Monday, April 6, 2026
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Millennium Chalenge Corporation desbloqueia 500 milhões de dólares para Moçambique

A recomendação da aprovação será submetida ao Conselho de Administração do MCC até 28 de Junho próximo e só depois será indicada a data do arranque e implementação do projecto, segundo Alice Albright, citada pelo Notícias.

Ela deu esta garantia num encontro que manteve em Washington, EUA, com o Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, no âmbito dos encontros de Primavera com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, que decorrem até domingo.

O Director residente do MCC em Moçambique, Kenneth Miller, explicou que cerca de 300 milhões de dólares se destinam para o investimento nos sectores de transporte e infraestruturas, com maio impacto no rio Licungo, em Mocuba, Zambézia. Ele disse também que o Governo tenciona aumentar o orçamento da Administração Nacional de Estradas.

De acordo com Max Tonela, o Compacto II vai abranger três áreas nomeadamente a promoção de investimento na agricultura comercial, conectividade e transporte rural e mudanças climáticas e desenvolvimento costeiro.

Tonela disse ainda que Zambézia é a província prioritária para receber estes investimentos e que os empresários locais “à partida, estão em desvantagem dada a situação de pobreza extrema na região”.

Assim, prevê-se a preparação de pacotes de formação para o seu empoderamento.

MozParks propõe parcerias sustentáveis entre o sector industrial e as PMEs

Onório Manuel fez um raio-x ao surgimento do Parque Industrial de Beluluane (existindo há cerca de 23 anos), através de um projeto âncora (Mozal), que está a gerar mais de 10 mil postos de trabalho e agregar mais de 50 empresas instaladas no Parque Industrial de Beluluane, na província de Maputo, representando cerca de 17 países.

Disse que a MozParks está em vias de abrir mais Parques Industriais em Cabo Delgado (CDParks), concretamente em Palma, Balama, Montepuez, Ancuabe e uma base Logística em Pemba. Os CD Parks visam acelerar o desenvolvimento económico, promover e dinamizar a criação de emprego para jovens e desenvolver a economia verde na província de Cabo Delgado.

Onório Manuel incentivou as Pequenas e Médias Empresas a aderirem ao Projecto Parque Industrial Olhar para o Parque Industrial do Topuito, em Nampula, liderado pela multinacional Kenmare, a empresa mais transparente da indústria extractiva em Moçambique, que explora titânio naquele distrito do Larde.

Durante o encontro de negócios denominado Busines Pitch, a MozParks centrou a sua atenção nos Parques de Cabo Delgado, que, segundo sustenta, poderão potenciar o desenvolvimento da província impulsionado pela exploração de gás com um enorme potencial na sua cadeia de valor para dinamizar a economia local em mais de 100 mil trabalhadores diretos dentro dos CD Parks.

Para Onório Manuel é importante a implementação dos CD Parks, como mecanismo de criação de base para o conteúdo local, e assim aproveitar as oportunidades na cadeia de valor dos megaprojectos, alguns dos quais exploram recursos não renováveis, pelo que existe a precisam deixar uma contribuição para o desenvolvimento socioeconômico local.

Os CD Parks trazem múltiplas vantagens, como o acesso a infra-estruturas terrestres (energia, água e rodoviárias), industriais, de armazenamento, perímetro protegido, ambiente de negócios seguro, economias de escala, economia circular, soluções completas de investimento, potencial de incentivos fiscais e aduaneiros.

Moçambique recebe apoio da Mozal avaliado em mais de quarenta milhões de meticais

A doação foi entregue à Caritas, uma organização humanitária internacional que está a trabalhar na prestação de ajuda em Moçambique após as inundações causadas por chuvas intensas, nos últimos meses.

Segundo Noel Pillay, director de operações da South32, o impacto para as pessoas que vivem em comunidades próximas à Mozal foi severo, afectando aproximadamente seis mil hectares de terras agrícolas e inundando mais de sete mil casas, onde muitos vivem à base de agricultura.

A contribuição da South32 vai apoiar com cerca de 3900 “kits” agrícolas, incluindo ferramentas e insumos agrícolas, e 12.600 de sementes para ajudar a restaurar os meios de subsistência às comunidades dos distritos de Boane, Namaacha e Moamba, na província de Maputo. Fornecerá ainda alimentos para 1000 famílias locais vulneráveis.

O director de operações da South32 afirmou que “compadecemo-nos continuamente com todas as vítimas destas intempéries, incluindo aqueles que em Moçambique e Madagáscar foram afectados pelo ciclone tropical Freddy”.

