Monday, April 6, 2026
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Exportações de minerais e gás reforçam reservas cambiais de Moçambique

Segundo o Chefe de Estado, o sector beneficia ainda várias actividades industriais, facilitando a captação de valor acrescentado, a criação de emprego, a ligação entre empresas e a diversificação das exportações.

O Presidente Nyusi falava em Maputo esta manhã (26-04) na abertura da 9ª edição da Conferência e Exposição Internacional de Mineração e Energia de Moçambique, MMEC 2023, que decorre hoje e amanhã sob o lema “Utilizando os Recursos Naturais de Moçambique para Transformação e Desenvolvimento Econômico Sustentável”.

“A captação de receitas fiscais e a melhoria das contas públicas permite ao nosso Estado construir infraestruturas sociais para o bem-estar dos moçambicanos”, disse o Presidente. “A geração de energia é um fator de melhoria das condições de vida através do aumento do acesso e expansão da rede em todo o país”, destacou Nyusi.

O Presidente referiu ainda que, no contexto da geopolítica da descarbonização, Moçambique é atualmente um player nas cadeias de valor do gás e dos recursos minerais.

Sasol inicia financiamento de 150 empreendedores de Inhambane

Até Junho deste ano, a Sasol vai apoiar monetariamente 150 iniciativas de negócio, tendo os primeiro 20 beneficiários recebido o seu valor esta semana, em cerimónia dirigida pela Administradora de Inhassoro, Dulce Canhemba.

Este projecto faz parte dos Acordos de Desenvolvimento Local (ADL), que, na subcomponente de Empreendedorismo, está a formar 500 jovens em Gestão de Negócios. Do total de jovens em formação, 250 estão a beneficiar de mentoria e assistência técnica e os 150 melhores planos de negócio recebem apoio financeiro para criação ou expansão dos negócios.

“Com os fundos que recebi vou aumentar a produção de frangos para abastecer ao distrito de Inhassoro e aos distritos circunvizinhos,” disse Carolina Marcos, beneficiária do programa.

Dulce Canhemba reconhece o contributo da iniciativa da Sasol para a geração de emprego e renda em Inhassoro e apelou aos beneficiários a fazerem bom uso dos fundos.

Na ocasião, o Director Geral da Sasol em Moçambique, Ovídio Rodolfo disse que o início do desembolso representa um marco muito importante para o projecto de promoção de empreendedorismo.

Os Acordos de Desenvolvimento Local (ADL) são acordos tripartidos entre a Sasol, as comunidades locais e os governos distritais (Govuro e Inhassoro), com o objectivo de alinhar as prioridades das três partes, nos termos da Política de Responsabilidade Social Corporativa da Indústria Extractiva.

HCB fechou o ano 2022 com lucro de 9,2 mil milhões de meticais

De acordo com o relatório divulgado hoje pela Hidroeléctrica no Jornal Notícias, apesar da diferença em relação ao valor recorde do ano anterior, os resultados estão a um nível que deixa a administração satisfeita.

“Os resultados demonstram que os indicadores de desempenho financeiro e de operação continuam a apresentar a robustez esperada”, refere o Presidente do Conselho de Administração (PCA), Boavida Lopes Muhambe.

Entretanto, o resultado inclui um recuo de 6% nas vendas, de quase 29 mil milhões de meticais para 27,1 mil milhões de meticais. No mesmo sentido, o resultado por acção desceu de 380 para 350 meticais por acção.

“Cerca de 2,7 mil milhões de meticais foram canalizados ao Estado em forma de ‘fees’ (pagamentos) de concessão, aproximadamente 5,1 mil milhões de meticais em forma de impostos e mais de 3,7 mil milhões de meticais de dividendos foram pagos aos accionistas da série A e B, valores acima da percentagem recomendada pelos estatutos da empresa”, o PCA da HCB.

Recorde-se que o Estado moçambicano detém 85% da HCB, a empresa Redes Energéticas Nacionais (REN) portuguesa detém 7,5%, há 4% do capital social disperso em bolsa e a HCB tem 3,5% de acções próprias.

Governo procura parceria público-privada para suprir défice de investimento

Jeremias Banze falava esta quarta-feira, em Maputo, na abertura de uma reunião que serviu para discutir o impacto das parcerias público-privadas no sector de águas.

Banze referiu que o mercado urbano de abastecimento de águas em Moçambique tem doze milhões de pessoas e o sector necessita de quatro mil milhões de dólares em investimentos.

