Sunday, April 19, 2026
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Coral Sul-FLNG: Projecto injectará 15 mil milhões USD na economia moçambicana

  • Director da plataforma destaca sucesso colectivo e impacto económico sem precedentes

O projecto Coral Sul-FLNG irá injectar mais de 15 mil milhões de dólares americanos (960 mil milhões de meticais) na economia nacional ao longo da sua vida útil, anunciou o director-geral da plataforma, Alfonso Pagano, durante a 11.ª Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique (MMEC 2025). A iniciativa é considerada um dos maiores marcos energéticos da história económica do País.

Execução Exemplar do Megaprojecto

“Desde a assinatura da decisão final de investimento, em 2017, mantivemos o rumo. Mesmo perante imprevistos, não houve derrapagens nem de calendário, nem de custo”

— Alfonso Pagano, Director-Geral da Coral Sul-FLNG

Com um investimento inicial superior a 7 mil milhões de dólares, o Coral Sul-FLNG (plataforma flutuante de Gás Natural Liquefeito) apresenta-se como um caso de sucesso na execução de megaprojectos energéticos em África.

  • Investimento Inicial – 7 B USD
  • Impacto Económico Total – 15 B USD
  • GNL Produzido – 7.3 M t

Destaques Operacionais

Principais Realizações do Projecto

  • Mais de 15 mil milhões USD de impacto económico directo previsto
  • Contribuição de 50% para o crescimento económico de Moçambique em 2023
  • Mais de 7 milhões de toneladas de GNL já produzidas
  • Zero incidentes registáveis em mais de um ano de operação contínua
  • Mais de 800 moçambicanos directamente envolvidos nas operações
  • 100 contratos atribuídos a empresas locais; 39% do valor adjudicado a firmas moçambicanas
  • Investimento de 7 mil milhões USD executado sem derrapagens de custo ou prazo

Em termos operacionais, o projecto atingiu já 7,3 milhões de toneladas de GNL produzidas, mantendo uma taxa de regularidade exemplar. A componente de segurança também foi sublinhada como “praticamente inédita na indústria”, tendo a plataforma registado zero incidentes registáveis em mais de um ano de operação contínua.

Impacto Económico e Social

Indicador Valor Impacto
Contribuição ao PIB (2023) 50% do crescimento Alto
Empregos Directos 800+ moçambicanos Significativo
Contratos Locais 100 (39% do valor) Relevante
Segurança Operacional 0 incidentes Exemplar

“O Coral Sul é um sucesso colectivo. Só em 2023, contribuiu com cerca de metade do crescimento económico de Moçambique, num ano em que a Moody’s estimava o PIB em 6,5%”

— Alfonso Pagano, Director-Geral da Coral Sul-FLNG

Perspectivas Futuras

Com a consolidação das operações e a manutenção dos níveis de produção e segurança, o Coral Sul-FLNG posiciona-se como um dos projectos energéticos mais bem sucedidos do continente africano, servindo de modelo para futuros investimentos no sector de gás natural em Moçambique e na região.

  • Vida Útil Prevista – 25+ anos
  • Capacidade Anual – 3.4 M t
  • Mercados-alvo – Ásia/Europa

BVM Regista novas dinâmicas em maio com transacções, cupões e taxas de juro reajustadas

Estado moçambicano prepara pagamento de vários cupões e reembolsos; mercado de acções mantém níveis estáveis e papel comercial oferece rendibilidade competitiva

Análise do mercado financeiro moçambicano – Maio 2025

O mercado da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) mostra sinais de vitalidade neste início de Maio, com anúncios de pagamento de juros e reembolsos pelo Estado, taxas de juro activas nos instrumentos de dívida e um mercado accionista em equilíbrio, mas ainda com baixa liquidez.

Estado reforça regularidade no pagamento de cupões

O Estado Moçambicano prepara-se para efectuar, no dia 12 de Maio de 2025, o pagamento de juros relativos a quatro emissões de obrigações do tesouro, bem como o reembolso total da emissão de 2022 – 5.ª série. As taxas de juro associadas variam entre 14,5% e 19%, com destaque para a série 2023 – 4.ª, cujo juro bruto é de 9,50 meticais por título, e para a série 2022 – 5.ª, com juro de 8,50 meticais e reembolso do capital.

Destaques do Pagamento de Cupões
  • Pagamento de quatro cupões de obrigações do tesouro agendado para 12 de Maio
  • Taxas de juro semestrais entre 13,95% e 19%
  • Reembolso total da emissão de 2022 – 5.ª série

Estas movimentações mostram um cumprimento pontual por parte do Tesouro e reforçam a confiança dos investidores institucionais e particulares no papel das obrigações soberanas como instrumento seguro e previsível.

Papel Comercial: Taxa elevada e pagamentos em dia

A Bayport Financial Services Moçambique (Mcb) também anunciou o pagamento de juros relativos ao 8.º cupão do seu Papel Comercial 2024 – Série I, com uma taxa mensal de 1,5833 MZN por obrigação (taxa nominal de 19%). A manutenção desta taxa para o próximo cupão demonstra estabilidade e competitividade, num contexto em que o papel comercial se tem afirmado como alternativa atractiva de investimento de curto prazo.

