Monday, April 6, 2026
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BNI atinge 206 Milhões de Meticais em lucro em 2022

O Banco Nacional de Investimento (BNI) de Moçambique registrou um lucro de 206,62 milhões de meticais (cerca de 3,2 milhões de dólares) durante o exercício fiscal de 2022, um crescimento de 80% em relação ao ano anterior, de acordo com informações apresentadas durante a Assembleia Geral Anual do banco, recentemente realizada em Maputo.

O relatório do BNI destacou a diversificação da carteira de produtos e serviços financeiros, a expansão das fontes de financiamento e a melhoria da gestão de riscos como factores que contribuíram para o sucesso do banco. Embora os resultados tenham sido afectados por factores negativos extraordinários, o BNI manteve uma forte posição de solvência e liquidez.

Actualmente o BNI planeja melhorar a qualidade dos seus activos e reforçar a sua presença no mercado como um banco de desenvolvimento e investimento dedicado ao crescimento económico de Moçambique.

Mphanda Nkuwa: divulgados hoje os relatórios do projecto avaliado em 4,5 Mil Milhões USD

O Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (GMNK) irá apresentar, hoje e amanhã (3 e 4 de Maio), os primeiros relatórios da actualização dos estudos de mercado e infra-estrutura de linha de transporte de energia de Tete a Maputo.

O objectivo da divulgação dos documentos, de acordo com a nota de imprensa divulgada pelo GMNK, é obter feedback das diversas entidades envolvidas e interessadas, visando alçancar melhorias na definição do projeto.

Para a análise do empreendimento e a fase de modelagem financeira, bem como a estruturação legal e financeira, o GMNK está atualizando diversos estudos técnicos existentes sobre o projeto, considerados fundamentais e críticos.

O Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, localizado na província de Tete, inclui o desenvolvimento de uma barragem a fio de água no Rio Zambeze, 61 km a jusante de Cahora Bassa, e a construção de uma central hidroelétrica com capacidade instalada de produção de energia de até 1500 MW, além de uma linha de transporte de energia de Tete a Maputo, que terá cerca de 1300 quilômetros de extensão. O projeto está estimado em 4,5 mil milhões de dólares.

Millennium bim contribui para a melhoria da qualidade do Sistema de Saúde moçambicano

O Millennium bim, com o objectivo de contribuir para a melhoria da qualidade do sistema de saúde moçambicano, está a apoiar o projecto “Plano Nacional Moçambicano de Rastreio e Tratamento de Crianças com PapilomatosesLaríngeas”, implementado pela Associação de Médicos no Abraço a Moçambique, Massala.

No âmbito deste projecto, uma missão de médicos especialistas, membros da Massala, esteve em Moçambique durante uma semana, de 24 a 28 de Abril, a trabalhar em regime de gratuidade no Centro de Rastreio e Tratamento das Papilomatoses Laríngeas, do Hospital Central de Maputo, onde realizaram intervenções cirúrgicas a cerca de 30 crianças para o tratamento da doença.

Para o PCE do Millennium bim, Dr. João Martins, “Com esta acção, pretendemos reafirmar o nosso forte compromisso para a melhoria da
qualidade de vida e do bem-estar das crianças em particular, e dos moçambicanos no geral”.

Já a responsável da missão médica, Clara Ramalhão, referiu que: “Somos um grupo de médicos, que de forma altruísta e de coração aberto procura responder às áreas de maior carência na saúde da população moçambicana e sentimos que esta actividade vai de acordo com a nossa missão de responder, ainda que de forma parcial, aos constrangimentos e dificuldades nesta área essencial da vida humana, para uma melhor qualidade de vida.”

O apoio a este projecto é um dos pilares de acção do programa de Responsabilidade Social “Mais Moçambique pra Mim” do Millennium bim, que
tem vindo a ser implementado ao longo dos últimos anos, com significativo impacto na vida dos moçambicanos.

Índice de robustez empresarial CTA cai no 1º trimestre

O Índice de Robustez Empresarial, produzido pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), foi apresentado em Chimoio, província de Manica, esta quinta-feira (27-04), durante a 12ª Edição do CTA Economic Briefing.

Segundo a CTA, o abrandamento do desempenho das empresas moçambicanas resulta, em parte, da quebra da procura no sector do turismo.

“O período sagrado do Ramadão [mês do jejum muçulmano], o custo dos combustíveis e a subida das taxas de juro continuam a ser os principais fatores a influenciar o desempenho dos negócios”, referiu o vice-presidente da CTA, Vasco Manhiça, no discurso de abertura.

