Sunday, April 5, 2026
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Adriano Maleiane quer maior envolvimento de jovens no sector agrário

Falando em Maputo na abertura da sessão do Conselho de Monitorização do Ambiente de Negócios, Maleiane disse que o governo está a levar a cabo uma abordagem motivacional à agricultura, que vai garantir que a agricultura seja vista por todos, em particular pelos jovens, como um bom investimento. Disse que em 2022 a agricultura deu um contributo significativo para a economia moçambicana, com um crescimento de 4,15 por cento.

Os factores encorajadores, acrescentou Maleiane, são a introdução de novas tecnologias, a garantia do acesso ao crédito, a construção de estradas de acesso aos mercados e a assistência técnica aos agricultores.

“Estamos a modernizar”, disse o Primeiro-Ministro, “trazendo um programa que torna a agricultura uma actividade comercial, com criação de emprego e mecanização. Mas, ao mesmo tempo, a área de pesquisa agropecuária está criando condições para aumentar a renda do setor familiar camponês”.

Isto significa, acrescentou, que o Governo está a integrar o setor familiar na economia e no mercado, mas ao mesmo tempo a preparar o terreno para o aumento das exportações, confiante assim para melhorar a balança de pagamentos.

Ele reafirmou a interferência do Governo em acelerar as reformas previstas no Plano de Ação para Aperfeiçoamento dos Negócios (PAMAN) 2019-2021.

Maleiane sublinhou em particular uma revisão da Lei do Trabalho, que afirmou viria a incentivar o investimento nacional e estrangeiro; uma Lei de Investimentos para simplificar os requisitos necessários para os investidores; e a garantia da aplicação de boas práticas internacionais, alinhando a lei aos desafios dos investimentos atuais.

Intertek ganha contrato para avaliação de conformidade de bens importados

O programa verifica a conformidade de todos os produtos regulamentados nos respectivos países exportadores em diversos setores. Isso garante que eles cumpram os regulamentos técnicos e padrões de qualidade de Moçambique aplicáveis, garantindo aos cidadãos moçambicanos a qualidade e confiabilidade dos produtos importados. Além disso, a Intertek fará parceria com a INNOQ, IP para auxiliá-los em iniciativas de capacitação.

Jeremy Gaspard, Global Business Line Leader, Government and Trade Services, Intertek disse: “Estamos muito satisfeitos por trabalhar mais uma vez com Moçambique para apoiá-los com o seu novo Programa de Avaliação de Conformidade, dando aos consumidores de Moçambique a garantia de que precisam quando compram bens importados e protegendo-os de produtos abaixo do padrão. Tendo trabalhado com a Autoridade Tributária de Moçambique no seu programa de Inspeção Pré-Embarque por mais de 20 anos, a Intertek tem experiência, conhecimento e alcance global para fornecer INNOQ, IP e exportadores para Moçambique, com um serviço de excelência rápido e de qualidade total.”

Os exportadores para Moçambique são obrigados a fornecer um Certificado de Conformidade para desalfandegamento de acordo com os regulamentos do Governo. Este certificado só pode ser obtido na Intertek. A Intertek também é aprovada para os programas de Botswana, Camarões, Gabão, Gana, Costa do Marfim, Tanzânia e Uganda, dando aos exportadores para o continente africano uma maneira mais eficiente de acessar os mercados, aproveitando as sinergias de usar um fornecedor para suas necessidades de certificação.

A Intertek é pioneira em programas CAP, tendo introduzido o primeiro há mais de 25 anos e com nossa rede de mais de 1.000 laboratórios e escritórios em mais de 100 países, oferece soluções inovadoras e sob medida de Garantia, Teste, Inspeção e Certificação para nossos clientes operações e cadeias de suprimentos.

Fidelidade Ímpar quer maior inclusão no acesso ao seguro

 

“É necessário encarar uma revisão da lei assente na realidade local. Temos de responder a parâmetros internacionais, sim, mas também temos de ter uma componente muito realista, visto que a nossa economia é maioritariamente informal”, declarou à comunicação social Manuel Gamito.

Falando à margem do lançamento da campanha “Juntos Somos Mais Seguros”, o PCA explicou que é o setor informal que domina a economia moçambicana e que gera rendimentos, sendo por isso importante que os seus operadores tenham direito a seguros no âmbito das suas atividades.