Taxa Nominal Anual
19%
Rendimento Mensal
1.5833 MZN
Série
2024 – I

Acções: Baixa liquidez persiste, mas preços estáveis

No mercado de acções, continuam a destacar-se empresas como a CDM (Cervejas de Moçambique), que registou transacções a 40 MZN por acção, e a HCB, com 21.945 acções negociadas a 3,30 MZN. Outras empresas com actividade incluem a CMH (3.500 MZN) e a TROP (90 MZN).

Empresa Preço (MZN) Volume Status
CDM (Cervejas de Moçambique) 40.00 N/D Ativa
HCB 3.30 21,945 Ativa
CMH 3,500.00 N/D Ativa
TROP 90.00 N/D Ativa
ZERO Investimentos 0 Inativa
Touch Publicidade 0 Inativa
ARKO Seguros 0 Inativa

 

Por outro lado, empresas como a ZERO Investimentos, Touch Publicidade, ARKO Seguros, PAYTECH, entre outras, continuam listadas mas sem registo de transacções recentes, o que reflecte o desafio da baixa liquidez no mercado accionista moçambicano.

Taxas de Juro em Instrumentos de Dívida

Obrigações do Tesouro
15.88%
Obrigações Privadas
17.78%
Papel Comercial
15.27%

Estas taxas mantêm Moçambique entre os mercados africanos mais rentáveis em obrigações, ainda que o risco soberano continue a ser um factor determinante na avaliação dos investidores.

Perspectiva

As recentes operações na BVM, tanto no segmento de dívida como no de acções, espelham uma bolsa ainda em fase de consolidação, mas com sinais claros de maior estruturação e previsibilidade. O cumprimento regular dos cupões, aliado à manutenção de instrumentos privados activos, contribui para reforçar a confiança dos agentes económicos.

Millennium Bim ultrapassa 930 mil clientes digitais e estabelece novo recorde de transacções

  • Com mais de 176 milhões de operações digitais em 2024, banco reforça liderança tecnológica com aposta no Mobile Banking, Smart IZI e novo modelo de balcão

Destaques:

  • 930.342 Clientes digitais e 176 milhões de transacções em 2024;
  • Smart IZI assume-se como principal canal de acesso a serviços do banco;
  • Mobile Banking lidera com forte adesão a depósitos a prazo;
  • Internet Banking cresce 6% no volume de operações;
  • Lançamento de novo modelo de balcão digital nas províncias;
  • Segmento M-TOP responde a perfis de utilização 100% digital;
  • Banco reafirma liderança entre os 100 maiores bancos de África

O Millennium bim consolida a sua posição como líder da banca digital em Moçambique, ao atingir 930.342 Clientes digitais e um volume recorde de 176 milhões de transacções em 2024, sustentado por uma estratégia de inovação centrada no Cliente e por soluções tecnológicas como o Smart IZI.

Inovação digital como pilar estratégico

O Millennium bim anunciou a consolidação da sua liderança digital em Moçambique, com mais de 930 mil Clientes digitais e um recorde de 176 milhões de transacções digitais realizadas ao longo de 2024. Este desempenho reflecte uma estratégia fortemente ancorada na inovação, com destaque para a App Smart IZI, que está a transformar a forma como se faz banca no país.

A aplicação, com interface intuitiva e funcionalidades como o GO IZI (assistente virtual 24/7) e o Pay IZI (pagamentos instantâneos por QR code), tornou-se o canal preferencial dos Clientes, ao assegurar total autonomia na utilização dos serviços bancários.

Mobile Banking: Centro da experiência do cliente

O canal de Mobile Banking reforçou-se como pilar do ecossistema digital do banco, nomeadamente através do aumento da adesão a depósitos a prazo, demonstrando maior confiança dos Clientes nas soluções móveis. Paralelamente, o Internet Banking registou um crescimento de 6% nas operações, consolidando a sua relevância para segmentos com maior maturidade digital.

A Digitalização também chega ao balcão

O Millennium bim introduziu, em 2024, um novo conceito de balcão digital, já em funcionamento nas províncias de Maputo, Inhambane e Zambézia. Este modelo aposta na eficiência e sustentabilidade, com sistema automático de gestão de filas, Preçário Digital e uma zona de Self-Banking com acesso 24/7, permitindo autonomia total aos Clientes.

Segmento M-TOP: Personalização em ambiente digital

Com o objectivo de oferecer serviços cada vez mais ajustados ao comportamento dos seus Clientes, o Banco lançou o segmento M-TOP, destinado a utilizadores com perfil digital intensivo. A proposta inclui serviços remotos, produtos exclusivos e um atendimento personalizado para um público que privilegia a autonomia total.