A CTA citou ainda a perda de produção agrícola devido às cheias e o aumento dos custos logísticos e dos encargos bancários, entre outros factores, que contribuíram para o fraco desempenho das empresas do sector privado nos primeiros três meses do ano.

As províncias de Gaza e Inhambane registaram a maior queda, o índice caiu de 29 para 26%. Nampula caiu de 28% para 25%, e a cidade de Maputo de 30,3 para 30%.

As províncias de Tete, Sofala e Manica mantiveram-se nos 29% enquanto a província da Zambézia também não registou variação face ao quarto trimestre do ano passado, mantendo-se nos 25%.

O CTA prevê a continuidade dos desafios no segundo trimestre, já que nem o desempenho das reservas internacionais líquidas nem a demanda por importações oferecem condições para reduzir os juros.

“A recente medida do Banco de Moçambique de reduzir de 100% para 60% a comparticipação na factura de importação de combustíveis e a já anunciada subida dos preços dos combustíveis estão a pressionar os custos das empresas”, sublinha o resumo da CTA.

Moçambique já faz parte dos países com a rede móvel 5G

Moçambique oficializou, na última sexta-feira, através da Vodacom, a sua entrada no mapa dos países com a 5ª geração da internet no mundo, a 5G. Ou seja, uma fase em que tudo passa a estar interconectado.

Segundo o ministro dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, o investimento vai melhorar o serviço de telecomunicações fornecido no país.

“A Tecnologia 5G vai melhorar significativamente a qualidade do serviço de telecomunicações fornecido no país, particularmente na materialização da internet das coisas (IoT), tudo inteligente (cidades inteligentes, agricultura inteligente, portos inteligentes etc.), por se tratar da tecnologia que suporta melhor estes casos, depois da 4G”, disse Mateus Magala, ministro dos Transportes e Comunicações.

Para a Vodacom, a rede 5G não é apenas velocidade. Esta tecnologia “tem o condão de melhorar a qualidade de vida e promover o crescimento da nossa jovem nação, pela multiplicidade de recursos que oferece aos usuários. Vai permitir, dentre outros, uma rede de transportes inteligente; rastreamento de activos; implantação de contadores inteligentes (água, luz, etc.); cidades inteligentes; automação industrial; banda larga em casa, usando 5G; bem como escritórios inteligentes”, afirmou Nuno Quelhas, PCA da Vodacom Moçambique.

Além disso, a rede 5G vai, segundo a liderança da Vodacom em Moçambique, garantir a ampliação da inclusão financeira.

“Com o 5G, vamos garantir a ampliação da inclusão financeira, assegurando que cada vez mais moçambicanos com idade acima de 16 anos e seus dependentes tenham acesso aos serviços financeiros do M-Pesa. O objectivo é abranger 75% da população moçambicana adulta até 2025 e possibilitar pagamentos através do M-Pesa em qualquer ponto do país”, acrescentou Nuno Quelhas.

A Vodacom Moçambique reafirmou o compromisso no desenvolvimento do país: “Estamos orgulhosos das nossas conquistas até à data. Hoje, nós, Vodacom Moçambique, conectamos 11 milhões de moçambicanos. Também ligamos seis milhões de moçambicanos à plataforma M-Pesa. Temos 60 mil agentes activos que representam novos empregos com impactos positivos para as famílias. Temos uma cobertura proporcional de internet de 75% em 2G e 80% em 4G”, avançou Simon Karikari, director-geral da Vodacom Moçambique.

Através de projectos em parceria com o Governo, a Vodacom pretende alavancar a inclusão e a literacia digital em Moçambique, de forma a garantir o acesso mais equitativo a serviços de educação de qualidade.

TotalEnergies diz que o reinício do GNL em Moçambique é complicado por divergências de custos

A empresa de energia francesa detém uma participação de 26,5% no desenvolvimento, que foi interrompido em 2021 depois que insurgentes ligados ao Estado Islâmico atacaram civis na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, onde o projeto de GNL está localizado.

O CEO da TotalEnergies, Patrick Pouyanne, disse aos investidores na quinta-feira que as considerações de custo eram agora o último passo antes de reiniciar o Mozambique LNG, uma vez que a situação de segurança se estabilizou.

“Precisamos que os contratados sejam razoáveis, alguns deles não são … e tentaram se beneficiar da situação”, disse Pouyanne. “Não temos como aceitar alguns custos indevidos – pagamos o que tínhamos que pagar porque paramos o projeto e temos que recomeçar, não vemos por que devemos pagar mais do que isso. Então é onde estamos.”

