Friday, June 19, 2026
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Miguel Proença: A comunicação é essencial para o crescimento dos negócios

Miguel defende que a comunicação começa a partir do relacionamento com os colaboradores que são os clientes internos das empresas:

“A comunicação empresarial são todos os pontos de contacto que a empresa tem com o publico, entretanto o publico não são apenas os clientes, são também considerados os colaboradores, que por outro lado, são os clientes internos e essenciais para que a empresa possa seguir em frente”- Disse.

Questionado sobre como implementar a comunicação de forma correta, para agregar valor ao negocio e rendimentos, Miguel indicou a definição de uma identidade como elemento fundamental:

“É fundamental criar a identidade da marca ou da pessoa, porque a marca  pode ser a própria pessoa que é a partir dela onde criamos os valores da marca, nós não compramos objetos, compramos a identidade, o exemplo da Nike que é uma marca que se estabeleceu no mercado e quando olhamos a marca associamos a um conjunto de valores que nos identificamos” avançou  Miguel.

Miguel é um profissional multifacetado comprometido em contribuir ativamente para que os seus parceiros alcancem os seus resultados através do seu KNOW HOW e das ferramentas de que dispõe.

BCI aborda desafios do jovem empreendedor

Sob o lema “O futuro que queremos”, o evento decorreu de 17 a 18 de Novembro e envolveu centenas de jovens, que buscavam informação especializada e networking, fazendo jus ao carácter único deste fórum, uma referência no associativismo juvenil.

Intervindo num dos painéis de debate, Francisco Costa focalizou os maiores desafios dos jovens empreendedores.

Começou por apontar a habilidade, a ambição, a coragem e a força, como
elementos essenciais para dar o primeiro passo. “Mas é necessário que o jovem empreendedor tenha pelo menos mais quatro características essenciais” – disse, indicando, primeiro, a capacidade de concretização e, segundo, estar disposto a correr riscos. O terceiro elemento apontado é a criação de valor, e em quarto lugar “é preciso ser resiliente, ter capacidade de resistência às dificuldades, aos altos e baixos, ter foco, determinação e não desistir” – disse.

Uma das formas de enfrentar os desafios é ter soluções customizadas, frisou Francisco Costa: “temos de ter mais proximidade e uma maior interação entre as partes”. E prometeu: “o BCI está disponível para analisar, avaliar e encontrar soluções, em conjunto convosco, de financiamento para os projectos”.

Refira-se que o BCI mantém há mais de dez anos uma relação de parceria efectiva com a ANJE, no apoio directo a diversas actividades e projectos desenvolvidos por esta Associação, para quem o Banco revê a missão, entre outras, de congregar os jovens para o papel que lhes pode caber como importantes actores do desenvolvimento do país, através da construção de competências, habilidades e oportunidades para os seus membros, permitindo-lhes iniciar e gerir os seus negócios de forma rentável e sustentável.

Adriano Maleiane convida empresários da Coreia do Sul a investir em Moçambique

O convite foi manifestado esta quarta-feira, em Maputo, pelo primeiro-ministro, Adriano Maleiane, ao seu homólogo da Coreia do Sul, que se encontra de visita ao País.

Adriano Maleiane, que falava aos jornalistas após uma audiência mantida com Han Duck-soo, apontou a Coreia do Sul como uma nação com potencial empresarial para apoiar o programa de industrialização de Moçambique.

Já o primeiro-ministro da Coreia do Sul, Han Duck-soo, destacou que o encontro com Adriano Maleiane serviu para relançar novas janelas de cooperação, benéficas para ambos países.

“Eu e o primeiro-ministro Maleiane tivemos oportunidade de rever a cooperação entre os dois países, e falámos também do facto de esta poder ser benéfica, também e sobretudo, nos domínios da energia, educação, saúde e paz”, informou Han Duck-soo.

A Coreia do Sul já disponibilizou mais de 300 milhões de dólares a Moçambique, em regime de financiamento e donativo, durante os cerca de 30 anos de cooperação.

Economia de Moçambique abranda no terceiro trimestre

“No terceiro trimestre de 2022, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) abrandou para 3,6%, a refletir o fraco desempenho do sector secundário”, lê-se no comunicado da do órgão.

A taxa de crescimento tinha sido de 4,14% no primeiro trimestre, subindo depois para 4,59% no segundo trimestre.

As previsões de crescimento económico para 2023 foram “ligeiramente revistas em baixa”, anunciou o CPMO, mas sem avançar números.

Para o médio prazo, “antevê-se um ligeiro abrandamento da expansão da actividade económica, face à potencial redução da procura externa e das condições financeiras restritivas, incluindo acrescidas dificuldades no acesso aos mercados financeiros internacionais”.

“Entretanto, a nível interno, a implementação dos projectos energéticos continuará a favorecer o crescimento económico”, referiu o órgão.