Compromisso com a excelência e inclusão financeira

Presente em todas as províncias do país com 195 balcões, dos quais 63 localizados em zonas rurais, o Millennium bim alia a presença física à inovação tecnológica. Mais de 70% dos seus Clientes já utilizam activamente os canais digitais — uma evidência clara da mudança estrutural no relacionamento com o sistema bancário.

Com um historial de prémios e reconhecimento continental, o Millennium bim continua entre os 100 maiores bancos de África e mantém a liderança do sector em Moçambique, não apenas pela sua dimensão, mas pelo seu foco em transformação digital e excelência no serviço ao Cliente.

Telma Le Guen: “Uma estratégia salarial que não se adapta, perde relevância”

Profile Mozambique: Telma, tem um percurso notável que cruza continentes, sectores e culturas. Como é que esta diversidade de experiências moldou a sua abordagem à liderança e ao desenho de estratégias de remuneração?

Telma Le Guen: As várias geografias, sectores e culturas pelas quais passei ensinaram-me que a liderança exige adaptabilidade, clareza e sensibilidade ao contexto. Na remuneração, isso traduz-se na recusa de soluções genéricas. O que resulta em Lagos pode falhar em Maputo. Uma política salarial eficaz deve respeitar o quadro legal, as expectativas locais e o ambiente económico.

Liderar equipas ou aconselhar executivos implica equilibrar a leitura macroeconómica com a experiência humana, cada cultura valoriza a remuneração de maneira distinta. Assim, a remuneração deve ir além do salário base, é uma ferramenta estratégica para retenção, desempenho e cultura organizacional.

Telma Le Guen, Consultora especializada em Compensação e Benefícios (C&B).

PM: Em poucas palavras, como definiria o propósito que a move neste momento da sua carreira profissional?

TLG: O meu propósito é claro, ajudar empresas africanas a tornarem-se competitivas na atracção e retenção de talento através de estratégias de remuneração inteligentes, justas e sustentáveis. Foi com essa visão que fundámos a Workrate para democratizar o acesso a dados fiáveis e tornar as decisões mais informadas.

Uma boa política salarial transforma vidas: beneficia não só os colaboradores, mas também as suas famílias e comunidades. As empresas precisam de respostas concretas sobre competitividade, equidade e retorno do investimento em pessoas e é esse o trabalho que me move.

PM: A remuneração deixou de ser apenas um número no fim do mês. Que tendências globais está a observar na forma como as empresas Africanas pensam e praticam remuneração?

TLG: A mudança é evidente: remuneração hoje é entendida como uma experiência total. Os colaboradores já não querem apenas saber quanto vão ganhar, mas sim o que ganham em qualidade de vida, propósito e reconhecimento. Há uma valorização crescente de factores como flexibilidade, bem-estar e cultura organizacional.

Em África, a pressão vem de vários lados: inflação, escassez de talento e novas formas de trabalho. As empresas têm de repensar os seus pacotes de compensação e comunicar melhor o valor que oferecem aos seus colaboradores. Transparência e alinhamento com a realidade actual são fundamentais.

PM: Na sua visão, que factores devem estar no centro de uma política de remuneração eficaz em mercados emergentes como Moçambique ou Maurícias?

TLG: A base está na inteligência contextual. Uma boa política deve assentar em quatro pilares: capacidade de resposta às condições económicas, equidade e clareza na comunicação, simplicidade no modelo e relevância para o contexto local. É fundamental que os colaboradores percebam como são remunerados e confiem na equidade dos processos. Em ambientes onde faltam dados e estruturas formais, a tecnologia pode ser a ponte para decisões mais conscientes e sustentáveis.

PM: Quais são os erros mais comuns que encontra em organizações que tentam reestruturar os seus modelos de compensação e benefícios?

TLG: Há padrões que se repetem: cortes cegos ou aumentos reativos, imitação de modelos estrangeiros sem contextualização, desvalorização das desigualdades internas e falhas na comunicação. Uma boa estratégia de remuneração exige tanto gestão técnica como gestão de mudança. Se os colaboradores não compreendem a lógica por trás das decisões, até um modelo bem construído pode fracassar.

PM: A Workrate posiciona-se como uma plataforma de inteligência de remuneração. Que tipo de decisões esta tecnologia ajuda a informar?

TLG: A plataforma TheWorkrate™ apoia decisões estratégicas como revisão salarial, gestão de riscos de talento, desenho de incentivos e planeamento orçamental. Para comités executivos, ela fornece dados precisos sobre competitividade salarial, gaps internos e retorno sobre investimento em capital humano. Isto traduz-se numa gestão de risco mais eficaz. Em contextos de crescimento ou pressão, permite deixar de agir por impulso e passar a liderar com base numa estratégia estruturada.

PM: Como garantir que a digitalização dos processos de C&B não retira o elemento humano da equação?

TLG: A tecnologia deve servir para empoderar pessoas, não substituí-las. A nossa plataforma é construída para apoiar decisões informadas e fomentar conversas com clareza e empatia. A visualização de dados e os benchmarks são ferramentas que permitem uma comunicação mais transparente entre gestores e colaboradores. O factor humano é insubstituível e continua a ser central na construção de confiança e cultura organizacional.