“A revisão da lei deve ter em conta que este informal (carpinteiro, pescador ou outro) tem direito ao acesso a serviços bancários, da mesma forma que tem direito aos seguros”, frisou Manuel Gamito.

Entre os principais elementos que afastam os operadores informais do mercado destacou a existência de um “quadro legal disperso”, a obrigação e a falta de pacotes que se adequem às condições financeiras. “Por exemplo, é justo que a ‘mamã’ que vende no mercado, que tem rendimentos e sustenta os seus filhos, não tenha direito a um seguro porque não tem uma declaração de trabalho?”, questionou Manuel Gamito, propondo a adoção “de micro-seguros”.​​​​

Já sobre a campanha, o responsável referiu que o seu objetivo é reforçar a política de inclusão da empresa, criando serviços e produtos “adaptados às necessidades de cada cliente.

“Com esta campanha, a Fidelidade Ímpar reforça o compromisso com Moçambique, como marca de excelência no setor dos seguros, aliando tradição, história, inovação e conhecimento”, frisou.

Em Dezembro de 2021, a Fidelidade, que já estava em Moçambique desde 2014, anunciou a aquisição de 70% do capital da Seguradora Internacional Moçambique (SIM), que operava sob a marca Ímpar, numa transacção avaliada em 46,8 milhões de euros.

A companhia foi fundada em 1808, apresenta-se como criadora líder de mercado em Portugal, operando ainda em Angola, Cabo Verde, Espanha, França, Macau, Peru, Bolívia, Paraguai e Chile. Em Moçambique, está presente em oito províncias, contando com mais de 330 mil clientes.

Dugongo constrói nova fábrica de cimento em Nampula

Para o efeito, os representantes da fábrica Dugongo reuniram-se esta terça-feira com as autoridades governamentais na província de Nampula para os aspectos finais de concertação para a materialização do projecto.

Sabe-se até aqui que actualmente a fábrica Dugongo funciona na província de Maputo com capacidade de produção de cerca de duas mil e quinhentas toneladas por dia.

Já o empreendimento a ser erguido em Nacala-Porto, terá a capacidade de produzir cerca de seis mil toneladas ao dia e estima-se que vai gerar emprego a mais de seiscentas pessoas.

O coordenador do projecto Dugongo de Nacala, Issufo Ali, explicou a jornalistas que serão aplicados para a construção da fábrica cerca de cento e noventa e dois milhões de dólares.

Entretanto, o Secretário de Estado e o governador da província de Nampula, Jaime Neto e Manuel Rodrigues, respectivamente, asseguram que vão prestar todo tipo de apoio para que a construção da fábrica Dugongo em Nacala seja uma realidade, a curto prazo.

Maningue Magic é distinguida com o prémio revelação na 1ª gala de media e marcas do Media Club

Trata-se de uma iniciativa inédita que visa estimular e celebrar o profissionalismo, excelência, ética e cidadania no sector da comunicação social.

A premiação acontece num contexto em que o Maningue Magic celebrou, no mês passado, o primeiro ano de existência.

Telenovelas, séries de ficção, reality shows, music shows, magazines de lifestyle e de
sociedade foram os conteúdos locais de aposta do canal.

Além de oferecer entretenimento com qualidade internacional aos telespectadores da DStv e GOtv, tem contribuído para o crescimento das indústrias culturais e criativas moçambicanas impactando em larga escala na cadeia de valores baseada no talento e nas habilidades artísticas dos produtores, com a capacidade de geração de emprego e mais receitas para o Estado.

“O conteúdo nacional está num momento excelente e (o prémio) é prova do reconhecimento do diferencial competitivo que o Maningue Magic trouxe no sector da comunicação social e das indústrias culturais e criativas moçambicanas. É, com certeza, um grande orgulho para nós (MultiChoice Group)”, disse João Ribeiro, Director do Canal Maningue Magic.

Ribeiro agradeceu aos telespectadores pela audiência e às equipas técnicas e artísticas, aos produtores com quem trabalha e às equipas de gestão, marketing, comunicações, operações e suporte ao cliente que transformaram o sonho de ter um canal na DStv e GOtv com “cenas moçambicanas” em realidade.

Este ano, o Maningue Magic vai impulsionar ainda mais os seus conteúdos locais com mais novidades e programas de primeira classe. Por exemplo, em Janeiro, estrearam: Mix Show e O Nosso Casamento Perfeito.

