Sunday, April 5, 2026
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MRM e Kagem Mining apoiam o desenvolvimento comunitário

A Montepuez Ruby Mining (MRM) e a Kagem Mining contribuíram com 537.625.000 meticais (8,4 milhões de dólares americanos ao câmbio actual) em projectos para as comunidades locais em Moçambique e na Zâmbia.

Segundo um comunicado divulgado domingo, “as duas empresas contribuíram ainda com mais de 23 mil milhões de meticais (359 milhões de dólares) em impostos, royalties e dividendos a Moçambique e à Zâmbia”.

Estes dados, de acordo com o documento, foram divulgados no âmbito do Fórum Empresarial Moçambique-Zâmbia, que decorreu na cidade da Beira, centro de Moçambique, quando o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o seu homólogo zambiano, Hakainde Hichilema, visitaram o evento.

“Os dados foram partilhados com os Presidentes aquando da visita à exposição conjunta da Montepuez Ruby Mining (MRM) e da Kagem Mining, num evento que visa acelerar o comércio e o investimento entre Moçambique e a Zâmbia, reforçando as parcerias entre os dois países”, lê-se no comunicado.

Standard Bank quer maior representação da mulher no banco

A campanha, que iniciou no mês de Março e estender-se-á até ao dia 28 de Abril, consiste, entre outras actividades, na organização de um conjunto de debates sobre a inclusão digital das mulheres, oportunidades na área profissional, entre outros temas relevantes e conducentes à equidade de género.

Através da iniciativa, o banco pretende contribuir para o alcance da igualdade de género no seio da família, comunidade e sociedade, onde, apesar da sua relevância, o papel da mulher ainda não é devidamente valorizado.

Intervindo no debate subordinado ao tema “Inclusão Digital e Igualdade de Género”, a Presidente do Conselho de Administração do Standard Bank, Esselina Macome, defendeu a participação de todas as esferas da sociedade nos esforços com vista ao alcance deste objectivo, que não diz respeito somente ao nosso País, mas ao mundo.

“Há vários papéis que cada um de nós pode desempenhar de modo a contribuirmos para a redução das desigualdades na nossa sociedade. Temos estado a acompanhar o que é feito pelo Governo, organizações não governamentais (ONG), entre outras entidades. Há diferentes programas em diversas áreas, ligados a esta temática. Ou seja, a luta pela igualdade de género e respeito pelos direitos da mulher é de todos nós”, explicou.

Ao nível do banco, prosseguiu, têm sido promovidos programas de empoderamento da mulher, através, por exemplo, de formações e capacitações para Pequenas e Médias Empresas dirigidas ou lideradas por mulheres (iCreate), partilha de experiências e estabelecimento de contactos entre empreendedoras (Lioness Lean), incluindo exposição ao mercado e a possíveis financiadores, entre outros.

Por outro lado, o Standard Bank aderiu, em 2018, ao movimento de solidariedade da ONU Mulher pela igualdade de género (He4She), que encoraja os homens a estarem ao lado das mulheres, na busca pela igualdade de género.

Igualmente, definiu como um dos seus objectivos o aumento, até 2025, da representação da mulher em cargos executivos. Almeja, ainda, incrementar cada vez mais a representação de mulheres no seu quadro de colaboradores.

Relativamente à inclusão digital, Esselina Macome disse ser necessário incentivar e envolver cada vez mais a mulher no uso das tecnologias, não só através do ensino, mas também da consciencialização sobre os seus benefícios e funcionalidades.

Banco central garante estabilidade na banca nacional

“A ocorrência do efeito contágio pelas vias das flutuações nos fluxos de capitais seria difícil, uma vez que a exposição do sector bancário moçambicano ao mercado de capitais é ínfima, sobretudo a nível internacional”, explicou Zandamela, citado pelo jornal Notícias.

O Governador revelou que a banca doméstica apresenta um desempenho satisfatório, com níveis de solvência e liquidez acima dos mínimos regulamentares.

Esses factores, associados às medidas de emergência adoptadas pelas autoridades norte-americanas após a falência do SVB, bem como à nova facilidade de financiamento que garante o acesso do bancos a fundos de emergência para reforçar a confiança no sistema financeiro conferem tranquilidade ao sistema bancário.

Por outro lado, para Zandamela, a medida do Banco Central Europeu de conceder liquidez ao sector bancário da Zona Euro garante, de certo modo, estabilidade aos bancos europeus incluindo as suas representações em outros países, como é o caso de Moçambique.

O responsável assumiu esse posicionamento considerando que os bancos em Moçambique são, em maioria, dominados e controlados por matrizes sediadas no estrangeiro.

Segundo o Banco de Moçambique, as instituições financeiras nacionais de importância sistémica, que têm uma forte participação dos bancos europeus no seu capital, estão sujeitos à detenção de uma fracção adicional de capital, o que reforça a sua solidez, resiliência e capacidade de resistir a choques desta natureza.