Esta semana, o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, disse que a província de Cabo Delgado era segura o suficiente para o reinício do projeto, enquanto o grupo de serviços de energia Saipem disse ter sido notificado pela Total para se preparar para um reinício em julho.

A empresa francesa disse anteriormente que esperaria por um relatório encomendado sobre a situação humanitária no local antes de tomar uma decisão final com os parceiros do projeto.

Um porta-voz da TotalEnergies disse na quarta-feira que o relatório – inicialmente esperado para o final de fevereiro – ainda era um trabalho em andamento e se recusou a dar uma data para sua conclusão.

O projeto estava inicialmente programado para entregar sua primeira carga de GNL em 2024, com planos de produzir até 43 milhões de toneladas de gás anualmente.

Pouyanne disse na quinta-feira que não estava preocupado com o atraso do projeto e que até agora nenhum comprador que pré-assinou para receber o gás exerceu seu direito de retirada.

“Se alguns compradores preferirem se retirar, estamos prontos para receber mais, então estamos abertos a isso, mas alguns compradores japoneses também estão prontos para receber mais… há algum apetite no mercado, o projeto está bem localizado diretamente na Índia Oceano”, disse Pouyanne.

O projeto da Total está entre os desenvolvimentos de energia no valor combinado de $ 60 bilhões que revolucionariam a economia de $ 15 bilhões de Moçambique

Os outros acionistas da Mozambique LNG são a moçambicana ENH, a japonesa Mitsui & Co., a tailandesa PTTEP e as empresas indianas ONGC Videsh, Bharat Petroleum e Oil India Ltd.

MEMEC discute transição energética e crescimento económico de Moçambique

A 9ª edição da Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique (MEMEC), realizada entre 26 e 27 de Abril, na cidade de Maputo, sob o lema: “Utilizando os recursos naturais de Moçambique para um Desenvolvimento Económico Transformacional e Sustentável”, discutiu o papel da indústria extrativa na transição energética e no crescimento económico nacional.

De acordo com o Presidente da República, Filipe Nyusi que falava durante a abertura do evento, entre 2011 e 2022 o sector da indústria extrativa registou uma evolução de 1,8 para 10,6% de Produto Interno Bruto (PIB) em Moçambique. Esta cifra foi influenciada pelo desenvolvimento de projectos de exploração de gás natural de Pande e Temane, na província de Inhambane, carvão mineral em Moatize, na província de Tete, areias pesadas em Moma, Pebane e Chibuto, nas províncias de Nampula, Zambézia e Gaza, respectivamente, bem como da exploração de rubis e grafite, em Cabo Delgado.

Segundo  Nyusi, nos últimos anos, o gás natural, em particular, transformou-se numa fonte alternativa para reduzir a dependência do sector hidroelétrico no mundo.

Sendo assim, disse o presidente, espero que, após esta conferência, os investidores apostem na exploração dos recursos e sua posterior transformação dentro do nosso país. No mesmo diapasão, Filipe Nyusi salientou que o primeiro carregamento de gás, na plataforma Coral Sul FLNG, marcou a entrada do país na lista dos produtores e exportadores de GNL.

Durante a sua intervenção, o presidente Nyusi lamentou o facto de o acesso ao financiamento a projectos de geração de energia através das centrais térmicas a gás natural no continente africano constituir um dos principais desafios do sector actualemente.

“Nos últimos 10 anos até 2021 dois terços da nova geração da energia vieram de centrais térmicas a gás o que oferecia mais flexibilidade e estabilidade face das incertezas decorrentes das alterações climáticas sendo benefício para o continente africano, todavia esta tendência enfrenta o dilema do financiamento”, disse.

Para o Presidente da República o uso de gás natural para a geração de energia salvaguarda a natureza e se apresenta como solução de longo prazo pela possibilidade que oferece para a sua conversão em hidrogênio.

Por sua vez o director geral da multinacional Sasol – Moçambique, Ovídio Rodolfo, reconheceu a existência de um ambiente favorável para o investimento privado em Moçambique, tendo acrescentado que tal facto tem contribuído no destaque do país como destino referência para investimentos.

Por causa disso, “o MMEC é uma excelente oportunidade para aprofundar o pensamento, as inovações, discutir as estratégias e políticas dos sectores de mineração e energia em Moçambique”, explicou Ovídio Rodolfo.

