Monday, April 13, 2026
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Produção da HCB próxima da meta planificada no primeiro semestre

A maior produtora de energia independente da região Austral de África, a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), registou no primeiro semestre do ano em curso, uma produção hidroenergética de 6.876,74 GWh, cifra correspondente a 99,6%da meta planificada para o período em referência.

O desempenho da hidroeléctrica é o corolário do empenho dos colaboradores no planeamento e execução de actividades de reforço da operação e manutenção dos equipamentos da cadeia de produção, e da disponibilidade dos equipamentos dos seus principais clientes, a Electricidade de Moçambique, a Eskom da África do Sul e a ZESA Zimbabwe.

A informação foi avançada quinta-feira (08)pela empresa em comunicado de imprensa.

No que diz respeito aos níveis hidrométricos, a nota de imprensa avança que, no final do primeiro semestre, a cota da albufeira situava-se em 324,36 metros acima do nível médio das águas do mar, “o que corresponde a um armazenamento de 91,74 por cento, uma posição confortável para os planos de produção para o segundo semestre.”

Os níveis de produção da HCB colocam a empresa numa posição estável financeiramente, situação confirmada pelos indicadores de performance operacional e financeiros que se encontram dentro dos padrões planificados para o período.

“A empresa está a implementar projectos de modernização do sistema electroprodutor e, igualmente, tem cumprido com as suas obrigações para com os seus accionistas e fornecedores de bens e serviços, realiza acções de responsabilidade social corporativa e procede ao pagamento de impostos e taxa de concessão”, lê-se na nota.

A HCB tem uma meta anual de produção situada em 14.125,53 GWh.
No que tange aos lucros, a empresa registou, em 2020, um desempenho produtivo e financeiro acima das metas planificadas, o que saldou em lucro líquido de 62 por cento em moeda nacional.

Em função do crescimento divulgado pela empresa em Maio do ano em curso, as vendas de energia da HCB geraram um lucro de 9,8mil milhões de meticais no último trimestre de 2020, cifra acima do desempenho do período homólogo de 2019 onde os lucros estiveram na ordem de 6,1 milhões.

O incremento de 2020 está vinculado aos aumentos de produção na ordem de 4,7%e de vendas na ordem de 4% do período em análise.

Os países lusófonos juntos seriam a 10.ª maior economia mundial

Os nove países de expressão oficial portuguesa seriam a décima maior economia do mundo, valendo 1,8 biliões de dólares, ficando abaixo do Canadá e acima da Coreia do Sul, numa lista liderada pelos Estados Unidos.

De acordo com a base de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), a junção do Produto Interno Bruto (PIB) de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste daria uma riqueza de 1,8 biliões de dólares.

Os dados, consultados pela Lusa nas vésperas da realização da Cimeira de Luanda, que assinala a transição da presidência rotativa da CPLP de Cabo Verde para Angola, mostram ainda que a riqueza do Brasil é, de longe, a maior da lusofonia.

Entre as economias lusófonas, o Brasil tem um PIB avaliado em 1,4 biliões de dólares, o que compara com os 257 mil milhões de dólares de Portugal, a segunda maior economia lusófona, e com os 485 milhões de São Tomé e Príncipe, a mais pequena.

De acordo com as previsões do FMI, o valor destas economias vai crescer 9,1% no próximo ano, chegando ao final de 2022 com uma riqueza total de 2,014 biliões de dólares.

Acima da economia lusófona estão os Estados Unidos, com 22 biliões de dólares, a China, com 16 biliões, e depois Japão, Alemanha, Reino Unido, Índia, França, Itália e Canadá.

O Grupo Raxio em expansão pan-africana

O Grupo Raxio anuncia o seu próximo investimento num centro de dados neutro em Moçambique, prosseguindo assim a sua expansão pan-africana.

Na sequência de investimentos no Uganda, Etiópia e República Democrática do Congo, a Raxio Moçambique vai oferecer até 1,5MW de capacidade informática a partir do Parque Industrial de Beluluane – cerca de 20km do centro de Maputo (foto), a capital. É o primeiro centro de dados Tier III do país.

A sua entrada em funcionamento está prevista para 2022. Espera-se também que a empresa faça novos investimentos tanto na Costa do Marfim como na Tanzânia no final deste ano.

