Sunday, April 5, 2026
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Governo considera a possibilidade de concessionar a EN7

A Estrada Nacional Número Sete tem duas portagens, uma na zona de Pingue Sul, distrito de Vanduzi, e outra em Báruè. No entanto, a manutenção da via tem sido deficitária, por isso está esburacada.

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Carlos Mesquita, visitou, na tarde de domingo, a província de Manica para ver a situação da via. “Estamos a tentar ver, junto dos parceiros, se conseguimos mobilizar fundos necessários para fazer uma intervenção em toda a extensão da EN7 e pode ser feita atendendo à mobilização ou até mesmo fazer a concessão da estrada”, disse Carlos Mesquita, ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.

Mesquita explicou que os trabalhos vão continuar para garantir que os carros circulem em segurança na via. “Uma avaliação do terreno, estudar melhor este troço alternativo através do município, onde temos lá duas ‘pontecas’ que precisam de ser melhoradas em termos de capacidade para suportar tráfego pesado, isso para além de se criar um desvio neste local, que podemos depois interferir com propriedades privadas, então achamos que ficamos a ganhar com essa forma”, esclareceu Mesquita.

Lembre-se que a EN7 esteve interrompida, na semana passada, na sequência da chuva, cortando a ligação entre Manica e Tete.

Em relação ao aviso emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia, dando conta da situação de evolução do ciclone tropical intenso, denominado Freddy, que continua a fazer o seu movimento em direcção à Costa Leste de Madagáscar, prevendo-se que o seu epicentro alcance a região continental do país, a partir do dia 23 deste mês, o ministro Mesquita apela à população para que esteja atenta às informações oficiais.

CTA e DINATUR discutem regulamento de empreendimentos turísticos

Dentre vários aspectos, as inquietações do sector privado residem essencialmente no artigo 135 referente a regularização dos alvarás e registo de gestores.

De acordo com o número 2 do artigo 135, “Findo o prazo referido no número anterior (180 dias) caducam todos os alvarás emitidos ao abrigo da legislação anterior” e o número 3 do mesmo artigo refere que “O disposto nos números anteriores aplica-se também para os certificados dos gestores”. Perante as inquietações do sector privado, o Pelouro de Turismo da CTA solicitou esclarecimento.

Em resposta, a DINATUR esclareceu que dentro de 180 dias contados a partir da publicação deste Decreto, os alvarás serão actualizados sem incorrer a taxa, findo este prazo, os mesmos serão dados como caducados e a sua regularização será mediante o pagamento das taxas devidas ao Estado.

Para além deste assunto, no encontro foi ainda abordado o processo em curso da revisão do Decreto nº 53/2015, de 31 de Dezembro que versa sobre as Agências de Viagens e Turismo e de Profissionais de Informação Turística, a Implementação da Taxa de Turismo e a Matriz de DPP.

A terminar o encontro, as duas partes acordaram a necessidade destes encontros realizarem-se regularmente, propondo-se que tenham lugar duas vezes ao mês.

Canadá financia empoderamento económico das mulheres moçambicanas

A iniciativa, em implementação desde 2020, nos distritos de Marracuene e Manhiça, na província de Maputo; e Chókwè, Guijá e Manjacaze, em Gaza, vai abranger duas mil e quinhentas mulheres e quinhentos homens, até 2026.

Para o efeito, o governo do Canadá desembolsou dezassete milhões de dólares canadianos, o equivalente a cerca de 800 milhões de meticais para financiar projectos de rendimento na área da agricultura.

Esta informação foi dada a conhecer pelo Director de Operações da Sociedade de Cooperação pelo Desenvolvimento Internacional do Canadá, durante a visita que a Embaixadora do Canadá efectuou ontem, àquele projecto, em Marracuene.

Rui Vasco faz uma avaliação positiva do projecto, que conta, até ao momento, com cerca de mil beneficiários.

Já o Administrador de Marracuene, Shafee Sidat, diz que esta iniciativa contribui para a melhoria das condições de vida da população, com destaque para as mulheres.

Mudanças climáticas e terrorismo comprometem a produção agrícola no país

Falando, ontem, no final da trigésima sexta Cimeira dos Chefes de Estado e de governo da União Africana, Verónica Macamo citou como exemplo, o nosso País, tendo reafirmado que em algumas zonas não está ser possível produzir alimentos devido as acções de grupos terroristas.

