Sunday, April 19, 2026
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BVM Regista crescimento expressivo em 2024 e aponta para nova fase de modernização e dinamização do mercado

  • Presidente da Bolsa de Valores de Moçambique destaca aumento da capitalização bolsista, maior volume de negócios e aposta em reformas estruturantes para atrair mais empresas e investidores

Intervindo no Economic Briefing de Abril de 2025, evento da CTA, o Presidente da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), Pedro Cossa, apresentou os resultados da actividade bolsista em 2024, destacando crescimentos significativos na capitalização, no volume de negócios e no número de títulos cotados. Ao mesmo tempo, apontou uma visão estratégica para o futuro da instituição, com reformas orientadas à modernização tecnológica, diversificação de produtos e maior integração com a economia real.

Cossa revelou que a capitalização bolsista da BVM cresceu 15,5%, passando de 183.825,43 milhões de meticais em 2023 para 212.407,89 milhões de meticais em 2024. O rácio de capitalização bolsista sobre o PIB também subiu, atingindo 29,59%, consolidando o papel da bolsa como pilar de financiamento da economia.

Pedro Frederico Cossa Assume Liderança da Bolsa de Valores de Moçambique

Em termos de volume de negócios, a bolsa movimentou 34.527,88 milhões de meticais em 2024, uma subida de 55,6% face ao ano anterior, e o índice de liquidez (turnover) avançou 34,7%. O número total de títulos cotados (acções, obrigações e papel comercial) aumentou de 84 para 91, um crescimento de 8,3%.

Financiamento à economia e vigilância regulatória

Desde a sua criação, a BVM já viabilizou mais de 358 mil milhões de meticais em financiamento à economia, o que representa um crescimento acumulado de 1138,1%, consolidando a bolsa como alternativa viável ao crédito bancário tradicional.

A Central de Valores Mobiliários (CVM), instrumento essencial no controlo de fluxos financeiros, registou 318 novos registos e 26.411 titulares, com crescimentos de 15,8% e 3,5%, respectivamente — indicadores que reforçam a vigilância contra o branqueamento de capitais e o financiamento ao terrorismo.

Uma bolsa com ambição reformista

Apesar dos avanços, o Presidente da BVM reconhece que o mercado bolsista moçambicano está ainda em fase de consolidação, com nível de liquidez reduzido, sobretudo no segmento accionista. Para superar estas limitações, a estratégia da instituição inclui:

  • Adoção de boas práticas internacionais, como a exigência de cotação de empresas estratégicas (bancos, seguradoras, telecomunicações, extractiva);
  • Modernização tecnológica, com integração de “Fintechs” e tecnologias como o blockchain;
  • Revisão legal e regulamentar, incluindo a reformulação do Código do Mercado de Valores Mobiliários;
  • Implementação da Lei das PPPs, com dispersão obrigatória de capital no mercado após cinco anos de operação;
  • Criação de novos produtos, como green bondsblue bonds, fundos de investimento e instrumentos de poupança pública;
  • Promoção de operadores especializados e plataformas digitais de negociação, para estimular liquidez e acessibilidade;
  • Estabelecimento de parcerias estratégicas com bolsas e instituições congéneres da região e do mundo.

Da estabilidade à transformação

A intervenção de Pedro Cossa reflecte uma bolsa em clara trajectória ascendente, mas ciente dos desafios estruturais que ainda limitam a sua profundidade e abrangência. Ao consolidar reformas, inovar produtos e reforçar a transparência, a BVM pretende afirmar-se como instrumento moderno, competitivo e inclusivo de financiamento do desenvolvimento económico moçambicano.

Cabo Delgado: Grafite de Balama permanece encerrada desde ano passado

A mina de grafite de Balama, uma das maiores fontes de grafite natural do mundo, localizada na província de Cabo Delgado, continua encerrada devido a protestos locais intensificados no contexto de tensão pós-eleitoral em Moçambique.

Segundo uma publicação da Engneering News, a mina operada pela australiana Syrah Resources, encontra-se inoperacional há nove meses consecutivos, afectada por bloqueios no acesso ao local e pela falta de intervenção efectiva das autoridades. A paralisação teve origem em reivindicações de agricultores reassentados, mas alastrou-se a outros focos de contestação relacionados com o ambiente de instabilidade política no País.

A mineradora Syrah avança que embora tenha sido alcançado um acordo com o grupo inicial de agricultores, um pequeno número de manifestantes continua a impedir o acesso à mina, sem apresentar reivindicações legítimas. A empresa obteve em Março uma injunção judicial que determina a libertação do local, mas a aplicação da ordem pelas autoridades distritais permanece incerta.

