Thursday, June 18, 2026
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ExxonMobil interessada em regressar ao projecto de GNL

De acordo com o site FurtherAfrica, citado pelo Diário Economico os dados técnicos do documento apelam à concepção e construção de uma fábrica de GNL para processar 18 milhões de toneladas por ano, um aumento significativo da capacidade original do projeto de 15,2 milhões de toneladas.

O bloco Área 4 é operado pela Rovuma Venture SpA (70% – ExxonMobil, ENI Spa, e CNPC) ENH (10%) KOGAS (10%), e Galp (10%). Os consideráveis ​​volumes de gás inicialmente existentes (GIIP) identificados na Área 4 da bacia do Rovuma funcionaram-no como uma das regiões mais relevantes do mundo para o futuro da produção de gás natural.

O mesmo site, avançou na sua mais recente publicação, que o conflito na Ucrânia, entre outros fatores, parece estar a experimentar uma corrida para o gás natural moçambicano, como solução favorita para a segurança energética e a transição energética.

Segundo um relatório de inteligência de mercado e tendência competitiva sobre o “Mercado do GNL” da Maximize Market research, uma empresa global de consultoria empresarial de Energia, espera-se que o mercado do GNL assista a uma taxa de crescimento significativa durante o período previsto , fornecendo infra-estruturas relevantes aos países em desenvolvimento, incluindo Moçambique.

O anúncio da Exxon segue-se ao início das operações da plataforma flutuante de GNL Coral Sul da ENI em novembro passado e à declaração da TotalEnergies no mês passado que está a considerar reiniciar o seu projeto de GNL na província de Cabo Delgado.

Ambos os projetos TotalEnergies e ExxonMobil foram suspensos há dois anos, na sequência de um ataque de insurgentes ao distrito de Palma, mas nos últimos seis meses, uma coligação de tropas do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) ajudou como forças moçambicanas a libertar a área e trazer de volta a sua população.

No início deste mês, Victoria Kwakwa, vice-presidente do Banco Mundial para a África Oriental e Austral, avaliou positivamente o regresso da vida às ruas de Palma e Mocímboa da Praia, juntamente com os projectos de gás, durante uma visita a Cabo Delgado, Moçambique.

Moçambique está a dar fortes sinais de recuperação de um período de 6 anos de turbulência económica e, apesar dos fortes desafios internos, a Fitch prevê que a economia cresça 6,55 este ano.

Absa bank é o parceiro Honorífico do Prémio das Indústrias Culturais e Criativas

A iniciativa faz parte do rol de acções desenvolvidas pelo Ministério da Cultura e Turismo, através do INICC IP, em parceria com o Absa Bank Moçambique, que consiste na premiação de artistas e individualidades singulares e colectivas que têm impactado a cultura moçambicana a nível nacional e na diáspora.

Na prática, o banco tornar-se-á parceiro Honorífico do Prémio das Indústrias Culturais e Criativas de Moçambique, posicionando-se como catalisador na promoção da indústria criativa local, bem como um intermediário no apoio a iniciativas que fomentem o desenvolvimento de projectos empreendedores ligados às indústrias culturais e criativas, enquanto promove, simultaneamente, o trabalho de jovens artistas.

O acordo foi firmado no dia 16 de Março de 2023 com a assinatura de um Memorando de Entendimento que terá a duração de 2 anos.

Pedro Carvalho, Administrador-Delegado do Absa Bank Moçambique, disse que  ‘’a arte e a cultura nacional estão no nosso DNA. Desde a música, à pintura ou escultura, temos apoiado o sector como forma de impulsionar e valorizar o que de melhor temos no nosso País. É importante para nós que possamos impulsionar os novos talentos e ajudá-los a desenvolverem a sua arte trazendo real valor à nossa sociedade de uma forma sustentável. Esta parceria que hoje firmamos demonstra mais uma vez, o nosso compromisso. A criatividade alimenta a alma e só num ambiente rico em iniciativas culturais é que pode existir crescimento sócio-económico.’’

De salientar que o Absa Bank Moçambique tem se afirmado como um parceiro consistente na promoção e no apoio ao sector cultural local tendo já contribuído para a realização de diversos projectos relacionados à moda, música e artes visuais.

ONU oferece apoio as vitimas do Ciclone Freddy em Moçambique

O anúncio foi feito pelo porta-voz do secretário-geral da ONU nesta quinta-feira, 16 de Março, em Nova Iorque, na sua conferência de imprensa diária.