Recorde-se que a Sasol está na lista dos maiores contribuintes para o Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique e pioneira na celebração de Acordos de Desenvolvimento Local com o Governo (ADL). Neste momento os projectos resultantes dos ADL estão orçados em 20 milhões de dólares destinados a 37 comunidades dos distritos de Governo e Inhassoro, província de Inhambane.

Moçambique adere o financiamento global de recursos minerais

O anúncio da adesão de Moçambique a estes organismos internacionais foi feito ontem, em Maputo, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na cerimónia de abertura da nona Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique.

Segundo Filipe Nyusi, a adesão de Moçambique a estas duas organizações, vai permitir que o país desenvolva boas práticas na gestão dos recursos minerais para o bem-comum dos moçambicanos.

GFF é uma linha de financiamento geralmente destinada aos países de baixa renda e a APPO é um meio de cooperação e harmonização da colaboração e partilha de conhecimentos entre os países africanos produtores de petróleo.

Nos últimos dez anos, o contributo da indústria extractiva para o Produto Interno Bruto subiu de 1.8 para 10.6 %.

Este crescimento, segundo o Presidente da República, está aliado às diversas actividades minerais desenvolvidas em algumas províncias do país.

A nona Conferência e Exposição de Mineração e Energia de Moçambique decorre numa altura em que o mundo busca soluções para contornar as alterações climáticas.

Filipe Nyusi exige, por isso, que deste seminário saiam ideias concretas para a massificação da produção de energias limpas.

O evento, de dois dias, decorre sob lema: Utilizando os Recursos Naturais de Moçambique para o Desenvolvimento Económico Transformacional e Sustentável.

Fidelidade Ímpar inaugura suas novas instalações em Maputo

A nova Sede ocupa quatro pisos do edifício Platinum, um espaço moderno, inspirador e pensado para proporcionar o melhor ambiente de trabalho aos colaboradores.

A sessão de apresentação do novo espaço contou com a presença de responsáveis do ISSM – Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique, de parceiros e de clientes da Seguradora.

Modernas e funcionais, as novas instalações adoptaram o conceito de open space para promover o trabalho em equipa, uma comunicação mais rápida e uma maior proximidade entre todos.

A nova sede inclui auditório, salas de reunião, uma área para refeições e de lazer pensada para que os colaboradores possam descontrair e socializar.

O Presidente do Conselho de Administração da Fidelidade Ímpar, Manuel Gamito, destacou que o objectivo passou por “criar uma Casa onde todos possam transmitir as suas experiências e desenvolver oportunidades para crescer”.

Envolvemo-nos num ambiente de sustentabilidade com uma valiosa infra-estrutura tecnológica e de outros instrumentos de trabalho mais
modernos e mais funcionais. Logo, um lugar que está à altura das ambições e objectivos comuns”, salientou.

Manuel Gamito referiu, ainda, que a nova sede mostra “o caminho percorrido e edifica uma estrutura de muita confiança, junto dos parceiros e cliente e das entidades administrativas e governativas”.

As novas instalações conjugam o moderno com aspectos minimalistas, apostando ainda na dinâmica e na funcionalidade do espaço, de forma a reflectirem os valores e a identidade da Fidelidade Ímpar.

Governo vai revitalizar indústria automobilística com ajuda da República Tcheca

“Pretendemos aproveitar o conhecimento e a experiência que a República Tcheca tem na área automotiva e eventualmente começar a aplicar algumas linhas de montagem”, disse Silvino Moreno.

O ministro sublinhou que Moçambique enfrenta grandes desafios em termos de acesso a equipamentos de transporte tanto para a população como para o sector agrícola. “Falo dos miniautocarros (veículos rodoviários ligeiros de passageiros) para transporte da população, em zonas urbanas e periurbanas, bem como tratores para o setor agrícola.”Os dois países também pretendem apostar na agricultura, considerada um ponto-chave para o desenvolvimento.“Discutimos cooperação nos setores de agricultura, indústria automotiva, construção e sobre alguns investimentos que podemos fazer em infraestrutura pública.

Estabelecemos vínculos e acredito que em breve encontraremos formas de concretizar nossos desejos”, revelou Radek Rubens.Segundo o secretário de Estado checo, as relações comerciais com Moçambique abrandaram nos últimos anos devido à pandemia de covid-19.

“Tivemos uma queda durante a pandemia em relação ao pessoal entre nossos dois países, que reduziu muito. Agora estamos retomando e gostaríamos de levar adiante nossa cooperação”, concluiu.

A República Tcheca é um país da Europa Central com uma economia desenvolvida e de alta renda, e seu crescimento tem sido liderado por exportações para outros países da União Européia.