Monday, April 6, 2026
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Empresários nacionais defendem maior observância ao conteúdo local em projectos energéticos

Segundo Vuma, é importante maximizar a participação do empresariado nacional nos grandes projectos e adicionar valor, condição necessária para a industrialização e diversificação econômica.

O Presidente da CTA destacou que o desenvolvimento do sector de energia está diretamente ligado ao conteúdo local e que os investidores devem abrir espaço para que haja ligações entre todos os empresários, assegurando a transferência de tecnologias e o acesso às oportunidades de negócios.

Durante o Fórum de Negócios Moçambique-Itália, Vuma ressaltou que a proposta não é xenófoba, mas necessária para assegurar benefícios para as comunidades onde os projectos estão inseridos, o emprego da mão-de-obra nacional e a aplicação de recursos locais.

O evento contou com a participação de mais de 50 empresas italianas líderes no sector de energia a operar em Moçambique, África do Sul e outras provenientes das câmaras italianas da Ásia. O tema de destaque do fórum de um dia foi o “sector de gás, a economia circular e verde (biomassa, energia solar, hidrogênio e gestão de resíduos)”.

Novo programa de controlo de qualidade de produtos importados entra em vigor este mês em Moçambique

O objectivo central é assegurar o controlo dos produtos importados para Moçambique, garantindo que atendam aos padrões de segurança e qualidade exigidos pelas normas regionais e internacionais. O PAC está sendo implementado globalmente para evitar a circulação de produtos que não estejam em conformidade com os padrões de segurança e qualidade exigidos pelas normas regionais e internacionais.

Durante um webinar de divulgação do início do PAC, o director-geral do INNOQ, Geraldo Albasine, destacou a importância da participação de todos nas actividades de controlo e fiscalização para que os propósitos do programa sejam alcançados. “Devemos estar conscientes desta implementação e trabalhar de forma unida para garantir que os produtos importados estejam alinhados ao que se pretende e assim proteger o meio ambiente. Moçambique não pode ser um depósito de produtos nocivos”, afirmou.

O diretor-geral da Intertek em Moçambique, Avelar da Silva, disse que o PAC vai trazer condições saudáveis e seguras para o sector privado, protecção do meio ambiente, prevenção de práticas enganosas de comércio e, acima de tudo, garantir a defesa do consumidor.

Em fevereiro deste ano, o INNOQ e a Intertek assinaram um contracto para a implementação do PAC, que foi apoiado pelo ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, para atender aos anseios dos moçambicanos em matéria de qualidade.

Os desafios da gestão financeira em empresas de grande porte

Neste texto, abordaremos cinco desafios notáveis enfrentados pelos gestores financeiros em empresas de grande porte.

Em primeiro lugar, um dos principais desafios é a coordenação e a integração entre diversas áreas e unidades de negócio. À medida que uma empresa cresce, ela pode adquirir novas subsidiárias ou estabelecer operações em diferentes países, o que requer a harmonização de processos financeiros e a consolidação de relatórios.

Os gestores financeiros devem ser capazes de garantir a conformidade com as regulamentações locais e globais, bem como implementar sistemas de informação e comunicação eficientes para manter o controle financeiro em toda a organização.

Em segundo lugar, o gerenciamento de riscos financeiros torna-se mais complexo em empresas de grande porte. O aumento das transações comerciais, a exposição a diferentes moedas e a volatilidade do mercado podem aumentar os riscos financeiros, como flutuações cambiais, inadimplência de clientes e oscilações nas taxas de juros. Os gestores financeiros devem desenvolver e implementar estratégias de gerenciamento de risco abrangentes para mitigar esses riscos e proteger a empresa de possíveis perdas.

Terceiro, a gestão de fluxo de caixa e a alocação eficiente de recursos representam um desafio significativo para as empresas de grande porte. Com uma estrutura organizacional maior e mais complexa, o acompanhamento e o controle das entradas e saídas de caixa podem ser desafiadores.

