Sunday, April 19, 2026
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Max Tonela: Prestamos atenção ao desenvolvimento de fontes renováveis

O Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, disse que Moçambique tem no gás natural um activo importante para ajudar o mundo a empreender a transição energética para uma era de maior preponderância das energias limpas face à emergência provocada pela crise climática.

“O compromisso de Moçambique com a agenda climática é inequívoco. Prestamos atenção ao desenvolvimento de fontes renováveis, para a diversificação da matriz energética nacional e alcance das metas de acesso universal à energia elétrica”, enfatizou o ministro.

O Ministro avançou que o Governo tem tomado várias medidas para a eliminação de barreiras ao investimento, assegurar a transparência e garantir uma maior participação do sector privado nacional e estrangeiro na exploração de recursos energéticos.

Max Tonela falava a margem da conferência MMEC2022 que junta mais de 200 participantes de 21 países, que vão debater os desafios e oportunidades no sector de mineração, petróleo, gás e energia em Moçambique, tendo como pano de fundo o lema “Desenvolvimento sustentável em toda a cadeia de valor mineral e energético, rumo a um futuro com baixas emissões de dióxido de carbono”.

Índice de Inclusão Financeira desceu 1,2 pontos em 2021

O Índice de Inclusão Financeira calculado pelo Banco de Moçambique desceu 1,2 pontos em 2021, devido à redução de locais de acesso a serviços financeiros e à retração provocada pela covid-19, lê-se no relatório.

“OÍndice de Inclusão Financeira (IIF) global calculado pelo Banco de Moçambique (BM) situou-se em 12,76 pontos em 2021, contra os 13,93 pontos registados em 2020”, refere o documento publicado pelo banco central.

“Esta queda resulta, fundamentalmente, da redução dos pontos de acesso (agências bancárias, microbancos e cooperativas de crédito, agentes bancários, máquinas automáticas e pontos de venda), com especial enfoque na cidade de Maputo”.

A queda resulta também “da retração da actividade económica ao longo do período em análise (efeito COVID-19)”, acrescenta o documento. A publicação anual está prevista no âmbito da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira (ENIF).

O objectivo da estratégia é “construir uma sociedade financeiramente incluída em Moçambique”, onde por cada mil adultos ainda só há 315 com conta bancária – sendo a cobertura maior ao nível das carteiras móveis: 67% da população adulta tem conta aberta em instituições de moeda eletrónica (totalmente geridas por códigos no telemóvel, mesmo sem Internet).

A Estratégia Nacional de Inclusão Financeira contempla 54 ações que deviam ser executadas entre 2016 e 2022, mas ainda só um terço foi realizado, refere o relatório.

O documento considera prioritária a aprovação de novas regulamentações e licenças no setor (nomeadamente na área das empresas de tecnologias financeiras), bem como “a conclusão da interoperabilidade dos serviços financeiros prestados pelas instituições bancárias através da rede única nacional”.

Por outro lado, é também urgente a realização de um diagnóstico nacional sobre literacia financeira e “a expansão dos níveis de cobertura dos serviços de telefonia móvel”.

“Apesar dos desenvolvimentos notáveis registados ao longo de 2021, persistem os desafios para a melhoria dos níveis de inclusão financeira, sobretudo nas zonas rurais”, sublinha o relatório.

Cresce produção de carvão mineral exportado para o estrangeiro

A província de Tete registou um crescimento de quarenta e sete por cento de produção de carvão mineral, exportado para o mercado estrangeiro.

Trata-se do carvão térmico e metalúrgico produzido nas bacias carboníferas de Moatize e Marara, pelas multinacionais VULCAN, ICVL e Jindal Africa, tendo contribuído para o aumento de postos de emprego fixos.

A informação foi partilhada, pelo director do serviço provincial de Infra-estrutura de Tete, Grácio Cune, no espaço Café da Manhã da Rádio Moçambique.

“Isto revela o nosso compromisso de manter os postos de trabalho e as minas em operação. O nosso desafio é, a medida que o tempo for passando, irmos aumentando e recuperando a nossa produção e a nossa comercialização”, disse.