Por outro lado, numa altura em que Moçambique alimentava esperanças de uma campanha agrícola produtiva, maior parte das culturas foram arrastadas pela força das águas decorrentes da chuva intensa, aliada a subida dos caudais das bacias hidrográficas.

E para se acabar com a pobreza, os governos africanos devem trabalhar na investigação, procurando mecanismos de incrementar a produção e reduzir os índices de desnutrição em meio aos desafios das mudanças climáticas e conflitos em África. Essa é opinião da comissária da União Africana para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente, Josefa Sakco.

Com a duração de dois dias, a cimeira da União africana terminou ontem, num dia em que Moçambique fez a sua comunicação na qual reafirmou o seu comprometimento com o diálogo, reconciliação nacional e aprofundamento da democracia.

Uma avaliação sobre o acesso aos serviços de seguros em Moçambique

Visão geral do país e os padrões demográficos

Moçambique está localizado na costa leste da África Austral e faz fronteira com as Repúblicas da África do Sul e Eswatini, no Sul, da Tanzânia e do Malawi, no Norte e da Zâmbia e Zimbábwe no Centro. A leste, o país é banhado pelo Oceano Índico ao longo de uma costa que se estende por 2.470 quilómetros (km). Com extensão territorial de cerca de 799.380 km2, cerca de 70% corresponde à área terrestre e, desta, mais de 45% é arável.

As projecções do mais recente censo demográfico e de habitação realizados pelo INE indicam que, em 2022, o país possuía cerca de 31,6 milhões de habitantes, com uma idade mediana de menos de 18 anos. O padrão de distribuição da população entre as 11 províncias é muito heterogéneo, com três províncias (Nampula, Zambézia e Tete) a albergarem quase metade da população (mais de 15 milhões de habitantes), como mostra a tabela 1.

A tabela 1 mostra, igualmente, que  65,5% da população (mais de 20 milhões de habitantes) vivem nas zonas rurais e apenas 34,5% vivem nas zonas urbanas, nas cidades capitais e vilas municipais. A estrutura da população por sexo mostra haver mais mulheres que homens em todos os domínios espaciais. Para 2022,  o número de mulheres esteve em mais de 1 milhão acima dos homens.

A taxa de analfabetismo, que corresponde à percentagem da população de 15 anos ou mais que não sabe ler nem escrever, tem vindo a diminuir ao longo do tempo. O INE estimou que entre 2019/20, apenas 39,9% da população não sabiam ler e nem escrever, contra os cerca de 50,4% apurados em 2007[1]. Apesar desta expressiva redução, o analfabetismo mantém-se substancialmente elevado nas zonas rurais, onde se estima que um pouco mais da metade da população é analfabeta (52,3%).

A pobreza é igualmente um fenómeno estrutural em Moçambique. Embora os resultados das avaliações nacionais da pobreza realizadas no país mostrarem que, de uma maneira geral, a pobreza tendeu a reduzir nos últimos 20 anos[2], cerca de 46,1% da população ainda é considerada pobre, conforme os dados da quarta avaliação nacional de pobreza de 2014/15. Comparando os dados da incidência da pobreza com os das taxas de analfabetismo, é possível estabelecer uma correlação positiva forte entre a pobreza e a educação. Do quadro 1, nota-se claramente que as províncias com altas taxas de analfabetismo tendem a apresentar índices altos de incidência da pobreza, com expceção da província de Gaza que, apesar de apresentar níveis de analfabetismo baixos (na casa dos 26,1% — terceiro melhor classificado ao nível nacional), foi a quarta província mais pobre do país com uma taxa de incidência de pobreza estimada em 52,1%.


[1] Resultados do terceiro Recenseamento Nacional da População e Habitação (III RGPH 2007)

[2] Primeira avaliação: IOF 1996/97 (69,7%). Segunda avaliação: IOF 2002/03 (52,8%); Terceira avaliação: IOF 2008/09 (51,7%); e Quarta avaliação: 2014/15 (46,1%). Entre parênteses as taxas de incidência da pobreza com base no consumo.

Leia a pesquisa na integra no ficheiro abaixo:

Por: Simão Djedje, Editor e Jornalista.

FMI considera as decisões de política monetária um Instrumentos de estabilidade macroeconómica

Sobre as taxas de juro, o representante residente do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Moçambique, Alexis Mayer, afirmou que o empresariado nacional tem de ver a política monetária como um instrumento para salvaguardar o valor do metical e a estabilidade macroeconómica.

