Friday, April 17, 2026
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BCI diz que Conta Móvel tem cerca de quatro milhões de utilizadores

O Administrador do BCI, Rogério Lam, destacou durate a sua intervenção na VII Conferência Anual sobre Finanças Digitais e Comércio da região da África Sub-Sahariana, o crescimento exponencial do número de utilizadores da Conta Móvel, que contabiliza, actualmente, cerca de 4 Milhões de Utilizadores, “um forte contributo para a bancarização da população moçambicana”.

Rogério Lam, o BCI integrou o 1º Painel da Conferência, que versava sobre oportunidades emergentes em finanças digitais, financial technology (FinTech) e economia digital de forma mais ampla, bem como sobre potenciais ameaças de espaços legados e tangenciais, particularmente em contexto de Covid-19.

Num outro desenvolvimento, o Administrador do BCI, evidenciou o posicionamento colaborativo do BCI com os demais players do mercado, tomando como exemplo a parceria de interoperabilidade entre o BCI/M-pesa, através da qual é possível efectuar pagamentos via M-pesa em POS do BCI. Ressaltou, ainda, o facto de “esta funcionalidade não estar disponível em qualquer outra parte do mundo, senão em Moçambique”.

O evento decorreu de 17 a 18 de Maio, tendo o segundo dia sido dedicado ao debate sobre a Promoção da Liderança Feminina no Sector Financeiro, reuniu tomadores de decisão, autoridades reguladoras, especialistas, pesquisadores, nacionais e estrangeiros, assim como operadores dos sectores bancário e das comunicações, que abordaram temáticas relevantes no contexto de desenvolvimento económico de Moçambique, da região e do mundo, no concernente à transformação dos canais financeiros tradicionais para abordagens mais inovadoras, abrangentes e inclusivas.

Refira-se que a Mondato Summit Africa é um fórum criado há cerca de 8 anos, tendo como finalidade levar a debate, harmonizar políticas e incentivar a colaboração no domínio da inclusão financeira digital e FinTech.

Moza banco apoia agricultores na província de Gaza

O Moza Banco procedeu esta terça-feira, com a entrega de sementes agrícolas a associações de pequenos agricultores que operam em vários distritos na província de Gaza.

O acto enquadra-se na Política de Responsabilidade Social do Banco, que tem um dos seus principais focos no desenvolvimento de actividades que contribuam para o progresso económico e social das comunidades onde o Banco actua.

Das sementes doadas, o destaque vai para milho, alface, cebola, couve, soja e feijão bóer. Os produtores mostraram -se satisfeitos com a iniciativa, “muito obrigado ao Moza Banco por esta oferta, não esperávamos, as sementes que recebemos vão nos ajudar na nossa produção, não só para alimentação familiar, mas também para o comércio” disse Maria Joana em representação dos agricultores.

Por sua vez, o presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Manuel Soares, disse que o Moza Banco assume-se como um Banco de moçambicanos para moçambicanos, e apostado em contribuir ativamente para o desenvolvimento socioeconómico inclusivo do país.

“É dentro desta visão e posicionamento, e reconhecendo a aposta do Governo no sector da agricultura dado o enorme potencial existente a nível da província, que nos prontificamos em apoiar este sector por via da oferta de sementes variadas aos agricultores locais, nomeadamente, feijão, milho, cebola, alface e cenoura, para dinamizar a produção agrícola”, referiu Soares, citado no comunicado do banco.

“Esperamos com este apoio, contribuir para promover a autossuficiência alimentar e melhorar a capacidade de geração de renda destes agricultores”, acrescentou.

O Secretario de Estado de Gaza, Amosse Macamo saudou a iniciativa do Moza Banco tendo dito que, “esta oferta é bem-vinda, acreditamos que vai minorar o sofrimento daqueles que precisam. Neste momento está a chover e com estas sementes relança-se a esperança da produção, não só para a segurança alimentar, mas também a garantia de renda.