Indústria extrativa deve ser a força motriz da industrialização

O ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, defendeu durante a abertura da 8ª edição da Conferência e Exposição de Moçambique sobre Mineração, Petróleo, Gás e Energia (MMEC 2022), a transparência na exploração dos recursos naturais visando a promoção do desenvolvimento social e económico do país.

“A exploração deste potencial deve ser feita de forma transparente para que os seus benefícios contribuam, em primeiro lugar, para a elevação da vida dos moçambicanos, hoje e amanhã”, disse Max Tonela.

Para que a extração de recursos naturais seja colocada ao serviço da prosperidade dos moçambicanos, o executivo aposta em estratégias que promovam a industrialização do país e a participação do sector privado nacional na cadeia de valor.

“Queremos que a indústria extrativa seja a força motriz da industrialização nacional, garantindo que os nossos recursos possam ser transformados em produtos de alto valor acrescentado, promovendo mais emprego e dinamizando o mercado interno e as exportações”, sublinhou o ministro da Economia e Finanças.

Max Tonela avançou que o Governo tem tomado várias medidas para a eliminação de barreiras ao investimento, assegurar a transparência e garantir uma maior participação do sector privado nacional e estrangeiro na exploração de recursos energéticos.

MIREME oferece 30 bolsas de estudo para a área de petróleo e gás

Trinta jovens moçambicanos vão beneficiar-se de bolsas de estudo para a Malásia, disponibilizadas pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia. Os bolseiros serão formados em petróleo e gás num período de cinco anos.

A ida dos 30 bolseiros para a Malásia enquadra-se na estratégia do Governo de formação e capacitação técnico-profissional, com vista a garantir quadros qualificados para responder à demanda dos mega-projectos na área de petróleo e gás no país.

“Vinte dos 30 estudantes são provenientes das zonas onde decorrem os grandes projectos. Falo de distritos como Larde, Moma, Mocímboa da Praia e Palma. Portanto, façam valer o esforço, obtenham conhecimento e tragam-no para implementar no nosso país. Não se desviem do vosso propósito de estudo, não se deixem levar pela beleza exterior, permaneçam firmes”, apelou Marta Vieira, do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

Por sua vez, os beneficiários das bolsas do programa que envolve o Governo e a Universidade de Petronas não esconderam a sua satisfação e prometem dar o melhor de si.

“Estaremos focados em nós próprios de modo a beneficiar o país e o povo. Vamos aproveitar o máximo a estudar e a colher ferramentas que impulsionam a indústria extractiva em Moçambique”, afirmou Érica Cupelo, beneficiária da bolsa.

“Quero orgulhar ainda mais os meus pais e o meu país. Não me vou desviar, vou focar-me a 100%. Quero contribuir de forma positiva para acelerar o desenvolvimento do país”, afirmou Darçai da Glora, beneficiária da bolsa.

Para os encarregados, esta oportunidade vem de bom agrado e motivo de orgulho. “Sinto-me orgulhoso de ver um filho atingir esse patamar. Segundo agradecer à organização pela grande oportunidade que dão ao meu filho e aos moçambicanos. Isto vai beneficiar a todos no fim das contas”, declarou Eduardo Manuel, encarregado.

“É fenomenal, como bem disseram. Foram muitos candidatos e a minha sobrinha ter conseguido estar nos 30 apurados é quase que inacreditável. Sentimo-nos honrados de verdade”, avançou António Rashid, encarregado.

Os bolseiros partem para a Malásia no próximo dia 4 e deverão permanecer naquele país durante cinco anos. O Governo comprometeu-se a criar condições para envolver os estudantes nos grandes projectos da indústria extractiva depois da formação.

Banco Mundial doa 15 milhões de dólares para recuperação de PME afectadas pelos ciclones

Governo, através de fundos alocados pelo Banco Mundial, vai conceder 15 milhões de dólares americanos, a título de donativo, a 600 Pequenas Médias Empresas (PME) afectadas pelos ciclones Idai e Kenneth, nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Tete, Zambézia, Manica, Sofala e Inhambane.

O anúncio foi feito esta quarta-feira, 1 de Junho, na cidade de Pemba, em Cabo Delgado, pelo director executivo do Gabinete de Reconstrução Pós-Ciclones (GREPOC), Luís Mandlate, no decurso de lançamento do programa de subvenções equivalentes.

