Sunday, April 19, 2026
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Banco Central revela incumprimento elevado no crédito do Ecobank

O Banco de Moçambique (BdM) revelou que quase metade do crédito concedido pelo Ecobank encontrava-se em incumprimento no final do primeiro trimestre, registando-se uma taxa de 48,17%, contra 42,66% observada no final de 2024.

Dados constantes do Relatório de Indicadores Prudenciais e Económico-Financeiros, referentes ao período de Janeiro a Março, indicam que, durante o trimestre em análise, a maioria das instituições bancárias do país também apresentaram níveis elevados de crédito malparado.

Segundo o mesmo documento, o Moza Banco encerrou o trimestre com uma taxa de crédito vencido (NPL) de 36,58%, superior aos 34,24% registados no quarto trimestre de 2024, seguindo-se o Access Bank, com uma taxa de 20,69%, ligeiramente abaixo dos 21,04% anteriormente reportados.

Da lista divulgada pelo banco central, com base em dados fornecidos pelas próprias instituições financeiras, destacam-se os bancos United Bank for Africa (UBA), First National Bank (FNB), Standard Bank, First Capital Bank (FCB) e Absa Bank Moçambique, que apresentaram taxas de crédito malparado inferiores ao nível recomendado (5%), situando-se em 2,15%, 2,37%, 3,38%, 2,52% e 3,51%, respectivamente.

Entretanto, o Millennium bim, um dos maiores bancos comerciais do país e liderado pelo português BCP, viu a sua taxa de crédito malparado reduzir-se para 2,89%, enquanto o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), controlado pela Caixa Geral de Depósitos, atingiu os 11,89%.

No final de 2024, o Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, afirmou que o sistema bancário nacional permanecia “sólido e bem capitalizado”, mas alertou que o nível de crédito malparado continuava elevado.

“A taxa de crédito vencido continua relativamente alta”, declarou, apontando que a mesma se situava em 9,1% do total em Setembro último, contra 9,3% no mesmo mês do ano anterior, sendo que várias instituições ainda mantêm rácios acima do limiar recomendado de 5%.

Manuel Soares acumula funções como PCA interino do Moza Banco

O Presidente da Comissão Executiva (CEO) do Moza Banco, Manuel Soares, passou a acumular, a partir da última quarta-feira, 30 de Abril, o cargo de Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Banco, em regime interino.

A nomeação foi deliberada por unanimidade pelos Accionistas, durante a Assembleia Geral Ordinária realizada no dia 29 de Abril de 2025. Na mesma ocasião, João Figueiredo, que exercia o cargo de PCA desde 2016, cessou oficialmente funções.

Manuel Soares lidera a Comissão Executiva do Moza desde 2021, ano em que foi nomeado para o cargo de CEO. Com uma carreira de quase três décadas no sector financeiro moçambicano, iniciou o seu percurso como Auditor Financeiro, tendo posteriormente assumido funções de liderança em diversas áreas estratégicas, incluindo Finanças, Tesouraria, Gestão de Riscos, Planeamento e Cash Management.

Antes de integrar o Moza, exerceu o cargo de CFO (Director Financeiro), com responsabilidades que se estendiam às áreas de logística, procurement, controlo financeiro e planeamento estratégico.

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“Cada decisão que tomarmos, cada produto que criarmos, terá um único objectivo, melhorar a vida dos moçambicanos e impulsionar o desenvolvimento económico do nosso país. Continuarei a contar com o apoio de todos os membros da família Moza para juntos escrevermos os próximos capítulos da história de sucesso deste Banco.”

A designação de Manuel Soares como PCA interino, mantendo-se simultaneamente como CEO, reflecte a confiança dos Accionistas e Colaboradores no modelo de gestão implementado desde a sua chegada ao Banco. A sua visão estratégica, aliada aos valores fundamentais do Moza, Ambição, Resiliência, Integridade e Colaboração, tem sido determinante para o crescimento robusto e sustentável da instituição.

Syrah Resources recupera acesso à mina de grafite de Balama

A mineradora australiana Syrah Resources, que opera no distrito de Balama, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, anunciou nesta segunda-feira, 5 de Maio, que conseguiu restaurar o acesso a sua mina de grafite, após interrupções causadas por protestos ilegais.

Num comunicado divulgado pelo Engineering News, a entidade explicou que chegou a um acordo formal com agricultores e autoridades governamentais em Abril, o que levou a maioria dos manifestantes a interromper as acções ilegais em Balama, acrescentando que, no entanto, um pequeno grupo de pessoas continuou a bloquear o acesso ao local “sem motivo legítimo”.

