Monday, April 13, 2026
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O Governo já esperava a descida do preço do cimento

Com os recentes investimentos da nova fábrica, que permitiram o aumento dos níveis de produção da matéria-prima, a descida do preço de cimento de construção que se regista nos últimos dias no mercado nacional era o que o Governo esperava. 

A afirmação foi feita, há dias, pelo Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, quando respondia a jornalistas sobre uma carta subscrita por seis empresas de produção de cimento e enviada ao seu gabinete de trabalho, acusando a Dugongo Cement, localizada no distrito de Matutuíne, de estar a violar a Lei de Concorrência.

Segundo Carlos Mesquita, com a actual quantidade de cimento no mercado é de esperar a descida do preço, uma vez que os custos de produção têm de ter um impacto nas necessidades do consumidor final.

“Nós, como Governo, sabemos o que estamos a fazer. Temos os nossos regulamentos e, acima de tudo, uma responsabilidade perante o sector empresarial e o povo moçambicano”, afirmou.

Carlos Mesquita diz estar atento a toda esta situação e confirmou ter recebido a carta dos produtores do cimento na região sul, ao que prometeu analisar as queixas e apelou à calma por parte destes.

“Temos estado a dizer, nos últimos tempos, não só em relação à indústria de cimento, como também a outras, que é preciso avaliar aquilo que são os custos de produção para se chegar depois às margens de lucro adequadas e a um preço fiável do produto”, disse.

De acordo com o governante, embora haja reclamação das outras indústrias produtoras de cimento, a verdade é que a economia está a reagir com a descida dos preços do produto.

“A Dugongo usa matéria-prima nacional, diferentemente dos outros, e também vende aos concorrentes. Por isso é preciso analisarmos com calma e vamos ter as conclusões brevemente. Mas certamente, se o povo está satisfeito, iremos analisar com cautela”, declarou.

Abortada exportação de madeira em toro para China

Madeira em toro, das espécies monzo e chacate, estava pronta para ser exportada para a República Popular da China, em quatro contentores, através do Porto de Nacala, província de Nampula, porém, o processo terá sido abortado pelas autoridades aduaneiras.

De acordo com as fontes, a madeira era proveniente da província da Zambézia e pertencia a um exportador, de nome Bajone. O processo de exportação, foi tramitado por altos funcionários dos Serviços Provinciais de Florestas da Zambézia. Na documentação, estes garantiam que a madeira tinha sido processada, porém, após a abertura dos contentores, descobriu-se que não passava de uma mentira.

Sem revelar nomes e os respectivos cargos, as fontes asseguram que os referidos funcionários dos Serviços Provinciais de Florestas da Zambézia encontram-se detidos.

Referir que esta não é a primeira apreensão de madeira a acontecer este ano, no Porto de Nacala. No passado dia 11 de Junho, cinco contentores de madeira ilegal foram apreendidos, quando também estavam prontos para serem exportados.

Na província de Sofala, as autoridades policiais apreenderam três camiões também carregados de madeira em toro das espécies monzo e chacate, abatida ilegalmente na província de Manica. O Director do Serviço Distrital das Actividades Económicas de Caia, Tiago Tomás, revelou que o caso foi denunciado por cidadãos.

DSD Capital

DSD Capital

DSD Capital passou recentemente por um processo de “rebranding” da antiga DSD Challenge, é uma sociedade por quotas, parte do grupo Tatos Holding, S.A (www.tatos.co.mz), fruto da iniciativa de empreendedorismo social do grupo, inspirada pela crise financeira global em 2008.

Quando se trata de literacia financeira, a principal bandeira da empresa, a DSD acredita no poder que a informação adequada pode ter para África, para assegurar que as pessoas tomam decisões conscientes sobre suas despesas, o dinheiro, poupanças e investimentos de forma a construírem uma base de activos, alavancando os vastos e ricos recursos que África possui, possibilitando assim a segurança financeira das famílias, para uma sociedade equilibrada e autossustentável.

