Monday, September 7, 2026
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Taxa de juro de referência mantém-se em 20,6% em Julho

A taxa de juro de referência (‘prime rate’) para as operações de crédito em Moçambique vai manter-se em 20,6% em Julho, após dois meses a subir, anunciou esta quarta-feira, 29 de Junho, a Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

A taxa calculada mensalmente pela AMB e Banco de Moçambique (BM) tem por base um indexante único, calculado pelo banco central, fixado em 15,3% e um prémio de custo de 5,3%, definido pela AMB, ambos inalterados. Em Maio a ‘prime rate’ tinha subido 50 pontos base e em Junho cresceu 150, para o valor actual.

Os aumentos estiveram associados à subida da taxa de juro de política monetária (taxa MIMO, que influencia a fórmula de cálculo da ‘prime rate’) pelo banco central, por forma a controlar a inflação.

A inflação homóloga em Moçambique subiu para 9,31% em Maio, o valor mais alto dos últimos quatro anos e sete meses, influenciada pelas pressões nos preços a nível global.

A criação da ‘prime rate’ foi acordada em 2017 entre o banco central e a AMB para eliminar a proliferação de taxas de referência no custo do dinheiro. Na altura, foi lançada com um valor de 27,75% e desceu 715 pontos base desde então.

O objectivo é que todas as operações de crédito sejam baseadas numa taxa única, “acrescida de uma margem (‘spread’), que será adicionada ou subtraída à ‘prime rate’ mediante a análise de risco” de cada contrato, explicam os promotores.

CCM e IPEME capacitam empresários em matéria de exportação

Cerca de trinta empresários de Pequenas e Médias Empresas (PME’s) moçambicanos foram capacitados para tirarem maiores dividendos com a exportação da sua produção.

Trata-se de uma iniciativa do Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) em parceria com a Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), destinada a apoiar as PME’s a enfrentarem os desafios colocados pelo processo de exportação.

A capacitação, que terminou ontem, vai igualmente reforçar a capacidade técnica das PME identificarem empresas com potencial para vender no estrangeiro e apoiá-las na elaboração de um plano para penetrar no mercado internacional.

 

O director do pelouro de Serviços no Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME), Ernesto Ramatane, disse que a instituição tem o mandato de implementar acções de assistência técnica e capacitação das PME para o aproveitamento das oportunidades existentes nos mercados nacional e internacional.

De referir que nesta capacitação estão também a ser partilhadas informações sobre o processo de avaliação de prontidão para a exportação, abordando-se questões legais, barreiras tarifárias e não tarifárias, bem como sobre as condições exigidas pelo mercado para que as empresas estejam totalmente prontas para explorar oportunidades.

Nacala Logistics anuncia retoma de transporte de carga para o Malawi

A empresa Nacala Logistics acaba de anunciar a retoma do transporte ferroviário de carga geral entre Blantyre, capital económica do Malawi, e o porto de Nacala, em Moçambique.

“A circulação esteve interrompida por cerca de quatro meses, devido aos efeitos de fortes chuvas e do ciclone Ana, mas foi retomada este mês e está activa”, lê-se em comunicado.

As intempéries do primeiro trimestre provocaram “o desabamento da ponte ferroviária de Mauzi, no troço entre Nkaya e Limbe, no Malawi”, justifica.

Com a reabertura do troço, a Nacala Logistics espera retomar as 45 mil toneladas mensais transportadas entre o porto de Nacala a Malawi, nos dois sentidos.

A linha inclui um sistema de monitorização de carga em contentor através do qual é possível acompanhar à distância o decorrer das operações de transporte. Grãos, fertilizantes, clínquer e combustíveis estão entre as mercadorias transportadas.

O transporte de mercadorias surgiu como serviço adicional para a linha de mil quilómetros construída com o propósito de escoar parte da produção de carvão de Tete, interior de Moçambique.

Moza lança nova campanha

O Moza lançou recentemente uma nova campanha publicitária, sob o mote “Conta com o Moza. Há um Banco que está ao teu lado e confia no teu valor”.

A comunicação conta com um spot publicitário, que tem a participação do conceituado artista moçambicano, Stewart Sukuma, intérprete da música. Veja o vídeo!

Belgium Provides 25 Million Euros for Energy Transition

Belgium will provide Mozambique with 25 million euros for programs to reduce the impact of climate change and energy transition.

The information was advanced this Wednesday by the Belgian ambassador, Didier Vanderhasselt, who announced that the amount corresponds to more than 1.6 billion Meticais. The program to be funded by this money is for the period 2023 to 2027.

“The budget focuses on energy transition and climate change,” said Didier Vanderhasselt.
Since October 2016, construction work on the Dam has been at a standstill following the suspension of the $320 million funding by the Brazilian bank.

Bélgica disponibiliza 25 milhões de euros para transição energética

A Bélgica vai disponibilizar a Moçambique 25 milhões de euros para programas de redução do impacto das mudanças climáticas e transição energética.