“As autoridades conseguiram reprimir os protestos ilegais restantes nos dias 3 e 4 de Maio, o que permitiu à Syrah restaurar o acesso ao local em Balama”, avançou a mineradora listada na Bolsa de Valores Australiana (em inglês Australian Stock Exchange – sigla ASX).

A empresa confirmou ainda que está a mobilizar equipas de apoio ao acampamento, inspecção e manutenção, com o objectivo de reiniciar as operações e os embarques dos produtos nos prazos previstos.

“A paralisação prolongada da mina foi motivada inicialmente por reivindicações relacionadas ao reassentamento de terras agrícolas e, posteriormente, por conflitos mais amplos relacionados às eleições. A empresa não produziu grafite por três trimestres consecutivos, e as vendas também foram suspensas até a retomada da produção”, descreveu.

Moçambique exporta grafite para diversos países, com a maior parte do material a ser utilizado na indústria de baterias de veículos eléctricos

Em Dezembro do ano passado, a entidade declarou “força maior” e suspendeu as operações na mina de grafite de Balama, devido à crise política e social. A medida resultou na queda de 28% no valor das acções da empresa, que também enfrenta um incumprimento em empréstimos financiados pelo Governo dos Estados Unidos da América (EUA).

Na altura, a Syrah, fornecedora de grafite para baterias de veículos eléctricos, incluindo um contrato com a Tesla, destacou que os bloqueios impediram o transporte de materiais e levaram ao encerramento temporário das operações, com os trabalhadores dispensados.

A empresa recebeu anteriormente um financiamento de 150 milhões de dólares do International Development Finance Corp. e outros 98 milhões do Departamento de Energia dos EUA para apoiar a mina de Balama e construir uma fábrica de processamento nos EUA. No entanto, a instabilidade em Moçambique comprometeu o cumprimento dessas obrigações financeiras.

“Os impactos e a duração das acções de protesto desencadearam eventos de incumprimento nos empréstimos da empresa com a United States International Development Finance Corp. e o Departamento de Energia dos EUA”.

Moçambique viveu quase cinco meses de tensão pós-eleitoral, um momento marcado por manifestações gerais que originaram a morte de 390 pessoas durante os confrontos entre os civis e a polícia. A agitação que causou prejuízos avultados para a economia foi incentivada pelo ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane que não reconhece os resultados das eleições de 9 de Outubro cuja vitória foi da Frelimo e do seu candidato, Daniel Chapo.

Em Abril, o Parlamento aprovou, por unanimidade, aclamação e em definitivo, a lei do acordo político para pacificar o País, incluindo a revisão da Constituição da República e dos poderes do Presidente. O dispositivo legal, aprovado pelas quatro bancadas que compõem o Parlamento moçambicano, tem por base o acordo entre o chefe do Estado, Daniel Chapo, e todos os partidos políticos, assinado no passado dia 5 de Março e submetido à Assembleia da República para apreciação com carácter de urgência.

Entretanto, no dia 23 de Março, Venâncio Mondlane e Daniel Chapo encontraram-se pela primeira vez e foi assumido o compromisso de cessar a violência no território nacional.

Conheça os novos preços de portagens a vigorar a partir de 15 de Maio

O Director Nacional dos Transportes e Segurança no Ministério dos Transportes e Logística, Fernando Andela, revelou hoje, a “nova tabela” tarifária das portagens, que deverão vigorar a partir de 15 de Maio próximo.

Em entrevista à Rádio Moçambique, clarificou que os novos preços sugeridos ao Governo tendo por base um estudo do sector dos transportes.

“Os descontes serão diferentes, porque os operadores têm contratos específicos… outros contratos não se circunscrevem apenas ao Estado moçambicano” notou.

As taxas nas praças de portagens na Estrada Circular de Maputo (REVIMO) serão reduzidas pela metade nos transportes semi-colectivos de passageiros de 15 lugares, passando dos actuais 10 meticais para cinco meticais, igualmente, na portagem de Maputo (TRAC).

Para os colectivos de passageiros “TPM”, a taxa vai reduzir de 35 meticais para 25 meticais.

Os transportes de passageiros articulados, “vulgo Hungria” vão deixar de pagar 380 meticais para pagar 130 meticais.

