Thursday, June 4, 2026
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Mozambican banks find credit defaults higher than recommended

Bancos moçambicanos verificam crédito com incumprimento

Most Mozambican banks have non-performing loan ratios above the 5% recommended by the Bank of Mozambique (BdM). According to the recent report on economic and financial indicators, two banks stood out with the highest non-performing loan ratios: Banco Nacional de Investimento (BNI) and Moza Banco.
BNI ended the third quarter with a non-performing loan ratio of 43.79%, down from 60.45% in the previous quarter. Moza Banco, the country’s fifth largest bank, had a non-performing loan ratio of 26.92%. These figures reveal an alarming trend, especially considering that the BdM’s recommendation is to keep this ratio below 5%.

Of the 15 or so commercial banks listed by the BdM, only three managed to stay below the recommended limit. First Capital Bank (FCB), United Bank for Africa (UBA) and Standard Bank had non-performing loan ratios of 0.59%, 0.83% and 2.59% respectively. These institutions stand out amid a panorama in which most banks face significant challenges in containing defaults.
The governor of BdM, Rogério Zandamela, stated earlier this month that the national banking sector is “solid and well capitalized”. However, he also warned of the persistent challenge posed by high levels of non-performing loans. This discrepancy between the solidity of the sector and the persistence of default rates raises questions about the strategies adopted by banks to mitigate risks and maintain financial stability.

The high rate of non-performing loans suggests an urgent need for banks to review their lending practices and implement more robust risk management measures. Transparency and efficiency in banking operations will be crucial to restoring investor confidence and ensuring the stability of the Mozambican financial system in the face of these persistent challenges. The BdM, for its part, may be called upon to evaluate and adjust regulatory policies to ensure the long-term health of the sector.

Exportação de azulejos poderá gerar receitas significativas para Moçambique

Moçambique pretende posicionar-se na exportação de azulejos como forma de incrementar receitas. A notícia foi dada pelo ministro moçambicano da Indústria e Comércio, Silvino Moreno,após uma visita de trabalho efectuada à Safira Mozambique Cerâmica, uma nova indústria situada no distrito de Moamba, província de Maputo, como reportado pelo Semanário Económico nesta Segunda-feira (20).

A empresa, que está em fase inicial de operação, surge como um componente estratégico para impulsionar o desenvolvimento da cadeia de produção de azulejos em Moçambique. O ministro Silvino Moreno destacou a importância desse investimento no contexto do Programa Nacional Industrializar Moçambique (PRONAI), ressaltando sua contribuição potencial para alavancar a economia e posicionar o país entre os maiores exportadores deste produto.

“A Safira Mozambique Cerâmica é um investimento de destaque, trazendo consigo uma vasta experiência e uma presença consolidada no mercado. A existência desta fábrica em solo moçambicano não apenas melhorará a balança de pagamentos, mas também reduzirá as importações. Projectos desse porte têm um impacto considerável, especialmente diante do grande número de construções em andamento no país”, explicou o ministro durante a visita.

A construção da fábrica iniciou neste ano, representando um investimento significativo de 100 milhões de dólares. Propriedade do grupo chinês Wang-Kand, a Safira Mozambique Cerâmica já emprega 800 trabalhadores locais, com planos de aumentar esse número para mais de mil nos próximos períodos.

A iniciativa recebe destaque não apenas pela magnitude do investimento, mas também pelo potencial impacto positivo na economia moçambicana. A expectativa é que, ao se consolidar como um dos principais exportadores de azulejos, Moçambique possa diversificar suas fontes de receita, fortalecer a balança comercial e proporcionar oportunidades de emprego adicionais para a população.

Este anúncio vem em um momento crucial, evidenciando o compromisso do governo moçambicano em promover o desenvolvimento industrial e posicionar o país como um participante relevante no comércio internacional de produtos cerâmicos. A Safira Mozambique Cerâmica, com sua expressiva injecção de capital e empregabilidade local, emerge como uma peça fundamental nesse movimento estratégico, sinalizando um futuro promissor para o sector de azulejos em Moçambique.

Tile Exports Could Generate Significant Revenues for Mozambique

Mozambique intends to position itself in the export of tiles as a way of increasing revenue. The news was given by the Mozambican Minister of Industry and Trade, Silvino Moreno, after a working visit to Safira Mozambique Cerâmica, a new industry located in the district of Moamba, Maputo province, as reported by Semanário Económico on Monday (20).
The company, which is in the initial stages of operation, is a strategic component for boosting the development of the tile production chain in Mozambique. Minister Silvino Moreno highlighted the importance of this investment in the context of the Mozambique National Industrialization Programme (PRONAI), stressing its potential contribution to boosting the economy and positioning the country among the largest exporters of this product.

