Friday, April 17, 2026
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CTA propõe instalação de depósitos de combustíveis nos terminais dos transportes públicos

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) propõe como medida temporária a instalação depósitos de combustíveis nos terminais dos transportes públicos de passageiros para que os operadores privados possam abastecer em grupo e, deste modo, beneficiarem de preços mais acessíveis.

O presidente da CTA, Agostinho Vuma, acredita que a medida poderá permitir que os transportadores, organizados em associações, possam adquirir combustível ao mesmo preço que o distribuidor, que é inferior ao de venda ao público.

“Esta medida, a curto prazo, ajudaria a minimizar os impactos negativos da subida do preço de combustível sobre a economia, no geral, e tem o benefício adicional de apoiar na organização e formalização dos transportadores”, disse Vuma em conferência de imprensa.

Actualmente, o preço do distribuidor na estação de armazenagem é de 72,83 meticais o litro de diesel, contra 78,97 meticais de venda ao público, o que significaria, segundo Vuma, uma poupança de 6,14 meticais por litro.

A proposta, explicou Vuma, não visa “desestimular a actividade retalhista das gasolineiras, pois trata-se de uma medida temporária para minimizar o impacto da subida dos preços”.

Na estrutura actual do preço do combustível, o Governo decidiu aumentar a margem do distribuidor de 7,75 meticais para 8,25 meticais, por litro de gasolina, gasóleo e petróleo, como forma de compensar as perdas que as gasolineiras registam e recuperar o valor que deveria ter sido compensado.

Entretanto, o mesmo valor, segundo Vuma, continua inferior ao que seria necessário para o efeito. A CTA propõe ainda a redução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) pelo facto de ter um peso significativo na estrutura do preço final do combustível.

Mais de três mil viaturas são movidas a Gás no país

A cifra de viaturas que são movidas a Gás Natural Veicular (GNV) em Moçambique, está muito aquém daquilo que seria de desejar para amortizar os investimentos realizados pela Autogás, empresa vocacionada à distribuição e venda do gás natural para viaturas.

A Autogás diz que mais de três mil viaturas são movidas a Gás Natural Veicular (GNV) em Moçambique, e que durante os últimos 10 anos o uso do gás natural em veículos popou ao país a importação de cerca de 50 milhões de litros de combustíveis líquidos.

O preço do GNV é a proximadamente metade do preço actualmente particado na gasolina e do diesel em Mocambique.

Segundo o Director-Executivo da Autogás, João das Neves, o investimento total nos postos de Gás Natural Veicular e na conversão de viaturas que constituem o actual parque automóvel a circular a gás é de aproximadamente 400 milhões de meticais, sendo ainda necessário investir outros 3.100 milhões para fazer uma cobertura geoegráfica nacional.

De acordo com Director-Executivo, os postos de abastecimento de GNV estão instalados na região do Grande Maputo, que compreende os municípios de Maputo, Matola, Boane e a vila de Marracuene, e com uma capacidade instalada para servir mais de sete mil viaturas.

A Autogás considera que o gás natural é um produto 100% moçambicano, que se apresenta como a solução para a redução dos custos dos transportes e a redução da dependência dos preços dos combustíveis líquidos importados para além de ser muito menos poluente e mais amigo do ambiente.

Fitch Solutions diz que Moçambique deverá crescer 5,3%

De acordo com a consultora Fitch Solutions, detida pelos mesmos donos da agência de notação financeira Fitch Ratings, Moçambique deverá registar um crescimento económico de 5,3%, acima da média de 4% registada nos anos anteriores à pandemia.

“O forte crescimento económico de Moçambique vai dar margem ao banco central para o aumento das taxas de juro este ano; antevemos que o PIB cresça 5,3% este ano, sustentado nos investimentos e na produção do setor do gás, e acima da média de 4% registada nos cinco anos anteriores à pandemia”, escrevem os analistas.

A consultora Fitch Solutions prevê que o Banco de Moçambique suba a taxa de juro para 15,75% este ano e 16,75% em 2023, combatendo a subida da inflação num contexto de aceleração económica.

“Na Fitch Solutions, antevemos que o Banco de Moçambique suba a taxa de juro num total de 250 pontos base, para 15,75% em 2022”, lê-se numa análise à política monetária do país, na qual se prevê também que a subida dos juros se mantenha em 2023, para terminar o próximo ano nos 16,75%.

O Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique fez a sua última reunião a 19 de Maio e decidiu manter a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) em 15,25%.

“Esta decisão é sustentada pelas perspetivas de manutenção da inflação em um dígito (abaixo de 10%) no médio prazo, não obstante os elevados riscos e incertezas associados à estas projeções”, nomeadamente com a guerra na Ucrânia, justificou então.

