Sunday, April 19, 2026
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Maputo cresceu 2.9% na campanha agrária 2020-2021

A província de Maputo alcançou um crescimento de 2.9 por cento na campanha agrária 2020-2021, mercê de um incremento na produção total de diversas culturas alimentares e de rendimento.

O incremento representa cerca de 4.4 milhões de toneladas, tornando a província auto-suficiente em vários produtos agrícolas, incluindo o alargamento do portefólio de avicultura, onde registou-se um crescimento anual de 2.7 por cento com a produção de frangos.

Os resultados desta campanha estão atrelados ao programa SUSTENTA, que galvaniza as cadeias de valor existentes.

Os números foram partilhados, há dias, pelo Governador provincial, Júlio Paruque, em conversa com a população do distrito de Marracuene, no âmbito da comercialização agrícola em curso no país, recentemente lançada pelo Presidente da República, Filipe Nyusi.

“Queremos partilhar que na campanha agrária 2020-2021 a nossa província cresceu 2.9 por cento. Neste momento somos auto-suficientes na produção do frango”, disse.

Há condições para transição de produção de energia para fontes renováveis

A Associação Lusófona de Energias Renováveis diz haver condições favoráveis em Moçambique, para a transição de produção de energia para fontes renováveis.

O posicionamento foi manifestado na cidade de Maputo, num Seminário sobre armazenamento e integração de energias renováveis na rede de Moçambique.

O porta-voz do evento, Pedro Coutinho, disse em entrevista que Moçambique já deu passos significativos tanto na legislação, quanto nas infra-estruturas de armazenamento de energia.

Na ocasião, a representante da União Europeia,  Verlee Smet, referiu que o Bloco europeu está comprometido em apoiar Moçambique no acesso a energia.

Mulheres devem ser mais atrevidas nos negócios

A Primeira Feira Internacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (FIMPME), que teve lugar nos dia 25 e 26 de Maio, em Maputo, promoveu vários debates sobre o contributo das PME’s na consolidação da economia.

Um dos temas que era aguardado com muita expectativa estava agendado para o último dia: Empreendedorismo Femenino, Desafios e Oportunidades. Numa das suas primeiras intervenções Isa Macaringue, Embaixadora da ICEF, disse que é preciso começar a pensar fora da caixa e procurar soluções estruturantes para as mulheres terem um financiamento, porque este tem sido um dos grandes problemas enfrentado por esta camada social no mundo dos negócios.

Macaringue, disse ainda que é preciso olhar para o ciclo do empreendedorismo e apoiar as mulheres empresárias, para que elas possam ter condições de criar negócios mais robustos.

Durante o debate, as painelistas concordaram que as mulheres precisam ser mais atrevidas no mundo dos negócios, como os homens, e entrarem também no negócio dos mega­projectos de petróleo e gás.

Micro-empresas retomam actividades em Cabo Delgado

Cerca de cento e cinquenta micro-empresas que se beneficiaram de financiamento da linha de crédito bonificado, inserido no programa de relançamento do sector privado, já retomaram as suas actividaes nas regiões norte e centro de Cabo Delgado.

O objectivo deste financiamento é dinamizar a economia rural nas zonas outrora afectadas pelo terrorismo na província de Cabo Delgado.

Mahamud Irásh, presidente do Conselho empresarial provincial disse que embora de forma tímida há retorno das micro-empresas às zonas de origem.

“Já se fala de 154 beneficiários, desses, maior número está em Metuge porque nesses outros distritos ninguém se atreve a dar financiamento “, disse.

Refira-se que devido ao terrorismo, mais de quatro mil e novecentas empresas foram directamente afectadas em Cabo Delgado.

Governo anuncia redução do défice orçamental

O Governo anunciou a redução do défice orçamental (antes de donativos) de 7,9% para 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com a Conta Geral do Estado de 2021, publicada esta segunda-feira.