PM: Como é que os dados e benchmarks correctos podem ajudar empresas Africanas a competir globalmente em matéria de talento e produtividade?

TLG: Com o talento a circular globalmente e muitos profissionais africanos a trabalhar remotamente para empresas no exterior, as empresas locais precisam de alinhar-se com novas exigências. A chave está em oferecer pacotes competitivos, mas sustentáveis, com base em dados locais actualizados. As organizações que não se adaptarem, ficarão para trás num continente que será casa de 25% da população mundial até 2050.

PM: Num cenário de alta inflação e mercados voláteis, como aconselha os seus clientes a equilibrar pressão orçamental com justiça interna e atracção de talento?

TLG: É nesses contextos que a estratégia de recompensas totais é mais necessária. Combinar incentivos financeiros e não financeiros com inteligência e foco. A equidade interna não pode ser sacrificada. É preciso ter grelhas salariais claras, ferramentas de monitorização e, acima de tudo, comunicar com regularidade. A pressão orçamental deve ser um catalisador para inovar com responsabilidade, não um motivo para ceder à improvisação.

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Conheça Telma Le Guen

É uma consultora especializada em compensação e benefícios (C&B), com uma vasta experiência na criação de estruturas de compensação e na gestão de programas de benefícios envolvendo orçamentos de milhões de dólares em mais de 30 países em África e Médio Oriente.

A sua experiência em C&B vai desde a concepção de estruturas de remuneração para empresas emergentes, harmonização  de planos de C&B até ao desinvestimento. Concebeu políticas de C&B regionais e nacionais, incorporando processos da sua administração, e geriu processos de aumento salariais para vários países.

Desenvolveu e conduziu formações a diversos grupos multiculturais (líderes de RH, Executivos e colaboradores) para temas como a arquitectura de cargos, desenvolvimento de estruturas salariais, bem-estar corporativo e como gerir comunicação de C&B com os colaboradores. Ela tem uma empresa de consultoria, ConsulTRAD, e é a fundadora da TheWorkrate™.

Telma Le Guen: “A salary strategy that doesn’t adapt loses relevance”

Profile Mozambique: Telma, you have a remarkable journey that spans continents, sectors, and cultures. How has this diversity of experience shaped your approach to leadership and compensation strategy design?

Telma Le Guen: The various geographies, sectors, and cultures I’ve been part of have taught me that leadership demands adaptability, clarity, and sensitivity to context. In compensation, that translates into a rejection of one-size-fits-all solutions. What works in Lagos might fail in Maputo. An effective salary policy must respect the legal framework, local expectations, and the economic environment.

Leading teams or advising executives requires balancing macroeconomic insight with the human experience—each culture values compensation differently. Therefore, compensation must go beyond base salary; it is a strategic tool for retention, performance, and organizational culture.

PM: In a few words, how would you define the purpose driving you at this stage of your career?

TLG: My purpose is clear: to help African companies become more competitive in attracting and retaining talent through smart, fair, and sustainable compensation strategies. That’s the vision behind the founding of Workrate—to democratize access to reliable data and enable more informed decision-making.
A strong salary policy can change lives—it benefits not only employees but also their families and communities. Companies need concrete answers on competitiveness, equity, and return on investment in people, and that’s the work that drives me.

Telma Le Guen, Consultant specialized in Compensation & Benefits (C&B).

PM: Compensation is no longer just a number at the end of the month. What global trends are you seeing in how African companies think about and practice compensation?

TLG: The shift is clear: compensation today is understood as a total experience. Employees no longer only ask how much they’ll earn, but what they gain in terms of quality of life, purpose, and recognition. There’s a growing appreciation for factors like flexibility, wellbeing, and organizational culture.

In Africa, pressure comes from all sides: inflation, talent scarcity, and new ways of working. Companies must rethink their compensation packages and communicate better the value they offer employees. Transparency and alignment with the current reality are essential.

PM: In your view, what factors should be at the center of an effective compensation policy in emerging markets such as Mozambique or Mauritius?

TLG: The foundation is contextual intelligence. A strong policy should rest on four pillars: responsiveness to economic conditions, equity and clarity in communication, simplicity in the model, and relevance to the local context.

It’s crucial that employees understand how they are compensated and trust the fairness of the process. In environments where data and formal structures are lacking, technology can be the bridge to more conscious and sustainable decisions.

PM: What are the most common mistakes you see in organizations trying to restructure their compensation and benefits models?

TLG: There are recurring patterns: blind cost-cutting or reactive increases, copying foreign models without contextualization, overlooking internal inequalities, and communication failures.

A good compensation strategy requires both technical management and change management. If employees don’t understand the rationale behind decisions, even a well-designed model can fail.

PM: Workrate positions itself as a compensation intelligence platform. What kind of decisions does this technology help inform?

