Wednesday, September 9, 2026
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Gás moçambicano está no mapa da UE como fonte energética alternativa

“O gás de Moçambique, com a presença de grandes companhias multinacionais europeias, tem agora um valor ainda mais importante e estratégico”, declarou Sánchez-Benedito Gaspar.

O responsável disse que a Europa não pode mais confiar no antigo parceiro russo, por recorrer ao autoritarismo e estar a “utilizar o gás como arma de guerra”. E neste sentido a UE está a envidar esforços para diversificar e garantir fontes alternativas.

Sánchez-Benedito Gaspar, citado pela Lusa,  disse que a UE criou um novo plano estratégico denominado “RePower UE” que contempla vários elementos. Mas, no que se refere ao gás, considerada energia de transição “estamos a procurar fornecedores alternativos e Moçambique está dentro desse grupo”.

Embora o gás dos três projectos até agora aprovados já tenha destino, Moçambique dispõe de reservas comprovadas de mais de 180 triliões de pés cúbicos, segundo dados do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Apesar das perspectivas promissoras, a insurgência armada que começou em 2017 na província de Cabo Delgado é uma ameaça, mas a entrada de tropas estrangeiras para apoiar as forças nacionais em meados do ano passado melhoraram a situação de segurança, recuperando posições importantes, como é o caso da vila de Mocímboa da Praia.

“Foram grandes os avanços sobre o terreno. A insurgência já não tem esta capacidade de controlar permanentemente territórios-chave”, observou Sánchez-Benedito Gaspar.

Desde início de Junho, novos ataques na faixa sul da província de Cabo Delgado começaram a ser registados, visando pontos recônditos do distrito de Ancuabe, tendo as incursões provocado pânico também em alguns distritos próximos, nomeadamente Metuge, Mecúfi e Chiure.

Nesse período de incursões terroristas ao sul daquela província, houve igualmente sinais de que os insurgentes começaram a atacar a zona fronteiriça do norte da província de Nampula.

Para o embaixador cessante da UE, apesar dos avanços, a ameaça terrorista vai continuar por algum tempo no norte de Moçambique.

“Penso que infelizmente, de forma localizada, a ameaça vai continuar. Tudo indica que algumas destas forças [rebeldes] estão misturadas com a população e que estão a chegar também terroristas de outros lugares”, afirmou Sánchez-Benedito Gaspar.

O diplomata espanhol termina a sua missão em Moçambique no final de Julho e será substituído pelo embaixador italiano Antonino Maggiore.

A província de Cabo Delgado é rica em gás natural, mas aterrorizada desde 2017 por rebeldes armados, sendo alguns ataques reclamados pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Há cerca de 800 mil deslocados internos devido ao conflito, de acordo com a Organização Internacional das Migrações (OIM), e cerca de 4.000 mortes, segundo o projecto de registo de conflitos ACLED.

Desde Julho de 2021, uma ofensiva das tropas governamentais com o apoio do Ruanda a que se juntou depois a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) permitiu recuperar zonas onde havia presença de rebeldes, mas a fuga destes tem provocado novos ataques noutros distritos usados como passagem ou refúgio.

Vodacom Business traz ao mercado soluções IoT para apoiar o Governo e sector Empresarial

A introdução das novas soluções IoT (Internet of Things) no mercado moçambicano surge na sequência da recente parceria com a empresa IoT.nxt, especializada no desenvolvimento destas soluções para uma ampla gama de desafios de negócios, incluindo as actuais ambições de digitalização empresarial em Moçambique.

A parceria entre a Vodacom Business e a IoT.nxt surge pelo facto de a Vodacom Moçambique ser, no mercado nacional, a empresa que detém a robustez necessária para acomodar e prover estas soluções aos Clientes corporativos sem constrangimentos e, também, pelo facto de a IoT.nxt possuir projectos activos com mais de três milhões de terminais no mundo e uma tecnologia já implementada numa variedade de sectores que provou ser um facilitador significativo para resolver desafios de negócios complexos. A Vodacom Business juntou-se a esta plataforma para continuar a implementar uma série de soluções inovadoras que permitem apoiar as Empresas em Moçambique a digitalizar os seus Negócios e optimizar de forma Inteligente as suas operações.

