Sunday, April 5, 2026
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Puma Energy apoia operações de resgate às vítimas das cheias em Moçambique

A empresa tem vindo a articular esta ajuda em parceria com o concessionário da marca localizada na Matola-Rio, devido à proximidade a Boane, uma das zonas mais atingidas pela forte precipitação que ocorreu nas últimas semanas.

Moçambique atravessa a época chuvosa e a forte recepção que se fez sentir afectou, sobretudo, as populações do sul do país, deixando para trás um rasto de destruição com milhares de desalojados e dezenas de vítimas mortais, segundo dados do Governo.

Informações oficiais adiantam ainda que já foram resgatadas mais de 15 mil pessoas que se encontraram em zonas críticas.

“A Puma Energy não podia ficar indiferente à situação dramática que muitas famílias moçambicanas estão a passar nesta altura, devido às cheias”, refere Danilo Correia, Director Geral da Puma Energy Moçambique. “Estamos conscientes de que a disponibilidade de combustível é essencial para que as operações de socorro possam decorrer o mais rápido possível no terreno, por isso solidarizámo-nos desde a primeira hora”, adiantou o mesmo responsável.

Esta iniciativa enquadra-se nos valores da Puma Energy, dentro do espírito humano da marca e da missão de trabalhar e apoiar as comunidades onde opera.

Ao disponibilizar combustível e lubrificantes para as operações de socorro e enquanto empresa responsável e comprometida com Moçambique, a Puma Energy Moçambique teve como objectivo ajudar a minimizar, dentro do possível, os efeitos desta calamidade junto das afectadas.

Negócios

Governo quer melhorias na gestão de recursos naturais

O plano consta da proposta de lei da autorização legislativa para a criação da Infra-estrutura Nacional de Dados Espaciais de Moçambique (IDEMOC) aprovado esta quinta-feira, pelo parlamento.

A ministra da Justiça Assuntos Constitucionais e Religiosos, Helena Kida, fez saber que a lei aprovada vai facilitar a definição de políticas públicas.

Com esta medida, diferentes instituições poderão ter acesso a informações geográficas de Moçambique.

IdeiaLab certifica-se em qualidade e eleva o nivel de desempenho

O processo de certificação tem como principal objetivo melhorar o desempenho da organização para que alcance um alto nível de qualidade nos seus processos internos, garantindo uma satisfação ainda maior por parte dos clientes.

Para Tatiana Pereira, Co-fundadora da ideiaLab e Executive Catalyst, esta certificação comprova a experiência e os serviços de qualidade que a ideiaLab apresenta e incentiva a uma aposta na qualidade de forma contínua. “Através desta certificação teremos uma maior estruturação interna, com processos bem definidos e mais conhecimento da organização por parte dos colaboradores, tendo a oportunidade de avaliar em que aspectos devem melhorar”, referiu aquele responsável  .

A Empresa tem trabalhado continuamente para melhorar a qualidade de todos os seus serviços, investindo nos colaboradores e na inovação. Através do envolvimento de toda a equipe tem dado maior foco aos clientes e parceiros.

“Queremos reforçar ainda mais a relação com os nossos clientes, parceiros e colaboradores e mostrar que estamos empenhados em garantir a qualidade dos nossos serviços”, reforçou Tatiana Pereira, frisando a importância desta certificação para a Empresa.

A ISO 9001:2015 é uma norma do sistema de gestão de qualidade (SGQ) reconhecida em todo o mundo e utilizada por organizações que desejam verificar e certificar a sua qualidade.

É um mecanismo que garante a oferta para fornecer serviços de qualidade, facilita as oportunidades para melhorar a satisfação do cliente, demonstrando que está em conformidade com os requisitos especificados do sistema.

A norma foi implementada para apoiar o desenvolvimento de negócios, crescimento de micro, pequenas e médias empresas e visa promover o empreendedorismo e a inovação.

EY: Juventude incentivada a desenvolver competências para o futuro

Paulo Reis, Sócio-Gerente do Escritório EY em Maputo e líder do Departamento de Auditoria, foi um dos oradores convidados que falou para uma plateia de cerca de 150 jovens universitários.

A iniciativa decorreu no âmbito da recente parceria da EY com a AIESEC – Associação Internacional de Estudantes de Economia e Ciências Comerciais, que tem como principal objetivo desenvolver e implementar um conjunto de programas ligados ao EY Ripples, um projeto de responsabilidade  corporativa .

A sessão de sexta-feira reuniu líderes de várias empresas com o objetivo de compartilhar competências e experiências que servirão de base para um melhor posicionamento no mercado de trabalho. Teve ainda como intuito apresentar as diversas oportunidades que os alunos terão ao participarem em programas como a AIESEC e falar sobre os desafios do mundo profissional.