A informação foi avançada esta quarta-feira pelo embaixador belga, Didier Vanderhasselt, que  anunciou que o valor corresponde a mais de 1,6 mil milhões de Meticais. O programa a ser financiado por este dinheiro é para o período de 2023 a 2027.

“O orçamento tem como foco a transição energética e mudanças climáticas”, disse Didier Vanderhasselt.

Desde Outubro de 2016, as obras de construção da Barragem estão paralisadas, na sequência da suspensão do financiamento de 320 milhões de dólares por parte do banco brasileiro.

CMG and iGAS complete purchase of 30% of Sasol’s stake in ROMPCO

Companhia Moçambicana de Gasoduto (CMG), and the South African Gas Development Company (iGAS), announced the conclusion of the acquisition of 30% of Sasol’s participation in ROMPCO (Companhia de Investimento de Gasoduto (Pty) Ltd of the Republic of Mozambique), within the scope of the exercise of their preference rights.

This transaction means that CMG and iGAS will now be the majority shareholders in ROMPCO, as their stakes will increase from the previous 25% to 40% respectively, with Sasol holding a minority stake of 20%.

Prior to this transaction ROMPCO, which owns the 865-kilometer gas pipeline from Mozambique to South Africa, was a company consisting of Sasol South Africa (50%), CMG (25%) and iGAS (25%).

Reacting to the successful completion of this transaction, the Chairman of the Board of Directors (PCA), of ENH, Estevão Pale, said that the act symbolizes the Government’s commitment to the long-term commercialization of natural gas between South Africa and Mozambique, and the role that natural gas plays in the energy transition in the country and in the region.

The Mozambican Gas Pipeline Company (CMG), is a subsidiary of the National Hydrocarbons Company (ENH), and the South African Gas Development Company (iGAS), is a company linked to the Central Energy Fund (CEF).

CMG e iGAS concluem compra de 30% da participação da Sasol na ROMPCO

A Companhia Moçambicana de Gasoduto (CMG), e a Companhia sul-africana de Desenvolvimento de Gás (iGAS), anunciaram a conclusão da aquisição de 30% da participação da Sasol na ROMPCO (Companhia de Investimento de Gasoduto (Pty) Ltd da República de Moçambique), no âmbito do exercício dos seus direitos de preferência.

Esta operação significa que a CMG e a iGAS passam a ser os accionistas maioritários na ROMPCO, uma vez que as suas participações aumentarão dos anteriores 25% para 40%, respectivamente, com a Sasol a deter uma participação minoritária de 20%.

Antes desta transação a ROMPCO, detentora do gasoduto de 865 quilómetros de extensão de Moçambique para a África do Sul, era uma sociedade constituída pela Sasol África do Sul (50%), a CMG (25%) e a iGAS (25%).

Reagindo a conclusão bem-sucedida desta transação, o Presidente do Conselho de Administração (PCA), da ENH, Estevão Pale, disse que o acto simboliza o compromisso do Governo na comercialização do gás natural, a longo prazo, entre África do Sul e Moçambique, e o papel que o gás natural desempenha na transição energética no país e na região.

A Companhia Moçambicana de Gasoduto (CMG), é uma subsidiária da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), e a Companhia sul-africana de Desenvolvimento de Gás (iGAS), é uma empresa ligada ao Fundo Central de Energia (CEF).

Temane power plant will contribute 75% of the 600MW of energy projected by the Government

The Temane Thermal Power Plant, currently under construction in Inhambane province, will contribute with about 75 percent of the 600MW of power projected by the Government for the present five year period, in response to the growing demand in the country.

The project, whose works started in 2021, is the result of an investment of 700 million dollars, financed by the World Bank.

The new plant, powered by natural gas, will have an installed capacity of 450MW, and the remainder will be covered by renewable energy.

The Mozambican government has projected the start-up of the new plant for the current five-year period, a fact that will allow the materialization of one of the main objectives of the Executive in the energy sector, doing justice to the bet that natural gas is crucial for the energy transition.

Central de Temane vai contribuir com 75% dos 600MW de energia projectados pelo Governo

A Central Térmica de Temane, actualmente em construção na província de Inhambane, vai contribuir com cerca de 75 por cento dos 600MW de energia eléctrica projectada pelo Governo para o presente quinquénio, em resposta à demanda crescente no país.

O empreendimento, cujas obras arrancaram em 2021, é fruto de um investimento no valor de 700 milhões de dólares, financiados pelo Banco Mundial.

A nova central, movida a gás natural, terá uma capacidade instalada para a produção de 450MW e o remanescente será coberto por energias renováveis.

O Governo moçambicano projectou o arranque da nova central para o presente quinquénio, facto que vai permitir a materialização de um dos principais objectivos do Executivo no sector energético, fazendo jus à aposta de que o gás natural é crucial para a transição energética.