Thursday, June 18, 2026
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CTA quer facilitação no financiamento do sector privado

Falando em Conferência de Imprensa, o Presidente da CTA, Agostinho Vuma, referiu que, para além de emitir garantias às empresas nacionais para aceder à financiamentos na banca comercial nacional, o Fundo de Garantia Mutuária poderá, também, ajudar, particularmente, a mulher empresária e comerciante a aceder ao financiamento de forma mais fácil, alocar fundos às micro-finanças que as deverão repassar aos pequenos produtores e as Pequenas e Grandes Empresas, em condições muito competitivas e vantajosas.

Igualmente, o Fundo poderá ceder financiamento directamente às empresas com taxa de juros de cerca de 3% e melhores períodos de graça e amortização do financiamento.

Entretanto, reconheceu que esta boa notícia surge no momento em que o Banco de Moçambique agravou o Prime Rate do sistema financeiro moçambicano de 22,60% para de 23,5%, a vigorar partir do mês Abril corrente.

“O aumento da Prime Rate veio agravar o custo do dinheiro para as empresas e famílias em Moçambique, reduzindo a capacidade de retoma da economia, o que exige reformas como as que o Governo tem estado a implementar, e o lançamento de formas alternativas e complementares de financiamento, onde o Fundo de Garantia Mutuária se enquadra”, salientou o Presidente da CTA, manifestando satisfação em saber que o Governo acolheu as propostas apresentadas pela CTA em sede das sessões de negociação da conceitualização e estruturação do Fundo de Garantia Mutuária, traduzidas na necessidade de diversificação dos produtos financeiros do Fundo.

País terá satélite de monitoria ambiental

Para a materialização do projecto está prevista a construção de um Centro de Cooperação de Aplicativos de Sensoriamento Remoto por Satélite China-África.

O Director da Administração Espacial Nacional da China (CNSA), Zhang Kejian, disse que o projecto está no plano de cooperação entre a China e África, e prevê-se que alguns países tenham benefício directo para apoiar o seu próprio desenvolvimento ambiental de forma sustentável.

No ano passado, a China lançou um novo satélite de sensoriamento através de um foguete transportador Longa Marcha-2C do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no nordeste do país.

O responsável disse que a China contribui com a sua sabedoria e força para a implementação da Agenda 2030 da Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável.

A China tornou a conservação de recurso e a protecção ambiental uma política estatal básica para o desenvolvimento. Além disso, promoveu a construção de uma civilização ecológica comprometida com o desenvolvimento verde.

A China está equipada com recursos de monitoramento abrangentes paraa identificação de partículas ínfemas, gases poluentes e de efeito estufa e nuvens.

Governo abre mão da gestão da LAM

“A partir deste mês, a LAM vai estar sob responsabilidade de uma comissão de gestão. São gestores internacionais que vão trabalhar com a gestão actual para melhorar o valor da empresa”, declarou Mateus Magala durante uma conferência de imprensa em Maputo.

A transportadora aérea estatal moçambicana tem enfrentado nos últimos anos problemas operacionais relacionados com uma frota reduzida e falta de investimentos, com registo de alguns incidentes, não fatais, associados por especialistas à ineficiente manutenção das aeronaves.

Segundo Mateus Magala, a comissão que vai assumir a LAM vai trabalhar num prazo mínimo de seis meses e máximo de um ano, com o apoio dos actuais gestores da companhia de bandeira moçambicana.

“Todos os gestores que consultámos disseram-nos que a marca LAM tem muito valor e o mercado onde ela opera tem potencial. O que precisamos de fazer é uma reestruturação, realinhar, cortar gorduras e colocá-la numa situação financeira agradável”, declarou.

Dados oficiais indicam que a LAM tem uma dívida estimada em 300 milhões de dólares (18,9 mil milhões de meticais).