Entre os diversos desafios no mercado de trabalho, deu-se ênfase ao tema da diversidade e da questão da igualdade de gênero. “Por ser um tema obviamente fundamental, não só para a EY como para o mundo inteiro, ao longo do processo de recrutamento procuramos assegurar um equilíbrio entre candidatos masculinos e femininos”, destacou Paulo Reis frisando que este é um compromisso e uma preocupação permanente da EY.

Ao longo da sessão, o Sócio-Gerente do Escritório da EY Moçambique realçou, igualmente, o papel fundamental que a AIESEC teve em vários aspectos do seu percurso académico. “A associação permite-nos ao longo do nosso processo académico trocar experiências e fazer parte de uma rede de contactos internacionais, que alargam os nossos horizontes”, referiu aquele responsável, salientando também o facto de a Associação ter um papel importante na ponte que faz entre o meio académico e o meio empresarial. “Em termos de estratégia, o nosso recrutamento passa por uma proximidade cada vez maior ao meio académico, sendo o típico profissional da EY alguém que saiu da faculdade, que se junta a nós e que vai fazer carreira, promovendo um crescimento orgânico”, afirmou ainda o Sócio-Gerente da EY em Moçambique. Paulo Reis considerou que, “para isso,

Segundo Izidino Matlava, Presidente da AIESEC em Moçambique, “através da sessão facilitada pela EY, os jovens conseguiram, não só conhecer o percurso académico do Dr. Paulo Reis, como também tiveram a oportunidade de garantir o saber as competências necessárias para o futuro e como eles poderão desenvolver estas competências na AIESEC”.

A AIESEC é uma organização global, não governamental e sem fins lucrativos, liderada por jovens. Está presente em Moçambique desde 2000 e tem como objectivo contribuir para o desenvolvimento pessoal e profissional através de programas de liderança, atração e experiências globais de intercâmbio.

Moçambique recebeu 18 biliões de USD para exploração de gás e petróleo

O referido valor diz respeito a despesas gastas na pesquisa, avaliação e estudos conceptuais; desenvolvimento de campo; produção e desmobilização (fecho e abandono de poços ou infra-estruturas). De forma desagregada, o documento refere que, em 2021, foram investidos 4,69 biliões de USD em actividades de Petróleo e Gás, o que correspondeu a um ligeiro incremento de 0,9% em relação ao valor investido em 2020 (4,65 biliões de USD).

No que respeita à fase de Desenvolvimento de campo, a fonte constatou que as despesas representam o maior peso no total de investimentos no sector, com cerca de 88,7% e 85,1% das despesas totais em 2021 e 2020, respectivamente. Quanto às fases de Produção e de Pesquisa, o relatório demonstra que, em 2021, os investimentos realizados foram igualmente significativos com pesos relativos de 2,8% e 8,4%, respectivamente, do total do investimento de 18.1 biliões de USD.

O relatório sobre Estatísticas de Investimento em Petróleo e Gás em Moçambique é uma publicação que apresenta dados das despesas de investimento (incluindo custos operacionais) na exploração de hidrocarbonetos (Petróleo e Gás) realizadas pelas concessionárias que operam no território moçambicano.

O INE sublinha que a compilação dos dados “constitui um marco importante para o monitoramento da actividade de extracção de Petróleo e Gás para alcançar maior transparência neste sector”.

Os dados utilizados para esta publicação abrangem as licenças de exploração de hidrocarbonetos em várias fases de actividade em Moçambique no período em referência. O principal fornecedor dessas informações ao INE é o Instituto Nacional de Petróleos.

CTA e Governo realizam IX CMAN no dia 27 de Fevereiro

Para além de reformas, a agenda do IX CMAN inclui um painel sobre as acções em curso visando a retirada de Moçambique da lista cinzenta de GAFI – Grupo de Acção Financeira Internacional.

O CMAN é o órgão superior de gestão e monitoria do DPP, liderado pelo Primeiro-Ministro e coordenado pelo Ministro da Indústria e Comércio, ponto focal do Governo para assuntos do Sector Privado.
Participam no CMAN, membros do Governo e outros quadros relevantes no processo do DPP. Do lado do Sector Privado, participam, para além do Conselho Directivo da CTA, os Presidentes dos Pelouros e dos Conselhos Empresariais Provinciais e parceiros.

Consta da agenda do CMAN, a apresentação do balanço do PAMAN e do ponto de situação do PAE. Igualmente, inclui um painel sobre a inclusão de Moçambique na lista cinzenta de GAFI – Grupo de Acção Financeira Internacional, onde o Ministério da Economia e Finanças (MEF) vai partilhar as acções em curso visando a retirada de Moçambique dessa lista.