Citado pelo Voz de América (VOA), Stephane Dujarric acrescentou que, além dessa ajuda, os “nossos parceiros continuam a trabalhar em estreita colaboração com as autoridades para ajudar cerca de 49 mil deslocados que procuram segurança em quase 140 centros de acomodação”.

Ainda segundo Dujarric, no Maláui, que contabiliza quase 300 mortos até agora, a coordenadora residente da ONU, Rebecca Adda-Dontoh, está a visitar as zonas afectadas pelas cheias e apelou à comunidade internacional para aumentar a sua solidariedade para com as pessoas afectadas pelo ciclone.

O Programa Alimentar Mundial disponibilizou mais capacidade adicional de busca e resgate, que chegou já a 200 pessoas.

“As operações, no entanto, foram prejudicadas pelo clima difícil. Estamos a enfrentar também alguns desafios para procedermos à entrega de suprimentos”, afirmou o porta-voz do secretário-geral da ONU.

Com mais de 88 mil pessoas deslocadas pelas enchentes em 165 locais temporários, no Maláui, Stephane Dujarric concluiu que a ONU está a “trabalhar para aumentar a assistência e acesso às áreas, fornecendo alimentos, tendas, cobertores, água, saneamento e suprimentos de higiene”.

O Freddy passou duas vezes por Moçambique e, no total, nas províncias da Zambézia, Nampula, Tete e Niassa, 253 mil pessoas foram afectadas, das quais 150 mil na Zambézia, onde a tempestade deixou 53 mortos, segundo a mais recente actualização das autoridades.

Isenção de vistos vai dinamizar negócios em Moçambique diz a CTA

“O sector do turismo em Moçambique sente-se acarinhado com esta medida. Ajuda na retomada pós-covid e dinamiza o setor”, disse à Lusa o presidente da CTA para o pelouro do Turismo, Mohammad Abdula.

Os países escolhidos têm tradição de visitar Moçambique, pelo que terão mais apetência de se deslocar ao país africano e atrair mais pessoas, acrescentou.

“Este tipo de medidas [isenção de visto] é difícil de tomar” pelo que “30 dias é mais do que suficiente para o turismo e para visita de negócios”, referiu, quanto ao prazo.

Sobre entraves geralmente reportados nos pontos de entrada no país – associados à pequena corrupção feita por agentes fronteiriços -, Mohammad Abdula mostra-se “optimista” quanto ao seu debelar, destacando que a medida resulta de um “compromisso ao mais alto nível”.

“Como em tudo, quando criamos um novo mecanismo ou uma nova facilidade, há desafios, mas com coordenação estamos cientes de que serão ultrapassados”, frisou.

Por outro lado, os operadores do setor do turismo vão “monitorizar” a implementação da medida, porque estão entre os principais beneficiários.

O Governo decidiu esta semana dar isenção de visto a cidadãos de 28 países, incluindo Portugal, no âmbito das medidas de estímulo económico.

​​​​​​​A medida aguarda publicação oficial.

Além de Portugal, a lista aprovada inclui Bélgica, Canadá, China, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Gana, Indonésia, Israel, Itália, Costa do Marfim, Japão, Países Baixos, Noruega, Rússia, Arábia Saudita, Senegal, Singapura, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Ucrânia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos da América.