A fonte congratulou-se com as agências e organizações não-governamentais que fornecem ajuda humanitária e apoio na recuperação de desastres, explicando que esta doação, além de apoiar na recuperação a longo prazo, ajudando na restauração da actividade agrícola e na aquisição de meios de subsistência, fornecerá alimentos a mil famílias vulneráveis.

Presidente lança campanha de comercialização agrícola 2023

Em Chiúta, Filipe Nyusi vai igualmente proceder a abertura do Quinto Fórum nacional de comercialização agrícola que se realiza sob o lema: Comercialização agrícola, dinamizando o agro- negócio e industrialização.

O evento será replicado em todo o país com a finalidade de exortar os produtores e intervenientes do processo de comercialização para o início da campanha 2023 e as acções de intervenção dos agentes económicos na cadeia de valor da comercialização agrícola.

Banco Mundial defende reformas para desenvolver o setor privado de Moçambique

Falando durante um encontro em Washington com o ministro moçambicano da Economia e Finanças, Max Tonela, no âmbito dos encontros de primavera entre instituições financeiras internacionais e governos, Kwakwa salientou a importância que o sector privado desempenha em várias nações.

Ela recomendou que “Moçambique continue a implementar reformas, particularmente aquelas que permitem o florescimento do setor privado.Segundo Victoria Kwakwa, as autoridades moçambicanas deverão continuar a apostar em políticas de promoção da diversificação da economia e na implementação eficiente do Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE), anunciado em Agosto do ano passado pelo Presidente Filipe Nyusi, e que compreende um conjunto de medidas fiscais, financeiras, econômicas e administrativas, destinadas a estimular a recuperação e aceleração do crescimento do país.

Por sua vez, Max Tonela abordou as perspetivas de crescimento de Moçambique e os desafios impostos pelo impacto negativo das calamidades naturais, com destaque para o efeito do ciclone Freddy e das cheias.As Reuniões de Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) decorrem de segunda-feira, 10 de abril, a domingo, 16 de abril, em Washington, Estados Unidos da América.

Absa Bank apoia desenvolvimento de conteúdo local em Cabo Delgado

O Projecto de Desenvolvimento de Conteúdo Local tem como foco as áreas de Turismo, Transporte, Manufactura, Tecnologias de Informação e Saúde que vai desenvolver a capacitação e certificação empresarial a 100 micro e pequenas empresas ainda em estágio inicial das suas actividades, lideradas por mulheres e jovens moçambicanos nas Províncias de Maputo e Cabo Delgado.

Para este projecto, em concreto, o Banco entra como o parceiro para a capacitação técnica destas Pequenas de Médias Empresas, para que as mesmas possam, de forma competitiva, aceder ao financiamento bancário, e passem a deter estrutura e capacidade para concorrer às cadeias de valor dos grandes projectos.

O Absa Bank Moçambique reforça assim o seu papel activo na promoção do desenvolvimento económico do país bem como no empoderamento de jovens talentos nacionais.

Zâmbia pode abrir nova linha para transportar produtos petrolíferos do Porto da Beira

A intenção foi manifestada na passada quinta-feira, dia 6 de Abril, no âmbito da visita de Estado que o Presidente da Zâmbia efectuou a Moçambique na semana passada, durante a qual se deslocou ao porto da Beira para conhecer o processo logístico de transporte de carga em trânsito para o seu país.

Só no ano passado, a Zâmbia importou e exportou, de e para vários países, diversos produtos, com destaque para milho, fertilizantes e minérios como cobre e níquel, com passagem pela infra-estrutura portuária moçambicana, uma movimentação portuária que ronda os 30 milhões de toneladas.

“No ano passado, movimentamos cerca de 99 mil contentores”, disse à Televisão de Moçambique (TVM) um dos gestores do porto da Beira.

Com passagem pelo terminal de contentores e depois pelo terminal de combustíveis, o estadista zambiano reafirmou a intenção de abrir uma nova linha de importação de combustíveis com a construção de um oleoduto.

Segundo o ministro moçambicano dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, “a ideia é mudar a actual forma que a Zâmbia utiliza para transportar combustível para o seu país, estando também interessado no aumento da utilização do terminal de contentores e carga geral”, ele disse.

Com a operacionalização do projeto, Mateus Magala projeta um aumento no volume de negócios para Moçambique.

“Sabemos que a Zâmbia também vive um aumento dos recursos naturais e, para eles, a principal aposta é no porto da Beira, porque tem vantagens estratégicas de geolocalização e acesso a mercados internacionais”, enfatizou o ministro.

Tmcel passa para a gestão do IGEPE

A comissão de gestão, que poderá ser anunciada ainda este mês, terá como prioridade reverter os resultados negativos da empresa de telefonia móvel, maioritariamente detida pelo Estado moçambicano.