A primeira gala de Media e Marcas do Media Club contou com 10 categorias (carreira, excelência, coragem, resiliência, inovação, revelação, profundidade, relevância, cidadania e impacto).

Durante o evento, houve uma sessão especial de prestação de homenagem aos fundadores da comunicação social moçambicana – seus ícones, vivos e falecidos, desde a proclamação da independência nacional em 1975.

Trinta figuras históricas ou representativas da comunicação social moçambicana foram recordadas e homenageadas.

Banco Mundial renova parceria com Moçambique

Parceiro de desenvolvimento de Moçambique desde a adesão às instituições de Breeton Woods, em 1984, o Banco Mundial acaba de decidir, através do seu Conselho de Administração, renovar a estratégia de parceria com o país.

A ser implementado entre 2023 e 2027, o novo quadro de parceria está virado para um desenvolvimento mais verde, resiliente e inclusivo.

“Esta estratégia vai investir em instituições inclusivas, lançando as bases para uma sociedade mais resiliente. Vamos apoiar o aumento de emprego inclusivo e verde, principalmente através da criação de oportunidades para mão-de-obra pouco qualificada fora da agricultura de subsistência”, diz a Directora do Banco Mundial em Moçambique, citada neste comunicado de imprensa.

Outro objectivo passa por apoiar o país a recuperar a sua economia dos efeitos da crise da pandemia e da Guerra russo-ucraniana.

Durante este novo ciclo de parceria, o trabalho centrar-se-á no reforço da recuperação económica, em sintonia com as iniciativas de reforma do governo moçambicano, tais como o Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE), lançado em Agosto de 2022.

O Banco Mundial insiste, por outro lado, na necessidade de o país diversificar a economia e reduzir a dependência na indústria extractiva.

Galp doa cerca de duas toneladas de alimentos à Aldeia de Crianças SOS

A ação, que materializa o compromisso dos colaboradores da Galp com a comunidade, surge na sequência da terceira edição da iniciativa “Todos os passos contam”, que visa converter em refeições qualquer quilómetro percorrido pelos colaboradores da Galp registados através de uma aplicação.

Com a entrega destes produtos, a Galp pretende apoiar o acesso ao alimento de qualidade, nutritivo e essencial ao desenvolvimento saudável das crianças da Aldeias SOS.

“A promoção do bem-estar das comunidades onde operamos é muito importante para nós e cada vez mais os trabalhadores da Galp dão parte do seu tempo de trabalho para, de forma voluntária, contribuir para uma sociedade melhor”, considerou Paulo Varela, CEO da Galp Moçambique.

A entrega dos donativos foi concomitante de uma visita por parte dos colaboradores Galp às instalações das Aldeias de Crianças SOS, a fim de se inteirarem sobre os trabalhos e o dia-a-dia da casa de acolhimento. No local, os membros da Galp tiveram, igualmente, oportunidade de confraternizar com crianças e “mães” das casas familiares.

“Ficamos muito satisfeitos pelo contributo da Galp. Estes alimentos vão ajudar na gestão familiar de cada casa onde hoje tive a oportunidade de visitar. Para nós, o mais importante, é o bem-estar das crianças que passa em primeiro lugar pela alimentação saudável e educação de qualidade fornecida”, partilhou o Diretor Nacional de Programas da Aldeias SOS, Ailton Muchave.

A ação de responsabilidade social corporativa, é igualmente replicada noutras geografias que a Galp atua. Em Moçambique, a iniciativa já levou perto de quatro toneladas de produtos alimentares e outros bens para centenas de pessoas afectadas pela fome e insegurança alimentar.

Em 2021, o projeto “Todos os Passos Contam” em parceria com a Associação Filadélfia, através do seu programa Arroz, Feijão e Peixe, garantiu mais de duas toneladas de alimento de primeira necessidade entre outros produtos para distribuição de mil refeições alcançadas para crianças órfãs em nove pontos da província de Sofala.

E, em 2022, numa ação conjunta entre a Galp e a Plataforma Makobo, através do programa Missão Coração Solidário, foram doadas quase duas toneladas de produtos alimentares e diversos para coinfecção das refeições servidas às vítimas descoladas pela insurgência em Cabo Delgado.