“A questão das taxas de juro tem sido debatida sempre, e tenho respondido que esta é formada por uma série de condições. A política monetária de um banco central sério baseia-se nos seguintes factores: níveis de endividamento, risco soberano, estrutura populacional e riscos financeiros de um país”, disse Alexis Mayer. E continuou: “depois disso, há questões conjunturais, como as questões de riscos inflacionários e, num país pequeno com um nível de endividamento alto, a política monetária também é um instrumento para trazer estabilidade. Logo, tem de se ver a política monetária neste contexto global, de salvaguardar o valor do metical e a estabilidade macroeconómica”.

Alexis Mayer referiu ainda que “às vezes, ouvimos que a política monetária deveria ser mais baixa, mas se os juros fossem mais baixos do que o necessário para manter a estabilidade do metical, nós teríamos a ‘não estabilidade do metical’, teríamos uma desvalorização alta e isso certamente traria constrangimentos fortes para o empresariado”, disse, para depois lembrar que “a estabilidade vem com um custo, essa é a realidade, não há desvio possível. Alguns países com governos populistas tentam reverter essa lógica, mas depois ‘queimam-se’”.

Durante o evento, o representante do FMI avançou que Moçambique registou um crescimento robusto nas últimas duas décadas e apontou o desempenho da agricultura e serviços e o investimento privado no sector extractivo como sendo os principais determinantes do crescimento.

O diplomata do FMI observou, porém, que esse crescimento tem vindo a arrefecer e a pobreza e as desigualdades continuam elevadas.

Com mais de 150 participantes, o Breakfast on Economics And Business da Associação do Comércio, Indústria e Serviços contou também com as intervenções da Bolsa de Valores de Moçambique e do Moza Banco, que apresentarem soluções do mercado de capitais e linhas de financiamento disponíveis para as empresas.

O evento juntou vários actores relevantes no desenvolvimento do País, com destaque para representantes do sector público, agências de apoio ao desenvolvimento do sector privado, instituições diplomáticas, entre outros.

Diário Economico

 

Vodacom aterra o cabo submarino 2Africa em Maputo

Aterrou em Maputo, o maior sistema de cabos submarinos do mundo. Trata- se do cabo submarino 2Africa, e é o primeiro-cabo submarino a aterrar no país, o qual promete maior capacidade de Internet e aceleração da conectividade, apoiando a crescente economia digital em Moçambique.

A aterragem de Maputo é a quarta do projecto 2Africa, após duas aterragens recentes no Cabo Ocidental, pela MTN GlobalConnect. A Vodacom é o parceiro designado para a aterragem, fornecendo infra-estruturas para a instalação do cabo num local já existente, na área do Porto de Maputo.

O Consórcio 2Africa inclui oito parceiros internacionais, nomeadamente, China Mobile International, Meta (Facebook), MTN GlobalConnect, Orange, center3 (stc), Telecom Egypt, Vodafone/Vodacom e WIOCC, que se associaram para construir o 2Africa.

Lançado em Maio de 2022, o projecto de cabo submarino visa aumentar significativamente a capacidade, qualidade e disponibilidade de conectividade de internet entre África e o resto do mundo.

“A aterragem do cabo submarino 2Africa vem reafirmar o compromisso da Vodacom de impulsionar a inclusão digital em Moçambique e no continente africano, aumentando o acesso a serviços de Internet de qualidade e investindo na infra-estrutura de rede”, disse o presidente do conselho de administração da Vodacom, Nuno Quelhas durante o acto de lançamento do cabo submarino do projecto 2Africa nas proximidades da praia da Costa do Sol, cidade de Maputo.

Quelhas diz ainda que a aterragem do cabo submarino 2Africa vem reafirmar o compromisso da Vodacom de impulsionar a inclusão digital em Moçambique e no continente africano, aumentando o acesso a serviços de Internet de qualidade e investindo na infra-estrutura de rede.

Por seu torno, o director geral da Vodacom, Simon Karikari, disse que o cabo 2Africa confirma o compromisso da Vodacom em impulsionar a inclusão digital em África, aumentando o acesso a serviços de Internet de qualidade e investindo na infra-estrutura de rede, para apoiar este objectivo.