A APIEX – Agência para Promoção de Investimentos e Exportações, vai apresentar a proposta da Lei de Investimentos.

HCB suspende descargas face à tempestade tropical “Freddy”

“Com esta medida de gestão hidrológica, a barragem de Cahora Bassa irá contribuir para a redução significativa dos níveis hidrométricos no baixo Zambeze”, referiu o presidente da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), Boavida Muhambe, em comunicado emitido hoje, terça-feira.

O objectivo é “evitar o agravamento dos possíveis impactos negativos da passagem do ciclone tropical ‘Freddy’. Neste sentido, a barragem estará a cumprir com uma das suas principais funções, a de minimização dos efeitos nefastos dos eventos extremos a jusante do empreendimento”, concluiu.

Moçambique está a meio da época chuvosa, com as bacias hidrográficas em alerta e inundações em vários pontos.

O ciclone “Freddy”, que hoje deverá abater-se sobre Madagáscar, poderá perder força, mas ainda assim chegar a Moçambique com a classificação de tempestade tropical com força destruidora, entre a noite de quinta e a manhã de sexta-feira, 24.

As sucessivas previsões vão dando como possível trajectória da intempérie um percurso cada vez mais a sul do vale do Zambeze, sendo agora apontada a província de Inhambane como possível zona de entrada, a partir da costa.

Os serviços meteorológicos antecipam dias de chuva intensa na sua passagem em direcção ao interior do País.

Porto de Quelimane regista fraco movimento de carga

O manuseamento da carga, acontece depois das obras de dragagem do canal de acesso a aquela infra-estrutura portuária realizadas em 2021, pela empresa portos e caminhos de ferros de Moçambique.

A dragagem do porto custou cerca de dois pontos sete milhões de dólares, o equivalente a cerca de cento e vinte e sete milhões de Meticais.

O delegado dos CFM na Zambézia, Augustinho Conde, indicou que utilização do porto de Quelimane para exportação e importação é fraca.

Refira-se o porto de Quelimane, tem uma capacidade anual de manusear mais de quarenta e cinco e mil toneladas.

A secretaria de Estado na Zambézia, Cristina Mafumo, defendeu diálogo permanente com os empresários locais visando a exploração da capacidade do porto.

Hélder Muteia: O dilema do investimento no terceiro mundo

A realidade, porém, é outra: os investidores pensam dez vezes antes de aplicar o seu capital nestes países, guiados pela crença generalizada de que não é rentável investir neles.

O fenómeno foi amplamente estudado e explicado pelo economista americano Robert Lucas, prémio Nobel da Economia, com base em dois argumentos: o primeiro ligado a problemas estruturais (como a escassez de tecnologias, a ausência de políticas adequadas e as fragilidades institucionais), e o segundo ligado às imperfeições do mercado (como as desarticuladas intervenções estatais, as assimetrias de informação sobre o mercado, e a proliferação de monopólios artificiais).

Em qualquer dos casos, a retração dos investimentos é resultado de estratégias de gestão de riscos perante o cocktail de problemas que amplificam as possibilidades de falhanço. Para além dos acima referidos, a lista inclui: analfabetismo, falta de infraestruturas, falta de mão-de-obra qualificada, corrupção, vulnerabilidade aos desastres naturais, conflitos sociais, conflitos armados, crime organizado, instabilidade política, epidemias, pragas, superstição etc.

Ao se imaginar mergulhado nesse ambiente tóxico para o seu capital, a maioria dos investidores decide não avançar, optando por ganhos mais modestos mas mais previsíveis. Contudo, há estudos que demonstram que a teoria clássica não está completamente equivocada.

Os poucos investimentos que ousam enfrentar a tormenta acabam por colher fabulosos dividendos.

São exemplos disso:

(1) multinacionais vinculadas à economia extrativa que, blindadas pelo seu poderio económico, não têm outra saída senão arriscar onde a matéria-prima abunda;

(2)investimentos a longo prazo, em busca de monopólios e controlo do mercado internacional;

(3)investimentos em busca de resiliência através da diversificação, como acontece com o capital chinês que aposta na expansão dos seus tentáculos; (4) pequenos investimentos, promovidos por pequenos empreendedores aventureiros, virados para áreas específicas como a construção, a transformação, a restauração, a recreação, o transporte, o turismo e o comércio.

Assim, embora as constatações de Robert Lucas (também conhecidas por “Paradoxo de Lucas”) sejam irrefutáveis, ela não deve ser considerada uma fatalidade.

As excepções acima referidas provam que é possível viabilizar investimentos, se uma abordagem realista e corajosa for adoptada.