“Os Negócios no mundo em geral e em Moçambique, em particular, têm passado por muitas transformações e, com isto, surgem grandes desafios. Por isso, é importante a adopção de soluções digitais Inteligentes que contribuam para a melhoria da gestão, da redução de custos e da optimização das operações empresariais. Acreditamos que, com a integração das soluções IoT (Internet of Things) nas nossas ofertas, passamos a ter capacidade de apoiar uma variedade extensa de indústrias locais e, mais uma vez,  posicionarmo-nos como o parceiro que oferece as melhores soluções tecnológicas, para responder às ambições dos nossos Clientes. Apoiar na digitalização dos negócios em Moçambique é para nós uma prioridade, por isso, tomámos a dianteira no que concerne a trazer estas soluções inovadoras. Para nós, esta parceria com a IoT.nxt constitui uma mais-valia no apoio à implementação de soluções existentes, assim como no desenvolvimento de novas soluções à medida das necessidades dos nossos Clientes”, afirmou José Correia Mendes, Director Executivo da Vodacom Business, sobre as vantagens da adesão às soluções IoT.

Por seu turno, Shane Cooper, CEO da IoT.nxt, disse que a introdução destas soluções para os negócios em Moçambique trará um desenvolvimento significativo, a avaliar pelos resultados já alcançados em outros países africanos.

“Embora as necessidades dos Clientes sejam semelhantes em todo o mundo, o continente africano apresenta desafios específicos, devido ao afastamento e inacessibilidade de algumas instalações e conectividade limitada em certas áreas. A introdução de novas tecnologias produz resultados impressionantes e esperamos com esta parceria poder participar na resolução de desafios únicos em Moçambique. A parceria com a Vodacom Business é o caminho ideal para levar a IoT (Internet of Things) ao mercado moçambicano, pois acreditamos que são o parceiro ideal, com uma infra-estrutura robusta, que permite a implementação destas soluções”.

Esta tecnologia permite a fácil assimilação de dados, o que torna a adopção destas soluções a escolha ideal para a optimização da operacionalidade dos negócios, assim como possibilita a interoperabilidade entre sistemas que não tenham sido projectados inicialmente para o efeito. Igualmente, a IoT reduz a intervenção humana em áreas de alto risco da empresa, melhora a eficiência, reduz os custos operacionais e possibilita o retorno rápido de investimentos.

É neste contexto que, ao implementar estas soluções no mercado nacional, a Vodacom Business quer permanecer na dianteira em termos de ofertas inovadoras de iniciativas que alavancam o sector empresarial, para o bem-estar de todos os moçambicanos.

ANJE procura financiamento para vinte projectos de negócios de jovens empresários

Falando no acto do lançamento da conferência, Mara Cancune, vice-Presidente da ANJE, explicou que o evento visa identificar alternativas de recuperação dos jovens empresários tomando em consideração os choques económicos com que o país se confronta.

A responsável explicou ainda que o evento vai decorrer em Novembro e enquadra-se na semana global do empreendedorismo, subordinada ao lema “O Futuro Que Queremos”.

“O evento vai servir para unir diversos actores de modo a impulsionar o desenvolvimento de programas e acções que promovam o crescimento do empreendedorismo juvenil no país”, disse.

Segundo Cancune, a associação irá apostar numa abordagem inclusiva na criação de condições favoráveis aos negócios, abrangendo vários sectores, com destaque para a agricultura, pecuária, pesca, indústria extractiva e transformadora, construção, produção de energia, serviços, comércio, ensino, turismo, transporte e actividades financeiras.

Deverão participar da Conferência empresários, empreendedores, académicos, bem como membros do Governo, organizações não governamentais nacionais e estrangeiras e da sociedade civil.

CTA e CGEM vão trocar informações sobre oportunidades de negócios

O memorando visa, entre outras matérias, a troca de experiências e informações sobre oportunidades de negócios existentes nos dois países.

A CTA e a CGEM comprometeram-se a estabelecer plataformas de intercâmbio entre empresários moçambicanos e marroquinos.

Brevemente, as duas organizações congéneres irão realizar fóruns empresariais, um na cidade de Casablanca e outro em Maputo.

Parceiro estratégico do projecto Mphanda Nkuwa será conhecido este ano

No mesmo período será seleccionado o parceiro “reserva” para o mesmo projecto. As propostas finais dos sete concorrentes seleccionados em Junho deste ano deverão ser entregues as autoridades competentes em finais de Outubro.

No entanto, haverá espaço para a prorrogação do preso se os concorrentes já pré-qualificados o demandarem, segundo escreve o jornal Notícias.

