Friday, April 17, 2026
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Preços dos combustíveis voltam a sofrer agravamento

Os preços dos combustíveis, no país, voltaram a sofrer um agravamento, o segundo em menos de seis meses. Assim, a gasolina que custava 77.39 passa para 83 meticais e 30 centavos, e o gasóleo sai dos 70 meticais e 97 centavos, e está a ser comercializado a 78 meticais 97 centavos.

O Petróleo de iluminação passa a custar 71 meticais 49 centavos contra os anteriores 50 meticais e 16 centavos. De acordo com a Autoridade Reguladora de Energia, a subida dos preços vai incidir também sobre o gás de cozinha que passa dos 80.49 meticais o quilograma para 85 meticais 53 centavos e o gás veicular passa dos 37.09 centavos para 40.57 meticais.

O Presidente do Conselho de Administração da Autoridade Reguladora de Energia, Paulo da Graça explicou que para evitar uma subida abrupta dos combustíveis o governo aplicou medidas de mitigação que consistiram na redução temporária de taxas sobre o gasóleo e gasolina em 4 meticais.

“A aplicação destas medidas de mitigação e bem como o reforço feito recentemente pelo governo, permitiu que se fizesse uma redução dos preços que estavam a níveis reais e frisando também o objectivo de minimizar o impacto, que os mesmos se fossem praticados a níveis reais, iriam causar ao consumidor final e as empresas, no geral. Se olharmos, por exemplo para o gasóleo, que tratando-se de um produto de importância primordial para a nossa economia, fez-se um esforço necessário para que o reajustamento não fosse atingido a níveis reais, onde teríamos uma situação de um acréscimo de cerca de treze meticais por litro“, disse.

Por sua vez, a Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas, AMEPETROL, reconhece o esforço empreendido pelo governo para harmonização do preço de combustíveis no país.

O secretário-geral da AMEPETROL, Ricardo Cumbe, disse que o ajuste ainda não corresponde ao valor real, mas sublinha que a decisão, sinaliza o compromisso do governo, na adopção de medidas que visam salvaguardar a sobrevivência das empresas petrolíferas.

Standard Bank promove negócios inovadores para mulheres

Em parceria com a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ), o Standard Bank promove, entre os dias 20 e 24 de Junho próximo, a 20ª edição do #Ideate, um programa de estímulo ao empreendedorismo e desenvolvimento de negócios inovadores para a resolução de desafios.

Tal como a anterior, esta edição é dedicada exclusivamente a mulheres.

Para a materialização desta iniciativa, com a qual se pretende formar 150 mulheres empreendedoras ou aspirantes ao empreendedorismo, decorre entre os dias 16 e 29 de Maio, o processo de inscrições gratuitas, através das redes sociais do Standard Bank.

Dada à pretensão de formar mulheres empreendedoras ou aspirantes ao empreendedorismo, os promotores do #Ideate encorajam candidaturas de mulheres que tenham ideias ou negócios inovadores nas áreas de economia verde, reciclagem, entre outras.

Irá Davos mostrar-nos o caminho?

Desde o passado dia 22 de Maio decorre em Davos, na Suíça, o encontro anual do Fórum Económico Mundial, o primeiro com a presença física dos participantes em mais de dois anos, devido à Pandemia global.

O Fórum junta mais de 2500 líderes políticos, de negócios, da sociedade civil, de círculos académicos, das artes e media para discutir temas centrais da actualidade no que respeita a questões políticas, económicas e sociais.

Veja aqui a lista das figuras públicas presentes.

O que será debatido em Davos?

Este ano o encontro é extraordinariamente importante, já que é marcado por várias questões fracturantes, essenciais para responder a alguns dos desafios actuais da humanidade.

Por um lado as ondas de choque originadas por uma pandemia global, ainda ensombram muitos países e as suas economias, com a disrupção das cadeias logísticas e efeitos na subida dos preços. Por outro a recente situação de crise militar entre o Ucrânia e a Rússia, com a crise geopolítica e económica a alastrar-se a nível mundial, apenas veio agravar a situação débil de retoma económica de muitos países e a colocar um obstáculo ainda mais intransponível a uma possível normalidade.

Ensombrando tudo isto temos ainda as questões climáticas, com consequências económicas e humanas visíveis a cada dia e que já poucos líderes conseguem ignorar, mas sobre o qual os consensos e as decisões concretas demoram a surgir.

Acompanhe todo o programa aqui.

Um rumo para o futuro?

Este será provavelmente conhecido como uma das edições mais importante dos últimos 50 anos de existência deste Fórum.

Mas será que em 2022 este Fórum Económico Mundial irá fazer finalmente jus ao seu nome? É necessário que várias decisões, realmente importantes, sejam tomadas durante este encontro, ou pelo menos consensos sejam acordados, para as atingir. Caso contrário deixaremos passar mais um precioso ano, que nos levará cada vez mais longe de um futuro sustentável, com mais equidade em termos económicos, com melhor e universal acesso à saúde. Teremos sim um futuro cada vez mais incerto onde individualmente estaremos menos preparados para os imprevisíveis eventos que ameaçam a nossa existência.