Fim da divida entre Zâmbia e EDM

Ele falava durante uma visita do Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, à Central Térmica de Maputo, propriedade da EDM. A central, inaugurada em 2018, é o maior investimento em geração de eletricidade em 30 anos, podendo gerar 106 megawatts de potência.

Após a sua visita à central, Hichilema disse estar “muito feliz por ver jovens homens e mulheres a trabalhar aqui, a gerir a central e o centro de controlo. Este é o futuro de Moçambique, da Zâmbia, da região e do continente”.

O líder zambiano apelou a mais investimentos em energia para a região da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral).

Alberto disse que está em curso um projecto que visa a interligação das redes eléctricas de Moçambique e da Zâmbia. Foi realizado um estudo de viabilidade e estão em curso medidas para mobilizar os fundos necessários. Alberto disse que a interligação exigirá 376 quilômetros de linha de transmissão de 400 kV. Isso vai custar 411 milhões de dólares.

Quando o governo da Zâmbia parou de pagar sua dívida acumulada de eletricidade, em 2018 a EDM interrompeu todos os outros fornecimentos. Agora que a dívida foi paga, disse Alberto, estão em curso negociações para a retoma do fornecimento de energia eléctrica.

A dívida antes era de 75 milhões de dólares, mas a Zâmbia pagou gradualmente os outros 53 milhões.

Sector privado promove intercâmbio entre empresários moçambicanos e franceses

A intensão foi manifestada durante a visita que o Embaixador da França, Yann Pradeau, efectuou a CTA, no âmbito da realização do Fórum de Negócios Moçambique – França, a ter lugar em Maputo, nos dias 24 e 25 de Abril do ano em curso, com o objectivo de promover as oportunidades de negócios, de investimentos e parcerias entre empresários moçambicanos e das Ilhas Reunião e Mayotte e da França continental.

A CTA e a Embaixada da França querem usar da oportunidade do fórum de negócios para impulsionar a posição do empresariado francês como preferencial para a prossecução da agenda económica do país.

No encontro, a CTA enalteceu o papel da França no apoio ao desenvolvimento de Moçambique, através do financiamento a diversos programas sociais, económicos e culturais, tendo destacado a sua intervenção na emergente indústria do petróleo e gás e o impacto que se espera que tenha sobre a economia nacional e, particularmente, sobre as ligações com as PMEs e consequente agregação de valor e transferência de know how;
As partes acordaram a realização de missões empresariais e diversos outros fóruns de negócios que aproximem ainda mais os sectores empresariais dos dois países.
O Embaixador da França referiu que as relações comerciais entre Moçambique e França ainda são insignificantes, embora exista potencial para sua alavancagem. O Fórum de Negócios abrange todos os sectores económicos, com destaque para o Agronegócios e Pesca, Transporte e Logística, Saúde, Petróleo e Gás, Energias Renováveis/Eletricidade, Gestão de Resíduos, Turismo, Finanças, entre outros.
Para além de encontros de negócios multissectoriais (Business Matchmaking/Dating) para desenvolver intercâmbios entre o sector público e empresas moçambicanas e o sector público e empresas francesas, está prevista a assinatura de memorandos de entendimento entre instituições da França e de Moçambique. Os investidores franceses estão interessados em projectos greenfield ou brownfield e desenvolver programas de formação e de assistência técnica.

Anunciado concurso de contratação de consultor para EN1

A garantia foi dada pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, na cidade da Beira, no âmbito de uma visita de trabalho que efectua à província de Sofala.

“Enquanto esperamos pelo início das obras na EN1, no âmbito do projecto que temos estado a falar, portanto, dos tais quatrocentos milhões de dólares para a fase 1 junto do Banco Mundial, já está assegurado, que a parte mais complicada é conseguir o financiamento quando tu não tens, essa parte já está garantida. Neste momento já estamos a trabalhar na preparaçã0 da documentação necessária, ou seja, começa pela contratação do consultor. Penso que dentro de 30 dias estaremos a lançar o concurso para a contratação do consultor que depois vai trabalhar nos outros capítulos, que é a documentação, termos de referência, documentos do contrato “, disse.

O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos referiu igualmente que a reabilitação e ampliação da estrada Tica-Búzi, na província de Sofala, será concluída ainda este ano.

CTA quer facilitação no financiamento do sector privado

Falando em Conferência de Imprensa, o Presidente da CTA, Agostinho Vuma, referiu que, para além de emitir garantias às empresas nacionais para aceder à financiamentos na banca comercial nacional, o Fundo de Garantia Mutuária poderá, também, ajudar, particularmente, a mulher empresária e comerciante a aceder ao financiamento de forma mais fácil, alocar fundos às micro-finanças que as deverão repassar aos pequenos produtores e as Pequenas e Grandes Empresas, em condições muito competitivas e vantajosas.