Desde a suspensão das operações, em meados de 2024, a mina de Balama não produziu qualquer tonelada de grafite. No primeiro trimestre de 2025, a Syrah registou a venda de apenas 1300 toneladas do produto, um volume muito inferior ao de períodos anteriores.

A empresa declarou força maior ao abrigo do Acordo de Mineração de Balama em 2024, mantendo o estatuto até à normalização da situação. Entretanto, os custos fixos da operação situam-se em cerca de três milhões de dólares mensais, ainda que medidas temporárias de contenção tenham sido adoptadas.

Além do impacto económico, a suspensão da actividade comprometeu os programas sociais que a Syrah desenvolvia na região. A empresa reitera, contudo, o seu compromisso com práticas de sustentabilidade e apoio às comunidades locais.

A falta de uma resposta célere das autoridades moçambicanas, num contexto de perturbação civil e de atraso na formação do novo Governo, tem agravado a incerteza quanto à retoma da produção em Balama. A Syrah não avançou, até ao momento, qualquer previsão para o reinício das operações.

Governo aprova Plano Económico e Social e Orçamento do Estado fixado em 512,7 mil milhões de meticais

O Governo aprovou, através do Conselho de Ministros, a proposta de Lei do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2025, a ser submetida à Assembleia da República.

A informação foi avançada ontem, terça-feira (29), pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, após o fim da 14.ª sessão ordinária.

O documento prevê uma receita total de 385,8 mil milhões de meticais e uma despesa global de 512,7 mil milhões de meticais, resultando num défice estimado em 126,8 mil milhões de meticais. O PESOE define as metas económicas e sociais para o próximo ano, alinhadas com o novo Programa Quinquenal do Governo (2025–2029).

Do total de 512,7 mil milhões de meticais, cerca de 80,1% correspondem a recursos internos e 19,9% a recursos externos, constituídos por créditos e donativos.

As principais linhas de força centram-se na diversificação das fontes de crescimento económico, no aumento da resiliência para reduzir os impactos dos choques internos e externos, criação de mais postos de trabalho, modernização da base infra-estrutural da economia, incluindo na gestão eficiente dos recursos naturais e melhoria dos padrões de distribuição do rendimento.

Segundo o jornal “O País”, o Governo apreciou igualmente a Conta Geral do Estado referente ao exercício económico de 2024, o Relatório Anual da Dívida Pública e informações sobre a recente reunião do Grupo do FMI e Banco Mundial.

Comércio passa a operar sem restrições de horário em todo país

No âmbito das medidas de recuperação económica adoptados pelo Governo, comércio passa a funcionar sem limitações do horário em todo o território nacional, informou o Ministério da Economia em comunicado de imprensa.

Esta decisão enquadra-se num plano mais vasto visando revitalizar a economia, com especial incidência no estímulo ao sector comercial e serviços.

De acordo com o comunicado do Ministério com esta medida os agentes económicos passam a dispor de autonomia para definir o horário de funcionamento dos seus estabelecimentos.

Entretanto, avança o ministério, a obrigatoriedade de se respeitarem as normas constantes do regime geral do horário de trabalho bem como outras disposições legais aplicáveis aos sectores com regimes específicos.

Segundo o documento que temos estado a citar, a flexibilização ora introduzida procura responder às dinâmicas do mercado, e não deverá servir para prejudicar os direitos dos trabalhadores.

Portanto, a aplicação efectiva da medida implica que os operadores económicos comuniquem formalmente os horários escolhidos à Direcção Nacional do Comércio Interno, indicando os períodos de actividade pretendidos, o que permitirá uma melhor organização e fiscalização do sector.

O Executivo reafirma que esta acção integra um conjunto de iniciativas destinadas a impulsionar a retoma económica no período pós-crise, promovendo maior flexibilidade e eficiência no ambiente de negócios.

FMI preocupado com a incerteza da economia mundial

A directora-geral do FMI revelou que as reuniões em Washington estão a ser marcadas, esta semana, pela “ansiedade” face à incerteza e ao imprevisto. “Temos de ter uma economia mundial com previsibilidade”, afirmou Kristalina Georgieva.

“Nem são tanto as tarifas (taxas alfandegárias) que estão a preocupar mais os membros do Fundo Monetário Internacional, mas a incerteza, temos de descer a incerteza”, disse Kristalina Georgieva, na conferência de imprensa esta quinta-feira na sede da organização, em Washington DC.