Os gestores financeiros devem garantir que haja fluxo de caixa suficiente para cobrir as despesas operacionais, enquanto também devem identificar e investir em oportunidades de crescimento. Isso requer uma análise cuidadosa e a capacidade de tomar decisões informadas sobre a alocação de recursos.

Em quarto lugar, o cumprimento de obrigações fiscais e regulatórias é outro desafio para empresas de grande porte. À medida que a empresa expande suas operações, ela pode estar sujeita a diferentes requisitos fiscais e regulatórios em várias jurisdições.

Os gestores financeiros devem garantir que a empresa cumpra todas as obrigações fiscais e legais, minimizando riscos e possíveis penalidades. Isso pode exigir a contratação de especialistas em conformidade e a implementação de sistemas de monitoramento e controle.

Por último, o recrutamento e a retenção de talentos na área financeira podem ser desafiadores em empresas de grande porte. A concorrência por profissionais qualificados é intensa, e os gestores financeiros devem criar um ambiente de trabalho atraente e oferecer oportunidades de desenvolvimento e crescimento profissional para atrair e reter os melhores talentos. A qualidade e a eficácia da gestão financeira dependem, em grande parte, do capital humano e da experiência dos profissionais envolvidos.

FMI classifica como “construtivas e frutíferas” as conversas com autoridades de Moçambique para segunda revisão do programa financeiro

A equipa liderada por Pablo Lopez Murphy concluiu a visita na sexta-feira e as discussões devem continuar de forma virtual, por meio do escritório do representante residente do FMI em Maputo.

De acordo com o comunicado, a recuperação econômica de Moçambique ganhou impulso após a pandemia de COVID-19, com um crescimento de 4,1% em 2022 e uma previsão de 5% para este ano, impulsionado pelo sector de gás natural. Porém, o desempenho fiscal em 2022 foi abaixo do previsto, com um déficit primário (após doações) de cerca de 0,5% do PIB acima da meta estabelecida.

Diante disso, a equipe do FMI encoraja o governo moçambicano a tomar medidas adicionais para reduzir a massa salarial anual, considerada fundamental para garantir a sustentabilidade fiscal. O FMI também ressalta que o governo tem feito progresso contínuo nas reformas estruturais integradas no programa financiado pelo fundo, mas considera que há espaço para a eliminação de mais isenções de IVA que não afectam as camadas mais vulneráveis.

Durante a visita, a equipe do FMI reuniu-se com o primeiro-ministro, Adriano Maleiane, com o ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, e o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela. Representantes da sociedade civil, parceiros de desenvolvimento e sector privado também foram ouvidos.

O FMI concedeu há um ano um financiamento de 470 milhões de dólares (445 milhões de euros), que deve ser aplicado até 2025.

 

Moza Banco mantém tendência de crescimento em 2022

Apesar deste contexto desfavorável, o banco apresentou uma melhoria significativa nos índices de rentabilidade e eficiência em comparação com o mesmo período de 2021. A rentabilidade dos capitais próprios (ROE) e a rentabilidade dos ativos (ROA) alcançaram 1,26% e 0,05% positivos, respectivamente, em comparação com 9,83% e 0,4% negativos em 2021.

Em 2022, o Moza Banco registrou um crescimento equilibrado na captação de depósitos, com um aumento de 8% (2,6 mil milhões de meticais) em relação ao exercício anterior. Isso demonstra a confiança contínua dos clientes no Moza e na abordagem relacional da instituição. Os activos totais também cresceram 6% (2,6 mil milhões de meticais).

O banco contou com a confiança dos clientes e do mercado em relação ao seu desempenho. Houve um aumento significativo de 27% no número de clientes, totalizando 215 864, apenas no último exercício. O desempenho eficiente da instituição levou à geração de resultados antes de impostos positivos, totalizando 326 milhões de meticais, comparados aos 1,3 mil milhões de meticais negativos registrados no ano anterior. Após a dedução dos impostos, o banco registrou um resultado líquido positivo de 90 milhões de meticais.