O governante explicou que deste montante, um ponto oito milhões de dólares serviriam para investimentos na provisão de água urbana, projectos de expansão da rede de abastecimento, reabilitação e aumento da eficiência do sistema, incluindo a redução de perdas de água.

O planeamento, concepção de projectos de parcerias público-privadas e o financiamento de futuros projectos também estiverem em debate no encontro.

TotalEnergies e ExxonMobil exportam gás moçambicano a partir 2027

O economista do departamento africano do FMI disse que o arranque terá impacto positivo no crescimento por via da produção, nas receitas fiscais e na conta corrente.

Thibault Lemaire assegura que a petrolífera francesa Total vai regressar à Cabo Delgado após a suspensão dos trabalhos devido à violência no norte do país. Disse também que a norte-americana ExxonMobil vai avançar brevemente com a Decisão Final de Investimento positiva para Moçambique.

O país “continua a enfrentar desafios significativos de desenvolvimento, nomeadamente devido à maior frequência e gravidade das catástrofes naturais relacionadas com as alterações climáticas”, disse Thibault Lemaire, nas declarações à Lusa, no seguimento da divulgação do relatório sobre as previsões para a África subsaariana, apresentando no âmbito dos Encontros da Primavera do FMI e do Banco Mundial.

Depois dos 4,1% registados em 2022, uma aceleração face aos 2,3% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, já no seguimento da pior fase da pandemia, e com recuperações dos sectores da hotelaria, transportes e comunicações, o FMI espera uma aceleração da expansão económica.

“Para 2023, e no médio prazo, esperamos uma nova recuperação, o crescimento de 5% em 2023 será impulsionado pelas indústrias extractivas, incluindo o Coral South, o primeiro projecto de gás natural liquefeito”, cuja primeira exportação já foi feita no final do ano passado, apontou.

Moçambique tem três projectos de desenvolvimento aprovados para exploração das reservas de gás natural da bacia do Rovuma, classificadas entre as maiores do mundo, ao largo da costa de Cabo Delgado.

Dois desses projetos têm maior dimensão e preveem canalizar o gás do fundo do mar para terra, arrefecendo-o numa fábrica para o exportar por via marítima em estado líquido.

Um é liderado pela TotalEnergies (consórcio da Área 1) e as obras avançaram até à suspensão por tempo indeterminado, após um ataque armado a Palma, em Março de 2021, altura em que a energética francesa declarou que só retomaria os trabalhos quando a zona fosse segura.

O outro é o investimento ainda sem anúncio à vista liderado pela ExxonMobil e Eni (consórcio da Área 4).

Um terceiro projecto concluído e de menor dimensão pertence também ao consórcio da Área 4 e consiste numa plataforma flutuante de captação e processamento de gás para exportação, directamente no mar, que arrancou em Novembro de 2022.

A plataforma flutuante deverá produzir 3,4 mtpa (milhões de toneladas por ano) de gás natural liquefeito, a Área 1 aponta para 13,12 mtpa e o plano em terra da Área 4 prevê 15 mtpa.

Linha Temane-Maputo concluída ainda este ano

O projecto cobre uma extensão de 560 quilómetros e poderá beneficiar um milhão de novos consumidores nas províncias de Inhambane, Gaza e Maputo.

“O projecto teve o seu início no ano antepassado. Este lote devia ter terminado em Fevereiro. Sofreu alguns atrasos. Estamos a trabalhar num plano de recuperação e prevemos terminar este projecto em finais deste ano”, garantiu Marcelino Gildo.

A linha que vai ligar Inhambane e Maputo compreende três subestações, nomeadamente, Vilankulo-Chibuto; Chibuto-Matalane; e Matalane-Maputo.

A materialização deste plano, que já está a 56%, vai marcar a conclusão da primeira fase denominada “Espinha Dorsal”.

O projecto poderá permitir um aumento de 16% na capacidade de geração de energia eléctrica para os mercados doméstico e internacional.

O projecto está avaliado em 500 milhões de dólares e conta com um donativo do Banco Mundial de 300 milhões de dólares e 33 milhões de dólares do Banco Africano para o Desenvolvimento.

O Banco Islâmico de Desenvolvimento emprestou 110 milhões de dólares e 36 milhões de dólares são do Fundo da OPEP para o Desenvolvimento Internacional.

Garantida para setembro a conclusão da linha de Machipanda

Segundo o Presidente do Conselho de Administração da empresa pública portuária e ferroviária (CFM), Agostinho Langa Júnior, “Pretende-se que a infraestrutura dinamize a região da África Austral, no âmbito dos protocolos da SADC, aumentando o fluxo de carga ao longo da Linha de Machipanda das actuais 600.000 toneladas para 3,5 milhões de toneladas por ano.”