EuroCam comenta sobre os países insetos da necessidade de vistos em Moçambique

A Eurocam acompanha com satisfação a aprovação de medidas no âmbito da implementação do Pacote de Medidas de Aceleração Económica (PAE), desde o anúncio do PAE por Sua Excelência Filipe Jacinto Nyusi, Presidente da República a 9 de Agosto de 2022. O Governo de Moçambique introduziu um conjunto de medidas cuja implementação efectiva vai contribuir para melhorar o desempenho económico do pais.
A aprovação das Leis de Trabalho e de Investimento Privado pela Assembleia de República, é aguardada com alguma expectativa pelos investidores europeus, pois, acomodam um conjunto de medidas progressivas que aumentam a atractividade de Moçambique como destino para os investidores.
A lista de países isentos de visto, inclui 10 países membros das União Europeia. Destes, 7 são membros da Eurocam. A EuroCam congratula o Governo por isentar os países europeus da apresentação de vistos. Contudo, está preocupada e lamenta a exclusão da lista dos países abrangidos pela medida, de vários países europeus, particularmente a Irlanda, a Grécia e Chipre, membros efectivos da Eurocam.
Estes países, possuem investimentos importantes em Moçambique que contribuem para a balança de pagamentos, diversificação da produção industrial e geração de emprego. A Eurocam exorta as autoridades para que considerem, num futuro próximo, o alargamento da lista dos países isentos de visto, por forma a abranger os restantes membros das União Europeia.
Moçambique precisa de Investimento Directo Estrangeiro robustecer a sua economia e esta medida vai no sentido certo, mas o seu sucesso dependerá de outras medidas para a desburocratização da administração pública continua um desafio, para o que a digitalização de apresenta como uma enorme oportunidade.
Estamos certos de que esta medida vai um surtir efeitos positivos na economia, na medida em que, dos cerca de 448 milhões, mais de 300 milhões de cidadãos da UE e cerca de 25 milhões de Pequenas e Médias Empresas que criam mais de 100 milhões de postos de trabalho, vão poder possam escalar Moçambique e estabelecer parcerias com empresas moçambicanas, impactando positivamente o turismo, a economia local e as PMEs.

CNFC reunida em Iª sessão extraordinária da comissão directiva

A Sessão serviu para fazer a segurança e acompanhamento do Cronograma da implementação do Projeto de Gestão Coordenada de Fronteiras; Ponto de situação da integração do Ministério da Saúde – MISAU e Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural – MADER, na Janela Única Eletrônica; Balanço; Apresentação da Imagem Corporativa do Comité Nacional de Facilitação do Comércio.

Falando na ocasião, o Director Nacional do Comércio Externo, Claire Zimba disse que o Comité faz um balanço positivo do desempenho no exercício de 2022, com uma execução acima de 90 por cento. Parte das acções intensificadas, o destaque vai para a mitigação de medidas com vista a inibição do desembaraço de mercadorias, a entrada do MISAU e MADER na Janela Única Electrónica; processo de Facilitação do comércio ao longo do Corredor da Beira, eliminando as Barreiras que afectam os importadores e exportadores; O Cronograma efectivo sobre o processo coordenado de Fronteiras e modelo de desembaraço de Mercadorias, entre outros.

O CNFC se reúne duas vezes ao ano e tem na sua estrutura, os órgãos de Direcção Estratégica, a Comissão Directiva, presidida pelo Ministro da Indústria e Comércio e composta pela Presidente da Autoridade Tributária, Presidente da Confederação das Associações Económicas – CTA, Presidente da Comissão Técnica e conta com convidados permanentes, em função da matéria, quadros dos Ministérios da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Saúde, Mar Águas Interiores e Pescas, Transportes e Comunicações, Indústria e Comércio, Interior e parceiros de Cooperação.

ONU preocupada com os danos causados pelo ciclone tropical Freddy

Nesta sua segunda passagem pelo país, o fenômeno causa danos humanos e materiais, desde mortes, feridos, deslocamentos e destruições de infra-estruturas sócio-econômicas nas províncias de Zambézia, Sofala, Nampula e Manica

Na sessão de ontem do Conselho de Segurança das Nações Unidas, presidida, este mês, por Moçambique, os intervenientes manifestaram profundo pesar para com as vítimas, não só no nosso país, como também no vizinho Malawi.

Para além de apresentar a mensagem de solidariedade, o representante no Gana, no Conselho de Segurança da ONU e embaixador do país, nas Nações Unidas, Harold Agyeman, defendeu a mobilização de apoio internacional para atender a situação de emergência em Moçambique e Malawi.

Quase todos os outros representantes do Conselho de Segurança da ONU foram unânimes, no apoio a Moçambique e Malawi, devido ao ciclone tropical Freddy, num dia em que o órgão debateu a situação no Sudão do Sul e no Iémen.

Conselho Empresarial de Cabo Delgado protesta contra exclusão nos projectos de reconstrução

Segundo Mamudo Irache, presidente do Conselho Empresarial de Cabo Delgado, citado pelo jornal Notícias e citando a AIM, a reclamação surge numa altura em que muitos empresários desta província esperavam a recuperação económica, depois de terem sofrido pesadas perdas durante a ataques terroristas.

“Informaram-nos sobre o lançamento dos concursos públicos e temos participado. Mas, estranhamente, nenhuma empresa de Cabo Delgado ganhou e, pior ainda, nem nos dizem porquê. Até para a reabilitação das casas de banho estão a contratar empresas de fora de Cabo Delgado”, disse Irache.