Acompanhe o Fórum nas Redes Sociais

Terminal da Matola recebe segundo comboio de carvão do Botswana

O terminal da Matola da Grindrod no Porto de Maputo, diz que recebeu o seu segundo comboio de carvão da Mina de Morupule do Botswana.

O terminal também conseguiu descarregar com sucesso os 50 vagões usando os basculantes do terminal. (Felizmente, os basculantes são compatíveis com os vagões do Botswana.)

Prevê-se que o corredor possa realizar um volume de exportação anual de 350 000 toneladas a 400 000 toneladas de carvão do Botswana.

O Botswana está a tentar desenvolver uma série de novas minas de carvão, mas como é um país sem litoral, requer uma rota de exportação transfronteiriça eficiente e económica.

BAD doa 1,5 biliões de dólares aos agricultores africanos

Cerca de 20 milhões de agricultores africanos, poderão beneficiar de 1,5 biliões de dólares norte-americanos, aprovados pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), para evitar uma crise alimentar iminente.

Devido ao corte do fornecimento de alimentos resultante da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o continente africano tem vindo a enfrentar uma escassez de pelo menos 30 milhões de toneladas métricas de alimentos, especialmente trigo, milho e soja importados de ambos os países.

Segundo o BAD, os agricultores africanos precisam urgentemente de sementes e insumos de alta qualidade antes do início da época de plantio, em Maio corrente, para aumentar, imediatamente, o fornecimento de alimentos. Por isso, a instituição aprovou, na sexta-feira, um pacote de financiamento de 1,5 biliões de dólares, para evitar uma crise alimentar iminente.

De acordo com o jornl O País, o valor permitirá a produção de 11 milhões de toneladas de trigo, 18 milhões de milhões, seis milhões de arroz, e 2,5 milhões de sojas.

Pequenos poderão produzir 38 milhões de toneladas

O Mecanismo Africano de Produção Alimentar de Emergência vai fornecer a 20 milhões de pequenos agricultores africanos sementes certificadas, bem como aumentar o acesso a fertilizantes agrícolas e permitir-lhes-á produzir, rapidamente, 38 milhões de toneladas de alimentos, refere a instituição.

O BAD, através do Mecanismo Africano de Produção Alimentar de Emergência, também vai criar uma plataforma para defender reformas políticas críticas, de maneira a resolver as questões estruturais que impedem os agricultores de receberem insumos modernos e o reforço das instituições nacionais que supervisionam os mercados de insumos.

Serão também fornecidos fertilizantes aos pequenos agricultores africanos durante as próximas quatro épocas agrícolas, e garantias de empréstimo e outros instrumentos financeiros.

Muitos países africanos já assistiram a aumentos de preços do pão e outros artigos alimentares. Se este défice não for compensado, de acordo com o BAD, a produção alimentar em África diminuirá pelo menos 20% e o continente poderá perder mais de 11 mil milhões de dólares em valor de produção alimentar.

Maputo acolhe Fórum de Negócios Moçambique-Ruanda

A Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) e a Federação do Sector Privado (FSP) de Ruanda, realizam de 24 a 26 de Maio, do ano em curso, Maputo, a partir das 08h:00 o Fórum de Negócios Moçambique-Ruanda.

A Missão Empresarial vinda daquele país tem como objectivo promover investimentos, parcerias comerciais e de cooperação entre investidores, incrementar a competitividade, melhorar o acesso ao mercado, aumentar a base de exportação de bens e serviços e ainda garantir a rentabilidade de ambos os países.

Igualmente, o evento prevê facilitar a identificação de novas oportunidades nos sectores de Turismo, Agronegócios, Energias Renováveis, Tecnologias de Informação e Comunicação, Infraestruturas, Recursos Minerais, Indústria Têxtil, Óleo e Gás.

O Fórum de três dias vai contar com a presença de representantes do Sector Privado ruandês e moçambicano, do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação Embaixada do Ruanda em Moçambique e do Ministério do Comércio e Indústria.

Ainda, o programa da Delegação Empresarial inclui exposições, apresentações sobre negócios, reuniões (B2B) com actores do sector privado de Moçambique para discutir processos, regulamentos e incentivos para investir em ambos os países.

A CCM e a FSP de Ruanda esperam que através de extensas sessões de networking os participantes explorem e identifiquem novas oportunidades de comércio, investimentos e encontrem parceiros para projectos de negócios conjuntos.

Clientes do Millennium bim já podem usar o Western Union através do Smart IZI

O Millennium bim é um dos maiores bancos que actuam no mercado nacional e tem apostado fortemente na tecnologia. Na nona edição da MozTech, o banco apresentou novas funcionalidades da aplicação Smart IZI, que visam facilitar a vida do cliente.

A MozTech foi o palco escolhido para apresentar ao mercado o acesso ao serviço Western Union, bem como a subscrição do seguro de assistência em viagem, tudo através do Smart IZI.