Os automobilistas que vivem nas imediações das portagens verão as taxas reduzir dos actuais 16 meticais para 10 meticais.

Na ponte Maputo-Katembe a proposta de redução das tarifas de portagem para utilizadores frequentes foi somente para a Classe 1 (veículos ligeiros) que vão deixar de pagar 125 meticais, passando a pagar 100 meticais. Além disso, os residentes da Katembe, em toda a sua extensão, pagavam 50 meticais e vão passar a pagar 40 meticais.

Ainda na Ponte Maputo-Katembe, os semi-colectivos vão deixar de pagar 35 meticais para pagar 20 meticais.

PESOE 2025: Governo prevê aumento de mais de 40% no investimento directo estrangeiro

PESOE 2025

O Governo moçambicano estima que o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) atinja os 5 mil milhões de dólares em 2025, o que representa um crescimento superior a 40% em relação ao ano anterior. A previsão consta na proposta do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2025, actualmente em debate na Assembleia da República.

Segundo o documento, elaborado pelo Executivo liderado por Daniel Chapo, o incremento no IDE será impulsionado pela retoma de grandes projectos energéticos na bacia do Rovuma, com destaque para a reconstrução da unidade de liquefacção de gás da TotalEnergies e a instalação da segunda plataforma flutuante da Eni, ambas em Cabo Delgado.

Em 2024, o Banco de Moçambique reportou uma entrada de 3,5 mil milhões de dólares em IDE, um aumento de 41,5% face aos 2,5 mil milhões registados em 2023. Em 2022, os investimentos estrangeiros totalizaram 2,4 mil milhões de dólares, enquanto o pico foi alcançado em 2021, com 5,1 mil milhões.

Na altura, o banco central apontou a crescente confiança dos investidores internacionais como principal motor deste desempenho, destacando Moçambique como um pólo estratégico para investimentos energéticos na África Austral.

O Executivo já havia projectado, em 2024, que o IDE poderia atingir os 4,7 mil milhões de dólares, sustentado pela expansão do sector do gás natural liquefeito (GNL), valor que não chegou a ser alcançado.

A proposta do PESOE 2025, aprovada na semana passada pelo Conselho de Ministros, prevê um orçamento de 512,7 mil milhões de meticais (equivalente a 7,9 mil milhões de dólares), com metas macroeconómicas que incluem um crescimento do PIB de 2,9% e uma inflação média anual de 7%.

O documento também antecipa uma arrecadação de receitas no valor de 385,8 mil milhões de meticais (5,9 mil milhões de dólares), que deverão sustentar a execução das acções prioritárias do Governo ao longo do próximo ano.

O PESOE é o principal instrumento de programação do Executivo, definindo metas económicas, sociais e fiscais, bem como os recursos necessários para sua implementação.

Coral Sul deverá render ao Estado 70 milhões de dólares por ano até 2027

Coral Sul

O Governo moçambicano estima arrecadar cerca de 70 milhões de dólares por ano, entre 2025 e 2027, provenientes da exploração de gás natural liquefeito no âmbito do projecto Coral Sul, liderado pela petrolífera italiana ENI na bacia do Rovuma, Norte de Moçambique.

A previsão consta da proposta do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2025, submetida à Assembleia da República, e representa quase metade das receitas totais obtidas desde o início das exportações de gás daquela região, em finais de 2020. Até ao momento, o Estado encaixou 158,9 milhões de dólares, resultantes de impostos sobre a produção mineira, petróleo bruto e bónus de produção.

Esses valores foram canalizados para a Conta Transitória do Fundo Soberano, aguardando redistribuição — 60% para o Orçamento do Estado e os restantes 40% para a Conta Única do Fundo Soberano.

A estratégia orçamental para o período 2025-2027 prevê que 84,4% dos recursos mobilizados sejam de origem interna, com o Executivo a apontar para uma média anual de 543,1 mil milhões de meticais, o equivalente a 32% do Produto Interno Bruto (PIB). Destes, 458,4 mil milhões deverão vir de receitas internas e 84,7 mil milhões de fontes externas.

A política fiscal no triénio estará focada na consolidação orçamental, com medidas orientadas para o aumento da arrecadação, controlo da dívida pública e melhoria da eficiência na despesa. Entre as metas traçadas estão a redução das despesas públicas de 33,2% do PIB em 2024 para 30,7% em 2027, a contenção da massa salarial em 11,5% do PIB e a obtenção de um superavit primário doméstico de 2%.