Primeiro, é preciso partir do princípio que o mercado de investimentos tem as suas armadilhas.

Mal equacionadas, as iniciativas podem ser confundidas com políticas neocoloniais,
exploradoras das fragilidades da pobreza, particularmente da mão-de-obra barata.

Importa garantir certa espécie de seletividade dos investimentos que convêm ao país. Investimentos poluentes ou redutores da dignidade humana devem ser evitados.

Segundo, os investidores internacionais não são filantropos. São agentes económicos em busca do lucro.

Para comunicar com eles, é preciso falar a mesma linguagem, apostando em estratégias de persuasão baseadas na melhoria do ambiente de negócios.

As medidas adoptadas devem ter certa consistência e durabilidade. Medidas “ad hoc” para ludibriar investidores não surtem efeito porque estes têm capacidade de visualizar os percursos dos seus empreendimentos a longo prazo.

Terceiro, não adianta ter políticas de promoção do investimento estrageiro, sem que elas estejam acompanhadas por políticas de promoção de investimento doméstico (público e privado), no quadro de uma estratégia clara de desenvolvimento.

No final de contas, não se trata apenas de atrair novos investimentos, é preciso domestica-los e multiplicar os seus benefícios: tecnologias, modelos de gestão, técnicas de marketing, critérios de qualidade, novas habilidades e competências etc.

Não existe, porém, uma fórmula infalível. Os países emergentes, como por exemplo os
chamados “tigres asiáticos”, fizeram o seu próprio caminho, deixando lições que podem ser apreendidas sobre possíveis medidas a curto, médio e longo prazos.

De um modo geral, estes países apostaram (a curto prazo) na abertura dos mercados e a promoção de transparência, em garantias legais de proteção da propriedade, na flexibilidade fiscal e monetária, na disciplina social, na flexibilidade da legislação laboral e no fortalecimento da política monetária e sector bancário.

Alguns também apostaram na criação de agências de promoção de investimentos e
áreas de desenvolvimento especial.

A médio e longo prazos, os países emergentes apostaram de forma inequivoca na melhoria do sistema de ensino, com ênfase na formação profissionalizante, na modernização tecnológica, na construção de infraestruturas básicas (estradas, pontes, electricidade e água), e na consolidação dos regimes democráticos.

 

TSU será alvo de auditória

Emanuel Mabumo, Inspector-geral do Ministério da Eco­nomia e Finanças, disse isso mesmo durante uma audiência parlamentar com os deputados da Assembleia da República.

Emanuel Mabumo detalhou que a auditoria em curso contemplará actividades como o levantamento do próprio siste­ma, avaliação da sua eficácia e perti­nência e emissão de recomendações sobre soluções a possíveis in­conformidades que possam ter sido constatadas.

Com a acção, o Executi­vo pretende ainda aferir a qua­lidade e veracidade dos dados dos funcionários e agentes do Estado que os técnicos ligados à implementação da TSU proces­saram e introduziram, electro­nicamente, no sistema de ges­tão dos recursos humanos das instituições públicas.

Afirmou igualmente que durante o processamento elec­trónico de informação há o risco de alguns dados serem integrados erradamente na platafor­ma. Essa é uma das coisas que, segundo explicou Mabumo, auditoria vai apurar, daí a sua pertinência.

“A ideia é mesmo detectar e sanar os erros que possam ter decorrido da implementação deste instrumento, porque não se pode prejudicar funcionários e agentes do Estado”, elucidou.

Apontou que a auditoria vai ajudar o Governo na busca de soluções mais adequadas para corrigir possíveis inconformi­dades que possam ser detecta­das, nas quais se destacam, por exemplo, os enquadramentos desajustados, olhando para os critérios aprovados por lei.

Não obstante tratar-se de um procedimento digital, o Inspector-geral de Finanças reconhece que o cometimento de riscos não está, à partida, liminarmente afastado, reduzindo apenas ao máximo o risco de falhas.

“Normalmente acontecem erros de controlo de gestão, que é pensarmos que, com a intro­dução de plataformas electróni­cas, temos que ficar relaxados porque estará tudo resolvido. Mas não é bem assim, pois existe o risco do factor humano, uma vez que quem vai introduzir os dados sobre a implementação da TSU os gestores dos recursos humanos”, disse.

No sentido, como o risco de transposição de dados duran­te o processo de implementação é elevado, a auditoria visa ainda, segundo Mabumo, verificar a sua conformidade legal.

No encontro com as comis­sões especializadas, estiveram presentes os ministros que su­perintendem a implementação da TSU, nomeadamente Max Tonela, da Economia e Finanças, e Ana Comoana, da Administra­ção Estatal e Função Pública.