Através da aterragem do cabo 2Africa em Maputo, os fornecedores de serviços poderão obter capacidade numa base justa e equitativa, encorajando e apoiando o desenvolvimento de um ecossistema saudável nos serviços de Internet.

A conectividade internacional directa poderá, então, ser fornecida a centros de dados, empresas e clientes grossistas. Uma vez implantado o sistema de cabo de fibra óptica, as empresas e os consumidores beneficiarão de uma melhor qualidade, fiabilidade e menor latência para os serviços de Internet, incluindo o teletrabalho, a transmissão de vídeos de alta-definição, bem como aplicações multimédia e de vídeo móvel avançadas.

Segundo Simon Karikari, a aterragem do sistema de cabo de fibra óptica oferecerá, também, o potencial para a tão necessária criação de empregos regionais em sectores que dependem da conectividade internacional directa, tais como centros de dados, centros de chamadas e desenvolvimento de software. Esta oportunidade de emprego pode ajudar a contribuir para o desenvolvimento socioeconómico local e nacional.

O projecto 2Africa sustenta um crescimento adicional de 4G, 5G e acesso fixo de banda larga, fornecendo melhor conectividade a zonas mal servidas e rurais, assim como resiliência da rede. Como portal de entrada para a conectividade internacional, a aterragem do cabo de fibra óptica ajudará a desenvolver as redes de telecomunicações em todas as províncias.

Os sistemas de cabos submarinos que fornecem as redes internacionais entre continentes e países são parte integrante da cadeia de valor da conectividade e aumentam a capacidade da Internet em satisfazer as exigências actuais e futuras da crescente digitalização em África, enquanto catalisam o crescimento económico.

Num estudo de RTI, prevê-se que o cabo 2Africa estimule um impacto económico de 26,2 a 36,9 mil milhões de dólares, equivalente a 0,42-0,58% do PIB africano, dentro de dois a três anos após a sua entrada em funcionamento.

O director geral da Vodacom disse ainda que este sistema de cabo submarino de fibra óptica, permite a mais comunidades acederem a recursos em linha transformadores, desde educação e cuidados de saúde a empregos e serviços financeiros, bem como a experimentarem os benefícios económicos e sociais da conectividade sem descontinuidades.

Noruega e Suécia vão apoiar acesso à energia a 2,2 milhões de moçambicanos

Nesta segunda fase do Proenergia serão efectuadas 400 000 novas ligações, através da Rede Eléctrica Nacional (On Grid) e outras 90 000 por via de sistemas isolados (Off Grid), dando acesso à energia sustentável a um total de 2,2 milhões de pessoas.

Neste processo, mais de 200 000 famílias, ou cerca de um milhão de pessoas, passarão a ter acesso à energia, através de soluções de energia renováveis, com benefícios adicionais do ponto de vista ambiental. Nesta fase, a Noruega e a Suécia vão contribuir com 17,5 milhões e 16 milhões de dólares, respectivamente.

Este financiamento soma-se aos montantes disponibilizados na Fase I, elevando o financiamento total dos dois países nórdicos ao Programa “Energia Para Todos” para cerca de 65 milhões de dólares.

Refira-se que, na Fase I do Programa “Energia Para Todos”, lançado em 2018 e implementado entre os anos 2019 e 2022, foram executadas ligações a mais de um milhão de residências e outras 983 a instalações públicas, tais como escolas e centros de saúde. Deste total, a ligação a 360 000 residências e 30 instalações públicas foi feita com fundos dos parceiros de cooperação, no âmbito do Proenergia, perfazendo um total de 5,2 milhões de beneficiários.

A assinatura dos acordos de financiamento para a Fase II do Proenergia foi realizada pelos embaixadores da Noruega, Haakon Gram-johannessen, e da Suécia, Mette Sunnergren. A cerimónia contou com a presença do ministro dos Recursos Minerais e Energia, Carlos Zacarias, em representação do Governo de Moçambique. Também marcaram presença no evento a líder do Programa de Infra-estruturas do Banco Mundial, Zayra Romo, o presidente do Conselho da Administração da Electricidade de Moçambique, Marcelino Gildo Alberto, e outros convidados.

Na ocasião, o embaixador norueguês, Haakon Gram-johannessen, disse que “a energia está no centro do desenvolvimento, permitindo a prestação de serviços sociais, o crescimento económico e a redução da pobreza. Apesar dos grandes progressos na expansão do acesso à energia para a população moçambicana, ainda há muito a fazer. A Noruega orgulha-se de poder reforçar o seu apoio à iniciativa “Energia Para Todos”, que visa alcançar o acesso à electricidade para todos em Moçambique até 2030”.