A Raxio planeia que toda a energia utilizada pelas últimas instalações venha de fontes renováveis, com uma combinação de energia da rede hidro-gerada e um fornecimento solar local.

Os clientes poderão estabelecer ligações cruzadas com transportadores locais e internacionais e outros clientes em salas de reuniões especialmente concebidas para o efeito. A Raxio tem planos para construir instalações adicionais no país para apoiar o crescimento digital, afirma.

Robert Mullins, CEO do Grupo Raxio, afirmou que “no último ano, o número de utilizadores da Internet no país aumentou 25% e esperamos que isto continue a crescer nos próximos anos, em todas as indústrias”.

“Para apoiar este crescimento, estamos a assistir a novos investimentos de transportadores e cabos submarinos”, concluiu.

A confiança dos empresários na economia nacional reduziu

O Instituto Nacional de Estatística (INE), anunciou que o Indicador de Clima Económico (ICE) moçambicano, que mede a confiança dos empresários, registou “uma redução ligeira em Maio” face ao mês anterior.

O índice desceu de 87,3 para 86,3 pontos, num contexto em que as flutuações económicas continuam ligadas à evolução da pandemia de covid-19 e restrições associadas às respetivas medidas de prevenção.

A variação reflete uma “conjuntura desfavorável influenciada pelas baixas perspectivas de procura e de emprego, com maior destaque para as perspetivas de emprego que registaram uma diminuição substancial, no período de referência”, escreve o INE.

Em termos sectoriais, a avaliação desfavorável do clima económico em Maio residiu sobretudo nos sectores de “outros serviços não financeiros, comércio, de alojamento, restauração e similares, bem como transportes e armazenagem”.

“Juntos suplantaram os restantes sectores alvo de inquérito que registaram apreciações ligeiramente favoráveis, no mesmo mês de referência”, acrescenta.

O ICE faz parte do boletim de indicadores de Confiança e de Clima Económico, uma publicação mensal sobre a conjuntura de Moçambique, compilada com base num inquérito realizado também todos os meses pelo INE às empresas do sector não financeiro.

“O estudo expressa a opinião de agentes económicos acerca da evolução e perspectiva da sua actividade, particularmente sobre emprego, procura, encomendas, preços, produção, vendas e limitações de actividade”, explica a autoridade estatística.

Millennium Bim e Técnica Industrial assinaram memorando

O Millennium Bim e a Técnica Industrial assinaram um Memorando de Entendimento que estabelece facilidades de Leasing automóvel aos Clientes que pretendam comprar viaturas da marca Mitsubishi.

Trata-se de uma solução de Leasing concebida com múltiplas vantagens que compreende o financiamento de até 90% do valor da viatura, rendas mensais com taxa de juro muito atractiva, prazo até 60 meses e oferta de um plano de manutenção preventivo por um período de 36 meses ou até 60.000 Km.

Para além de oferecer preços promocionais abaixo do custo de venda ao público, a Técnica Industrial abre uma janela que permite o trade-in da viatura antiga.

Durante a cerimónia, Albino Andrade, Administrador do Millennium bim, referiu que “este memorando materializa a união de duas grandes marcas do mercado com equipas de gestão bastante qualificadas, potenciando o mercado de financiamento automóvel de Moçambique”.

Por seu turno, Frederico Jonet, Administrador da Técnica Industrial, afirmou que “este memorando, procura satisfazer as necessidades de um cliente cada vez mais exigente e mais bem informado. Isto só é possível quando duas grandes marcas de referência em Moçambique se juntam.”.

Refira-se que, ao abrigo da campanha Leasing Mitsubishi, o Millennium bim oferece condições especiais de financiamento aos Clientes, incluindo na renda mensal o seguro de responsabilidade civil e danos próprios, que queiram adquirir a viatura da mesma marca.

Sobre o Millennium bim
Maior grupo financeiro moçambicano, tem marcado o ritmo de crescimento do sector
bancário. No processo de bancarização da economia moçambicana, o Banco está presente em todas as províncias do país e conta hoje com uma vasta rede de balcões, mais de 300 agentes bancários e uma das maiores redes de ATM e POS, e com o contributo dos seus 2.500 colaboradores que servem mais de 1,8 milhões de clientes. O Millennium bim é o primeiro Banco moçambicano presente no ranking dos 100 maiores Bancos de África.