TLG: TheWorkrate™ platform supports strategic decisions such as salary reviews, talent risk management, incentive design, and budget planning. For executive committees, it provides accurate data on salary competitiveness, internal gaps, and return on investment in human capital. This leads to more effective risk management.

In contexts of growth or pressure, it allows companies to move away from impulsive actions and lead with a structured strategy.

PM: How can digitalization of C&B processes avoid eliminating the human element from the equation?

TLG: Technology should empower people, not replace them. Our platform is built to support informed decisions and foster conversations with clarity and empathy. Data visualization and benchmarks are tools that enable more transparent communication between managers and employees.

The human factor is irreplaceable and remains central to building trust and organizational culture.

PM: How can accurate data and benchmarks help African companies compete globally for talent and productivity?

TLG: With talent now circulating globally and many African professionals working remotely for companies abroad, local businesses must align with new expectations.
The key is to offer competitive yet sustainable packages, based on up-to-date local data. Organizations that fail to adapt will fall behind on a continent that will be home to 25% of the world’s population by 2050.

PM: In a context of high inflation and volatile markets, how do you advise your clients to balance budgetary pressure with internal fairness and talent attraction?

TLG: These are precisely the scenarios where a total rewards strategy is most needed, combining financial and non-financial incentives with intelligence and focus. Internal equity cannot be sacrificed.

You need clear salary grids, monitoring tools, and, above all, regular communication. Budget pressure should be a catalyst for responsible innovation, not a reason to fall into improvisation.

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Meet Telma Le Guen

She is a consultant specialized in Compensation & Benefits (C&B), with extensive experience in designing compensation structures and managing benefit programs involving multimillion-dollar budgets across more than 30 countries in Africa and the Middle East.

Her C&B expertise ranges from building pay structures for emerging companies and harmonizing regional plans to supporting divestments. She has designed regional and national C&B policies, incorporated administration processes, and managed salary increase processes across several countries.

Telma has also developed and delivered training sessions to diverse multicultural groups (HR leaders, executives, and employees) on topics such as job architecture, salary structure development, corporate wellbeing, and how to communicate C&B with employees. She runs the consulting firm ConsulTRAD and is the founder of TheWorkrate™.

Prime Rate mantém-se nos 18%

  • Estabilidade da taxa de referência reflecte cautela perante risco país, inadimplência e reservas obrigatórias elevadas;
  • Prime Rate mantém-se em 18% pelo segundo mês consecutivo;
  • Indexante Único situa-se em 11,80%, reflectindo média do mercado interbancário;
  • Prémio de Custo permanece elevado (6,20%) devido ao risco país e crédito malparado;
  • Medida afecta novos contratos, renovações e renegociações com taxa variável
  • Transparência no cálculo visa reforçar credibilidade do sistema bancário

A Prime Rate do Sistema Financeiro Moçambicano permanece em 18% no mês de Maio, segundo anunciou a Associação Moçambicana de Bancos. O índice resulta da soma do Indexante Único (11,80%) e de um Prémio de Custo elevado (6,20%), que reflecte a persistência de riscos estruturais na banca nacional, incluindo taxas de incumprimento e exigências de liquidez.

A taxa de referência para operações de crédito com juro variável — conhecida como Prime Rate do Sistema Financeiro Moçambicano — mantém-se em 18% no mês de Maio de 2025. Esta taxa é composta pelo Indexante Único, actualmente em 11,80%, e pelo Prémio de Custo, fixado em 6,20%, conforme estabelecido pelo acordo entre o Banco de Moçambique e a AMB.

O Indexante Único reflecte o custo médio das operações no mercado monetário interbancário para vencimentos overnight, incluindo operações com o banco central, repos entre bancos e permutas de liquidez. A actual taxa MIMO, base do indexante, permanece em 11,75%.

O Prémio de Custo continua elevado devido à conjugação de factores de risco sistémico: (i) rácio elevado de crédito malparado, (ii) níveis exigentes de reservas obrigatórias, e (iii) rating soberano abaixo do grau de investimento, todos elementos que encarecem o custo do crédito para os bancos e, consequentemente, para os seus clientes.

A Prime Rate aplica-se a todos os novos contratos de crédito, bem como a renegociações e renovações, com spreads adicionais definidos conforme a análise de risco de cada instituição. Esta abordagem visa harmonizar e tornar mais transparente o processo de fixação de taxas variáveis, promovendo uma melhor transmissão da política monetária.

Apesar de estável, a manutenção da Prime Rate em níveis elevados impõe desafios à retoma económica, especialmente num momento em que sectores como o agro-negócio, habitação e pequenas empresas clamam por maior acesso ao crédito produtivo.

Plano “Energia para Todos” requer investimento de 2,3 mil milhões USD até 2030

Electricidade de Moçambique

O Governo moçambicano, através do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, estima necessitar de cerca de 2,3 mil milhões de dólares para garantir o acesso à energia eléctrica a 3,6 milhões de famílias até 2030, no quadro da iniciativa “Energia para Todos”.