Por seu turno, a embaixadora sueca, Mette Sunnergren, sublinhou que a “Suécia considera o acesso à energia vital para todos os tipos de desenvolvimento e, por isso, estamos felizes em contribuir com o programa Energia Para Todos para que ninguém fique para trás”.

O ministro Carlos Zacarias referiu que este financiamento vai dar “continuidade de implementação do Programa Energia Para Todos nos próximos três anos, garantindo que não haja disrupções nos trabalhos de iluminação do país, numa altura em que muitos moçambicanos estão expectantes por usufruir dos benefícios da energia nas suas vidas”.

Para esta Fase II, está já em curso o processo de licitação para selecção das empresas que fornecerão os materiais, incluindo empreiteiros e fiscais de obras. (O Pais Economico)

Sector privado defende a operacionalização dos tribunais marítimos

O CFJJ tem o papel de formar os quadros que irão operacionalizar os Tribunais Marítimos e, para o efeito, conta com o apoio do Governo Francês.
O Presidente do Conselho Empresarial Nacional (CEN) da CTA e da Associação dos Operadores Portuários de Moçambique (AOPM), Fernando Couto, referiu que os operadores privados sentem que os Tribunais Comerciais não têm competências técnicas necessárias para dirimir casos que surgem dos negócios marítimos, gerando problemas de falta de segurança jurídica, algo fundamental para que as operações comerciais se realizem. Por isso, o Sector Privado vê com agrado esta iniciativa do Governo em retomar os Tribunais Marítimos.
Os operadores internacionais querem encontrar os mesmos regimes jurídicos. Assim, o quadro jurídico marítimo de Moçambique deve ser alinhado com o padrão internacional, incluindo as convenções internacionais.
Os três principais portos nacionais, Maputo, Beira e Nacala, estão num regime de concessão, e recebem cerca de 90% dos navios que vêm para Moçambique, bem como 90% de carga marítima de todo o País. Entretanto, Moçambique não tem nenhum navio de bandeira moçambicana.
Deu exemplo do recente caso de Nacala, que resulta dessa capacidade dos magistrados em dirimir casos marítimos. Assim, o Tribunal Aduaneiro tomou uma decisão de confiscação de navios, algo ilegal. Por isso, como CTA, em representação do Sector Privado, olha para a implementação dos Tribunais Marítimos com capacidade como sendo importantes para o futuro.
O CFJJ referiu que a formação irá incluir aspectos sobre como se aplicam as convenções marítimas. Sendo a França um país com grande tradição nos conhecimentos jurídicos marítimos, a sua contribuição trará mais-valia na formação de quadros competentes em Moçambique.

Sasol entrega unidade móvel de formação profissional em Govuro

Trata-se de uma Unidade Móvel Mista de Electricidade e Canalização, com capacidade para 32 formandos em simultâneo, sendo 16 Electricidade e outros 16 de Canalização, equipada com ferramentas para aulas práticas, um gerador e painéis solares sobre a unidade que proporcionam uma fonte de corrente eléctrica independente.

A Unidade Móvel faz parte dos Acordos de Desenvolvimento Local (ADL), no âmbito da componente de Desenvolvimento Económico, que está a ser implementada pela GIZ, que inclui o projecto de “Acesso à Emprego e Competências para o Desenvolvimento”, que tem como um dos objectivos, a formação de jovens locais através de Unidades Móveis.

Na ocasião, o Vice-Presidente e Director da Sasol em Moçambique, Ovídio Rodolfo, sublinhou que a educação é uma das prioridades do nosso Programa de Responsabilidade Social, sobretudo o ensino profissional, porque desempenha um papel fundamental na qualificação dos jovens, para o mercado de trabalho. “Continuaremos a trabalhar com o Governo e com todos os parceiros, a todos os níveis, para continuar a criar valor comum e bem-estar das comunidades,” afirmou.

A parceria com o IFPELAC iniciou em 2015 e desde então, a Sasol financiou a formação técnico-profissional de cerca de 500 jovens oriundos dos Distritos de Govuro, Inhassoro, Vilankulo, Mabote e Massinga na Província de Inhambane.