Sobre a Técnica Industrial, SA
Empresa mais antiga e referência no sector automóvel de Moçambique, representante exclusiva de um portfólio diversificado de marcas reconhecidas, nomeadamente Mitsubishi, Jeep, Alfa Romeo, Fiat Professional, Fiat, Fuso e Mercedes Benz (camiões), capaz de satisfazer as necessidades do cliente em qualquer segmento, dos ligeiros aos pesados. Tudo isto suportado por uma rede nacional de concessionários, altamente especializados na venda e assistência técnica dos seus produtos.

LAM com mais de 230 milhões USD em dívida

A LAM (Linhas Aéreas de Moçambique) tem uma dívida estimada em 230 milhões de USD com diferentes fornecedores. A verba foi revelada esta terça-feira pelo Director-geral da empresa, João Carlos Pó Jorge, num media breakfast. A afirmação de Pó Jorge surgiu em resposta a uma questão que visava perceber em que medidas as contas da companhia de bandeira estão no vermelho.

“As contas da LAM estão no vermelho. A empresa carrega uma dívida no passado de 230 milhões de USD, correspondente a bancos, fornecedores domésticos, bem como, mas em menor grau, aos fornecedores externos”, afirmou Pó Jorge.

Mesmo mergulhado nessa dívida, o Director-geral da LAM afirmou que os prejuízos operacionais começaram a reduzir em 2018 e que as contas de Dezembro de 2020 estavam em “breakeven” (significa que os custos e despesas operacionais se igualam à receita).

“Isto é uma indicação de que estamos no caminho certo. Contamos que, em 2021, caso a pandemia alivie e comecemos a operar com mais utilização dos recursos que temos, passaremos para o positivo”.

A frota da LAM é composta por seis aviões alugados, nomeadamente, dois (2) Boeing 737-700; um Bombardier Q 400; e três Embraer 145, estes operados pela subsidiária, Moçambique Expresso (MEX).

Refira-se que, nos últimos anos, a LAM tem-se batido com a uniformização da frota, tendo já vendido, em Dezembro de 2018, um Boeing 737-500 Classic à companhia afegã “Ariana Afghan Airlines” por 2.5 milhões de USD.

Ainda nesse quadro, a LAM tem dois Embraer 190 à venda em “hangar” localizado em Nairobi, no Quénia, desde Setembro de 2019. A escolha daquele país foi fundamentada por
Pó Jorge pelo facto de o Quénia ter sido certificado para fazer manutenção daquele tipo de aeronaves.

Verdade é que pelo armazenamento desses dois Embraer, a LAM paga, mensalmente, 40 mil USD para cada avião. Desde o armazenamento das aeronaves, continua longe de encontrar um comprador, de tal modo que a gestão da empresa chegou a ponderar vender os aviões às peças. Sem comprador, a LAM tem estado a arcar com custos de armazenamento. De Setembro de 2019, a esta parte, João Carlos Pó Jorge disse terem sido pagos 400 mil USD, referentes a cinco meses de parqueamento.

TVCABO celebra 25° aniversário em Moçambique

A TVCABO celebra, no dia 10 de Julho de 2021, 25 anos da sua presença em Moçambique.

Para celebrar esta data que marca mais um ano de história e ligação de confiança no país,  acontecerá um evento em formato online, na página do Facebook da TVCABO, para que todos os clientes, parceiros, amigos e colaboradores possam participar da festa. 

Programa do Evento

09h00 Conversa com a Albertina Mbebe, Chefe de loja que te vai contar o dia-a-dia de uma loja TVCABO;

09h30 Aula de ginástica online com o PT Eneias William, que te vai mostrar exercícios rápidos para manteres a forma sem sairde casa;

10h00 Apresentação das Estrelas TVCABO. Cada uma destas estrelas vai mostrar o seu talento e elas contam com o teu voto;

10h30 Conversa com a Iva Mindo, que te vai contar como é o trabalho desenvolvido no serviço de apoio do cliente;

11h00 Valdemiro José, que nos vai presentear com um momento musical;

11h30 Vem connosco fazer o bolo de aniversário TVCABO. A receita é do Chef Sérgio Santos;