DSD capital acredita nos jovens para este empreendimento, pois eles são a maior riqueza do continente africano, podem servir de força motriz para dinamizar os programas de desenvolvimento, se tiverem uma liderança apropriada pela frente. Esta é a razão de a DSD apostar, para seu quadro de pessoal, em jovens que demostrem integridade energia e positividade, oferecendo oportunidade de carreira e realização pessoal.

DSD Capital suporta o mercado único africano, AfCFTA, o Pan-africanismo, e a recuperação das raízes africanas através da promoção do estudo da história de África anterior a escravatura e a colonização, da cultura, da arte, da espiritualidade, da cidadania e da prosperidade.

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Eni da Itália estima cumprimento do prazo de arranque do projecto Coral Sul

A Eni italiana diz que, apesar da recente violência militante no país, a empresa está no bom caminho para arrancar com a sua capacidade de 3,4 milhões de tm/ano de produção de GNL flutuante Coral South ao largo de Moçambique em 2022.

“Confirmamos que até agora a violência no norte de Moçambique não afectou a linha temporal do projecto Coral Sul e confirmamos o arranque em 2022 de acordo com o calendário”, disse o porta-voz da Eni.

Mais de 30 milhões de mt/ano de capacidade de produção de GNL estão em desenvolvimento em Moçambique, uma vez que o país pretende juntar-se às fileiras dos maiores exportadores de GNL do mundo.

No entanto, existem receios crescentes de que a indústria de GNL do país, que se encontra em fase de arranque, possa ser descarrilada pela crescente insurreição islamista que começou em Outubro de 2017.

Para Eni, contudo, os trabalhos estão dentro do calendário previsto em Coral South, que passou à decisão final de investimento em 2017 e será o primeiro projecto de GNL de Moçambique a entrar em funcionamento.

Baseia-se nos 450 Bcm de recursos no campo de Coral na Área 4 ao largo de Moçambique.

Em 2016, a Eni e os seus parceiros da Área 4 assinaram um acordo com a BP para levar todo o volume de GNL a ser produzido pela Coral South durante mais de 20 anos.

Situação de segurança
Enquanto Coral South prossegue como planeado, os outros dois projectos planeados enfrentam atrasos.

TotalEnergies CFO Jean-Pierre Sbraire disse a 29 de Abril que o seu projecto de GNL em Moçambique seria atrasado “pelo menos um ano” por causa da situação de segurança. A empresa tinha visado o primeiro GNL do projecto em 2024.

Entretanto, a planeada instalação de GNL da ExxonMobil, com 15,2 milhões de tm/ano da Rovuma, continua em espera, sem qualquer decisão final de investimento.

Ambas estão localizadas no nordeste de Moçambique, perto da cidade de Palma e a cerca de 60 km da cidade portuária de Mocimboa da Praia.

Empresas de cimento insatisfeitas com nova concorrente

Várias empresas de cimento que operam em Moçambique assinaram uma carta ao Ministro da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, protestando contra aquilo a que chamaram “os preços muito baixos” cobrados pela empresa chinesa Dugongo Cimentos, uma nova entrada no mercado do cimento moçambicano.

A carta, de grande circulação na Internet, afirma que os preços da Dugongo estão a prejudicar seriamente os negócios das outras empresas e constituem “concorrência desleal”.

A mensagem diz que, quando a Dugongo iniciou as suas operações em Março, os seus preços eram ligeiramente inferiores aos dos seus concorrentes, mas depois a empresa baixou os seus preços em quase 50 por cento. “Querem retirar todos os seus concorrentes do mercado”, lê-se a queixa na carta.

Os utilizadores de cimento de construção, acrescenta, deixaram de comprar a outras empresas, e estão à espera de mais reduções de preços por parte da Dugongo.

Acontece também que a empresa é o único produtor moçambicano de clínquer, uma matéria-prima chave para o cimento. As outras empresas têm assim de comprar o seu clínquer à Dugongo, ou importá-lo.