Agradecemos igualmente pelo material de cama oferecido ao infantário. Este é um local que sempre demos uma atenção especial porque temos lá crianças órfãs que precisam de tudo, e com esta ajuda elas não se sentiram sozinhas”

De referir que recentemente, o Moza Banco doou em Nampula diversos produtos alimentares às vítimas dos ciclones Gombe e ANA; em Sofala o banco apoiou a PRM com material de construção para o melhoramento das infra-estruturas da 8ª esquadra da Manga na cidade da Beira; em Manica o Moza ofereceu medicamentos ao hospital provincial de Lichinga.

MUVA lança programa de aceleração de negócios para as mulheres

O MUVA – incubadora social que trabalha para o empoderamento económico feminino – lançou esta quarta-feira, em Maputo, o programa de aceleração de negócios, numa iniciativa financiada pela União Europeia, no valor de 670 mil Euros, o correspondente a cerca de 45,5 milhões de Meticais.

O programa, com duração de dois anos, será implementado nas províncias de Maputo e Cabo Delgado.

Segundo Ludmila Comé, gestora de projectos no MUVA, citada pelo jornal Domingo, a iniciativa consiste em programas de formação em gestão de negócios e fortalecimento e suporte às empresas detidas por mulheres.

“Nos últimos dois anos assistimos 225 empresárias nas províncias de Maputo e Cabo Delgado”, disse.

Por sua vez, a chefe da equipa de infra-estruturas e sector privado na delegação moçambicana da UE, Veerle Smet acredita que “quando apoiamos uma mulher o fazemos igualmente às famílias e a comunidade”.

EDM reporta resultados líquidos positivos 8 anos depois

Os resultados líquidos do último exercício económico da empresa Electricidade de Moçambique (EDM) passaram de 9,19 mil milhões de meticais, em 2020, para 2,09 mil milhões de meticais, ano passado, sendo a primeira vez que a companhia reporta resultados líquidos positivos, nos últimos oito anos.

Segundo o Relatório de Contas tornado público segunda-feira, destaca que a empresa terminou o ano de 2021 mais resiliente e forte, apesar dos efeitos desastrosos da pandemia da Covid-19, da ocorrência de eventos naturais e do aumento significativo de vandalização de material eléctrico e roubo de energia, situações que provocam disrupções à cadeia de valor da EDM e às dinâmicas do mercado energético.

Considera que a melhoria da actividade económica no país, na região e no mundo, resultantes sobretudo do alívio das restrições impostas pela Covid-19, da franca recuperação da cadeia de abastecimento mundial e do aumento do volume das trocas comerciais, permitiram que a EDM continuasse a assegurar o cumprimento da sua missão de electrificar o país e a região, tornando a energia um factor impulsionador de desenvolvimento dos moçambicanos e das nações vizinhas.

O relatório realça que além de outros avanços, a ponta integrada do Sistema da Rede de Transporte, por exemplo, transpôs a barreira dos 1000 Megawatts (MW), ao passar de 998 Mw, em 2020, para 1,035 MW, em 2021, representando um crescimento na ordem de quatro por cento.

Com os olhos postos no alcance da meta do acesso universal de energia, em 2030, pela primeira vez, a EDM diz ter feito 300 mil novas ligações, ou seja, 2,5 por cento acima do estabelecido.

No mesmo escopo, foram ligadas à rede eléctrica nacional 19 novas sedes de postos administrativos e lançado o Programa de Ligações Eléctricas Massivas, actividades que contribuíram para o aumento de mais moçambicanos com acesso à corrente eléctrica.

Segundo o relatório, estas actividades garantiram o aumento da taxa de acesso doméstico da população à REN em quatro pontos percentuais em relação a 2020, que passou de 35 por cento para os actuais 39 por cento. Apesar deste registo histórico, esta taxa de acesso corresponde a apenas 12 milhões de moçambicanos.

Ainda em 2021, a energia total fornecida foi de 7.694 GWh, o que corresponde a um crescimento de seis por cento, comparativamente ao ano anterior. Foram igualmente exportados 1,644 GWh, contra 1,424 GWh, em 2020, tendo-se registado um crescimento de 15 por cento.

Em relação ao volume total de energia facturada, passou-se de 5,454 GWh, em 2020, para 5,918 GWh, em 2021, ou seja, uma subida de nove por cento.