CTA reitera a urgência de aprovação da lei sobre a participação pública nos processos legislativos

Discurso – Agostinho Vuma

Caros empresários, líderes dos pelouros, meus pares, Minhas Senhoras e meus Senhores,

Saudo Vossa Excelência, Senhor Primeiro-Ministro, e todos os digníssimos Membros do Governo, enaltecendo o brilhante papel que exercem para tornar profícuo o diálogo com o setor privado, buscando a melhoria contínua do ambiente de negócios e o desenvolvimento sustentável do empresariado nacional.

Sendo esta a primeira sessão do CMAN dirigida por vossa Excelência, permita-nos uma palavra de boas-vindas a este mecanismo de diálogo, augurando sucessos nesta missão.

 

Senhor Primeiro-Ministro,

A abertura e disponibilidade do Governo para o diálogo com a nossa classe empresarial, têm sido exemplos da construção contínua de uma nação que, com firmeza, tem vindo a traçar o seu caminho e tornar-se referência na resiliência a diversos factores adversos, como se experimentaram com a gestão da crise da COVID-19, onde foram adoptadas medidas conservadas que reduziram o impacto da pandemia, destacando Moçambique, pela positiva, em toda a região da SADC.

O anúncio, a 9 de Agosto passado, por Sua Excelência o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, de um novo e impactante pacote de medidas de restrição económica, representou, igualmente, a força do Governo de tornar mais produtivo o diálogo com o sector privado.

O facto de 60% das medidas integrantes deste Pacote resultam do acolhimento das propostas da nossa CTA e, particularmente, dos apelos feitos em sede da última CASP, expressão mais alta do Diálogo Público e Privado, tão diligentemente dirigido pelo Presidente Nyusi, consubstancia a produtividade e seriedade do diálogo entre o Governo e o CTA.

Obrigado, Governo de Moçambique!

 

Excelência,

Pretendemos, com este Conselho de Monitoria do Ambiente de Negócios, avaliar os progressos e desafios no contexto das Prioridades de Reformas que acordamos no quadro do Plano de Acção para a melhoria do Ambiente de Negócios – PAMAN e do memorando de entendimento sobre as medidas de aproximação empresarial assinado em 2022 durante a Décima Sétima CASP.

Mais do que lamentar dos resultados na sua implementação do PAMAN, é dever de todos nós refletirmos em torno das nossas ações e responsabilidades coletivas e singulares para acelerarmos as reformas a que nos propusemos como país.

Para além da prioridade que se deve dar à revisão da Lei de Trabalho, devemos trabalhar na busca de consensos sobre a Lei de Cajú. Para tal, devemos olhar para o quadro crítico que resultou no encerramento de doze das dezasseis fábricas de processamento que existia em 2015, e no impacto que esta situação teve sobre os postos de trabalho e condições de subsistência de muitas famílias.

Os consensos que pretendemos devem incluir o processo de fixação do preço de comercialização, a taxa sobre a pelicula da amêndoa e a taxa de exportação do cajú.

E estes consensos, Excelências, só podem ser alcançados através de um modelo devidamente instituído de auscultação ao sector privado sobre as reformas legislativas. Lembramos que, sobre esta matéria, a CTA depositou, em 2018, uma proposta de Lei no Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Assuntos Religiosos, com o fundamento de que todo o processo de consulta deve ser previsível e com prazos e procedimentos claros.

Encoraja-nos saber, dos encontros de trabalho com a Ministra da Justiça, que está em curso um trabalho visando o seu aprimoramento, apesar de sentirmos que está havendo morosidade no processo.

 

  1. Sobre as REFORMAS LEGAIS

Excelência,

Impõe-se, a nosso ver, um conjunto de acções visando assegurar a consonância e complementaridade de alguns instrumentos legais de base como, a Lei de Trabalho, a Lei de Investimentos e o Código Comercial, para evitar-se alguns aspectos em que podem ser contraditórios.

Alguns instrumentos devem merecer, igualmente, prioridade, mormente os que por natureza devem permitir a operacionalização global do Código Comercial, de modo que se traduza na melhoria do ambiente de negócios.