Segundo foi explicado pelo consórcio das empresas contratadas pelo GREPOC, para assistência às PME em matéria de elaboração dos projectos de acesso aos fundos, os valores que cada interessado vai receber variam entre um e três milhões de meticais.

Segundo Wilson Tafinha, do consórcio de consultores, a PME que solicitar um milhão de meticais terá apenas de comparticipar com 15% do valor, enquanto aqueles que solicitarem três milhões de meticais terão de entrar com 30% do valor.

O programa de subvenções tem a duração de 36 meses, a contar a partir de Dezembro de 2021.

ENH lança plataformas digitais para divulgação de oportunidades na indústria de petróleo e gás

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) lançou esta quinta-feira, 2 de Junho, duas ferramentas digitais que visam facilitar o acesso a informação e aumentar as oportunidades de participação do empresariado nacional na indústria de Petróleo e Gás.

Trata-se do “ENH MAP View”, um portal de visualização e consulta de dados geológicos e geofísicos em blocos de pesquisa e produção, assim como dados de distribuição e consumo de hidrocarbonetos em Moçambique. Já, o Portal de Fornecedores permite o cadastro on-line de prestadores de serviços e a abrangência a diversos fornecedores, com realce para as PMEs nacionais, para a provisão de serviços à ENH e, subsequentemente, à indústria.

As duas plataformas foram lançadas durante a 8.ª edição da ‘Conferência e Exposição de Moçambique sobre Mineração, Petróleo & Gás e Energia’ (MMEC), que decorre desde esta quinta-feira, em Maputo, capital do País.

Segundo Rudêncio Morais, administrador de pesquisa e produção na ENH, as plataformas pretendem criar condições de investimentos neste sector. “A plataforma ENH MAP View permite o acesso rápido aos concursos realizados em Moçambique. Permite ainda fazer uma visualização rápida bem como trazer a transparência dos concursos divulgados pela ENH e de toda indústria de petróleo e gás em Moçambique”, explicou o administrador.

Não obstante, a ENH considera que as duas plataformas são uma fonte de resposta para que as entidades ligadas ao sector de Oil & Gas possam trazer mais transparência no processo de pesquisa e adjudicação de bens e serviços com as empresas moçambicanas.

“O portal de fornecedores irá permitir também fazer uma análise estatística das oportunidades que as Pequenas e Média Empresas (PME) têm no sector de hidrocarbonetos com vista a fazermos um plano de capacitações para que haja uma maior inclusão”, salientou.

A 8.ª edição da Conferência e Exposição de Moçambique sobre Mineração, Petróleo & Gás e Energia (MMEC) decorre sob o lema “Desenvolvimento Sustentável em toda a Cadeia de Valor Mineral e Energético, Rumo a um futuro com baixas emissões de carbono”.

HCB atingiu 10.2 mil milhões de meticais no exercício económico de 2021

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) registou o maior resultado líquido de sempre no exercício económico de 2021, ao atingir 10.2 mil milhões de meticais.

O feito resulta do aumento das vendas em 12.5%, de acordo com um comunicado de imprensa da Hidroeléctrica de Cahora Bassa.

Do resultado Líquido do Exercício de 2021, 36.4% será aplicado no pagamento de dividendos aos accionistas, e 63.6% para resultados transitados, indica o documento.

Taxa de juro de referência volta a subir e chega a 20,6%

A taxa de juro de referência (‘prime rate’) para as operações de crédito em Moçambique vai subir 150 pontos base para 20,6%, a vigorar durante este mês, anunciou a Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

Ataxa calculada mensalmente pela AMB e pelo Banco de Moçambique (BM) tem por base um indexante único (calculado pelo banco central) que sobe de 13,8% para 15,3% e um prémio de custo de 5,3% (definido pela AMB) que se mantém inalterado.

Este é o segundo aumento consecutivo desde que o BM decidiu, no final de março, aumentar a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO, que influencia a fórmula de cálculo da ‘prime rate’) para controlar a inflação.