Segundo o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estevão Pale, a estratégia prevê não apenas a expansão da rede eléctrica nacional, mas também soluções fora da rede, com destaque para fontes renováveis, como forma de acelerar a transição energética e alcançar áreas remotas.

“Contamos com parceiros como o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento. Mas precisamos de ampliar a colaboração com o sector privado, especialmente porque há zonas onde a resposta passará por energias renováveis”, afirmou Pale.

Dados do relatório de execução orçamental do Ministério das Finanças indicam que, só em 2024, foram realizadas mais de 560 mil novas ligações domiciliárias, elevando a taxa de cobertura nacional para 60% da população, contra os 53,4% registados em 2023.

Das 563.800 novas ligações efectuadas este ano, 395.600 foram feitas através da rede eléctrica nacional e 170.100 via fontes renováveis, revelou o documento.

O relatório aponta ainda para a construção dos primeiros 40 quilómetros da espinha dorsal do sistema de transporte de electricidade de alta tensão, com capacidade de 400 quilovolts (kV), que interligará o país de Norte a Sul, passando pelos troços Temane, Maputo, Chimuara e Alto Molócue.

A iniciativa “Energia para Todos” é implementada pela Electricidade de Moçambique (EDM) e pelo Fundo de Energia (FUNAE), no âmbito da Estratégia Nacional de Electrificação (ENE), aprovada pelo Conselho de Ministros em 2018.

MMEC 2025: Moçambique terá um complexo industrial para produção e armazenagem de combustíveis

O Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou esta Quarta-feira (7), em Maputo, a construção de um complexo industrial para a produção e armazenagem de combustíveis líquidos e gasosos em Moçambique, no âmbito de um memorando de entendimento assinado entre a empresa estatal Petromoc e o grupo nigeriano Aiteo.

O anúncio foi feito durante a abertura da 11.ª Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique (MMEC 2025), que decorre até Quinta-feira sob o lema “Investir numa nova era: transformar os recursos naturais de Moçambique para impulsionar a industrialização e a integração regional”.

O empreendimento prevê a instalação de uma refinaria modular com capacidade diária para processar 200 mil barris de petróleo, além de infra-estruturas para armazenagem de 160 mil toneladas métricas de combustíveis líquidos e 24 mil toneladas métricas de Gás  Liquefeito (GL). A execução está projectada para um prazo de dois anos.

Segundo Chapo, o projecto terá impacto directo na criação de empregos, substituição de importações, incremento das exportações e crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O grupo Aiteo é considerado uma das principais petrolíferas independentes de África, com operações centradas na Nigéria.

Ainda no mesmo evento, o Chefe de Estado revelou um segundo memorando de entendimento entre os governos de Moçambique e da Zâmbia para a construção de um gasoduto entre a cidade da Beira e Noa (Zâmbia), com capacidade para transportar 3,5 milhões de toneladas de produtos petrolíferos por ano. O investimento está avaliado em 1,5 mil milhões de dólares.

“O gasoduto permitirá abastecer o mercado zambiano de forma mais eficiente, reduzindo o trânsito de camiões nas estradas nacionais, principalmente na Estrada Nacional Número 6”, explicou.

Chapo também destacou o avanço de projectos estruturantes no sector energético, com destaque para o Plano de Desenvolvimento do Coral Norte, que prevê a instalação de uma plataforma flutuante de Gás Natural Liquefeito (GNL), e o relançamento do projecto Moçambique LNG, com financiamento do Exim Bank dos EUA e liderado pela TotalEnergies. Também está em preparação o projecto Rovuma LNG, liderado pela ExxonMobil, com investimentos que totalizam cerca de 27 mil milhões de dólares.

No sector mineiro, o Presidente indicou um crescimento de 12% em 2024 e a exportação de 117 carregamentos de GNL a partir do Coral Sul, operado pela ENI. Foram igualmente realizadas mais de 563 mil novas ligações eléctricas, elevando a taxa de acesso nacional de 53,4% para 60,1%.

Entre os projectos em curso, Chapo mencionou a Central Térmica de Temane e o lançamento da Cidade Petroquímica de Anchimbe, como parte da estratégia de industrialização e diversificação económica.

Apesar dos avanços, o Presidente reconheceu desafios persistentes, sobretudo na mineração artesanal, onde subsistem práticas ilegais, evasão fiscal e falta de observância das normas ambientais. Em resposta, anunciou reformas legais em curso, incluindo a revisão das leis de Minas e de Petróleos, além da criação de uma nova Agência de Promoção Mineira.

Por fim, reiterou o papel regional de Moçambique como fornecedor de energia aos países vizinhos e o compromisso com a transição energética, através do investimento em fontes renováveis.

Quais são os limites da efectividade da política monetária em Moçambique?

A efectividade da política monetária em países menos desenvolvidos como Moçambique é um assunto complexo, com diferentes factores que afetam sua eficácia. No caso de Moçambique, a política monetária é frequentemente utilizada para controlar a inflação e garantir a estabilidade do sistema financeiro, mas sua capacidade de alcançar outros objetivos, como o crescimento económico, continua sendo limitada.