Moçambique cria parcerias de negócios com Ruanda

Os empresários do Ruanda devem explorar as oportunidades de negócio e de investimento que existem em Moçambique. Esta é a principal exortação feita ontem, em Maputo, pelo Ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, na abertura de um fórum de negócios entre os dois países.

Moreno disse aos ruandeses que Moçambique apresenta cadeias de valor e nichos produtivos com potencial agro-ecológico diferenciador no Vale do Zambeze e no Corredor do Norte, tendo como epicentro territorial as províncias de Tete, Manica, Zambézia, Nampula, Niassa e Cabo Delgado.

Estas oportunidades, para além de contribuírem para o mercado doméstico poderão  dar acesso a mercados internacionais, alguns do quais preferenciais como os Estados Unidos da América (através do AGOA), a União Europeia, o Reino Unido e Irlanda do Norte, Indonésia, Índia, China, Emirados Árabes Unidos e a Zona de Comércio Livre Continental Africano (ZCLCA).

O Fórum de Negócios Moçambique-Ruanda é organizado pela Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) e a Federação do Sector Privado (FSP) de Ruanda e deverá decorrer até amanhã.

MIREME quer atrair mais investimentos no ramo das energias renováveis

Cerca de 20 por cento do processo de electrificação no país será com base nas energias renováveis e o poder de compra é um dos principais problemas levantados na sociedade. O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), está a trabalhar em reformas do quadro legal para atrair mais investimentos e tornar o preço da energia eléctrica mais acessível no país.

Falando à margem da conferência sobre o Armazenamento e Integração de Renováveis na Rede de Moçambique, o MIREME avançou que está a trabalhar para que o preço da energia eléctrica não constitua um problema.

“Temos uma estrutura que tem em vista tornar o mercado de energia sustentável. Temos estado a trabalhar nas reformas para atrair mais investimentos e incentivos para que o preço da energia eléctrica não chegue ao cidadão, sobretudo os que não têm capacidade financeira”, disse Marcelina Mataveia, directora nacional-adjunta de energia.

Ainda sobre o custo da energia, a directora nacional-adjunta acrescentou que o Governo é dependente das tarifas pagas pela população para sustentar as suas despesas e assegurou que existem mecanismos que privilegiam as camadas incapacitadas financeiramente.

“Temos estado a privilegiar os menos favorecidos através de tarifas sociais, e naquilo que diz respeito ao acesso à energia fora da rede. Promovemos sistemas solares e mini-rede”, explicou a dirigente.

Continuar a migrar para as energias renováveis

Por seu turno, Augusto Fernando, antigo vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia e ex-presidente do Conselho de Administração da Electricidade de Moçambique (EDM) apontou alguns desafios a enfrentar e possíveis soluções para os problemas no sector.

“Temos de continuar a migrar para as energias renováveis. Temos muito solo e temos que aproveitar. Além disso, temos de começar a apostar noutras fontes, no nosso caso temos a sorte de ter o gás natural. Assim, só nos resta pesquisar e saber como unir o útil ao agradável para minimizar os custos. Os recursos que o país detém, um dia vão acabar, então é necessário fazer uma boa gestão para não nos arrependermos no futuro”, apelou Augusto Fernando, antigo vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia.

No entanto, a Electricidade de Moçambique (EDM) limitou-se em dizer que as tarifas impostas pela instituição ainda não cobrem as suas despesas.

“Não podemos dizer que os preços são baixos ou altos. O que a Electricidade de Moçambique constata é que as tarifas em vigor ainda não reflectem os custos de produção, transporte, distribuição e comercialização de energia”, revelou Olga Utchavo, directora de Energias Renováveis e Eficiência Energética na EDM.

Mais de 10 milhões de moçambicanos deverão ter acesso à energia até 2024

O Governo tem como objectivo garantir o acesso universal à energia até 2030 e, para tal, prevê-se um investimento de 40 milhões de dólares. A mobilização das diversas fontes energéticas já disponíveis em Moçambique deverá permitir que mais de 10 milhões de moçambicanos tenham acesso à energia eléctrica até 2024.