Para o exercício de 2025, o Executivo prevê uma subida das receitas totais de 351,3 mil milhões de meticais em 2024 para 385,9 mil milhões, enquanto as receitas correntes deverão crescer para 361 mil milhões de meticais. O crédito interno, por sua vez, deverá baixar de 39 mil milhões para 35,1 mil milhões de meticais, antes de oscilar nos dois anos seguintes.

A despesa de funcionamento deverá cair ligeiramente para 351,3 mil milhões de meticais, enquanto os investimentos públicos terão um aumento tímido, passando de 96,4 mil milhões para 98,8 mil milhões.

O Governo reafirma o compromisso com políticas que impulsionem a economia, com destaque para investimentos nos sectores da agricultura, mineração, indústria, turismo e serviços, tendo o gás natural como motor do crescimento sustentado.

Produção de Grafite em Cabo Delgado pode ser retomada após cinco meses de bloqueios

Produção de Grafite em Cabo Delgado pode ser retomada após cinco meses de bloqueios

A mineradora australiana Syrah Resources anunciou a recuperação do acesso à sua mina de grafite em Balama, Cabo Delgado, após meses de interrupções provocadas por protestos ilegais. A situação, que vinha afetando as operações desde finais de 2023, foi parcialmente resolvida após a intervenção das autoridades moçambicanas nos dias 3 e 4 de Maio, o que permitiu à empresa retomar o controlo da infra-estrutura.

Segundo um comunicado citado pelo portal Engineering News, o desbloqueio do acesso resultou de um acordo alcançado em Abril entre a Syrah, representantes do Governo e comunidades locais, maioritariamente agricultores que reivindicavam questões ligadas ao reassentamento de terras. Embora a maioria dos manifestantes tenha suspendido as acções, um pequeno grupo persistia em bloquear a entrada da mina, sem apresentar, segundo a empresa, motivos legítimos.

A mineradora, listada na Bolsa de Valores da Austrália (ASX), já iniciou a mobilização de equipas técnicas para inspeção, manutenção e reativação gradual das operações e dos embarques previstos.

As actividades da mina de Balama estiveram paralisadas por três trimestres consecutivos, impactando severamente a cadeia de fornecimento da empresa, que é uma das principais fornecedoras de grafite para baterias de veículos eléctricos, incluindo para a Tesla. Em Dezembro de 2023, a Syrah declarou “força maior” e suspendeu oficialmente as operações, o que provocou uma queda de 28% nas acções da companhia e o não cumprimento de cláusulas de financiamento com instituições dos Estados Unidos.

A Syrah havia recebido anteriormente 150 milhões de dólares da International Development Finance Corporation e mais 98 milhões do Departamento de Energia dos EUA, com o objetivo de apoiar a mina de Balama e expandir sua operação com uma fábrica de processamento nos EUA. A instabilidade política e social em Moçambique, no entanto, comprometeu o cumprimento dessas metas financeiras.

O país atravessou, nos últimos meses, uma intensa crise pós-eleitoral marcada por manifestações, algumas violentas, que resultaram em cerca de 390 mortes. A tensão agravou-se com a rejeição dos resultados eleitorais por parte do ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, que contestou a vitória da Frelimo e do presidente Daniel Chapo nas eleições de 9 de Outubro.

Num esforço para restaurar a paz, o Parlamento aprovou em Abril, por unanimidade, uma lei que formaliza o acordo político entre todas as forças partidárias, incluindo uma revisão da Constituição e dos poderes presidenciais. O entendimento foi assinado a 5 de Março e representa uma tentativa de estabilizar o país e criar condições para o regresso à normalidade institucional e económica.

​Conheça o PCA dos CFM e a sua visão para o sector dos transportes

​Conheça o PCA dos CFM e a sua visão para o sector dos transportes

Agostinho Francisco Langa Júnior, nascido em 1972, é um engenheiro electrotécnico moçambicano e actual Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM). Formado pela Universidade Eduardo Mondlane, possui uma carreira sólida no sector ferroviário e na administração pública.​

Formação Académica

Langa Júnior é licenciado em Engenharia Electrotécnica pela Universidade Eduardo Mondlane, uma das principais instituições de ensino superior de Moçambique.​