A carta afirma que a Dugongo está a violar a legislação moçambicana sobre concorrência, e termina com um apelo à intervenção do governo. As práticas, alegadamente estão a “restringir a concorrência”, porque é “praticamente impossível” que outras empresas concorram com os preços praticados pela nova empresa de cimento.

A carta exorta o governo a multar a Dugongo, e “a agir imediatamente para impedir esta queda brusca dos preços do cimento”. Apela a “um consenso geral sobre os preços do clínquer e do cimento” – por outras palavras, as empresas querem que o governo se sobreponha ao mercado livre e fixe os preços do cimento.

A maior empresa cimenteira do país, a Cimentos de Moçambique, de propriedade portuguesa, não assinou a carta. Aparentemente, não se sente ameaçada pela Dugongo.

De acordo com a edição de sexta-feira da revista independente “Mediafax”, algumas das empresas que assinaram não produzem efectivamente cimento. Limitam-se a comprá-lo a outras empresas, ensacá-lo, colocar as suas próprias etiquetas nos sacos, e vendê-lo a preços elevados.

A julgar pela avalanche de comentários sobre os meios de comunicação social moçambicanos, os consumidores apoiam esmagadoramente a Dungongo e opõem-se ao cartel formado pelas outras empresas. Durante anos os consumidores queixaram-se de que o cartel do cimento não oficial manteve os preços artificialmente elevados, e por isso estão muito contentes por uma nova empresa estar a quebrar fileiras e a reduzir os preços.

Fórum de negócios da SADC

Moçambique acolhe, nos dias 22 e 23 de Junho, no Hotel Gloria da AFECC e no Centro de Conferências Joaquim Chissano, o Fórum de Negócios e Expo da SADC.

O Fórum Empresarial da SADC, para além de ser uma plataforma empresarial competitiva e integrada para Moçambique e o potencial da região da África Austral à escala global, é também um mecanismo de diálogo entre os sectores público e privado.
O Fórum Empresarial da SADC é o primeiro e um dos maiores eventos de empreendedorismo, oportunidades e investimentos na região da África Austral.

Veja o Cronograma do evento.

Fórum de negócios da SADC arranca amanhã

Moçambique acolhe, nos dias 22 e 23 de Junho, no Hotel Gloria da AFECC e no Centro de Conferências Joaquim Chissano, o Fórum de Negócios e Expo da SADC.

O Fórum Empresarial da SADC, para além de ser uma plataforma empresarial competitiva e integrada para Moçambique e o potencial da região da África Austral à escala global, é também um mecanismo de diálogo entre os sectores público e privado.

O Fórum Empresarial da SADC é o primeiro e um dos maiores eventos de empreendedorismo, oportunidades e investimentos na região da África Austral.

O Fórum de Negócios da SADC (FNSADC) é uma iniciativa da SADC e do Governo de Moçambique. Foi assumido como um compromisso durante a 40ª Cimeira Virtual de Chefes de Estado e de Governo da SADC em Maputo, Moçambique, a 17 de Agosto de 2020, sob o lema “SADC: 40 Anos Construindo a Paz e a Segurança, Promovendo o Desenvolvimento e a Resiliência face aos Desafios Globais”.

Áreas estratégicas:

Industrialização
Investimentos
Sustentabilidade
Ambiente de negócios
Principais tópicos das sessões de debate:
Agronegócios e Indústria
Turismo e Resiliência
Corredores e Logística
Energia
Realização da Expo Internacional da SADC centrada em projectos e fundos de investimento, impulsionando o ecossistema empresarial regional e os clusters económicos de agro-negócios; Indústria; Turismo; Logística, Corredores e Infra-estruturas (incluindo Tecnologias de Informação e Comunicação – TICs) e Energia.