Uma análise do Centro de Integridade Pública (CIP), organização não-governamental moçambicana, divulgada no final do ano, apontou a LAM como uma das empresas tecnicamente insolventes do sector empresarial do Estado, a sobreviver de injecções de capital e de garantias estatais para responder perante os credores, e, como tal, representando um elevado risco para a dívida pública.

Moçambique retoma o fornecimento de energia a Zâmbia

Comissões mistas dos dois países estão a finalizar os últimos detalhes dos documentos que vão garantir a retoma da cooperação nos sectores de agricultura e energia.

No sector da agricultura os dois países querem impulsionar a produção e produtividade virando as atenções para a troca de experiências entre os produtores.

O anúncio da retoma da cooperação Moçambique Zâmbia nestes dois sectores foi feito ontem pelo presidente da república Filipe Nyusi no banquete de estado que ofereceu ao seu homólogo zambiano que esta de visita ao nosso país.

O chefe do Estado disse que a cooperação Moçambique e Zâmbia só fará sentido se beneficiar os seus povos.

Nesta sua intervenção o presidente da república sublinhou que aspectos históricos e culturais têm vindo a reforçar os laços de amizade e cooperação entre os governos e os povos dos dois países.

Já o presidente da Zâmbia Hakainde Hichilema disse ser também interesse do seu país que os acordos de cooperação rubricados com Moçambique se traduzam na melhoria das condições de vida das suas populações.

No prosseguimento da sua visita hoje o presidente da Zâmbia vai visitar a central termoeléctrica de ciclo combinado e gás de Maputo e depois será recebido pela presidente da assembleia da República, Esperança Bias.

Anunciada provável subida do combustível

Na sequência da decisão saída da reunião de domingo (02), da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, incluindo a Rússia, (OPEC+) de reduzir a produção diária de petróleo em 1,2 milhões de barris por dia, a Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas (AMEPETROL), admite que efeito dessa situação, os preços dos combustíveis poderão subir, em Moçambique, já a partir do próximo mês.

“AMEPETROL está extremamente preocupada com a medida adoptada pela OPEC+, pois terá um efeito sobre o mercado doméstico”, lê-se num comunicado a que o Profile teve acesso.

A partir da monitoria sistemática que faz sobre o mercado internacional de combustíveis e seus derivados, a AMEPETROL, admite que a medida adoptada pela OPEC+ terá um efeito directo no mercado doméstico e, nas próximas semanas, poderá observar-se uma subida dos preços dos combustíveis no País à semelhança do que vem se registando nos mercados internacionais.

“Chamamos a especial atenção dos nossos clientes e público em geral para o facto de os próximos meses serem mais desafiantes no que tange aos preços dos combustíveis no mercado interno”, alerta a agremiação em comunicado divulgado esta terça-feira (4)

Standard Bank apoia reabilitação da EN1

“Sendo este um evento que junta fundos de manutenção de estradas do continente, o Standard Bank está presente para demonstrar o seu apoio a um sector tão importante como é o das infra-estruturas rodoviárias.

É com grande expectativa que patrocinamos este encontro, pois pretendemos fazer parte do desenvolvimento, reabilitação e manutenção dos principais corredores de Moçambique. Sabemos que o Governo tem como prioridade a manutenção e reabilitação da Estrada Nacional Número Um (EN1) e, como um dos bancos relevantes neste mercado que apoia o desenvolvimento do País, naturalmente vamos apoiar”, referiu Bernardo Aparício, administrador delgado do Standard Bank.

Bernardo Aparício, destacou ainda a relevância do sector de infraestruturas, no geral, e das estradas, em particular, no desenvolvimento económico dos países, incluindo Moçambique.

Por seu turno, o presidente da Associação dos Fundos de Manutenção de Estradas de África, Ali Ipinge, afirmou que, apesar de os países africanos terem feito grandes avanços no que diz respeito à melhoria e manutenção dos principais corredores de transporte rodoviário, ainda há muito por fazer no continente:

“É um facto que as estradas são a via mais predominante para o transporte de pessoas e bens no continente. Acima de 90%, para ser claro. Entretanto, África tem uma rede viária estimada em 2.9 milhões de quilómetros, dos quais somente 30% é que está asfaltada”, frisou.