Numa publicação do jornal Expresso, a economista búlgara, que dirige uma organização com 191 membros, revelou que, esta semana, o que mais sentiu, entre os membros presentes nesta reunião de Primavera do FMI, foi a ansiedade: “Estão ansiosos. É importante que tenhamos uma economia global com previsibilidade”.

Sem se referir, uma única vez, ao autor da incerteza e da imprevisibilidade actuais, a directora-geral do FMI foi muito diplomática em relação às críticas muito duras feitas no dia anterior pelo secretário do Tesouro norte-americano Scott Bessent durante um fórum do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, Institute of International Finance) realizado, também, em Washington, a uns quarteirões da sede do Fundo.

“Os Estados Unidos são o nosso maior acionista e é onde está a nossa sede. Valorizamos muito a voz dos EUA e esperamos discutir com eles e com os outros membros do Fundo [as questões levantadas]”, respondeu Georgieva.

EUA avançam com extinção da MCC em países africanos, incluindo em Moçambique

A administração norte-americana de Donald Trump pretende encerrar a agência de ajuda externa, Millennium Challenge Corporation (MCC), escreve a revista norte-americana “Politico.

Trata-se de uma  medida que será executada pelo Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês), liderado pelo bilionário Elon Musk, e prevê-se o despedimento de 320 funcionários, bem como o cancelamento de doações a 40 países, onde os projectos de desenvolvimento estão em curso.

A expectativa é que, dentro de 90 dias, todas as operações do MCC estejam encerradas. Uma reorganização anunciada na terça-feira, 22 de Abril, pelo Departamento de Estado inclui a abolição da divisão para “segurança dos civis, da democracia e dos direitos humanos”, que será substituída por outra, responsável pela “coordenação da ajuda externa e dos assuntos humanitários”. Esta deverá absorver o que resta da USAID, a agência de desenvolvimento que durante anos geriu um orçamento que representava quase metade da ajuda humanitária mundial, agora drasticamente cortado pela administração de Donald Trump.

Estabelecida pelo Congresso em 2004 durante a administração de George W. Bush, a MCC é independente do Departamento de Estado e tem, actualmente, assinados ou em implementação mais de 5,4 mil milhões de dólares em subsídios em 20 países de baixo rendimento.

O MCC tem estado envolvido em países lusófonos como Moçambique e os projectos focam-se em áreas como água e saneamento, estradas, agricultura e propriedade da terra, com o objectivo de atrair investimento privado e promover o crescimento.

Em 2023, Moçambique foi reeleito pelo Conselho de Administração do Millennium Challenge Corporation (MCC), para continuar a desenvolver o programa Compacto II que preconiza, entre outros pontos, a assistência ao desenvolvimento de infra-estruturas rurais, como estradas, programas de apoio à agricultura e criação de condições para a resiliência das populações costeiras, através da protecção, recuperação de ecossistemas e reposição da floresta de mangal na província da Zambézia.

No ano passado, o Governo anunciou a criação de uma instituição para gestão de mais de 537 milhões de dólares (33,9 mil milhões de meticais), dos quais 500 milhões de dólares (31,6 mil milhões de meticais) doados pela Millennium Challenge Corporation. O financiamento norte-americano destinava-se ao Compacto II, e o compromisso foi assinado a 20 de Setembro de 2023 no Capitólio, em Washington, na presença do antigo chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi.

Moçambique e Brasil com potencial para liderar transição energética na CPLP

A presidente da Associação Lusófona de Energias Renováveis (ALER), Mayra Pereira, defendeu ontem, em Maputo, que Moçambique e o Brasil reúnem condições para assumir a liderança no processo de transição energética no seio dos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Falando à margem da mesa-redonda “Roteiro de Cooperação 2030 de Energia e Clima na CPLP”, um dos eventos paralelos à conferência empresarial sobre energias renováveis, a responsável destacou que estes dois países contam com estratégias robustas nesta matéria, podendo servir de exemplo para os demais Estados-membros.

“A estratégia de cooperação energética entre os países lusófonos precisa de líderes. Moçambique, por exemplo, pode posicionar-se como um desses líderes e partilhar o seu percurso com os outros membros da CPLP”, afirmou Pereira, sublinhando que o domínio da língua portuguesa entre os membros é uma vantagem significativa para impulsionar a cooperação.

Segundo Mayra Pereira, vários países da CPLP, em especial os PALOP, ainda não possuem estratégias bem definidas para a transição energética. A partilha de experiências por parte de Moçambique e do Brasil poderá fornecer uma base sólida para que essas nações elaborem os seus próprios planos, ajustados às suas realidades.

