Thursday, June 18, 2026
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Zâmbia pode abrir nova linha para transportar produtos petrolíferos do Porto da Beira

A intenção foi manifestada na passada quinta-feira, dia 6 de Abril, no âmbito da visita de Estado que o Presidente da Zâmbia efectuou a Moçambique na semana passada, durante a qual se deslocou ao porto da Beira para conhecer o processo logístico de transporte de carga em trânsito para o seu país.

Só no ano passado, a Zâmbia importou e exportou, de e para vários países, diversos produtos, com destaque para milho, fertilizantes e minérios como cobre e níquel, com passagem pela infra-estrutura portuária moçambicana, uma movimentação portuária que ronda os 30 milhões de toneladas.

“No ano passado, movimentamos cerca de 99 mil contentores”, disse à Televisão de Moçambique (TVM) um dos gestores do porto da Beira.

Com passagem pelo terminal de contentores e depois pelo terminal de combustíveis, o estadista zambiano reafirmou a intenção de abrir uma nova linha de importação de combustíveis com a construção de um oleoduto.

Segundo o ministro moçambicano dos Transportes e Comunicações, Mateus Magala, “a ideia é mudar a actual forma que a Zâmbia utiliza para transportar combustível para o seu país, estando também interessado no aumento da utilização do terminal de contentores e carga geral”, ele disse.

Com a operacionalização do projeto, Mateus Magala projeta um aumento no volume de negócios para Moçambique.

“Sabemos que a Zâmbia também vive um aumento dos recursos naturais e, para eles, a principal aposta é no porto da Beira, porque tem vantagens estratégicas de geolocalização e acesso a mercados internacionais”, enfatizou o ministro.

Tmcel passa para a gestão do IGEPE

A comissão de gestão, que poderá ser anunciada ainda este mês, terá como prioridade reverter os resultados negativos da empresa de telefonia móvel, maioritariamente detida pelo Estado moçambicano.

No momento, as dívidas da Tmcel ultrapassam US$ 300 milhões.

Um novo modelo de gestão da empresa será definido assim que for identificada a comissão de gestão, disse Magala.

O ministro sustentou que os ativos da empresa, incluindo torres de celular, valem mais do que sua dívida de US$ 300 milhões.

Para financiar as reformas tanto no Tmcel como na LAM, também objecto de intervenção, será realizado ainda este ano em Moçambique um fórum de financiadores.

TotalEnergies promove parcerias para maximização do conteúdo local

A iniciativa envolveu representantes de associações empresariais moçambicanas e cerca de 40 empresas internacionais, com o objetivo de identificar potenciais áreas de sinergia entre empresas moçambicanas e estrangeiras para benefício mútuo, nomeadamente na maximização do conteúdo local dentro e fora do setor de petróleo e gás em Moçambique.

António Cumbane, Coordenador do Grupo Técnico de Conteúdo Local, disse: “Esta foi uma iniciativa de grande interesse para nós, pois permite-nos aproximar empresas moçambicanas com empresas estrangeiras para aproveitar as oportunidades criadas pela indústria de petróleo e gás. Esta é uma indústria extremamente desafiadora e somente através de parcerias com empresas que possuem a experiência e tecnologia apropriadas podemos criar um ambiente propício para que empresas e indivíduos moçambicanos se beneficiem de oportunidades e estejam preparados para os desafios futuros.”

Eduardo Sengo, Administrador Executivo da CTA, afirmou que “este tipo de encontros permite-nos conhecer novos players que podem acrescentar valor ao que queremos fazer em Moçambique para aproveitar oportunidades utilizando o conhecimento e experiência de empresas estrangeiras em o vasto setor energético. Acima de tudo, queremos desenvolver projetos concretos em Moçambique.”