A realização do Fórum Empresarial da SADC faz parte do Roteiro Operacional Integrado preparado e coordenado pelo MINEC, que a nível político-económico planeou 19 reuniões (entre nível técnico e ministerial) e segue estrategicamente uma abordagem empresarial de complementaridade e estratégia de maximização de programas e mecanismos de promoção e apoio económico cuja implementação é da responsabilidade de outros Ministérios e Governos locais, que são, por exemplo, feiras locais, eventos de promoção e distinção empresarial, eventos de lançamento de programas, eventos de inauguração de empresas, fóruns e conferências de investimentos regionais e internacionais, entre outros eventos planeados e a realizar em todo o país.

O Fórum Empresarial da SADC, além de alcançar um dos objectivos da agenda operacional da presidência moçambicana na promoção de ganhos para a comunidade empresarial nacional em linha com o lema aprovado e em uso, é também o resultado da abordagem estratégica da diplomacia económica que tem em vista a divulgação económica, o desenvolvimento competitivo e a melhoria da balança comercial do país (com um impacto nas províncias de referência).

O evento materializa também uma das prioridades estratégicas do actual ciclo governamental, uma vez que é uma abordagem que continua o desenvolvimento do país (impulsionando o crescimento económico, a produtividade e a geração de emprego), derramando-se assim no horizonte da presidência da SADC e, pretendendo fazer parte de uma acção estratégica que, na dimensão local, nacional, regional e global, apresenta Moçambique especialmente como um país de referência e na vanguarda do potencial e efectivo crescimento económico e produtividade da região sul.

Veja o Cronograma do Evento.

Fitch lança relatório sobre tendências globais do GNL

A Fitch lançou recentemente o seu relatório bianual sobre a projecção do Gás Natural Liquefeito (GNL). Uma das conclusões tem a ver com a variação de preços que têm sofrido um incremento a curto prazo, o que foi notado com alguma admiração.

“Neste relatório especial examinamos como os preços do GNL têm surpreendido a curto prazo. Também abordamos as principais tendências que se verificam no sector ao longo dos 10 anos até 2030, incluindo a forma como o GNL Verde está rapidamente a ganhar terreno”, refere um comunicado da empresa.

Pode ler-se ainda na nota, que “o forte crescimento contínuo da procura representa o risco de uma contracção da oferta em meados da década de 2020, caso os projectos pré-FID não consigam progredir nos próximos dois a três anos”, acrescentou.

A actual dinâmica do mercado verá as fórmulas de preços tenderem cada vez mais a favor do comprador e acelerar as tendências a longo prazo no sentido de contratos mais pequenos, a curto prazo e mais flexíveis. Isto também colocará desafios ao financiamento de projectos para grandes desenvolvimentos em matéria de liquefação.

As preocupações ambientais tornar-se-ão um motor cada vez mais dominante das tendências de investimento, com o GNL verde a ganhar rapidamente atenção no mercado e muitos vendedores a perseguir emissões líquidas mais baixas, inclusive através da utilização de tecnologia de captura e compensação de carbono, para diferenciar a sua oferta.

Este relatório fornece-lhe uma visão especializada do mercado, uma vez que a equipa de peritos da Fitch Solutions em petróleo e gás proporciona uma visão profunda da oferta e procura mundial, tendências de preços e inovações tecnológicas, contratos e financiamento no sector do GNL, incluindo:

Previsões de dez anos sobre o fornecimento global de GNL, incluindo previsões globais, regionais e fundamentais a nível nacional;
Previsão quinquenal do preço à vista do GNL;
Análise das tendências globais em matéria de política, contrato, projectos, financiamento e tecnologia no sector;
Dados globais sobre GNL.

O documento integra a análise macroeconómica, política e industrial especializada da Fitch Solutions para fornecer uma perspectiva fiável e independente para o sector. O relatório fornece previsões, dados e análises essenciais para os agentes e investidores do sector.

Este relatório está disponível na Fitch Solutions.

Alemanha vai dar 63 ME para projectos de desenvolvimento no país

A embaixada da Alemanha em Maputo, anunciou que o Governo daquele país europeu vai desembolsar um donativo de 63 milhões de euros para apoiar projectos de desenvolvimento económico e social em Moçambique.