A política monetária pode ser menos eficaz em estimular o crescimento económico e controlar a inflação nestes países, comparativamente aos países desenvolvidos. O ano de 2024 trouxe grandes desafios para Moçambique, tanto na política monetária quanto na política fiscal. Após dois anos de recuperação sólida, com crescimentos de 4,9% em 2022 e 5,4% em 2023, a economia moçambicana desacelerou abruptamente para apenas 1,8% em 2024. Isso ocorreu apesar da redução do custo do crédito no mercado, da inflação controlada em níveis de um dígito e da estabilidade do metical em relação ao dólar americano. As recentes projecções apontam para uma ligeira recuperação da economia para níveis de 3%, sustentado pela normalização da situação social e o crescimento do sector dos serviços.

O abrandamento do crescimento económico é derivado dos desafios estruturais, cambiais, regulatórios, fiscal e de confiança que o país ainda enfrenta, conjugado com o impacto dos incidentes de tensão política pós-eleitoral, que aumentaram a incerteza, interrompendo cadeias logísticas; da tensão política militar em Cabo Delgado, adiando os projetos de gás; bem como dos efeitos das alterações climáticas, que continuam sendo um entrave na economia moçambicana. Estes fatores contribuíram negativamente para o ambiente de negócios e para a redução do fluxo de capital externo.

No primeiro trimestre de 2025, escassez de divisas agravou-se de forma, com a oferta de moeda estrangeira a cair cerca de 30% entre fevereiro de 2024 e fevereiro de 2025, atingindo um backlog de USD600 milhões, segundo dados do mercado, deste modo importador de bens essenciais viram-se forçados a cancelar ou adiar encomendas, com impacto directo sobre cadeias produtivas e abastecimento urbano.

Diante deste cenário, O Banco de Moçambique introduziu algumas medidas: – no lado monetário: redução do coeficiente de reservas obrigatórias em moeda local e estrangeira, de 39% e 39.5% para 29% e 29.5%, respetivamente, visando proporcionar maior liquidez por parte dos bancos comerciais para empréstimos com finalidades de consumo e investimento das famílias e do sector privado, permanente redução da Taxa MIMO no mercado, de 16.5% para 11.75% em Março de 2025 (YoY); – No lado cambial, aumento da obrigatoriedade de conversão de receitas de exportação de 30% para 50%, e imposição de 100% de conversão nas reexportações de combustíveis; – no lado prudencial, reduz temporariamente os níveis mínimos de provisões exigidas para créditos vencidos.

Limitantes do efeito das Decisões de política monetária do Banco Central na economia

As taxas de juro podem ter uma influência substancial sobre a taxa e o padrão de crescimento económico, influenciando o volume e a produtividade do investimento, bem como o volume e a disposição da poupança. No entanto, isto é especialmente verdade em países onde os mercados financeiros estão relativamente bem desenvolvidos ou onde o investimento privado constitui uma parte significativa do investimento total, para o caso de Moçambique que ainda enfrenta desafios estruturais, a relação crédito/PIB permaneceu estagnada em torno de 18%.

Apesar de níveis confortáveis de liquidez e capital, os bancos mantêm-se avessos ao risco de crédito produtivo, preferindo a segurança dos títulos do Tesouro. Com uma dívida pública acima de 77% do PIB, e juros internos a representar mais de 70% do custo total da dívida, o Estado continua a absorver grande parte da liquidez disponível no sistema financeiro. Este fenómeno agrava o crowding out e limita o espaço para financiamento ao sector privado, contrariando o cenário de redução das taxas de referência no mercado.

A economia ainda se ressente dos efeitos das tensões políticas, com um nível de incerteza elevado por parte dos investidores, aliado a falta de incentivos fiscais para a recuperação do sector privado. A inflação homóloga, embora estável, desde início de 2025, tem demostrando uma tendência crescente, com expectativas de maior aumento a médio-longo prazo, tendo atingido 4.77% em Março, podendo contribuir para redução da poupança-investimento na economia.

O risco de crédito do país deteriorou significativamente reduzindo o Índice de Investimento directo ao estrangeiro, após a nota da Standard Poors (S&P) em outubro de 2024, com o downgrade em moeda local de longo prazo de CCC+ para CCC, derivado das pressões fiscais. Em fevereiro de 2025, foi a vez da Fitch Ratings, rebaixando a classificação de Moçambique de ‘CCC+’ para ‘CCC’, em divida denominado em moeda estrangeira á longo prazo.

O reforço da conversão cambial obrigatória e a redução temporária das provisões prudenciais, embora crie um alívio assintomático, pode acarretar riscos como: penalização de exportadores (exportadores podem enfrentar dificuldades devido à menor disponibilidade de divisas para reinvestimento); distorções de mercado (a medida pode criar distorções no mercado cambial, afetando a competitividade das exportações) e dependência de instrumentos administrativos.