Leonardo Nhavoto, Gestor de Conteúdo Local da TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limited, disse: “Para optimizar o conteúdo local do Projecto Mozambique LNG, é importante criar e promover um ambiente propício a colaborações. O diálogo agora iniciado será crucial para o sucesso da implementação da nossa estratégia de conteúdo local, que envolve a ligação de empresas moçambicanas e estrangeiras, para que as empresas moçambicanas possam beneficiar de investimento, tecnologia e experiência no sector do petróleo e gás.”

Sobre a TotalEnergies em Moçambique

Em Moçambique desde 1991, a Empresa opera em dois segmentos: Marketing & Serviços e Exploração & Produção.

A TotalEnergies Marketing Moҫambique SA é um player importante no mercado de downstream de produtos petrolíferos com uma rede nacional de postos de gasolina, clientes industriais e de exploração e atividades nas áreas de lubrificantes e logística.

A TotalEnergies EP Mozambique Area 1 Limitada, subsidiária integral da TotalEnergies SE, opera o projeto Mozambique LNG com uma participação de 26,5%, em conjunto com a Mitsui E&P Mozambique Area1 Limited (20%), ENH Rovuma Área 1, SA (15%), ONGC Videsh Rovuma Limited (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique BV (10%) e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%).

CTA debate o decreto sobre empreendimentos turísticos

Para o Sector Privado, grande parte das alterações contidas no novo Decreto vêm responder a actual conjuntura sócio-económica do país, porém, ainda há algumas zonas de penumbra que foram introduzidas no decreto e que o sector privado não está confortável, com destaque para a introdução em todos os empreendimentos turísticos e estabelecimentos de restauração, da figura de gestor. Entretanto, o Sector Privado como o Sector Público (no caso a DINATUR e a ANEP – Autoridade Nacional do Ensino Técnico Profissional) ainda não têm o qualificador profissional ajustado de modo a responder esta posição.

Outrossim, a grande questão que se coloca é: quem vai qualificar o profissional?

Neste contexto, o Sector Privado defende que, para se chegar a posição de gestor de uma unidade hoteleira é preciso passar por vários estágios que compreendem, não só a formação profissional na carteira mas, também, a formação prática, daí que, não basta ter terminado um nível académico para ser reconhecido como gestor.

Sendo assim, os participantes do workshop recomendam que as partes (CTA, DINATUR, ANEP e SINDICATO) harmonizem o qualificador profissional antes da aplicabilidade do Decreto, uma vez que, para se realizar o licenciamento dos empreendimentos turísticos, as instituições públicas demandam a existência de um gestor.

Estiveram presente no workshop, a Inspectora-geral da INAE e o representante da ANEP – Autoridade Nacional do Ensino Técnico Profissional.

MRM e Kagem Mining apoiam o desenvolvimento comunitário

A Montepuez Ruby Mining (MRM) e a Kagem Mining contribuíram com 537.625.000 meticais (8,4 milhões de dólares americanos ao câmbio actual) em projectos para as comunidades locais em Moçambique e na Zâmbia.

Segundo um comunicado divulgado domingo, “as duas empresas contribuíram ainda com mais de 23 mil milhões de meticais (359 milhões de dólares) em impostos, royalties e dividendos a Moçambique e à Zâmbia”.

Estes dados, de acordo com o documento, foram divulgados no âmbito do Fórum Empresarial Moçambique-Zâmbia, que decorreu na cidade da Beira, centro de Moçambique, quando o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o seu homólogo zambiano, Hakainde Hichilema, visitaram o evento.

“Os dados foram partilhados com os Presidentes aquando da visita à exposição conjunta da Montepuez Ruby Mining (MRM) e da Kagem Mining, num evento que visa acelerar o comércio e o investimento entre Moçambique e a Zâmbia, reforçando as parcerias entre os dois países”, lê-se no comunicado.

Standard Bank quer maior representação da mulher no banco

A campanha, que iniciou no mês de Março e estender-se-á até ao dia 28 de Abril, consiste, entre outras actividades, na organização de um conjunto de debates sobre a inclusão digital das mulheres, oportunidades na área profissional, entre outros temas relevantes e conducentes à equidade de género.