Em Abril, a inflação anual “acelerou para 7,9%, contra 6,7% em Março, a refletir o aumento dos preços dos combustíveis e dos bens alimentares”.

“A inflação subjacente, que exclui os preços dos bens e serviços administrados e das frutas e vegetais, e que é impactada pela política monetária, mantém-se estável”, ou seja, “para o médio prazo, antevê-se a manutenção da inflação em um dígito, favorecida, em parte, pela estabilidade do metical”, moeda moçambicana.

Por outro lado, “mantêm-se as perspetivas de crescimento económico para 2022 e 2023”, com o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer 4,1% no primeiro trimestre de 2022 e com o Fundo Monetário Internacional a estimar um crescimento de 3,8% este ano e 5% em 2023.

A próxima reunião ordinária do Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique está agendada para 27 de Julho.

Wheat export restrictions worry CTA

The Confederation of Mozambican Economic Associations (CTA) says it is concerned about the looming global food crisis due to export restrictions on wheat resulting from the Russia/Ukraine war.

In addition to wheat, fifteen countries with a major impact on the world food market have banned the export of 25 different products, most notably corn, cooking oil and sugar.

The president of CTA, Agostinho Vuma, who was speaking, told journalists that there are fears that the list of countries to limit exports will increase in the near future.

First LNG export planned for October

The Minister of Economy and Finance, revealed that the first export of the Liquefied Natural Gas (LNG) production plant project at sea, in the Rovuma basin, is scheduled for the beginning of October. Max Tonela was speaking on the sidelines of the annual meetings of the African Development Bank (ADB) in Accra.

“The platform is already in Mozambican waters. It is in the process of being installed and connected to the six wells. We expect production to start gradually (…) and the first export operation to take place at the beginning of October this year,” when the platform will be operating at full capacity.

According to Tonela, this advance, “will already contribute to an increase in revenues, particularly from exports. Regarding the process interrupted by the terrorist action, the minister said that “there is work going on with the concessionaires, the Government is in permanent contact.

The Rovuma project, led by Total, was the largest private investment in Africa until it was suspended in March due to armed attacks in Cabo Delgado.

Primeira exportação de GNL prevista para Outubro

O Ministro da Economia e Finanças, revelou que a primeira exportação do projecto da central de produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) no mar, na bacia do Rovuma, está prevista para o início de Outubro. Max Tonela falava à margem dos encontros anuais do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em Acra.

“A plataforma já está nas águas moçambicanas. Está em processo de instalação e ligação aos seis poços. Nós esperamos que a produção comece de forma gradual (…) e que a primeira operação de exportação aconteça no início do mês de Outubro deste ano”, altura em que a plataforma estará já a operar na sua capacidade total.

Segundo Tonela, este avanço “vai contribuir já para o aumento das receitas, sobretudo das exportações”. Sobre o processo interrompido pela ação terrorista, o ministro disse que “há trabalho a correr com os concessionários, o Governo mantém um contacto permanente”.

O projecto do Rovuma, liderado pela Total, era o maior investimento privado em África até ser suspenso em março devido aos ataques armados em Cabo Delgado.

Restrições na exportação do trigo preocupam a CTA

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) diz estar preocupada com a eminente crise alimentar global devido as restrições na exportação do trigo, que resultam da guerra Rússia/Ucrânia.

Além do trigo, quinze países com grande impacto no mercado mundial dos alimentos baniram a exportação de 25 produtos diversos, com destaque para o milho, óleo alimentar e açúcar.

O presidente da CTA, Agostinho Vuma, que falava, a jornalistas disse haver receios que a lista de países a limitar exportações venha a aumentar nos próximos tempos.

Gás natural é uma alternativa para a transição climática

O Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, defendeu num debate sobre a transição energética durante os encontros anuais do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), em Acra, que o gás natural é uma alternativa para a transição climática, enquanto as energias renováveis não garantem um abastecimento seguro e constante.

Max Tonela lembrou que no último trimestre deste ano entra em operação a central flutuante de gás natural de Rovuma, o que “marcará o início de uma nova era para o país”.

“Deixaremos de ser um país produtor e exportador pequeno para passarmos a ter um papel relevante a nível de exportadores mundiais de gás”, disse o ministro, que acredita que as reservas de mais de 180 triliões de pés cúbicos de gás natural do país irão contribuir para a transição energética do continente e do mundo.