“Safira Mozambique Cerâmica is an outstanding investment, bringing with it a wealth of experience and a consolidated presence in the market. The existence of this factory on Mozambican soil will not only improve the balance of payments, but also reduce imports. Projects of this size have a considerable impact, especially given the large number of constructions underway in the country,” explained the minister during his visit.
Construction of the factory began this year, representing a significant investment of 100 million dollars. Owned by the Chinese group Wang-Kand, Safira Mozambique Cerâmica already employs 800 local workers, with plans to increase this number to over a thousand in the coming period.
The initiative is notable not only for the magnitude of the investment, but also for its potential positive impact on the Mozambican economy. The expectation is that by consolidating its position as one of the main tile exporters, Mozambique will be able to diversify its sources of income, strengthen its trade balance and provide additional employment opportunities for the population.

This announcement comes at a crucial time, highlighting the Mozambican government’s commitment to promoting industrial development and positioning the country as a major player in the international trade of ceramic products. Safira Mozambique Cerâmica, with its significant injection of capital and local employability, emerges as a key player in this strategic move, signaling a promising future for the tile sector in Mozambique.

Nampula: Dugongo cimentos quer começar exploração de calcário em Mossuril

O empresa Moçambique Dugongo Cimentos pretende iniciar a exploração de calcário no distrito de Mossuril, província de Nampula, norte do País, com o objectivo de complementar a matéria-prima para a produção do cimento na nova fábrica que se encontra em construção em Nacala-Porto.

“A empresa já está no terreno a fazer o estudo de impacto ambiental e consultas comunitárias para viabilizar a pretensão de explorar o recurso natural, que vai abastecer a fábrica em construção”, descreveu o director de Actividades Económicas de Mossuril, Casimiro Ussene.

Segundo revelou, numa informação divulgada no domingo, 19 de Novembro, pela Rádio Moçambique, o distrito dispõe de uma grande reserva florestal, com diversas espécies e valiosos minérios.

Avaliado em 200 milhões de dólares, o novo complexo industrial da cimenteira está a ser implantado numa área de 50 hectares e as obras de construção deverão durar 18 meses, sendo que terá capacidade para produzir dois milhões de toneladas de cimento por ano e gerará 600 postos de trabalho directos.

A Moçambique Dugongo Cimentos é detida pelos grupos empresariais SPI (moçambicano) e West China Cement Limited (chinês). A SPI é uma entidade detentora de uma vasta carteira de negócios e que tem sido associada à Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) por instituições de pesquisa.

A primeira fábrica localizada no distrito de Matutuíne, a 70 quilómetros da cidade de Maputo, tem uma capacidade de produção de dois milhões de toneladas de cimento anuais.

Logo após a sua entrada no mercado nacional, em Maio de 2021, a Dugongo praticou preços de cimento muito inferiores aos que eram aplicados, levando outros operadores a acusarem a empresa de deslealdade e de provocar a falência de outras cimenteiras e despedimentos de mão-de-obra no sector.

Depois de meses de actividade e com preços muito baixos, a empresa subiu o custo do cimento para níveis próximos dos que eram praticados pelas cimenteiras obrigadas a encerrar.

A 12 de Setembro de 2022, a Dugongo assegurou que iria pagar a sanção de 20,5 milhões de meticais, então aplicada por práticas anticoncorrenciais, multa decretada pela Autoridade Reguladora da Concorrência com o fundamento de que a empresa não tinha respondido a perguntas do regulador sobre metodologias de cálculo dos preços de venda.

Moçambique aguarda desembolso de 60 milhões de dólares do FMI para apoiar o orçamento do Estado

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está prestes a aprovar um novo desembolso de 60 milhões de dólares para apoiar o Orçamento do Estado (OE) de Moçambique, dentro do mecanismo de Facilidade de Crédito Alargado (ECF). A decisão final, esperada ainda este ano, depende da conclusão do relatório da recente missão do FMI liderada por Pablo Lopez Murphy, que passou 15 dias no país como parte da terceira avaliação.

Alexis Meyer, representante residente do FMI, discutiu o assunto durante o seminário “Moçambique Resiliente, Marcos Recentes no Desenvolvimento de Capacidade Fiscal e Financeira” em Maputo, destacando que o desembolso está vinculado à finalização do relatório em andamento. Meyer reconheceu os progressos significativos de Moçambique na gestão das finanças públicas, incluindo a modernização das instituições financeiras, a implementação da Conta Única do Tesouro (CUT) e a Lei de Descentralização Fiscal.