12h00 1º momento de passatempos. A tua atenção será premiada. Participa e ganha prémios;

12:30 Sabes o que é phishing? Aprende com o nosso Técnico Michael Nguila a navegar com segurança;

13h00 Conversa com a Directora Nacional Adjunta do Serviço Nacional de Sangue, Dra Dina Ibrahimo que nos vai mostrar a importância da doação de sangue e como podemos salvar vidas;

14h00 Conversa com a Chefe do Departamento de Malária do Ministério de Saúde, Dra. Inês Juleca António, que nos vai dar recomendações sobre como prevenir a doença;

14h30 A Dra. Joelma Carina vai dar-te dicas saborosas de nutrição para uma alimentação saudável;

15h00 Já conheces a nova tecnologia da TVCABO? IPTV, o futuro na tua mão!

15h30 2º momento de passatempos. A tua atenção será premiada. Participa e ganha prémios;

16h00 O Stewart Sukuma vai ajudar-nos a terminar a festa TVCABO. Junta-te a nós e vem cantar os parabéns à TVCABO.

TVCABO celebra 25° aniversário em Moçambique

A TVCABO celebra, no dia 10 de Julho de 2021, 25 anos da sua presença em Moçambique.

Para celebrar esta data que marca mais um ano de história e ligação de confiança no país, acontecerá um evento em formato online, na página do Facebook da TVCABO, para que todos os clientes, parceiros, amigos e colaboradores possam participar da festa.

Um comunicado de imprensa da TVCABO, diz que as actividades de celebração serão apresentadas pelo locutor e mestre de cerimónia Ivan Obedias e, ao longo do dia, os músicos Stewart Sukuma e Valdemiro José vão assumir o palco do espaço cultural para cantarem temas da sua autoria, incluindo uma interpretação muito especial da canção de “parabéns” na qual participam também colaboradores da TVCABO.

O documento refere ainda que as actividades da comemoração dos 25 anos vão compreender momentos especiais, designadamente entrevistas com colaboradores TVCABO sobre o quotidiano da empresa e a segurança na internet, dicas de uma especialista em nutrição, conversa com especialistas sobre a prevenção da Malária e a importância de doar sangue, passatempos com prémios para os fãs da marca, anúncio dos talentos da primeira edição do concurso Estrelas TVCABO, aula de ginástica para manter em forma a plateia em casa, sessão de culinária com o Chef Sérgio Santos, do Montebelo Girassol, que irá preparar um bolo de aniversário muito especial da TVCABO a oferecer às crianças do Infantário 1º de Maio para viverem um pouco de toda esta alegria.

“Esta celebração em formato online traduz a veia inovadora da TVCABO e materializa a sua capacidade de surpreender os clientes, parceiros e amigos. Ao longo de 25 anos de história, a inovação foi sempre uma prioridade para a empresa e tem estado na base da sua expansão contínua, acompanhando e potenciando o desenvolvimento económico e social de Moçambique”, declara o comunicado.

Refira-se que a TVCABO, empresa pioneira no continente africano, teve alguns momentos marcantes desde o lançamento oficial do seu projecto, em 1996, em Moçambique, com destaque para:
(i) a certificação pela norma ISO 9001 do Sistema de Gestão de Qualidade, em 2001;
(ii) o lançamento do Sistema Digital de transmissão de conteúdos de televisão, em 2004;
(iii) o lançamento do Projecto de rede de última geração FTTH (fiber to the home) e início da expansão para as províncias com redes totalmente em fibra óptica, a partir de 2011;
(iv) o lançamento do serviço de Voz, que faz da TVCABO o único distribuidor Triple Play de NET+TV+VOZ, do país, desde 2016.

Em 2021, com os 25 anos, a TVCABO surpreendeu os seus clientes trazendo mais inovação com o lançamento de uma nova tecnologia de vanguarda, o serviço IPTV (Internet Protocol Television), que simboliza o futuro da televisão.

Para a TVCABO, não basta liderar em inovação e chegar a cada vez mais clientes, também é fundamental fazer cada vez melhor. Hoje, detentora de uma moderna infraestrutura de rede em fibra óptica e único distribuidor Triple Play de Net+TV+VOZ no mercado, com um serviço de qualidade certificada, a TVCABO tem muitas razões para celebrar e estão todos convidados para a festa.