Com o financiamento da União Europeia e outros parceiros de cooperação, pretende-se alavancar investimento privado de aproximadamente 200 milhões de euros para a implementação de 120 MW de projectos de geração de energia renováveis.

Ainda nas perspectivas do Governo, a aposta nas energias renováveis poderá assegurar a transformação e desenvolvimento industrial, agro-processamento, aquacultura e aumento do acesso energético a mais famílias.

Moçambique é signatário da Agenda 2030 da ONU

Refira-se que o Presidente da República, Filipe Nyusi, enfatizou, em 2020, o compromisso do seu Executivo com o desenvolvimento de infra-estruturas de produção de energias renováveis.

Importa referir que Moçambique é signatário da Agenda 2030, da Organização das Nações Unidas (ONU), cujo objectivo é providenciar, até 2030, energia de qualidade, acessível e sustentável para todos os moçambicanos.

No âmbito da iniciativa “Promoção de Leilões para Energias Renováveis” (PROLER), do Programa Nacional de Energia para Todos, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia deve adjudicar quatro projectos de energias renováveis, de cerca de 30 megawatts cada, sendo três centrais solares nos distritos de Dondo, Manje e Lichinga, nas províncias de Sofala, Tete e Niassa, respectivamente, e uma central eólica na província de Inhambane ou na Beira.

O Programa de Promoção de Leilões para Energias Renováveis (PROLER) é implementado pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), em parceria com a empresa pública Electricidade de Moçambique e conta com o co-financiamento da União Europeia.

BAD apoia desenvolvimento de Mphanda Nkuwa

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) vai fornecer serviços de consultoria ao projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, ao abrigo de um acordo assinado em Acra. Mphanda Nkuwa, que se poderá tornar na segunda maior barragem de produção de electricidade de Moçambique, depois de Cahora Bassa, é um projecto orçado em 4,5 mil milhões de dólares.

O acordo, rubricado pelo Vice-presidente do BAD, Kevin Kariuki, e o director do gabinete de implementação do projecto de Mpanda Nkuwa, Carlos Yuni, visa entre outros objectivos a obtenção do apoio do BAD nas fases de desenvolvimento do projecto, até a obtenção do financiamento.

O projecto prevê a construção de uma central eléctrica na província de Tete, Centro do país, e uma linha de transmissão de alta tensão com uma extensão de 1.300 quilómetros, até à província de Maputo.

O acto foi testemunhado pelos presidentes do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, e da República de Moçambique, Filipe Nyusi.

Na sua intervenção, Akinwumi Adesina assegurou que a instituição que dirige vai continuar a apoiar os programas de desenvolvimento socioeconómico da região, com destaque para Moçambique.

Por seu turno, o presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, disse tratar-se de um sinal de compromisso que o Banco Africano de Desenvolvimento tem para os países do continente.

O Governo espera conseguir concretizar o projecto por forma a entrar em funcionamento em 2031 para alimentar o mercado doméstico e a África Austral.

Tete vai exportar 50 mil toneladas de manganésio por mês para países asiáticos

A província de Tete prevê iniciar, este ano, a exportação mensal de cinquenta mil toneladas de manganésio. O recurso, cujo projecto de exploração decorre no distrito de Changara, terá como principais destinos os mercados da Índia, China e Tailândia.

De acordo com o representante da empresa executora do projecto, a Enterpraise Group Investiment, o início da exportação inicialmente previsto para o próximo mês, está dependente da chegada de parte da maquinaria de transformação daquele recurso.

Carlos Matos fez saber, ainda, que está projectado para este ano o início do processamento de cobre, outro minério que abunda na província de Tete.

CTA e Argentina buscam mercados para o fornecimento do trigo

O Embaixador da Argentina em Moçambique, Juan Jorge Nunes, manteve esta terça­feira (24 de Maio de 2022), um encontro com a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), onde as partes acordaram em cooperar na busca de mercados e estabilidade de fornecimento do trigo, bem como no aumento do volume das trocas comerciais entre os dois países.