“Moçambique mantém as suas projecções para o crescimento da economia em 6%”, afirmou Meyer, observando que o crescimento económico é impulsionado pelos recursos naturais, apesar de um ritmo mais lento nos sectores da construção e da indústria transformadora. No entanto, Meyer alertou para o aumento da dívida interna devido à redução do financiamento externo, não apenas para Moçambique, mas também para outros países da região.

Esther Palácio, coordenadora técnica do FMI, ressaltou melhorias significativas na consolidação das principais funções de gestão das finanças públicas do Governo central, incluindo planeamento orçamental, execução, prestação de contas e auditoria.

O ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, compartilhou perspectivas económicas positivas a médio prazo, destacando, no entanto, riscos associados à situação em Cabo Delgado, desastres naturais e níveis de endividamento. Ele reconheceu que as perspectivas são promissoras, mas estão sujeitas a desafios, especialmente devido à acção terrorista no Norte de Cabo Delgado e aos desastres naturais causados pelas mudanças climáticas, que colocam pressão sobre o espaço fiscal e o endividamento nacional.

A decisão final do FMI sobre o desembolso aguarda a conclusão do relatório de Pablo Lopez Murphy nas próximas semanas, destacando a importância desse financiamento para sustentar as finanças públicas de Moçambique e impulsionar seu desenvolvimento económico.

 

 

Mozambique awaits disbursement of 60 million dollars from the IMF to support the state budget

The International Monetary Fund (IMF) is about to approve a new disbursement of 60 million dollars to support Mozambique’s State Budget (SB), under the Extended Credit Facility (ECF) mechanism. The final decision, expected later this year, depends on the conclusion of the report of the recent IMF mission led by Pablo Lopez Murphy, who spent 15 days in the country as part of the third review.

Alexis Meyer, IMF resident representative, discussed the issue during the seminar “Resilient Mozambique, Recent Milestones in Fiscal and Financial Capacity Development” in Maputo, stressing that the disbursement is linked to the finalization of the ongoing report. Meyer acknowledged Mozambique’s significant progress in public finance management, including the modernization of financial institutions, the implementation of the Single Treasury Account (CUT) and the Fiscal Decentralization Law.

“Mozambique maintains its projections for economic growth at 6%,” said Meyer, noting that economic growth is driven by natural resources, despite a slower pace in the construction and manufacturing sectors. However, Meyer warned of the increase in internal debt due to the reduction in external financing, not only for Mozambique, but also for other countries in the region.

Esther Palácio, the IMF’s technical coordinator, highlighted significant improvements in the consolidation of the central government’s main public finance management functions, including budget planning, execution, accountability and auditing.

The Minister of Economy and Finance, Max Tonela, shared a positive medium-term economic outlook, highlighting, however, risks associated with the situation in Cabo Delgado, natural disasters and debt levels. He acknowledged that the outlook is promising, but subject to challenges, especially due to terrorist action in northern Cabo Delgado and natural disasters caused by climate change, which put pressure on fiscal space and national indebtedness.

The IMF’s final decision on disbursement awaits the conclusion of Pablo Lopez Murphy’s report in the coming weeks, highlighting the importance of this funding to sustain Mozambique’s public finances and boost its economic development.

Taxa de cobertura de energia em Moçambique atingiu 52% em 2023

O ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, anunciou que a taxa de cobertura de energia em Moçambique atingiu 52% este ano, representando um aumento em relação aos 48% registados em 2022 e 42% em 2021. O anúncio foi feito durante a inauguração da rede eléctrica no posto administrativo de Zinhane, no distrito de Chigubo, em Gaza, Sul de Moçambique.

Carlos Zacarias informou que a nova rede eléctrica de Zinhane teve um investimento de 49 milhões de meticais, destinados à construção de 35 quilômetros de rede de média tensão, quatro quilómetros de rede de baixa tensão e à instalação de dois postos de transformação. Essa infra-estrutura não apenas contribuirá para a melhoria das condições de vida da população local, mas também impulsionará sectores-chave, como agricultura, pesca, agro-processamento e turismo.

O ministro destacou a importância da electrificação de Zinhane, enquanto ressaltou que quatro postos administrativos na província de Gaza ainda aguardam electrificação, dos 45 existentes. Carlos Zacarias aproveitou a ocasião para fazer um apelo à população, solicitando apoio no combate à vandalização e ao roubo de equipamentos eléctricos, problemas que afectam diversas regiões do país.

Segundo a Electricidade de Moçambique (EDM), o país possui 416 postos administrativos, dos quais 318 estão conectados à Rede Eléctrica Nacional. O aumento na taxa de cobertura de energia reflecte os esforços contínuos do governo para expandir o acesso à electricidade e impulsionar o desenvolvimento em diversas regiões do país.