Percurso Profissional

  • CFM (2015–2020): Desempenhou as funções de Administrador Executivo na empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique, contribuindo para projectos estratégicos no sector ferroviário. ​
  • Secretário de Estado do Ensino Técnico-Profissional (2020–2023): Nomeado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, exerceu este cargo até Março de 2023, quando foi exonerado e, no mesmo dia, nomeado PCA dos CFM. ​
  • PCA dos CFM (desde Março de 2023): Assumiu a presidência da empresa pública responsável pela gestão dos portos e caminhos de ferro de Moçambique. Entre os desafios destacados estão a duplicação da linha férrea de Ressano Garcia, a reabilitação da linha de Machipanda e a retoma do transporte ferroviário entre Moçambique e Malawi. ​

Investimentos e Projectos

Sob sua liderança, os CFM investiram mais de 910,3 milhões de dólares em infra-estruturas e equipamentos nos últimos cinco anos, visando modernizar os portos de Maputo, Beira, Nacala e Pemba, bem como as linhas férreas de Machipanda, Sena e Ressano Garcia. ​

Universidade Eduardo Mondlane projecta a sua primeira Sala do Futuro

A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) anunciou a criação da Sala do Futuro, um espaço concebido com o intuito de dinamizar o ensino integrado de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).

A iniciativa está inserida no projecto MozSkills, que visa formar professores das províncias de Maputo e Gaza, reforçando a capacidade interna do país nas áreas STEM.

A Sala do Futuro será equipada com um conjunto de ferramentas de ciência, robótica e tecnologia digital de ponta, permitindo que alunos e docentes explorem novas metodologias de ensino e desenvolvam competências essenciais para a resolução de problemas do mundo real.

Espera-se que esta iniciativa venha a aumentar significativamente o número de professores qualificados e, consequentemente, a inspirar mais alunos a seguir carreiras nestas áreas estratégicas para o desenvolvimento nacional.

Numa primeira fase, o objectivo consiste em formar 350 professores altamente qualificados e criar uma plataforma online para formação contínua, tornando o acesso ao conhecimento mais democrático e eficiente.

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Para além da montagem da sala-modelo, a qual será instalada na Faculdade de Ciências, o projecto prevê a realização de feiras de ciência e robótica em escolas secundárias, institutos profissionais e universidades.

“Estas actividades envolverão mais de 1.600 alunos em olimpíadas científicas, exposições e competições, criando círculos de interesse em STEM e estimulando a criatividade e o pensamento crítico”, lê-se na nota partilhada nas redes sociais.

A revolução do ensino no país

Segundo o coordenador do projecto, Calisto Guambe, esta iniciativa representa um marco para o ensino em Moçambique. A Sala do Futuro não constitui apenas uma sala de aula, mas sim o início de uma revolução no ensino, que posiciona Moçambique na vanguarda da educação STEM em África.

A iniciativa conta com a parceria de instituições de ensino como o Instituto Industrial de Maputo, o Instituto Industrial e Comercial da Matola, o Instituto Médio Agrário de Boane, o Instituto de Formação de Professores da Munhuana, o Instituto de Formação de Professores da Matola e o Instituto de Formação de Professores de Chibututuine (na Manhiça).

INAE ordena retirada imediata do óleo alimentar da marca ‘’Super Vega’’

A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE), ordenou a retirada imediata do mercado nacional do Óleo alimentar da marca ‘’Super Vega’’, por ter sido produzido ilegalmente, no distrito de Nacala, província de Nampula.

De acordo com um comunicado enviado à nossa redacção, a retirada do produto surge em cumprimento do plano operacional e controlo do mercado, bem como da defesa dos interesses económicos do Estado e do consumidor.

Da visita feita pela INAE, concretamente ao sector de produção, constatou-se que se trata de uma unidade económica ilegal, cujo óleo alimentar não obedece a qualidade prevista pelo Ministério da Saúde (MISAU) e não dispõe da aprovação do rotulo e da autorização para o uso do selo ‘’Made in Mozambique, para além do que o seu conteúdo nutricional não foi aprovado pela entidade competente.

O documento menciona ainda que a produção do óleo não obedece a outros requisitos legalmente estabelecidos, sem os quais a indústria não deveria funcionar. Por esta razão, a INAE suspendeu o processo de produção com efeitos imediatos.

Deste modo, por se tratar de uma fábrica ilegal, cujo produto é fortemente suspeito para o consumo humano, foram orientadas todas as delegações, para apreender imediatamente o óleo em causa e submeter amostras ao laboratório para efeito de controlo de qualidade, incluindo a verificação dos parâmetros de fortificação.