“Apolítica orçamental para 2021 centrou-se em ações na área tributária com vista a incrementar e diversificar os níveis de captação de receitas e na racionalização dos gastos públicos dada a limitação de recursos”, lê-se no documento.

Entre 2020 e 2021, as receitas do Estado cresceram de 235 mil milhões para 266 mil milhões de meticais, um ritmo superior ao da subida das despesas, de 312 mil milhões para 319 mil milhões de meticais.

A Conta Geral do Estado de 2021 está publicada em dois ficheiros no portal do Ministério da Economia e Finanças.

No último ano, a economia moçambicana registou um crescimento de 2,16%, depois de uma retração de 1,23% em 2020, devido às restrições para travar a pandemia de covid-19.

Maputo acolhe 8ª Conferência MMEC

A 8ª conferência e Exposição de Minas, Petróleo e Energia de Moçambique (MMEC 2022) regressa a Maputo nos dias 2 – 3 de Junho próximo. O evento terá lugar no Centro de Conferências Joaquim Chissano.

O tema principal desta edição é “Desenvolvimento Sustentável em Toda a Cadeia de Valor Mineral e Energético”. Rumo a um Futuro de Baixo Carbono”, num contexto em que o efeito das alterações climáticas globais nas actividades económicas moçambicanas tem sido profundo nos últimos anos.

A MMEC 2022 centrar-se-á nos principais desenvolvimentos, conteúdos locais, alterações climáticas e políticas e projectos emergentes nas indústrias energética e extractiva de Moçambique, numa pós-pandemia mundial.

A conferência mostrará Moçambique como um país amigo dos negócios onde estão a ser implementadas reformas políticas para encorajar o fluxo de investimento directo nacional e estrangeiro na indústria de energia e extractiva. Contribuirá também para alcançar os objectivos de promoção da criação de emprego, melhoria das receitas em divisas e criação de riqueza no país.

A MMEC é o único evento nos sectores de Minas, Energia e Petróleo e Gás oficialmente endossado pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, co-organizado pela Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P (ENH), organizado pela AME Trade Moçambique e pela AME Trade UK.

 

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Conhece o Starlink de Elon Musk que já chegou a Moçambique?

De acordo com um tweet do empresário espacial Elon Musk, o serviço de internet por satélite Starlink lançado pela SpaceX, foi aprovado para a Nigéria e Moçambique.

A Starlink é uma constelação de satélites operada pela SpaceX com o objectivo de fornecer acesso à internet via satélite, que pretende disponibilizar em mais de 30 países.

A Internet Starlink funciona enviando informação através do vácuo do espaço, onde viaja a uma velocidade muito mais rápida do que em cabos de fibra óptica e pode chegar a muito mais pessoas e lugares.

A maioria dos serviços de Internet por satélite provém, hoje em dia, de satélites geoestacionários únicos que orbitam o planeta a cerca de 35.000 km. O Starlink é uma constelação de múltiplos satélites que orbitam o planeta muito mais próximo da Terra, a cerca de 550 km, e cobrem todo o globo terrestre.

Como os satélites Starlink estão numa órbita baixa, o tempo dos dados de ida e volta entre o utilizador e o satélite – também conhecido como latência – é muito mais baixo do que com os satélites em órbita geoestacionária. Isto permite ao Starlink fornecer serviços como jogos online que normalmente não são possíveis em outros sistemas de banda larga por satélite.

A empresa Mãe SpaceX começou a lançar satélites em 2019, tendo chegado a África em 2021. A rede Starlink é constituida neste momento por mais de 2.400 pequenos satélites produzidos em massa em órbita terrestre baixa (LEO), que comunicam com transceivers terrestres designados.

A Starlink traz a tão necessária concorrência aos operadores de telecomunicações africanos, tais como MTN e Airtel, Vodacom, que terão eventualmente de melhorar a sua qualidade de Internet.

No entanto há quem questione o seu preço. Com um custo inicial do kit de 599 dólares (38.635 Mts) que inclui a antena parabólica Starlink , o modem e o router e um custo mensal de 110 dólares  (7.095 Mts)o sistema ficará caro para o bolso da grande maioria dos moçambicanos.