Num outro desenvolvimento, Ali Ipinge apelou para a necessidade de os países introduzirem inovações na concepção e construção das estradas, devido às mudanças climáticas que têm estado a provocar desastres naturais.

O encontro, que tem como lema “Alinhando o Financiamento Sustentável às Necessidades do Sector Rodoviário em África”, conta com a participação de representantes de 35 fundos de estradas, membros deste organismo continental, que serve de plataforma de partilha de experiências e informações sobre as melhores práticas de financiamento da manutenção de estradas em África.

Estradas indecentes comprometem o desenvolvimento

Ele falava em Maputo na abertura da reunião da Assembleia Geral da Associação Africana de Fundos de Manutenção de Estradas (ARMFA), evento que reuniu representantes de 35 Fundos Rodoviários nacionais.

A ausência de boas estradas deixa o continente numa situação de “desenvolvimento atrofiado”, disse Nyusi. A falta de rede rodoviária isola as pessoas dos corredores de transporte, das ligações aos centros comerciais, do acesso à educação e saúde, bem como das oportunidades de crescimento.

“Esta situação decorre da precária manutenção das estradas existentes, devido à escassez de dinheiro para o efeito”, disse o Presidente.

Numa altura em que o continente caminha para a integração económica, através da criação de uma zona de comércio livre, Nyusi considerou o transporte rodoviário como um sector que deverá facilitar essa integração. Ele acreditava que o comércio deveria ser baseado em redes rodoviárias robustas e bem mantidas.

Nyusi disse que a rede de estradas classificadas em Moçambique tem mais de 30 mil quilómetros, mas apenas 27 por cento desta rede é pavimentada. 69 por cento das estradas estão em condições “razoáveis”, mas os restantes 31 por cento das estradas estão “ruins, muito ruins ou intransitáveis”.

Nyusi sublinhou que quem usa as estradas deve pagar por elas. As duas principais formas de pagamento eram os pedágios e o aumento dos impostos sobre o combustível, nenhum dos quais é popular entre os motoristas.

O Presidente disse que os impostos moçambicanos sobre os combustíveis representam 56 milhões de dólares por ano para a manutenção das estradas, enquanto as portagens chegam a 12 milhões de dólares. Isso não é o bastante.

Nyusi destacou que os impostos sobre os combustíveis não foram aumentados recentemente – num período de inflação elevada, “isso compromete a capacidade do Fundo Nacional de Estradas para manter a rede rodoviária”.

De fato, em vez de aumentar os impostos, o governo efetivamente os reduziu. O governo costumava retirar 12 meticais (cerca de 19 cêntimos americanos) de cada litro de gasolina ou gasóleo vendido. Mas Nyusi admitiu que, em vez de aumentar os preços dos combustíveis, o governo reduziu a carga fiscal para apenas quatro meticais por litro de combustível.

Moçambique garante capacidade de gestão do fundo soberano

A garantia foi dada esta segunda-feira, em Maputo, pelo Administrador do Banco de Moçambique, em representação do governador da instituição, numa audição parlamentar conjunta, em torno da proposta de Lei de criação do Fundo soberano, no país.

Jamal Omar reconhece, entretanto, que há necessidade de o país se espelhar nas experiências internacionais de gestão de Fundo Soberano.

Por sua vez, as Comissões do Plano e Orçamento e dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade da Assembleia da República, defendem que a proposta da criação do Fundo soberano, deve ser devidamente estruturada.

Recentemente, o Conselho de Ministros aprovou a proposta de Lei de criação do Fundo Soberano, tendo em vista assegurar o desenvolvimento socioeconómico do país.

A proposta de Lei de criação do Fundo Soberano será apreciada em plenário esta quarta-feira, no Parlamento.