“Destes fundos, aproximadamente 33 milhões de euros serão canalizados para o sector de educação e de ensino técnico e profissional, 15 milhões de euros para a reabilitação de infraestruturas municipais na província de Sofala e 15 milhões de euros para o sector de energia”, refere o comunicado da embaixada da Alemanha em Maputo.

O valor destinado à educação será desembolsado para o Fundo de Apoio ao Sector da Educação, uma das iniciativas do Governo de Moçambique e que conta com o apoio alemão há anos.

“No sector de energia, os fundos serão dedicados à instalação do “Centro Nacional de Despacho”, que permitirá que a empresa Electricidade de Moçambique assuma controlo total sobre a rede de energia nacional”, acrescenta o documento.

O acordo para o desembolso do valor foi assinado pela ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Verónica Macamo, e pelo embaixador da Alemanha em Moçambique, Lothar Freischlader.

“Esta ajuda financeira vai contribuir igualmente para a concretização de projectos municipais, uma área que preocupa o governo por causa dos desafios ligados à prestação de serviços em zonas urbanas que registam um crescimento demográfico acelerado”, disse a chefe da diplomacia moçambicana, durante a assinatura do acordo.

Dados avançados pela embaixada da Alemanha em Maputo indicam que, entre 2009 e 2020, aquele país europeu disponibilizou a Moçambique cerca de 830 milhões de euros para apoiar iniciativas de desenvolvimento social e económico.

Agricultura – Necessários novos instrumentos financeiros

Reflectindo em torno do tema “Instrumentos financeiros agrícolas”, na terceira edição da Mozgrow, concluiu-se que houve redução no financiamento à agricultura nos últimos anos. Em busca de soluções, os oradores apontaram o envolvimento do Estado e seguros agrícolas como alguns dos instrumentos para ultrapassar a situação.

Faziam parte do painel, Gildo Lucas, produtor e especialista em finanças, José Sousa Pinto, representante da Direcção de Negócios Corporativos do BCI, Júlio Rafael, director de Assessoria e Estruturação Financeira do BNI e Cremildo Maculuve, produtor agrícola.

“É preciso que haja uma política abrangente que permita uma comparticipação entre o Governo central e os locais, na mitigação do risco. Só assim as seguradoras mostrarão disponibilidade para aderir a esse negócio. Os agricultores não estão em condições para pagar um prémio muito alto. Daí que o Estado devia subsidiar, para permitir que o negócio seja atractivo”, disse Lucas.

Entretanto, Cremildo Maculuve compreende que é preciso fazer uma análise holística que tome em conta toda a cadeia de valor.

“É verdade que, nos países onde a agricultura é bem-sucedida, existe a garantia de um seguro agrícola. Os riscos existem em todos os sectores. Daí que é altura de deixarmos de lamentar os riscos e começar a pensar nas soluções.”, disse Maculuve.

Por sua vez, o BCI falou da disponibilidade que tem para financiar a agricultura, apesar de saber que é uma actividade cheia de riscos.

“É preciso cadastrar os agricultores para organizá-los de modo que eles possam tirar benefícios das linhas de crédito existentes. Temos núcleos de agricultores dispersos que é preciso organizar. O seguro pode contribuir para que as pessoas se envolvam mais na agricultura e trazer para o banco a garantia da cobertura do risco”, disse José Sousa Pinto.

Já o BNI diz que não está a receber dinheiro suficiente para aquilo que é o volume das necessidades das áreas de desenvolvimento no país, entretanto procura “mobilizar parceiros nacionais e internacionais de modo que haja financiamento à actividade agrícola”.

“Os projectos de agricultura familiar precisam de ser transformados para gerar lucros. E essa transformação é feita através de assistência técnica, de forma que eles se tornem agricultores comerciais. O seguro é importante, mas não resolve o problema”, disse Júlio Rafael.