A economia moçambicana cresceu 2,16% em 2021, e para 2022 o Governo apontou como meta uma subida do PIB de 2,9% prevista no Plano Económico e Social e Orçamento do Estado aprovado pelo Parlamento.

EMOSE ganha contrato para prover seguro contra desastres

“A EMOSE já ganhou e já assinou o contrato com o Estado”, respondeu Langa quando questionado se a empresa havia concorrido para prover o seguro contra desastres. Esta declaração contraria a informação dada na última segunda-feira (29) pela vice-Ministra da Economia e Finanças, segundo a qual ainda não era conhecida a empresa contratada, pois o processo de selecção ainda estava a decorrer.

Falando à margem do encerramento da Conferência Internacional sobre Seguro Soberano contra Desastres, o PCA da EMOSE explicou que o contrato é de três anos e irá funcionar apenas nas estações chuvosas. Acrescentou que o seguro tem um prémio de quatro milhões de USD por época chuvosa, o que corresponderá a 12 milhões de USD em três anos. 

O seguro soberano é estabelecido pelo Governo para proteger pessoas e bens que sofrerem por causa das intempéries. Langa não precisou as margens das indemnizações, mas explicou que “foram estabelecidos índices, quer de accionamento do seguro, quer de indemnizações. Portanto, quando houver razões teremos de indemnizar os afectados até ao limite que for estabelecido. A indemnização é canalizada ao tomador de seguro, neste caso, o Governo e depois vai redistribuir às pessoas e bens afectados”. 

Refira-se que a operacionalização desse seguro, designado “Programa de Gestão do Risco de Desastre e Resiliência” conta com o apoio do Banco Mundial. O Governo também está a preparar outro seguro denominado “Programa de Capacidade Africana de Risco”, em parceria com o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Este seguro terá um prémio de dois milhões de USD.

Após três anos de paralisação, o porto da Mocímboa da praia recebe o primeiro navio

Segundo a Rádio Moçambique (RM), o referido navio, com capacidade para 800 mil toneladas, transportava carga diversa, como combustível, viaturas e tractores.

O governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo, citado pela RM, disse que este marco resulta do restabelecimento da segurança e da confiança dos parceiros para continuar a investir na província de Cabo Delgado.

Por seu turno, o director-geral da TotalEnergies, Maxime Rabilloud, reafirmou que a sua empresa vai continuar a dar apoio ao Governo e ao sector privado no processo de reconstrução da província.

Cabo Delgado é palco de uma insurgência armada desde 2017 com ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

A violência levou a uma resposta militar desde há um ano com apoio do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O conflito já fez um milhão de deslocados, de acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e cerca de quatro mil mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED.

BAD aprova 125 milhões de euros para o programa de modernização da HCB

“O pacote compreende até 100 milhões de euros do Banco Africano de Desenvolvimento e até 25 milhões de euros do Fundo Africa Growing Together”, detalha-se no documento e citado pela Lusa.

A modernização tem como objectivo “prolongar a vida útil da central” da produção hidroeléctrica por mais 25 anos.

O vice-presidente do BAD, Kevin Kariuki, referiu que o reforço de Cahora Bassa “facilitará uma maior integração de fontes de energia renováveis variáveis, tais como a energia solar fotovoltaica e eólica em toda a região”.

Segundo o banco, o empréstimo alinha-se com um dos seus objectivos estratégicos, o de “iluminar e dar energia a África”.

A HCB é apresentada como o maior produtor de energia na África Austral e abastece Moçambique, África do Sul e outros países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

FMI reconhece a resiliência do governo moçambicano pelos índices de crescimento económico

Intervindo durante o Breakfast on economics and business, o representante do FMI em Mocambique, Alexls Mayer , afirmou que apesar dos factores adversos impostos pelo impacto das dívidas não declaradas, pelos ciclones Idai e Kenneth e pelo terrorismo no Norte do País, a estabilidade e a prudência fiscal adoptadas pelo Executivo moçambicano contribuíram em grande escala para a resiliência do crescimento económico.

“Os sectores da agricultura, pesca, indústria extractiva e a recente Exportacao do gas liquilfeito atraves da plataforma em cabo delgado, são factores muito importantes que contribuem para o crescimento económico nacional”, afirmou Meyer.

Na visão do representante do FMI em Moçambique, no próximo ano, “poderá registar um crescimento global em cerca de 5% da taxa do Produto Interno Bruto”.

Breakfast on economics and business, promovido este ano pela Associação de Comércio, Indústria e Serviços (ACIS), decorreu sob o lema “Perspectivas de Recuperação Económica do sector empresarial em 2023”.