Sobre a revisão global do Código Comercial é preciso recordar que o ciclo de reformas para a sua operacionalização de forma que se traduza na melhoria do ambiente de negócios, ainda não fechou. Podemos citar algumas reformas importantes e necessárias, designadamente:

 

  1. Decreto que estabelece os encargos legais aplicáveis no processo de constituição de empresário individual e da sociedade empresarial e o modelo de extracto simplificado para publicação de Estatuto das Sociedades, nos termos do artigo 251 do CC, que remete para regulamentação do Conselho de Ministros (artigo 251 do CC).
  2. Revisão do Decreto 70/2009, de 22 de Dezembro que trata do Sistema de Contabilidade para o Sector Empresarial em Moçambique (SCE) de modo a ajustar-se às disfunções do Código Comercial, instituir a escrituração electrónica ou digital e rever as regras básicas relativas a desmaterialização dos livros obrigatórios e a desburocratização do seu processo de legislação (IV e V da alínea c), do artigo 3 do LAL).
  3. Permitir o registo, arquivo e assinatura electrónica da escrituração empresarial e reforçar a força probatória dos documentos electrónicos (VI da alínea c) do artigo 3 da LAL).
  1. Remover a obrigatoriedade de autenticação de assinatura, no caso de uso de assinatura digital, a luz da Lei das Transacções Electrónicas (IV da alínea d), do artigo 3 da LAL).
  2. Aderir ou ratificar a convenção relativa a Suspensão da Exigência de Legislação dos Actos Públicos Estrangeiros. (IV da alínea d), do artigo 3, segunda parte, do artigo 3 da LAL).
  3. Rever Pontualmente o Decreto-Lei que criou a CREL – Conservatória de Registos de Entidades Legais de modo que se cumpra com o artigo 250 do CC relativo aos actos sujeitos a publicação (artigo250 e 252 do CC).
  4. Elaborar a Lei de Transportes Marítimo. A legislação em vigor é uma amálgama de Decreto de 1927, 1929. 1937, 1956, 1967. Hoje, o Transporte Marítimo é baseado em 3 convenções internacionais que servem de fonte de Direito:

i) as Regras de Haia- Visby de 1968;

ii) as regras de Roterdão de 2009

 

 

Senhor Primeiro-Ministro,

Excelências,

 

  1. SOBRE REFORMAS FISCAIS

Relativamente às reformas fiscais, apesar de reconhecermos os avanços alcançados com a redução do IVA, no quadro do PAE, gostaríamos de reiterar a necessidade da revisão dos princípios de dedução do IVA nos sectores de transportes, construção e indústria para evitar-se que o seu encargo em determinadas operações não tenha que constituir um encargo para as empresas.

Permita-me, apenas, dois exemplos: devido ao modelo actual, o IVA representa um custo estimado em 6% no sector de transportes de carga, algo similar à existência de um imposto invisível. O segundo aspecto, tem a ver com a introdução do conceito de autofacturação ou inversão de sujeito passivo para operações agrícolas por forma a facilitar as transacções e aprofundamento da formalização do sector agrário.

No que concerne à revisão do Imposto do Consumo Específico, se por um lado reduziu a sua base de incidência, representando em média uma poupança fiscal em torno de 10,2% na importação da matéria-prima, por outro lado, preocupa-nos a introdução do ICE em produtos como sumos produzidos no mercado nacional, facto que atenta contra a competitividade deste sector.

Saudamos a medida relativa à redução do IRPC na agricultura de 32% para 10%. Contudo, o período de 2 anos previstos para sua vigência é muito reduzido para que, de facto, possa atrair novos investimentos no sector. Nesta perspectiva, propomos um período de 5 a 10 anos, como horizonte temporal suficiente para criar as bases para atractividade e resiliência do sector.

 

Excelência,

No geral, preocupa-nos uma reforma do sistema tributário para a consolidação de uma política amiga dos negócios. Esta reforma deverá incluir a eliminação da actual percepção de existência de uma federalização da política tributária moçambicana, com cada sector chamando para si a prerrogativa de administrar taxas ou encargos tributários consignatários para atender aos problemas sectoriais sem, necessariamente, passar por uma análise por parte do ministério de tutela.

Esta conclusão é fundamentada pelas estimativas que mostram que, das contribuições tributarias totais, o sector industrial canaliza 59,4% para a Autoridade Tributária e, os restantes 49,6%, para outras entidades estatais, influindo negativamente sobre o desempenho do sector privado.