A realidade cambial actual mostra uma forte concentração de fluxos cambiais em poucos actores económicos. Estima-se que mais de metade do volume de moeda estrangeira transacionado em 2024 tenha tido origem em apenas três a cinco grandes exportadores, sobretudo dos sectores de energia, alumínio e mineração. Esta elevada concentração torna o sistema cambial nacional vulnerável a choques sectoriais, decisões operacionais individuais e atrasos logísticos localizados.

A falta de flexibilidade da taxa de câmbio também prejudica a eficácia do mecanismo de transmissão da taxa de juro. Permitir que a taxa de câmbio flutue permite que a taxa de política do banco central seja o principal instrumento de política monetária, envia sinais de política mais claros aos participantes no mercado e aumenta a independência da política monetária.

O Pais ainda apresenta um défice da conta corrente estrutural, refletindo desequilíbrios económicos mais profundos, como a dependência de importações de bens de capital e serviços essenciais. Isso sugere que o aumento das exportações, embora possa ser positivo, não é suficiente para resolver esses desequilíbrios estruturais. Por exemplo, de acordo com relatório de Balança de pagamentos (III trim, 2024), as exportações aumentaram em 3.7%, de USD 5.9milhões (III trim, 2023) para USD 6.2milhões (III, trim, 2024). No entanto, teve um impacto não significativo no défice da conta corrente, que continua elevado, tendo somente contraído em 1.3%.

 

Notas Conclusivas

A política monetária em Moçambique enfrenta limitações significativas devido a desafios estruturais, incertezas políticas e económicas, e um sistema financeiro subdesenvolvido. Para melhorar a eficácia da política monetária, é essencial abordar esses desafios estruturais, promover um ambiente de negócios mais estável e competitivo, e implementar políticas económicas que incentivem o investimento privado e a diversificação económica. Somente assim será possível alcançar um crescimento econômico sustentável e reduzir os desequilíbrios econômicos que afetam o país.

A gestão da política monetária dever ser complementada por acções no sector real da economia, para um melhor controlo da inflação e impulsionar o crescimento económico. Assim sugere-se uma reforma no papel do Banco Central, actuando não somente sobre o controlo e estabilidade dos preços, mas sim, também em acções concretas com vista reduzir o desemprego e impulsionar o crescimento económico. Na prática, a política monetária busca equilibrar a necessidade de controlar a inflação com a necessidade de estimular o crescimento económico e o emprego.

Artigo por: Paulo Matavela

Dólar recupera após dois dias de queda e mercados reagem a dados sólidos dos EUA

Melhoria no sector dos serviços nos Estados Unidos e expectativas em torno da decisão da Fed impulsionam o dólar, enquanto moedas asiáticas recuam e futuros bolsistas registam perdas moderadas. Eis os destaques:

Destaques

  • Índice do dólar subiu 0,2% após reacção positiva a dados do sector dos serviços nos EUA.
  • Futuros do S&P 500 recuam 0,3% após fim do maior rali em 20 anos.
  • Moedas asiáticas recuam com destaque para o ringgit da Malásia (-0,8%) e o yuan offshore (-0,4%).
  • Banco central de Hong Kong intervém agressivamente para defender o câmbio.
  • Decisão da Reserva Federal dos EUA marcada para esta quarta-feira é aguardada com expectativa.

O dólar norte-americano registou ganhos esta terça-feira, revertendo dois dias de perdas, impulsionado por dados económicos mais robustos no sector dos serviços nos Estados Unidos. O movimento surge em meio a um cenário de tensão comercial, políticas monetárias cautelosas e reacções defensivas por parte de bancos centrais asiáticos.

O dólar valorizou-se após dois dias de perdas, num movimento motivado por sinais de reaceleração do sector dos serviços nos EUA durante o mês de Abril. O índice Bloomberg Dollar Spot avançou 0,2%, enquanto os mercados cambiais asiáticos enfrentaram recuos, com destaque para a desvalorização do ringgit da Malásia e do yuan chinês.

No mercado de acções, os futuros do S&P 500 registaram uma queda de 0,3%, reflectindo o arrefecimento do optimismo após o fim da mais longa sequência de ganhos do índice em duas décadas. Já o índice Hang Seng de Hong Kong e o Shanghai Composite apresentaram ligeiras subidas de 0,5% e 0,7%, respectivamente.

DADOS DO DIA

Câmbio:
  • Dólar Index: +0,2%
  • Euro: estável em $1,1307
  • Iene japonês: estável em 143,81 por dólar
  • Yuan offshore: -0,4% para 7,2288/dólar
Criptomoedas:
  • Bitcoin: $94.266,59 (estável)
  • Ether: -0,4% para $1.802,39
Matérias-Primas:
  • Petróleo WTI: +1,5% para $57,98/barril
  • Ouro spot: +0,8% para $3.360,92/onça
Bolsa:
  • Futuros S&P 500: -0,3%
  • Euro Stoxx 50: -0,2%
  • Hong Kong Hang Seng: +0,5%
  • Shanghai Composite: +0,7%

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