UBA regista um crescimento anual de 96%

O Banco UBA Moçambique SA publicou os seus resultados financeiros de 2021 que mostram um crescimento excepcional em todos os principais parâmetros de desempenho. A instituição refere que no exercício findo a 31 de Dezembro último os resultados operacionais apresentam um crescimento anual de 96%, correspondente a 238 milhões de meticais.

Em comunicado de imprensa, a fonte, explica que os ganhos antes do pagamento dos impostos apresentam um crescimento anual de 325 por cento, o equivalente a 159 milhões de meticais.

“Os resultados depois dos imposto passaram de uma perda de 96 milhões de meticais em 2020 e um lucro de 41 milhões em 2021. De igual modo, houve um crescimento notável nas principais rubricas do balanço, pois o total de activos apresentou um incremento anual de 65 por cento ( 7 094 milhões de meticais)”. frisa.

Para o administrador delegado do UBA Moçambique SA, Rotimi Morohunfola, ainda de acordo com o comunicado, 2021 foi um ano desafiante na maioria das frentes, com todos os ventos de proa associados à pandemia da Covid-19 ainda prevalecentes”.

“Contudo, apesar dos desafios, foi também um ano em que o UBA alcançou um importante marco histórico na execução da sua estratégia em Moçambique. Isto reflectiu-se obviamente no desempenho financeiro em todas as áreas”, disse.

Há condições para produção de trigo para consumo doméstico

Boa parte do trigo que abastecia o mercado nacional é proveniente da Rússia e Ucrânia dos países que se encontram em conflito, sendo que actualmente, a exportação do produto está restringida desde a invasão militar russa à Kiev,há cerca de três meses.

No entanto, a Federação das Associações Nacionais Agrárias considera que o País reúne condições para produzir trigo suficiente para o consumo doméstico, face a escassez deste cereal.

O Presidente da agremiação dos agricultores, Hernane Mussanhane, que falava em conferência de imprensa, explicou que o sector precisa de incentivos para tornar possível a produção do trigo internamente.

“Alternativas tem, mas na agricultura, as soluções não são imediatas. Temos que produzir mais e a questão do crédito, não cá para nós; 2% todo o crédito que é aprovado a nível de Moçambique é só para Agricultura. Como é que vamos dizer que a agricultura é uma prioridade? A agricultura precisa mesmo de apoios reais. Podemos produzir, há condições no país para produzir trigo, mas isso vai ser a médio e longo prazo”, afirmou.

O reajuste do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares (IRPS), é outro elemento que pode contribuir para estimular o sector agrário, na visão dos agricultores.

MPME enfrentam desafios ligados a estrutura administrativa

Manuel Sithole, do Instituto Nacional de Petróleos (INP), realçou durante a feira internacional das MPME, em Maputo, a necessidade de regulamentar a obrigatoriedade do recurso ao conteúdo local, de modo a garantir a participação das PMEs nos projectos de gás.

“O desafio do Governo é de que, numa primeira fase, tenhamos 20% das contratações, sendo que a meta a médio prazo é chagar a 30 %”, explicou Manuel Sithole.

Entretanto, no mesmo evento, o vice-ministro da Economia e Finanças, Milton Tivane, garantiu que dentro de poucas semanas o Governo vai apreciar a proposta de Lei do Conteúdo Local.

Manuel Sithole, reconhece, no entanto, que as MPME moçambicanas ainda enfrentam desafios ligados à sua estrutura administrativa e qualidade de produção.

“As nossas empresas ainda têm problemas de gestão financeira, sistemas, meio ambiente, recursos humanos qualificados, saúde e segurança no trabalho, seguros, licenças para o desenvolvimento de actividades específicas e capacidade financeira”, detalhou, Sithole, tendo dito que esses são os principais elementos que têm dificultado a aprovação das MPME nos megaprojetos de petróleo e gás.