Igualmente, o Fundo poderá ceder financiamento directamente às empresas com taxa de juros de cerca de 3% e melhores períodos de graça e amortização do financiamento.

Entretanto, reconheceu que esta boa notícia surge no momento em que o Banco de Moçambique agravou o Prime Rate do sistema financeiro moçambicano de 22,60% para de 23,5%, a vigorar partir do mês Abril corrente.

“O aumento da Prime Rate veio agravar o custo do dinheiro para as empresas e famílias em Moçambique, reduzindo a capacidade de retoma da economia, o que exige reformas como as que o Governo tem estado a implementar, e o lançamento de formas alternativas e complementares de financiamento, onde o Fundo de Garantia Mutuária se enquadra”, salientou o Presidente da CTA, manifestando satisfação em saber que o Governo acolheu as propostas apresentadas pela CTA em sede das sessões de negociação da conceitualização e estruturação do Fundo de Garantia Mutuária, traduzidas na necessidade de diversificação dos produtos financeiros do Fundo.

País terá satélite de monitoria ambiental

Para a materialização do projecto está prevista a construção de um Centro de Cooperação de Aplicativos de Sensoriamento Remoto por Satélite China-África.

O Director da Administração Espacial Nacional da China (CNSA), Zhang Kejian, disse que o projecto está no plano de cooperação entre a China e África, e prevê-se que alguns países tenham benefício directo para apoiar o seu próprio desenvolvimento ambiental de forma sustentável.

No ano passado, a China lançou um novo satélite de sensoriamento através de um foguete transportador Longa Marcha-2C do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no nordeste do país.

O responsável disse que a China contribui com a sua sabedoria e força para a implementação da Agenda 2030 da Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.

A China tornou a conservação de recurso e a protecção ambiental uma política estatal básica para o desenvolvimento. Além disso, promoveu a construção de uma civilização ecológica comprometida com o desenvolvimento verde.

A China está equipada com recursos de monitoramento abrangentes paraa identificação de partículas ínfemas, gases poluentes e de efeito estufa e nuvens.

Governo abre mão da gestão da LAM

“A partir deste mês, a LAM vai estar sob responsabilidade de uma comissão de gestão. São gestores internacionais que vão trabalhar com a gestão actual para melhorar o valor da empresa”, declarou Mateus Magala durante uma conferência de imprensa em Maputo.

A transportadora aérea estatal moçambicana tem enfrentado nos últimos anos problemas operacionais relacionados com uma frota reduzida e falta de investimentos, com registo de alguns incidentes, não fatais, associados por especialistas à ineficiente manutenção das aeronaves.

Segundo Mateus Magala, a comissão que vai assumir a LAM vai trabalhar num prazo mínimo de seis meses e máximo de um ano, com o apoio dos actuais gestores da companhia de bandeira moçambicana.

“Todos os gestores que consultámos disseram-nos que a marca LAM tem muito valor e o mercado onde ela opera tem potencial. O que precisamos de fazer é uma reestruturação, realinhar, cortar gorduras e colocá-la numa situação financeira agradável”, declarou.

Dados oficiais indicam que a LAM tem uma dívida estimada em 300 milhões de dólares (18,9 mil milhões de meticais).

Uma análise do Centro de Integridade Pública (CIP), organização não-governamental moçambicana, divulgada no final do ano, apontou a LAM como uma das empresas tecnicamente insolventes do sector empresarial do Estado, a sobreviver de injecções de capital e de garantias estatais para responder perante os credores, e, como tal, representando um elevado risco para a dívida pública.

Moçambique retoma o fornecimento de energia a Zâmbia

Comissões mistas dos dois países estão a finalizar os últimos detalhes dos documentos que vão garantir a retoma da cooperação nos sectores de agricultura e energia.

No sector da agricultura os dois países querem impulsionar a produção e produtividade virando as atenções para a troca de experiências entre os produtores.

O anúncio da retoma da cooperação Moçambique Zâmbia nestes dois sectores foi feito ontem pelo presidente da república Filipe Nyusi no banquete de estado que ofereceu ao seu homólogo zambiano que esta de visita ao nosso país.

O chefe do Estado disse que a cooperação Moçambique e Zâmbia só fará sentido se beneficiar os seus povos.

Nesta sua intervenção o presidente da república sublinhou que aspectos históricos e culturais têm vindo a reforçar os laços de amizade e cooperação entre os governos e os povos dos dois países.

Já o presidente da Zâmbia Hakainde Hichilema disse ser também interesse do seu país que os acordos de cooperação rubricados com Moçambique se traduzam na melhoria das condições de vida das suas populações.

No prosseguimento da sua visita hoje o presidente da Zâmbia vai visitar a central termoeléctrica de ciclo combinado e gás de Maputo e depois será recebido pela presidente da assembleia da República, Esperança Bias.