“Moçambique dispõe de reservas comprovadas de mais de 180 triliões de pés cúbicos de gás natural que pode ser e deve ser usado para a contribuir para redução e mitigar a situação neste processo de transição e vai constituir um importante actor no componente de produção e exportação de gás natural, contribuindo para a transição energética em Moçambique, mas também no mundo”, disse o governante.

Tonela acrescentou que Moçambique está a concluir o desenvolvimento de um plano director do gás natural que vai permitir que o produto possa ser usado para a transformação da economia dos países da África Austral.

Moçambique tem projectos em ‘pipeline’

Além disso, tendo em conta a proporção das reservas de que o país dispõe, Moçambique tem “projectos em ‘pipeline’ para a transformação em líquido e deste modo facilitar o transporte para outros mercados como o europeu, o asiático e outros países do continente”.

“É um recurso que tem um potencial enorme de transformação económica, não só através das receitas que advirão das exportações, mas também para contribuir para o aumento do crescimento económico e a diversificação da economia moçambicana”, afirmou.

Disse ainda que o país conta com o apoio do BAD nos processos de financiamento, sublinhando que um dos desafios que Moçambique enfrenta é “assegurar a continuidade de financiamento para tornar realidade os projectos que possam permitir beneficiar dos projectos” de que dispõe.

Os encontros anuais do BAD, o evento mais importante da instituição que tem 54 Estados-membros africanos e 27 não africanos, decorrem desde segunda-feira e até sexta-feira em Acra, sob o tema “Alcançar a Resiliência Climática e uma Transição Energética Justa para África”.

Consolidar a economia através das PME’s

A Associação das Pequenas e Médias Empresas (APME), organizou nos dias 25 e 26 de Maio corrente, em Maputo, a Primeira Feira Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (FIMPME), sob o lema: RUMO A CONSOLIDAÇÃO DA ECONOMIA ATRAVÉS DAS PMEs.

Um dos objectivos da FIMPME passa por criar uma visão nacional das PME’s de modo a alinhar passos que vão conduzir a um sector empresarial robusto e pronto para promover a indústria nacional através dos próprios moçambicanos e permitir a capacitação das PME’s locais a tomarem vantagens das oportunidades de que a região e o continente dispõem com a abertura do mercado livre.

A Feira pretendia ser uma plataforma de exposição, debate e promoção de parcerias nacionais e internacionais para a consolidação das pequenas e médias empresas em Moçambique sendo o motor da economia nacional.

As recentes inovações em tecnologia, descobertas no sector de óleo e gás e com novas empresas a surgirem e ganhando expressão no mercado, sentiu-se a necessidade de criar-se uma montra física e digital das Micro, Pequenas e Médias Empresas de forma a projectar as mesmas para cumprir o seu papel na economia moçambicana, como o principal parceiro de geração dos recursos para a economia moçambicana através da promoção e criação de novos produtos e serviços, proporcionando desta forma, a geração de postos de trabalho.

A FIMPME é um evento de liderança voltado a classe dos micro, pequenos e médios empresários onde se pretende promover, trocar práticas e experiências e gerar novas oportunidades a nível nacional e internacional.

Nacala Logistics apoia agricultores

A Nacala Logistics distribuiu cerca de 120 toneladas de sementes diversas de qualidade superior, no início da campanha agrícola 2021/22, que foi marcada por calamidades naturais, caracterizadas por ciclones e chuvas fortes um pouco por toda a região norte do país.

Mas, mesmo com as calamidades naturais, as famílias apoiadas pela Nacala Logistics, através do Programa de Geração de Renda, asseguram boa produção em diversas culturas como amendoim, soja, milho, feijão, gergelim. A maioria das culturas estão agora na fase de maturação e colheita.

Luciana António, produtora de gergelim e amendoim da comunidade de Mapape, distrito de Rapale, provincia de Nampula, testemunha que, infelizmente, por conta das chuvas fortes, a produção de gergelim não será das melhores e o seu foco está no amendoim. “A minha aposta é amendoim que, até agora, promete bons resultados”, afirmou António.

Para além do apoio em insumos e técnicas de produção, a Nacala Logistics ajuda os produtores locais no escoamento da sua produção, através dos comboios, praticando preços baixos ao alcance de todos.

“Estou muito satisfeito com o apoio da Nacala Logistics. Graças aos comboios e o preço baixo consigo transportar a minha produção de Lichinga a Nampula, onde consigo vender”, disse Rosário Fernando.

A Nacala Logistics apoia, também, a produção de frango de corte, pesca, acesso a água potável, através da abertura de furos de água, capacitação de mão-de-obra local entre outras áreas. Com o investimento, a Nacala pretende dinamizar a economia local, melhorando assim, a vida das comunidades que vivem ao longo do Corredor.