A inflação homóloga em Moçambique subiu para 7,9% em Maio, o valor mais alto dos últimos quatro anos e meio, mas o BM prevê que se mantenha a “um dígito (abaixo de 10%) no médio prazo”.

A ‘prime rate’ estava fixada em 18,6% desde outubro de 2021, subiu para 19,1% em maio e para 20,6% em Junho.

A criação da ‘prime rate’ foi acordada há cinco anos entre o banco central e a AMB para eliminar a proliferação de taxas de referência no custo do dinheiro. Na altura, foi lançada com um valor de 27,75% e desceu 715 pontos base desde então.

O objectivo é que todas as operações de crédito sejam baseadas numa taxa única, “acrescida de uma margem (spread), que será adicionada ou subtraída à ‘prime rate’ mediante a análise de risco” de cada contrato, explicaram os promotores.

ENI procura fornecedor de serviços logísticos para Área 4

A Eni Rovuma Basin está à busca de firmas que possam fornecer uma Base Logística e Serviços Logísticos Integrados, para Pemba província de Cabo Delgado de forma a apoiar actividades Logísticas das operações a montante da Área 4.

De acordo com o anúncio publicado há dias, o âmbito do trabalho consiste no fornecimento de uma Base Logística em regime de aluguer permanente com acesso a Cais Marítimo (adjacente à base logística) e serviços logísticos, mas não limitado ao fornecimento de equipamento de elevação (gruas, empilhadeiras) transporte terrestre (camiões e reboques), unidades de carga offshore, ou em mar (CCU), acessórios de elevação, serviços de limpezas de tanques de embarcações, fornecimento de mão­de­obra, serviços de inspecção e recertificação, serviços de autoridade portuária (transferência de carga), água de perfuração/água doce e consumíveis para apoiar continuamente as actividades operacionais da Companhia, principalmente em Pemba.

De acordo com a Crata de Moçambique, todos serviços devem incluir toda manutenção nas instalações da base logística, áreas abertas e cais marítimo para apoiar continuamente as actividades da companhia. A Base Logística e o Cais Marítimo devem ser conectados à rede rodoviária, permitindo o trânsito e movimentação segura de camiões pesados e equipamentos de manuseio de materiais. As vias de acesso a base logística e ao cais marítimo serão objecto de avaliação técnica e deverão ser construídas ou mantidas pela contratada em condições de fácil entrada e saída em todas condições climáticas durante toda vigência do contrato.

A Eni requere uma Base Logística com uma ára total inicialmente estimada em 35. 000m² (excluindo estradas de acesso), com possibilidade de extensões (de preferência adjacentes), e um total pelo menos de cerca de 25. 000m² adicionais completa com drenagem adequada e totalmente vedada, incluindo armazéns.

Serviços serão disponibilizados a partir de 2023

De acordo com o anúncio, prevê­se que os serviços sejam disponibilizados de forma indicativa a partir do início do segundo trimestre de 2023, por um período de 120 meses, mais duas prorrogações opcionais de 60 meses. A Eni busca empresas com alvará que ateste o registo do fornecedor em Moçambique e para o fornecimento dos serviços logísticos solicitados, para além de experiência comprovada no fornecimento da Base Logística, Cais Marítimo e Serviços Logísticos, entre tantos outros requisitos.

O bloco de águas profundas da Área 4 contém mais de 85 biliões de pés cúbicos de gás natural, que fornecerá recursos para um projecto de Gás Natural Liquefeito (GNL), o Coral Sul FLNG de classe mundial, cuja a plataforma já se encontra ancorada em Cabo Delgado e prevê­se que inicie a produção em meados de 2022 corrente. A ExxonMobil está a liderar a construção e operação de liquefação de gás natural e instalações conexas em representação da Mozambique Rovuma Venture (MRV), a Eni está a liderar a construção e operação de instalações a montante.

A Área 4 é operada pela Mozambique Rovuma Venture S.P.A (MRV) uma joint venture detida pela Eni, ExxnonMobil e CNPC, que detém uma participação de 70% no contrato de concessão de exploração e produção da área 4. Além da MRV, cada uma das empresas Galp, a KOGAS e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P. detêm na Área 4 uma participação de 10%.