Segundo os empresários de Cabo Delgado, em parte já começam a acreditar que as agências envolvidas têm uma agenda para os prejudicar.

“Não deviam falar em falta de capacidade, sobretudo na construção civil”, disse. “Não faz sentido, pois as nossas empresas de engenharia sempre tiveram um papel de destaque nas grandes obras do Estado na província.”

Do Irache acredita que as exigências exigidas pelas agências internacionais são proibitivas, principalmente para empresas que estão se recuperando da crise.

“Havia a necessidade de certificar as empresas e realizámos trabalhos que permitiram a participação de onze empresas locais nos concursos, mas nenhuma dessas empresas nunca ganhou o concurso”, explicou.

Banco Mundial formaliza financiamento à reabilitação da EN1

O acordo foi assinado pela vice-presidente regional do Banco Mundial para a
África Oriental e Austral, Victória Kwakwa e o ministro moçambicano da
Economia e Finanças, Max Tonela.

O projeto visa melhorar a conectividade, segurança e resiliência ambiental do
sistema rodoviário e desenvolver a inclusão social, além de tornar as estradas
seguras para uma melhor integração econômica em Moçambique.

Segundo o ministro das Obras Públicas, Carlos Mesquita, que presenciou a
cerimónia, o troço da EN1 em pior estado tem cerca de 1.050 quilómetros (KM),
numa extensão total de 2.600 quilómetros.

“O projeto terá duração de 10 anos, sendo dois anos de construção e oito anos de
manutenção. De acordo com a identificação dos troços registados ao longo
de toda a extensão da N1, cada troço tem o respetivo custo e duração”, referiu o
ministro.

Na fase 1, a intervenção incidirá em 508 quilómetros, dos 1.050 quilómetros
considerados críticos. Inclui os troços Inchope-Gorongosa, na província central de
Sofala, Chimuara-Nicoadala (na Zambézia) e Metoro-Pemba (em Cabo Delgado).

“Depois de terminada a fase 1, segue-se-á imediatamente a fase 2, que
compreende o troço rio Lúrio-Metoro (Cabo Delgado); o troço do rio Save até
Muchungwè e Muchungwe até Inchope (ambos em Sofala). A Fase 3, inclui o
troço do rio Pambara a Save (na província de Inhambane)”, disse.

Por sua vez, Victória Kwakwa afirmou que o programa visa reabilitar troços
críticos para acelerar a conectividade entre as províncias moçambicanas, de Norte a
Sul.

Nos próximos dez anos, o Banco Mundial, segundo Kwakwa, vai injectar cerca de
850 milhões de dólares para financiar a reabilitação do troço de 1.053 quilómetros
da N1, como forma de apoiar a visão do Governo.

“Em última análise, trata-se dos benefícios que prestam ao povo moçambicano,
sendo que o N1 vai promover a indústria económica, bem como a inclusão dos
muitos que dela dependem.

Mas também sabemos que com as mudanças climáticas temos que construir melhor, garantindo resiliência aos próximos desastres que certamente virão”, finalizou.

Transportadores Moçambicanos pedem proteção diante dos ataques na áfrica do Sul

O pedido foi endereçado pela Comissão das Relações Internacionais, Cooperação e Comunidades (CRICC) da Assembleia da República (AR), em Maputo, durante uma audição parlamentar aos transportadores.

O presidente da Comissão dos Transportadores, Frederico Ambrósio, disse, na ocasião, que a intervenção seria no sentido de garantir escolta às viaturas dos pontos de embarque e desembarque até à fronteira e vice-versa, enquanto se estudam soluções duradouras.

“Assim, a Comissão das Transportadoras Internacionais de Passageiros-Sul do Save espera que os dois governos, uma vez detentores de dados e ferramentas de investigação a nível de tecnologia e recursos humanos, possam pesquisar e trazer soluções”, anotou Ambrósio, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM).

Enquanto isso, a presidente do CRICC da AR, Catarina Dimande, disse que o Parlamento moçambicano tem acompanhado o problema com “muita tristeza e preocupação”.

Na semana passada, a ministra moçambicana do Interior, Arsénia Massingue, defensora na cidade do Cabo, África do Sul, ações coordenadas entre os dois países com vista a acabar com a onda de crimes que, nos últimos tempos, se tem caracterizado por assaltos e incêndios de viaturas de concidadãos nacionais.