Através da iniciativa, o banco pretende contribuir para o alcance da igualdade de género no seio da família, comunidade e sociedade, onde, apesar da sua relevância, o papel da mulher ainda não é devidamente valorizado.

Intervindo no debate subordinado ao tema “Inclusão Digital e Igualdade de Género”, a Presidente do Conselho de Administração do Standard Bank, Esselina Macome, defendeu a participação de todas as esferas da sociedade nos esforços com vista ao alcance deste objectivo, que não diz respeito somente ao nosso País, mas ao mundo.

“Há vários papéis que cada um de nós pode desempenhar de modo a contribuirmos para a redução das desigualdades na nossa sociedade. Temos estado a acompanhar o que é feito pelo Governo, organizações não governamentais (ONG), entre outras entidades. Há diferentes programas em diversas áreas, ligados a esta temática. Ou seja, a luta pela igualdade de género e respeito pelos direitos da mulher é de todos nós”, explicou.

Ao nível do banco, prosseguiu, têm sido promovidos programas de empoderamento da mulher, através, por exemplo, de formações e capacitações para Pequenas e Médias Empresas dirigidas ou lideradas por mulheres (iCreate), partilha de experiências e estabelecimento de contactos entre empreendedoras (Lioness Lean), incluindo exposição ao mercado e a possíveis financiadores, entre outros.

Por outro lado, o Standard Bank aderiu, em 2018, ao movimento de solidariedade da ONU Mulher pela igualdade de género (He4She), que encoraja os homens a estarem ao lado das mulheres, na busca pela igualdade de género.

Igualmente, definiu como um dos seus objectivos o aumento, até 2025, da representação da mulher em cargos executivos. Almeja, ainda, incrementar cada vez mais a representação de mulheres no seu quadro de colaboradores.

Relativamente à inclusão digital, Esselina Macome disse ser necessário incentivar e envolver cada vez mais a mulher no uso das tecnologias, não só através do ensino, mas também da consciencialização sobre os seus benefícios e funcionalidades.

Banco central garante estabilidade na banca nacional

“A ocorrência do efeito contágio pelas vias das flutuações nos fluxos de capitais seria difícil, uma vez que a exposição do sector bancário moçambicano ao mercado de capitais é ínfima, sobretudo a nível internacional”, explicou Zandamela, citado pelo jornal Notícias.

O Governador revelou que a banca doméstica apresenta um desempenho satisfatório, com níveis de solvência e liquidez acima dos mínimos regulamentares.

Esses factores, associados às medidas de emergência adoptadas pelas autoridades norte-americanas após a falência do SVB, bem como à nova facilidade de financiamento que garante o acesso do bancos a fundos de emergência para reforçar a confiança no sistema financeiro conferem tranquilidade ao sistema bancário.

Por outro lado, para Zandamela, a medida do Banco Central Europeu de conceder liquidez ao sector bancário da Zona Euro garante, de certo modo, estabilidade aos bancos europeus incluindo as suas representações em outros países, como é o caso de Moçambique.

O responsável assumiu esse posicionamento considerando que os bancos em Moçambique são, em maioria, dominados e controlados por matrizes sediadas no estrangeiro.

Segundo o Banco de Moçambique, as instituições financeiras nacionais de importância sistémica, que têm uma forte participação dos bancos europeus no seu capital, estão sujeitos à detenção de uma fracção adicional de capital, o que reforça a sua solidez, resiliência e capacidade de resistir a choques desta natureza.

Fim da divida entre Zâmbia e EDM

Ele falava durante uma visita do Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, à Central Térmica de Maputo, propriedade da EDM. A central, inaugurada em 2018, é o maior investimento em geração de eletricidade em 30 anos, podendo gerar 106 megawatts de potência.

