainda no evento, o diplomata afirmou que o programa de cooperação UE-Moçambique prevê financiar, nos primeiros quatro anos da sua implementação (2021-2024), 200 milhões de euros na área do crescimento verde e digital.