Sobre a TVCABO
É pioneira na distribuição de dados e conteúdos por cabo no continente africano. Conhecida pela capacidade de inovar e qualidade de serviço, é detida pela Moçambique Telecom e pelo Grupo Visabeira, reconhecidos especialistas na área das comunicações. Constituída a 10 de Julho de 1996, ano em que iniciou a construção da sua rede em Maputo, é hoje detentora de uma moderna infraestrutura de rede em fibra óptica.

Vodacom e Tmcel chegam a acordo

As operadoras de telefonia móvel Moçambique Telecom, S.A. (Tmcel) e a Vodacom chegaram a acordo sobre o plano de liquidação da dívida, após várias sessões de negociação.
A Tmcel procederá ao pagamento imediato de um terço da dívida que corresponde a 200 milhões de meticais.

De acordo com um comunicado de imprensa do Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), a Tmcel deverá continuar a efectuar pagamentos mensais no valor de 12 milhões de meticais das facturas de interligação, podendo subir este montante caso não consiga manter o valor da factura corrente abaixo dos 12 milhões de meticais.

No documento, o Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique explica que se o valor das facturas correntes for inferior aos 12 milhões de meticais a serem pagos mensalmente, a diferença será utilizada a favor da VM para abater a dívida acumulada de 600 milhões de meticais.

Assim, a Tmcel, dentro de 90 dias, deverá encontrar alternativas para a liquidação dos 400 milhões de meticais do valor da dívida remanescente de interligação.

Ao longo dos três meses que se seguem, a contar de 5 de Julho corrente, a Tmcel deverá apresentar uma proposta concreta da forma de pagamento do remanescente da dívida de interligação.

“As compensações mensais, bem como o seguimento do pagamento da dívida acumulada de interligação, serão efectuados mensalmente em data a acordar, sob observação da Autoridade Reguladora das Comunicações”, lê-se no referido comunicado.

O INCM diz que vai continuar a monitorar, até que o diferendo entre ambas empresas esteja sanado.

Contudo, “em virtude dos consensos, a VM não procederá com o corte da interligação. O factor orientador para o consenso entre as duas operadoras foi a importância da continuidade dos serviços de telecomunicações, prestados aos utilizadores das duas companhias e o interesse público”, garante a instituição.

Novas áreas de prospecção de petróleo e gás com potencial para exploração

Max Tonela, ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, disse à Lusa que as novas áreas de prospecção de petróleo e gás em Moçambique estão a dar sinais preliminares de potencial para exploração.

“Existem alguns prospectos do potencial de recursos”, disse Max Tonela em declarações à Lusa, nomeadamente no que respeita a dados de “análise e informação sísmica recolhida até ao momento”.

Tonela avançou que as empresas concessionárias das novas áreas de pesquisa deverão abrir os primeiros furos até ao final deste ano e já realizaram investimentos superiores aos impostos pelos contratos assinados com o Governo moçambicano.

“As companhias estão a fazer [investimentos] para além daquilo que estava previsto, em termos de volume de informação sísmica”, acrescentou.

As limitações impostas no quadro da prevenção da covid-19 e consequentes implicações na mobilidade de técnicos, prosseguiu, impediram maiores avanços nos trabalhos.

As licenças de prospecção ao largo da costa central e norte de Moçambique estão atribuídas a consórcios que envolvem as petrolíferas ExxonMobil, ENI, Rosneft e Qatar Petroleum, além da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

Moçambique já detém reservas de gás natural que estão entre as maiores do mundo, na bacia do Rovuma, norte do país, e dispõe igualmente de jazidas em exploração na província de Inhambane, região sul.

O projeto do Rovuma, liderado pela Total, era o maior investimento privado em África até ser suspenso em Março devido aos ataques armados em Cabo Delgado, norte do país – alguns reivindicados pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico.

No final de Junho, o ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique reiterou num fórum de negócios da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) a aposta nos hidrocarbonetos, comentando preocupações face ao crescente movimento contra a poluição causada pelos combustíveis fósseis.

Max Tonela considerou que o gás é, entre as energias fósseis, a que menos polui e que se afirma como plataforma de transição energética para energias limpas.