Após a sua visita à central, Hichilema disse estar “muito feliz por ver jovens homens e mulheres a trabalhar aqui, a gerir a central e o centro de controlo. Este é o futuro de Moçambique, da Zâmbia, da região e do continente”.

O líder zambiano apelou a mais investimentos em energia para a região da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral).

Alberto disse que está em curso um projecto que visa a interligação das redes eléctricas de Moçambique e da Zâmbia. Foi realizado um estudo de viabilidade e estão em curso medidas para mobilizar os fundos necessários. Alberto disse que a interligação exigirá 376 quilômetros de linha de transmissão de 400 kV. Isso vai custar 411 milhões de dólares.

Quando o governo da Zâmbia parou de pagar sua dívida acumulada de eletricidade, em 2018 a EDM interrompeu todos os outros fornecimentos. Agora que a dívida foi paga, disse Alberto, estão em curso negociações para a retoma do fornecimento de energia eléctrica.

A dívida antes era de 75 milhões de dólares, mas a Zâmbia pagou gradualmente os outros 53 milhões.

Sector privado promove intercâmbio entre empresários moçambicanos e franceses

A intensão foi manifestada durante a visita que o Embaixador da França, Yann Pradeau, efectuou a CTA, no âmbito da realização do Fórum de Negócios Moçambique – França, a ter lugar em Maputo, nos dias 24 e 25 de Abril do ano em curso, com o objectivo de promover as oportunidades de negócios, de investimentos e parcerias entre empresários moçambicanos e das Ilhas Reunião e Mayotte e da França continental.

A CTA e a Embaixada da França querem usar da oportunidade do fórum de negócios para impulsionar a posição do empresariado francês como preferencial para a prossecução da agenda económica do país.

No encontro, a CTA enalteceu o papel da França no apoio ao desenvolvimento de Moçambique, através do financiamento a diversos programas sociais, económicos e culturais, tendo destacado a sua intervenção na emergente indústria do petróleo e gás e o impacto que se espera que tenha sobre a economia nacional e, particularmente, sobre as ligações com as PMEs e consequente agregação de valor e transferência de know how;
As partes acordaram a realização de missões empresariais e diversos outros fóruns de negócios que aproximem ainda mais os sectores empresariais dos dois países.
O Embaixador da França referiu que as relações comerciais entre Moçambique e França ainda são insignificantes, embora exista potencial para sua alavancagem. O Fórum de Negócios abrange todos os sectores económicos, com destaque para o Agronegócios e Pesca, Transporte e Logística, Saúde, Petróleo e Gás, Energias Renováveis/Eletricidade, Gestão de Resíduos, Turismo, Finanças, entre outros.
Para além de encontros de negócios multissectoriais (Business Matchmaking/Dating) para desenvolver intercâmbios entre o sector público e empresas moçambicanas e o sector público e empresas francesas, está prevista a assinatura de memorandos de entendimento entre instituições da França e de Moçambique. Os investidores franceses estão interessados em projectos greenfield ou brownfield e desenvolver programas de formação e de assistência técnica.

Anunciado concurso de contratação de consultor para EN1

A garantia foi dada pelo Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, na cidade da Beira, no âmbito de uma visita de trabalho que efectua à província de Sofala.

“Enquanto esperamos pelo início das obras na EN1, no âmbito do projecto que temos estado a falar, portanto, dos tais quatrocentos milhões de dólares para a fase 1 junto do Banco Mundial, já está assegurado, que a parte mais complicada é conseguir o financiamento quando tu não tens, essa parte já está garantida. Neste momento já estamos a trabalhar na preparaçã0 da documentação necessária, ou seja, começa pela contratação do consultor. Penso que dentro de 30 dias estaremos a lançar o concurso para a contratação do consultor que depois vai trabalhar nos outros capítulos, que é a documentação, termos de referência, documentos do contrato “, disse.

O Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos referiu igualmente que a reabilitação e ampliação da estrada Tica-Búzi, na província de Sofala, será concluída ainda este ano.