Orçadas em 200 milhões de dólares americanos, as obras da linha de Machipanda arrancaram em agosto de 2019, com conclusão prevista para novembro de 2021, mas devido à pandemia de Covid-19 o prazo foi alargado para setembro deste ano.

Langa, citado na edição de sexta-feira do “Notícias”, disse que os trabalhadores envolvidos devem acelerar o ritmo.

“Já chegou uma locomotiva especializada para a obra e ainda estão disponíveis todos os materiais necessários à sua execução, incluindo alinhadoras, vagões, lastro e carris”, sublinhou.

Sector privado e alto comissariado de Canadá reforçam relações de cooperação

A CTA explicou os mecanismos de interacção com o Governo com vista a melhorar, cada vez mais, o ambiente de negócios no país e partilhou as potencialidades e oportunidades que podem ser exploradas pelo empresariado do Canadá.

As partes defenderam que há muito potencial por explorar, devendo, para o efeito, identificar-se os mecanismos de promoção das oportunidades e parcerias entre empresários dos dois países.

A CTA fez uma breve apresentação da XVIII CASP, a realizar-se de 21, 22 e 23 de Junho, e convidou o sector privado canadiano a participar no maior evento de negócios em Moçambique e a explorar a vasta rede de contactos de empresários e investidores nacionais e internacionais.

Governo português manifesta disponibilidade em empregar moçambicanos

De acordo com o Secretário de Estado da Juventude e Emprego de Portugal, o seu país tem disponíveis várias oportunidades de emprego, por se apresentar com baixos índices de desemprego.

Miguel Fontes, que se encontra de visita ao país, falava esta segunda-feira, em Maputo, num encontro que manteve com o Secretário de Estado da Juventude e Emprego, Osvaldo Petersburgo.

Por outro lado, a Secretaria de Estado da Juventude e Emprego de Portugal quer capacitar jovens moçambicanos em diferentes áreas de emprego.

Por seu turno, o Secretário de Estado da Juventude e Emprego de Moçambique, Osvaldo Petersburgo, diz que Moçambique compromete-se a cooperar com Portugal, no processo de formação e capacitação de jovens.

Anunciado fundo de apoio a pequenas empresas no norte e centro do país

Este fundo, num total de 4,5 milhões de dólares, proporcionará crédito acessível, adaptado às necessidades das pequenas empresas do sector agrícola e alimentar, dando prioridade às empresas pertencentes a mulheres e a jovens.

O Gabinete de Apoio e Consultoria a Pequenas Indústrias (GAPI), um banco moçambicano de desenvolvimento público-privado, contribui com 500.000 dólares do total e concederá crédito acessível combinado com assistência técnica a micro, pequenas e médias empresas em Cabo Delgado, Nampula e Sofala. A USAID irá contribuir com os restantes 4 milhões de dólares através do programa SPEED.

Justamente, quando as pequenas empresas em Moçambique começavam a recuperar dos ciclones Idai e Kenneth, a pandemia da COVID-19 instalou-se e forçou o encerramento de muitas pequenas empresas.

Com os peritos climáticos a preverem eventos climáticos extremos mais frequentes nos próximos anos, o Governo dos Estados Unidos tem estado a trabalhar com o Governo de Moçambique no sentido de apoiar os moçambicanos que enfrentam choques económicos.

Esta intervenção foi concebida para abranger 3.000 empresas locais durante os próximos dois anos, permitindo o acesso a fundos para continuar ou reiniciar o negócio após um choque inesperado. Estes fundos permitirão uma recuperação mais rápida às pequenas empresas nas províncias tais como Sofala, Zambézia e Inhambane, face aos danos causados pelo ciclone Freddy.

A Directora da Missão da USAID, Helen Pataki, disse: “A USAID está entusiasmada por celebrar uma parceria com o GAPI para estabelecer um fundo rotativo sustentável que disponibilizará financiamento acessível às empresas em futuras épocas de crise.

Esta disponibilidade de crédito pode fazer a diferença para uma pequena empresa permanecer aberta após um choque e fornecer serviços aos moçambicanos ou fechar”.

O apoio às pequenas empresas locais é uma componente importante da assistência mais ampla do Governo dos Estados Unidos em Moçambique. Em estreita colaboração com o Governo da República de Moçambique, o Governo dos E.U.A. fornece mais de 700 milhões de dólares em assistência anual para melhorar o crescimento económico diversificado e inclusivo, promover a prosperidade económica, e apoiar o desenvolvimento global da nação.