No momento, as dívidas da Tmcel ultrapassam US$ 300 milhões.

Um novo modelo de gestão da empresa será definido assim que for identificada a comissão de gestão, disse Magala.

O ministro sustentou que os ativos da empresa, incluindo torres de celular, valem mais do que sua dívida de US$ 300 milhões.

Para financiar as reformas tanto no Tmcel como na LAM, também objecto de intervenção, será realizado ainda este ano em Moçambique um fórum de financiadores.

TotalEnergies promove parcerias para maximização do conteúdo local

A iniciativa envolveu representantes de associações empresariais moçambicanas e cerca de 40 empresas internacionais, com o objetivo de identificar potenciais áreas de sinergia entre empresas moçambicanas e estrangeiras para benefício mútuo, nomeadamente na maximização do conteúdo local dentro e fora do setor de petróleo e gás em Moçambique.

António Cumbane, Coordenador do Grupo Técnico de Conteúdo Local, disse: “Esta foi uma iniciativa de grande interesse para nós, pois permite-nos aproximar empresas moçambicanas com empresas estrangeiras para aproveitar as oportunidades criadas pela indústria de petróleo e gás. Esta é uma indústria extremamente desafiadora e somente através de parcerias com empresas que possuem a experiência e tecnologia apropriadas podemos criar um ambiente propício para que empresas e indivíduos moçambicanos se beneficiem de oportunidades e estejam preparados para os desafios futuros.”

Eduardo Sengo, Administrador Executivo da CTA, afirmou que “este tipo de encontros permite-nos conhecer novos players que podem acrescentar valor ao que queremos fazer em Moçambique para aproveitar oportunidades utilizando o conhecimento e experiência de empresas estrangeiras em o vasto setor energético. Acima de tudo, queremos desenvolver projetos concretos em Moçambique.”

Leonardo Nhavoto, Gestor de Conteúdo Local da TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limited, disse: “Para optimizar o conteúdo local do Projecto Mozambique LNG, é importante criar e promover um ambiente propício a colaborações. O diálogo agora iniciado será crucial para o sucesso da implementação da nossa estratégia de conteúdo local, que envolve a ligação de empresas moçambicanas e estrangeiras, para que as empresas moçambicanas possam beneficiar de investimento, tecnologia e experiência no sector do petróleo e gás.”

Sobre a TotalEnergies em Moçambique

Em Moçambique desde 1991, a Empresa opera em dois segmentos: Marketing & Serviços e Exploração & Produção.

A TotalEnergies Marketing Moҫambique SA é um player importante no mercado de downstream de produtos petrolíferos com uma rede nacional de postos de gasolina, clientes industriais e de exploração e atividades nas áreas de lubrificantes e logística.

A TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limitada, subsidiária integral da TotalEnergies SE, opera o projeto Mozambique LNG com uma participação de 26,5%, em conjunto com a Mitsui E&P Mozambique Area1 Limited (20%), ENH Rovuma Área 1, SA (15%), ONGC Videsh Rovuma Limited (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique BV (10%) e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%).

CTA debate o decreto sobre empreendimentos turísticos

Para o Sector Privado, grande parte das alterações contidas no novo Decreto vêm responder a actual conjuntura sócio-económica do país, porém, ainda há algumas zonas de penumbra que foram introduzidas no decreto e que o sector privado não está confortável, com destaque para a introdução em todos os empreendimentos turísticos e estabelecimentos de restauração, da figura de gestor. Entretanto, o Sector Privado como o Sector Público (no caso a DINATUR e a ANEP – Autoridade Nacional do Ensino Técnico Profissional) ainda não têm o qualificador profissional ajustado de modo a responder esta posição.

Outrossim, a grande questão que se coloca é: quem vai qualificar o profissional?

Neste contexto, o Sector Privado defende que, para se chegar a posição de gestor de uma unidade hoteleira é preciso passar por vários estágios que compreendem, não só a formação profissional na carteira mas, também, a formação prática, daí que, não basta ter terminado um nível académico para ser reconhecido como gestor.

Sendo assim, os participantes do workshop recomendam que as partes (CTA, DINATUR, ANEP e SINDICATO) harmonizem o qualificador profissional antes da aplicabilidade do Decreto, uma vez que, para se realizar o licenciamento dos empreendimentos turísticos, as instituições públicas demandam a existência de um gestor.

Estiveram presente no workshop, a Inspectora-geral da INAE e o representante da ANEP – Autoridade Nacional do Ensino Técnico Profissional.