Em Dezembro de 2022, os accionistas do Moza Banco aprovaram uma operação de aumento do capital social, no montante de 1 124,5 milhões de meticais, como uma forma de reafirmar a confiança e o compromisso com o projeto Moza. O aumento de capital já foi realizado em 2023.

Recentemente, o Banco Europeu de Investimento (BEI) aprovou uma linha de financiamento de 10 milhões de dólares para apoiar a actividade creditícia do Banco. Essa iniciativa é um sinal de confiança do BEI no Moza Banco.

 

 

 

 

 

 

Ajay Banga confirmado 14º Presidente do Banco Mundial

Ajay Banga serviu recentemente como Vice-Presidente do General Atlantic. Anteriormente, foi Presidente e CEO da Mastercard, e Presidente Honorário da Câmara Internacional de Comércio, actuando de 2020 a 2022.

Tornou-se conselheiro do fundo de foco climático da General Atlantic, BeyondNetZero, em seu início em 2021. Banga actuou como Co-Presidente da Parceria para a América Central, uma coalizão de organizações privadas que trabalha para promover oportunidades econômicas em populações subatendidas em El Salvador, Guatemala e Honduras.

Ajay Banga é co-fundador do The Cyber Readiness Institute e foi Vice-Presidente do Economic Club de Nova York. Recebeu a Medalha da Associação de Política Externa em 2012, o Prêmio Padma Shri do Presidente da Índia em 2016, a Medalha de Honra da Ilha Ellis e o Prêmio de Liderança Global do Conselho de Negócios para Compreensão Internacional em 2019, e a Estrela do Serviço Público de Amigos Distintos de Cingapura em 2021.

O Conselho aguarda com expectativa trabalhar com Ajay Banga no processo de evolução do Grupo Banco Mundial, conforme discutido nas Reuniões de Primavera de Abril de 2023, e em todos os esforços e ambições do Grupo Banco Mundial voltados para enfrentar os desafios de desenvolvimento mais difíceis enfrentados pelos países em desenvolvimento.

O Presidente do Grupo Banco Mundial é actualmente Presidente do Conselho de Directores Executivos do Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), e também presidente ex-officio do Conselho de Administração da Associação Internacional de Desenvolvimento (IDA), da Sociedade Financeira Internacional (SFI), da Agência Multilateral de Garantia dos Investimentos (MIGA) e do Conselho de Administração do Centro Internacional para a Resolução de Diferendos relativos a Investimentos (CIRDI).

 

 

 

“A nova lei do caju promove as pequenas e médias empresas e estimula a indústria nacional”, afirma Celso Correia

Durante a apresentação da proposta na Assembleia da República, o governante afirmou que o novo instrumento visa reactivar a indústria do caju, que já foi considerada um dos maiores produtores mundiais antes de entrar em colapso nos anos 90.

A nova proposta de lei visa consolidar o regime jurídico da cadeia de valor do caju e adequá-la às exigências actuais do mercado nacional e internacional, estimulando a competitividade entre os actores e garantindo a segurança e previsibilidade necessárias aos investidores.

A lei actual foi concebida em um contexto político e socioeconômico específico, e a nova proposta inclui inovações, como o estabelecimento de políticas e regras para o fomento, produção, comercialização, processamento, exportação e importação do caju, além da isenção de exportação da amêndoa da castanha de caju crua.

O caju é uma fonte de renda importante para cerca de 1,4 milhão de famílias em Moçambique, e o sub-sector gerou 5,7 mil milhões de meticais em receita bruta na última campanha agrária, além de ser responsável por cerca de 20% do volume nacional de exportação agrícola. Os resultados demonstram a importância do sector e a necessidade de atenção especial e monitoria permanente.