 

III.    SOBRE O ACESSO AO FINANCIAMENTO

 

Excelência,

A taxa de juros de referência aplicada no quadro da política monetária nacional, para além de encarecer o custo de financiamento e reduzir as facilidades de acesso pelas PMEs constitui um verdadeiro nó de estrangulamento que vai impedir a competitividade do nosso sector empresarial.

Assim, impõe-se, pois, uma urgência e celeridade na implementação do PAE 9 que propõe a criação do fundo de garantia mutuária. Acima de tudo, propomos que este instrumento venha servir como um mecanismo facilitador no acesso e diversificação das opções de financiamento no mercado.

Adicionalmente, o fundo soberano, PAE 19, propomos que invista no mínimo 50% da receita no País, como forma de permitir que a exploração dos recursos possa beneficiar o desenvolvimento do sector privado doméstico, melhorando o acesso ao financiamento.

 

 

  1. SOBRE A INDUSTRIALIZAÇÃO

O PAE 12, sobre os incentivos para que as empresas invistam mais na industrialização de Moçambique, contribui em cerca de 25% para a redução do défice da balança de pagamentos.

O aumento da nossa propensão marginal para consumir bens e serviços locais em cerca de 90% nos últimos 5 anos, impulsionado pela indústria alimentar e de bebidas desafia-nos a aprimorar um quadro legal que incida sobre incentivos no quadro das aquisições do Estado e do Imposto de Consumo Específico.

Julgamos, senhor Primeiro-Ministro, que um grupo de trabalho envolvendo os sectores público e privado contribuiria para o aprimoramento desta matéria.

Uma outra reforma de carácter fundamental é o regime geral de vistos e entrada no País. Saudamos a introdução do sistema de vistos online (o e-visa) que tem sido muito demandado pelos turistas. Fazemos, entretanto, lembrar que, com vista a impulsionar o sector do turismo, e no âmbito do memorando assinado na CASP, a CTA apresentou ao Governo uma proposta de lista de 74 países, incluindo os 16 da SADC, para isenção de vistos sem reciprocidade. A aprovação desta lista, pode contribuir para a entrada divisas no País. Encorajamos o Governo a considerar esta nossa proposta e a proceder à aprovação da lista definitiva beneficiária deste instrumento.

 

Senhor Primeiro-Ministro,

Preocupa-nos o crónico atraso no pagamento de facturas atrasadas e o reembolso do IVA, dado o seu impacto negativo na tesouraria e no cumprimento das obrigações das empresas para com outros sectores. É nossa expectativa que neste fórum possamos encontrar uma saída para este problema que afecta o ambiente de negócios.

Uma outra preocupação prende-se com a recente interrupção no fornecimento de combustíveis, devido à situação financeira insustentável da maioria dos fornecedores. Gostaríamos, assim, de ouvir de Vossas Excelências que medidas estão a ser tomadas para colmatar esta situação e evitar uma ruptura de stocks, com todas as consequências imprevisíveis que possam daí decorrer.

 

Senhor Primeiro-Ministro,

O crime organizado, consubstanciado nas acções terroristas na província de Cabo Delgado e na onda de raptos e sequestros que têm vitimado a comunidade empresarial têm como consequência a fuga de capitais e retração de investimento para economia nacional. Estimativas preliminares num estudo em curso já apontam que esta indústria criminosa dos raptos representou cerca 2,2 mil milhões de meticais até 2022, extorquidos aos empresários.

Enquanto enaltecemos os progressos no teatro operacional norte, cujos reflexos vislumbram-se no regresso das populações e uma tímida retoma da actividade empresarial nas zonas outrora fustigadas pelos ataques dos terroristas, apelamos o governo para encetar de forma decisiva acções conducentes a erradicar o fenómeno dos raptos, visto que a segurança e estabilidade são premissas essenciais para atracção de investimentos e a prossecução da actividade económica.

 

Excelência,

O País é posto à prova, uma vez mais, pela sua vulnerabilidade às mudanças climáticas, com a passagem do Ciclone Freddy, somando 14 ciclones e tempestades tropicais afectando o país, apenas no período de 2019 até o presente.

Enquanto deploramos os nefastos impactos sobre a vida das populações afectadas, destruição de infra-estruturas económicas e sociais, queremos reforçar o nosso apelo para que toda a comunidade empresarial se junte à campanha de solidariedade para apoiar as vítimas das intempéries que assolam o nosso país.