Por outro lado, mesmo entre os países que já possuem estratégias delineadas, persistem obstáculos importantes, nomeadamente barreiras de ordem regulatória e dificuldades no acesso a financiamento, factores que têm dificultado a concretização das metas traçadas.

Para viabilizar a implementação do Roteiro de Cooperação 2030 da CPLP, lançado em Março deste ano, a ALER estima ser necessário um investimento global de cerca de 8 mil milhões de dólares até 2030. Este plano tem como principal objectivo identificar prioridades comuns entre os nove países da CPLP nos domínios da transição energética e da resiliência climática.

Num contexto internacional marcado por desafios geopolíticos e fenómenos climáticos extremos, Pereira apelou à adopção de uma visão mais ampla e à mobilização conjunta de soluções entre os países lusófonos. “Temos de olhar para os nossos diferentes cenários e compreender como é que a mobilização de recursos pode acontecer de forma coordenada, ajustada ao novo contexto global”, frisou.

A CPLP é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Mozambique and Brazil have the potential to lead the energy transition in the CPLP

Moçambique e Brasil com potencial para liderar transição energética na CPLP

The president of the Lusophone Renewable Energy Association (ALER), Mayra Pereira, argued yesterday in Maputo that Mozambique and Brazil are in a position to take the lead in the energy transition process within the countries of the Community of Portuguese Speaking Countries (CPLP).

Speaking on the sidelines of the round table “2030 Energy and Climate Cooperation Roadmap in the CPLP”, one of the side events of the business conference on renewable energies, she pointed out that these two countries have robust strategies in this area, which could serve as an example for the other member states.

“The energy cooperation strategy between Portuguese-speaking countries needs leaders. Mozambique, for example, can position itself as one of these leaders and share its journey with the other members of the CPLP,” said Pereira, stressing that the dominance of the Portuguese language among members is a significant advantage for boosting cooperation.

According to Pereira, several CPLP countries, especially the PALOP, still don’t have well-defined strategies for the energy transition. The sharing of experiences by Mozambique and Brazil could provide a solid basis for these nations to draw up their own plans, adjusted to their realities.

According to Mayra Pereira, several CPLP countries, especially the PALOPs, still don’t have well-defined strategies for the energy transition. The sharing of experiences by Mozambique and Brazil could provide a solid basis for these nations to draw up their own plans, adjusted to their realities.

On the other hand, even among the countries that already have strategies outlined, there are still major obstacles, namely regulatory barriers and difficulties in accessing funding, factors that have made it difficult to achieve the goals set.

To enable the implementation of the CPLP’s 2030 Cooperation Roadmap, launched in March this year, ALER estimates that global investment of around 8 billion dollars is needed by 2030. The main aim of this plan is to identify common priorities between the nine CPLP countries in the fields of energy transition and climate resilience.

In an international context marked by geopolitical challenges and extreme climate phenomena, Pereira called for a broader vision and the joint mobilization of solutions between Portuguese-speaking countries. “We have to look at our different scenarios and understand how the mobilization of resources can happen in a coordinated way, adjusted to the new global context,” he stressed.

CFO Forum Moçambique lança Agenda 2025/2026 com foco na transformação digital e sustentabilidade financeira

O CFO Forum Moçambique apresentou oficialmente a sua Agenda 2025/2026, num evento realizado no Hotel Montebelo Girassol, em Maputo. A sessão foi presidida pela Directora Executiva do CFO Forum, Huruda de Castro Malungane, com as intervenções do Devan Manmoandas, Director Financeiro do Moza Banco, da Nigéria, Samuel Efosa-Auston, Presidente da Tech 4 U Africa e de Angola a Neuza Pinto, Directora Geral da Kitadi Finanças.