De acordo com a vice-Ministra da Indústria e Comércio, Ludovina Bernardo, citada pelo diário de maior circulação no país, pretende-se que o parceiro seleccionado seja o accionista maioritário do projecto tendo como parceiros de investimento a EDM e HCB.

Falando na qualidade de porta-voz da 24ª sessão do Conselho de Ministros Ludovina Bernardo assegurou que o Governo tem vindo a tomar todos os cuidados necessários para que o projecto se torne viável e financeiramente sustentável.

CCM e Embaixador da Nigéria reforçam laços de cooperação

No encontro de cortesia, também se passou em revista  as estratégias para dinamizar a economia através de  trocas comerciais e realização de missões empresariais.

Igualmente,  afirmou que para catapultar a sua economia, a Nigéria continua a investir em jovens recém formados, fornecendo linhas de financiamento para empreender nas potenciais áreas económicas do país.

A Vice-presidente da CCM, Yolanda Fernandes, mostrou-se aberta para trabalhar com o Alto comissariado da Nigéria  pois a união de ambos países  é estratégica para desenvolver os vários sectores da economia, a exemplo do óleo e gás para explorar os seus benefícios.

“Conhecemos as potencialidades da Nigéria no sector do óleo e gás, e estamos em crer que, com o apoio de Vossa Excelência, o nosso empresariado nacional poderá beneficiar muito do know how do empresariado da Nigéria para a nossa melhor inserção neste tão exigente e competitivo mercado”, disse.

A Secretária-geral da CCM, Teresa Muenda, disse que esta é uma oportunidade para se fazer negócios de africanos para africanos e aprender um dos outros.

BM mantém nos 15,25% taxa de juro de política monetária

Ataxa de juro de política monetária, taxa MIMO, subiu dois pontos percentuais para 15,25% na reunião do CPMO de 30 de Março passado.

As “perspectivas de desaceleração da inflação para um dígito no médio prazo” resultam “do abrandamento da procura externa e consequente desaceleração dos preços internacionais das mercadorias, num contexto de manutenção da estabilidade cambial”, lê-se no comunicado do CPMO do Banco de Moçambique.

No entanto, em caso de agravamento dos riscos e incertezas associados às projeções de inflação, “o CPMO não hesitará em aumentar a taxa MIMO para assegurar, no médio prazo, a inflação em um dígito”, assegura-se no comunicado.

No curto prazo, prevê o CPMO, “antecipa-se a continuação do aumento dos preços, a refletir a repassagem dos elevados custos do petróleo e de alimentos no mercado internacional, para a economia doméstica”.

“As perspetivas de inflação apontam para uma contínua aceleração no curto prazo e uma desaceleração no médio prazo”, destaca o comunicado, salientando que em junho, a inflação anual acelerou para 10,8%, contra 9,3% em Maio.

Esta aceleração refletiu “sobretudo, o aumento dos preços dos bens administrados, com destaque para os combustíveis e transportes”.

“A inflação subjacente, que exclui os preços dos bens e serviços administrados e das frutas e vegetais, e que é influenciada pela política monetária, acelerou ligeiramente, a traduzir, essencialmente, a repassagem do aumento dos preços administrados para os de outros bens e serviços”, acrescenta.

No médio prazo, o CPMO antevê a manutenção da inflação em um dígito, uma situação favorecida pela estabilidade da moeda moçambicana, o metical, e “pelo refreamento dos preços internacionais das mercadorias, em consequência do abrandamento da procura externa”.

Todavia, alerta, “os riscos e incertezas associados às projeções de inflação continuam elevados”.

“A nível interno, prevalecem incertezas em relação ao ajustamento dos preços dos bens administrados, com realce para os combustíveis e a magnitude do seu impacto sobre os preços de outros bens e serviços. A nível externo, mantêm-se as incertezas em relação ao prolongamento do conflito geopolítico entre a Rússia e a Ucrânia”, destaca.

O CPMO mantém as perspetivas anteriores quanto à recuperação económica em 2022 e 2023, apesar do abrandamento da procura externa.

“Para o curto e médio prazo, mantêm-se as perspetivas de recuperação económica, sustentadas, principalmente, pela execução dos projetos energéticos em Inhambane e na bacia do Rovuma, e pelo início da exportação do gás liquefeito, num contexto de retoma do programa com o Fundo Monetário Internacional e de ajuda externa de outros parceiros de cooperação”, adianta.

A próxima reunião ordinária do CPMO está agendada para o dia 15 de Setembro.