 

Senhor Primeiro-Ministro,

Excelência,

Pedimos que transmita a nossa expressão de gratidão a Sua Excelência o Presidente da República, pelo seu acarinhamento ao sector privado, à nossa CTA.

Como CTA associamo-nos à recente distinção pela Revista Banca e Seguros como Campeão na Gestão de Desastres. Aliás, esta é uma expressão que lhe é reconhecida por todo o nosso continente. E a nós não restam dúvidas que Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi é merecedor deste galardão.

Excia, vale apontar para a medida de criação das brigadas do Conselho de Ministros para o reforço das unidades provinciais do CENOE, no âmbito da aproximação do ciclone tropical Freddy, para concluir que a sua estratégia foi determinante para evitar a perda de vidas humanas e mostrar que é possível minimizar os danos.

Assim foi também com os efeitos catastróficos de ciclones como o Idai, Kenneth, Sheneso. Juntamos, pois, as nossas vozes às de todos os moçambicanos e da comunidade internacional na celebração e exaltação dos feitos do nosso Campeão, o Campeão de toda a África.

Ao nosso Presidente da República, Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Campeão Africano e Moçambicano de Gestão de Desastres, vai a nossa eterna gratidão e saudação.

 

Pela melhoria do ambiente de negócios!

Muito obrigado

Reino unido reforça relações comerciais e de investimento com Moçambique

Segundo o comunicado de imprensa do Alto Comissariado Britânico em Moçambique, publicado na sexta-feira, 24 de Fevereiro, a visita incluiu reuniões com o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, o vice-ministro dos Transportes e Comunicações, Amilton Alissone, e com o secretário permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia, Teodoro Vales, nas quais foram protegidas formas de fortalecer as parcerias Moçambique-Reino Unido nestas áreas através do investimento britânico e da criação de um ambiente empresarial com menos barreiras ao acesso e crescimento.

Por ocasião da visita, o comissário britânico do Comércio para a África, John Humphrey, destacou-se como o símbolo de Moçambique no ecossistema empresarial africano.

“As empresas britânicas estão entre os principais empregadores e contribuintes de Moçambique, apoiando mais de 400 mil moçambicanos só no setor agro-industrial. É nossa esperança que os laços comerciais e bilaterais entre as nossas duas nações sejam reforçados nos próximos anos”.

A visita permitiu o contacto directo com empresas britânicas em Moçambique tais como a Vodacom, Compass Group, Maragra Sugar, Gemfields, Gemrocks e Globeleq. Essas conversas permitem uma compreensão dos desafios atuais do mercado moçambicano e da concepção de estratégias para atrair investimentos mais atraentes e mutuamente influentes.

A alta comissária britânica para Moçambique, Helen Lewis, deixou como suas observações durante uma reunião de negócios em Maputo, tendo defendido que “o Reino Unido e Moçambique têm uma relação histórica e mutuamente complementar nas áreas do comércio e dos negócios. Como parte da Commonwealth, são reduzidas várias barreiras e há uma margem maior para parcerias mutuamente mútuas. Estamos fortemente empenhados em continuar a reforçar esta relação com as empresas e o Governo de Moçambique”.

O Governo britânico está concentrado em restaurar o comércio e o investimento e as parcerias comerciais com Moçambique aos níveis pré-covid e em aumentar o investimento responsável e sustentável nas áreas da energia, agricultura e mineração.

BP abandona o mercado moçambicano

Assim, a Puma Energy vai ficar com os negócios em sete aeroportos do país, designadamente, Maputo, Vilanculos, Beira, Tete, Quelimane, Nampula e Pemba, actividades que incluem uma operação de armazenamento de combustível para aviação, bem como infraestruturas de abastecimento em -avião.

O negócio que apenas aguarda, luz verde da Autoridade Reguladora da Concorrência, por se tratar de uma operação de concentração de empresas também inclui a posição contratual da BP em contratos de logística de âmbito nacional, em três contratos de processamento em terminais de processamento na Matola , Beira e Nacala, e uma participação de 50% na Maputo International Airport Fueling Services (MIAFS) Limitada, uma joint venture com a PETROMOC para a concepção e construção de um depósito de combustível para aviação, gestão de um depósito de armazenamento de combustível e de equipamento em avião, incluindo uma rede de hidratantes/bocas de combustível no Aeroporto Internacional de Maputo. Esta joint venture está limitada às operações de armazenamento no aeroporto internacional de Maputo.