Directora Executiva do CFO Forum, Huruda de Castro Malungane

Durante a sua intervenção, a Huruda Malungane afirmou: “A nossa missão é construir uma comunidade sólida de líderes financeiros que, juntos, possam transformar o sector financeiro em Moçambique, promovendo práticas sustentáveis e inovadoras.”​

A Agenda 2025/2026 introduz o conceito de CFO 4.0, que representa a integração de dados, critérios ambientais, sociais e de governação (ESG), inovação e cultura como motores da transformação organizacional. As prioridades estratégicas para os próximos anos incluem a capacitação contínua, digitalização, literacia financeira e governança.​

Entre os principais pontos de acção apresentados, destaca-se a criação da CFO Academy, uma plataforma dedicada à formação, desenvolvimento e conexão entre líderes financeiros, aspirantes e académicos, visando aprimorar competências estratégicas e preparar as próximas gerações de profissionais de finanças. Foi também anunciada a CFO Master Series, um ciclo exclusivo de encontros e masterclasses para executivos financeiros de alto nível, focado em liderança estratégica, inovação financeira e transformação de negócios.​

Outro destaque foi a Semana da Sustentabilidade, um evento anual em formato de jornadas científicas, com foco na premiação de startups de serviços e produtos sustentáveis, bem como na capacitação e melhoria da performance das empresas através de mentoria executiva com os embaixadores e mentorados do CFO Forum.​

Foi ainda apresentado o ECO Platform, uma ferramenta inovadora e integrada que visa promover a sustentabilidade, eficiência e transformação digital na gestão financeira. Apresentada pelo Samuel Efosa-Auston, a plataforma oferece recursos analíticos, dashboards inteligentes e funcionalidades colaborativas que facilitam a tomada de decisões estratégicas com base em dados reais e métricas ESG.​

ECO Platform

O evento culminou com a assinatura de um Memorando de Entendimento entre Moçambique e Angola, formalizando a expansão do CFO Forum através de uma parceria estratégica que visa promover o crescimento conjunto e impulsionar o mercado financeiro em ambas as regiões, prevendo a troca de experiências e conhecimentos, bem como o fomento de ambientes que estimulem o intercâmbio entre empresários e demais partes interessadas.​

De acordo com a Huruda, “O futuro de Moçambique depende das decisões que tomamos hoje. É hora de agir, investir e inovar para construirmos um país economicamente sustentável e digitalmente inclusivo”, referiu.​

O CFO Forum convida todos os interessados a juntarem-se a esta iniciativa, participando activamente na transformação do panorama económico do continente.

CFO Forum Mozambique Launches 2025/2026 Agenda with Focus on Digital Transformation and Financial Sustainability

The CFO Forum Mozambique officially launched its 2025/2026 Agenda during an event held at the Montebelo Girassol Hotel in Maputo. The session was led by the Forum’s Executive Director, Huruda de Castro Malungane, and featured remarks from Devan Manmoandas, Chief Financial Officer of Moza Banco, Samuel Efosa-Auston, President of Tech 4 U Africa (Nigeria), and Neuza Pinto, Managing Director of Kitadi Finanças (Angola).

In her address, Huruda Malungane stated: “Our mission is to build a strong community of financial leaders who, together, can transform the financial sector in Mozambique by promoting sustainable and innovative practices.”

CFO Forum Mozambique, Executive Director, Huruda de Castro Malungane

The 2025/2026 Agenda introduces the concept of CFO 4.0, representing the integration of data, environmental, social and governance (ESG) criteria, innovation, and culture as drivers of organisational transformation. Strategic priorities for the coming years include continuous capacity-building, digitalisation, financial literacy, and governance.

Among the main initiatives announced was the creation of the CFO Academy, a platform dedicated to training, developing, and connecting finance leaders, aspiring professionals and academics. The goal is to enhance strategic capabilities and prepare the next generation of financial professionals.

The event also marked the announcement of the CFO Master Series, an exclusive cycle of high-level executive gatherings and masterclasses focused on strategic leadership, financial innovation, and business transformation.

Another key highlight was the Sustainability Week, an annual event in the format of scientific and business development sessions. The initiative includes awards for sustainable startups and services, as well as performance enhancement for companies through executive mentorship involving the Forum’s ambassadors and mentees.

Also presented was the ECO Platform, an innovative and integrated tool aimed at fostering sustainability, efficiency and digital transformation in financial management. Introduced by Samuel Efosa-Auston, the platform offers analytical resources, smart dashboards, and collaborative features that support strategic decision-making based on real-time data and ESG metrics.

The event culminated with the signing of a Memorandum of Understanding between Mozambique and Angola, formalising the expansion of the CFO Forum through a strategic partnership designed to promote joint growth and strengthen the financial markets in both countries. The agreement foresees the exchange of knowledge and experiences, as well as the creation of spaces to foster dialogue and collaboration among business leaders and other stakeholders.

According to Huruda, “The future of Mozambique depends on the decisions we make today. It is time to act, invest and innovate in order to build a sustainable and digitally inclusive country.”

The CFO Forum extends an open invitation to all stakeholders to join this movement and take an active role in the transformation of the continent’s economic landscape.