Moçambique elimina fronteiras ferroviárias físicas

Segundo o vice-ministro dos Transportes, Amilton Alissone, a medida visa simplificar procedimentos para tornar os Corredores de Nacala e Beira mais competitivos.

O Corredor de Nacala liga o porto de Nacala, no norte de Moçambique, ao Malawi, enquanto o Corredor da Beira liga o porto da Beira ao Zimbabwe.

Alissone falava sexta-feira na cidade de Lilongwe, no Malawi, no final de um encontro tripartido entre Moçambique, Malawi e Zâmbia, que discutiu o desenvolvimento do Corredor de Nacala.

A vontade do governo moçambicano de eliminar as fronteiras ferroviárias com o Malawi e o Zimbabwe surge na sequência da eliminação das fronteiras ferroviárias físicas com a África do Sul, a 1 de julho do ano passado, e com Eswatini, a 8 de agosto.

Ao abrigo do acordo com a África do Sul, os comboios operados pela companhia ferroviária moçambicana CFM, e pela sua congénere sul-africana Transnet Freight Rail (TFR), atravessam a fronteira em Ressano Garcia sem restrições e sem necessidade de mudança de locomotivas.

Ao abrigo do mesmo acordo, o Corredor de Maputo, numa fase inicial, passou a movimentar 21 comboios de crómio e ferro-crómio por semana, contra os 15 comboios semanais anteriores.

Com Eswatini, foi retirada a fronteira ferroviária para o transporte de mercadorias ao longo da linha de Goba, que liga os dois países. Já circulam comboios directos de e para o porto de Maputo, operados pelos CFM e Eswatini Railways.

As duas companhias ferroviárias esperam dobrar, de dois para quatro, o número de trens diários de carvão que utilizam a linha de Goba. A quantidade de carvão transportada ao longo da linha aumentará de 3.600 para 7.200 toneladas por dia.

Millennium bim na inauguração do “Muro da Biodiversidade”

Na passada sexta-feira em Maputo, o Millennium bim testemunhou a inauguração do “Muro da Biodiversidade”.

O mural insere-se numa iniciativa que tem como objectivo promover a pintura de cerca de 40 murais sobre a fauna bravia, marinha e flora moçambicanas.

Localizado à saída do Aeroporto Internacional de Maputo, este mural visa transformar a zona no primeiro “postal” da bela Cidade de Maputo e do País, transmitindo como principais mensagens aos visitantes e residentes a sensibilização para o combate à caça furtiva em Moçambique, uma promoção da conservação da Biodiversidade, a protecção aos ecossistemas marinhos, florestais e meio ambiente no geral.

Para Albino Andrade, Administrador do Millennium bim, “os nossos recursos faunísticos e florestais fazem parte dos valores que caracterizam o nosso belo Moçambique, cabe a nós, como sociedade, contribuir para a conservação dos ecossistemas e da biodiversidade. Preservar o meio ambiente, é garantir a continuidade e perenidade desses recursos.

Para o Millennium bim, a sustentabilidade é um dos factores mais relevantes de afirmação da marca e reflecte a preocupação e o empenho do Banco na redução da sua pegada ecológica, mas acima de tudo o papel activo que exerce na sociedade na protecção e conservação do meio ambiente , mitigação das alterações climáticas e na melhoria da qualidade de vida das pessoas e comunidades em que opera.

O Projeto “Muro da Biodiversidade” é implementado pela empresa de Reciclagem & Serviços (R&S), em parceria com Millennium bim, Aeroportos de Moçambique, Conselho Municipal de Maputo, através da Administração Nacional das Áreas de Conservação, entre outras entidades.

O apoio à protecção da biodiversidade e conservação do meio ambiente é um
dos pilares de acção do programa de Responsabilidade Social “Mais Moçambique pra Mim” do Millennium bim, que tem vindo a ser implementado ao longo dos anos, com impacto significativo na vida dos moçambicanos , do Rovuma ao Maputo.