País terá novo fornecedor de combustíveis  

Segundo a IMOPETRO, a Totsa apresentou a melhor proposta, de um grupo de cinco companhias que concorreram para a provisão dos combustíveis ao país.

A companhia agora anunciada irá suceder à IPG, que vem fornecendo combustíveis ao país nos últimos seis meses.

Segundo deu a conhecer João Macandja, director geral da IMOPETRO, os concursos de importação de combustíveis em Moçambique têm sido para um período máximo de seis meses, mas, “legalmente nada obsta que possam ser de um, dois, até doze meses”.

Indo aos números, Moçambique vai importar mais de 575 mil toneladas métricas de combustíveis para garantir a satisfação das necessidades do país no período em causa. Trata-se, detalhadamente, de 150 mil toneladas de gasolina, 400 mil de gasóleo e 25 mil de gás, devendo estes produtos petrolíferos refinados serem distribuídos a partir dos portos de Maputo, Beira, Nacala e Pemba.

Ncondezi Energy lança estudo de viabilidade para projecto de 300MW    

Segundo a empresa, o projecto estará localizado dentro da área de concessão de 25 000 hectares da Ncondezi na província de Tete, com três locais preferidos de potencial geração de 500MW, cada um já identificado.

De acordo com o portal energy-storage.news, que não esclarece ao certo qual será o tamanho da porção de armazenamento da bateria, a Ncondezi Energy acrescentou que o projecto também será capaz de aproveitar o trabalho de desenvolvimento existente, o que irá reduzir significativamente os custos de desenvolvimento e acelerar a entrega do projecto de armazenamento solar-plus.

“Isto significa que o projecto co-localizado poderia ser concluído e ligado à rede já em 2024”, afirmou a empresa. O estudo de viabilidade levará quatro meses e será conduzido pelo WSP Group Africa.

Para tal, o CEO da Ncondezi, Hanno Pengilly estima que o investimento do projecto varie entre 60 milhões a 65 milhões de dólares e as receitas poderão rondar entre 130 a 180 milhões de dólares ao longo de um período de 25 anos.

“Será feita a ligação à rede de Moçambique e serão procurados acordos de compra e venda com empresas tanto em Moçambique como no Pool de Energia da África Austral (SAPP), um mercado de electricidade transfronteiriço que compreende 13 países da África Austral”, avança a empresa.

A Ncondezi afirmou ter envolvido as autoridades governamentais moçambicanas relevantes ao longo de todo o projecto e que o processo de desenvolvimento recebeu o apoio prévio para lançar o estudo de viabilidade.

Contudo, a empresa energética revela que o projecto está alinhado com a estratégia de Moçambique para aumentar a disponibilidade de energia de forma sustentável e promover novos investimentos energéticos no sector privado.

Mozambican Entrepreneurs Participate in the 14th US-Africa Business Summit

Organized by the Corporate Councilon Africa (CCA), the Summit will serve to reiterate the commitment of the public and private sectors to consolidate trade and investment between the US and Africa in the face of unprecedented adversity in the health and economic spheres.

According to CTA, the program for this edition will focus on priority sectors for Africa with emphasis on Health, Energy, Infrastructure, Agriculture, and Information and Communication Technology.

The Invest Mozambique Breakfast is scheduled for today, July 21, and will bring together businessmen from Mozambique, the United States, and other African countries, in order to share business opportunities, investments, and partnerships.

A Memorandum is also expected to be signed between CTA and its Moroccan counterpart, the General Confederation of Moroccan Companies (CGEM). These counterpart organizations will organize a business forum in Casablanca and another one in Maputo.

CTA will participate in the US AFRICA SUMMIT Panel with the theme: From Made in Africa to Made with Africa, with the participation of top CEOs and ADB, and will hold meetings with some financial institutions based in CasaBlanca.

Mozambican businessmen will participate in several plenary sessions and sectorial panels, investment forums for Africa, private business meetings, B2B networking, business fair and will establish contacts with representatives of international agencies, including the USA.

Recall that, the 13th US-Africa Business Summit was held from July 27-29, 2021, virtually, because of COVID-19 spreading restriction measures while the 12th Summit was held in Maputo from June 18-21, 2019.

The CCA is a non-profit business trade association founded in 1993 in Washington D.C., USA, with the aim of promoting business and investment between the USA and African countries. It is considered the largest and most important business and business forum between the US and the African continent.