As relações comerciais entre Moçambique e Argentina, actualmente, não ultrapassam os 60 milhões de dólares norte-americanos, combinando exportações e importações. De todo este volume de comércio, 95% corresponde a importação de produtos alimentares tais como o trigo e óleo alimentar que perfazem 52 milhões de dólares americanos.

As exportações de Moçambique resumem-se em móveis e suas componentes, obras de plástico, livros, tapetes, roupa de malha para mulheres, cortinados, estores, louça, artigos domésticos, espelho de vidro, entre outros.

“Pelo tipo de exportações, está claro que podemos fazer mais. Nota-se que o mercado argentino tem apetite pelos produtos de decoração, beleza e arte de Moçambique. O exemplo disso é nos móveis, onde Moçambique processa produtos madeireiros, porcelanas e barro, que é muito apreciado na Argentina”, referiu Agostinho Vuma, Presidente da CTA.

As duas partes acordaram em organizar B2B com empresários argentinos interessados em adquirir este tipo de produto de modo Moçambique a expandir o seu mercado.

O mercado de automóveis de passageiros é apetecível aos moçambicanos e pode ser um dos dinamizadores do comércio, sendo necessário encontrar instrumentos financeiros que apoiem a realização do comércio bilateral entre empresas de Moçambique e Argentina.

Moçambique é um dos principais mercados da Argentina, particularmente em relação ao trigo e pretende-se trabalhar na promoção de parcerias para a produção e desenvolvimento de cadeia de valor de cereais. Como sector privado, a CTA propôs a assinatura de acordos bilaterais entre os governos para o fornecimento destes produtos a preços estáveis.

Homens de negócios procuram estratégias para acelerar projectos na exploração mineira

Os homens de negócios de Moçambique e Ruanda, estão reunidos na mesma sala, desde o dia 24 de Maio corrente e por três dias (de 24 a 26), na capital moçambicana, vão procurar estratégias para acelerar a implementação de projectos nas áreas de energias, exploração mineira e agricultura.

Neste primeiro Fórum de Negócios Moçambique-Ruanda, o país conta com 120 empresários e representantes do Governo, e augura identificar investidores para viabilização e acelerar os  projectos em andamento nos domínios de agricultura, pescas, energias e mineração.

Moçambique exporta açúcar e minerais para o Ruanda

Segundo o País, fruto das relações económicas existentes, Moçambique exporta açúcar e minerais para a República do Ruanda, e o ministro da Indústria e Comércio, Silvino Moreno, que falava na abertura do Fórum, apontou que o desafio é aumentar as exportações.

Para o Ruanda, os portos e caminhos para escoamento de bens conferem à economia nacional vantagens competitivas a nível da região e tornam-no num “parceiro estratégico”, segundo palavras de Habyarimana Beata, ministra da Indústria e Comércio do Ruanda.

“Existem oportunidades imensas, no comércio, na logística e na mineração. A delegação do Ruanda está aqui para estabelecer relações comerciais de benefício mútuo. Do mesmo jeito que colocamos empresários de Moçambique para o Ruanda”, disse Beata.

 Moçambique quer colher experiência do Ruanda

Nos últimos anos, a economia do Ruanda registou melhorias significativas e teve uma pontuação positiva no ranking Doing Business, e é neste âmbito que Moçambique quer colher experiência.

“Interessa-nos muito partilhar desta experiência ruandesa, particularmente na promoção de indicadores, como a abertura de empresas e início de uma actividade económica, promoção de reformas, acesso à electricidade, procurement e licenças de construção”, avançou o presidente da Câmara de Comércio de Moçambique, Álvaro Massingue.

No domínio da agricultura, o Ruanda já manifestou a intenção de comprar o milho moçambicano. As conversações prosseguem em simultâneo com a preparação de silos e outras condições logísticas para conferir qualidade aceite no panorama regional. Momed Valá, presidente do Conselho de Administração do Instituto de Cereais de Moçambique, avança que os níveis de produção do milho são satisfatórios.

O primeiro Fórum de Negócios Moçambique-Ruanda decorre sob o lema “desenvolvimento através de investimentos, industrialização e exportação”.