Os Clientes do Millennium bim já podem, através da aplicação Smart IZI, usar o serviço Western Union para enviar e receber valores de forma rápida, simples e segura, sem que seja necessário que se desloquem a um balcão.

Por outro lado, o  Millennium bim é uma vez mais pioneiro no sistema bancário nacional, ao possibilitar a compra de seguros de viagem com adesão 100% digital e imediata utilizando também o aplicativo Smart IZI.

O Director de Comunicação e Marketing do Millennium bim, Alsone Guambe, fez a apresentação das novas funcionalidades do Smart IZI durante a sua participação na MozTech Talk subordinada ao tema “tecnologia e disrupção nos mercados: tendências, inovação e impactos”.

Guambe, abordou a estratégia digital do Banco, destacando o foco da instituição na modernização contínua das diversas plataformas. De facto, o Millennium bim tem regularmente introduzido várias inovações digitais sendo de destacar a possibilidade de constituição de depósitos a prazo, e de solicitar cartão de debito personalizado, assim como a adesão a soluções integradas (Pacotes Top e Top+), para além de muitas outras.

A participação do Millennium bim na MozTech contou ainda com a intervenção de Jorge Octávio, Administrador do Banco, num painel dedicado ao tema “Plataformas Digitais – Uma alavanca para o crescimento dos negócios”. Neste painel, teve lugar um animado debate sobre a revolução nos mercados introduzida pelas múltiplas e inovadoras ofertas digitais de produtos e serviços, os novos modelos de negócio viabilizados pela tecnologia, o seu impacto transformador nas empresas no consumidor e os desafios impostos pela Cibersegurança.

Para Jorge Octávio, o permanente investimento do Banco em inovação é evidência do seu compromisso em estar cada vez mais próximo dos seus Cliente com com ofertas adequadas às suas necessitadas financeiras.

Aeroporto Filipe Nyusi pode facilitar negócios entre Moçambique e Botswana

O Aeroporto Filipe Jacinto Nyusi, no distrito de Chongoene, a escassos quilómetros da cidade de Xai-Xai, na província de Gaza, poderá receber voos directos de Gaborone, capital do Botswana. A ideia é abrir espaço para a exploração de oportunidades de negócios entre empresários dos dois países.

“Podemos realizar viagens de negócios sem passar por Joanesburgo, na África do Sul,  economizando o tempo de viagem”, disse Phandu Chaka Skelemani, presidente da Assembleia Nacional da República do Botswana, citado pelo jornal Notícias.

O parlamentar acrescentou que o Aeroporto Filipe Nyusi tem todas as condições necessárias para a sua exploração e através da cooperação entre os dois países pode-se potenciar esta infra-estrutura de grandeza internacional.

Novo acordo irá potencializar Mpanda Nkuwa

O Projecto Hidroeléctrico de Mpanda Nkuwa ganhou uma nova dinâmica, com a celebração, de um acordo para potencializar o projecto de 1.500 Megawatts e as infra-estruturas associadas de transporte de energia.

Com um custo estimado em 4,5 biliões de dólares, o projecto inclui o desenvolvimento de uma barragem, uma central eléctrica com capacidade de até 1.500 Megawatts e uma linha de transporte de energia de alta tensão de 1.300 km a partir do local do projecto na província de Tete para Maputo. A conclusão do empreendimento está prevista para 2031.

O acordo foi rubricado pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), através do Gabinete de Implementação do projecto Hidroeléctrico de Mpanda Nkuwa (GMNK) e a cooperação financeira internacional (IFC), parte do Grupo Banco Mundial.

De acordo com a Carta de Moçambique, a IFC irá trabalhar com o Governo Moçambicano, em colaboração com o GMNK, para estruturar este projecto, incluindo a revisão do desenho técnico, as questões ambientais, estruturação comercial e financeira. O objectivo é ajudar a mobilizar o investimento privado competitivo para colocar o projecto em operação comercial e apoiar a transição energética sustentável para o país.

Refira­se que o Projecto Hidroeléctrico de Mpanda Nkuwa foi concebido em 2008, e o início para a produção fora projectado para 2016, mas, de 2014 a 2017, a ideia foi esquecida. Todavia, em 2018, o projecto foi relançado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

Economia cresce 4.1%, o maior salto trimestral desde 2018

A economia moçambicana deu o maior salto trimestral desde Junho de 2018, tendo crescido 4,1% no primeiro trimestre deste ano, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O crescimento está associado ao alívio das restrições para conter a covid-19, permitindo dinamizar a economia, indicou o Banco de Moçambique num comentário aos dados do INE.

Hotéis e restaurantes lideraram o crescimento da economia nos primeiros três meses do ano, com o sector a registar uma subida de 11,45%, seguida pela indústria extrativa com 8,56% e transportes e comunicações com 7,34%.

A economia moçambicana cresceu 2,16% em 2021 e o Governo prevê uma subida de 2,9% no Plano Económico e Social e Orçamento do Estado aprovados pelo parlamento em Dezembro – ainda antes dos riscos inflacionários globais desencadeados pela guerra na Ucrânia.