Resultado líquido da EDM atinge 5,2 Mil Milhões de meticais em 2022

A informação foi partilhada durante a Assembleia-Geral Ordinária da empresa, realizada a 28 de Abril na cidade de Maputo. Durante a reunião, a EDM apresentou o ponto de situação da implementação dos projectos existentes e aprovou o relatório e contas do exercício económico de 2022.

De acordo com o documento, a empresa superou o fornecimento de energia eléctrica no sistema eléctrico, fornecendo 8,146 GWh em 2022 em comparação aos 7,694 GWh fornecidos em 2021, representando um crescimento de 6%. Além disso, a EDM registou um crescimento de 5% na exportação de energia, totalizando 1,730 GWh em 2022. A energia consumida no país aumentou em 8%, passando de 4,274 GWh em 2021 para 4,621 GWh em 2022.

O PCA da empresa, Marcelino Alberto, afirmou que apesar dos ciclones Ana e Gombe terem afectado as regiões centro e norte do país no ano passado, causando vandalização do material eléctrico e roubo de energia, a EDM terminou o ano de 2022 mais resiliente.

Alberto frisou que a empresa pretende consolidar a sua liderança no negócio de energia eléctrica na África Austral nos próximos anos, olhando para a evolução dos projectos de construção da Central Térmica de Temane (CTT) e da linha de transporte de 400kV. A empresa pretende adoptar uma cultura organizacional que incentive a produtividade, trabalho em equipe e superação de metas.

No que diz respeito às dívidas dos clientes, a EDM conseguiu recuperar 23,5 milhões de dólares da Zâmbia Electricity Supply Corporation (ZESCO) e da Zimbabwe Electricity Supply Authority (ZESA), contribuindo para reduzir o stock geral da dívida em 12%, de 2021 para 2022.

Tomás Matola é o novo PCA da Hidroeléctrica de Cahora Bassa

Matola, de 44 anos, traz consigo uma vasta experiência de liderança, tendo ocupado diversos cargos de direcção no Banco Nacional de Investimentos (BNI) nos últimos 11 anos, incluindo o de Presidente da Comissão Executiva. Recentemente, o BNI apresentou um relatório de lucros que ultrapassou os 200 milhões de meticais e distribuiu 60 milhões em dividendos para o Estado moçambicano, seu accionista.

O Conselho de Administração da HCB também é composto por Aida Magaia, Nilton Trindade, Hermínio Chiau, e José Munice. A empresa é a maior companhia de capitais públicos em Moçambique, com 85% de suas acções detidas pelo Estado, 7,5% pela empresa portuguesa REN, 3,5% em capitais próprios, e 4% nas mãos de cidadãos, e empresas nacionais.

HCB distribui 44,92% dos lucros entre os accionistas

A Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), S.A., uma das principais produtoras independentes de energia na região sul da África aprovou, nesta quarta-feira 3 de Abril durante a reunião da Assembleia Geral Ordinária, a distribuição de dividendos no valor de aproximadamente 4,1 mil milhões de meticais para os accionistas das séries A e B, estes últimos provenientes da oferta pública de venda de 2019.

O valor do dividendo por acção será de 0,156 meticais, correspondendo 44,92% dos resultados líquidos da empresa, que somam cerca de 9,2 mil milhões de meticais.

Além disso, os accionistas apreciaram e aprovaram diversas questões, incluindo o ponto de situação sobre a implementação das deliberações anteriores, o relatório e contas de 2022, o relatório e parecer do Conselho Fiscal, o relatório de actividades do Conselho Fiscal, e a ratificação da contratação dos empréstimos com o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para o financiamento do CAPEX Vital da HCB, bem como da Subvenção da União Europeia.

Também foram aprovados os novos estatutos da sociedade, em conformidade com o novo Código Comercial, e a nomeação de novos membros dos órgãos sociais, que tomarão posse em data a ser anunciada.