 

Projeto ´´Agora Emprega´´ anuncia os vencedores da primeira fase

“Para esta fase nacional da ‘Agora Emprega’ que estamos hoje a lançar, o nosso objectivo é capacitar 3.500 empresas e, dentro destas, financiaremos 500 com um valor global de 750 milhões de meticais já disponíveis”,

Anunciou o Secretário de Estado da Juventude e Emprego, Oswaldo Petersburgo. O governador declarou que “o empreendedorismo, enquanto transformação de ideias em produtos e serviços reais através da redução de custos, flexibilidade de processos, aumento da eficiência e melhoria das condições de vida das pessoas, deve ser utilizado pelos jovens como uma arma no processo de desenvolvimento do País”.

Na mesma ocasião, o Secretário de Estado entregou também cheques aos 50 vencedores da fase piloto do programa agora lançado, que começou em Março e durou até este mês de Novembro. Esta fase piloto foi aberta aos jovens da cidade e província de Maputo, na qual participaram 3130 jovens, dos quais 350 foram seleccionados e receberam formação, com o objectivo de transmitir ferramentas, conhecimentos e competências para a gestão financeira, recursos humanos e processos de produção.

75 milhões de meticais foram desembolsados, e cada vencedor recebeu um financiamento de 1,5 milhões de meticais para implementar o seu projecto empresarial. Dirigindo-se aos participantes e vencedores da fase piloto do “Agora Emprega”, Oswaldo Petersburg disse: “sabemos que mais de 3000 jovens se candidataram, e que destes 350 foram seleccionados para formação empresarial”.

Portanto, apenas o facto de passar à formação é já um ganho que não deve ser subestimado, mas sim capitalizado. E continuou: “esta cerimónia pública é uma demonstração prática da imparcialidade deste programa, um motivo para saudar todos os participantes neste processo e, de forma distinta, felicitar a contribuição do Banco Mundial, um parceiro estratégico deste programa.

Os jovens vencedores ficaram satisfeitos com o prémio e prometeram implementar os seus negócios, que consideram importantes para a sociedade”. Para mim, este momento é um jogo de emoções, porque iniciei este projecto ‘na desportiva’, encorajado por um colega de trabalho, pelo que a submissão foi exactamente assim.

Uma vez que sou licenciado em agricultura, o meu projecto baseia-se nesta área, não só a pensar em fins comerciais, mas também em ajudar as comunidades rurais”, disse Ricardo Romão, um dos vencedores do concurso.

Por seu turno, disse Carla Duvelo, outra das vencedoras: “Eu, na primeira fase, concorri quando as candidaturas foram lançadas e fui seleccionada para a fase seguinte, na qual participei numa sessão de formação para a elaboração de planos de negócios.

Pensei em abrir uma fábrica de chocolate à base de nozes de macadâmia. Penso que o que fez sobressair o meu projecto foi o facto de ter sido subdividido, uma vez que o plano original é abrir uma fábrica de chocolate, sim, mas devido aos custos, que são elevados, dividi-o em três fases, sendo a primeira responsável pela geração de lucros para implementar as outras.

“Agora Emprega” é uma das componentes do programa “Emprega”, cujo objectivo é promover o emprego em Moçambique, dirigido aos jovens que têm uma ideia de negócio ou um projecto numa empresa em fase de arranque, micro, pequena ou média já existente, e que necessitam de apoio e orientação para o tornar realidade.

Emprega” é um programa do Governo moçambicano implementado pela Secretaria de Estado da Juventude e Emprego (SEJE) através do Instituto Nacional da Juventude, e é apoiado pelo Banco Mundial.

Submetido o projecto-lei do fundo de soberano ao parlamento para aprovação final

Segundo Diário Economico, o projecto final estabelece que as receitas do Governo provenientes do petróleo e gás serão divididas entre o Fundo Soberano de Riqueza e o Orçamento Nacional do país. Nos 15 anos iniciais, as receitas serão distribuídas a uma taxa de 40% para o Fundo e 60% para o orçamento, passando depois para 50% por parte.

Durante a sessão, o Conselho de Ministros incorporou instrumentos para reforçar ainda mais os padrões de boa governação, com especial ênfase na transparência e na responsabilização.

O fundo beneficiará de todas as transacções de gás natural e a sua estratégia de investimento dará prioridade às operações com forte impacto no desenvolvimento sócio-económico, particularmente as infra-estruturas erais do país, o seu sistema de saúde e educação, segurança e defesa.

Para além de estabelecer a criação legal do fundo, o projecto define também a forma como o fundo será estruturado, gerido e operado.

O projecto final torna o Ministério da Economia e Finanças a entidade com responsabilidade global pelo fundo, incluindo a definição de um conselho de peritos financeiros independentes e a preparação da sua política de investimento. A gestão operacional do fundo será atribuída a uma unidade dedicada a ser criada no âmbito da estrutura do Banco Central de Moçambique.

O Fundo de Riqueza Soberana para o Parlamento faz parte do Pacote de Aceleração do Estímulo Económico (PAE) de Moçambique, um conjunto de reformas anunciadas pelo Governo com o objectivo de colocar o sector privado no centro da transformação e desenvolvimento económico, a fim de criar melhores condições para atrair investimentos e criar empregos.