 

 

Mozambique’s energy coverage rate reaches 52% in 2023

The Minister of Mineral Resources and Energy, Carlos Zacarias, announced that the energy coverage rate in Mozambique reached 52% this year, up from 48% in 2022 and 42% in 2021. The announcement was made during the inauguration of the electricity grid at the Zinhane administrative post in the Chigubo district of Gaza, southern Mozambique.

Carlos Zacarias said that the new electricity network in Zinhane had an investment of 49 million meticais, earmarked for the construction of 35 kilometers of medium voltage network, four kilometers of low voltage network and the installation of two transformer stations. This infrastructure will not only contribute to improving the living conditions of the local population, but will also boost key sectors such as agriculture, fishing, agro-processing and tourism.

The minister highlighted the importance of the electrification of Zinhane, while pointing out that four administrative posts in Gaza province are still awaiting electrification, out of the 45 that exist. Carlos Zacarias took the opportunity to appeal to the population for support in combating the vandalization and theft of electrical equipment, problems that affect various regions of the country.

According to Electricidade de Moçambique (EDM), the country has 416 administrative posts, of which 318 are connected to the National Electricity Grid. The increase in the power coverage rate reflects the government’s ongoing efforts to expand access to electricity and boost development in various regions of the country.

Moçambique consolida posição no barómetro do comércio africano

O país alcançou a terceira posição do barómetro do comércio africano, os resultados foram divulgados pelo Standard Bank para fornecer insights e análises sobre o comércio africano. A terceira edição, lançada em 2022, abrangeu dez países, incluindo Moçambique, e revelou melhorias significativas para o país.

Segundo Bernardo Aparício, CEO do Standard Bank, o SB ATB é uma ferramenta valiosa para empresários moçambicanos, oferecendo informações actualizadas por meio de pesquisas empresariais que abordam percepções sobre o comércio e oportunidades de negócio.

Moçambique conquistou a terceira posição na classificação geral do SB ATB, marcando uma ascensão notável desde a sexta posição em Setembro de 2022. A confiança das empresas moçambicanas também cresceu, atingindo uma pontuação de 59 em Maio de 2023, ligeiramente acima da média de 58 a 57 observada na edição de Setembro de 2022.

O aumento do PIB e dos fluxos de Investimento Directo Estrangeiro (IDE), após a recuperação dos efeitos da pandemia, contribuiu positivamente para a atractividade do comércio nacional. A adesão de Moçambique ao Acordo de Livre Comércio Continental Africano (AfCFTA) também impulsionou a pontuação do país, gerando expectativas de facilitação na circulação de bens e serviços e estimulando investimentos transfronteiriços.

No entanto, desafios persistem. As taxas de juros elevadas, adoptadas para conter a inflação interna decorrente da crise global causada pela invasão russa à Ucrânia, impactaram negativamente a atractividade comercial. Além disso, a infra-estrutura deficitária do país é apontada como um obstáculo pelas empresas pesquisadas, com suprimento de energia eléctrica e estado das estradas destacados como os aspectos com pior percepção.

A conclusão da terceira edição do SB ATB destaca a trajectória positiva de Moçambique no cenário comercial africano, com avanços notáveis e desafios a serem enfrentados para fortalecer ainda mais sua posição no comércio internacional.

Mozambique consolidates position in African trade barometer

The country has reached third position in the African Trade Barometer, the results of which were released by Standard Bank to provide insights and analysis on African trade. The third edition, launched in 2022, covered ten countries, including Mozambique, and revealed significant improvements for the country.

According to Bernardo Aparício, CEO of Standard Bank, the SB ATB is a valuable tool for Mozambican entrepreneurs, offering up-to-date information through business surveys that address perceptions about trade and business opportunities.

Mozambique took third place in the overall SB ATB ranking, marking a remarkable rise from sixth place in September 2022. Mozambican business confidence has also grown, reaching a score of 59 in May 2023, slightly above the average of 58 to 57 observed in the September 2022 edition.

The increase in GDP and Foreign Direct Investment (FDI) flows, following the recovery from the effects of the pandemic, contributed positively to the attractiveness of national trade. Mozambique’s accession to the African Continental Free Trade Agreement (AfCFTA) has also boosted the country’s score, generating expectations of facilitating the movement of goods and services and stimulating cross-border investments.

However, challenges remain. High interest rates, adopted to contain domestic inflation as a result of the global crisis caused by the Russian invasion of Ukraine, have had a negative impact on business attractiveness. In addition, the country’s deficient infrastructure is singled out as an obstacle by the companies surveyed, with electricity supply and the state of the roads highlighted as the aspects with the worst perception.

The conclusion of the third edition of the SB ATB highlights Mozambique’s positive trajectory on the African trade scene, with notable advances and challenges to be faced in order to further strengthen its position in international trade.